31.3.12

Real.: Shawn Levy / Int.: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lily

 

Filme – Shawn Levy, que concretizou a duologia de A Night At Museum com Ben Stiller, consegue criar nesta visão futurista do Rocky numa agradável surpresa, porém com um fórmula mais que vista mas que funciona graças a bons valores de produção e um protagonista forte e talentoso: Hugh Jackman. Para toda a família!

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

 

EXTRAS

Como Se Fez Metal Valley

Construir os Robôs

Comentários Áudio

Erros de Gravação

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Real Steel (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 22:41
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Adam Sandler dará voz ao Conde Drácula na grande aposta animada da Sony Pictures, Hotel Transylvania. A primeira longa-metragem do realizador Genndy Tartakovsky, que dirigiu inúmeros episódios de conhecidas série animadas tais como Star Wars – Clone Wars, Samurai Jack, Powerpuff Girls e Dexter’s Laboratory, contará a história de um alternativo Drácula que é gerente de um Hotel que serve de refúgio para todos os monstros. A fita terá ainda no elenco vocal, actores de nome como Kevin James (Zookeeper), Selena Gomez (Monte Carlo), Steve Buscemi (Armageddon, Reservoir Dogs), David Spade (Grown Ups), Molly Shannon (Evan Almighty) e Adam Samberg (Hot Rod), Hotel Transylvania tem data de estreia marcada no nosso país para 13 de Dezembro de 2012.

 


publicado por Hugo Gomes às 20:20
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Real.: Steven Spielberg / Int.: Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig

 

Filme – O icónico personagem de banda desenhada criado por Hergé é finalmente recriado com toda a sua glória para o grande ecrã pelas mãos de Steven Spielberg (dispensa apresentações) e do produtor Peter Jackson (igualmente). A primeira aventura cinematográfica de Tintim é uma alegoria visual e tecnológica que remete o espectador na jornada do futuro do cinema enquanto espectáculo, sendo que as catalogações de animação ou imagem real ainda são um ponto de questão aqui. Tirando isso, The Adventures of Tintin é uma aventura sem precedentes, divertida e energética com actores de luxo a emprestarem o corpo e voz para algumas das personagens mais célebres da banda desenhada francesa. Apesar de ser um blockbuster, foi um dos melhores filmes que tivemos oportunidade de assistir no ano passado.

 

AUDIO

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Inglês

Hebreu

Turco

Árabe

Hindi

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Hebreu

Hindi

Turco

Romeno

Islandês

Esloveno

Sérvio

Croata

 

EXTRAS

A Aventura até Tintin

O Mundo de Tintin

Quem é Quem de Tintin

Milu: Do Início ao Fim

Tintin: A Banda Sonora

Livro de 56 páginas sobre como foi feito Tintin

 

Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA

 

 

Ver Também

The Adventures of Tintin: Secret of The Unicorn (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 19:39
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27.3.12

O Cinema não precisa de falar!

 

Nunca um filme nos deixou tão deslocados do tempo que foi The Artist. Não se trata de mais um vislumbre do futuro da sétima arte como muitas obras vêm anunciando, mas sim uma capsula do tempo tal como Arthur Conan Doyle descreveu no seu célebre romance “Time Machine” para um dos tempos mais prematuros do cinema, o mudo e a sua evolução para os chamados “talkies” (também chamados filmes sonoros). De tamanha importância que foi estes últimos, comparativamente á importância da descoberta da roda que teve para o Homem, os sonoros definiram um novo cinema, um cinema mais competitivo, mais selectivo, mais variado e mais exigente. Porém tal como selecção natural, deixaram para trás os mudos, que foram considerados obsoletos e sem longevidade. Descrito como também um dos momentos mais cruéis do cinema, essa transposição do mudo para o falado, causou de muitas estrelas cinematográficas que recusavam a ideia de um filme com diálogos ou simplesmente e talvez ridículo, mas verdade, não possuíam talento vocal para tal, provocando desilusões nas anteriores legiões de fãs. Tornou-se um período de renovação, como também numa caça á extinção.

 

 

The Artist de Michel Hazanavicius não é um filme desse tempo, aliás é moderno demais para ter sido dirigido nessa época com tão poucos recursos, mas é uma fita que homenageia de maneira calorosa por vezes cruel a esse momento talvez negro e silencioso, sendo que por vezes comporta-se mesmo como uma retrospectiva. Em O Artista (titulo obviamente em português) se concentra na decadência de um astro do cinema mudo, George Valentin (protagonizado por um altamente expressivo Jean Dujardin), que recusa a falar, metáfora á sua participação em “talkies”. No centro dessa história com humor, romance, ternura e mesmo tragedia, está Peppy Miller (a belíssima Bérénice Bejo), uma jovem que Valentin acolhe no seio de Hollywood e que se converte numa estrela em ascensão de um novo cinema (figura com claras alusões á imortalizada actriz Audrey Hepburn). Tudo acaba por consistir num confronto entre moderno e antiquado, e como cruel e ingrato se torna essa evolução.

 

 

Sendo de premissa simples, talvez complementada com o sensacional Sunset Boulevard de Billy Wilder (1950) que retracta também a queda de uma estrela do tempo em que o cinema ainda não falava, The Artist é um reflexo, um olhar aos acontecimentos, uma fita que celebra o cinema em toda sua forma primitiva como também o condena de maneira critica mas irrepreensível. Ver esta obra fora de época é poder sentir uma arte de outros tempos, e acreditar por momentos na ingenuidade cinematográfica, mesmo sabendo que nunca tal coisa existiu. O elenco é nota dez, utilizando a expressividade exagerada como memória dos actores e actrizes que parecem ter sido apagados pela inovação (para além dos elogiados protagonistas não devemos esquecer de mencionar a fabulosa e trágica Penelope Ann Miller) , a banda sonora une o nostálgico á orquestra moderna e pomposa e o visual é uma união de reminiscências a rever.

 

 

No final caímos, cedemos e desejamos pela maior das inocências do cinema, o “happy-ending”, e por fim abraçamos este ensaio que se transformou obra, e obra que se transformou numa parte importante do cinema. Existem poucos filmes assim, e no nosso tempo referir poucos já é muito, contudo não existe dúvidas que assistir The Artist é de ficar sem palavras! O merecidíssimo vencedor do Óscar de Melhor Filme, um eterno objecto de adoração sobre o cinema propriamente dito.

 

Real.: Michel Hazanavicius / Int.: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Malcolm McDowell

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:08
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26.3.12

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publicado por Hugo Gomes às 23:18
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25.3.12

 

Depois da trilogia Paranormal Activity e do decepcionante, mas diferente Insidious, Oren Peli prepara-se para produzir mais outro filme de terror de título forte, Chernobyl Diaries. A premissa é simples desta fita de Bradley Parker (que foi coordenador de efeitos visuais do remake americano de Let The Right One In), seis turistas norte-americanos encontram-se numa euro-trip, porém tem a “excelente” ideia de explorar um dos sítios mais trágicos da própria Europa, Chernobyl, para quem não sabe foi a cidade situada no Norte da Ucrânia que sofreu um acidente nuclear em 1986, quando um reactor nuclear começou a libertar uma gigantesca nuvem radioactiva. Nos dias de hoje, Chernobyl é uma cidade fantasma, mas parece que os nossos “americanizitos” vão descobrir que afinal a cidade não está desabitada da pior maneira. Com Jesse McCartney (Alvin and the Chipmuncks), Jonathan Sadowsky (Friday the 13th), Olivia Dudley (Chillerama) e Nathan Phillips (Wolf Creek) no elenco. Chernobyl Diaries tem data de estreia para 25 de Maio de 2012 nos EUA.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:04
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Entre fantoches e homens!

 

Primeiro de tudo, ver novamente os Marretas no grande ecrã é uma experiencia nostálgica que nos faz querer desesperadamente regressar aos anos 70. The Muppets (vamos lá ser formais e dizer o nome dos fantoches em inglês) pode muito não ser o tipo de fitas que arrecadarão prémios ou conquistaram legiões para o ver como os blockbusters ou adaptações de fenómenos literários, mas é sim trata-se da homenagem sincera e divertida que se poderia pedir nos dias de hoje ao trabalho de uma vida, tal vida que foi a de Jim Henson (o criador original dos Marretas que perduraram o show durante os anos 1976 até 1981). Ainda bem que Disney decidiu abrir o baú! 

 

 

A história é simples, singela e sem grandes complicações (o argumento é da autoria do actor Jason Segel, um assumido fã dos bonecos e de Nicholas Stoller); os Marretas desapareceram há anos, o programa foi cancelado e cada um dos personagens seguiram caminhos diferentes, porém se reúnem quando descobrem que um magnata do petróleo quer comprar o estúdio dos Marretas para poder demolir para extrair o dito “ouro negro”. Agora cabe a Sapo Cocas, Miss Piggy e a sua trupe organizarem mais um show para conseguir salvar todo um legado. 

 

 

Apesar da ausência de 12 anos no cinema (a ultima aparição foi em 1999 com Muppets from Space de Tim Hill), The Muppets conserva todos os ingredientes, o tipo de humor que é por vezes irónico, a ingenuidade, as musicas bem trabalhadas e as personagens que conquistaram infâncias, mas infelizmente como se cita durante o filme: são relíquias, e dificilmente conseguirão cativar um novo público que os seguirá, mas sem isto querer insinuar que a fita de James Bobin não é aconselhável aos mais novos, aliás a todos. Cheio de cameos deliciosos, alegria e muita melodia, eis os Marretas e o regresso a uma das referências dos anos 80. PS– só tenho pena de que as minhas duas personagens predilectas do grupo, os velhotes críticos, tenham curtas aparições nesta longa-metragem.

 

“Maniacal laugh... maniacal laugh...”

 

Real.: James Bobin / Int.: Steve Whitmire, Eric Jacobson, Dave Goelz, Bill Barretta, David Rudman, Matt Vogel, Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper, Rashida Jones, Alan Arkin, Jack Black, Emily Blunt, Zach Galifianakis

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:53
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publicado por Hugo Gomes às 00:16
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24.3.12
24.3.12

Real.: Jonathan English / Int.: James Purefoy, Paul Giamati, Bran Cox

 

Filme – Um pseudo-épico que retracta os últimos dias do Rei João de Inglaterra (Paul Giamati) que jura vingança aos barões que o forçaram a assinar a carta Magna. Não sendo um filme por excelência, Ironclad consegue até ser esforçado, mas não o suficiente para o tornar algo mais marcável e próprio. Esperávamos mais.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 22:26
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Cinema adolescente não tem que ser inconsequente!

 

Jennifer Lawrence conduz com genica uma rapariga vivente num mundo pós-apocalíptico. A acção decorre em Panem, o país anteriormente apelidado de Estados Unidos é agora formado por 12 distritos, que por sua vez são submissos a um só Capitólio. Todos os anos os tais doze distritos terão que sacrificar 2 jovens, uma rapariga e um rapaz, correspondentes às idades de 12 a 18 para combaterem entre si numa luta até á morte, onde apenas um poderá sobreviver como sinal de oferenda à capital. Tudo isto resumindo a um programa de televisão visto por milhões, aludindo aos anteriores combates de gladiadores na Roma Antiga. 

 

 

Antes da sua estreia, The Hunger Games foi automaticamente considerado num filme fenómeno do ano, fazendo adivinhar um algo de semelhante em termos litero-cinematográfico a um Harry Potter ou Twilight (principalmente neste ultimo o qual foi mais vezes comparado). Baseado numa série literária juvenil da autoria de Suzanne Collins, The Hunger Games: Os Jogos da Fome é a nova maravilha do cinema adolescente que pode contrariar até mesmo a repudia que este subgénero tem obtido, ao contrário das sequelas de Twilight que consistiram em simples histerias envolto em desastres artísticos de todo tamanho (relembro que o primeiro filme como também o livro possuía algum potencial). A verdade é que a obra adaptada por Gary Ross resulta onde os referidos filmes falharam.

 

 

Primeiro o elenco, que é talentoso por natureza, e que a protagonista, Lawrence, que ultimamente se tem revelado como numa promessa no ramo em obras como Winter’s Bones e The Beaver, consegue encantar o espectador com uma personificação forte e realçar na sua personagem, Katniss, tudo aquilo que é pedido para uma protagonista. Quanto ao resto, contamos com os carismáticos Woody Harrelson e até mesmo um Lenny Kravitz a repetir o seu anterior papel em Precious, ou seja, o do mero simpatizante da protagonista. Josh Hutcherson acompanha a nossa heroína não com brilho mas com competência e por fim Donald Sutherland e Stanley Tucci conseguem profissionalmente cumprir as suas partes.

 

 

O segundo factor é a sua própria narrativa que demonstra uma maturidade por parte de Gary Ross ao transferir o livro para a grande tela, esquecendo de o encarar como matéria adolescente tratasse, por outras palavras, não oferece de bandeja o que os espectadores mais jovens e inconsequente pretendem, concentrando-se somente no reconto da história, filmado com o impacto emocional que os fãs do livro merecem concretamente. A realização tem dinâmica e concentra-se na perfeição no percurso da nossa heroína, mais do que a própria distopia futurista. Sendo que o voyeurismo institucional referida e a metafórica ditadura, pouco é demonstrada numa fita cujas atenções concentram na acção decorrente (aliás temos aqui um exemplar de entretenimento) e não no seu teor politico-social. Abandonando assim qualquer ramificação mais incisiva, muito por culpa do argumento de Gary Ross e até mesmo da autora Suzanne Collins, que tem um cunho no guião.

 

 

Talvez seja o argumento o que de pior possui a fita, muito por culpa da matéria-prima que não é tão original como se julga ser. Collins parece ter recorrido ao livro 1984, de George Orwell, passando pelos também incontornável "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, ou até mesmo a manga de sucesso de Koushun TakamiBattle Royal, que deu a origem a dois filmes, o qual suscitado inúmeras comparações. Todavia em comparação com os seus primos japoneses, The Hunger Games consegue ser próspero para o espectáculo, sendo menos gráfico e psicologicamente violento que Battle Royal (Kinji Fukasaku, 2000), mas a verdade seja dita, para a sua classificação (maiores de 12 anos), a fita de Gary Ross tendem em tornar-se um pouco forte. Mas fortificado é provavelmente um novo fôlego para o cinema teenager, e esperemos que as sequelas não as tornam num novo Crepúsculo, é que sinceramente já não aceitamos mais desnecessária histeria de massas!

 

"May the odds be ever in your favor."

 

Real.: Gary Ross / Int.: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Lenny Kravitz, Stanley Tucci, Wes Bentley, Donald Sutherland, Liam Hemsworth, Willow Shields

 

 

Ver também

Twilight (2008)

Battle Royal (2000)

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:21
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Real.: Paul W.S. Anderson / Int.: Logan Lerman, Orlando Bloom, Mila Jovovich

 

Filme – mais um das enésimas variações do famoso e amado conto de Alexandre Dumas, porém esta versão de Paul W.S. Anderson (Resident Evil) é algo mais sofisticado e livre da história. Como espectáculo visual, The Three Musketeers consegue muito bem ser sedutor e capaz, requisitando os mais eficazes efeitos visuais e as sequências de acção mais apetecidas e bem encenadas, podendo apenas falhar no seu argumento e no tratamento de algumas das suas personagens. Fora isso é liberdade artística, porém sem criatividade, excelente para ver no conforto de casa.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Comentário áudio opcional

3 Documentários de Bastidores: Elenco & Equipa; Conseguir o Look; Acção no Séc. XVII

Cenas Cortadas e Alargadas

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver também

The Three Musketeers (2011)

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 22:16
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Julgavam que Stephenie Meyer só ficava no cinema pela saga Twilight, não, pelos vistos a autora já havia escrito outro best-seller, denominado por The Host, por cá recebeu o título de Nómada. The Host, não confundir com a coreana obra de Joon-ho Bong, é a história de um espirito que se funde com uma humana a fim de localizar o ultimo reduto de seres humanos na Terra. Com estreia para 23 de Março de 2013 (ainda falta muito!), a fita que será dirigida por Andrew Niccol (In Time, Gattaca) contará com Saoirse Ronan (Hanna, Atonement), William Hurt (History of Violence), Diane Krueger (The National Treasure, Troy), Jake Abel (I am Number Four), Frances Fisher (Titanic), Max Irons (Red Hiding Hood), Chandler Canterbury (Knowing) e Boyd Holbrook (Milk) no elenco.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:46
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publicado por Hugo Gomes às 17:42
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22.3.12

Para além de boas recordações, o cinema de 2011 também nos ofereceram momentos que desejaríamos nunca ter presenciado. Antes de vos deixar com a esperada e atrasadíssima lista das melhores obras do ano, deixo-vos com dez filmes que segundo a minha opinião nunca deveriam ter visto a luz do dia.

 

#10) Transformers – Dark of the Moon

 

 

Um arrependido Michael Bay afirmou que iria recompensar os fãs com um episódio mais negro e coerente de Transformers, após ao delírio visual e narrativo de Revenge of Fallen. Porém o tiro acertou ao lado e Bay prova mais uma vez ser inconsequente naquilo que faz. Possui grandes sequências de acção e efeitos especiais, isso é um mérito que ninguém o tira. Porém tudo o resto de lição do que não se deve fazer num filme de tamanha importância comercial que este. Shia LaBeouf surpreende pela negativa e mesmo com as novas aquisições de John Malkovich e Frances McDormand, o elenco não tem qualquer ponta de carisma. A terceira não é de vez!

 

#09) Bad Teacher

 

 

Cameron Diaz veste a pele de uma professora rebelde sem qualquer dedicação pelo seu ofício. Comédia, essa de Jake Kasdan que prometia ousadia e irreverencia, tornou-se assim em mais um dos exemplos modelares. Os americanos não conseguem ser rebeldes por natureza e isso nota-se na cedência aos moralismos e sentimentalismos. Degradante esforço cómico, onde falta-lhe o essencial, a graça.

 

#08) Beastly

 

 

As memórias da nossa infância são cada vez mais arruinadas por filmes como estes. Primeiro foi Catherine Hardwicke a oferecer uma versão pop-gótica do capuchinho vermelho, já para nem falar de vampiros apaixonados, depois é Branca de Neve que troca a maça por espada e habilidades arqueiras numa versão prestes a estrear, mas por enquanto é a modernização do amado conto da Bela e o Monstro que bate mesmo lá no fundo. Sendo barato até demais nos sentimentos e no romance, Beastly é um exemplar adolescente que apenas quer viver da histeria e da influência das suas pseudo-vedetas. Optam antes pela animação da Disney!

 

#07) Yogi Bear

 

 

Já que falamos em memórias de infância destruídas, não poderíamos esquivar da maldita referência que foi trazer o urso Yogi e o seu sidekick Boo Boo á acção real. O método foi idêntico às fitas de Alvin and the Chipmucks, Scooby Doo e Garfield, ou seja forçar actores de carne e osso com “monstrengos” digitais. Mas tudo poderia ser plausível se existisse um argumento em condição, no caso de Yogi Bear tal factor não existe. Cinema para putos que nem sei se mesmo os putos vão gostar.

 

#06) What’s Your Number?

 

 

A decadência das comédias norte-americanas deviam ser considera um assunto público. What’s Your Number, para além de possuir uma das premissas mais ridículas dos últimos anos é uma fita sem chama onde os actores dão o pior de si e acredito no caso da Anna Faris, seja o seu melhor. Neste universo disparatado cabe ao espectador a dúvida; se ade rir ou chorar com a situação.

 

#05) Zookeeper

 

 

As comédias parecem estar em altas no ano 2011, Zookeeper é um dos exemplos mais flagrantes de falta de originalidade, criatividade e coerência neste tipo de filmes. Kevin James que já foi bombeiro e segurança de um centro comercial é agora um guarda de um zoo com animais falantes, de repente nos veio á cabeça algo como Dr. Dolittle. O actor tem problemas amorosos e cabe então os seus amigos felpudos ajuda-lo a conquistar o seu amor, todavia é o público que merecia ser conquistado, mas em vão. Animalesco!

 

#04) Just Go With It

 

 

Muito antes de repudiar espectadores com Jack & Jill, Adam Sandler já havia doseado comédia de mau gosto para com o público com este Just Go With It. Um remake fracassado onde o actor outrora cómico serve de “palhaço de serviço” numa intriga burlesca e senil, o pior é mesmo o elenco, Sandler demonstra cansaço para a coisa, Jennifer Anniston longe dos parâmetros medianos, um terrível Nick Swardson e por fim, a surpresa, aquele que consistiu uma das mais assustadoras aparições de Nicole Kidman, relembrando que depois do Óscar vem a decadência!

 

#03) Dylan Dog – Dead of Night

 

 

Não é o Constantine, não é o detective Columbo, nem é mesmo um dos irmãos da série Supernatural, é simplesmente Brandon Routh que depois da infeliz experiencia em Superman Returns de Bryan Singer e do injustamente fracassado Scott Pilgrim Vs The World, continua a apostar na banda desenhada, desta vez a adaptação dos populares contos italianos de Dylan Dog – uma espécie detective no seio do sobrenatural. O herói merecia algo mais concreto e mais profissional, ao invés disso temos uma fita quase amadora, indescritivelmente escrita e concretizada sem qualquer consideração com a BD. Fica-se pelos toques do cinema noir muito mal aproveitados.

 

#02) Abduction

 

 

Antes de tudo, toda gente tinha conhecimento de três razões que supostamente indicavam que este filme não iria funcionar desde o inicio. A primeira é porque Taylor Lautner não tem qualquer talento como actor, muito menos quando lhe entregam o fardo de protagonista. Segundo, na intriga de Abduction falta a originalidade e surpresas, além disso já haviam feito a trilogia The Bourne e por último, toda a fita foi concebida para agradar o seu público, as audiências mais jovens e menos exigentes na qualidade cinematográfica. Porém havia mesmo a probabilidade, mesmo que reduzida, desta fórmula resultar, mas em vão. Confirma-se Lautner não tem estofo como herói de acção, em Abduction não existe nada que realmente atraia e para o tipo de historia que tem, o filme de John Singleton é levado demasiado a sério. Já se conta com a sequela, mas tendo em conta o resultado da primeira estância, não se dê ao trabalho.

 

#01) Gulliver's Travels

 

 

Mas porque é que inventam? O pior filme do ano segundo a minha opinião é aquele tipo de homenagem que deixaria o homenageado com tendências suicidas. Livremente baseado num dos livros mais famosos de sempre, Gulliver's Travels de Jonathan Swift, esta obra ofensivamente cinematográfica é de uma liberdade artística exagerada como também mal encenado. Ridículo como tudo, Gulliver’s Travel ainda vem a confirmar a decadência de Jack Black na comédia (os comediantes de outrora estão mesmo a desleixar). Para quem não viu fica o conselho, ignorem, e quem viu, “devorem” a mini-série produzida pela Hallmark, não faz esquecer mas ajuda … e muito!

 

Menções desonrosas – Your Highness, Tekken, Dilemma, I Am Number Four, Final Destination 5, Kaboom

 

Outras categorias

Pior Actor – Nick Swardson (Just Go With It)

Pior Actriz – Anna Faris (Yogi Bear)

Pior Realizador – Michael Bay (Transformers – Dark of the Moon)

Pior Argumento – Joe Stillman e Nicholas Stoller (Gulliver’s Travel)

Piores Efeitos Visuais – Gulliver’s Travel

Pior Desculpa para uma Sequela – Big Mommas: Like Father, Like Son

 

Desilusões – Dream House, Transformers – Dark of the Moon, The Ward, Cars 2, Water for Elephants, Sucker Punch, Estranho Caso de Angélica

 

Ver também

Abduction (2011)

Bad Teacher (2011)

Beastly (2011)

Cars 2 (2011)

Dilemma (2011)

Dream House (2011)

Dylan Dog – Dead of Night (2011)

Final Destination 5 (2011)

Gulliver’s Travel (2010)

I Am Number Four (2011)

Just Go With It (2011)

Sucker Punch (2011)

Tekken (2010)

Transformers – Dark of the Moon (2011)

What’s Your Number? (2011)

Yogi Bear (2011)

Your Highness (2011)

Zookeeper (2011)

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publicado por Hugo Gomes às 01:01
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21.3.12

Como é estupido e doido o amor?!

 

Existe uma cena notável e intrinsecamente irónica em Crazy Stupid Love que nos faz pensar na comédia romântica como um quase perdido poço de originalidade e criatividade. Nesta sequência, Steve Carell discute ferozmente com Julianne Moore, a discussão em si ganha contornos quase surrealista, vulgarmente descritas em inúmeras comédias de Adam Sandler ou Ben Stiller, mas é quando ela cita a sua última palavra, o nosso apaixonado Carell perde automaticamente qualquer tipo de esperança em reconquistar o seu amor e no preciso momento começa a chover. Steve Carell grita para os céus enquanto enfrenta as repentinas condições atmosféricas: “Cliché!”. Pois bem em Crazy Stupid Love dos realizadores Glenn Ficarra e John Requa, a hipótese de um messias dentro do género é completamente em vão, porém é a sua atitude quase sarcástica face aos lugares-comuns que o faz de tão especial.

 

 

Previsível? É, muito, mas de uma forma que quase não o condenamos, tudo porque este Amor Estupido e Louco (titulo em português) celebra o amor, mas não o reduz a pura lamechice ou sentimentos baratos, e o faz com humor e não trata o espectador como um ser ingénuo e crente de contos de fadas. Hilariante por vezes, ternurento em outros momentos, contudo um dos verdadeiros trunfos desta comédia romântica é as suas personagens, que nos acomodam desde o preciso momento em que entramos neste mundo recheado de clichés mas maduro o suficiente para os admitir.

 

 

Steve Carell exibe que vai além de um simples “palhaço”, e sim de um actor com todo os atributos possíveis, Ryan Gosling é o futuro Clooney, charmoso, bonito e carismático, realmente ficou bem na fotografia. Do campo feminino Emma Stone pode muito ser um achado, Julianne Moore não decepciona e Marisa Tomei é uma mistura engraçada de sensualidade com madureza. Quanto ao filme romântico que redefinirá o seculo XXI, ainda continuamos á espera, mas cruzar com Crazy Stupid Love é uma proposta interessante e bem-disposta.

 

Real.: Glenn Ficarra, John Requa / Int.: Steve Carell, Ryan Gosling, Emma Stone, Julianne Moore, Marisa Tomei, Kevin Bacon

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:01
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Leonardo DiCaprio (Titanic, Inception, J. Edgar) e Carey Mulligan (An Education, Drive, Shame) são os protagonistas da próxima versão do clássico best-seller de F. Scott Fitzgerald, The Great Gatsby, que já conheceu uma adaptação em 1974 com Robert Redford e Mia Farrow. O novo filme será dirigido por Baz Luhrmann (Moulin Rouge, Australia) que prepara para estreá-lo em formato 3D no dia de Natal, 25 de Dezembro nos EUA. No elenco podemos ainda contar com Tobey Maguire (Spider-Man), Joel Edgerton (Warrior), Isla Fisher (Confessions of a Shopaholic).


publicado por Hugo Gomes às 22:52
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publicado por Hugo Gomes às 22:42
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18.3.12

 

Um Ano de Despedidas

 

 

No constante céu estrelado do cinema, são inúmeras as estrelas que deixam de brilhar. O ano 2011 não foi excepção, o qual assistimos a despedida de inúmeras figuras importantes no nosso imaginário e algumas mesmo no nosso dia-a-dia, todas elas deixarão certamente saudades. Porque na verdade não é fácil conformar-se com o ultimo adeus a Steve Jobs que tanto contribui para as novas tecnologias, mas no cinema foi um dos responsáveis pela importância da Pixar no nosso imaginário. Os realizadores Peter Yates e Gary Winick despediram do seu público, o incompreendido Ken Russell deixou o seu legado e Sidney Lumet ficou estampado eternamente na Historia do Cinema. Por outro lado, 2011 foi cruel para um dos mais artistas da 7ª arte, Raul Ruiz, o qual o público português tem muito que agradecer pelo seu Mistérios de Lisboa. As actrizes Jane Russell e a lendária Elizabeth Taylor encarnaram os seus últimos papeis e nas terras lusas foi a vez do carismático e veterano Artur Agostinho a despedir, ficando para sempre na mente dos portugueses. A todos desejo um descanso eterno e um muito obrigado pelas vossas existências.

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publicado por Hugo Gomes às 23:22
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publicado por Hugo Gomes às 16:40
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18.3.12

“Live or Die on This Day”

 

Liam Neeson tornou-se de momento num dos actores mais “badass” do cinema de acção, aplicando um carisma algo próprio de um Charles Bronson, já que ambos não precisam de demonstrar qualquer tipo de atributos físicos para demonstrar a sua operacionalidade, contudo se destaca a sua “genica” para este tipo de papeis. Longe vão os tempos em que vestiu a pele de figuras históricas de grande importância como Oscar Schindler, Michael Collins e Alfred Kinsey, nos respectivos biopics, agora o actor converteu-se num “man-one-army” desde que decidiu participar em Taken – Busca Implacável de Pierre Morel e confirmando tal estatuto em Unknown de Jaume Collet-Serra, garantindo dois grandes êxitos da sua carreira.

 

 

Desta vez Neeson tem o desafio á altura, sendo agora alvo de uma feroz matilha de lobos enquanto tenta sobreviver ao inferno branco do Alasca. Porém, ao contrário do que se possa prever, em The Grey – A Presa não se trata de uma amostra de como “Liam consegue dar uma coça nos ditos animais” nem nada do género. Surpreendentemente a segunda colaboração com o realizador Joe Carnahan (The A-Team) resume a uma espécie de relato de supervivência que não cede aos irritantes lugares-comuns do modelo hollywoodesco (como o happy-ending) e mesmo que previsível, consegue manobrar entre caminhos frios, conquanto mais envolventes, porém menos espectaculares em termos de cinema mainstream.

 

 

O actor oferece-nos um desempenho eficaz, mesmo que se torne na única personagem que realmente interessa neste conjunto. Mas por felicidade nossa, Carnahan não retracta o leque secundário como plena “carne para canhão”, ao invés de disso recria o “funeral” perfeito e digno para cada uma das suas personagens e alimenta-as com todo o teor humano, chegando mesmo a fazer com que o publico realmente preocupa-se com estas tais figuras desconhecidas.

 

 

The Grey consiste assim no mais emocional e artístico filme do autor, o qual o inicio meio mastigado e deveras “piegas” tenha sido uma manobra arriscada, mas compensada com a narrativa que nos obsequeia com momentos de ouro, entre eles a confissão irada de Liam Nesson a Deus, culpando-O pela situação que se encontra, ou dos últimos minutos em que a personagem do actor se prepara para aceitar a própria morte. Incríveis sequências com os lobos fazem destes “bichos” verdadeiros papões, alguns saltos na cadeira e paisagens de cortar a respiração são outros pontos de interesses naquele que já deve ser considerado por enquanto como o filme de acção do ano. Envolvente, uma surpresa!

 

Real.: Joe Carnahan / Int.: Liam Nesson, Frank Grillo, James Badge Dale

 

 

Ver também

Taken (2008)

Unknown (2011)

The A-Team (2010)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:59
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