29.6.11

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publicado por Hugo Gomes às 19:03
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27.6.11

Legião Perdida!

 

A Legião IX Hispana, era das legiões romanas mais famosas e meritórias da Império Romano, sua existência surge em registos históricos, desaparecendo misteriosamente na Grã-Bretanha por volta do ano 117 D.C. Tal acontecimento levou á escritora Rosemary Sutcliff a escrever em 1954 um romance de aventuras juvenil em que um jovem centurião procura na selvagem e barbara Bretanha o estandarte (Uma Águia de Ouro) da muito perdida Nona Legião, o qual era pertencente ao seu pai, com intuito de restaurar a honra e nome da família.

 

 

Kevin Macdonald adapta as aventuras de Marcus Aquila na sua demanda de dever e honra por entre as florestas inultrapassáveis onde os povos bárbaros fermentavam o ódio pelo Império Romano. The Eagle é assim a recente aventura épica que surge nos tempos em que o género encontra moribundo. Outrora sinonimo de grandes produções e de automáticos êxitos de bilheteira, são agora reduzidos a obras escassas e cada vez mais adeptas de atalhos que facilitam o orçamento da fita, tais como os CGI e a falta de rigor histórico. Pouco se evolui desde que Gladiator arrebatava as bilheteiras e o publico conquistando no ano seguinte o cobiçado Óscar de Melhor Filme, todavia não será este The Eagle a conseguir o seu lugar cativo.

 

 

O nome Kevin Macdonald traz alguma confiança ao projecto, sendo o realizador do documentário Touching the Void e dos filmes The Last King in Scotland e do thriller State of Play. Porém em The Eagle assistimos um autor mais preocupado com o espectáculo visual, bem aproveitado devido às paisagens do Highlands, do que propriamente com o rigor do argumento. Trata-se de um filme com claras pressões do estúdio em construir algo que agrada a gregos e troianos, fazendo com que os envolvidos não depositem a alma neste projecto. Assim sendo The Eagle tem mais afluências a um blockbuster de Verão do que realmente os épicos de outrora, um pouco que aconteceu aos anteriores Troy de Wolfgang Peterson e The Last Legion de Doug Lefler.

 

 

Mesmo sob as falhas existem alguns valores a ter em conta neste pseudo-épico, Macdonald conseguiu capturar sólidas interpretações de Channing Tatum e do impressionante Jamie Bell, como a dupla protagonista deste filme, mesmo sem química e sem argumento para tal. As batalhas são feitas com profissionalismo e realismo, a banda sonora é envolvente e há um certo respeito pela linguagem dos bárbaros, que neste filme hollywoodesco fala o antigo bretão. Mas nada disso salva de uma aventura pronta e esquece, por vezes caindo no irrealismo da trama e na preguiçite argumental. Não esperem encontrar aqui um Gladiator!

 

Real.: Kevin MacDonald / Int.: Channing Tatum, Jamie Bell, Mark Strong, Donald Sutherland

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:33
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26.6.11


publicado por Hugo Gomes às 16:52
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26.6.11

Real.: Fred Zinnemann / Int.: Gary Cooper, Grace Kelly, Thomas Mitchell

 

Filme – O xerifer Will Kane (Gary Cooper) está prestes a casar com a belíssima Amy Fowler Kane, porém recebe a notícia que o assassino Frank Miller, o qual o nosso herói ajudou a prender, não só foi libertado como também dirige para a cidade com a previsão de chegar ao vilarejo antes do meio-dia. È um western que desenrola em acção real, enquanto o espectador sente a tensão na aproximação do clímax que advém da maldita hora. Um trágico clássico com um dos melhores papéis de Gary Cooper. Obra-prima portanto!

 

AUDIO

Inglês Mono

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Menus Animados

Selecção de Cenas

 

Distribuidora – Costa do Castelo

 

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 16:39
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23.6.11

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publicado por Hugo Gomes às 23:02
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publicado por Hugo Gomes às 22:54
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19.6.11

 

Transformers 3 é um dos filmes que irá fazer as bilheteiras de todo o Mundo tremer, disso ninguém nega. Porém já se fala de um iminente quarto filme, Michael Bay e o actor Shia LaBeouf face a estas afirmações já expressaram não voltar á produção. Portanto há que procurar um novo realizador e estrela. Numa entrevista á MovieWeb, o actor Tyrese Gibson revela que será Steven Spielberg a dirigir o quarto Transformers, sendo que o realizador de ET e Jurassic Park esteve envolvido na trilogia como produtor executivo.

Se for verdade é uma boa notícia, não acham?

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publicado por Hugo Gomes às 17:03
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publicado por Hugo Gomes às 17:01
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Real.: DJ Caruso / Int.: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Dianna Agron

 

Filme – Nove alienígenas encontram-se residentes no Planeta Terra, porém estes começam a ser eliminados um a um e misteriosamente por forma sequencial. Sendo que chegou a vez de Quatro (Alex Pettyfer) ser perseguido e caçado, como também impedir tal ameaça á sua raça. Filme que combina ficção científica e drama adolescente que parece ser realizado sob um conjunto de regras para com a audiência. DJ Caruso que já havia concretizado Disturbia e Salton Sea, cede às facilidades ao cinema teenager e traz-nos uma obra fútil, espalhafatosa a nível de efeitos visuais e intrinsecamente artificial. Aconselhado aos suspeitos do costume.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

 

EXTRAS

Ser o Número Seis
Erros de Gravação

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

I Am Number Four (2011)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 16:48
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Poderá muito bem ser um dos filmes mais românticos deste ano, porém recebe o selo como comédia, falo de Crazy Stupid Love da dupla Glenn Ficarra e John Requa (I Love You, Phillip Morris) que conta com um elenco de luxo; Steve Carrell (Get Smart, Dinner for Schmucks), Ryan Gosling (Blue Valentine), Julianne Moore (Magnolia), Emma Stone (Easy A, Zombieland), Marisa Tomei (The Wrestler), Kevin Bacon (X-Men – First Class) e Crystal Reed (Skyline). Tendo o título português como Amor, Estúpido e Louco, conta a história de um quarentão (Steve Carrell) que tem que lidar com o divórcio da sua mulher (Julianne Moore), enquanto isso é induzido por um estranho (Ryan Gosling) a gozar a sua vida de solteiro. Estreia dia 20 de Setembro no nosso país.


publicado por Hugo Gomes às 16:39
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Al Capone visitou Washington!

 

Kevin Spacey foi um dos actores de topo dos anos 90. Querem provas? Podemos iniciar com a primeira grande obra de Bryan Singer, The Usual Suspects em 1995 (onde venceu o Óscar de Melhor Actor Secundário), foi o psicopata serial-killer em Se7en de David Fincher, foi memorável em L.A. Confidential de Curtis Hanson e venceu o seu segundo Óscar, desta vez sob o título de actor principal em American Beauty de Sam Mendes.

 

 

Após uma fase menos produtiva durante a década de 2000, Spacey tenta recuperar a sua velha forma como Jack Abramoff, um dos mais polémicos lobistas de Wall Street, no filme Casino Jack de George Hickenlooper (The Man from Elysian Fields). Casino Jack, como era apelidado o dito Abramoff, protagonista de vários escândalos políticos e “trafulhices” que o motivaram a criar o seu próprio império de riqueza e influências, cuja sua detenção originou polémica quanto á credibilidade de muitos executivos de Washington, que tal como Jack praticariam lobismo.

 

 

Spacey foi nomeado ao Globo de Ouro por este desempenho, a verdade é que consegue dar algum conforto nesta fita mais que batida. George Hickenlooper tenta abraçar este filme de Wall Street com o ambiente das fitas de máfia, um pouco como Oliver Stone conseguiu fazer e muito bem no homónimo Wall Street (1987), porém dadas as complexidades do background se poderia esperar algo mais confiante, infelizmente se roça pelo produto académico, onde o actor com a sua versátil interpretação quase o arrasta às costas. Casino Jack torna-se aqui num inconsequente herói dado ao tratado que recebeu na fita, levando imperativamente o espectador a simpatizar com o homónimo charlatão.

 

 

Casino Jack, apesar de tudo, é uma fita competente a nível técnico como profissional, para além de Kevin Spacey, obtemos também os excelentes desempenhos de Barry Pepper, Jon Lovitz e Kelly Preston. Porém falta-lhe um toque que lhe torne mais cativante ao invés de funcionar em tornar na figura de Jack Abramoff num mártir. O resultado poderia muito bem ser outro.

 

“I'm Jack Abramoff and I work out every day”

 

Real.: George Hickenlooper / Int.: Barry Pepper, Jon Lovitz, Kelly Preston

 

 

Ver também

Inside Job (2010)

Wall Street (1987)

Wall Street – Money Never Sleep (2010)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:53
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13.6.11
13.6.11

Page sobre rodas!

 

Quem fala de filmes de adolescentes logo relembra das aventuras de jovens virgens com as hormonas aos saltos, ou a hierarquia em liceus desde o típico marrão no fundo da cadeia até á cheerleader popular. È errado pensar que as tais fitas que relatam jovens menores de 21 tem que ser inconsequentes e sem pingo de inteligência como a maior parte da publicidade da MTV, assim sendo o erro cai quando assistimos a este Whip It, que demorou muito a chegar às salas do nosso país, mas que conseguiu evitar as decisões do directo-para-Video.

 

 

 Whip It, é a primeira longa-metragem realizada pela actriz Drew Barrymore, a eterna “miudinha bochechuda” em ET de Steven Spielberg, mas para o público mais pioqueira foi um dos anjos em Charlie’s Angel de McG. Trata-se de uma fita que revitaliza a moda das mulheres em corridas de patins, que foi comum encontrar-se em pleno anos 70, por exemplos, filmes como Unholy Rollers ou Kansas City Bomber. Esta onde deu-se numa época me que o cinema tinha encontrado a sua audácia, saindo do armário, e a mulher encontrou o nesse tempo uma figura mais relevante que um simples par romântico. A figura feminina no cinema foi influenciado pela vaga de feminismo e a emancipação, nos referidos filmes poderíamos encontrar uma exploração mais acentuada no seu protagonismo e na vertente sexual que emanam. Em Whip It a homenagem a esse género underground está bem presente.

 

 

A fita conta a história de uma adolescente desenquadrada ao seu mundo, Bliss (Ellen Page), que é obrigada pela sua mãe autoritária (Marcia Gay Harden) a concorrer em concursos de beleza e comportar como em prol da imagem de sonho da sua progenitora. Porém é no roller derby que Bliss pratica secretamente que encontra a sua família e lar.

 

 

A primeira longa-metragem de Drew Barrymore enquanto realizadora, é uma obra que inicialmente será subestimada, muito pelo facto de ser direccionada para toda a família. Porém a realizadora consegue contornar alguns clichés e criar com ajuda de um leque competente de actrizes, personagens femininas sólidas e que respiram o hino feminista. Ellen Page é encantadora e graciosa no seu empenho, Julliete Lewis ressuscita como uma bad-girl, Drew Barrymore é hilariante no seu carácter, Marcia Gay Harden é inevitavelmente bem (mesmo que o seu personagem seja mais uma extracção do seu ego) e Kristen Wiig (MacGruber) tem um desempenho acima da média.

 

 

Whip It tem todos os ingredientes para qualquer filme de sábado á tarde, mas é valioso e competitivo mesmo em terrenos já muito batidos, até as corridas sobre patins estão bem construídas. Por enquanto poderá conter os melhores e mais caracterizados personagens femininos do cinema norte-americano nos últimos cinco anos. Ainda bem que não seguiu para direct-to-vídeo no nosso país.

 

Real.: Drew Barrymore / Int.: Ellen Page, Marcia Gay Harden, Drew Barrymore, Julliete Lewis, Kristen Wiig, Jimmy Fallon

 

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:21
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13.6.11

Real.: Kevin Greutert / Int.: Tobin Bell, Costa Mandylor, Betsy Russell

 

Filme – Pelo menos encontra-se anunciado como o derradeiro capítulo final da saga de terror de grande êxito que nos seguiu estes sete anos consecutivos. O legado tornou-se confuso e labiríntico e a conclusão resultou numa fita amadora sem quaisquer ligações ao surpreendente exercício gore que estreou discretamente em 2004, discretamente mas automaticamente para a secção de culto. Definitivamente o pior do franchising.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Filme – Versão a 3D

Selecção de Capítulos
Cenas Cortadas/Alongadas
Videos Musicais
“52 Maneiras de Morrer”

 

Distribuidora – Prisvideo

 

 

Ver também

Saw 3D (2010)

 

FILME –

EXTRAS -

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publicado por Hugo Gomes às 01:15
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publicado por Hugo Gomes às 01:14
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The Hangover Part II (2011)

 

 

O simples copy / paste!

 

Em 2009, ficamos a saber que existem “meninos” que não aguentam Las Vegas, agora em 2011 descobrimos que também não se dão com Bangkok. The Hangover de Todd Phillips conseguiu render cerca de 460 milhões de dólares, tornando-se numa das comédias mais lucrativa de sempre, mas não só nas bilheteiras que esta “ressaca” se tornou um “estrondo”, a crítica e a opinião do público uniram-se e aclama-lo como uma das melhores e mais originais do seu género. Assim sendo, com todo os ingredientes mais que necessários para tornar possível a iniciação de um franchising, eis que surge esta sequela mais musculosa, porém menos inspirada. Desnecessário, a história base de The Hangover é ideal para um único filme, cuja continuação seria á partida forçada, tendo em conta que o desejo dos envolvimentos era reciclar situações e personagens do anterior. Devido a tal, será escusado dizer que The Hangover Part II é à partida um sucesso instantâneo, como também se assume como um descarado “déjà vu” de hora e meia. Assim sendo as peripécias de Phil, Stu e Alan agradarão a todos aqueles que vibraram com a inesquecível despedida de solteiros em Las Vegas, mas estranho será a sensação de que no final nada muda, ao invés disso se transforma. Um oportunista preguiçoso que para mal dos nossos pecados anuncia que vêm aí um terceiro.

 

 

Real.: Todd Phillips / Int.: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Paul Giamatti

4/10

 

 

Saw 3D (2010)

 

 

O fim do legado?

 

Até que é fim chegamos ao derradeiro capítulo (segundo eles) da mais lucrativa saga de terror. Saw, que foi criado inicialmente por James Wan em 2004, se revelou num extremo exercício gore com algumas surpresas pelo meio. Vítima da devoradora “máquina industrial” cinematográfica de Hollywood, o seu “sumo” extraído originou seis sequelas, todas elas repletas de armadilhas mortais pensadas como os atractivos destes contos escritos a sangue e “tripas”. Durante as continuações, a história se confundiu, embaralhou e tornou-se inarrável, como não existe mais volta a dar pelos argumentistas, anunciou-se assim o capítulo final. A novidade? Insere o 3D como último recurso para "surpreender" no box-office. O resultado foi inevitável, este é sim, o pior dos sete filmes. Uma desorganização pegada, sem brilho nem “fruto”, que até mesmo nas armadilhas macabras, único ingrediente que restava no franchise, são artificiais e entranhadamente gastas, deveras dignas de uma cópia deslavada do circuito limitado de direct-to-DVD. O elenco, nem se fala, do pior do que se conseguiu arranjar, e o twist final, enfim, desmazelado. Os únicos pontos positivos que poderemos enumerar nesta "mistela" por inteiro é o facto de se anunciar como a última das torturas. Já não era sem tempo! Saw! Enough!

 

 

Real.: Kevin Greutert / Int.: Tobin Bell, Costa Mandylor, Betsy Russell, Cary Elwes

2/10

 

 

Stone (2010)

 

 

Ninguém é inocente! 

 

Stone era daquelas obras que tinha tudo para ser um dos grandes filmes de 2010, porém conseguiu ser uma das mais enfadonhas fitas do ano. O resultado está muito aquém das expectativas, porém é de louvar os excelentes desempenhos de Edward Norton e de Frances Conroy, e salientar a fracassada perfomance de Robert De Niro. Quanto a Milla Jovovich, deveria ter ficar somente pelos Resident Evils, já que aqui em Stone revele num erro de casting. O filme de John Curran (The Painted Veil)  sobrevive através da premissa e da ideia de uma história de manipulação para com um oficial de liberdade por parte do prisioneiro Stone (Edward Norton), mas o realizador esqueceu-se que por vezes as películas não se fazem por ideias, há que também envolver o espectador na intriga, o que não parece acontecer aqui. Bocejante, desequilibrado e sem brilho, por vezes nem um elenco salva um filme da iminente ruína.

 

 

Real.: John Curran / Int.: Robert DeNiro, Edward Norton, Milla Jovovich, Frances Conroy

4/10

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publicado por Hugo Gomes às 00:45
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11.6.11
11.6.11

 

A busca implacável pela identidade!

 

Ele foi Oscar Schindler, Michael Collins, Qui-Go Jin (o mestre de Obi-Wan Kenobi na saga Star Wars) e o leão Aslan de Nárnia, mas foi um filme em particular que direccionou a carreira do carismático actor Liam Nesson para um caminho divergente mas porém definido até então. Falo do vulgar, mas mesmo assim energético Taken, onde o actor se tornou num herói de acção digno de registo, um homem de um exército só. Enquanto no filme de Pierre Morel, ele é um pai vigilante que tenta resgatar a sua filha do tráfico humano do outro lado do Oceano, neste Unknown de Jaume Collet-Serra, ele é um desconhecido que enfrenta uma conspiração a nível global.

 

 

Sem Identidade, titulo traduzido, é um thriller que bebe da mesma água de Frantic de Roman Polanski até chegar a “petiscar” as influências do cinema de suspense de Hitchcock, e claro, um espirito oportunista com a energia e eficácia de Taken e a sua respectiva estrela. Tudo isto poderia original numa salada desequilibrada e risível, porém Jaume Collet-Serra parece ter os “trabalhos de casa” cumpridos e para além de conseguir orquestrar um clima de suspense inerte e preservador até boa parte do filme, tenho o trunfo de apresentar twists credíveis e apesar de tudo imprevisíveis dentro da premissa. É algo que muitos exercícios de suspense de que o cinema parece estar exaustar anualmente falha, mas em Unknown as fragilidades aparentes são contornadas e mantidas com classe.

 

 

Depois é Liam Neeson a presentear-nos um desempenho já esperado, mas presente com um tamanha carisma e genica para as sequências de acção, louvável para um actor que já se encontra na casa dos cinquenta. Em cumplicidade temos um elenco secundário de luxo que cumpre as suas funções efectivamente. São eles Diane Kruger, Sebastian Koch (The Live of Others), Aidan Quin, January Jones, Frank Langella e um sempre bem Bruno Ganz, a orquestra afinada em prol desta nova demanda frenética de Neeson.

 

 

Baseado na novela Hors de moi de Didier Van Cauwelaert, Unknown é um solido thriller de consumo rápido mas que tem a virtude de não defraudar nem subestimar a inteligência do espectador. É Hitchcock imitado vezes sem conta, mas na nova fita do realizador de The Orphan, a lição está bem estudada.

 

“I didn't forget everything. I remember how to kill you, asshole.

 

Real.: Jaume Collet-Serra / Int.: Liam Neeson, Diane Kruger, January Jones, Bruno Ganz, Frank Langella, Sebastian Koch, Aidan Quinn

 

 

 

Ver Também

Taken (2008)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:22
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10.6.11

 

O reboot de Daredevil está a todo o vapor, após ter sido contratado David Slade (The Twilight Saga – Eclipse, Hard Candy), chega-nos notícias de que o argumento estará a cabo por Brad Caleb Kane (da série Fringe) e será baseado no graphic novel de Frank Miller e David Mazzuchelli, Born Again. Quanto ao actor que irá desempenhar o Homem sem Medo, há quem fale de Xavier Samuel, que trabalhou com o realizador em Eclipse. Por enquanto é só um rumor.

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publicado por Hugo Gomes às 21:40
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10.6.11

Anjos ou demónios!

 

Legion é uma historia de teor apocalípticos bíblicos em que a historia gira envolto da luta pela sobrevivência de um grupo de pessoas encurraladas numa estação de serviço no pleno deserto, enquanto são atacados por forças sobrenaturais e mortais. Entre o grupo encontramos o anjo caído Michael (Paul Bettany).

 

 

Adaptação de um graphic novel do próprio Scott Stewart, o realizador do filme, em conjunto com Peter Schink, ambos creditados no seu argumento. Legion não irá fazer parte daquele conjunto que proclamam de melhores do género no universo das adaptações, porém na fita assistimos a um ingénuo entretenimento em que nunca se faz passar por algo “bigger than life”, até mesmo o ambiente em que a trama se joga é tão descontraído para um eventual Armageddon. Tudo parece ter sido concebido sem grandes intenções, desde os efeitos especiais que por vezes parecem ridículos até a narrativa encontrar-se directamente para a acção, sem tempo para perder com ênfases dramáticas, porém o espectador apenas conhecerá melhor os personagens através dos seus diálogos, que até são bastantes objectivas. O elenco é no geral competente, Paul Bettany se esforça a dar-nos um herói frio e Charles S. Dutton é aquele que possui o melhor desempenho, apenas Dennis Quaid é demasiado mau para ser verdade.

 

 

Mesmo subjugado por inúmeros clichés, Legion poderá ser considerado num serie B sem grandes pretensões nem potenciais para algo mais, porém é nisso que disfarça a audácia da sua história. E nas suas limitações é bastante divertido e por vezes burlesco (ver velhotas assassinas e anjos com AK-47 nas unhas). Um guilty pleasure sem dúvidas!

 

PS – cuidado com o Ice-Cream Man, quem viu o filme sabe do que falo.

 

Real.: Scott Charles Stewart / Int.: Paul Bettany, Dennis Quaid, Lucas Black, Tyrese Gibson, Adrianne Palicki, Charles S. Dutton, Kevin Durand

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:36
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Kung Fu animal!

 

Vêm aí o Pandemónio! Po (com a voz de Jack Black), o sonhador panda que trabalhava no restaurante do seu pai consegue tornar-se no Guerreiro Dragão, e assim utilizar as suas técnicas de Kung Fu para defender os pobres e oprimidos, obviamente com ajuda dos cinco magníficos. Porém nesta nova aventura, Po enfrentará um adversário á altura, o astuto Lord Shen (com a voz de Gary Oldman), um inimigo tão ligado ao passado do nosso herói, mais do que ele próprio julga, pondo em causa os seus ensinamentos da arte marcial.

 

 

Estreado em 2008, num Verão pleno, Kung Fu Panda se torna numa das mais bem sucedidas longa-metragens animadas da Dreamworks desde Shrek, rendendo mais de 400 milhões de dólares mundialmente. O estúdio conseguiu combinar os diferentes elementos básicos de um filme de aventuras, sempre com o toque oriental do cinema chinês. Assim nasce Po, um panda gigante de olhos verdes (a cor dos olhos deu bastante polémica na China), que é comilão, preguiçoso e imaturo, três características impróprias para herói de aventuras, todavia são essas improbabilidades que tornaram-no especial, enriquecendo a Dreamworks nas suas ousadias animadas e irreverência.

 

 

Nesta sequela, a aventura enegrece, tornando-se mais sombria e mais fiel ao modelo de wuxia (um subgénero popular do cinema chinês que combina o épico com artes marciais), enquanto o filme anterior tinha longos traços humorísticos, aproveitando a comédia física, muito em torno do inadaptado Po, Kung Fu Panda 2 exerce alguma tragédia no seu conto, o tornando numa animação mais adulta e mais sólida no seu argumento.

 

 

Os personagens anteriores regressam em conjunto com algumas novas inserções, entre as quais destaca-se a concepção do vilão (um dos melhores do mundo da animação), Lord Shen, onde a escolha de Gary Oldman para a sua voz não é vão. Como é habitual nas produções da Dreamworks Animations, o elenco vocal é sempre luxuoso, todavia mesmo para personagens relâmpago, Angelina Jolie, Jackie Chan e Lucy Liu voltam a ser desperdiçados em secundários de pouca relevância. Neste capítulo ainda temos Jean-Claude Van Damme na voz do mestre crocodilo, onde podemos ouvir duas ou três frases mínimas. Tirando o vilão, Jack Black, Dustin Hoffman e James Hong voltam a estar em destaque.

 

 

Os grafismos são belos e ricos, a sofisticação do 3D dá o seu esplendor, sendo possível esta tecnologia um must nas animações CGI. Visualmente é um filme mais evoluído que o anterior, como também aufere um paladar de uma riqueza gráfica apelativa como por exemplo a escolha dos flashbacks em animação tradicional ou até mesmo o inicio artesanal. A acção é apelativa, porém a comédia que sobra é sim, o ponto fraco da fita. Longe de ser um clássico do género, nem sequer do estúdio e falta-lhe sobretudo o efeito-surpresa do primeiro, mas nada intromete para que Kung Fu Panda 2 seja uma sugestão divertida para levar os “gaiatos” ao cinema. Porém fora de preconceitos, esta é uma óptima produção norte-americana para ver, qualquer que seja a idade. Uma sequela ao nivel do original! 

 

Real.: Jennifer Yuh / Int.: Jack Black, Seth Rogen, Angelina Jolie, Gary Oldman, Dustin Hoffman, Jean-Claude Van Damme, Jackie Chan, Lucy Liu, James Hong, Dennis Haysbert, Michelle Yeoh

 

 

Ver Também

Kung Fu Panda (2008)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:33
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8.6.11


publicado por Hugo Gomes às 23:11
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