27.3.11

 

Há muito que a Sony Pictures trabalhava numa biografia sobre o lendário ilusionista Harry Houdini. Porém a notícia da confirmação surgiu no seu 137º aniversário, dia 24 de Março, onde o estúdio revelou que o projecto será dirigido por Francis Lawrence (Constantine, I Am Legend) e produzido por Jimmy Miller (The Other Guys).

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publicado por Hugo Gomes às 21:12
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publicado por Hugo Gomes às 18:25
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Maldisposto, o que não se aplica a esta animação!


Animações fazem hoje parte de uma importante fasquia dos rendimentos cinematográficos, são os filmes mais bem sucedidos da indústria, o que indicará que poderão ser os mais demorosos e rigorosos quanto a sua produção. O ano 2010 foi fértil nesses produtos animados que muitos catalogam como essencialmente dirigidos ao público mais jovem, mas enganem-se, porque recentemente este tipo de filmes têm ganho um gosto mais acentuado para a percentagem mais velha, elaborando gags, piadas e até mesmo mensagens perceptíveis aos mais graúdos. É por isso que no ano passado assistimos a Toy Story 3 de Lee Unkrich, a segunda sequela da franquia ícone dos estúdios Pixar, que resultou numa homenagem ao publico que cresceu com este tipo de fitas. How To Train Your Dragon dos rivais estúdios Dreamworks, uma maturidade como produção animada, longe das comercialidades quase fúteis de Madagáscar e das sequelas de Shrek (que no ano 2010 também conheceu a sua maturidade mais negra). L’illusionniste do autor Sylvain Chomet, com o titulo do convencional do ano, o qual funcionou e emocionou os poucos que o viram com a sua sensível narrativa e pela homenagem fantasmagórica a Jacques Tati, que muitas saudades deixa ao cinema, porém outro titulo animado também marcou o ano cinematográfico, mais modesto que os referidos, todavia mais imaginativo e na sua forma de ser, travesso.

 

 

Trata-se de Despicable Me, uma produção transatlântica da Universal Pictures, dirigido por Chris Melandri, um dos antigos responsáveis pela animação da Fox, estúdio oriundo da bem sucedida saga animada Ice Age e até Horton Hears a Who!. A história segue Gru (com a voz de Steve Carell), um aspirante a vilão que possui maquiavélicos planos de roubar a Lua, assim tornar-se no criminoso do ano. Porém aquilo que compromete o seu objectivo é também aquilo que necessita para completa-lo, três órfãs que aos poucos despertam algo de interessante em Gru, um amor paternal.

 

 

Trata-se de o filme ideal para ser exibido para toda a família em pleno Dia do Pai, a animação é caricata, mas cativante e colorida. Os personagens são uma grande valia da fita, principalmente os Minions, criaturas simples mas igualmente divertidas que despertam o que de mais infantil está dentro do espectador, para além de ser os mais propícios veículos de comédia na fita. O 3D feito de raiz transmite uma dimensão visual única, mensagem trazida por Despicable Me é transmitida de forma quase maquiavélica como deliciosa, e quando a fita termina por fim, é impossível sairmos da sala sem um sorriso nos lábios. O filme foi um êxito inesperado, conseguindo destronar o gritante comercial The Twilight Saga – Eclipse na primeira semana de estreia. Ternurento mas simples!

 

" Next, we are going to steal... pause for effect...the MOON"

 

Real.: Chris Renaud, Pierre Coffin / Int.: Steve Carell, Miranda Cosgrove, Jason Segel, Russell Brand

 

Ver Também

Toy Story (2010)

Shrek Forever After (2010)

How To Train Your Dragon (2010)

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:02
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Budapeste visto por Chico Buarque

 

Chico Buarque é uma das maiores personalidades do Brasil, ele é artista musical, dramaturgo, como também escritor. E como escritor que Chico Buarque se destaca neste Budapeste, adaptação cinematográfica do seu consagrado livro editado em 2003, vencedor do prémio Jabuti de Livro de Ficção do Ano em 2004. Livro esse que segundo José Saramago cita “(…) algo novo aconteceu no Brasil com este livro.". Quanto a Budapeste, tal como título indica, a acção da narrativa se centra na capital da Hungria que segundo o protagonista, um provável pseudónimo de Buarque, não é cinzenta que muitos acreditam, mas sim amarela.

 

 

A história se centra num “ghost writer”, os escritores anónimos, que vivem sobre a sombra de escritores de nome que recebem os louros pela produção destes, porém o brasileiro José Costa (ou Kósta Zsozé) quer mais do que simplesmente prestar serviço a outros, quer provar ser um escritor e ser reconhecido como tal, fazer da sua paixão algo merecedora. Quando recebe um desgosto amoroso, Costa se perde nas ruas de Budapeste e pouco a pouco perde a crença na sua linguagem mãe e abraça o húngaro, que segundo a misteriosa patinadora, Kriszta (Gabriella Hámori), é a única língua que o Diabo respeita, porque simplesmente não se aprende em livros.

 

 

Budapeste nos revela a fotogenia da obra literária para o cinema, aproveitado o ambiente da capital húngara para nos trazer a história de José Costa (Leonardo Medeiros) e a sua eterna batalha para dominar a língua húngara e esquecer as suas raízes, trocando o brasileiro solarengo para o nublado e frio Budapeste, mas sempre cheio de vida e rica em sabedoria. As suas aventuras se revelam a nível intrínseco, mas pouco intenso, tudo porque a obra-prima de Chico Buarque era de inicio difícil de transitar para o cinema. No seu processo de transição, perdeu-se cor, sentimentos e pureza, porém as imagens estão lá o que nos aufere excelentes momentos de pura genialidade artística. Das cenas mais marcantes da obra poderemos destacar, o corpo da mulher como livro, a lição de húngaro sobre correria e até mesmo frases de puro acentuo como “Para esquecer aquelas palavras ditas a Vanda, talvez fosse necessário esquecer a própria língua em que foram ditas. Talvez fosse possível substituir na cabeça uma língua por outra. Durante algum tempo minha cabeça seria assim como uma casa em obras. Palavras novas subindo por um ouvido e o entulho descendo pelo outro.” ou “A poesia desaba por dentro. Como o amor”.

 

 

Apesar da sua beleza quer visual quer sensorial, Budapeste não é um filme fácil de se gostar, sublinho que se assemelha a parecer longo graças a evolução do seu personagem principal, dinâmico em toda a narrativa, e para o grande público, os habituados aos blockbusters e grandes produções norte-americanas, o renegarão devido aos seus momentos ditamente “mortos”, que muitos classificavam. Com isso não permitindo que vejam os vestígios da grande obra por detrás de Budapeste, a aventura de um estrangeiro que vende a sua alma para se camuflar com o rio Danúbio, a artéria principal da cidade húngara. Vindo directamente da mente de Chico Buarque (que faz uma pequena aparição na fita) e executado com talento pelos seus protagonistas (destaque também pela participação dos actores português; Ivo Canelas e Nicolau Breyner) e pelo conceituado realizador Walter Carvalho (Abril Despedaçado, Central do Brasil, Carandiru). Para quem acredita no poder das palavras!

 

“Eu jamais tinha escrito um só verso em português. Mas em húngaro tornei-me poeta. Poderia escrever qualquer coisa.”

 

 

Real.: Walter Carvalho / Int.: Leonardo Medeiros, Gabriella Hámori, Giovanna Antonelli, Nicolau Breyner, Ivo Canelas

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:52
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25.3.11

O reflexo do mundo em crise!

 

Do realizador de vários episódios da novela norte-americana, ER – Serviço de Urgências, John Wells interage com o espectador com este The Company Men, um efígie dada por diferentes homens que se comportam face á crise financeira que abala as suas vidas, quer profissionais, quer mesmo sociais. Composto por um elenco de respeito; Ben Affleck, Tommy Lee Jones, Chris Cooper e o “maldito” Kevin Costner, a fita de John Wells pode muito bem ser uma espécie de sequela não oficial de Wall Street: Money Never Sleep de Oliver Stone, estreado ano passado, cujo filme interpretado por Michael Douglas exibia um início semi-apocalíptico da crise financeira global e desse efeito nas empresas milionárias ou de grande influencia no mundo bolsista. The Company Men se centra no meio desses “modernos tempos de peste” e dá uma ideia dos danos colaterais e das causas que ficam pelo caminho. As palavras de vida profissional, trabalho e emprego são automaticamente substituídas por sobrevivência, a lei do mais forte e selva urbana.

 

 

O filme ainda tenta injectar alguns toques de moralidade quase retrógrada, em que o “trabalho dito honesto”, o tal que leva esforço físico, é subvalorizado mas feito com honra e orgulho face aos empregos que dão milhões, barricados em escritórios ou cubículos. Todavia existem claros e eficazes tópicos que poderemos aproveitar nestas “falsas moralidades que resultam em falsas soluções” para um problema que afecta milhões, os reflexos do personagem de Tommy Lee Jones nos profetizam uma mudança brusca no nosso mundo a nível do trabalho profissional, em que cada vez mais a empresa é composta por elementos não físicos e simplesmente numéricos, que é as acções, ganhando soberania aos elementos humanos e de real porte.

 

 

The Company Men é apesar de tudo, uma excelente opção para fugir á época dos blockbusters que se avizinha, “levanta o pó” ao tema que abala muitos em todo o mundo, mas é um produto com tendências quase novelescas e politicamente correcta. Quanto ao elenco; Ben Affleck que após ter arrecadado elogios com a sua obra The Town, tem um desempenho decepcionante e singelamente falso, Tommy Lee Jones é porém que detém o personagem e prestação mais interessante de toda a fita, longe do ofuscado Chris Cooper e do bocejante Kevin Costner, num personagem estereotípica. Assim sendo, Aprendemos ou não um pouco sobre a crise global e o seu efeito na nossa sociedade com este Homens de Negócio! “Perhaps”.

 

Real.: John Wells / Int.: Ben Affleck, Tommy lee Jones, Chris Cooper, Maria Bello, Kevin Costner

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:54
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Real.: Chris Renaud, Pierre Coffin / Int.: Steve Carell, Russell Brand, Jason Segel

 

 

Filme – Eis Gru (Steve Carell). Ele é rabugento, mau e com planos maquiavélicos para se tornar no maior vilão do Mundo, a única coisa que se encontra á frente do seu objectivo são três meninas órfãs, que aos poucos irão despertar o de melhor que este ser maldisposto tem. No ano passado assistimos algumas das melhores animações dos últimos anos, Toy Story 3 que nos exibiu uma exemplar e sensível forma de contar uma historia (pelo menos comoveu imensos), a Dreamworks deixou de comercialidades exageradas e deu-nos How to Train Your Dragon, um aventura simbiótica com a tecnologia 3D e a narrativa da animação mais clássica e o convencional L’illusionniste, que transpiram um forte amor pelo cinema, principalmente pelo legado de Jacques Tati. Mas longe dessas três animações marcantes está aquele que é o de todos os mais modestos e singelamente mais divertido, um encanto para toda a família, trazendo excelentes gags e o modelo do cinema de família. E com personagens bem lineadas, poderemos adjectivar Despicable Me como encantador.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Português Dolby Digital 5.1

Islandês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Inglês

Português

Islandês

 

EXTRAS

3 Curtas-Metragens Exclusivas com os Mínimos!
O Jogo de Construção do Foguete de Gru
Gru – O Maldisposto: Pré Visualização de Jogos
O Mundo de Gru – O Maldisposto
Ritmos Maldispostos
Um Esforço Global
Comentário com os Realizadores Chris Renaud & Pierre Coffin e com os Mínimos

 

Distribuidora – Universal Pictures

 

 

FILME – DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:49
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publicado por Hugo Gomes às 13:28
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23.3.11

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publicado por Hugo Gomes às 23:58
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publicado por Hugo Gomes às 23:56
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O cinema chora com a perda de mais uma lenda de Hollywood, essa lenda se chamava Elizabeth Taylor, uma estrela que deixou de brilhar nesta Quarta-Feira, dia 23 de Março de 2011. Vencedora de dois Óscares de Academia por Butterfield 8 (Daniel Mann, 1960) e em Who’s Affraid of Virginia Woolf? (Mike Nichols, 1966), e celebre pelo seu papel de Cleópatra no homónimo filme de Joseph L. Mankiewicz (1963), Elizabeth Taylor faleceu no Hospital Cedars-Sinai, Los Angeles, vitima de insuficiência cardíaca. O seu último filme foi Flintstones (1994), tinha 79 anos. Todavia em Portugal, uma lenda bem nossa nos deixou, foi Artur Agostinho, cuja sua biografia tem em muito com a história da rádio do nosso país, tendo iniciado como locutor amador até chegar a ser um dos responsáveis pela evolução do arranque desportivo dos meios de comunicação. Para além disso será sempre relembrado como actor de televisão e de cinema, tendo contracenado com Amália Rodrigues em Capas Negras (Armando de Miranda, 1947) e com António Silva e Milú em O Leão da Estrela (Arthur Duarte, 1947). Agostinho faleceu no Hospital de Santa Maria, Lisboa, onde se encontrava internado há uma semana, as causas da morte ainda estão por determinar. Tinha 90 anos. Para ambas as lendas, um descanso eterno!

 

Elizabeth Taylor (1932 – 2011)

 

Artur Agostinho (1920 – 2011)

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publicado por Hugo Gomes às 23:54
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Uma familia moderna!

 

As produções independentes continuam a dar cartas no cinema norte-americano, o qual se pode verificar na ultima cerimonia dos Óscares em que Winter’s Bone e até este The Kids Are All Right vingavam entre os nomeados das mais cobiçadas categorias, em destaque o de Melhor Filme e competindo pelo prémio de Melhor Actriz Secundaria. Enquanto em The Winter’s Bone, a jovem actriz Jennifer Lawrence brilha como revelação numa personagem que não causa qualquer empatia com o espectador, a veterana Annette Bening dirige a imagem de milhões, uma lésbica fora do circuito comercial do mesmo. Ela é uma “maria-rapaz” quase exausta de tique e maneirismos que tornam o seu personagem mais que um simples e realista estereótipo, mas sim uma proximidade do ser homossexual tal como ele é, cheio de vida, implacável e motivadora, não uma retrato da orientação sexual que muitos tentam dar em variados filmes.

 

 

Claro que é difícil falar de The Kids Are All Right sem conseguir separar a surpreendente Annette Bening, aliás a actriz que também brilhou em American Beauty e Being Julia (ambos papeis nomeados pela Academia), ela é a cobertura de um filme que aposta sobretudo num elenco de qualidade. Julianne Moore é doce e eficaz, Mia Wasikowska separa radicalmente de Alice in Wonderland de Tim Burton e nos revela que consegue ser uma sólida actriz e Mark Ruffalo tem os seus brilhantes climaxs. Porém é no seu argumento (da autoria de Stuart Blumberg), actual e brilhante, como também intrinsecamente paródico que se torna na cereja no topo de uma produção independente e bem sucedida que este The Kids Are All Right, pena que deixou fugir o Óscar de Melhor Argumento Original da cerimónia deste ano.

 

 

Um filme corajoso e certeiro, um dos melhores daquilo que estreou no ano passado vindo dos EUA, que em conjunto com o igualmente nomeado á Academia, The Winter’s Bone de Debra Ganik exibem que o no circuito independente faz-se realmente bom cinema!

 

Real.: Lisa Cholodenko / Int.: Annette Bening, Julianne Moore, Mark Ruffalo, Mia Wasikowska

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:39
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20.3.11

 

Estamos no momento em que a terceira instância de Batman de Christopher Nolan está a emergir com toda a velocidade das “trevas”. Após a revelação dos dois vilões que serão protagonizados por Tom Hardy e Anne Hathaway, o actor Joseph Gordon-Levitt, que se encontrou presente no último filme de Nolan, Inception, irá também participar no próximo filme do homem-morcego, o seu papel que recentemente foi revelado será o de Alberto Falcone, o filho de Carmine Falcone, o mafioso interpretado por Tom Wilkinson em Batman Begins.

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publicado por Hugo Gomes às 23:50
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publicado por Hugo Gomes às 23:30
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Nicolas Cage embruxado!!

 

Nos tempos mais recentes ao ver um filme protagonizado por Nicolas Cage estamos sempre na incógnita de encontrar um dos diferentes egos de tão celebre actor, ou seja, o “Cage mau” (Next, Wicker Man e Ghost Rider) ou, e cada vez mais raro, “Cage bom” (Lord of the War, Bad Lieutenant). No novo filme de Dominic Sena, do mesmo realizador que catapultou o actor para o cinema de acção com Gone in Sixthy Seconds ao lado de Angelina Jolie, estamos perante num razoável mas mesmo assim automático Nicolas Cage, que em Season of the Witch interpreta um cruzado desertor que se envolve numa missão, em que deve escoltar uma jovem rapariga acusada de bruxaria para um convento onde será julgada.

 

 

Filme esse que apresenta algumas ideias interessantes a nível no retrato na época, que é da Velha Europa infestada pela peste e do domínio da igreja Cristão sobre o Mundo conhecido. Season of the Witch é para todos os efeitos uma fita descontrolada, diagnosticada com uma terminal esquizofrenia. A premissa depressa passa pelo épico bélico até reconhecendo os habituais ingredientes do raro cinema de cruzada até chegar a bruxarias e algum terror á mistura, mas o auge desta confusão no argumento está nas proximidades do desfecho em que o twist se resume a uma passagem pelo cinema de exorcismo, caso que se torna patético enquanto ao desenrolar da fita.

 

 

Os sustos que prometem descaradamente estão gastos e mais que vistos, as sucessões de sequências enchidas com adrenalina primitiva provam estar longe da originalidade deste tipo de produções e os efeitos visuais chegam a ser demasiado vistosos para o ambiente. Cage e Ron Perlman que compõem a dupla protagonista, são dois personagens pouco credíveis desta era medieval, enquanto temos que saudar Claire Foy, na sua primeira estreia cinematográfica depois de inúmeros produtos televisivos, em criar algo algures entre o angelical e o diabólico. Um filme de pipocas pouco arrojado e sem grande coisa para dizer, ao menos desta vez não foi Nicolas Cage que estragou o filme.

 

Real.: Dominic Sena / Int.: Nicolas Cage, Ron Perlman, Claire Foy, Stephen Campbell Moore, Christopher Lee

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:22
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Real.: Ang Lee / Int.: Chow Yun-Fat, Michelle Yeoh, Zhang Ziyi /Ano.: 2000

 

O que é? Chow Yun-Fat é um guerreiro que inicia a sua busca pela espada roubada, o Dragão Verde. Na sua aventura conta com a ajuda de um antigo amor (Michelle Yeoh) e descobrem que a larápio (Zhang Ziyi) roubou o artefacto por questões de vingança e de dignidade.

Porquê? Muitas vezes reduzidos ao circuito mais underground e comercial do que meramente artístico, o subgénero wuxia, originário do cinema chinês nunca alcançou a vastidão do grande publico mundial que esta visão de Ang Lee fez. Todos os elementos característicos do estilo encontram-se intactos, e as personagens estão cheias de filosofia que os separa do barato a saldos. As coreografias, dirigidas pelo famoso Lee Wu-Ping, desafiam as leis ditadas por Isaac Newton, porém Lee faz com beleza e intuito. Por fim foi graças a este filme que catapultou a estrela internacional que Zhang Ziyi é nos dias de hoje. Um clássico absoluto!

Alternativas: relançou o subgénero wuxia para o mercado internacional e de uma escala mais abrangente, conquistado novos tipos de público e até mesmo a critica e a Academia, tendo vencido o Óscar de Melhor Filme de Lingua Estrangeira e até mesmo a nomeação de Melhor Filme ao lado do vencedor Gladiator de Ridley Scott. A partir daí surgiu Hero (2002), que lançou o autor Yimou Zhang, que inclusive ofereceu ao Mundo Ocidental outros filmes distintos e de grande valor comercial como House of Flying Daggers (2004) e o belo mas não tão profundo Curse of the Golden Flower (2006). Destaque também pela adaptação oriental de Hamlet de Shakespeare por parte de Xiaogang Feng em Legend of the Black Scorpion (2006), com Zhang Ziyi no principal papel.

 

Ver Também

The Curse of the Golden Flower (2006)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:58
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publicado por Hugo Gomes às 13:19
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15.3.11
15.3.11

Quando se brinca a Deus!

 

Depois do labiríntico Cube (1998), Cypher (2002) e Nothing (2003), Vincenzo Natali encontra-se “condenado” a tornar-se num autor de culto da ficção científica criativa. Os seus filmes correspondem a exercícios cerebrais remexidos por premissas inovadoras na fronteira do ficcional e do fantástico. Todavia em controvérsia a Cube, o seu filme de marca, este Splice é uma obra mais credível possível, Natali abre o “baú” do genoma humano e brinca de “Deus” com as ilimitações das criações genéticas para criar este provocador filme que se debate na “velhinha” questão do que separa os seres humanos do resto dos animais ou vice-versa.

 

 

Splice – Mutante, nos remete às experiencias genéticas de um casal de cientistas promissores que após uma experiencia bem sucedida, decidem combinar genes humanos com outras criaturas dando origem a Dren, uma mutante algures entre o humano e o anfíbio. Dren ditará o dilema do que é e não é humano e criará um caos na relação dos seus criadores.

 

 

Vincenzo Natali cria um filme raro da sua secção, que funde o imaginário com realismo possível, mesmo na caracterização da criatura, interpretada por Delphine Chanéac, uma alusão genética ao conto de Mary Shelly, Frankenstein. Junta-se uma dose de bons efeitos visuais e aulas gratuitas de biologia e voilá, temos culto para os anos que procedem. O par de actores (Sarah Polley e Adrien Brody) fortalece a relação quase paternal com Dren, o que conduzirá á sugestões de questões controversas e tentadoras, quer do meio científico ou da moral humana. Polley e Brody encontram-se imaculados e cheios de energia.

 

 

No seu meio mais macabro, Splice torna-se delicioso e deveras inteligente, porém se perde no desfecho em que contraria um certo síndrome de slasher movie que contagia e prejudica o grande filme que a nova obra de Natali poderia muito bem ser. Enquanto isso, temos a sua melhor fita, um engenho cientifico-imaginário que cora e faz corar. Não engana o espectador e isso é um feito!

 

Real.: Vincenzo Natali / Int.: Sarah Polley, Adrien Brody, Delphine Chanéac

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 05:40
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15.3.11

Real.: Jorma Taccone / Int.: Will Forte, Ryan Phillippe, Val Kilmer

 

Filme – Quando o mundo encontra-se ameaçado pelo temível Dieter Von Cunth (Val Kilmer), as forças armadas norte-americanas não tem outra solução que chamar MacGruber, o agente especial que renunciou a vida de combate durante 10 anos. E agora com nova equipa, MacGruber é o único capaz de impedir os sinistros planos megalómanos de Dieter Von Cunth. Comédia baseada em sketches da Saturday Night Live em que nos presenteia Will Forte e o seu alter-ego, MacGruber, como uma paródia aos anos 80, principalmente da personagem MacGiver. È um spin-off cinematográfico com grandes desequilíbrios no argumento e na forma como apresenta os seus gags, quase episódica, mas ninguém nega os bons momentos que chega mesmo a oferecer.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

Ver Também

MacGruber (2010)

 

 

FILME – DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 05:35
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15.3.11

Road Trip sem ressacas!

 

Todd Phillips é um dos nomes maiores da comédia norte-americana dos dias actuais, o seu currículo encontra-se cheio de fitas cómicas de grande sucesso entre o publico como Road Trip e Old School, mas foi The Hangover, que por cá obteve o título de A Ressaca, que gerou um legado de comédia física que agrada quer as audiências (tornando numa das mais rentáveis comédias de sempre) ou mesmo a critica que aclamou como um dos melhores do seu género no panorama hollywoodesco. Tendo certa ambição por road trips, que são a alma dos seus filmes, principalmente do referido The Hangover, Todd Phillips embrenhou-se novamente no tema para nos oferecer mais um “épico” cómico que é este Due Date.

 

 

A intrinsidade de Due Date encontra-se nos seus protagonistas, dois homens que dificilmente captaram o nosso afecto. Robert Downey Jr. é o homem frio, arrogante e materialista e Zack Galifianakis (a revelação de The Hangover) é o tipo de pessoa que ninguém desejaria ter como amigo, por simples palavras, um caso perdido que parece que tem apenas o propósito de irritar alguém “até á morte”. Estes opostos que não cederão facilmente na atracção e que nos revela uma jornada de disputa de diferenças e de mundos á parte, que sob o embrulho de um qualquer road movie do cineasta, temos ao dispor situações caricatas e de grande teor de humor.

 

 

Due Date perde em comparação com a obra anterior de Todd Phillips (a surpresa que foi The Hangover ainda se encontra entre nós), e pelo seu desequilíbrio narrativo em que tenta unir a comédia escatológica com algum drama incutido, porém é esses ingredientes que o tornam no filme mais adulto do autor. A dupla não apresenta tão cativa química como se julgava anunciar, mas o elenco é luxuoso neste tipo de produção, que vai desde Jamie Foxx (Ray, Miami Vice) a Juliette Lewis (Natural Born Killers).

 

 

Não tão divertido como foi, por exemplo, Dinner for Schmucks, Due Date que muito bem podia ser a comédia do ano, se tornou num produto ameno, profissional (confesso), mas que deixa um certo sabor amargo na boca após a sua visualização. Não querendo bater no ceguinho, é que após The Hangover, esperávamos muito mais de Todd Phillips.

 

Real.: Todd Phillips / Int.: Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan, Jamie Foxx, Juliette Lewis

 

 

Ver Também

The Hangover (2009)

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 05:28
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Luc Besson entre múmias e répteis voadores!

 

Não tendo a mesma notoriedade que Asterix, Tintim ou Lucky Luke, Adéle Blanc-Sec é um das mais importantes BDs franceses, que surgiu numa época em que o mundo se preparava para mostrar a sua natureza (os ousados anos 70). Embora pouco esquecida, a personagem criada por Jacques Tardi em 1976 e publicado em folhetins num jornal francês Sudouest, é um exemplo da rebeldia dessa década e da cada vez mais emancipação feminina, Adéle Blanc-Sec é uma jornalista e aventureira (com certos embriões de Indiana Jones) protagonistas das mais variadas aventuras de teor fantástico que remete um certo entalhe retro. Na BD, a nossa heroína é descrita como corajosa, inteligente e mal-humorada, ingredientes que garantem um certo carisma da personagem que transcreve na banda desenhada de Tardi, sendo que o autor não queria ceder os direitos do seu trabalho para a grande tela face a uma má adaptação da mesma, mas que acabou por deixar Luc Besson a pauta de maestro, por este exibir um dotado conhecimento da BD.

 

 

 

Assim sendo, Luc Besson (The Fifth Element, Leon) após terminar o seu imaginário na trilogia Arthur (o terceiro filme vem a caminho aos cinemas portugueses), o realizador que muitas vezes for a apelidado de “Spielberg francês”, recria uma Paris antes da primeira Guerra Mundial e no auge da febre da Arqueologia do momento (a egiptologia e paleontologia). Todo este decor nos exibe um trabalho visual e narrativo a nível dos grandes blockbusters de Hollywood, com a clara diferença, que se fala francês e o elenco é excepcionalmente francês. Besson é um dos realizadores europeus que mais a vontade se sente no rótulo de grande produção, conceituando uma aventura que reúne ingredientes de eleição pelo grande público, como também efeitos visuais que enriquecem Adéle Blanc-Sec em termos visuais.

 

 

Quanto ao verdadeiro medo de Jacques Tardi, a personagem feminina referida encontra-se me boas mãos na pele de Louise Borgoin, onde se cria uma heroína correspondente a um Bruce Willis em termos femininos. A actriz que não possui experiencia no cinema, tendo efectuado as tarefas como modelo e apresentadora de TV, garante carisma e consegue criar em Adéle Blanc-Sec uma personagem feminina de acção afiançada, porém Besson caído no registo de “agrada-audiências” pede á bela para demonstrar um lado mais emocional quando um background trágico é revelado na trama, e o desequilíbrio entre a narrativa episódica em que muita acção decorre de forma acelerada e a tendência frágil da personagem e semi-bacocista enfraquecem a fita de se tornar numa obra mais directa.

 

 

Todavia não nego que o humor francês é sempre um achado, os personagens encontram o seu estado de graça mesmo com desenvolvimento em poucas entrelinhas. Pelo sim, pelo não, está aqui o mais divertido filme de Luc Besson dos últimos anos, um aspirante a blockbuster que promete encantar públicos e que não envergonha de todo o espírito das obras literárias, Tardi pode respirar de alivio. Mas tal como os inúmeros filmes inspirados deste Les Aventures Extraordinaires d’ Adéle Blanc-Sec apresenta falhas na sua textura e de tentar ser á força sedutor ao abrangente número de espectadores, mas sabendo que Luc Besson nunca foi assim tão bom, até poderíamos dar um desconto. O vencedor do prémio de público no ultimo Fantasporto.

 

Real.: Luc Besson / Int.: Louise Borgoin, Mathieu Amalric, Jean-Paul Rove

 

 

5/10

publicado por Hugo Gomes às 05:22
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Perdi a esperança neste mundo ...
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10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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