25.10.11

Licença para Entreter!

 

Após o anúncio do actor Rowan Atkinson de não voltar mais a vestir a pele do eterno personagem Mr. Bean, nada o impediu de regressar a mais uma das suas outras variações – Johnny English, uma espécie de James Bond com traços cómicos de um Inspector Closeau (personagem imortalmente ligada a Peter Sellers no franchising The Pink Panther), o qual re-surge no grande ecrã 8 anos depois da sua primeira aparição.

 

 

Enquanto no filme de Peter Howitt, a incursão de Atkinson tentava impedir um malicioso, e de contornos megalómanos, John Malkovich, numa aventura plena de gags bem sucedidos e muita “palhaçada” por parte do actor que desafiava deixar aos espectadores a imagem de Bean o qual foi sempre ligado. Em Johnny English Reborn, somos confrontados com uma aguçada parodia aos próprios estereótipos e lugares-comuns da velha fasquia de James Bond e acessórios, coisa que o primeiro carência.

 

 

Atkinson torna-se num perfeito pseudo-Sean Connery, onde a homenagem a Sellers encontra-se sempre presente, porém o seu verdadeiro trunfo é a sua simbiose para com os gags do filme, o qual ninguém nega de que o actor é nato. Gillian Anderson (nova aquisição) é uma espécie de M, o qual se torna num dos pontos de interesse da própria fita, como também a sua personagem é uma evidência a fidelidade aos estereótipos dos filmes de espionagem de que tenho referido, entre eles temos os gadgets tipicamente bondianos que irão fazer as delícias dos espectadores.

 

 

A verdade é que esta sequela é divertida o quanto baste e não prejudica de todo o intelecto do espectador (como naturalmente não exercita, mas isso não é o que pretendíamos). Contudo não esperem nada de esplendoroso, o filme de Oliver Parker peca por algumas personagens descabidas (como a de Daniel Kaluuya, sem grande destaque) e por algumas repetições de piadas, mas nada nos impede de gozarmos um pouco de entretenimento saudável. Johnny English Reborn visualiza-se fluidamente cujos gags são por vezes de gargalhadas garantidas e em tempos de crise, tal sentimento é uma bênção. Por isso “RIP to Mr. Bean” e abram alas para English.

 

Real.: Oliver Parker / Int.: Rowan Atkinson, Daniel Kaluuya, Gillian Anderson, Rosemund Pike, Dominic West, Togo Igawa

 

 

Ver Também

Mr. Bean’s Holiday (2007)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:48
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24.10.11

Tudo bons argelinos!

 

Após ter testemunhado a sua obra a ser nomeada para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, Poussiére de Vie, em 1996, o realizador Rachid Bouchareb inicia assim a trilogia que o definirá como cineasta que é nos dias de hoje mundialmente aclamado. Este conjunto de três filmes tem como objectivo de revelar ao Mundo as ambições do autor, que é vergar um legado que iça orgulhosamente as suas raízes, a Algéria. Bouchareb desvenda ao grande público o caminho violento e de descriminação da independência do país do Norte de África, e a aceitação da etnia argelina na França. Em 2006, Indigènes, o primeiro da trilogia, causa polémica no seu país de origem em divulgar o tratamento discriminatório que os argelinos receberam durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto defendiam uma nação que não era a deles. Bouchareb recebeu críticas positivas e voltou a estar presente na mais importante cerimónia cinematográfica: os Óscares, com mais uma nomeação de Melhor Filme Estrangeiro, perdendo para The Live of Others de Florian Henckel von Donnersmarck. Apesar da derrota, o realizador regressa ao Kodak Theatre em 2011, com Hors-la-Loi, o segundo filme-documento da sua causa, que foca na batalha interior dos argelinos em ser reconhecidos como nação independente, tudo isto sob o pano de fundo de três irmãos que decidem organizar uma frente revolucionária, mas para isso irão operar na margem da lei.

 

 

Bouchareb invoca Martin Scorsese e a sua visão intrínseca do crime organizado para retratar este conto ilícito onde os verdadeiros heróis se confundem com os próprios vilões. Na mira estão três formidáveis actores franceses de descendência argelina (Jamel Debbouze, Roschdy Zem e Sami Bouajila), que protagonizam uma irmandade de sangue que porém cai no próprio academismo narrativo.

 

 

Apesar de tudo, é fácil gostar de Hors-la-Loi como também devidamente reconhece-lo, em causa está a sua audácia social, as suas intenções e o contexto histórico que situa, como produção é realmente de um rigor esplendoroso, mas somos induzidos por uma esquemática diegese que explora a história com revolta mas que não sabe entrega-la ao espectador com carnalidade (ainda temos direito a um rebuscado romance sem textura), sendo por isso a sensação de que acabamos de assistir a uma lição bem estudada de Historia argelina e os motivos que a levaram a ser o país que é hoje, livre (pelo menos como regime autónomo)!

 

 

Porém devido às origens do autor, somos por vezes levados a uma ira social e uma presença persistente de maniqueísmo. Tirando isso tudo, temos a nosso dispor uma produção franco-argelina de primeira classe. Para terminar devo salientar que Hors-la-Loi não venceu a estatueta de Melhor Filme de Língua Não Inglesa (os americanos adoram apelidar a categoria de Melhor Filme Estrangeiro) e segundo a minha modesta opinião nem merecia tal indicação, sendo que bons valores de produção (curiosamente foi um dispendioso custo de 20 milhões de dólares) não ofuscam um tratamento desleixado na própria narrativa da fita e personagens panfletárias e esquematizadas. Todavia é com esta ambição que me faz esperar ansiosamente pelo terceiro e derradeiro desfecho da trilogia de Rachid Bouchareb.

 

Real.: Rachel Bouchareb / Int.: Jamel Debbouze, Roschdy Zem, Sami Bouajila, Chafia Boudraa, Bernard Blancan

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:08
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23.10.11
23.10.11

The Lautner Supremacy

 

Nathan (Taylor Lautner) tem uma vida praticamente perfeita, é atleta, tem pais que o amam, amigos que ele pode sempre contar e uma vida social sobrelotada para qualquer jovem. Porém, esse seu mundo perfeito desaba, no preciso momento em que o nosso protagonista encontra num site de crianças desaparecidas a sua foto. A partir daí, Nathan começa a interrogar quem são realmente as pessoas que vivem com ele, e qual a sua verdadeira identidade.

 

 

Abduction (Identidade Secreta) tem o selo de produto de vedetas, pelo qual se vende através da sua estrela juvenil, Taylor Lautner, o "musculado rapaz" que preenche o trio amoroso na saga Twilight, que já por isso é registado entre a histeria adolescente. Junta-se um jovem atleta, capaz de exibir os seus dotes físicos, mas sem qualquer carisma como herói e muito menos “jeito” para representar, mesmo sob em condições mais dramáticas. Ao invés de a fita de John Singleton acreditar na força da sua recente estrela de acção, é então que chegam veteranos actores para apoiar o filme para que este não se solidifique como um mártir para Lautner. O dito elenco secundário veterano é composto por Sigourney Weaver, Alfred Molina, Jason Isaacs, Maria Bello e o vilão Michael Nyqvist (o Mikael Blomkvist da trilogia sueca Millennium, curiosamente o seu primeiro papel numa produção hollywoodesca) são incrivelmente reduzidos a automáticas figuras, sendo que os seus personagens (se podemos chamar isso) não são mais do que meros peões num jogo mal executado que descarada aclama como sendo filme.

 

 

Lily Collins, a filha do cantor Phil Collins, que será a próxima Branca De Neve num projecto de Tarsem Singh, instala-se como par romântico do personagem de Lautner, onde a química é inexistente e o seu desempenho que merecia mais holofote, é desvanecida pela composição quase ofensiva da sua figura ficcional. Este The Bourne para crianças ainda tem um grande “trunfo” a dispor ao espectador uma falta de respeito pela narrativa onde esta é substituída por ridículas sequências de acção e pelos clichés que tem como objectivo cobrir os buracos de um argumento que apenas vive do brilho da sua mais recente estrela. Este Abduction é de facto o "filme-estereotipo" de Hollywood, onde toda concepção foi desenvolvida a partir de uma influência, e essa influencia não é de um actor ou algo parecido, mas sim de uma vedeta.

 

Real.: John Singleton / Int.: Taylor Lautner, Lily Collins, Sigourney Weaver, Alfred Molina, Jason Isaacs, Maria Bello, Michael Nyqvist

 

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:23
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18.10.11
18.10.11

Epidemia by Steven Soderbergh!

 

No século XIV, mais precisamente entre 1347 a 1350, um terço da população europeia é arrasada pela peste negra. A pandemia criou em plena Idade Média, um panorama quase apocalíptico que levou a civilizações da altura a elaborarem planos para a contenção da doença, que acredita-se ter sido transmitida através das ratazanas, tais processos eram rudimentares e alavam em demasia pelo preconceito, mais do que o próprio bem do povo. Passados sete séculos, a ameaça de uma epidemia de proporções catastróficas como a da antiga peste negra é cada vez mais frequente no imaginário das grandes metrópoles em geral, sendo que os surtos da Gripe das Aves e a Gripe A, libertaram em escala mundial o pânico e as premonições desses mesmos cenários apocalípticos.

 

 

No cinema, quando falamos de epidemias, referimos vulgarmente a filmes de zombies, território nato de George A. Romero que construiu através disso um legado, sendo que a grande parte dessas mesmas fitas referem os mortos-vivos como fruto de um vírus geneticamente modificado, perfeito cenário para conspirações governamentais ou de científicas maquiavélicos e egocêntricos. Porém outros filmes tentaram exibir uma faceta menos dada ao terror fantástico, explorando o factor medo da simulação de uma pandemia mundial e os seus danos colaterais, infelizmente grande parte deles aspiram ao espectáculo hollywoodesco, o qual não conseguem contornar os clichés que tanto a grande indústria aprecia.

 

 

Steven Soderbergh, um dos mais experientes autores norte-americanos, imagina e recria para a grande tela os horrores, as consequências e as reacções de uma eventual epidemia virológica. Medo é a palavra de ordem, originando paranóia e pânico que se vai apoderar de um elenco “all star”. Todavia mesmo sob adereço de luxo, este Contagion tem a potencialidade para se tronar no mais realista e alarmante das fitas de pandemias do cinema actual, evitando a todo o custo os mais evidentes clichés e artifícios comerciais dignos e amados por Hollywood. Assistimos assim a uma fita em que os cientistas que trabalham incansavelmente em procurar uma vacina são realmente os heróis, e a conspirações que fundamentam os mais variados tramas do imaginário cinematográfico são postas de lado, sendo mesmo esses “bodes expiatórios” vistos como elementos antagónicos por parte do argumentista, Scott Z Burns.

 

 

Para o espectador a inquietação é total face a cenários déjà vus, mas sempre fiéis às leis do realismo premonitório. Mesmo sob um elenco de fazer inveja a outras grandes produções, composto por Matt Damon  (a demonstrar a sua faceta mais frágil e sentida), Gwyneth Paltrow  (perfeita no seu pequeno papel, mas cabe ao espectador de certa forma olhar para uma carreira cada vez mais ofuscada em produções mais elaboradas), Laurence Fishburne  (a continuar a ser a figura imponente de sempre),Jude Law  (a representar um blogger hater que acredita que a pandemia é fruto de uma conspiração capitalista, um perfeito crente dos mesmos estereótipos que Soderbergh e Scott Z Burns evita), Marion Cottilard  (num papel pouco relevante) e por fim Kate Winslet, a actriz o qual não conseguimos arranjar mais elogios.  Contagion – Contágio não se fie no protagonismo ou na influência das suas estrelas, encena-se como um mosaico de eventuais cenários de uma apocalíptica jornada de um genocídio virológico e como retrato a obra de Soderbergh funciona cruelmente.

 

 

Mesmo sob um panorama deprimente e decadente, a fita de Steven Soderbergh  (o mesmo que nos ofereceu a trilogia Ocean’s e mais recentemente o independente Girlfriend Experience) nos encoraja a olhar de frente para as causas, para a brutalidade do ser humano face a tais situações, pela sua falta de resposta para com os mesmos e as injustiças entres os diferentes graus sociais, porém nos desafia a encontrar soluções e a prever que tais enredos realmente ocorram. O seu final é esperançoso e discretamente libertador. Por fim, devo salientar principal destaque para Jennifer Ehle, o nome menos sonante do cartaz, mas a verdadeira heroína deste palco devastador.

 

“It’s Godzilla, King Kong and Frankenstein all in one.”


Real.: Steven Soderbergh / Int.: Matt Damon, Jude Law, Jennifer Ehle, Gwyneth Paltrow, Kate Winslet, Laurence Fishburne, Marion Cottilard

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:06
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X-Men Begins!

 

X-Men ainda hoje arrecada um certo estatuto inovador no universo dos comics, conseguindo levar inúmeros problemas sociais como a discriminação para as páginas aos quadradinhos sempre recheados de muita fantasia e acção. Criado em 1963 por Stan Lee Jack Kirby, a banda desenhada inicialmente não foi um sucesso, mas em termos artísticos conseguiu ser mais significativo que muitas das anteriores criações da Marvel Comics. Vivíamos numa época em que o medo comunista consumia quase como fobia os EUA, o racismo estava pouco a pouco ser combatido e a homossexualidade a ser defendida, tudo isto se encontrava de certa forma estampada metaforicamente nas páginas destas BDs, as suas temáticas enriqueciam um universo que conseguiu prevalecer até aos dias de hoje.

 

 

A série ilustrava um mundo em que o homo sapiens sapiens (o ser humano) encontrava-se de certa forma ameaçada, cuja ameaça deparava embutida no seio da sociedade – os mutantes. Clara alusão às diferenças sociais de algumas minorias, os mutantes eram humanos extraordinários, munidos por dons ou super-poderes (conforme quiserem chamar). Alguns deles como Xavier (vulgarmente baptizado por Prof. X), defendiam a sua causa, o direito à existência e integração na sociedade, outros como Erik Magnus Lehnsherr (a.k.a Magnetto) pretendiam a soberania da espécie.

 

 

Após terem sido adaptados inúmeras vezes para a pequena tela como séries animadas, foi no cinema que X-Men rendeu milhões, graças a uma trilogia cinematográfica de Bryan Singer (Brett Ratner que dirigiu o derradeiro terceiro filme foi apenas um “tapa-buracos”) e um spin-off de uma das personagens mais carismáticas deste universo, Wolverine (realizado por Gavin Hood), que também faz uma pequena aparição neste First Class, uma prequela / reboot, conformem o entendido o quiser apelidar, não cronológica, que promete criar uma nova via para a expansão do franchising e das suas personagens.

 

 

O realizador é Matthew Vaughn, o homem que nos revelou Daniel Craig como o 007 da nova geração em Layer Cake (2004) e que nos ofereceu ano passado um dos filme mais divertidos da sua temporada, Kick Ass, que por coincidência é a conversão de uma graphic novel de culto de Mark Millar. Aliás foi graças ao feliz resultado da obra anterior, que fez com que os estúdios da 20th Century Fox apostassem no autor. Ao contrário da obra Mark Millar, em X-Men o risco era maior, porém Vaughn dirigiu-o com tamanho rigor no seu contexto histórico, fazendo com que a aventura fosse fiel ao tempo em que decorre, anexando-o ao projecto os mais variados adereços dos anos 60, como por exemplo a iminência da Guerra Fria. Evidentemente sem isto, X-Men – The First Class resultaria numa banal alusão ao universo dos super-heróis de BD, que se encontram actualmente como obras vulgares e rotineiras.

 

 

Para o fervoroso fã da anterior trilogia e do spin-off, fica o conselho para esquecerem por momentos que tais obras existiram, porque em X-Men – First Class somos levados para uma intriga que desvirtua a própria cronologia da saga. Mas não seja por isso que fita fique condenada, porque realmente o argumento, a narrativa entusiástica e mesmo o elenco são cativantes (principal destaque para o carismático Michael Fassbender).

 

 

A aposta está ganha, Matthew Vaughn foi o homem certo para dirigir um elenco jovem em personagens célebres e veteranas. Tudo se resume a uma fita de super-heróis com identidade própria, que se vinga no meio de tanto amontoado de adaptações de comics, porém dentro do universo X-Men, a fita enfraquece quando é incompetente em relatar a química entre as duas personagens rivais mais relevantes da banda desenhada (Xavier e Erik / James McAvoy e Michael Fassbender), cujas ligações são inexistentes e retalhados devido ao destaque da intriga de conspiração que a narrativa adquire. Contudo mesmo não sendo esplendoroso, altamente refrescante e sólido como um The Dark Knight de Christopher Nolan, First Class continua a ser uma excelente aposta nesta vasta gama de blockbusters de Verão, é o novo fôlego para a saga da Marvel.

 

"Let's just say I'm Frankenstein's monster. And I'm looking for my creator."

 

Real.: Matthew Vaughn / Int.: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Nicholas Hoult, Kevin Bacon, Oliver Platt, Rose Byrne, January Jones

 

 

Ver Relacionados

X-Men (2000) 

X-Men 2 (2003)

X-Men: The Last Stand (2006

X-Men Origins: Wolverine (2009) 

Wolverine (2013)

X-Men: Days of Future Past (2014)

Deadpool (2016)

X-Men: Apocalypse (2016)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:58
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17.10.11

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publicado por Hugo Gomes às 00:47
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9.10.11
9.10.11

Real.: Danny Boyle / Int.: James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn

 

Filme – Baseado numa incrível história de sobrevivência, em que o aventureiro Aron Ralston (James Franco) encontra-se encurralado entre um desfiladeiro. 127 Hours do realizador Danny Boyle é um exercício estilista de emoção em que serve de veículo para o actor James Franco exibir o há muito escondido talento. Comovente, corajoso, um hino á sobrevivência que tão pouco foi filmado desta maneira. Nomeado para 6 Óscares de Academia, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Actor.

 

AUDIO

Inglês

Espanhol

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Sueco

Finlandês

Espanhol

Norueguês

Dinamarquês

 

EXTRAS

Cenas Eliminadas – Inclui 20 minutos de final alternativo
Comentário Áudio do Argumentista/Realizador Danny Boyle, do Produtor Christian Colson

 

Distribuidora – Twenthy Century Fox Home Entertainment

 

 

Ver Também

127 Hours (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 21:41
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Alguém que revitalize a alma de Craven!

 

Um ano antes de Scream 4, Wes Craven havia realizado e escrito este slasher movie rodado em 3D, como a sua chance de regressar á ribalta do género. Porém enquanto havia parodiado o género na sua quadrilogia de luxo, Craven contraria o seu próprio ADN e colecciona os inúmeros clichés e estereótipos que sempre caracterizaram o terror slasher. My Soul To Take é a história de sete adolescentes que concluíram o seu 16º aniversário no mesmo dia, esse mesmo também comemorado pelo desaparecimento de um serial killer local que se dá pelo nome de Estripador. Segundo a lenda a alma do homicida encontra-se depositado num desses jovens.

 

 

Começando pelo argumento, que para além de ser balofo, é ridículo e construído por situações do mesmo padrão. As interacções entre os personagens são irreais, sendo os mesmos unidimensionais, um serial killer sem carisma (tendo em conta que Craven criou dois homicidas de peso na historia do cinema do terror que foram Freddy Krueger da série A Nightmare On Elm Street e Ghostface da tão falada fasquia Scream) e um elenco esforçado mas prejudicado pela fraca textura dos seus caracteres.

 

 

My Soul To Take ainda é previsível a todo o vapor e rebuscado nas suas próprias ênfases dramáticas. A obra quase indicou o fim de um autor cujos fãs do teen slasher encontram-se imensamente gratos. Um dos piores filmes da carreira de Craven, que felizmente não conheceu estreia cinematográfica no nosso território.

 

Real.: Wes Craven / Int.: Max Theriot, John Magaro, Denzel Whitaker

 

 

 

Ver também

A Nightmare On Elm Street (1984)

Wes Craven’s New Nightmare (1994)

Scream (1996)

Scream 2 (1997)

Scream 3 (2000)

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:00
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8.10.11

Entre o Inferno e o Céu!

 

Outrora um lendário guerreiro, agora convertido em escravo, Um Olho (Mads Mikkelsen) é tratado e reconhecido como um animal constantemente submetido a jogos de violência. A única relação humana que mantém é com um jovem garoto (Maarten Stevenson) que lhe traz diariamente água e comida. Quando consegue escapar dos seus “donos”, Um Olho segue com respectivo garoto para o desconhecido. Ambos acabam integrados numa jornada cristã em rumo a Terra Santa sob a promessa de riquezas incalculáveis.

 

 

Nicolas Winding Refn (que recentemente venceu o galardão de Melhor Realizador no Festival de Cannes com o seu Drive, protagonizado por imprevisível Ryan Gosling) realiza e escreve esta “trip” viking dividido em cinco capítulos líricos, onde faz-se sentir uma extrema pressão psicológica envolvida nas belíssimas e intrigantes paisagens selvagens e indomáveis. A violência gráfica também encontra-se em alta neste conto que reflecte o medo do desconhecido e a mudança de um mundo bárbaro para a idade média (também conhecida pelos historiadores como idade das trevas devido à globalização e intolerância da religião cristã). Mas Refn vai mais longe, o seu tratamento é impar neste épico sem o toque grandioso dos mainstreams do género, nada é belo ou esperançoso e o autor não nos mente com o facto de tudo aquilo que veremos na tela é severamente pessimista e psicologicamente árduo para o espectador. A verdade é que a experiência poderia ser ofuscada pela narrativa, mas o exercício encontra-se lá, diálogos vagos sobre planos sortidos libertam da fita uma encenação individualista. Valhalla Rising é realmente um ensaio violento quer graficamente, quer psicologicamente de se ver, porém, é contado sob uma maneira muito própria, roçando por vezes os maneirismos de Malick em que as paisagens naturais se fundem com a própria linha narrativa.

 

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Valhalla Rising compõe-se como um trabalho invulgar, remetendo o espectador entre dois mundos da indústria cinematográfica, os épicos de grande escala e o toque pessoal do art film. Violento, sádico, pesado mas incrivelmente intelectual, este é um dos raros filmes que consegue envolver o clima do desconhecido que a época que retrata se exibia. Para terminar, destaque para a interpretação crua, silenciosa e brutal de Mads Mikkelsen (que já havia trabalhado com o realizador na trilogia Pusher) e da fotografia autoral de Morton Soborg.

 

Real.: Nicolas Winding Refn / Int.: Mads Mikkelsen, Maarten Stevenson, Gary Lewis

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:18
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Arnold, O Bárbaro!

 

Nos dias de hoje referir Conan, The Barbarian é quase um sinónimo de falar de Arnold Schwarzenegger, muito mais que a própria origem da personagem fictícia dos romances da autoria de Robert E. Howard. Foi graças ao cimério que um dos actores mais famosos do cinema de acção e actualmente governador da Califórnia se tornou na imponente figura que é hoje, tudo derivado do êxito de bilheteira de 1982, escrito por John Milius (que também realizou) e Oliver Stone, naquela que foi a primeira adaptação do romance Conan para ao grande ecrã.

 

 

Conan, O Bárbaro ou Conan, O Cimério (como é conhecido a personagem), foi criado por Howard (que também criou outros personagens como Kull, Red Sonja e Solomon Kane, todos eles já adaptados para o cinema) em 1932, cujas suas aventuras integraram a revista Weird Tales até expandirem para as páginas das comics books (editados pela Marvel e pela Dark Horse) e livros independentes, tratando-se assim da referência de carreira do escritor. As aventuras do bárbaro sempre ocuparam lugar cativo na leitura “sword & scorcery”, decorridas num mundo pós-Atlântida, imaginadas e criadas de raiz pelo próprio Howard com um anacronismo histórico e temporal saliente. Porém a criação do autor ganhou espaço na cultura pop graças ao seu mundialmente famoso filme de 1982, que conseguiu ultrapassar a barreira dos 100 milhões de dólares rendidos, assim usufruindo do estatuto de blockbuster numa época em que este tipo de produções estavam ascender-se a todo o gás.

 

 

Todavia o marco do filme de John Milius é obviamente Arnold Schwarzenegger que tem aqui o seu primeiro grande papel como protagonista (apesar de ter sido o protagonista em Hercules in New York de 1969 de Arthur Allan Seidelman, o seu primeiro trabalho no cinema com 22 anos, mas juntando à mesma opinião do actor é melhor deixar este objecto de parte). Anteriormente o actor havia participado em The Long Goodbye de Robert Altman e foi premiado com o Golden Globe de Nova Estrela Masculina do Ano pelo seu desempenho em Stay Hungry de Bob Rafelson, ao lado de Jeff Bridges e Sally Field. Mas foi graças a Conan, The Barbarian que o actor tornou-se a estrela internacional que ainda hoje é.

 

 

Porém na fita de aventura / fantasia de Milius, o seu desempenho apenas se define como um colossal "rochedo de músculos", onde o actor se valoriza nas sequências de acção (recorda-se que na produção de Conan, The Barbarian não existia duplos com o mesmo físico de Arnold, sendo que foi ele próprio que encenou as ditas cenas), mas que carece de qualquer traço humano e emocional que esta trágica personagem nos poderia oferecer. Relembrando que a vida de Conan é uma tragédia "grega" completa, desde o testemunho do assassinato dos seus pais enquanto criança até á morte da sua amada, entretanto na longa-metragem tudo é reduzido a meras imagens onde os actores são incapazes de enche-las com comoção (todos excepto James Earl Jones). Todavia sublinha-se a imagem da decapitação da mãe de Conan pelas mãos do vilão interpretado pelo actor, que corresponde a uma triste beleza de cortar a respiração.

 

 

Por vezes vago, mas visualmente interessante e narrativamente cativante, Conan consegue se estabelecer como um filme de aventuras, muito longe do perfeito, que entretêm a "passos" e com certos momentos que o elevam como um pseudo-épico hollywoodesco digno da sua própria era clássica. Porém é verdade que nos dias de hoje é mais referenciado pelo “catapultar” de uma estrela – o imponente Arnold Schwarzenegger!

 

Real.: John Milius / Int.: Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Max Von Sydow, Sandahl Bergman

 

 

Ver Também

Solomon Kane (2009)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:50
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Dois Actores Vs a Crise!

 

È curioso assistir á reunião de duas estrelas de cinema imponentes, mas que nos dias de hoje enfrentam as suas maiores crises, combatendo o pior inimigo de qualquer actor do cinema industrial, a idade. Tom Hanks e Julia Roberts podem muito bem encontrar-se nos rankings das vedetas mais rentáveis do cinema, mas é verdade que na actualmente a concorrência é grande, os fãs como os espectadores são outros e os filmes, obviamente mudaram o seu estilo. Mas mesmo assim as estrelas furor dos box-office formam este par no feel-good Larry Crowne, que marca também o regresso do actor de Big e The Da Vinci Code á cadeira de realizador, quinze anos após That Thing You Do! (1996). O actor também esteve encarregue do argumento, ao lado de Nia Vardalos (My Big Greek Wedding), a rainha do “modernos contos de fadas”.

 

 

Larry Crowne nos apresenta o homónimo empregado (Tom Hanks) de um armazém de revendas que é despedido após uma renovação de pessoal e confrontado com o tempo livre e com as dificuldades que avizinham decide então regressar á faculdade. Lá apaixona-se pela professora de um curso de discurso, Mercedes Taylor (Julia Roberts), cuja vida social encontra-se num perfeito caos.

 

 

Comportando-se como uma comédia romântica, Larry Crowne, quer como filme e personagem se apresenta como um retrato da América desafiada pela crise financeira e comercial mas sempre finalizado pela esperança. Hanks nos apresenta maduro na realização, comprometendo-se a aquecer os corações dos espectadores afectados pelo estado actual do país, e ao mesmo tempo alertando-o pelo obvio, cujo cego é aquele que realmente não quer ver em seu redor. Feito com pequenas mensagens como dicas, Larry Crowne desafia também o publico a seguir os sonhos mesmo sob clima de prevenção, uma abordagem classicista e predilecta dos filmes feel-good de Hollywood, mas Hanks o faz com intenção e esse mesmo nota-se na sua personagem criada, algo que deve muito á sua encarnação em Forrest Gump, em que as limitações não se tornam barreiras. Mesmo não sendo brilhante, Hanks consegue compor uma figura afável e acolhedora para o espectador.

 

 

Julia Roberts encontra-se no seu mesmo formato, porém a sua química com o protagonista formam a dupla irresistível e um must para o filme. É fácil identificar que sem eles, este Larry Crowne não funcionaria realmente. Destaque para a revelação de Gugu Mbatha-Raw, que já foi vista em Straightheads (Dan Reed, 2007) ao lado de Gillian Anderson. Larry Crowne é assim, uma fita acolhedora, de esboçar um sorriso, mas que no fundo se resume a um clássico ensaio de actores. E que actores! 

 

Real.: Tom Hanks / Int.: Tom Hanks, Julia Roberts, Gugu Mbatha-Raw, Taraji P. Henson, Cedric The Entertainer

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:38
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“O Maior Espectáculo da Terra”, dizem eles! 

 

È agradável encontrar em Water for Elephants um regresso aos ambientes circusenses que deram origem a alguns dos mais insólitos ensaios cinematográficos, desde The Greatest Show on Earth (1952) de Cecil B. DeMille até Freaks (1932) de Tod Browning passando por La Strada (1954) de Federico Fellini. Realizado por Francis Lawrence, adaptado do best-seller de Sara Gruen, Water for Elephants, com o título traduzido de Agua aos Elefantes, se resume a um romance entre um aspirante a veterinário (Robert Pattinson) que embarca de viagem com um circo ambulante e a estrela do mesmo (Reese Witherspoon).

 

 

Sente-se as ideias, contempla-se o visual e obviamente Francis Lawrence (I Am Legend, Constantine) não é um novato na cadeira de realizador nem muito menos em matéria de adaptações, mas é demasiado apelativo às aparências, pelo que esqueceu de oferecer alguma profundidade á ênfase dramática. Com isso somos acariciados com uma riqueza cénica invulgar e impressionante, por vezes roçando às antigas grandes produções hollywoodescas, mas o romance é frio, a química entre a vedeta juvenil Pattinson e da vencedora ao Óscar Witherpoon é nula, e mesmo o esforço de ambos, não conseguem desenvolver os seus personagens com tão pouca “manga”.

 

 

Sem querer parecer um “hater” do jovem actor, mesmo com o seu já mencionado empenho, Robert Pattinson não consegue vergar a sua força para o protagonismo, muito menos levar ás costas um romance desta envergadura, sentindo-se um novato inexperiente face a um elenco maduro que já deu melhores frutos. Reese Witherspoon transpira luz estrelar, todavia encontra-se longe dos seus papéis mais dignos, contudo é em Christoph Waltz que as atenções giram, magnifico o seu desempenho como o psicopata dono do circo ambulante e eterno rival da personagem de Pattinson. Sem ele o filme seria na maior das hipóteses um fracassado pastelão romântico sem carisma, com ambição para as estatuetas da Academia, mas com um portento visual e uma verdadeira estrela: o elefante.

 

Real.: Francis Lawrence / Int.: Robert Pattinson, Reese Witherspoon, Christoph Waltz, Hal Holbrook

 

 

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La Strada (1954)

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:26
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Para o mundo da informática, Steve Jobs foi um génio, um dos fundadores da Apple Computer ao lado de Steve Wozniak em 1976, sem ele não existia o IPhone ou mesmo IPod que milhões utilizam em todo o Mundo. Contudo no cinema, sem Jobs não existia o candeeiro mágico, não existia Toy Story, Carros, Ratatui e até mesmo Wall-E. O empresário magnata comprou a Pixar á Lucasfilm em 1986, com ele veio o desenvolvimento da animação 3D (vulgarmente apelidada de CGI), anos mais tardes o Mundo estremeceu com a estreia de Toy Story (1995), uma animação ao serviço da Disney que levou o reconhecimento da empresa Pixar. Devido ao sucesso das fitas que foram produzidas anos mais tardes, a Walt Disney Company comprou a Pixar, Steve Jobs tornou-se o accionista individual máximo da nova companhia fundada (Disney / Pixar), que hoje é um dos maiores estúdios de animação de sempre. Para Steve Jobs, a comunidade cinéfila encontra-se grata pelo génio, pela forma que conseguiu de certa maneira dar mais cor á grande tela. Morreu no dia 5 de Outubro em consequência de um cancro no pâncreas que combatia desde 2004. Que descanse em Paz!

 

Steve Jobs (1955 – 2011)


publicado por Hugo Gomes às 16:24
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Devido a minha falta de tempo e a pouca disponibilização que tenho para actualizar o meu blog, o Cinematograficamente Falando … irá mudar de direcção, ao invés de ser um exaustivo estamine que recolhe notícias, criticas e artigos, irei passar mais destaque às críticas, como também iniciar ciclos de autores. Com isto não quererei dizer que não postarei uma notícia ou outra, ou um trailer e um poster de vez em quando, mas por questões pessoais, não poderei “agarrar” muito a este espaço, espero que me compreendem.

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publicado por Hugo Gomes às 16:21
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