31.7.11

 

Há algum tempo atrás existiam rumores de que o clássico jogo de tabuleiro, Battleship (mais conhecido entre nós como Batalha Naval), iria possuir a sua própria adaptação cinematográfica. Eis que chega o trailer desse “feito”. Taylor Kitsch (Wolverine), Liam Neeson (Taken), Brooklyn Decker (Just Go With It) e a cantora Rihanna integram o elenco deste blockbuster cuja premissa se resume á marinha norte-americana contra extraterrestres. No cargo de realizador encontramos Peter Berg (The Kingdom, Hancock).


publicado por Hugo Gomes às 21:05
link do post | comentar | partilhar

“I’m so scare”

 

Sendo hoje o subgénero mockumentario de terror encontrar-se um pouco em moda, assinala-se nos recentes exemplos ((REC), The Last Exorcist, Cloverfield, Paranormal Activity), decidi então rever aquele que supostamente olhou para este estilo algo mais que supostamente desconfiança, The Blair Witch Project. Filme de terror de baixo-orçamento realizado em 1999 por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez se dispôs de um criativo marketing promocional e beneficiou de um boca-a-boca que fez com a obra fosse um perfeito sucesso, rendendo pouco mais de 140 milhões no EUA, um dos filmes independentes mais rentáveis de sempre. Obviamente não foi o pioneiro da sua arte, mas foi o que mais combinou o género narrativo com o factor medo das suas situações, como um golpe de mestre.

 

 

Em Blair Witch Project somos levados a seguir três estudantes de cinema que decidem elaborar um documentário sobre a lenda urbana da Bruxa Blair, bizarramente interligada a misteriosos e horripilantes assassinatos que surgiram na área de Burkittsville, Maryland. Depois de conseguirem recolher depoimentos de alguns dos seus habitantes e desvendarem através deles os casos mais sangrentos da vila e a aparição do ser amaldiçoado, os jovens seguem numa expedição pela floresta, onde acabam por se perder e tendo a sensação de serem perseguidos por algo misterioso.

 

 

Em Blair Witch Project o terror assume de forma silenciosa e discreta, o espectador assiste a uma evolução do psicológico dos seus personagens, quase levado ao extremo pela arte da ilusão que a própria floresta se avoca. Os artifícios de terror da fita de 1999 são do mais básico, primitivo e simples, o qual se guia pelos sons e pela reacção das suas personagens. Myrick e Sanchez conseguem ainda brincar com a própria imaginação dos espectadores, levado a estes repovoar os planos negros e incógnitos com os seus piores medos.

 

 

Trata-se de um filme de terror lento, mas rigoroso na recriação da interactividade realista e inesperada dos seus actores, o qual sem eles era impossível sentir o medo nas frames de Blair Witch Project. Sabe-se que na sua produção, o trio protagonista (Heather Donahue, Joshua Leonard, Michael C. Williams) obteve no guião apenas os diálogos dos seus personagens, evitando que cada um lesse as frases dos outros, o resultado vê-se em pleno ecrã, o qual temos a sensação de assistir sentimentos genuínos, tais como o medo. Eis um dos filmes de terror mais marcantes e engenhosos dos últimos anos, conseguindo trazer mais medo que muitas das obras do género que por aí povoam. Isso talvez porque o maior dos nossos medos é com certeza absoluta o desconhecido.

 

Real.: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez / Int.: Heather Donahue, Joshua Leonard, Michael C. Williams

 

 

Ver Também

Cloverfield (2008)

Paranormal Activity (2007)

Paranormal Activity 2 (2009)

(REC) (2007)

(REC) 2 (2009)

8/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 20:57
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

Para todo aqueles que esperam ansiosamente pelas primeiras evidências de vida de The Expendables 2, a sequela do filme de acção realizado por Sylvester Stallone em 2010, aqui vai algumas confirmações: John Travolta e Chuck Norris irão integrar o elenco composto por Stallone, Jason Statham, Jet Li, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Dolph Lungdreen, Mickey Rourke, Randy Couture e Jean-Claude Van Damme. Quanto ao realizador, Sly cederá p seu posto para Simon West, que certamente ganhou alguma notoriedade com o recente The Mechanic, protagonizado por Statham. The Expendables 2 prepara-se para ser filmado na Bulgária neste mês de Setembro, a sua data de estreia está prevista para 17 de Agosto de 2012.

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:50
link do post | comentar | partilhar

31.7.11

Monstruoso de nome!

 

Monsters será reconhecido num futuro próximo como um exaustivo exemplo de talento polivalente deste novo século cinematográfico, por parte de um homem só. Homem esse,  Gareth Edwards, que desde o início revelou ao Mundo a sua paixão pelo cinema de monstros e para conseguir concluir a sua primeira incursão no subgénero, que curiosamente é também a sua primeira longa-metragem após uma experiência na realização de séries de TV, documentários e curtas, dispôs de um orçamento bastante curto, arrendado a "míseros" 800 mil dólares (tendo em conta o valor de produção que normalmente este tipo de filmes atinge).

 

 

Para compensar as limitações orçamentais, Edwards, para além de realizador, foi argumentista, director de design, efeitos visuais e fotografia, uma prova viva de aptidão artística que não detém pelas restrições financeiras. O resultado é uma obra certíssima a nível técnico e argumentativo, porém disposto por um sensibilidade humana abismal, provando que um subgénero digno da série B e Z não se deve ficar refém ao seu atractivo puramente visual e de teor gratuito, como pode também servir de molde para alguns dos melhores romances e interacções entre personagens do cinema. Puro exagero? Será?

 

 

Monsters – Zona Interdita (subtítulo português) surgiu num ano que as invasões alienígenas parece ter virado "moda" no seio cinematográfico. Contudo a fita de Gareth Edwards separa longinquamente dos muitos blockbusters que este tipo de produções parece tentar, e a culpa não é só do baixo orçamento, mas também da forma como foi levado um projecto que tinha de tudo para se tornar banal. Enfim, Monster marca a diferença no grupo, porém essa divergência se deve mais a nível executivo que propriamente na matéria-prima propriamente dita. Edwards apresentou assim um romance com extraterrestres à mistura e não o oposto, o drama humano não é impedido.

 

 

Somos então remetidos numa narrativa de viagem, através de um fotojornalista (Scott McNairy) que ajuda a filha do seu patrão (Whitney Able) a atravessar a zona infectada por extraterrestres na fronteira dos EUA. A química entre ambos os actores é buliçoso no bom sentido e os seus desempenhos não se ficam atrás. O romance cresce gradualmente e assume-se naturalmente sobre cenários de destruição e do selvagem que povoa o imaginário credível de Edwards. Quanto aos extraterrestres em questão, o realizador evita o contacto directo entre os nossos protagonistas com as chamadas “criaturas” (o orçamento também assim o exigiu), fazendo com que o ser antagónico seja apenas revelado inteiramente no final, até lá as suas parciais aparições conferem alguns momentos arrepiantes dignos da primeira vez que visualizámos Spielberg no seu ressuscitar dos dinossauros.

 

 

É uma proeza independente que nos revela uma promessa, Gareth Edwards, que apesar das limitações nos oferece uma tremenda obra dramática que tem de delicado como belo, sinistro como simples. As comparações com District 9 e Cloverfield são evidentes, mas Monsters leva a melhor, sem o cariz de blockbuster, ou pretensões do género, eis uma obra surpreendente mesmo estreando no nosso país numa altura em que o nosso planeta encontra-se farto de invasões de “outer space”. Imperdível, esta surpresa no seu campo! Onde o Homem é o verdadeiro extraterrestre.

 

"I'm going to be a meteorologist, because it's the only job where I can be wrong every day, and not get fired."

 

Real.: Gareth Edwards / Int.: Scott McNairy, Whitney Able

 

 

Ver também

District 9 (2009)

Cloverfield (2008)

10/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 00:46
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:44
link do post | comentar | partilhar

Real.: Dennis Dugan / Int.: Adam Sandler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman

 

Filme – Por vezes para conseguir a mulher da nossa vida é preciso mentir, mas para Danny Maccabee (Adam Sandler) é criar uma vida totalmente falsa, tendo como sua cúmplice a sua leal assistente Katherine (Jennifer Aniston). Uma nova comédia da dupla Dugan / Sandler é talvez um dos piores registos de ambas as carreiras. Uma fita fraca em piadas cujos perfomances encontram-se abaixo da média. Porém o momento mais baixo é quando surge em cena a talentosa Nicole Kidman a rebaixar-se ao ridículo.

 

AUDIO

Inglês

Checo

Russo

Polaco

Húngaro

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Árabe

Búlgaro

Croata

Checo

Estónio

Grego

Hebreu

Hindi

Húngaro

Islandês

Lituano

Polaco

Romeno

Sérvio

Eslovaco

Esloveno

Turco

 

EXTRAS

Comentários dos Actores e Realizadores

O Riso são Contagioso – Blooper Reel
Cenas Eliminadas
Documentários: “O Casal Perfeito – Jen e Adam”; “Dolph – Não é Aquele do Rocky IV”; “Filmar no Havai”, “Promo Grand Wailea”

 

Distribuidora – Sony Pictures

 

 

Ver também

Just Go With It (2011)

 

FILME –

DVD -

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:32
link do post | comentar | partilhar

30.7.11

 

O cinema clássico regressa nas mãos de Robert Redford!

 

O ano 1865 foi uma data importante, revolucionaria como trágica para a Historia dos EUA, pouco tempo depois de os yankees terem declarado vitória sobre os sulistas na Guerra Civil, um tenebroso atentado pairou sob o país em vias de formação. O presidente Abraham Lincoln foi abatido a tiro no Ford’s Theatre em Washington pelo actor John Wilkes Booth, membro de uma rede de conspiração. Todos foram perseguidos sob o sabor da vingança e a sede de justiça, sendo que Booth foi abatido nessa caçada. Inúmeros suspeitos foram acusados de conspiração, julgados e enforcados como sentença, entre os condenados encontra-se Mary Surrat a única mulher acusada por cumplicidade.

 

 

Robert Redford é uma das personalidades destaque dos últimos anos do cinema norte-americano, não só por ter sido o fundador do Festival de Sundance (que todo os anos nos oferecem pérolas cinematográficas) nem contribuindo com a evolução do independente norte-americano, nem pelos seus registos como actor, mas sim como autor / cineasta que ele é. Venceu o Óscar na categoria de Melhor Realizador em 1980 pelo filme Ordinary People, sua estreia como tal, baseado numa novela homónima de Judith Guest remetendo ao drama de uma família que tem que conviver com a tragédia. Outros destaques no seu ofício foram Quiz Show (1994) com Ralph Fiennes, sobre o escândalo de um programa de televisão viciado, The Horse Whisperer (1998), um melodrama com cavalos á mistura que tornou-se bastante popular e Lions for Lambs com Tom Cruise e Meryl Streep, um fracasso de bilheteira e critica que se revelou num subtil e credível crítica á militarização dos EUA no Médio Oriente. Em The Conspirator, Redford volta a recriar o realismo de Lions for Lambs, principalmente nalguns actos detalhados dos seus personagens, porém tudo encontra-se embrulhado num registo clássico de narrativa com um claro toque critico do sistema jurídico norte-americano e da justiça cega que por vezes se pratica em terras do Tio Sam.

 

 

A invocação desta negra historia dos EUA não é em vão, os dias de hoje são assombrados pelos fantasmas do 11 de Setembro, por teorias de conspiração e pelo terrorismo que contrai certos bodes expiatórios que motivam uma justiça manipuladora e movida por influências. Tudo nisso torna The Conspirator numa obra de argumentos que une o passado com o nosso presente. A realização do mesmo é delicado e sensível, o mesmo se pode dizer da fotografia que capta com precisão os raios de luz e os efeitos visuais que transformaram na capital do capitalismo (Washington) numa área ainda rudimentar. Ou seja a nível técnico, The Conspirator é irrepreensível. Em interpretação, Robert Redford é um excelente director de actores, tendo á sua disposição um magnifico elenco com principal destaque de Kevin Kline, Tom Wilkinson, Danny Huston e Evan Rachel Wood, tudo isto sem esquecer da actriz do filme, Robin Wright como a enigmática Mary Surrat, um desempenho de alto nível e de alta emoção.

 

 

Robert Redford poderá muito bem ser um dos últimos do cinema clássico norte-americano e com The Conspirator consegue criar um dos melhores exemplares do género jurídico dos últimos anos, porém não o reduz a um simples tema. Esta conspiração tem sim mais do que diga e mais do que se vê, um excelente filme a não perder como também uma magnífica actriz.

 

Real.: Robert Redford / Int.: James McAvoy, Robin Wright, Kevin Kline, Tom Wilkinson, Evan Rachel Wood, Justin Long, Alexis Bledel

 

 

 

Ver Também

 

Lions for Lambs (2007)

 

9/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 19:01
link do post | comentar | partilhar

 

Willem Dafoe parte para a ilha da Tasmânia em busca do último tilacino (vulgarmente apelidado de Lobo da Tasmânia). Trata-se The Hunter de Daniel Nettheim, baseado na novela de Julia Leighn, e tem data de estreia para 6 de Outubro na Austrália, o trailer e o poster já estão disponíveis para visualização. The Hunter ainda conta com Sam Neil (Jurassic Park) e Frances O’Connor (Timeline).


publicado por Hugo Gomes às 01:49
link do post | comentar | partilhar

 

Em 1982, John Carpenter concretiza aquela que seria um dos seus filmes mais conceituados, The Thing, por sua vez baseado na obra homónima de Christian Nyby (1951). Tendo como titulo traduzido de Veio do Outro Mundo, este conto que reúne ficção científica e terror nos remete á história de um centro de pesquisa na Antárctida que se encontra invadida por um organismo alienígena e parasita. È então que em 2011, mais precisamente no dia 27 de Outubro, estreia nos EUA, o previsível remake / prequela do tenebroso filme de Carpenter anteriormente protagonizado por Kurt Russell. Um pormenor do The Thing anterior é que o elenco era inteiramente masculino, sendo que com as mudanças do tempo, a nova versão contará com uma heroína, desta vez protagonizada por Mary Elizabeth Winstead (Die Hard 4.0). The Thing (2011) é realizado pelo estreante Matthijs van Heijningen Jr.


publicado por Hugo Gomes às 01:32
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

Real.: José Padilha / Int.: Wagner Moura, Irandhir Santos, Tainá Müller

 

Filme – A esperada sequela do fenómeno do cinema brasileiro de 2007, Tropa de Elite, que consistiu num dos mais rentáveis filmes brasileiros de sempre e um justo vencedor do Urso de Ouro de Berlim. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro, não só quebrou records de bilheteira no seu país de origem como também está ao nível do seu antecessor, desta feita o retrato cronista de Padilha segue em ataque contra o sistema brasileiro, utilizando o personagem Tenente-Coronel do BOPE, Nascimento (Wagner Moura), num peão do seu cru jogo. Eis o Dirty Harry que o Brasil precisava.

 

AUDIO

Português Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer

 

DistribuidoraZon Lusomundo

 

 

Ver Também

Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro

 

FILME –

DVD -

tags:

publicado por Hugo Gomes às 01:09
link do post | comentar | partilhar

Mecânicos procura-se …

 

Jason Statham chegou a ser considerado durante a estreia de The Expendables, como o sucessor de Sylvester Stallone, a verdade é que o actor britânico que se destacou nas produções de Snatch de Guy Ritchie e Transporter de Corey Yuen, já define um género próprio, onde os holofotes se centram na sua figura cool e descontraída mas sempre com aquele instinto matador. Simon West (Con-Air) refaz a obra de culto de 1972 protagonizado por Charles Bronson, The Mechanic, onde o espectador cai no enredo de um assassino contratado cujo modus operatis é simular acidentes.

 

 

Enquanto a obra anterior possui um delicada narrativa que mantém o publico a par das tarefas do dito mecânico através de um interessante mise-en-scene, o remake transforma a inteligente forma de conduzir a acção num “mais do mesmo” do género Statham. O actor distribui pancada onde quer que esteja, com um ego bem afinado, e esquece quase como amnésia da sua premissa ou simplesmente das influências da matéria-prima.

 

 

Ben Foster leva a melhor, cuja sua forma o eleva como o mais talentoso actor do filme, apesar de Donald Sutherland, esse veterano, esteja presente. Porém o personagem de Foster é desequilibrado e pouco sedutora, o que faz com que o espectador não simpatize com esta, mas que não o teme como no (Steve McKenna anterior, interpretado por Jan-Michael Vincent), mas sim que o repugna. O final é uma desilusão, principalmente quem viu o dito cujo de Charles Bronson, ausente da sua ousadia, o qual chegamos a pensar que estamos perante no inicio de mais uma saga do selo Statham.

 

Real.: Simon West / Int.: Jason Statham, Ben Foster, Donald Sutherland

 

 

Ver Também

The Mechanic (1972)

4/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 00:48
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

25.7.11

Há quatro anos atrás, neste dia, decidi por quase como brincadeira iniciar um blog com as minhas opiniões sobre os filmes que via. Nada esperava para o viria acontecer nas temporadas seguintes, o estaminé ganhou vida, fortaleceu e o seu autor ficou mais maduro. Já sou quatro anos de existência de um lugar que já faz parte da minha vida, onde posso expressar sem medos o meu amor pela sétima arte. Porém este post não é dedicado á antiguidade de Cinematograficamente Falando …, mas sim de vocês, os leitores que sempre me acompanharam. Por isso, um muito obrigado.


publicado por Hugo Gomes às 13:30
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

23.7.11

tags:

publicado por Hugo Gomes às 20:07
link do post | comentar | partilhar

 


publicado por Hugo Gomes às 17:02
link do post | comentar | partilhar

18.7.11

tags:

publicado por Hugo Gomes às 23:26
link do post | comentar | partilhar

 

Equivoco no cinema …

 

Este pequeno “fetiche” teve início algures durante a produção do primeiro de acção real Scooby-Doo, onde seguimos uma história baseada num popular desenho animado cujo protagonista é algo criado entre bytes e bites, ou seja puro CGI. Este tipo de produções, o qual seguiram-se Garfield e os bem sucedidos Alvins and the Chipmucks, destinam-se á “criançada” em prol de algumas “remexidelas” no baú da animação. Yogi Bear é porém a mais recente aquisição dessa galeria.

 

 

Munido com a voz de Dan Aykroyd, Yogi Bear é um urso do parque de Jellowstone (uma clara homenagem ao celebre Yellowstone) que tem uma particular inteligente que faz dele um nato (ou não) ladrão de cestas de piqueniques, sempre acompanhado pelo seu sidekick Boo Boo (com a voz de Justin Timberlake). Desta vez o par de ursos têm um desafio pela frente, não daqueles que envolve almoços dos visitantes, mas sim salvar o seu adorado parque.

 

 

Um urso digital que recorre com êxito ao stand-up comedy do que a comédia física, poderá muito bem o melhor deste pobre filme, cujo argumento recai em mensagens ecológicas instantâneas e em actores (de carne e osso) a roçar caricatura. Em Yogi Bear pouco se tem a dizer, sem ser que estamos perante em algo que nunca deveria ter estreado numa sala de cinema. É nostálgico, mas não funciona simplesmente.

 

Real.: Eric Brevig / Int.: Dan Aykroyd, Justin Timberlake, Anna Faris, Tom Cavanagh

 

 

3/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 22:55
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 22:24
link do post | comentar | partilhar

A terceira não é de vez, de certeza!

 

Agora em modo nostálgico: lembro-me vagamente de assistir e coleccionar Transformers, a minha infância foi propicia e certamente febril quanto à homónima linha de brinquedos robóticos. Sendo que o anúncio de um franchising cinematográfico em 2007 foi para mim como um retorno aos tempos de criança. quanto ao filme propriamente dito, mesmo sendo realizado pelo pirotécnico Michael Bay, cujo Pearl Harbor revelou as suas grandes franquezas enquanto cineasta, Transformers funcionou como um guilty-pleasure que salientou a magnificência dos efeitos visuais e ofereceu ao actor Shia LaBeouf, outrora limitado a sidekick, como um dos mais divertidos protagonistas a integrar um blockbuster. Com a produção executiva de Steven Spielberg, o filme resultou num tremendo sucesso, tendo rendido cerca de 700 milhões de dólares em todo o Mundo, devido a isso a sequela era uma excelente ideia via comercial. Revenge of the Fallen estreou entre nós no pleno Verão de 2009 e rendeu pouco menos de 1 bilião de dólares, mas apesar do êxito, a megalómana  fita revelou-se num fracasso tremendo (só para ter uma ideia venceu o prémio Razzie de pior filme), tendo o realizador culpabilizado os erros da sua qualidade e contexto com a greve dos argumentistas. Mas porque o filme não foi um fiasco a nível de bilheteiras, automaticamente um terceiro capitulo foi posto em pratica, Michael Bay tem pedido desculpas aos fãs por Revenge of the Fallen e garantindo que Dark of the Moon (titulo da terceira estância) seria o reconciliar, segundo o autor, evitando os erros da sua anterior prequela. Assim sendo, estreia entre nós o terceiro Transformers, o qual já faz estragos nas bilheteiras internacionais.

 

 

Não é preciso ver o filme para sabermos que Dark of the Moon será um festim de efeitos visuais e de pomposas sequências de acção que poderia contar Bay como um novo adjectivo. Os robôs palradores e gigantes estão de volta, agora sob uma verdadeira ameaça dos Decepticons (outra vez!), raça de robôs alienígenas que tem como único objectivo na sua artificial vida, a destruição e o caos. O filme inicia com uma sequência mockumentaria (ou pseudo-documentário) sobre a viagem de Apollo 11 à Lua, onde Neil Armstrong executa uma missão fantasma na superfície lunar. Obviamente contamos com o inicio mais interessante de toda a saga, o que em princípio dá a ideia de um Michael Bay mais calmo e sereno, pelo menos no executar de um argumento.

 

 

Mas tudo termina ao fim de 15 minutos, a matéria de conspiração dá lugar a planos básicos de evil vs good, o nosso herói (Shia LaBeouf) torna-se assim num americano devoto com uma "brasa" de namorada (Rosie Huntington-Whiteley, que não é particularmente uma actriz, mas é uma arma na substituição de Megan Fox) ao seu lado, os requisitos necessários de uma vida feliz "by the book" de Michael Bay. Apesar da duração tudo passa a correr por entre personagens caricaturais e descartáveis, exemplos de Ken Jeong (overacting), John Malkovich e Frances McDormand reduzidos ao mero ego, pelas sequências de acção, daquelas que se podem designar vazias sem emoções, confusas e propicias a torcicolos, isto para não dizer um dos grandes males da saga, a falta de um bom vilão, sendo que Megatron (o líder da equipa dos ditos "maus da fita", com a voz de Hugo Weaving) pode muito bem a ser considerado um dos piores vilões (não digo isto em consequência da sua malvadez) da história do cinema. Um "saco de pancada" ridicularizado e sem qualquer tipo de astúcia e ambições para mais.

 

 

Sim, podendo considerar Transformers: Dark of the Moon o mais negro e apocalíptico do franchising cinematográfico, apesar de tudo este é um dos blockbusters mais tediosos do ano, imensamente constituído por clichés, um argumento esburacado que nem um queijo suíço e a soberania dos efeitos visuais face a um elenco humano reduzidos a mero adereços. Confirma-se que o terceiro é uns degraus acima de Revenge of the Fallen, mas possui o seu código genético, ou seja no fim disto tudo prova-se que o principal responsável é mesmo Michael Bay, que perdeu completamente a noção de como fazer um filme de acção e não um videojogo. Pelo menos consolo com o sempre divertido John Turturro e os cameos de Alan Tudyk (da série de culto Firefly).

 

“You may lose faith in us, but never in yourselves.”

 

Real.: Michael Bay / Int.: Shia LaBeouf, Rosie Huntington-Whiteley, Josh Duhamel, Hugo Weaving, Patrick Dempsey, John Malkovich, Frances McDormand, John Turturro, Leonard Nimoy, Ken Jeong, Alan Tudyk

 

 

Ver Também

Transformers (2007)

Transformers – Revenge of the Fallen (2009)

4/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 01:40
link do post | comentar | partilhar

17.7.11

 

  

tags:

publicado por Hugo Gomes às 17:25
link do post | comentar | partilhar

Real.: Paul Weitz / Int.: Ben Stiller, Robert DeNiro, Jessica Alba

 

Filme – O terceiro filme da saga cómica e bem sucedida iniciada em 2000 com Meet The Parents, onde reunia o confronto directo com o veterano DeNiro e o ascendente Ben Stiller. Porém na terceira estância, a fórmula muda radicalmente mas o espírito é o mesmo. Little Fockers é assim um ensaio cómico falhado com pouco respeito pelos seus actores e pelos seus espectadores, preferido antes seguir a colecção de vedetas do que oferecer um argumento credível e pouco forçado que integre os seus personagens. O elenco pode ser impressionante, mas tal como se costuma dizer, nunca tantos fizeram tão pouco.

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Checo Dolby Digital 5.1
Húngaro Dolby Digital 5.1
Polaco Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Checo
Croata
Grego
Hebraico
Árabe
Polaco
Sérvio
Búlgaro
Húngaro
Romeno
Esloveno
Islandês
Eslovaco
Estónio
Letão
Lituano
Indiano

 

EXTRAS
Início Alternativo: Sonho com o Casamento e Despertar Matinal
Fim Alternativo: Casa da Árvore
Cenas Cortadas
Apanhados
Making of: nos Bastidores de Não Há Família Pior!
Finalmente o confronto
O Focker

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Little Fockers (2010)

 

FILME –

DVD -

tags:

publicado por Hugo Gomes às 17:24
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Neo-realismo inspira cart...

Johnny Depp em filme de K...

Toby Kebbell poderá junta...

Novo filme de Halloween c...

Tsintty, a curta de Rui P...

A sequela de Olympus has ...

Ida é o candidato polaco ...

Primeira imagem de Paul R...

Novo trailer de Fury, Bra...

Benedict Cumberbatch em p...

últ. comentários
Era hora de atualizar este super-herói e eu acho q...
Com ou sem sangue este filme é ridiculo, nada a ha...
E seguindo no rumo de mais 7. Parabéns!
Gostei do filme. Grande trabalho de Manoel Oliveir...
Divertidissimo, eu quero um Groot só para mim ... ...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
nombloind.jpg
subscrever feeds
blogs SAPO