30.11.11

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publicado por Hugo Gomes às 23:04
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29.11.11

Mike Leigh na arte das estações!

 

Fisionomicamente, Another Year do britânico Mike Leigh (Secrets and Lies, Vera Drake) é simples e sem grandes poços dramáticos. O autor que já fora sete vezes nomeados ao Óscar (dois deles na categoria de Melhor Realizador e o resto como argumentista) recorre às quatro estações do ano para encenar um mundo emocional envolto do casal Tom e Gerri (uma irónica alusão), que parecem viver entre si uma harmoniosa relação onde nada os afecta, aliás em todo o universo de Another Year – Um Ano Mais parece ser as únicas personagens realmente concretizadas. Contudo a narrativa não se concentra na felicidade de ambos, mas sim nos personagens secundários e os seus dramas, o que parecem não sentirem contagiados com tal simbiose. De certa forma pode-se entender como um retrato de quem não encontra o contentamento nos seus próprios meios e procura abrigar-se na ventura de outros.

 

 

Leigh sempre nos habituou a contar uma história com cativação e um elegante toque muito british, mesmo que no caso desta obra, a diegese desafia os próprios modelos do storytelling, onde o argumento que á primeira vista parece ser vago se torna numa riqueza humana invulgar. O autor é também um excelente director de actores e nisso verifica-se no vasto elenco, que sempre primam as suas personagens, até mesmo em oferece-los uma beleza triste e única. Para além dos perfeitos e sintonizados Jim Broadbent e Ruth Sheen como o casal em questão, temos a nosso dispor actores de calibre como Imelda Staunton, Peter Wight e David Bradley, mas o principal destaque vai para Lesley Manville que rouba as cenas a qualquer um dos actores aqui referidos.

 

 

Simplista, terno e acima de tudo humano, a felicidade inalcançável e a sorte estimada em retrato num dos mais belos filmes em termos narrativos e um dos mais conseguidos elencos do ano. Formidável exercício!

 

Real.: Mike Leigh / Int.: Jim Broadbent, Ruth Sheen, Imelda Staunton, Lesley Manville, David Bradley, Peter Wight

 

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:41
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28.11.11

 

Antes de se tornar realizador de cinema, Ken Russell foi fotógrafo, dançarino e serviu no exercício. Obviamente foi como um enfant terrible do cinema que ficou imortalizado, tendo dirigido fitas polémicas que abordavam religião e sexo, Women in Love de 1969 (onde foi nomeado ao Óscar de Melhor Realizador), The Devils de 1971 e Altered States de 1980 são alguns exemplos dessa marca irreverente. Também foi o autor de Tommy de 1975, o musical da banda The Who’s, que foi um êxito de bilheteira. Ken Russell tinha 84 anos e faleceu passado Domingo, dia 27 de Novembro.

Ken Russell (1927 – 2011)

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publicado por Hugo Gomes às 22:09
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28.11.11

Devoradores da Morte!

 

Tal como em Portugal, na Argentina, as estradas são uma constante batalha entre vida e morte. Face a tamanha sinistralidade rodoviária, Carancho explora as duas faces pós-acidente. De um lado encontramos aqueles que se dedicam a salvar vidas, representado pela pronto-socorro Luján (Martina Gusman), e da outra margem aqueles que exploraram os danos colaterais do mesmo, Ricardo Darin afigura essa oculta verdade em Sosa, um advogado de serviço privado pertencente ao grupo o qual são designados por “caranchos” (tradução para abutre), devido á forma como rodeiam as vítimas de tais tragédias e as artimanhas que utilizam para eduzir o máximo das seguradoras. Ambas as personagens interligam-se num romance como qualquer outro, mas as divergências dos seus mundos irão fazer sentir no desenrolar da história.

 

 

Carancho de Pablo Trapera leva o espectador a chocar com uma amarga realidade, retratando por diversas sequências a dita “máfia” que povoa na Argentina. Por estas e por outras, a fita tem tendência assumir-se narrativamente equiparado como qualquer filme de gangsters, mas a obra argentina se destaca por alguns dos planos longos e de câmara parada, o qual parece tudo acontecer ao mesmo tempo. Tendo invocado o realismo desejo, o ambiente pesado e os perfomances formidáveis dos seus actores (Ricardo Darin é um dos melhores actores da sua nacionalidade), Carancho parece perder algum folgo no desenrolar da sua narrativa, onde as personagens se revelam, inconsequentes face a tal desenvolvimento e a intriga dissipa-se para um contexto predeterminado.

 

 

Sente-se algum desperdício de talentos e uma falta de sensibilidade que poderia levar esta obra às portas do céu, mas merece a visualização e é capaz no seu meio de surpreender, nem que seja pela confirmação de Darin, que depois do magnifico e galardoado El Secreto de sus Ojos de Juan José Campanella, que cada vez mais se confunde como um Humphrey Bogart argentino.

 

Real.: Pablo Trapera / Int.: Ricardo Darín, Martina Gusman, Carlos Weber

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:52
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Real.: Jennifer Yuh / Int.: Jack Black, Angelina Jolie, Gary Oldman (vozes)

 

Filme – Depois do êxito de 2008, eis que chega a inevitável sequela que levará o bem-intencionado Po (com a voz de Jack Black) a viver novas aventuras e enfrentar novos inimigos. Trata-se de uma animação divertida, graficamente excitante e bem trabalhada a níveis argumentativos. Apresenta-nos um vilão de peso, Lord Sheng (com a charmosa voz de Gary Oldman) e acrescenta algum emoção dramática ao panda mais querido dos mais novos. Para toda a família!

 

AUDIO

Português

Inglês

Árabe

Grego

 

LEGENDAS

Inglês

Português

Árabe

Grego

 

EXTRAS

Convívio com o Elenco
Cenas Cortadas
Comentário dos Autores
O Mundo da Dreamworks Animation
Trailers

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Kung Fu Panda 2 (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 21:48
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27.11.11
27.11.11

 

O Discurso do Morto

 

Aaron Schneider é um director de fotografia, uma aptidão visível neste Get Low, cuja virtude é de facto o seu tratamento visual. Tendo como trabalhos mais conhecidos em filmes como TitanicKiss the Girls, o agora convertido realizador aventura-se neste western convencional de um infame ancião, Felix Bush (Robert Duvall), determinado a organizar um funeral para … ele próprio. Bush acredita que estas festas fúnebres deveriam ser feitas aos vivos e não exclusivamente aos mortos, para tal cabe ao gerente da agência funerária da cidade (Bill Murray) em concretizar o dito velório, sem sabendo que tudo isto é um pretexto para que Bush possa revelar o segredo para o isolamento e as razões que o levaram a cometer tal acto eremita a todos os habitantes da cidade.

 

get-low002.jpg

Até ao fim da película, Get Low tem a proeza de manter ao seu grau de mistério quanto à natureza desta festa fúnebre, sem nunca cair no erro de revelar tais propósitos cedo de mais. Um twist final prometido que motiva-nos a caminhar neste ensaio de tragicomédia, até porque o percurso em questão consegue torna-se mais cativante do que o destino do trilho. Mesmo que a façanha seja algo "insuflável", a fita de estreia de Schneider é personalizada em descrever a "caminhada do seu morto" e a escrita de Chris Provenzano (da série Mad Men) e de C. Gaby Mitchell (Blood Diamond) desmistifica a lenda de Felix Bush no seu mais honesto intento.

 

Bill-Murray-Get-Low-007.jpg

 

Get Low revela-se ainda como uma delicada orquestra de actores. Obviamente liderado por um enigmático, mas deveras competente Robert Duvall, e nos chega acompanhado por um Bill Murray no seu melhor estado e uma regressada Sissy Spacek, uma presença não habitual nos dias de hoje. Porém, a pequena satisfação em termos interpretativos chega a ser Lucas Black (conhecido pelo grande público como o protagonista do terceiro Fast and Furious) que aguenta a pedalada nas sombras de actores veteranos e mais experientes.

 

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A verdade é que sem querer destacar das demais obras do ano, Get Low arremeta ser um interessantíssimo filme onde os actores e as qualidades técnicas são deveras irrepreensíveis. Uma agradável estreia na cadeira de realizador, Schneider parece ter aprendido com os melhores, arrancando-se num jogo de igual liga. A ver!

 

"There's alive and there's dead. And there's a worse place in between them, that I hope you never know nothing about."

 

Real.: Aaron Schneider / Int.: Robert Duvall, Bill Murray, Lucas Black, Sissy Spacek

 

9488265_w8Myl.jpeg

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:52
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Depois de Quinze Pontos na Alma, o realizador Vincente Alves do Ó embarca na vida de Florbela Espanca, a celebre poetisa portuguesa para trazer até nós o aguardado biopic. Terá como título Florbela e será produzido pela Ukbar Filmes (América), conta ainda com um elenco de luxo integrado por Dalila Carmo como a homónima autora, Ivo Canelas (A Arte de Roubar), Albano Jerónimo (Mistérios de Lisboa), Soraia Chaves (Call Girl), Rita Loureiro (Quinze Pontos na Alma), Maria João Abreu e Ricardo Barbosa. Com trailer já disponível, Florbela tem estreia marcada para inicio do próximo ano.


publicado por Hugo Gomes às 23:26
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O renascer de Gibson!

 

Tal como aconteceu com Mickey Rourke em The Wresyler de Darren Aronofsky, The Beaver, a segunda produção de Jodie Foster como realizador, poderá se visto como uma espécie de veiculo para a ressurreição de uma das antigas estrelas de Hollywood, o senhor Mel Gibson. O actor imortalizado em Braveheart, o qual venceu o Óscar de Melhor Filme, foi um dos protagonistas de alguns dos maiores êxitos de bilheteira dos anos 90, mas o seu feitio fervoroso e os escândalos que marcaram a sua vida fizeram com que a estrela cai-se numa decadência / negação por parte do público. Em 2004, tornou-se falatório por todo o Mundo quando dirige The Passion of the Christ, o reconto das últimas doze horas da Jesus Cristo, o filme causou polémica pela sua temática e pela violência gráfica em redor da divina figura cristã. Em 2006, Gibson tornou-se o centro das atenções quando após ter sido apreendido pela polícia por conduzir sob o efeito de álcool, profere insultos á comunidade judaica. Desde então a carreira do actor passa despercebido pelos espectadores e pelos media, porém é no filme de Foster, o invulgar, mas original The Beaver, que Gibson consolida com os seus próprios fantasmas e se rende novamente á arte da representação cinematográfica.

 

 

Este filme belo conduz-nos a um homem de nome Walter Black que vive numa condenada depressão, contudo os seus medos estão prestes a ser resolvido quando este encontra um fantoche em forma de castor. Walter cria psicologicamente no boneco de pelúcia uma personalidade viva e ambiciosa que o resgata das sombras do seu medo. Mas o remédio torna-se uma dependência, e é que chega a altura de que Walter tenta livrar do castor, iniciando uma batalha intrínseca e psicológica sem precedentes. Jodie Foster, actriz reconhecida pelos seus trabalhos de representação em The Accused, The Silence of the Lambs e Panic Room, inicia aqui uma tarefa de realizadora após 10 anos de Little Man Tate, que nos conquista primorosamente pela sua delicadeza e sensibilidade no retrato do mundo de Walter, e captando uma narrativa invulgar e bizarra.

 

 

Gibson por sua vez consegue oferecer ao seu personagem uma melancólica personificação de um homem condenado, conseguindo guia-lo para o abismo emocional que se avizinha nas proximidades do final. Felizmente The Beaver não se resume a um simples filme de actor, não possui um vertigo de interesse somente no protagonista, criando envolto deste, um conjunto de personagens secundárias interessantes ricas, favorecidas por grandes desempenhos, principalmente pela própria Jodie Foster, Anton Yelchin (duplico os elogios!) e Jennifer Lawrence.

 

 

Trata-se de uma obra independente com uma grande força própria que nos remete a o que melhor que Mel Gibson é capaz de fazer, mesmo quem não queira fazer as pazes com este. Um excepcional exercício dramático!

 

Real.: Jodie Foster / Int.: Mel Gibson, Jodie Foster, Anton Yelchin, Jennifer Lawrence

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:42
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Real.: Woody Allen / Int.: Naomi Watts, Antonio Banderas, Anthony Hopkins

 

Filme – Antes de surpreender tudo e todos com o seu Midnight in Paris, Woody Allen havia realizado e escrito este You Will Meet a Tall Dark Stranger, sobre a busca do novo amor no meio do seio matrimonial. Porém mesmo sendo uma fita cómica agridoce, este trabalho de Woody Allen é pouco ambicioso, demasiado simplista e automatizado, devido a isso deverá desiludir os fãs do autor de Annie Hall e Match Point, mas é de certo obrigatório para os mesmos.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

You Will Meet A Tall Dark Stranger (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 18:34
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publicado por Hugo Gomes às 01:00
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26.11.11

Comédia no feminino!

 

È muito difícil encontrar verdadeiro cinema feminino nas nossas salas, quando digo isto falo obviamente da construção das personagens e do tratamento da mulher aos olhos da indústria cinematográfica. Ora temos o sexo feminino como um modelo do fútil e escravas da moda em The Sex and the City, ora temos o romance histérico que classifica a mulher como a eterna e ingenuamente apaixonada e por fim o puro mártir (Twilight e arredores). Mas contra tais visões eis que surge no seio da Hollywood industrial, Bridesmaids, uma comédia com o cunho de Judd Apatow que vem contrariar todas as probabilidades e com um pormenor destacar do resto dos filmes estreados este ano nas nossas salas, porque simplesmente retrata as personagens femininas com mais carácter e carnalidade que o dito cinema feminino que existe nos dias de hoje.

 

 

A Melhor Despedida de Solteiro (titulo em português) é narrativamente previsível e pouco original, cobiçando uma ideia comum dos chamados wedding movies. Mas o seu verdadeiro toque como já referido está presente nas bem desenvolvidas personagens que vagueiam nesta história de confusões e gags que de certo não irá cometer gargalhadas “até á cova”, mas que nos irão provocar um sorriso malicioso e ácido, coisas que Apatow sabe fazer tão bem. Os diálogos ousados e ordinários própria marca do produtor encontram-se adaptadas e nada rebuscadas nas personagens, Paul Feig (Knocked Up) demonstra na perfeição é um dos mais fies apóstolos.

 

 

Bridesmaids ainda consegue se beneficiar á conta de um elenco carismático, entre elas a estrela em ascensão na comédia, Kristen Wiig (também autora do argumento), que consegue criar uma protagonista um quanto mordaz, mal intencionada, mas acima de tudo humana e sólida. Ao seu lado, como também ao seu nível está a cintilante Rose Byrne, mas é em Melissa McCarthy (que partilha com Wiig e Maya Rudolph, o facto de terem integrado o Saturday Night Live) que encontramos os momentos mais divertidos. Adverso a tal adjectivo está Maya Rudolph, limitada ao papel secundário e quase ausente intrinsecamente.

 

 

Nas vastas comédias que surgiram este ano, Bridesmaids é um dos exemplos mais destacados, não por ser divertido o quanto baste, mas é um filme que valoriza a mulher como espectadora e são pouco as fitas que conseguem tal feito. Pode não ser original, mas é … profissional!

 

Real.: Paul Feig / Int.: Kristen Wiig, Rose Byrne, Maya Rudolph, Terry Crewes, Melissa McCarthy

 

 

Ver também

Knocked Up (2007)

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:07
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Real.: Michael Bay / Int.: Shia LaBeouf, John Turturro, John Malkovich

 

Filme – Depois do desastroso resultado, mas eficaz nas bilheteiras de todo o Mundo, do segundo capitulo, Michael Bay havia prometido ser mais calmo e cuidadoso quanto ao tratamento deste Dark of the Moon, o desfecho de uma primeira trilogia. Infelizmente os erros do Revenge of the Fallen encontram-se no ADN deste terceiro Transformers, trazendo até nós explosões e mais explosões, efeitos visuais de qualidade e personagens nulas e situações disparatadas que retiram qualquer credibilidade á sua narrativa. Buracos no argumento e muito mais neste entretenimento inconsequente para quem ama videojogos.

 

AUDIO

Inglês

Húngaro

Checo

Polaco

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Checo

Croata

Grego

Hebraico

Árabe

Polaco

Sérvio

Búlgaro

Húngaro

Romeno

Esloveno

Islandês

Eslovaco

Estónio

Letão

Lituano

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Transformers – Dark of the Moon (2011)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:58
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22.11.11

Real.: Robert Redford / Int.: James McAvoy, Robin Wright, Kevin Kline

 

Filme – Apesar de ter obtido uma estreia discreta no nosso país, The Conspirator está condenado a ser uma das melhores obras do ano. Um retrato histórico altamente realista, que questiona a própria justiça dos EUA e invoca um dos seus infelizes episódios que de certo vai impressionar e emocionar. Com grandes desempenhos, principalmente por parte de Robin Wright e uma realização exuberante e sedutora de Robert Redford.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Comentário áudio opcional de Robert Redford
The Conspirator: The Plot to Kill Lincoln - Documentário histórico de 67 min

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

The Conspirator (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:55
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A febre ao Amanhecer!

 

Confesso que acho de certa forma o fenómeno Twilight algo deveras irritante, a histeria envolto destes filmes é um pouco abusada e nisso causa que os filmes sigam á derivam de tais factores, fazendo com que jovens actores exibem os seus portes físicos (e pouco dos seus portes artísticos) para conquistar multidões. Tudo se resume a uma reinvenção do conto de Bram Stoker, Dracula, injectada com tiques que contagiam o universo adolescente e que de certa forma converte o sobrenatural em um triângulo amoroso com certas ideologias poligamias e feministas.

 

 

Agora com a chegada dos capítulos finais (a decisão da divisão de partes parece ter sido uma técnica da imitação para com a Warner Brothers e os seus Harry Potters) cada vez mais questionamos com as bizarras estratégias de marketing que as distribuidoras elaboram, principalmente em relação a esta saga que cai numa espécie de chamariz popular parola. Mas no fim de contas o franchising que acabou por atravessar o melhor (Twilight de Catherine Hardwicke) e o pior (Eclipse de David Slade) encontra neste Breaking Dawn Part 1 um profissionalismo de produção de níveis quase industriais. Quase tudo nele em termos técnico está excepcional; a fotografia, a banda sonora até a colocação destas e mesmo os efeitos visuais, somente o bebé robótico utilizado na cena do parto é assustadoramente irrealista.

 

 

Mas a grande fraqueza da fita para além das parolas sequencias que tenta consolidar com os desejos das fãs, é realmente a sua história e a sua protagonista; Bella Swan (novamente interpretado por Kristen Stewart), uma personagem feminina mal construída, irritantemente martirizada e psicologicamente não atractiva, tudo constitui impossibilidades aprazíveis face a luta dos seus dois pretendentes. Contudo Stewart conseguiu aqui contornar as debilidades da sua personagem e dar ao espectador aquilo que pretendia, ser actriz, não com isto queira insinuar que tenha um desempenho de alto nível, sendo que a “menininha” virada adulta já nos brindou com personificações mais eficazes, mas em comparação com as outras duas estrelas (Lautner em melhoria e Pattinson num dos piores desempenhos de sempre da sua crescente carreira) consegue destacar.

 

 

De resto é o costume, personagens secundárias descartáveis, diálogos irrisórios e lamechas e uma narrativa bocejante e arrastada (muito por culpa da historia imaginada por Stephenie Meyer). Não atrairá novos fãs, mas definitivamente conquistará os suspeitos do costume. Mas atenção, não é o pior filme de sempre, mas é sim, sem alma e comercialmente exagerado.

 

Real.: Bill Condon / Int.: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Billy Burke

 

 

Ver Também

Twilight (2008)

The Twilight Saga: New Moon (2009)

The Twilight Saga: Eclipse (2010)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:38
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21.11.11

Um filme de aço!

 

Existe algo que realmente faz-nos gostar de Real Steel, a nova obra de Shawn Levy, o facto de nos despertar as mais clássicas emoções que o cinema é capaz de nos proporcionar. E a obra que mistura cinema familiar com ficção científica consegue faze-lo de forma tão exemplar mas ao mesmo tempo de maneira simples, sem ousadias, sem criatividades e sim, de forma previsível.

 

 

Real Steel – Puro Aço nos remete a um futuro próximo onde os desportos de luta como o boxe encontram-se em vias de extinção, já que os humanos são substituídos por robôs. No meio deste cenário encontramos Charlie Kenton (Hugh Jackman), um ex-pugilista que sobrevive agora na promoção de lutas das ditas máquinas. Contudo a vida deste está preste a mudar quando tem que lutar pela custódia do filho (Dakota Goyo), o qual nunca teve presente, e treinar e programar Atom, um robô antigo que desperta em Charlie a vontade de vencer não por fins comerciais mas como realização pessoal.

 

 

Meio Rocky e meio The Iron Giant, Real Steel de Shawn Levy conta assim como o regresso do autor em voltar a entrelaçar a relação entre pai e filho, como fez com Night At the Museum (2006), aqui o consegue de forma quimicamente capaz devido a Hugh Jackman, que já nos habituou com o seu forte carisma e por Dakota Goyo que consegue construir um personagem infantil longe da ingenuidade angelical que muitas vezes Hollywood comercial retrata sem estudo. Trata-se assim de cinema para toda a família, onde o mais novo pode vibrar com os efeitos visuais de grande esplendor e pelos “simpáticos” robôs que se auto-destroem no ringue e para os graúdos, um regresso ao espírito clássico que muitos filmes conseguiram proporcionar em termos de emoções.

 

 

Ora bolas, não é perfeito, tem certos deslizes na narrativa e no tratamento de algumas personagens e a previsibilidade não é bem factor a seu favor, mas este gigante de aço desperta emoções, carinho, simpatia e estilo e acima de tudo … diverte. O que mais poderíamos pedir num filme singelo como este!

 

Real.: Shawn Levy / Int.: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly

 

 

Ver também

Night at the Museum (2006)

Night at the Museum: Battle of the Smithsonian (2009)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:09
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20.11.11
20.11.11

Tempo é Dinheiro!

 

Andrew Niccol já tinha de certa forma satirizado a diferença social entre classes com o seu provocante Gattaca (1997), sendo que neste In Time tenha praticamente reciclado a anterior temática. Nesta obra deparamos com um cenário alternativo do futuro em que os seres humanos apenas envelhecem até aos 25 anos, a partir daí terão que comprar tempo se quiserem viver um dia mais (nota-se que a obra partiu da ideia gerada pelo velho provérbio – “time is money”). Porém face às injustiças do mundo em que vive, existindo os ricos com séculos e séculos de vida e os pobres que tentam sobreviver com esmeros dias, Will Salas (Justin Timberlake) invoca assim uma revolução com consequências sem precedentes.

 

 

 A distribuição de riquezas é aqui transposta de uma forma quase metafórica, e sob o clima de conspiração, o qual Niccol tece um previsível arquétipo de filme de fugitivos, onde consegue estabelecer uma química altamente sensual entre Justin Timberlake e Amanda Seyfried (duas estrelas em ascensão na industria norte-americana). Os protagonistas brilham com charme em conjunto com um elenco profissional, entre eles, Olivia Wilde (com grande destaque este ano) que protagoniza uma das cenas mais dramáticas e tristemente belas da fita. Mas existe a sensação de ser Cillian Murphy a transportar In Time com energia fluentemente para fora do ecrã, o actor visto e aplaudido em Breakfast on Pluto de Neil Jordan e 28 Days Later de Danny Boyle, interpreta aqui uma espécie de membro de autoridade do tempo com um código de honra a seguir. Elementos esses, por vezes invocados de um certa obra de ficção cientifica de Kurt Wimmer, Equilibrium, onde também o filme de Niccol influencia.

 

 

Mesmo que se desenrole de forma previsível e amontoada de clichés, In Time consegue sobreviver nos tempos de hoje com a ideia, com a crítica, com o charme e da lição bem estudada que Andrew Niccol elabora. Não será propriamente relembrado na Historia do cinema do género, mas merece lugar destaque na ficção científica norte-americana produzida recentemente.

 

Real.: Andrew Niccol / Int.: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy, Olivia Wilde

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:39
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Real.: Matthew Vaughn / Int.: James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon

 

Filme – Meio prequela / spin-off, X-Men – First Class é das mais recentes lufadas de ar fresco do universo das adaptações dos super-heróis de BD. Possui um elenco entusiasmante (Michael Fassbender como Magneto é de facto uma estrela), um argumento deveras sedutor e um bom uso do ambiente da Guerra Fria, eis uma das melhores conversões que a Marvel Studios já nos ofereceu. Para fãs e não só.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Hindi

Tamil

Telugu

Polaco (Voice-Over) 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Árabe

Grego

Islandês

Polaco

Hebreu

Hindi

Tamil

Telugu

 

EXTRAS

Children of the Atom
Band of Brothers
Cenas eliminadas

 

Distribuidora Castello Lopes Multimédia

 

 

Ver Também

X-Men – First Class (2011)

 

FILME –

DVD -

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:21
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Cerveja, Sexo e Espíritos!

 

Com os anúncios de Michael Bay em produzir um filme de terror baseado no tabuleiro Ouija, em terras lusas é qualquer coisa denominado por jogo do copo, relembro-vos outra obra que se baseia na temática deste ritual, barra, divertimento. Ouija é palco de entretenimento adolescente, experiencias sobrenaturais com sabor a cerveja e sexo, mas para o grupo de jovens neste Long Time Dead, o jogo do copo torna-se o ponto final nas suas vidas. Tudo acontece quando acidentalmente libertam um espírito maligno de nome Djinn, que começa a persegui-los e a aniquila-los um a um.

 

 

Esta produção franco-inglesa dirigida por Marcus Adams tem valor nulo em termos na evolução do género. Nada acrescente, nada prejudica, e pior naquilo que demonstra ser, não o consegue ser entusiasmante. Por entre clichés e uma história mal deparada, Long Time Dead assume como um slasher com teor sobrenatural que recorre a uma maratona de matanças e sustos quase improvisados e deveras previsíveis para tentar seduzir o amante do terror, que por sua vez questionará se valia mesmo apenas este filme ver a luz do dia.

 

 

Para o espectador, este encontrará mais emoção numa noite de bebedeira e convívio com os amigos, aí poderá realmente jogar o respectivo jogo do que perder tempo em ver este déjà vu que se arrasta em hora e meia de duração. Vale somente pelo grupo de jovens actores e pelos valores técnicos!

 

Real.: Marcus Adam / Int.: Joe Absolom, Tom Bell, Lukas Haas, Lara Belmont

 

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:08
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18.11.11

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publicado por Hugo Gomes às 23:16
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publicado por Hugo Gomes às 22:45
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10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
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