26.4.11

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publicado por Hugo Gomes às 16:47
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26.4.11

Pássaros e Carnaval!

 

Ao ver Rio, chega-me á memoria os tempos de The Three Caballeros (1944) da Walt Disney, em que Donald e companhia se aventuram em terra brasileiras enquanto dão um “pézinho” de dança com Miranda, a diva do samba. A fita de sonho de Carlos Saldanha, que após cumprir o trato com a Blu Sky com os êxitos da trilogia Ice Age, é o regresso da animação norte-americana ao ambiente solarengo, colorido e harmónico do Rio de Janeiro.

 

 

A história se centra na rara arara azul, Blu (com a voz de Jesse Eisenberg), que após uma longa e feliz estadia ao lado da sua dona Linda (Leslie Mann) em Minesota, EUA é levado para o Rio de Janeiro para um centro de recuperação de aves para poder reproduzir com a última fêmea da sua espécie, Jewel (Anne Hathaway). Porém no centro são raptados e levados para ser vendidos no mercado negro, mas a dupla de araras consegue escapar aos raptores e iniciam assim a sua jornada por entre o Rio carnavalesco em busca dos seus donos.

 

Assim se inicia o colorido Rio, um rico objecto de imagem e som seguido por um ritmo frenético do samba e da bossa nova, com toda a qualidade digna dos estúdios Blu Sky (que vão desde personagens caricatas e bem construídas a gags de puro gozo a roçar as animações mais clássicas de por exemplo os Looney Tunes e outras de carácter mais inteligente como por exemplo o “What i can do for you”). Sendo Saldanha um oriundo da terra do samba, conhece integralmente o seu país e mesmo dirigido uma animação desta categoria onde o publico mais jovem é o alvo, sendo assim consegue invocar alguns problemas sociais e ecológicos da sua dita terra que o viu nascer, descrita de forma ligeira.

 

 

As crianças vão adorar, os adultos por sua vez vão deliciar, Rio é uma salada de agradáveis e frescos ingredientes que constituem algo tão festivo como o próprio Carnaval se tratasse. Das vozes aos personagens (o vilão com a voz de Jemaine Clement chega a ser mesmo impressionante), dos gráficos aos pormenores dos animais computorizados, o único senão de tudo isto talvez seja a falta de originalidade da história, porque verdade seja dita personagens que aprendem a voar já há muitos, até mesmo um certo elefante da Disney. Tirando isso temos uma alegoria visual, o melhor divertimento que uma família poderia pedir nesta temporada que pede calor.

 

 

Real.: Carlos Saldanha / Int.: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, George Lopez, Rodrigo Santoro, Jamie Foxx, Leslie Mann, Jemaine Clement

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:29
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Para os fãs de filmes de espada e escudo não poderão obviamente perder a estreia de Ironclad, que entre nós se chamará de O Último Reduto. Trata-se de um épico medieval dirigido por Jonathan English (atenção, não confundir com a personagem de Rowan Atkinson) que se centra nos confrontos entre os Cavaleiros Templários e o tirânico Rei John (conhecido como o vilão principal de Robin dos Bosques) na defensa do Castelo Rochester. O elenco contará com James Purefoy (Solomon Kane, Resident Evil), Brian Cox (Troy, The Bourne Supremacy), Kate Mara (127 Hours, The Shooter), Jason Flemyng (Snatch, Clash of the Titans), Charles Dance (Alien 3, Gosford Park), Derek Jacobi (The King’s Speech), Mackenzie Crook (da trilogia do Pirates of the Caribbean) e por fim Paul Giamati (The Last Station) como o vilão monarca. Com estreia marcada para 6 de Junho no nosso país.

 


publicado por Hugo Gomes às 16:25
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26.4.11

 

Real.: Doug Liman / Int.: Naomi Watts, Sean Penn, Sam Shepard

 

Filme – Fair Game é o retrato dos reais acontecimentos que se abateram a Valerie Palmer (Naomi Watts), uma agente da CIA, e Joe Wilson (Sean Penn), um embaixador, que desafiaram a politica de George W. Bush, que escorraçaram o casal e acusaram-nos de envolvimento com forças terroristas. Um filme surpreendente de Doug Liman, o homem por detrás do primeiro filme de Jason Bourne e do péssimo Jumper (2008), tem agora a sua disposição material mais cuidado e sério que resulta num discreto mas poderoso thriller com excelentes envolvimentos de Watts e Penn, que por sua emanam uma compatível química.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

 

EXTRAS

Comentários de Valerie Palmer e Joe Wilson

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Fair Game (2010)

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 16:18
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Uma Brilhante Confusão por Jeunet!

 

Jean-Pierre Jeunet é capaz de contar uma histórica trágica ou negra em forma de um simples conto para crianças, enchendo-a de ternura como ninguém. Conhecido como o realizador de Delicatessen (1991) e Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain (2001), a obra que o redefiniu como um dos nomes maiores do cinema francês actual, dirige Micmacs à tire-larigot como um filme de família se tratasse, porém o seu tema é tão negro e adulto que vão desde vingança a tráfico de armas. A retaliação descrita na fita é levada a cabo por um sem-abrigo, Bazil (Dany Boon) que encontra num grupo de freaks que vai desde contorcionistas, homens-bala e génios excêntricos como sua “família de acolhimento”. Bazil encontra-se sujeito a morte súbita, devido a uma bala que se defronta no seu cérebro, o levando a cometer a pessoal vingança a duas empresas de fabricação de armas num genial plano de humilhação.

 

 

Micmacs à tire-larigot é uma das melhores propostas do cinema cómico francês, onde o realizador enche a narrativa com toda a sua marca. O espectador é quase obrigado a rir perante as caricatas situações que os personagens são postos, e falo de situações que num levado com seriedade bem poderia ser apresentado nos melhores do subgénero heist movie, mas aqui são cobertos com uma leve camada de humor negro em sintonia com o ambiente colorido e digno de qualquer freakshow.

 

 

Jean-Pierre Jeunet se mostra vivo e de boa saúde, construído um divertidíssimo e ao mesmo deveras inteligente filme híbrido de comedia, drama e até mesmo cinema de golpe. A juntar ao excelente argumento da autoria do próprio Jeunet e de Guillaume Laurant (um habitual colaborador do realizador), temos excelentes desempenhos de Dany Boon (que fora visto em grande forma no seu Bienvenue Chez les Ch'tis), André Dussollier (Les Herbes Folles de Alain Resnais), um fervoroso Nicolas Marié, Julie Ferrier (Paris) e por fim Yolande Moreau (que teve um desempenho no filme biográfico Séraphine). Mesmo que fora algo ignorado na sua tournée ao nosso país, Micmacs (abreviado a coisa!) não deixa de ser uma interessante proposta a visualizar. Mais um factor de confirmação do talento de Jean-Pierre Jeunet.

 


 

Real.: Jean-Pierre Jeunet / Int.: Dany Boon, André Dussollier, Nicolas Marié, Julie Ferrier, Yolande Moreau, Dominique Pinon, Omar Sy

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:11
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24.4.11

Mulheres de Armas!

 

Em poucos anos Zack Snyder é já uma referência, o seu estilo por detrás das câmaras é já característico, sendo um apologista do slow motions e dos maneirismos visuais que manipulam a própria imagem. Mas mais que um simples autor de imagem e estilos, Snyder já provou ser capaz de aprofundar os seus filmes, temos o exemplo do remake de Dawn of the Dead (2004), onde Snyder entrega de bandeja o mundo de Romero às grandes produções, e não se saiu mal, pelo contrario, e o “infilmavel” Watchmen (2009), dois casos que garantiram o sucesso entre o público e a critica, e que o elevaram para algo mais do que um simples “moço de recados” dos grandes estúdios e audiências. Após ter passado por inúmeros géneros do cinema, desde a animação (Legend of the Guardians), os remakes e adaptações de BD (300), Snyder aventura-se em terreno mais fértil, por fim uma fita originada pela sua própria ideia, construído desde raiz. Em inúmeras entrevistas, o realizador sempre aclamou a sua obra como “Alice no País das Maravilhas com metralhadoras” dando desde o princípio a ideia de ser uma versão neo-fantástica e estilista do clássico de Lewis Carroll, porém aquele apenas argumentava que por momentos encontrou-se na pele do autor literário e fez uso possível da sua imaginação e quebrou as fronteiras da limitação das mesmas para nos descrever este mundo surreal e por vezes fantasioso e onírico.

 

 

Pois bem, á nossa disposição temos Nazis, robôs assassinos, dragões, samurais e teens em trajes menores munidas de potentes arsenais e sabres afiados. Todas estas referências á cultura pop (passado pelo mundo dos videojogos e até mesmo da manga japonesa) definem o pano de fundo de uma simples história contada numa instituição mental, onde tudo é apenas uma ilusão á realidade criada pela nossa protagonista, apenas apelidada de Baby Doll (Emily Browning), que tenta acima de tudo fugir do cativeiro.

 

 

Sucker Punch – Mundo Surreal é apenas provavelmente e somente um dos melhores filmes a nível visual dos últimos anos, um conjunto de acção em melhor estilo de fazer inveja aos melhores videojogos do mercado (normalmente é sempre o contrario). Aqui Zack Snyder é um pássaro livre de criar, inventar e exagerar, a sua oportunidade que tal como peixe dentro de agua em esboçar a sua imaginação para a grande tela. Mas existe algo errado nisto tudo, não por sentir o exagero da acção e uso quase abusivo dos efeitos visuais em prol do espectáculo, nada disso, o que de prejudicial encontramos nesta fita é a sua completa falta de emoção, a certa altura o espectador perde o fio á historia e boceja mesmo em frente da acção energética, porque simplesmente não se liga ao vazio, nem mesmo Sucker Punch se esforça em sintonizar com o publico.

 

 

Não que lhe falte argumento para avançar como aconteceu com a segunda entrega de Michael Bay em Transformers, não, a historia tem pano para mangas, mas nada se livra do vácuo da sua plasticidade. Emily Browning pode muito bem encenar a sua versão de “le miserable”, mas não sentimos compaixão pela sua tragédia. Depois existe um derradeiro desequilíbrio no elenco feminino principal, sendo Abbie Cornish e Jena Melone as melhores prestações da fita, e também as mais desenvolvidas personagens da historia, ao lado da obviamente experiente e sensual Carla Gugino. Emily Browning se esforça, mas é uma simples cara bonita e quanto a Vanessa Hudgens que veio directamente da irritante trilogia High School Musical, é um erro de casting como um personagem inútil. Também não podemos esquecer o lado masculino e em minoria da fita, com principal destaque para Scott Glenn e o talentoso Oscar Isaac.

 

 

Provavelmente e tendo em conta o potencial de Sucker Punch, este será considerado um culto a seguir daqui a uns anos e se tudo correr bem num modelo para o futuro do cinema pipoca juvenil, por enquanto é um pátio de diversões para um realizador se expressar e libertar em um par de horas a criança que se encontra dentro dele. Todavia é um filme plástico, vazio, um verdadeiro desperdício! E tendo perspectiva do nosso ano, lá se foi o blockbuster mais original do mesmo.

 


 

Real.: Zack Snyder / Int.: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Jamie Chung, Vanessa Hudgens, Oscar Isaac, Scott Glenn, Carla Gugino, Jon Hamm

 

 

Ver também

Dawn of the Dead (2004)

300 (2007)

Watchmen (2009)

Legend of the Guardians – The Owls of Ga’Hoole (2010)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:36
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23.4.11

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publicado por Hugo Gomes às 23:36
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23.4.11

 

Freiras com genes de John Carpenter

 

Uma freira assassina que mata através da agua, a que ponto do ridículo é que os filmes de terror já chegaram. Tudo poderia funcionar como um simples produto sem pretensões e altamente guiado por estereótipos e clichés dirigido ao público dos videoclubes, mas se não fosse o nome Jaume Balagueró creditado na sua própria história. Balagueró é apenas um dos nomes mais importantes do género de terror da actualidade e de maior importância no seu país de origem, Espanha, onde tem oferecido grandes êxitos de bilheteira a nível mundial, falo obviamente da sua duologia (REC) ou até mesmo do curioso e assustador Fragiles, onde o autor ressuscita a actriz Calista Flockhart (da série Ally McBeal).

 

La Monja é porém algo á parte da filmografia de Balagueró, dirigido pelo desconhecido Luis De La Madrid, eis um daqueles filmes em que os cenários espanhóis são sinónimo de sinistro, mas tirando as influências cénicas, eis um exemplo de segunda categoria onde o espectador é ridicularizado com uma narrativa sem pés nem cabeças e todo uma lista de lugares-comuns do género. A juntar a isto temos desempenhos péssimos (Bélen Blanco por exemplo) e um twist final forçado com claras ilusões de grandeza. Uma fita conduzida pelo amadorismo.

 

Porém mesmo sendo uma das fitas de terror mais fracas que fora produzida no país dos “nuestros hermanos”, desafio o nosso cinema em crise e enraizar um filme básico como este sem os pretensiosos níveis de intelectualidade. È que em Espanha já se respira a “Nova Hollywood”. E aqui?

Real.: Luis De La Madrid / Int.: Anita Briem, Belén Blanco, Cristina Piaget

 

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:31
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22.4.11

 

Real.: David Yates / Int.: Daniel Radcliff, Rupert Grint, Emma Watson

 

 

Filme – A primeira parte do esperado final do épico vindo directamente da imaginação de J.K. Rowlings. Harry, Ron e Hermione não irão para Hogwarts para concluir mais um ano, ao invés disso iniciarão uma jornada com o intuito de eliminar os diversos horcruxes, pedaços da alma do tenebroso Lord Voldemort (Ralph Fiennes), que lhe adquirem força. O sétimo filme baseado nas primeiras páginas do sétimo livro é de todos o capítulo mais lento em termos de narrativa e o mais sombrio, os jovens actores dão ares de despedida da saga que os acolheu e que os tornou famosos á escala mundial e destaque para os efeitos visuais, a fotografia do português Eduardo Serra e do desempenho sombrio de Ralph Fiennes. Faz água na boca para o derradeiro final.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Russo Dolby Digital 5.1

Ucraniano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português

Hebraico

Inglês

Árabe

Russo

 

EXTRAS

Os Sete Harrys
No Green com Rupert, Tom, Olivier e James
Dan, Rupert e Emma competem numa Corrida Amigável
Cenas Adicionais
Nos Bastidores da Banda Sonora

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Harry Potter and the Deadly Hallows: Part 1 (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 18:06
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Depois de ser Superman no fracassado Superman Returns de Bryan Singer (2006), o actor Brandon Routh, que foi dos ex-namorados que Michael Cera enfrentou no culto Scott Pilgrim Vs the World, veste a pele de um detective sobrenatural que denomina por Dylan Dog. Baseado num popular comic book, Dylan Dog – Dead of Night é uma aventura que reúne os elementos do film noir com o thriller / terror, algo do género de Constantine de Francis Lawrence. Com Sam Huntington (Superman Returns), Peter Stormare (Constantine), Taye Diggs (Equilibrium), Anita Briem (The Nun) e Kurt Angle (directamente do Wrestlemania). Dylan Dog – Dead of Night tem estreia para dia 29 de Abril nos EUA.


publicado por Hugo Gomes às 18:04
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22.4.11

O Bom, O Mau e o Camaleão!

 

Depois de completa a primeira trilogia de The Pirates of Caribbean (2003 – 2007), Gore Verbinski dirige assim a animação Rango, que aviso desde já que é muito mais que uma simples animação direccionada para o público mais jovem. Verbinski volta a trabalhar com a sua estrela predilecta (e de muita gente também), Johnny Depp, que empresta a sua voz, como também a sua aura, ao personagem Rango, um camaleão que se perde numa cidade semi-fantasma do Oeste, ameaçada pela seca e pelos fora-da-lei. Fascinado pela arte da representação, o nosso réptil logo cedo começa a criar um personagem que muitos vêm como um herói, automaticamente é promovido a xerife do condado pelo Mayor (com a voz de Harry Dean Stanton), porém sem se aperceber dos seus verdadeiros motivos.

 

 

Rango é assim, uma animação computorizada e graficamente detalhada que se converte como aspirante a blockbuster, mas mais do que isso, fornece ao público mais velho um vasto leque de referências e pontos de encontro com o cinema western. Desde do estereótipo das personagens (a cascavel Jack tem muito de Lee Van Cliff), aos propositados momentos paródicos (o aparecimento do Homem Sem Nome, personagem de Clint Eastwood no clássico The Good, The Bad and the Ugly de Sergio Leone, cujo actor Timothy Olyphant empresta-lhe a voz) e até mesmo a orquestração musical que invoca de certa forma o espírito de um subgénero que aos poucos ressuscita da sua tumba. Só por isto Rango é um triunfo, que bem poderia se ficar pelo simples referencial, mas o filme de Verbinski vai mais longe e torna-se num objecto de prestígio quer pela sua complexidade de enredo e das personagens, o lagarto de Johnny Depp é de culto.

 

 

Para contradizer o mercado, Rango está longe de ser uma simples animação para miúdos, existem nele piadas inteligentes e de conteúdo um pouco mais adulto, a acção torna-se por vezes mais trepidante que a maioria das películas animadas de grande estúdios como Pixar e Dreamworks. Concluído e resumindo, o camaleão é um sucesso, as vozes escolhidas são dinâmicas, os gráficos são de igual adjectivo e o entretenimento toma posse sempre com inteligência e convencionalidade. O melhor filme de sempre de Gore Verbinski!

 

Real.: Gore Verbinski / Int.: Johnny Depp, Isla Fisher, Harry Dean Stanton, Ray Winstone, Bill Nighy, Alfred Molina, Timothy Olyphant

 

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:57
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22.4.11

 

Real.: Robert Schwentke / Int.: Bruce Willis, Helen Mirren, John Malkovich

 

Filme – Eles são reformados, mas não por menos perigosos, conheçam esta equipa de quatro ex-agentes da CIA, com licença para matar e experiencia no ramo, que tentam escapar da própria organização que os acolheu e treinou. Uma comédia de acção que disponibiliza quatro actores da old school que “abraçam” personagens interessantes e de certa forma caricatas em situações que vão desde piadas á Die Hard até sequencias de acção meramente formidáveis. De certa forma o filme de Schwentke, baseado numa BD da DC Comics é uma lufada de ar fresco.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Cenas Adicionais e Alargadas

Acesso Red

CIA Exposta

Comentario Audio com o aposentado agente da CIA Robert Baer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Red (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 17:52
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Está breve a estreia de Fast Five, o quinto filme da saga mais nitro do cinema, Fast and Furious, onde Justin Lin volta a trabalhar novamente com o actor Vin Diesel. Todavia há que salientar que o realizador poderá estar envolvido a outro quinto filme, o de Terminator, pelo menos não o nega e ainda divulga que a Universal Pictures está em negociações para que a estrela de Fast Five (Vin Diesel) protagoniza a saga que celebrizou James Cameron e o actor Arnold Schwarzenegger. A Ver Vamos!

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publicado por Hugo Gomes às 17:49
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22.4.11

 

Hannibal meets Merrin!

 

Depois do fiasco do seu desempenho em The Wolfman de Joe Johnston, Anthony Hopkins regressa novamente aos seus personagens de cariz psicológico distribuído terror da mesma fronteira (e não físico como a obra anterior envolvente lobisomens). A sua nova fita se trata de The Rite – O Ritual, dirigido pelo sueco Mikael Hafstrom, que atraiu a atenção mundial com Ondskan (2003), que fora nomeado para o Óscar de Academia de Melhor Filme Estrangeiro, depois dessa experiencia o autor mudou-se para o outro lado do oceano e às ordens dos EUA dirigiu fitas como Derailed (2005), com Clive Owen e Jennifer Aniston, um thriller com claras influências hitchcockianas e 1408 (2007), com John Cusack e Samuel L. Jackson, uma adaptação de um conto de Stephen King que fora aclamada pelo sua bem sucedida atmosfera, sendo esse, o qual demonstrado na sua filmografia e neste novo filme, um dos trunfos de Hafstrom.

 

The Rite é baseado no livro de Matt Baglio, que por sua vez é fundamentado por factos verídicos de que o Vaticano possuía uma escola de formação para exorcistas. E é por detrás dessa invulgar informação, tendo em conta o mundo que vivemos e os avanços da ciência na área da medicina psicológica, que se enrola esta combinação de terror e suspense onde seguimos a história de Michael Kovak (Colin O’Donoghue), filho de um funerário que para fugir da herança familiar decide candidatar-se ao seminário. Durante a sua formação é lhe proposto outro curso, desta vez situado na cidade mãe do cristianismo (Vaticano), uma escola de exorcista que mesmo para o céptico Kovak é impossível de ficar indiferente. Logo cedo estagia como assistente do veterano padre Lucas Trevant (Hopkins), que persegue furtivamente o Diabo através dos seus poucos ortodoxos exorcismos.

 

 

The Rite tem uma boa história, um excelente actor (Anthony Hopkins, encontra-se imaculado e tenebroso), uma sombria e bem simbiótica atmosfera e uma banda sonora que invoca medo, mas e como há sempre um mas nestes filmes de terror de estúdio, cai no habitual desequilíbrio do confronto entre fé e racionalidade, duvida e crença, sendo o ceptismo da personagem de O’Donoghue um veiculo para a sua própria fé. O final é sim, apressado e demasiado pomposo, contrariado a narrativa eficaz que a fita produzia, a nível interpretativo, Colin O’Donoghue, que tem aqui a sua estreia no grande ecrã, tem ares de galã de cinema e é inútil a tentar chegar aos calcanhares de Hopkins no seu próprio jogo e Alice Braga é novamente reciclada em mais outra personagem bocejante e sem utilidade. Destaque para a jovem actriz Marta Gastini no papel da possuída Rosaria.

 

 

Mesmo sob o comando de vários defeitos que o atiram logo para o patamar de fast food do género de terror, The Rite consegue ser ainda um dos melhores exemplares norte-americano do ano do seu género, tudo graças a um actor que invoca medo com o seu frio olhar, Sir Anthony Hopkins.

“Be careful Michael, choosing not to believe in the devil doesn't protect you from him.”

 

Real.: Mikael Hafstrom / Int.: Anthony Hopkins, Colin O’Donoghue, Alice Braga, Rutger Hauer, Marta Gastini

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:35
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19.4.11

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publicado por Hugo Gomes às 00:07
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Um dos mais invulgares blockbusters do ano é a prequela de uma saga que para muitos encontra-se enterrada nos anos 60, O Planeta dos Macacos, que contou com um fracassado remake em 2001 assinado por Tim Burton. Realizado por Rupert Wyatt (do aclamado The Escapist), The Rise of the Apes é a origem do domínio dos símios inteligentes, em que nos apresenta Caesar (Andy Serkis), um chimpanzé manipulado geneticamente que cria a revolta entre os primatas contra a humanidade. Com James Franco (127 Hours), Freida Pinto (Miral, Slumdog Millionaire), Brian Cox (Manhunther) e John Lithgow (Shrek). Tem estreia para 11 de Agosto em Portugal.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:04
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18.4.11

 

Londres, palco de mafiosos e argumentistas!

 

Tal como aconteceu com Shane Black ou David S. Goyer, dois exemplos automáticos da minha mente, William Monahan, responsável pelos guiões de Departed de Martin Scorsese e Body of Lies de Ridley Scott,  parece tornar-se no próximo argumentista convertido a realizador. London Boulevard é então a sua obra de estreia, o qual o autor compõe uma fábula de tiques noir em constante síntese com o ambiente cinzento e por vezes melancólico de Londres. Tendo o título português de Crime e Redenção, esta é a história de um criminoso, Mitchell (Colin Farrell), "acabadinho" de sair da cadeia e que trabalha como guarda-costas de uma cobiçada estrela do cinema europeu, Charlotte (Keira Knightley). Enquanto isso, Mitchell é constantemente ameaçado por um temido gangster (Ray Winstone).

 

 

Tal como as obras anteriormente escritas, London Boulevard reúne crime e vingança, onde o personagem de Colin Farrell procura constantemente a sua redenção nos seus actos, sujeitando-se a uma perdida entrada na sociedade. Tendo uma carreira de altos e baixos, este “bad boy” que ficou celebre em filmes como S.W.A.T, The Phone Booth e In Brudges (um dos seus melhores filmes) tem um desempenho empolgante e sentimentalista, a confirmação de que Farrell se trata de um dos actores em plena ascendência no cinema, Keira Knightley, por outro lado, expira fragilidade e uma certa sensualidade quebrável. No resto do elenco podemos contar com um Ray Winstone  em versão “mau como as cobras” numa notável prestação, David Thewlis em altas e até mesmo Ben Chaplin, acostumado a ser protagonista em produtos de segunda, encontra-se aqui eficaz no seu regresso ao cinema mais elaborado e menos comercial. Assim por dizer, o elenco de London Boulevard é quase perfeito, mas então o que falta nesta suposta “fita-revelação”?

 

 

É evidente o simbolismo, o misticismo dos diferentes géneros que Monahan homenageia, mas em todo o filme existe uma sensação de compressão do enredo, reduzido a meras ideias do romance de Ken Bruen (que também ajudou no argumento). Até certa altura se verifica uma enorme sucessão de cenas sem devida ponte narrativa, um final apressado e sem sabor e as personagens de Keira Knightley ou de Stephen Graham sem grande margem para desenvolvimentos. Ou seja, o resultado é decepcionante, aliás sem relance algum. Uma produção competente que falha pela ausência de rigor do seu tema e na complexidade que tenta emanar e "pregar" numa narrativa saturada. É o filme de estreia, mas Monahan começou mal.

 

Real.: William Monahan / Int.: Colin Farrell, Keira Knightley, David Thewlis, Ray Winstone, Ben Chaplin, Stephen Graham

 

 

Ver Também 

The Departed (2006)

The Body of Lies (2008)

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:52
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publicado por Hugo Gomes às 23:36
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14.4.11

A revolta do Independente!

 

 

Como já havia descrito enquanto falava de The Kids Are All Right de Lisa Cholodenko, o cinema independente norte-americano dá valentes passos na conquista de novo público e fronteiras, muito graças ao festival de Sundance, cada vez mais divulgado e também a “invasão” nas grandes cerimónias do cinema que é os Globos de Ouro e os Óscares. Realizado por Debra Granik, ascendente desse festival de Sundance, The Winter’s Bone é um achado desse estilo quase clandestino. Algures entre o thriller, o drama, até o western passando pelo neo-noir, Despojos de Inverno, sendo esse o título em português, é uma fita ausente de sentimentalismo e dramalhão, mesmo que a premissa siga a jornada de uma adolescente de 16 anos em busca do seu desaparecido pai com intuito de salvar a sua própria casa.

 

 

Trata-se de uma entrada directa á sociedade white trash, sem recorrer a planos de simpatia com as personagens ou situações visualizadas. De facto o espectador não sente nada, nem sequer é manipulado ao longo do filme, o que assistimos em The Winter’s Bone é uma tela pintada de miséria e decadência humana cujas “aguarelas” foram concebidas com uma sensibilidade e rigor raro, dando uma beleza cinzenta e quase ilegal a este produto inclassificável.

 

 

Depois disto temo as excelências dos desempenhos, Jennifer Lawrence (que destacou-se no filme de Guillermo Arriaga, The Burning Plain) é a revelação, exibindo uma perfomance de actriz crescida em prol de uma personagem fria, corajosa e inquebrável. A sua nomeação ao Óscar de Melhor Actriz não foi em vão, e mesmo sob concorrência forte, a homenagem é merecida ao lado de actrizes de renome como Natalie Portman (a vencedora), Annete Benning e Michelle Williams. Surpreendente é também o subvalorizado actor, John Hawkes, que compõe uma personagem algures entre o antagónico e o “monstro”, sem provocar nem um pingo de simpatia inicial. O seu desenvolvimento enquanto personagem é deveras interessante, constituído numa surpresa para o espectador.

 

 

Existem sequências marcantes; a ocorrência no lugar é de uma frieza extrema, fazendo de The Winter’s Bone mais do que o independente do momento, mas sim numa das grandes obras de 2010, e só custou 2 milhões de dólares, uma pechincha que sai cara em termos de qualidade. O Independente norte-americano está de boa saúde e isso verifica-se mesmo sobre o frio do Inverno.

 

Real.: Debra Granik / Int.: Jennifer Lawrence, John Hawkes, Isaiah Stone

 

 

Ver Também

The Kids Are All Right (2010)

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:29
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Crepúsculo, mas com ETs!

 

 

I Am Number Four é uma produção de Michael Bay e uma realização de D.J. Caruso, um “sujeito” que se comporta bastante bem no box-office mundial (Taking Lives, Disturbia). A história centra-se em nove crianças extraterrestres dum planeta denominado Lorien que se abrigam no nosso planeta para fugir de uma raça de criaturas conhecidas como Mogadorians. Entre os nove escolhidos encontra-se, Four (Alex Pettyfer), que se apercebe que apenas juntos conseguem derrotar os invasores, assim decidido, inicia a sua busca pelos seus outros oito irmãos.

 

 

Adaptado de uma obra literária juvenil que combina romance com elementos de ficção científica da autoria de James Frey e Jobie Hughes, que fora publicado no Verão Passado e que a Dreamworks adquiriu os direitos logo após a sua finalização, promete ser o primeiro de um possível franchising que reúne cinco filmes. Trata-se de uma fita pretensiosa a grande produção direccionado às audiências mais jovens e isso verifica-se em todo aquele plot de faculdade e das tão batidas hierarquias colegiais. Cheios de efeitos visuais sem espectacularidade tal como as sequências de acção, I Am Number Four ainda corre o risco em seguir as modas do momento, sendo bastante similar a uma certa saga milionária de vampiros, só que ao invés de criaturas sanguinárias temos aliens que tentam coabitar com os humanos.

 

 

Em matéria de desempenhos, mesmo com o aviso de alguns esforços no elenco mais jovem, nada nos prepara para vacuidades artísticas e personagens descartáveis “all the time”. Há pouco a dizer desta desinspirada e pouco inteligente obra americana até á medula, poderíamos ter resumido tudo a um simples “filme exclusivamente para adolescentes”. Muito fraco!

 

Real.: D.J. Caruso /Int.: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Dianna Agron, Teresa Palmer

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:49
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ou seja, uma bosta de comentario de quem nao enten...
Obrigado pelo reparo, corrigido ;)
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