30.4.12

 

John Cusack (1408, Being Malkovich) é o escritor Edgar Allan Poe neste fictício thriller do mesmo realizador de V for Vendetta, James McTeigue, que estreará entre nós na próxima quinta-feira, dia 3 de Maio. Para quem não conhece, Allan Poe foi um famoso escritor de obras repletas de fantasia, ficção científica e mistério, para muitos foi juntamente com Julio Verne um dos precursores desses géneros na literatura, porém na nova obra cinematográfica, The Raven - O Corvo, o autor terá que colaborar com as autoridades locais no caso de um serial killer que mata inspirando os trabalhos do nosso escritor. No elenco poderemos ainda encontrar Luke Evans (The Immortals, The Three Musketeers), Brendan Gleeson (In Brudges, The Guard), Alice Eve (She’s Out of My League) e Kevin McNally (da quadrilogia de The Pirates of the Caribbeans). Um thriller a não perder!

 

 


publicado por Hugo Gomes às 01:51
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Sente a barbaridade do projecto!

 

Robert E. Howard criou em 1932 uma das personagens mais icónicas, se não a mais, da literatura sword & scorcery, Conan – O Bárbaro. Protagonista de imensas aventuras que saíram dos livros propriamente ditos e que povoou BDS, jogos, brinquedos e filmes, entre os quais uma versão cinematográfica de John Milius e com o cunho de Oliver Stone em 1982 que obteve um enorme sucesso e que interligou até aos dias de hoje, a personagem fictícia com o actor Arnold Schwarzenegger que conheceu o estrelato graças ao papel. Entretanto a Nu Image/Millennium Films arrisca (e que arrojada aposta) neste remake / reboot dirigido por Marcus Nispel, o homem por detrás da re-filmagem de Texas Chainsaw Massacre em 2003 e do pseudo-épico Pathfinder em 2007, provavelmente o filme que motivou os produtores para eleger Nispel como o homem indicado no posto de tarefeiro de serviço.

 

 

Conan the Barbarian consegue até certa altura ser mais fiel às páginas de E. Howard do que propriamente aspirar o filme de 1982, esta fidelidade encontra-se principalmente na caracterização do novo bárbaro, onde Jason Mamoa corresponde a um guerreiro mais hábil com a espada, felino e ágil, perdendo todo aquela brutalidade de Schwarzenegger. Nisso, em termos físicos, Mamoa corresponde na exactidão ao personagem de Robert E. Howard, mas quando se pede ao jovem actor para actuar, a única coisa que nos oferece é uma figura plana e monossílaba do inconsequente herói de acção.

 

 

Aliás a única prestação decente neste filme quase arrancado por amadores (poderia se não tivesse integrado actores de nome) é mesmo o de Rose McGowan (que se encontrava anexada num projecto de Robert Rodriguez baseada noutra figura fictícia do legado de Howard, Red Sonja, porém nos dias de hoje aprisionado no chamado “limbo cinematográfico”), que interpreta um dos vilões deste épico algo chunga, pueril e controlado por um gore exagerado e por vezes artificial. Felizmente as sequências de acção estão bem trabalhadas, mas o cinema não sobrevive apenas disso. De bárbaro fica a decisão dos responsáveis em tenter devolver um novo folego a uma personagem já tão marcada. Depois queixam-se do flop.

 

“I live, I love, I slay, and I am content.”

 

Real.: Marcus Nispel / Int.: Jason Momoa, Stephen Lang, Rachel Nichols, Rose McGowan, Ron Perlman

 

 

O Melhor – Jason Mamoa não ser tão brutamontes como Schwarzenegger, criando assim um personagem mais fiel ao legado de Robert E. Howard

O Pior – Uma história insonsa, personagens sem interesse e um gore algo exagerado e pueril

 

Recomendações – Pathfinder (2007), Centurion (2010), 300 (2007)

 

Ver Também

Conan The Barbarian (1982)

Solomon Kane (2009)

Pathfinder (2007)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:53
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30.4.12

Real.: John Madden / Int.: Helen Mirren, Jessica Chastain, Sam Worthington

 

Filme – Um thriller do mesmo realizador de Shakespeare in Love, The Debt segue a missão secreta de uma equipa de agentes da Mossad que tentam capturar um conhecido criminoso da Guerra Nazi – O Cirurgião de Birkenau. Um filme envolvente carregado de excelentes desempenhos e de um fio narrativo devera sedutor.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Comentário do Filme

Uma Perspectiva de A Dívida

O Caso Berlim: O Triângulo no Centro de A Dívida

 

Distribuidora – Universal Home Video

 

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 00:24
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publicado por Hugo Gomes às 00:18
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28.4.12

 

Enquanto The Avengers faz estragos nas bilheteiras de todo o Mundo, a Cinematograficamente Falando … decidiu recolher outras equipas memoráveis, ou não, de sujeitos especiais em defesa do nosso Planeta.

 

 

 

 

X-Men (Bryan Singer) 2000

 

 

 

 

The Incredibles (Brad Bird) 2004

 

 

 

 

Watchmen (Zack Snyder) 2008

 

 

 

 

LXG – The League of Extraordinary Gentlemen (Stephen Norrington) 2003

 

 

 

 

Fantastic Four (Tim Story) 2005

 

 

 

 

The A-Team (Joe Carnahan) 2010

 

 

 

 

Mystery Men (Kinka Usher) 1999

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:36
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26.4.12

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publicado por Hugo Gomes às 22:37
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22.4.12

Estou bastante atrasado na apresentação desta lista. O ano 2012 tem sido um ano muito difícil para mim e tenho dedicado pouco tempo ao blog, porém confesso que continuo insaciavelmente ir ao cinema ver os últimos filmes como escapatória das más notícias que abundam o nosso dia-a-dia, essa “coisa” chamada crise, mas o reduzido espaço e tempo que possuiu dificulta a postagem de críticas e afins. Todavia, sem mais nada para desculpar, eis finalmente a lista dos melhores filmes de 2011, segundo a minha humilde opinião.

 

 

#10) Ides of March (George Clooney)

 

 

Ryan Gosling num dos desempenhos da sua vida, George Clooney carismaticamente hipnótico como sempre e Paul Giamati e Phillip Seymour Hoffman a demonstrar as suas garras na arte da interpretação neste novo filme da faceta de realizador de Clooney. Apresentando como um retracto das campanhas políticas como meros jogos de estratégias, com muita chantagem e traição pelo caminho, Ides of March é um thriller de classe, sedutor, que brinda-nos com um actor formidável e de futuro risonho (Gosling) e de uma vedeta que até se comporta como um dos autores mais maduros de Hollywood (Clooney).

 

#09) Monsters (Gareth Edwards)

 

 

Quando falamos apenas na ideia de inserir monstros alienígenas e romance, a primeira impressão é pura “chunguice”. Porém o filme de Gareth Edwards vem a provar que sob o comando desses ingredientes, consegue criar um dos mais arrebatadores romances do ano e com monstros do tamanho de arranha-céus incluídos. Filmado como uma obra de guerrilha e limitado por um orçamento curto, Monsters aposta essencialmente numa trama mais intrínseca e menos longitudinal á visão futurista que representa, dando a ideia de pura naturalidade. Um filme discreto, mas que merece ser visto por todos.

 

#08) The King’s Speech (Tom Hooper)

 

 

O grande vencedor dos Óscares de 2011, Tom Hooper realiza aqui um drama improvável inicialmente negado pelas produtores que não olhavam com bons olhos ao projecto, prevendo tratar-se de um fiasco. No final de contas conseguiu arrecadar uns impressionantes 400 milhões de dólares em todo o Mundo e tendo em conta o orçamento de 15 milhões, The King’s Speech é realmente um improvável sucesso. Mas como filme, a história de um rei gago, o verídico George V, é uma experiencia única dramática que consegue transformar um suposto biopic num “buddie movie” primoroso. O elenco é fabuloso, o merecido vencedor do Óscar, Colin Firth consegue transmitir na perfeição a angústia de um rei que se sente subvalorizado devido a uma simples deficiência oratória e o seu pouco ortodoxo terapeuta, Geoffrey Rush, a invocar um dos seus melhores desempenhos. Drama inspirador!

 

#07) Biutiful (Alejandro González Iñárritu)

 

 

Alejandro González Iñárritu é um talentoso artesão de filmes de mosaico, porém para além do modelo narrativo consegue invocar nas suas fitas uma carga dramática poderosíssima com auxílio de um elenco escolhida a dedo. Biutiful é porém o de todas as obras de Iñárritu a mais básica em termos narrativos, mas é tal como a sua filmografia, um filme poderoso, tocante, sem maniqueísmos e um actor que serve de base simbiótica a um drama tocante, Javier Bardem com uma das suas melhores prestações num personagem entre o linear do bem e do mal. Grandes autores e actores!

 

#06) Jodaeiye Nader az Simin (Asghar Farhadi)

 

 

O justíssimo vencedor do Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira da gala de 2012, um retracto implacável da separação dos valores sociais dos indivíduos perante os conflitos. Um filme que nos celebra do que melhor se faz em terras de Abbas Kiarostami, o Irão, e esquece por momentos o preconceito do Ocidente de que só Hollywood pode deter grandes obras cinematográficas. Grandes actores, muito bem escrito argumento num dos filmes que não causou grande destaque na sua estreia mas que não provocou indiferença aos poucos que o viram.

 

#05) Midnight in Paris (Woody Allen)

 

 

Tudo indicava que o realizador/ argumentista / actor, Woody Allen tinha perdido a sua genica há algum tempo, mais precisamente depois de 2005 (Match Point). Todavia parece ter recuperado a sua melhor forma em 2011 com este Midnight in Paris, uma homenagem de um artista á arte em geral. Allen realiza e escreve uma fita repleta de amor pelas criações prazenteiras do ser humano, encenando uma Paris magica e fértil, e dirigindo um elenco de igual talento, até mesmo Owen Wilson surpreende pela positiva mesmo sob a capa do seu ego. Fantástico, um marco na carreira de tão veterano autor.

 

#04) The Beaver (Jodie Foster)

 

 

Incompreendido, é o que posso dizer deste quase surrealista quarta obra de Jodie Foster na cadeira de realizador. Ela dirige Mel Gibson naquele que pode muito bem ser a sua obra de redenção, desempenhando um personagem melancólico que ganha nova vida quando encontra um fantoche de forma de castor (daí o titulo The Beaver). Trata-se de um obra de autor e de actores, com imagens e diálogos fortes como também um elenco cuidado e profissional. Emocionante.

 

#03) Drive (Nicolas Winding Refn)

 

 

Ninguém nega que o ano 2011 pertenceu quase inteiramente ao actor Ryan Gosling, sendo esta sua época de maior destaque e ascensão. Impressionou os críticos e publico com as suas prestações em fitas como Blue Valentine de Derek Cianfrance e Ides of March de George Clooney, encantou muitas e apresentou carisma em Crazy Stupid Love de Glenn Ficarra, John Requa e por fim se marcou com uma das personagens incontornáveis do ano passado, somente chamado de Drive no filme homónimo de Nicolas Winding Refn. Ele é um duplo de cinema, perito em perseguições e acrobacias mirabolantes com viaturas, um az ao volante que nas horas vagas pratica actos ilícitos em servir como transportador para criminosos nos seus golpes. Drive é um culto garantido, uma combinação do cinema pulp com a nostalgia dos anos 70, tudo resumindo a uma homenagem incompreendida á obra de Quentin Tarantino. Sensacional.

 

#02) The Tree of Life (Terrence Malick)

 

 

Eu sei o que estão a pensar, quem elege a presunçosa obra de Malick como um dos grandes filmes de 2011 é puro snobismo ou demonstração de superioridade cultural. Confesso que se calhar fiquei mais admirado com as visualizações de Drive de Nicolas Winding Refn ou mesmo Jodaeiye Nader az Simin de Asghar Farhadi, não com isto querendo dizer que desgostei de The Tree of Life, nada disso, a ultima fita de Malick foi uma experiencia criativa rica e pura, um hino a um novo cinema, um cinema longe do mainstream e da gigantesca industrialidade de Hollywood, do marketing e da sétima arte como simples negocio. Há muito que não se via um tipo de filmes assim desde 2001: A Space Odissey de Stanley Kubrick, revelando todo ele uma jornada do Homem na Terra, com claras alusões á admiração do autor pela figura divina de Deus, porém a representando através da Natureza e por fim imagens belíssimas de tirar o folego. Seca para alguns, um monumento para outros.

 

#01) Black Swan (Darren Aronofsky)

 

 

Tendo como influencias thrillers da categoria de The Shinning de Stanley Kubrick ou Misery de Rob Reiner, Black Swan não só é inspirado como também já faz parte dessa liga e com todo o respeito. Natalie Portman demonstra versatilidade na protagonista trágica assombrada pelos seus piores temores enquanto o autor Darren Aronofsky a dirige com todo o esplendor e entrega-nos uma intriga arrepiante e misteriosa até ao último minuto. No final Portman cita “I was perfect” e um disparar de aplausos invade, ecoando até à última frame. O melhor filme do ano, sem dúvida.

 

 

 

Menções honrosas – Venus Noir, Tinker Tailor Soldier Spy, Carnage, The Conspirator, La Piel que Habito, Source Code

 

Surpresas – Source Code, The Beaver, The Rise of the Planet of the Apes, X-Men: First Class, Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro, The Help

 

 

Ver Também

Biutiful (2010)

Black Swan (2010)

Carnage (2011)

Drive (2011)

Jodaeiye Nader az Simin (2011)

La Piel que Habito (2011)

Midnight in Paris (2011)

Monsters (2010)

Rise of the Planet of the Apes (2011)

Source Code (2011)

The Beaver (2011)

The Conspirator (2011)

The Help (2011)

The King’s Speech (2010)

The Tree of Life (2011)

Tinker Tailor Soldier Spy (2011)

Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro (2010)

X-Men: First Class (2011)

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publicado por Hugo Gomes às 02:00
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21.4.12

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publicado por Hugo Gomes às 13:35
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20.4.12

 

Ver mais informação aqui.

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publicado por Hugo Gomes às 23:28
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Leonardo DiCaprio volta a reunir com o lendário realizador Martin Scorsese pela quinta vez após os filmes: Gangs of New York, The Aviator, The Departed e Shutter Island. O projecto em causa será uma obra baseada nas memórias de Jordan Belfort, um bem sucedido corrector de bolsa de Wall Street que foi condenado por fraude em 1998. Previsivelmente o actor desempenhará o papel principal, o de Belfort, na obra que se intitulará por The Wolf of Wall Street, a cargo do argumento está Terrence Winter, conhecido pela série Broadwalk Empire.

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publicado por Hugo Gomes às 23:26
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Nem queiram ver aquilo que Washington é capaz …

 

Por mais filmes que faça, Tony Scott será sempre lembrado como o irmão mais novo do veterano Ridley Scott, que talvez em termos históricos contribuiu mais para o cinema que o seu congénere mais acelerado e energético. Porém menos versátil e maduro que o seu ente, Tony Scott consegue suceder na indústria cinematográfica com êxitos de bilheteira do cinema de acção, dentro da sua obra, Top Gun (entre o amado e o odiado) é até á data o seu filme mais popular, sendo um dos fortes que contribuiu para o lançamento do jovem Tom Cruise para o estrelato. O autor é destacado pela sua apressada e por vezes psicadélica realização constantemente presente nas sequências de acção e não só … na própria narrativa da fita. Tais factores podem ser agradáveis para os adeptos de red bull e do sistema modelar “videoclippeiro”, todavia é essa escolha directiva que enfraquece uma obra como este Man on Fire, que em terras lusas obteve o título de Homem em Fúria.

 

 

Baseado num filme homónimo de 1987 de Élie Chouraqui que por sua vez é inspirado na novela literária de A.J. Quinnell, Man on Fire não irá deter nenhum prémio de originalidade, aliás a sua premissa é tão comum como qualquer filme protagonizado por Steven Seagal, contando a história de um ex-militar americano, Creasy (Denzel Washington), que é contratado como guarda-costas de Lupita Ramos, filha de uma rica família mexicana. O protagonista cria laços fortes com a criança (Dakota Fanning), o qual a sua felicidade perdida é reconstruida pouco a pouco, mas o infortúnio acontece e Lupita (no filme é apelidada somente por Pita) é raptada, Creasy ao tenter protege-la é baleado até ficar inconsciente. Após de dois dias de recuperação e de ter conhecimento de notícias que a menina foi morta pelos raptores, o nosso protagonista jura vingança e cabe num rasto de sangue para desmantelar uma marginal organização criminosa.

 

 

Dito isto tudo soa tão banal, mas o forte desta fita de Scott é mesmo a sua carga emocional que é transposta para o espectador através dos excelentes desempenhos de Denzel Washington e Dakota Fanning, apresentando também uma excelente química entre ambos. Ele é carismático como sempre, recriando uma personagem trágica á procura da redenção pelos seus actos passados que encontra na personagem de Fanning uma espécie de vento de mudança. Ela é ternurenta, emocionante quando é preciso e com um sorriso patusco que contagia qualquer um. Ou seja, Man on Fire encontra-se bem servido de protagonistas e até poderemos considerar o elenco no geral, mesmo com Marc Anthony sem azes para a interpretação.

 

 

O plano colossal e quase sádico de vingança é levado para o grande ecrã de forma cativante e solida, fazendo com que o espectador indiscutivelmente torce pelo nosso sagaz protagonista. A banda sonora que conta com especial participação da impotente Lisa Gerrard tem uma função quase manipuladora oferecendo a Man On Fire doses quase insuportáveis de emoção, o qual se verifica no final heróico e sim … trágico. Agora o menos bom, Tony Scott usa e abusa dos efeitos psicadélicos, da câmara animada e quase sem fundamento evitando qualquer indícios de mise en scène. Com isto, Man On Fire mesmo com os seus 146 minutos de duração, esboça um efeito de despacho narrativo desleixado que nos dá a sensação de encurtar uma história de vingança que poderia ser venerada se obtivesse mais detalhes e maturidade na direcção. Todavia esta continua a ser uma das melhores obras de Tony Scott, que mesmo sob a “sujidade” técnica e a câmara tremeliquenta não deixa de ser um filme de acção emocionante e comovente.

 

A man can be an artist... in anything, food, whatever. It depends on how good he is at it. Creasey's art is death. He's about to paint his masterpiece.”

 

Real.: Tony Scott / Int.: Denzel Washington, Dakota Fanning, Marc Anthony, Radha Mitchell, Christopher Walken, Giancarlo Giannini, Rachel Ticotin, Jesús Ochoa, Mickey Rourke

 

 

O Melhor – a dupla Washington / Fanning

O Pior – Os desvaneios de um homem chamado Tony Scott

 

Recomendações – Taken (2008), Payback (1999), Out of Reach (2004)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:19
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Real.: Mark Mylod / Int.: Anna Faris, Chris Evans, Ari Graynor

 

Filme – Mark Mylod assina aqui uma comédia romântica com uma premissa algo ridícula e exagerada servida por gags insípidos e uma protagonista sem nexo (Anna Faris). Com uma realização um quanto amadora, esta Lista de Exs (titulo em português) poderá agradar os espectadores mais atentos aos artigos mensais das revistas cosmopolitas.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Checo Dolby Digital 5.1

Húngaro Dolby Digital 5.1

Turco Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Árabe

Checo

Grego

Hebreu

Húngaro

Islandês

Romeno

Sérvio

Turco

 

EXTRAS

Menus Interactivos

Selecção de Capítulos

 

Distribuidora – PRIS Audiovisuais SA

 

 

Ver Também

What’s Your Number (2011)

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 23:16
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publicado por Hugo Gomes às 23:12
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18.4.12

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publicado por Hugo Gomes às 20:54
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15.4.12
15.4.12

I´m the King of the World

 

Antes de ainda ser concluído, Titanic de James Cameron estava previsto afundar-se nas bilheteiras internacionais, muito devido ao seu orçamento colossal que já superava os 200 milhões de dólares e dos longos atrasos da produção que a fita encontrava-se submetida. Mas felizmente, Titanic estava muito longe de encontrar-se na lista dos maiores flops de sempre, tendo rendido uns impressionantes 1,8 bilião de dólares em todo o Mundo, permanecendo no primeiro lugar na box office em 17 semanas nos EUA. A fita bilionária de Cameron consistiu nos dias de hoje um dos filmes mais conhecidos e adorados de todo o sempre, a sua recompensação surgiu na cerimónia dos Óscares em 1998, onde a obra levou para casa um número impressionante de 11 estatuetas, entre elas o cobiçado Melhor Filme.

 

 

Porém longe da megalomania do projecto, encontra-se uma clara e honesta homenagem ao cinema clássico romântico (com obvias alusões a Gone With the Wind de Victor Fleming) em camuflagem com a pretensão técnica e realista dos efeitos visuais e da reconstrução dos cenários como por exemplo o navio feito á escala para o efeito. Cameron recupera o filão classicista hollywoodesco na tragédia do SMS Titanic, o majestoso paquete a vapor que afundou após ter chocado contra um icebergue no dia 15 de Abril de 1912, naquela que foi a sua viagem inaugural. Neste acontecimento trágico morreram 1500 pessoas. O realizador porém invoca as suas memórias através de um cocktail de figuras reais com fictícias, encenando uma história de amor de grande escala que simboliza uma luta hierarquia de classes da época.

 

 

Nesse casal amoroso encontramos traços de Romeu e Julieta, onde Kate Winslet e Leonardo DiCaprio estão terrivelmente belos e irresistíveis, completando-se quimicamente entre si. Winslet demonstra cada vez a senhora actriz que iria se tornar (Titanic é ainda hoje o seu filme mais destacado) e DiCaprio fica conhecido a partir daqui como um astro teenager, no caso de actor deve-se aplicar a mesma regra que aborda o vinho, quanto mais velho é, melhor se torna. Cameron consegue assim através do par romântico a recriação de sequências arrebatadoramente apaixonadas e esteticamente poéticas que ficaram imortalizados no legado cinematográfico. Mesmo com um elenco secundário de luxo e altamente competente; Billy Zane (a sua carreira nunca mais foi a mesma), Bernand Hill como o fatídico Capitão Edward James Smith, o qual o seu último e nobre gesto foi afundar-se com o navio, o sempre notável David Warner, Kathy Bates, Bill Paxton e Gloria Stuart (a única interpretação nomeada ao Óscar nesta fita), Titanic não consegue criar espaço de manobra para o desenvolvimento das mesmas, preocupando-se com o romance fictício e retractar o resto como simples arquétipos honrosos.

 

 

Mas não é por causa disso que Titanic não seja altamente emocionante, James Cameron prova aqui que é um verdadeiro artesão ao recriar o pânico geral no grande ecrã. De generalizar dramas e concentrar-se em absorver as memorias de todos aqueles que perderam as suas vidas no fatídico dia. Mesmo que prometa mais do que aquilo que inteiramente cumpre em termos de personagens (falo das cenas mise en scène com Kate Winslet sobre claustrofobia social e do grito interior interrompido pela sirene do SMS Titanic, que surgem no principio deste épico, mas o qual James Cameron nunca consegue ser capaz de desenvolver a sua personagem estrelar nesses meio mais profundo), mas que cumpre naquilo que desde o início o espectador esperava, o naufrágio sentimental e espectacular de Titanic que compõe alguma das sequências de acção mais elaboradas dos anos 90.

 

 

 Cem anos depois do acontecimento negro que marcou uma década, uma versão convertida em três dimensões é relançada nos cinemas de todo o mundo como motivo de celebração do centenário do naufrágio de tão majestoso navio, realçando toda a espectacularidade desta obra tão equiparada aos clássicos épicos de Hollywood. Pode não ter sido a melhor obra do ano, nos dias de hoje é motivo de “jacota” e de ódio por muitos, talvez devido á grande produção que se tornou e pela banda sonora (maravilhosa, não tem medo de dizer) interpretada por Celine Dion, mas a verdade é que Titanic de Cameron é sim um feito técnico e dramático que reside como um dos mais completos dramas do final dos anos 90 e um dos filmes mais célebres de todo o sempre. Não é perfeito, mas sabe cumprir e muito bem os requisitos necessários e é um dos romances mais poderosos de que há memória.

 

Real.: James Cameron / Int.: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, Kathy Bates, Frances Fisher, Gloria Stuart, Bill Paxton, Bernard Hill, David Warner, Victor Garber, Jonathan Hyde, Suzy Amis, Lewis Abernathy

 

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:04
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Real.: Tarsem Singh / Int.: Henry Cavill, Freida Pinto, Mickey Rourke

 

Filme – Não, não chega a ser um 300 nem de perto uma adaptação do videojogo de God of War, o resultado é um visual onírico de cortar a respiração por parte do autor, mas em termos de narrativa é fracassado, confuso e muito plástico. Vale pelas participações de Mickey Rourke e o discurso emotivo de Henry Cavill (o futuro Super-Homem na versão de Zack Snyder).

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Grego Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Entrevistas

Em filmagens

Trailer

TV Spot

 

Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA

 

 

Ver também

The Immortals (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 21:59
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Tanta critica a The Immortals e afinal …

 

Na altura em que o realizador Jonatahan Liebesman reuniu com os produtores de Wrath of Titans para iniciar a produção do filme, alguns objectivos eram claros, contornar os erros do primeiro, que apesar de ter rendido mais de 600 milhões de dólares, arrecadou com uma carga imensa de críticas negativas e repudia pelo público, principalmente pelo seu 3D transposto na pré-produção que suscitou imensas reprovas. Assim sendo, Wrath of Titans é narrado com algum receio de se tornar no seu predecessor, mas não é por isso que o faz diferente do mesmo.

 

 

A história decorre uma década depois dos acontecimentos do filme de Louis Leterrier em 2010, Perseus (Sam Worthington) é agora pai, mas não é por isso que o evita de ser fonte de auxilio pelos deuses para derrotar um mal maior, a iminente libertação de Cronos, o pai de todos os deuses, o verdadeiro titã de toda a saga. Fúria de Titãs, titulo traduzido, consegue precaver um dos erros de Clash of Titans, o 3D, agora filmado do que convertido, realçando os atributos técnicos e visuais que vão desde as criaturas CGI bem-criadas até à caracterização do Minotauro, passando pelo labirinto de Hefesto (Bill Nighy) até à revolta grandiosa, porém curta de Cronos (o grande vilão da fita).

 

 

Nesses termos, a fita de Jonathan Liebesman é um “eye-candy”, mas em termos narrativos e interpretativos Wrath of Titans não consegue destacar do seu anterior. Nota-se porém um esforço de Sam Worthington em desenvolver o seu herói de acção que no primeiro filme encontrava-se em modo automático, a substituição de Alexa Davalos por Rosamund Pike também conseguiu criar na Andrómeda, uma personagem mais sólida e forte (sem isto querer dizer alguma coisa). Liam Neeson e Ralph Fiennes até possuem alguma cumplicidade química, não falando de se tratarem dos actores mais talentosos do elenco e ainda temos novas aquisições; Toby Kebbel, Edgar Ramirez e Bill Nighy.

 

 

É decerto que desde o início, sabíamos que Wrath of Titans não é filme resumido a interpretações ou atributos autorais, mas no mínimo pedíamos era que soubesse contar e recontar uma história, o que nem isso acontece. Demasiado apressado e precocemente conclusivo na sua narrativa, a nova fita da saga tal como o seu predecessor tem o mau hábito de desperdiçar o potencial da mitologia grega, resumindo todas as trágicas personagens, acontecimentos e misticismo de um cultura como meros adereços para o serviço de um blockbuster comum com mais parentesco com os videojogos do que propriamente com cinema!

 

You're sweating like a human... next it will be tears."

 

Real.: Jonathan Liebesman / Int.: Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Rosamund Pike, Edgar Ramirez, Bill Nighy, Toby Kebbel

 

 

Ver também

Clash of Titans (2010)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:47
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14.4.12

Real.: Oliver Park / Int.: Rowan Atkinson, Rosamund Pike, Gillian Anderson

 

Filme – Mais uma aventura doutro personagem de sucesso de Rowan Atkinson, Johnny English, uma alusão mais paródica e caricatural de 007. Oliver Park reúne aqui todos os condimentos de uma básica comédia mas que funciona às mil maravilhas graças ao génio de Atkinson em conseguir arrancar gargalhadas aos espectadores graças a óptimos gags.

 

AUDIO

Inglês

Castelhano

Catalão

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Castelhano

Catalão

 

EXTRAS

Cenas apagadas / prolongadas com introduções do Realizador Oliver Parker

Cenas Divertidas

A Perseguição de Cadeira de Rodas

Comentário do filme

 

Distribuidora – Universal Home Video

 

 

Ver Também

Johnny English Reborn (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 21:57
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publicado por Hugo Gomes às 21:45
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Num futuro próximo as viagens no tempo já foram inventadas, porém são proibidas, apenas utilizadas no mercado negro e pela Máfia como método de tráfico. Joseph Gordon-Levitt desempenha um “Looper”, um moço de recados do crime de organizado com a missão de executar todos aqueles que são enviados pelo túnel do tempo. A sua única regra é não deixar escapar ninguém, mesmo que esse alguém seja ele próprio. Looper é a nova obra realizada e escrita por Rian Johnson (Brick) contando para além do nosso protagonista, os actores Bruce Willis (Die Hard), Emily Blunt (The Adjustment Bureau), Paul Dano (There Will Be Blood), Jeff Daniels (The Squid and the Whale) e Piper Perabo (Coyote Bar). Ainda sem data de estreia em Portugal, contudo nos EUA já se espera pelo dia 28 de Setembro.

 


publicado por Hugo Gomes às 21:43
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Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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