Há algum tempo atrás existiam rumores de que o clássico jogo de tabuleiro, Battleship (mais conhecido entre nós como Batalha Naval), iria possuir a sua própria adaptação cinematográfica. Eis que chega o trailer desse “feito”. Taylor Kitsch (Wolverine), Liam Neeson (Taken), Brooklyn Decker (Just Go With It) e a cantora Rihanna integram o elenco deste blockbuster cuja premissa se resume á marinha norte-americana contra extraterrestres. No cargo de realizador encontramos Peter Berg (The Kingdom, Hancock).
“I’m so scare”
Sendo hoje o subgénero mockumentario de terror encontrar-se um pouco em moda, assinala-se nos recentes exemplos ((REC), The Last Exorcist, Cloverfield, Paranormal Activity), decidi então rever aquele que supostamente olhou para este estilo algo mais que supostamente desconfiança, The Blair Witch Project. Filme de terror de baixo-orçamento realizado em 1999 por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez se dispôs de um criativo marketing promocional e beneficiou de um boca-a-boca que fez com a obra fosse um perfeito sucesso, rendendo pouco mais de 140 milhões no EUA, um dos filmes independentes mais rentáveis de sempre. Obviamente não foi o pioneiro da sua arte, mas foi o que mais combinou o género narrativo com o factor medo das suas situações, como um golpe de mestre.
Em Blair Witch Project somos levados a seguir três estudantes de cinema que decidem elaborar um documentário sobre a lenda urbana da Bruxa Blair, bizarramente interligada a misteriosos e horripilantes assassinatos que surgiram na área de Burkittsville, Maryland. Depois de conseguirem recolher depoimentos de alguns dos seus habitantes e desvendarem através deles os casos mais sangrentos da vila e a aparição do ser amaldiçoado, os jovens seguem numa expedição pela floresta, onde acabam por se perder e tendo a sensação de serem perseguidos por algo misterioso.
Em Blair Witch Project o terror assume de forma silenciosa e discreta, o espectador assiste a uma evolução do psicológico dos seus personagens, quase levado ao extremo pela arte da ilusão que a própria floresta se avoca. Os artifícios de terror da fita de 1999 são do mais básico, primitivo e simples, o qual se guia pelos sons e pela reacção das suas personagens. Myrick e Sanchez conseguem ainda brincar com a própria imaginação dos espectadores, levado a estes repovoar os planos negros e incógnitos com os seus piores medos.
Trata-se de um filme de terror lento, mas rigoroso na recriação da interactividade realista e inesperada dos seus actores, o qual sem eles era impossível sentir o medo nas frames de Blair Witch Project. Sabe-se que na sua produção, o trio protagonista (Heather Donahue, Joshua Leonard, Michael C. Williams) obteve no guião apenas os diálogos dos seus personagens, evitando que cada um lesse as frases dos outros, o resultado vê-se em pleno ecrã, o qual temos a sensação de assistir sentimentos genuínos, tais como o medo. Eis um dos filmes de terror mais marcantes e engenhosos dos últimos anos, conseguindo trazer mais medo que muitas das obras do género que por aí povoam. Isso talvez porque o maior dos nossos medos é com certeza absoluta o desconhecido.
Real.: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez / Int.: Heather Donahue, Joshua Leonard, Michael C. Williams
Ver Também
Para todo aqueles que esperam ansiosamente pelas primeiras evidências de vida de The Expendables 2, a sequela do filme de acção realizado por Sylvester Stallone em 2010, aqui vai algumas confirmações: John Travolta e Chuck Norris irão integrar o elenco composto por Stallone, Jason Statham, Jet Li, Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Dolph Lungdreen, Mickey Rourke, Randy Couture e Jean-Claude Van Damme. Quanto ao realizador, Sly cederá p seu posto para Simon West, que certamente ganhou alguma notoriedade com o recente The Mechanic, protagonizado por Statham. The Expendables 2 prepara-se para ser filmado na Bulgária neste mês de Setembro, a sua data de estreia está prevista para 17 de Agosto de 2012.
Monstruoso de nome!
É difícil um autor cuja obra de estreia surpreende tudo e todos, consiga mais tarde superar as expectativas criadas envolto, isso já aconteceu com o por exemplo, Richard Kelly, realizador da obra-prima negra Donnie Darko, que nunca mais conseguiu o estatuto de cineasta de culto desde então. Todavia é difícil negar a beleza e o talento que este Monsters – Zona Interdita emana, primeiro comecemos com o mais vistoso, o seu argumento que de nada de original consegue manter até ao final. Num ano em que assistimos á estreia imensas de obras sobre invasões alienígenas, Monster marca a diferença, porém a divergência se sente a nível executivo que propriamente de matéria-prima, mas antes de começar devo salientar o seguinte, o qual define o filme de Gareth Edwards, trata-se de um romance com extraterrestres á mistura e não o oposto.
O filme remete num romance de viagem através de um fotojornalista (Scott McNairy) que ajuda a filha do seu patrão (Whitney Able) a atravessar a zona infectada por extraterrestres na fronteira dos EUA. A química entre ambos os actores é formidável, os seus desempenhos não se ficam atrás. O romance entre ambos cresce gradualmente e se assume naturalmente sobre cenários de destruição e do selvagem que povoa o imaginário credível de Edwards. Quanto aos extraterrestres em questão, o realizador evita o contacto directo entre os nossos protagonistas com as chamadas “criaturas” (o orçamento também assim o exigiu), fazendo com que o ser antagónico seja apenas revelado inteiramente no final, até lá as suas parciais aparições lhe conferem momentos arrepiantes dignos da primeira vez que visualizamos Spielberg no seu ressuscitar dos dinossauros.
Trata-se de um filme independente e de baixo orçamento que nos revela uma promessa, Gareth Edwards, que apesar das limitações nos oferece uma tremenda obra dramática que tem de delicado como belo, sinistro como simples. As comparações com District 9 e Cloverfield são evidentes, mas Monsters leva a melhor, sem o cariz de blockbuster, ou pretensões do género, eis uma obra surpreendente mesmo estreando no nosso país numa altura em que o nosso planeta encontra-se farto de invasões de “outer space”. Imperdível, esta surpresa!
Real.: Gareth Edwards / Int.: Scott McNairy, Whitney Able
Ver também
Real.: Dennis Dugan / Int.: Adam Sandler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman
Filme – Por vezes para conseguir a mulher da nossa vida é preciso mentir, mas para Danny Maccabee (Adam Sandler) é criar uma vida totalmente falsa, tendo como sua cúmplice a sua leal assistente Katherine (Jennifer Aniston). Uma nova comédia da dupla Dugan / Sandler é talvez um dos piores registos de ambas as carreiras. Uma fita fraca em piadas cujos perfomances encontram-se abaixo da média. Porém o momento mais baixo é quando surge em cena a talentosa Nicole Kidman a rebaixar-se ao ridículo.
AUDIO
Inglês
Checo
Russo
Polaco
Húngaro
LEGENDAS
Português
Inglês
Árabe
Búlgaro
Croata
Checo
Estónio
Grego
Hebreu
Hindi
Húngaro
Islandês
Lituano
Polaco
Romeno
Sérvio
Eslovaco
Esloveno
Turco
EXTRAS
Comentários dos Actores e Realizadores
O Riso são Contagioso – Blooper Reel
Cenas Eliminadas
Documentários: “O Casal Perfeito – Jen e Adam”; “Dolph – Não é Aquele do Rocky IV”; “Filmar no Havai”, “Promo Grand Wailea”
Distribuidora – Sony Pictures
Ver também
O cinema clássico regressa nas mãos de Robert Redford!
O ano 1865 foi uma data importante, revolucionaria como trágica para a Historia dos EUA, pouco tempo depois de os yankees terem declarado vitória sobre os sulistas na Guerra Civil, um tenebroso atentado pairou sob o país em vias de formação. O presidente Abraham Lincoln foi abatido a tiro no Ford’s Theatre em Washington pelo actor John Wilkes Booth, membro de uma rede de conspiração. Todos foram perseguidos sob o sabor da vingança e a sede de justiça, sendo que Booth foi abatido nessa caçada. Inúmeros suspeitos foram acusados de conspiração, julgados e enforcados como sentença, entre os condenados encontra-se Mary Surrat a única mulher acusada por cumplicidade.
Robert Redford é uma das personalidades destaque dos últimos anos do cinema norte-americano, não só por ter sido o fundador do Festival de Sundance (que todo os anos nos oferecem pérolas cinematográficas) nem contribuindo com a evolução do independente norte-americano, nem pelos seus registos como actor, mas sim como autor / cineasta que ele é. Venceu o Óscar na categoria de Melhor Realizador em 1980 pelo filme Ordinary People, sua estreia como tal, baseado numa novela homónima de Judith Guest remetendo ao drama de uma família que tem que conviver com a tragédia. Outros destaques no seu ofício foram Quiz Show (1994) com Ralph Fiennes, sobre o escândalo de um programa de televisão viciado, The Horse Whisperer (1998), um melodrama com cavalos á mistura que tornou-se bastante popular e Lions for Lambs com Tom Cruise e Meryl Streep, um fracasso de bilheteira e critica que se revelou num subtil e credível crítica á militarização dos EUA no Médio Oriente. Em The Conspirator, Redford volta a recriar o realismo de Lions for Lambs, principalmente nalguns actos detalhados dos seus personagens, porém tudo encontra-se embrulhado num registo clássico de narrativa com um claro toque critico do sistema jurídico norte-americano e da justiça cega que por vezes se pratica em terras do Tio Sam.
A invocação desta negra historia dos EUA não é em vão, os dias de hoje são assombrados pelos fantasmas do 11 de Setembro, por teorias de conspiração e pelo terrorismo que contrai certos bodes expiatórios que motivam uma justiça manipuladora e movida por influências. Tudo nisso torna The Conspirator numa obra de argumentos que une o passado com o nosso presente. A realização do mesmo é delicado e sensível, o mesmo se pode dizer da fotografia que capta com precisão os raios de luz e os efeitos visuais que transformaram na capital do capitalismo (Washington) numa área ainda rudimentar. Ou seja a nível técnico, The Conspirator é irrepreensível. Em interpretação, Robert Redford é um excelente director de actores, tendo á sua disposição um magnifico elenco com principal destaque de Kevin Kline, Tom Wilkinson, Danny Huston e Evan Rachel Wood, tudo isto sem esquecer da actriz do filme, Robin Wright como a enigmática Mary Surrat, um desempenho de alto nível e de alta emoção.
Robert Redford poderá muito bem ser um dos últimos do cinema clássico norte-americano e com The Conspirator consegue criar um dos melhores exemplares do género jurídico dos últimos anos, porém não o reduz a um simples tema. Esta conspiração tem sim mais do que diga e mais do que se vê, um excelente filme a não perder como também uma magnífica actriz.
Real.: Robert Redford / Int.: James McAvoy, Robin Wright, Kevin Kline, Tom Wilkinson, Evan Rachel Wood, Justin Long, Alexis Bledel
Ver Também
Willem Dafoe parte para a ilha da Tasmânia em busca do último tilacino (vulgarmente apelidado de Lobo da Tasmânia). Trata-se The Hunter de Daniel Nettheim, baseado na novela de Julia Leighn, e tem data de estreia para 6 de Outubro na Austrália, o trailer e o poster já estão disponíveis para visualização. The Hunter ainda conta com Sam Neil (Jurassic Park) e Frances O’Connor (Timeline).
Em 1982, John Carpenter concretiza aquela que seria um dos seus filmes mais conceituados, The Thing, por sua vez baseado na obra homónima de Christian Nyby (1951). Tendo como titulo traduzido de Veio do Outro Mundo, este conto que reúne ficção científica e terror nos remete á história de um centro de pesquisa na Antárctida que se encontra invadida por um organismo alienígena e parasita. È então que em 2011, mais precisamente no dia 27 de Outubro, estreia nos EUA, o previsível remake / prequela do tenebroso filme de Carpenter anteriormente protagonizado por Kurt Russell. Um pormenor do The Thing anterior é que o elenco era inteiramente masculino, sendo que com as mudanças do tempo, a nova versão contará com uma heroína, desta vez protagonizada por Mary Elizabeth Winstead (Die Hard 4.0). The Thing (2011) é realizado pelo estreante Matthijs van Heijningen Jr.
Real.: José Padilha / Int.: Wagner Moura, Irandhir Santos, Tainá Müller
Filme – A esperada sequela do fenómeno do cinema brasileiro de 2007, Tropa de Elite, que consistiu num dos mais rentáveis filmes brasileiros de sempre e um justo vencedor do Urso de Ouro de Berlim. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro, não só quebrou records de bilheteira no seu país de origem como também está ao nível do seu antecessor, desta feita o retrato cronista de Padilha segue em ataque contra o sistema brasileiro, utilizando o personagem Tenente-Coronel do BOPE, Nascimento (Wagner Moura), num peão do seu cru jogo. Eis o Dirty Harry que o Brasil precisava.
AUDIO
Português Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
EXTRAS
Trailer
Distribuidora – Zon Lusomundo
Ver Também
Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro
Mecânicos procura-se …
Jason Statham chegou a ser considerado durante a estreia de The Expendables, como o sucessor de Sylvester Stallone, a verdade é que o actor britânico que se destacou nas produções de Snatch de Guy Ritchie e Transporter de Corey Yuen, já define um género próprio, onde os holofotes se centram na sua figura cool e descontraída mas sempre com aquele instinto matador. Simon West (Con-Air) refaz a obra de culto de 1972 protagonizado por Charles Bronson, The Mechanic, onde o espectador cai no enredo de um assassino contratado cujo modus operatis é simular acidentes.
Enquanto a obra anterior possui um delicada narrativa que mantém o publico a par das tarefas do dito mecânico através de um interessante mise-en-scene, o remake transforma a inteligente forma de conduzir a acção num “mais do mesmo” do género Statham. O actor distribui pancada onde quer que esteja, com um ego bem afinado, e esquece quase como amnésia da sua premissa ou simplesmente das influências da matéria-prima.
Ben Foster leva a melhor, cuja sua forma o eleva como o mais talentoso actor do filme, apesar de Donald Sutherland, esse veterano, esteja presente. Porém o personagem de Foster é desequilibrado e pouco sedutora, o que faz com que o espectador não simpatize com esta, mas que não o teme como no (Steve McKenna anterior, interpretado por Jan-Michael Vincent), mas sim que o repugna. O final é uma desilusão, principalmente quem viu o dito cujo de Charles Bronson, ausente da sua ousadia, o qual chegamos a pensar que estamos perante no inicio de mais uma saga do selo Statham.
Real.: Simon West / Int.: Jason Statham, Ben Foster, Donald Sutherland
Ver Também
Há quatro anos atrás, neste dia, decidi por quase como brincadeira iniciar um blog com as minhas opiniões sobre os filmes que via. Nada esperava para o viria acontecer nas temporadas seguintes, o estaminé ganhou vida, fortaleceu e o seu autor ficou mais maduro. Já sou quatro anos de existência de um lugar que já faz parte da minha vida, onde posso expressar sem medos o meu amor pela sétima arte. Porém este post não é dedicado á antiguidade de Cinematograficamente Falando …, mas sim de vocês, os leitores que sempre me acompanharam. Por isso, um muito obrigado.
Cinebloggers Awards - Vencedores 10/11
Cinebloggers Awards - Vencedores 09/10
Cinebloggers Awards - Vencedores 08/09
Cinebloggers Awards - Vencedores 07/08
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
25 Essenciais da Decada de 2000-2009
Desafios
Meus blogs de cinema predilectos, Os
Sites de Cinema
Mais Blogs de Que Se Fala Cinema
Novidades Cinema // Movie News