22.6.12

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publicado por Hugo Gomes às 18:03
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publicado por Hugo Gomes às 17:58
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17.6.12

Real.: Paul Feig / Int.: Kristen Wiig, Rose Byrne, Maya Rudolph

 

Filme – Do mesmo realizador de Knocked Up, eis aquela que foi considerada uma das melhores comédias de 2011, Bridesmaids, apelidado de também do equivalente feminino de The Hangover. Um filme divertido, ora disparatado e inteligente, cujo seu trunfo são mesmo as suas personagens femininas tão bem retratadas, longe dos estereótipos hollywoodesco, um dos exemplos mais destacáveis foi aquilo que Melissa McCarthy conseguiu alcançar com a sua Megan, que facilmente poderia ter caído no típico modelo de “rapariga gorda”. Para finalizar devo salientar que mesmo sendo uma comédia dirigida mais para as mulheres do que para os homens, Bridesmaids consegue ser tão ou mais ordinário que muitas comédias machistas, verídico.

 

AUDIO

Inglês

Italiano

Castelhano

 

LEGENDAS

Português

Castelhano

Italiano

Croata

Romeno

Esloveno

Inglês

 

EXTRAS

Comentário do Filme

Cenas Divertidas

Line-O-Rama

Cenas Cortadas

Cenas Alternativas e Prolongadas

Anúncio da Cholodecki

 

Distribuidora – Universal Home Video

 

 

Ver também

Bridesmaids (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:16
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Saltar ou não saltar, eis a questão!

 

Um homem condenado por um crime que não cometeu sobe para o beiral do seu quarto de hotel e ameaça saltar. O espectáculo está montado, por baixo dele, muito público, repórter, forças policiais e negociadores, todo os olhos estão virados neste homem de medidas desesperadas, Contudo no prédio em frente decorre um estranho assalto.

 

 

Asger Leth (do documentário Ghosts of Cité Soleil, 2006) transporta o espectador para este misto de thriller policial e cinema de golpe, onde as reviravoltas são muitas, algumas surpreendentes outras nem tanto, mas todas contribuem para um argumento razoavelmente bem escrito e minimamente inteligente que vem a invocar os “fantasmas” da “banca rota” de Wall Street, tirando obviamente uma ponta ou outra solta que prejudicam um pouco a credibilidade da história. Falando em credibilidade, Man on a Ledge tem um elenco chamativo, porém algo desequilibrado, desde já contamos com Sam Worthington esforçado em atribuir emoções ao seu personagem, Elizabeth Banks bastante agradável e apelativa, o talentoso Jamie Bell e a revelação Genesis Rodriguez que compõe algo mais do que uma simples “modelo” de sex-appeal, é capaz de criar carisma. Um pouco em baixo de forma está Ed Harris no papel de vilão, uma figura auto-ridicularizada da mesma e uma irritante (se for esse o propósito) Kyra Sedgwick como repórter-choque.

 

 

Um Homem no Limite, titulo em português, pode não ser o tipo de obra que faz comichão nos nossos neurónios, mas não cai em completo no ridículo. Um policial satisfatório que tem a proeza de captar a atenção do espectador até ao último minuto graças a um bom ritmo que acompanha sem mostrar sinais de cansaço a trama. Todavia que no final nos deixe pensar um pouco sobre os pequenos buracos do enredo e o gosto fantasioso do “happy ending”. A estreia do realizador Asger Leth no sector da ficção cinematográfica resume mais do que um simples policial “rotineiro”.

 

“Today is the day when everything changes. One way or another.”

 

Real.: Asger Leth / Int.: Sam Worthington, Elizabeth Banks, Jamie Bell, Edward Burns, Ed Harris, Kyra Sedgwick, William Sadler, Anthony Mackie, Genesis Rodriguez

 

 

O Melhor – Um filme passageiro que entretém e não trata do espectador como parvo!

O Pior – existe alguns buracos no argumento e sequencias que retiram a credibilidade, Ed Harris é uma desilusão

 

Recomendações – The Inside Man (2006), Phone Booth (2003), Red Eye (2005)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:52
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17.6.12

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publicado por Hugo Gomes às 22:17
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Richard Linklater poderá fazer dos cultos filmes; Before Sunrise e Before Sunset numa trilogia. Quem confirma tal notícia é o actor Ethan Hawke á IndieWire, enquanto promovia a sua ultima obra, The Woman in the Fifth de Pawel Pawlikowski, onde o actor contracena com Kristin Scott Thomas. Hawke afirma que voltará a trabalhar com Richard Linklater no terceiro Before, e que as gravações começarão neste Verão. O actor ainda adiantou que em princípio será a cidade Newark, Nova Jersey, a servir de cenário á “upcoming” obra.

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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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Real.: Mark Neveldine, Brian Taylor / Int.: Nicolas Cage, Idris Elba, Ciarán Hinds

 

Filme – A acção decorre na Europa Central, onde Johnny Blaze (aka Ghost Rider) tenta alcançar o Diabo, a fim de conseguir acabar com a sua maldição. Sequela independente do fracassado filme de 2007 de Mark Steven Johnson, Ghost Rider: The Spirit of Vengeance pode ser tão ou mais disparatado que o anterior, mas os realizadores encarregues desta nova estância conseguem injectar alguma energia mais desvairada e alguns toques de humor que nos fazem suportar melhor o enredo.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Ghost Rider: Spirit of Vengeance (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 00:05
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16.6.12

Viva o Ditador!

 

Depois das suas transformações em Ali G, Borat e Bruno, o actor e comediante Sacha Baron Cohen se converte no general Aladeen (não confundir com Aladin) na nova obra de Larry Charles (o realizador de Borat). Eis uma fita cómica, politicamente incorrecta arquitectada pela estrela com uma noção crítica invejável, mesmo que por vezes os gags possam possuir um caracter ofensivo.

 

 

Em The Dictator, logo a abrir temos uma homenagem daquele que é considerado o último dos grandes ditadores, o norte-coreano Kim Jong-II, figura essa também utilizada numa das polémicas em torno da fita, em que Sacha Baron Cohen despeja as cinzas do velho “amigo” em cima do smoking do apresentador Ryan Seacrest, em pleno tapete vermelho da última gala dos Óscares, em consequência esteve a sua expulsão da cerimónia. A personagem de Baron Cohen, caricaturalmente interpretado, é um ditador da grande nação africana, Wadyia (país obviamente fictício), o território exemplar de opressão e violação dos direitos humanos, atrocidades, essas, que levaram as Nações Unidas a cometerem medidas mais drásticas. Aladeen segue então para Nova Iorque para um congresso da ONU, onde é raptado, conseguindo fugir, porém no seio de uma conspiração ele tenta sozinho sobreviver á selva de asfalto e claro; a democracia.

 

 

Os primeiros minutos de The Dictator, naqueles que demonstram genialidade e o maior pique cómico, os espectadores são confrontados com um mockumentario sobre o fictício país e a personalidade protagonista, mas depois de alcançada a premissa, a fita de Larry Charles recorre ao clássico modelo narrativo, tudo isto poderia descair no abismo se não fosse os gags e o toque satírico trazido por Sacha Baron Cohen, captando a atenção e as gargalhadas do público. Mesmo tendo Anna Faris ao estado “Scary Movie”, ou seja a verdadeira estupidez em pessoa, O Ditador ainda possui no seu elenco actores como Ben Kingsley (impagável) e John C. Relly, que dão um pouco mais de classe á fita.

 

 

Com algumas moralidades que aligeiram o ensaio critico, um dos momentos mais geniais de The Dictator é mesmo o ridículo discurso de Aladeen imaginando os EUA a viver numa época de ditadura, comédia com um teor critico aguçado, obviamente. Eis um filme que em mãos erradas poderia ser um desastre, todavia com os homens certos é um repreensível, inteligente e hilariante pelicula cómica.

 

“Oh it's a girl. I'm so sorry. Where's the trashcan?”

 

Real.: Larry Charles / Int.: Sacha Baron Cohen, Anna Faris, Ben Kingsley, John C. Relly, Jason Mantzoukas

 

 

O Melhor – o humor inteligente e a encarnação de Sacha Baron Cohen

O Pior – se o filme tivesse continuado como pseudo-documentário, o resultado seria mais que genial

 

Recomendações - Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (2006), Bruno (2009), Ali G Indahouse (2002)

 

Ver Também

Bruno (2009)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:09
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Get The Gringo (2012)

 

Não é desta!

 

A carreira de Mel Gibson já não é o que era, encontrando-se na sua mais baixa forma, até á data houve imensas tentativas de ressuscitar uma das poderosas estrelas de Hollywood, e é neste Get The Gringo do estreante Adrian Grunberg que deparamos mais uma missão de resgate para devolver ao actor o seu estatuto de herói de acção muito cobiçado no final dos anos 80 e 90. Vendendo-se como a nova obra dos produtores de Apocalypto e Braveheart, a fita de Grunberg é um ensaio de acção que transportam Mel Gibson na marginalidade do México, ele é um misterioso criminoso, capturado na fronteira e levando para uma particular prisão mexicana, que assemelha como um paraíso de gente da pior laia. O argumento não surpreende, mesmo que o desenrolar leva algumas reviravoltas no mínimo astutas, as sequências de acção roçam a espectacularidade mas não batem a vulgaridade e m Mel Gibson, talvez, pedia-se mais humor na sua narração e na personagem em questão, carisma, o que o actor carece nesta obra. Depois do falhado Edge of Darkness de Martin Campbell, não é desta que o actor de Lethal Weapon se volta a refirmar como o ícone de acção de outrora. Para fã do actor, fica a recomendação do último filme de Jodie Foster, The Beaver.

 

Real.: Adrian Grunberg / Int.: Mel Gibson, Peter Stormare, Dean Norris, Daniel Giménez Cacho

5/10

 

 

Our Idiot Brother (2011)

 

Idiota, é pouco!

 

Quem é que não possui na sua família aquele membro “ranhoso” ou deslocado? Quase toda a gente tem tal sina. E é sob esse signo que Jesse Peretz (The Ex) mascara o actor Paul Rudd no bem-intencionado e ingénuo Ned (aquele irmão que ninguém gostaria de ter), que se arma em bom samaritano, mas cujas decisões que toma prejudicam a vida pessoal das suas irmãs que o acolhem, porém sem ele saber como. A personagem de Paul Rudd dificilmente causará simpatia no espectador, o actor recria em Ned, uma espécie de criança-adulta sem o pingo de graça, o centro de um caos pessoal que cansa e muito. Our Idiot Brother pode muito bem não ter um protagonista com qualquer ligação com o público, contudo o seu leque congénere não se fica á trás, mesmo que contemos a nosso dispor talentos como o de Emily Mortimer e de Elizabeth Banks. Uma comédia insípida com o cunho de Judd Apatow e com uma aparência indie que pelo menos confortará o público a sentir de que se encontra longe das produções mais mainstream do género. Porém Our Idiot Brother não apresenta muito para dizer nem para mostrar, mesmo que os actores dão um pouco de si às falhadas personagens, um desperdício. Quanto á actriz Zoey Deschanel, com este tipo de interpretação, ela ficaria “a matar” como sere necrófago na série Walking Dead.

Real.: Jesse Peretz / Int.: Paul Rudd, Nick Sullivan, Francesca Papalia, Zooey Deschanel, Elizabeth Banks, Emily Mortimer, Hugh Dancy

4/10

 

 

This Means War (2012)

 

 

Guerra com o espectador!

 

Quando dois agentes da CIA se apaixonam pela mesma mulher, ambos disputam o coração da donzela com todo o cordialismo. Porém esse justo confronto logo se converte numa burlesca utilização de todo os métodos e gadgets possíveis para conseguir conquistá-la. McG, o homem que esteve por detrás do duo Charlie’s Angel e do quarto e até bem-sucedido filme do franchising do The Terminator, recicla a fórmula de combinação entre comédia romântica e acção e nos consegue conceber este This Means War, um ensaio cómico falhado e de acção aligeirada, que apenas sobrevive graças á química obtida por Tom Hardy e Chris Pine, que verdade seja dita não oferecem muito em termos de actuação. Guerra é Guerra, titulo traduzido, é um reconto do livro de engates que invocam a lamechice digna de Hollywood e o facilitismo para encerrar em grande “Happy Ending”. Com personagens pouco conseguidas; Reese Witherspoon muito abaixo de forma e a sua amiga, irritantemente desempenhada por Chelsea Handler fazem a festa do lado feminino, enquanto Angela Bassett surge quase sem destaca, apenas para preencher o estereótipo de “directora afro-americana e rígida” e Til Schweiger é o vilão de serviço. O resultado é um filme desequilibradíssimo, sem garra nem pompa com esquizofrénicas personagens, situações sem graça e um enredo de acção chato. Esperava-se mais pela ideia.

 

Real.: McG / Int.: Reese Witherspoon, Chris Pine, Tom Hardy, Til Schweiger, Chelsea Handler, Angela Bassett

4/10

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publicado por Hugo Gomes às 19:15
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16.6.12

Real.: Steven Spielberg / Int.: Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson

 

Filme – Steven Spielberg continua a exibir-se porque é que continua a ser um dos grandes artesões de Hollywood, com War Horse, o autor regressa às suas origens e invoca com satisfação as suas influências; David Lean, Frank Capra, John Ford e Victor Fleming, sob a capa de uma tremendamente bela fotografia acompanhado com uma épica banda sonora de John Williams. Os horrores da primeira Grande Guerra embrulhado com o cinema mais emocional e terno onde o cavalo é o fio condutor de toda a narração. Nomeado ao Óscar de Melhor Filme.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português

 

EXTRAS

Cavalo de Guerra: A Imagem

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

War Horse (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 01:20
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15.6.12


publicado por Hugo Gomes às 23:34
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publicado por Hugo Gomes às 20:56
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11.6.12

 

Apresentamos Ralph, ele faz parte de um popular videojogo arcade intitulado de Fix-It Felix Jr., durante trinta anos, ele desempenhou o papel de vilão (ou neste caso “bad guy”), cansado decide então procurar novos videojogos em busca de uma nova oportunidade. Wreck-It Ralph é a grande aposta dos estúdios Disney no sector da animação para a temporada natalícia, um filme animado 3D com deliciosas referências ao mundo dos videojogos, como se pode visualizar no trailer. Força Ralph (titulo português) é uma fita dirigida por Rich Moore, que realizou alguns episódios de The Simpsons, Futurama e a série de culto The Critic, no elenco vocal poderemos contar com John C. Relly como o simpático Ralph, a comediante Sarah Silverman, Jack McBrayer (Despicable Me), Jane Lynch (da série Glee) e Brandon T. Jackson (Percy Jackson and the Olimpians). Estreia em Portugal no dia 6 de Dezembro de 2012.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:35
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10.6.12
10.6.12

Real.: Martin Scorsese / Int.: Asa Butterfield, Chloe Moretz, Ben Kingsley

 

Filme – Martin Scorsese deixa por momentos as suas violentas e profundas obras e aventura-se no filme de família com claros toques que irá decerto maravilhar cinéfilos. É uma fita mágica onde o amor pelo cinema reina e o gosto pela aventura o torna numa surpresa irresistível. Não será certamente a melhor obra da carreira de Scorsese mas a passos largos um dos seus filmes mais apetecíveis. Fantástico!

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Checo Dolby Digital 5.1

Húngaro Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Inglês

Checo

Português

Húngaro

Lituano

Letão

Hindi

Croata

Grego

Hebraico

Esloveno

Eslovaco

Islandês

 

EXTRAS

Making Of A Invenção de Hugo

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Hugo (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 19:35
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10.6.12

A faceta activista de Luc Besson!

 

Com um desempenho vibrante e camaleónico por parte Michelle Yeoh, The Lady, o relato da luta pela liberdade democrática da Birmânia por parte da activista Aung San Suu Kyi, é um dos filmes mais bem conseguidos do realizador Luc Besson. De origem francesa, o autor foi várias vezes comparado com Steven Spielberg, equiparação porém exagerada, mas honrosa pelo facto de conseguir criar algum dos maiores êxitos do cinema francês e inserir na própria cultura cinematográfica, o blockbuster como também explorar novos géneros há muito desconhecidos pelo seu panorama nacional. Filmes como The Fifth Element e Arthur Et Les Minimoys, dois êxitos a nível mundial que nos servem como alguns dos exemplos dessa globalização por parte do realizador que é um verdadeiro tarefeiro, encarregando-se de produzir alguns dos maiores êxitos do cinema de acção como Taken com Liam Neeson ou a trilogia Transporter com o sempre carismático Jason Statham.

 

 

 

Em The Lady, Luc Besson tem finalmente o filme mais sério da sua carreira, elaborado um biopic que segue á risca as regras do seu próprio modelo. Um Coração Dividido, o título que a fita recebeu por cá em terras lusas, nos esquematiza sobre a galardoada com Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, todavia, o realizador vai para além de apenas relatar a sua luta pela liberdade contra a opressão do seu país e vincula a real origem dessa destreza corajosa, o amor pelo seu marido Michael Aris, aqui interpretado com classe por David Thewlis.

 

 

 

O academismo da produção porém pode prejudicar a pelicula de ir mais longe para além da simples biografia cinematográfica, e esquivar do simples produto aspirante a telefilme de BBC, o que é pena, porque mesmo sob a ausência de garra e vibração, esta narrativa de uma das mulheres mais influentes do nosso seculo não pode ser desprezada em vão.

 

“You may not think about politics, but politics think about you”

 

Real.: Luc Besson / Int.: Michelle Yeoh, David Thewlis, Jonathan Raggett, Jonathan Woodhouse, Susan Wooldridge, Benedict Wong

 

 

 

O Melhor – o desempenho de Michelle Yeoh

O Pior - faltar-lhe garra para ir mais além do simplista biopic

 

 

Recomendações – Mao’s Last Dancer (2009), Coco Avant Chanel (2009), The Messenger: The Story of Joan of Arc (1999)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:15
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9.6.12

 

A nossa actriz Rita Blanco chamou a atenção do Mundo com o seu desempenho no último filme do realizador alemão Michael Haneke (Funny Games, Caché, The White Ribbon), apresentado e nomeado á Palma de Ouro do último Festival de Cannes, a obra tem como titulo Amour. Protagonizado por Jean-Louis Trintignant (Trois Couleurs: Rouge, Z) e Emmanuelle Riva (Trois Couleurs: Bleu, Hiroshima mon amour), Amour é a derradeira história de amor onde o único obstáculo é mesmo a sombra da morte. O par de veteranos actores desempenham um casal de reformados na casa dos “80” cujo seus afectos são postos á prova. Será certamente uma das grandes obras deste ano que irá marcar presença no nosso país no dia 29 de Novembro de 2012. No elenco ainda poderemos contar para além da actriz portuguesa de Sangue do meu Sangue de João Canijo, a icónica Isabelle Huppert (8 Femmes).

 

 


publicado por Hugo Gomes às 00:41
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De conto de fadas a suposto épico de aventuras!

 

Alice in Wonderland de Tim Burton conseguiu render mais de mil milhões de dólares em todo o Mundo, dando a ideia a Hollywood de que os contos de fadas podem e muito bem servir de material para bem-sucedidos blockbusters e nisso confirma-se na nova vaga que deparamos actualmente. Tempos em que as histórias de infância são cada vez mais convertidas a obras cinematográficas de carácter mais negro e adulto. O realizador Rupert Sanders defende que os chamados contos de fadas nunca foram completamente direccionadas para as crianças, relembrando os tempos em que na Europa Central, histórias tradicionais como Branca de Neve, o Capuchinho Vermelho e Gato das Botas eram contadas e recontadas em convívios à volta de fogueiras, reunindo as mais diferentes gerações de pessoas.

 

 

Todas estas narrações traziam consigo significados e morais que só os adultos compreendiam na altura, mas cujas temáticas encantavam e "assustavam" os mais novos. O desconhecido e estreante Sanders foi então o elegido para direccionar o tão amado conto dos irmãos Grimm, a incontornável Branca de Neve (nos dias de hoje muito ligado à primeira longa-metragem da Disney em 1937), para as novas audiências e reinventar para sempre a história que integrou incontáveis infâncias. Tem como titulo Snow White and the Huntsman, um blockbuster de fantasia negra que vai buscar inspiração ao visual de Tim Burton e Guillermo Del Toro (infelizmente não iguala a nenhum desses) e um fulgor narrativo de um certo épico de Peter Jackson.

 

 

Inicialmente, a fita de Rupert Sanders é uma "vítima da moda", sendo que a sua protagonista é nada mais, nada menos que Kristen Stewart da série Twilight, felizmente mais expressiva e acessível que no infame franchising. Ao lado desta encontramos Chris Hemsworth que será relembrando pelo grande público como o Thor das adaptações cinematográficas da Marvel, principalmente no estrondoso êxito de The Avengers. Duas estrelas em ascensão e de momento com grande apelação ao público em geral, tentam a passos preencher um filme previsível, com uma imaginação desequilibrada, ora fértil, ora pueril e vazia. Se Branca de Neve de Kristen Stewart é algo de aborrecido, já o caçador de Hemsworth é quase como um clone do seu personagem da Marvel, porém o actor é esforçado em atribuir algum aprofundamento a uma figura plana e quase sem objectivos. Os famosos sete anões são todavia tão mal aproveitados e caracterizados, mesmo sob a alçada de talentosos actores como Bob Hoskins, Ray Winstone, Ian McShane e Eddie Marsan.

 

 

Snow White and the Huntsman é desde já um blockbuster que ostenta soberbos efeitos visuais e mesmo assim, sequências de acção apelativas e invejáveis, mas tudo enfraquecido por um elenco pouco substancial tal como as suas respectivas personagens (novamente referindo, com alguns erros de casting), isto poderia ser o geral se não fosse …Charlize Theron. A actriz galardoada com o Óscar de Melhor Actriz pela sua representação em Monster de Patty Jenkins (2003), tem aqui um desempenho hipnotizante, arrepiante e reluzente na pele da Rainha Má, ou neste caso, Ravenna.

 

 

Ela interpreta a vilã com uma angústia vil, ao mesmo tempo que atribui uma certa figuração de tragédia na mal-amada monarca. Ela é a alma da fita de Rupert Sanders, o motivo para que esta fantasia presunçosa funcione, chego mesmo a arriscar que Charlize Theron tem aqui um dos melhores desempenhos da sua carreira e talvez do ano, uma vilã que poderá ficar na posteridade como um das mais assustadoras bruxas alguma vez transportadas para o cinema, podendo mesmo protagonizar os piores pesadelos. Uma actriz de “A” grande num filme de “f” pequeno, que não chega a salva-lo mas que não o arrasta para o previsível esquecimento. Tendo em consideração isso, um muito obrigado Theron!

 

“Mirror, mirror on the wall. Who is fairest of them all?”

 

Real.: Rupert Sanders / Int.: Kristen Stewart, Chris Hemsworth, Charlize Theron, Sam Claflin, Lily Cole, Sam Spruell, Ian McShane, Bob Hoskins, Toby Jones, Eddie Marsan, Ray Winstone, Nick Frost

 

 

O Melhor – indiscutivelmente Charlize Theron

O Pior – os erros de casting e a fantasia por vezes brilhante outras vezes déjà vu

 

Recomendações – Alice in Wonderland (2010), Mirror, Mirror (2012), Red Riding Hood (2011)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:16
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8.6.12

Real.: Simon Curtis / Int.: Michelle Williams, Eddie Redmayne, Kenneth Branagh

 

Filme – Baseado no livro de memórias de Colin Clark, My Week with Marilyn é o relato de um dos momentos na vida da estrelar actriz de cinema, Marilyn Monroe, magistralmente interpretada por Michelle Williams. Com fins de decifrar a misteriosa estrela, a fita de Simon Curtis narra ainda o amor de Verão entre Colin Clark, um jovem acabado de sair de Oxford e aceita um papel como terceiro director num filme da homónima actriz. Com a excelente e camaleónica prestação de Williams e um deliciar de referências cinéfilas, My Week With Marilyn é um drama talvez não tão profundo e por vezes académico, mas profissional e bem orquestrado. Vale a visualização.

 

AUDIO

Inglês

 

LEGENDAS

Português

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

My Week With Marilyn (2011)

 

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:24
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Conheçam o vosso criador!

 

Que segredos obscuros se escondem na vastidão do espaço? Será que a nossa origem tem algo de relacionado com a imensidão estrelar? Será o Darwinismo, concebido pelo naturalista Charles Darwin, a mais correcta das teorias do nosso aparecimento? Qual é a nossa finalidade no planeta Terra? São estas as perguntas e muitas mais sem respostas que Ridley Scott ousa-nos desafiar em aventurar na oculta jornada de Prometheus, um dos filmes mais antecipados do ano. O que poderemos encontrar na nova obra de Scott? É a resposta o qual vos consigo responder, mas para já posso antever de que se trata de um 2 em 1 como filme de ficção científica. Uma das partes pelo qual a fita é tão esperada é por se tratar da tão ansiosa prequela do universo Alien, sendo que toda a sua narrativa nos transporta para 1979, onde nos deparamos com as primeiras imagens de Ellen Ripley e a sua tripulação no original Oitavo Passageiro (titulo que a fita de Ridley Scott recebeu no nosso país), onde exploram uma nave espacial extraterrestre despenhada no planeta LV-426. Nesta sequência assistimos a um cadáver alienígena com um crânio quase elefantino e com um misterioso buraco no peito, dando mesmo a ideia de algo ter escapado na altura. Esta criatura cadavérica que nunca mais surgiu na série foi apelidada de “Space Jockey”, criação de H.R. Giger que também foi responsável pela decoração do seu tumulo e pela criatura estrelar do franchising, irá ter papel importante em Prometheus, já que esta suposta prequela irá relatar o que sucedeu aquele extraterrestre e a nave incluída.

 

 

Ridley Scott prepara para saltar 37 anos para o passado de Alien, na fita o espectador segue as pegadas de uma dupla de arqueólogos (Noomi Rapace e Logan Marshall-Green) que elaboram a tese de que o Homem teve origem espacial, concebido pelos chamados “Engenheiros”, através de pistas expostas em inúmeras civilizações primitivas da Terra conseguem decifrar o suposto local onde residem estas criaturas “divinas”. Após terem despertado o interesse de um magnata moribundo, integram assim numa expedição espacial com finalidade de conhecer os nossos criadores. O título Prometheus, que é também o nome da nave da nossa tripulação protagonista, é a alusão ao mito do titã grego, expulso do Olimpo e condenado após tentar igualar o ser humano aos deuses, a lenda irá ter todo o sentido nesta jornada ao conhecimento do nosso Deus e as verdadeiras motivações destes cientistas perante tal reunião, como também Scott tem a inteligente manobra de replicar tal ideologia com o andróide a bordo, David (interpretado ambiguamente por Michael Fassbender), que tenta de certa forma irmanar aos seus criadores, os seres humanos, uma invocação aos replicants de outro filme da direcção do autor, Blade Runner (1982), que confirma a combinação de universos.

 

 

A mensagem de Prometheus pode ter muito de Cientologia, mas tem a proeza de não vender como propaganda tal como o “horripilante” Battlefield Earth de Roger Christian fez, até hoje a pedra no sapato de John Travolta, Ridley Scott o cria como um atmosférico thriller de ficção cientifica que não defrauda quem julgava estar perante de uma diversão inteligente e misteriosa, porém, infelizmente o filme consegue tecer mais perguntas que nomeadamente respostas e ao argumento até certa altura não consegue “tapar os buracos” criados ao longo da narrativa. Prometheus é uma jornada inicialmente entusiasmante mas que perde chama quando tenta a todo risco oferecer aos fãs aquilo que eles mais ansiavam, deixando pelo caminho uma trama que desleixa a todo o gás. Dito isto, até parece que o novo e esperado filme de Ridley Scott é uma banhada, o que não é verdade, Prometheus inveja e muitos as inúmeras produções de ficção científica dos dias de hoje, mas ao contrário de Alien, este é uma fita industrial que disfarça o cerebral pelo efeito blockbuster (cinema-pipoca).

 

 

A nossa mercê, temos um cativante elenco que não faz jus no desenvolvimento dos personagens, sentimos que Scott não aproveitou ao máximo os seus “peões de jogo”. Todavia, o autor consegue de tal forma invocar em Noomi Rapace o fantasma de Ellen Ripley, a actriz que brilhou na trilogia sueca baseada nos best-sellers de Stieg Larsson, Millennium, encabeça uma heroína com o instinto de sobrevivência bastante apurado, sua prestação é excelente principalmente quando lhe entregam o climax da trama (deu para matar saudades de Sigourney Weaver). No resto do elenco ainda podemos destacar Michael Fassbender, um dos mais mediáticos actores do momento, e Charlize Theron em mais uma composição de fria “bitch”, por fim Logan Marshall-Green que se encontra solido (é impressão minha ou o actor faz lembrar e muito Tom Hardy, que iremos ver com toda a glória em The Dark Knight Rises de Christopher Nolan).

 

 

Com um ambiente digno, muitas referencias ao universo que tanto adoramos, uma sequência quase condescende ao primeiro Alien, relembrando o horror em assistir a explosão de ventre em John Hurt, Prometheus é a sugestão do momento no que diz a blockbuster de Verão nos cinemas, com muitas surpresas como também algumas desilusões, pois é, a nova pelicula de Ridley Scott poder ser a nova sensação da ficção cientifica do ano, mas os buracos no argumento (Damon Lindelof, um dos autores da série Lost e Jon Spaiths) são imensos e tudo foge do controlo quando este tenta dar aos fãs tudo aquilo que eles desejam e não o que necessitam, aliás existe demasiado improviso nesta visão de inicio de uma saga. No final, temos em aberto a possibilidade de novas sequelas.

 

“Big things have small beginnings."

 

Real.: Ridley Scott / Int.: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Logan Marshall-Green, Idris Elba, Sean Harris, Rafe Spall, Guy Pearce

 

 

O Melhor – é uma obra misteriosa, inteligente e mesmo sedutora

O Pior – algumas pontas soltas no argumento, mau aproveitamente de alguma das suas personagens.

 

Recomendações – Alien (1979), Battlefield Earth (2000), Alien Vs Predator (2004)

 

Ver Também

Alien (1979)

Aliens (1986)

Alien 3 (1992)

Alien – Ressurection (1997)

Alien Vs Predator (2004)

Aliens Vs Predator – Requiem (2007)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:12
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Real.: Rodrigo Garcia / Int.: Glenn Close, Mia Wasikowska, Janet McTeer

 

Filme – Esta é a história da invulgar vida de uma mulher em plena Irlanda, seculo XIX, que disfarça de homem durante trinta anos para poder ter um trabalho digno num dos hotéis mais chiques da capital. O seu maior sonho é porém ter uma vida tão vulgar como todo os outros. Uma produção de luxo com interpretações profissionais e bem-sucedidas que integrou na lista dos nomeados aos Óscares na ultima gala, contudo foi um dos maiores perdedores. Glenn Close e Janet McTeer valem por si todo o filme, desempenhado dois bem caracterizados Tootsie invertidos.

 

AUDIO

Inglês

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer

Elenco e Equipa Técnica (Entrevistas)

 

Distribuidora – Valentim Carvalho

 

 

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Albert Nobbs (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 17:59
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