28.2.11

 

O que dizer da gala dos Óscares, bem, fraca, os “hosts” eram aborrecidos (comparados com os anteriores Alec Baldwin e Steve Martin), a entrega dos prémios estavam de acordo com aquilo que pretendia, excepto a entrega de Melhor Realizador e Melhor Filme. Apesar de não achar a escolha de The King’s Speech descabida de todo, é um filme emotivo e direccionado ao grande publico, não pude deixar alguma insatisfação de ver David Fincher a sair de mãos abanar. Assim sendo passou mais uma cerimónia de entrega dos mais importantes prémios de cinema, and the winner are:

 

Melhor Filme: The King's Speech

Melhor Realizador: Tom Hooper (The King's Speech)

Melhor Actor Principal: Colin Firth (The King's Speech)

Melhor Actriz Principal: Natalie Portman (Black Swan)

Melhor Actor Secundário: Christian Bale (The Fighter)

Melhor Actriz Secundária: Melissa Leo (The Fighter)

Melhor Argumento Adaptado: Aaron Sorkin (The Social Network)

Melhor Argumento Original: David Seidler (The King's Speech)

Melhor Banda Sonora Original:  Trent Reznor e Atticus Ross (The Social Network)

Melhor Canção Original: We Belong Together (Toy Story 3) 

Melhor Caracterização: Rick Baker (The Wolf Man)

Melhor Curta-Metragem Animada: The Lost Thing

Melhor Curta-Metragem Documental: Stranger No More

Melhor Curta-Metragem: God of Love

Melhor Direcção Artística: Alice in Wonderland

Melhor Documentário: Inside Job

Melhor Edição de Som: Inception

Melhor Filme de Animação: Toy Story 3

Melhor Filme Estrangeiro: In a Better World

Melhor Fotografia: Inception

Melhor Guarda-Roupa:  Colleen Atwood (Alice in Wonderland)

Melhor Mistura de Som: Inception

Melhor Montagem: The Social Network

Melhores Efeitos Visuais: Inception 


publicado por Hugo Gomes às 23:44
link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

26.2.11

 

O Festival de Berlim já terminou, o que já é possível conhecer os vencedores dos diferentes galardões, escolhas de um júri presidido pela actriz Isabella Rossellini (Blue Velvet). Num festival que foi marcado pelos fantasmas políticos do Irão, relembrando que foi neste pais que o cineasta Jafar Panahi foi proibido de filmar por representar ideologias contrarias ao regime iraniano nos seus filmes, o evento decidiu assim homenagear o seu concidadão Asghar Farhadi que apresentou na 61º Festival de Berlim, o seu trabalho “Jodaeiye Nader az Simin” (Nader e Simin, Uma Separação, sendo esse o titulo traduzido à letra). Os outros vencedores foram:

 

 

Urso de Ouro
Jodaeiye Nader az Simin (Asghar Farhadi)

 

Urso de Prata de Grande Prémio do Júri
A Torinói Ló

 

Urso de Prata de Realização
Ulrich Köhler por Schlafkrankheit

 

Urso de Prata de Actriz
Elenco de Jodaeiye Nader az Simin (Asghar Farhadi)

 

Urso de Prata de Actor
Elenco de Jodaeiye Nader az Simin (Asghar Farhadi)

 

Urso de Prata para Melhor Direcção Artística
Wojciech Staron pela fotografia de El Premio e Barbara Enriquez pela direcção artística El Premio

 

Urso de Prata de Argumento
Joshua Marston e Andamion Murataj, The Forgiveness of Blood

 

Alfred Bauer
Wer Wenn Nicht Wir (Andres Veiel)

 

Melhor Estreia
On the Ice (Andrew Okpeaha MacLean)

 

Menção Honrosa de Melhor Estreia
“The Guard”, de John Michael McDonagh, e “Die Vaterlosen”, de Marie Kreutzer

 

Urso de Ouro de Melhor Curta-Metragem
Paranmanjang (Park Chan-wook e Park Chan-kyong)

 

Prêmio de Jurí de Melhor Curta-Metragem
Pu-Seo-Jin Bam (Yang Hyo-joo)

 

Menção Honrosa de Curta-Metragem
Fragen an Meinem Vater (Konrad Mühe)

 


publicado por Hugo Gomes às 21:22
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 21:02
link do post | comentar | partilhar

A velha raposa no novo milénio

 

Ao ver True Grit dos irmãos Coen de certa forma veio a minha memória a versão de Martin Scorsese ao filme de culto chinês Infernal Affairs, The Departed, obra essa, que venceu o Óscar de Melhor Filme e Melhor Realizador em 2007. Estas comparações devem-se a denominação destes supostos remakes levados a cabos por autores de nome na cinematografia norte-americana, porque sendo chamados de “versões”, apercebemos desde sendo que não se limitam á restauração de ideias e sequencias, á reutilização de personagens e situações em prol do mercado financeiro, a verdade é que tal como True Grit dos Coen e The Departed de Scorsese, a assinatura dos cineastas encontram-se registadas nas narrativas, caracteres e montagem, e tal como Orson Welles cita em F for Fake, nem sempre o que copia é menor ao original.

 

 

True Grit é a adaptação de uma obra de Charles Portis, que fora convertido a filme em 1969 por Henry Hathaway, num western protagonizado por John Wayne, que vence por fim a estatueta da Academia de melhor interpretação masculina. A versão de Hathaway, mesmo com aproximação dos anos 70, década marcada pela explosão de ousadia quer intrínseca ou gráfica do cinema de Hollywood, é um daqueles clássicos que segue á risca os moldes exemplares daquilo que era produzido pelos grandes estúdios norte-americanos antes da sétima década do século XX. John Wayne apresenta-se limitado á sua própria figura e o resto dos desempenhos são overacting.

 

 

Felizmente, a obra dos Coen, é um reflexo do western nos nossos tempos, perde-se o misticismo do género, aufere violência, maniqueísmos são despidos e de repente tudo torna-se cinzento, e não falo apenas da fotografia. E com o pretexto de não ser uma reinvenção do ensaio de Hathaway, mas sim uma adaptação mais fiel á obra literária de Portis, True Grit nos revela como a obra menos “coenesca” da nossa dupla de autores. E se formos por esse ponto, apercebemos da falta de identidade da fita, sendo que somos quase obrigados a exclamar que não estamos perante num filme realizado e escrito pelos galardoados par de realizadores que deram a sua espreitadela no aos poucos renascido género do western em No Country for Old Man (2007). Mas se não seguirmos ou procurarmos os maneirismos e marca dos Coen no filme, somos então surpreendidos num western puro e primitivo que emana certos toques da obra de Eastwood, o peso da idade e eminente da ameaça do fim da juventude são dois pontos perpendiculares dos dois estilos.

 

 

True Grit é mais melancólico e triste que a clássica obra antecessora, mas em comparação é uma bela contemplação de actores, entre os quais um fantástico Jeff Bridges, o desequilibrado e embriagado “marshall” Rooster Cogburn que John Wayne não conseguiu ser, e a revelação Hailee Steinfeld, que tem grandes hipóteses de cair em graça com o potencial Óscar de Melhor Actor Secundário. De resto temos Matt Damon, a provar que está longe de ser uma simples vedeta, Josh Brolin a subir degraus na sua ascensão como actor e Ned Pepper a tornar-se num secundário de luxo.

 

 

Dito isto, True Grit, Indomável pata os amigos, é um dos melhores westerns dos últimos anos, infelizmente falta-lha um pouco dos caracteres que sempre ditaram o género, mas é no seu completo um filme competente, tecnicamente de luxo e profissionalmente interpretado. Sem cair na heresia, esqueçam por momentos que existiu uma versão em 1969, a visão dos Coen é a definitiva adaptação do conto de Charles Portis.

 

 

Real.: Joel e Ethan Coen / Int.: Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Matt Damon, Josh Brolin, Ned Pepper

 

 

Ver Também

True Grit (1969)

8/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 20:38
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

22.2.11
tags:

publicado por Hugo Gomes às 01:29
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

20.2.11

tags:

publicado por Hugo Gomes às 18:07
link do post | comentar | partilhar

 

Muitos ainda não conseguem engolir o facto de com uma trilogia plena de êxito como foi a da autoria de Sam Raimi, Spider Man será “reiniciado” numa produção com novos actores, realizadores e até mesmo novos personagens. Todavia o produtor Avi Arad revelou numa entrevista á revista Entertainment Week que o próximo “The Amazing Spide-Man”, sendo esse o título escolhido, será um espécie de história nunca antes contada da trilogia anterior, por outras palavras não será sequela, nem prequela, nem sequer remake, mas sim um spin-off que de certa forma tem algo de envolvimento com a trilogia protagonizada por Tobey Maguire. No mínimo estranho, não?

tags:

publicado por Hugo Gomes às 16:14
link do post | comentar | partilhar

 

 

Se o mockumentario continua moda principalmente no género de terror, então este Apollo 18 poderá bem ser o próximo (REC). Apollo 18 nos remete a um “suposto” documentário realizado numa secreta viagem de um vaivém que teve como intuito estudar as “misteriosas evidências” de vida na Lua, muito há semelhança do primeiro teaser trailer de Transformers 3 de Michael Bay. Apollo 18 será produzido por Timur Bekmambetov (Wanted) e realizado pelo desconhecido Gonzalo Lopez-Gallego, com estreia em 22 de Abril nos EUA.

 


publicado por Hugo Gomes às 16:11
link do post | comentar | partilhar

De regresso a Nárnia!

 

Após resultados poucos esperados do seu antecessor, The Prince Caspian, a Disney desleixou nos direitos da obra de C.S. Lewis, The Chronicles of Narnia e vendeu-as à 20th Century Fox. Para o terceiro filme, o estúdio contrata assim Michael Apted para dirigi-lo, realizador com um currículo que vai desde o “péssimo” Enough com Jennifer Lopez até obras de carácter interessante como Nell com Jodie Foster e Liam Neeson e Gorillas in the Mist, que conta com a melhor interpretação de Sigourney Weaver. Com o novo filme de The Chronicles of Narnia tem a sua chance de realizar o seu maior êxito comercial, garantido era isso, já que ninguém nega que o “restart” do franchising que já havia sido anunciado como finalizado deriva da “explosão” do formato 3D que de certa forma atrai público e beneficia os estúdios com a inflação dos bilhetes de cinema.

 

 

A terceira adaptação da série de livros escrita pelo intemporal autor C.S. Lewis, é marcada cinematograficamente por possuir uma Nárnia sem textura e invadido por efeitos visuais com fartura, obrigando o espectador a esquecer dos dois filmes antecessores e da “terra encantada” que haviam construído. As inevitáveis comparações com a primorosa obra de Tolkien, The Lord of the Rings, que por sinal era um amigo de C.S. Lewis, se perderam, felizmente, porém ganha-se aqui o gosto da aventura com claras influências a Robert Louis Stevenson e o seu Treasure Island e até mesmo a Ulisses de Homero.

  

  

As personagens não fogem do plano, temos alguns desempenhos que roçam a mediocridade (nomeadamente Ben Barnes, que sempre foi um erro de casting) e as ideologias cristãs transmitidas pelo autor literário estão intactas e simbólicas em toda a sua narrativa, é fácil de perceber que o leão Aslan é uma alusão ao Deus cristão. O melhor disto tudo ainda é o pequeno actor Will Poulter (Son of Rambow) que consegue criar um personagem mais palpável, mesmo sendo irritante.

 

 

O destino de Nárnia volta a estar nas mãos dos pequenotes, porém nesta altura do campeonato já deviam ter mais frescura no seu conteúdo. Os livros não favorecem em termos imaginativos e os filmes como neste caso se resumem a uma aventura tecnológica, juvenil e sem grande ambição para ser chamado de épico. Não existe nada de novo aqui, nem mesmo o 3D entusiasmou. Mais do mesmo!

 

Real.: Michael Apted / Int.: Ben Barnes, Skandar Keynes, Georgie Henley, Will Poulter, Tilda Swinton, Simon Pegg

 

 

Ver também

The Chronicles of Narnia – The Lion, The Witch and the Wardrobe (2005)

The Chronicles of Narnia – The Prince Caspian (2008)

 

5/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 01:41
link do post | comentar | partilhar

19.2.11

 

Se Robert Downey Jr. está na ribalta, deve muito ao seu amigo e autor Shane Black, que estreou na realização em 2005 com o êxito Kiss Kiss Bang Bang protagonizado pelo actor, após um longo currículo de escrita, nomeadamente os argumentos da quadrilogia de Lethal Weapon. Após o anúncio de Jon Favreau desistir da realização do terceiro filme de Iron Man, Shane Black foi o escolhido para substitui-lo, o qual regressará ao seu posto de realizador ao lado de Downey Jr. Iron Man 3 tem data de estreia para 3 de Maio de 2013.

tags:

publicado por Hugo Gomes às 01:00
link do post | comentar | partilhar

Real.: Paul W.S. Anderson / Int.: Milla Jovovich, Ali Larter, Wentworth Miller

 

Filme – Alice (Milla Jovovich) está de volta na sua perseguição á corporação Umbrella, responsável pelo vírus mortal que infectou todo o Mundo transformando nos seres humanos em “mortos-vivos”. A quarta estância da saga inspirada de um famoso videojogo da Capcom marca o regresso do realizador Paul W.S. Anderson ao franchising e a utilização da avançada tecnologia de câmara de duas objectivas que consiste na conversação ao formato de 3D, material utilizado por exemplo na realização do mega-exito Avatar de James Cameron. Porém mesmo tendo um bom visual e sequências de acção com o rigor de um videojogo, em Resident Evil – Afterlife esqueceram-se do mais importante, o argumento, cuja ausência dele se combina com o ridículo das interacções das personagens e das inverosimilhanças da história. Um atentado á inteligência do espectador!

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Checo Dolby Digital 5.1

Húngaro Dolby Digital 5.1

Polaco Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Búlgaro

Croata

Checo

Esloveno

Húngaro

Islandês

Eslovaco

Polaco

Romeno

Sérvio

 

EXTRAS

Documentários

Comentário do Realizador Paul W.S. Anderson

Apresentação de Resident Evil – Damnation

 

Distribuidora – Sony Pictures

 

 

 

Ver Também

Resident Evil – Afterlife (2010)

 

FILME – DVD -

tags:

publicado por Hugo Gomes às 00:55
link do post | comentar | partilhar

18.2.11

tags:

publicado por Hugo Gomes às 15:38
link do post | comentar | partilhar

16.2.11

Real.: Oliver Stone / Int.: Michael Douglas, Shia LaBeouf, Josh Brolin

 

Filme – Gordon Gecko (Michael Douglas) regressa depois de 20 anos de prisão. Agora perante um mundo diferente da sua era de ouro, onde a ameaça da crise global financeira é uma iminente visão da Bolsa norte-americana, Gecko utilizará todos os seus meios para concluir a sua vingança como também aproximar da sua filha. Sequela de um clássico de 1987, Wall Street – Money Never Sleeps marca o regresso de Michael Douglas ao papel que lhe deu o Óscar. Eis um filme de narrativa sofisticada, onde Oliver Stone consegue reunir um elenco de luxo e a temática actual da crise financeira que nos abala, mas no seu geral é uma sequela dispensável onde o melhor torna-se mesmo a revelação estrelar de Carey Mulligan, aqui como filha de Gecko.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Russo Dolby Digital 5.1

Ucraniano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Russo

Ucraniano

Esloveno

Árabe

Romeno

Estónio

Letão

Croata

Búlgaro

Lituano

 

EXTRAS

Comentário do Realizador Oliver Stone

Featurette : Gordon Gecko is Back

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

 

 

Ver Também

Wall Street – Money Never Sleep (2010)

 

FILME – DVD -

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 22:37
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Romance com prescrições!

 

Para ser sincero nunca fui grande fã de Edward Zwick, os seus épicos parecem sofrer problemas graves de asma, já que fôlego, não possuem. Um dos exemplos é The Last Samurai (2003) e o cinismo de Blood Diamond (2006), quanto ao último Defiance, a conversa é outra. Mas não lhe nego a sua garra como director de actores, e esse factor é algo que o distingue na indústria hollywoodesca. Quem não se lembra do magnífico empenho de Denzel Washington em Glory (1989), filme sobre a Guerra Civil dos EUA em que o actor venceu a estatueta de Melhor Actor Secundário, ou de Djimon Hounson, divinal em Blood Diamond. Pois bem, neste singela comédia romântica, uma mudança brusca de registo por parte do realizador, poderemos contar com a carismática e notável perfomance de Anne Hathaway, que consegue ofuscar por completo o seu parceiro romântico Jake Gylenhaal (novamente juntos, 5 anos depois de Brokeback Mountain), porém ambos obteram nomeações aos Globos de Ouro nas categorias das melhores interpretações em comédias / musicais.

 

 

Love and Other Drugs é a adaptação das memórias de Jamie Reidy (a personagem de Gylenhaal), uma obra intitulada de Hard Sell – The Evolution of a Viagra Salesman. Como haviam percebido no título do livro adaptado, Reidy é um vendedor de produtos farmacêuticos, principalmente o revolucionário Viagra, com um currículo impressionante de conquistas amorosas (com mais veia sexual), mas o seu carácter frio e sedutor sempre o tornou imune à paixão, no entretanto o seu charme não consegue encantar Maggie Murdock (Anne Hathaway), o qual se sente atraído, iniciando assim uma batalha para conquistar a dita rapariga. Esta premissa descreve os primeiros 45 minutos do filme que logo instantaneamente se converte num drama romântico, cuja temática consegue destacar pela banalidade do tema e das situações.

 

 

 

Porém na primeira parte, Love and Other Drugs se comporta como um “seguidor” da cosmopolita comédia romântica norte-americana que apenas difere pelos seus contornos mais “picantes” (tudo gira á volta de um vendedor de Viagra, “for God sake”). Ou seja, com todas as variabilidades da sua narrativa, a nova fita de Zwick, que por sinal é das melhores da sua filmografia, porque consegue ser modesto, transpira banalidade em ambas as partes, dando a nós uma sessão dupla de fitas que transbordam a grelha televisiva dos fins de semanas.

 

 

Anne Hathaway é um achado como actriz, ela se torna num íman de interesse em todo o filme, dando uma personagem, que mesmo mecanizada, consegue ser ousada em diferenciação das variadas personagens femininas que Hollywood encontra-se farto. O resto do elenco resumem-se a pequenos segmentos tirados de outras comédias românticas, desde o irmão mais novo de Reidy que aspira ao ridículo de uma fita qualquer de Judd Apatow até ao doutor que pensa constantemente com a “cabeça de baixo”, nem mesmo Gylenhaal que se auto-proclama como protagonista escapa a esta revisão. Para ver com receita médica e em doses medicamente aceitáveis!

 

 

O melhor – Anne Hathaway obviamente

O pior – o filme se resume a uma sessão dupla de banalismo quase televisivo

 

 

Real.: Edward Zwick / Int.: Jake Gylenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria

 

 

5/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 20:17
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 17:51
link do post | comentar | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 16:09
link do post | comentar | partilhar

 

É um dos filmes mais esperados deste final de ano, Sherlock Holmes 2 recebeu por fim o seu título, a sequela de êxito da obra sofisticada do personagem de Arthur Conan Doyle dirigido por Guy Ritchie se apelidará de Sherlock Holmes: The Game of Shadows. A continuação da fita de 2009 se remeterá no confronto entre o nosso detective privado e o seu arqui-inimigo, o genial Moriarty (Jarred Harris). Robert Downey Jr. e Jude Law regressarão aos seus papeis, juntamente com Rachel McAdam. As novas aquisições contam-se com Noomi Rapace (Millennium) e Stephen Fry como o irmão de Holmes, Mycroft. Com estreia marcada para 16 de Dezembro de 2011 nos EUA.


publicado por Hugo Gomes às 16:07
link do post | comentar | partilhar

14.2.11

Com algum atraso decido então divulgar a minha lista dos 10 melhores filmes estreados em Portugal de 2010. No geral, não achei um ano rico em filmes primorosos, mas no seu todo foi generoso em oferecer como entrada para a próxima década alguns dos novos clássicos do cinema!

 

 

#10) Inception (Christopher Nolan)

  

 

A fita de Nolan pode muito ter a mesma essência que o anterior The Dark Knight, mas na verdade trata-se de um onírico misto de ficção científica e acção que explode para diferentes campos de criatividade em termos argumentativos. Um elenco de luxo e uma produção de igual adjectivo integram este marcante blockbuster da década! Ver crítica

 

 

#09) The Road (John Hillcoat)

 

 

Uma das maiores injustiças dos Óscares do ano passado foi a ausência de Viggo Mortensen na lista de nomeados para a estatueta de Melhor Actor. O actor de Eastern Promisses e da trilogia The Lord of the Rings interpreta um pai num mundo á beira do caos, onde a sua sobrevivência encontra-se em segundo plano no que requer ao bem-estar do seu filho (Kodi Smith-McPhee). Uma comovente jornada que aquecer até o coração mais frio. Ver crítica

 

 

#08) Up in the Air (Jason Reitman)

 

 

Depois de Juno, Reitman volta a surpreender tudo e todos com o mesmo assim discreto Up in the Air, que contou com George Clooney no papel Ryan Bingham. Ryan tem como trabalho despedir pessoal da empresa, a sua tarefa implica viajar demasiado tempo de avião em todo o país. O seu objectivo na vida é atingir as 10 milhões de milhas, o resto é simplesmente supérfluo, segundo o protagonista. Comédia dramática da boa, com excelentes interpretações e uma filosofia que mesmo difícil de engolir, verdadeira. Jason Reitman é um nome a reter. Ver crítica

 

 

#07) The White Ribbon (Michael Haneke)

 

 

Haneke é perito em transmitir uma enorme carga psicológica nos seus filmes e em The White Ribbon consegue criar um ambiente implacável e aterrador de uma aldeia protestante alemã, palco de misteriosos crimes. Um filme singular que evidencia e reflecte o lado negro do ser humano. Original e perturbador. Ver crítica

 

 

#06) L’Illusionniste (Sylvain Chomet)

 

 

Jacques Tati está vivo, após 28 anos depois da sua morte. Do mesmo autor de Belleville Rendez-Vous (2003), L’Illusionniste é um filme animado baseado num argumento nunca filmado do “Sr. Hulot”, mas abandonado por ser demasiado pessoal e autobiográfico. Homenagem feita com coração, cuja alma nos remete á tristeza nostálgica de um mundo em mudança. E falando em mudanças, é bom ver uma animação de moldes tradicionais a estrear nos cinemas do nosso país.

 

 

#05) The Cove (Louie Psihoyos)

 

 

Vencedor do Óscar de Melhor Documentário, The Cove denuncia ao Mundo, uma das maiores crueldades do Homem para com os golfinhos, os contastes massacres da baia de Taijii. The Cove é um daquelas obras que tem o selo de “urgente a ver”, porque este documentário de intervenção é só o inicio, devemos fazer algo mais quanto á situação. Ver crítica

 

 

#04) The Ghost Writer (Roman Polansky)

 

 

Mesmo estando em prisão domiciliária, Polansky concretizou um dos thrillers mais amistosos de influência a Hitchcock do ano passado. The Ghost Writer segue a intriga de um escritor que escreve as memórias de um primeiro-ministro britânico, porém a tarefa aparentemente simples, não se torna fácil e revela-se mesmo mortal. Uma produção de luxo num dos mais curiosos filmes de um realizador que se mostra mais capacitado na elaboração das suas inseguras atmosferas com o passar dos anos. Ver crítica

 

 

#03) Toy Story 3 (Lee Unkrich)

 

 

Esperamos 11 anos pelo derradeiro capítulo final de uma das trilogias mais adoradas do cinema e dos ícones das produções da Pixar. Toy Story 3 revela-nos num poço de emoções e nostalgia para o espectador, cujas velhas personagens se remetem numa despedida que só o estúdio de John Lasseter poderia oferecer. Para rir e chorar, uma obra-prima da animação. Ver crítica

 

 

#02) Shutter Island (Martin Scorsese)

 

 

Se juntarmos a experiencia de Scorsese, um perfeito ambiente de thriller digno de qualquer conto de Agatha Christie e o carisma estrelar de Leonardo DiCaprio, concretizaram a obra que para muitos definiria o ano 2010. Fita que tem o mérito de levar o suspense até ao fim, embalar o espectador com a sua atmosfera arrepiante e tenebrosa e por fim, conseguir com que o publico se perda entra a intriga labiríntica e semi-paranóica de Shutter Island. Entrem e digam que vêm da minha parte. Ver crítica

 

 

#01) A Single Man (Tom Ford)

 

 

Ainda não sabemos se Colin Firth vencerá o Óscar de Melhor Interpretação Masculina no primoroso The King’s Speech de Tom Hopper, mas em 2010 conseguiu deixar todos de boquiabertos com o seu magistral desempenho em A Single Man. E se julgam que se trata de um simples filme de actor, enganam-se, porque a fita estreante do estilista Tom Ford é uma fita esteticamente perfeita e com prestações de luxo. Um porque um grande filme não necessita de efeitos especiais nem de sequências acrobáticas de acção. Ver critica

 

 

Menções honrosas – The Town, El Secreto De Sus Ojos, Kick-Ass, Away We Go, The Social Network

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 20:36
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

13.2.11

 

O exterminador implacável e vikings!

 

Produzido em 2008 e apresentado em Portugal no festival do Fantasporto em 2009, Outlander tem finalmente estreia comercial no nosso país, três anos depois do seu ano de produção, evidenciando um desleixo total das distribuidoras quanto ao potencial desta fita. O seu argumento é invulgar para as grandes produções (custou cerca de 50 milhões de dólares), aspirando a cinema trash ou mesmo chunga para caminho directo para videoclube, mas a verdade é que Outlander tem muito mais do que se diga, do que cataloga-lo de inicio como produto inconsequente.

 

 

 

O novo filme de Howard McCain nos remete a uma premissa que tem de nostálgica alusão a Terminator de James Cameron, um homem que veio do futuro, e da lenda folclórica de Beowulf e Grendel, combinando a época de Vikings com criaturas fantásticas. Outlander é a história de Kainan (Jim Caviezel), um homem do futuro que chega ao tempo ainda governado por Vikings e outros povos bárbaros com o intuito de caçar uma criatura extraterrestre perdida no tempo, o temível Moorwen.

 

 

Equilibrado com sequências de cinema épico e dos efeitos especiais meramente razoáveis, Outlander é um entretenimento impressionante, tendo em conta a expectativa da sua produção. Como já havia referido, a premissa soa como qualquer “salada” de ficção científica digna dos anos 50 ou 60, mas funciona graças aos feitos produtivos profissionais, se não fosse o caso de ser produzido pela mesma equipa de O Senhor dos Anéis.

 

 

O filme invoca uma crescente linhagem clássica, há muito perdida nos blockbusters de hoje, os personagens tem carisma e despertam emoção, o elenco é eficaz, mesmo Jim Caviezel está limitadamente bom no seu papel de aventureiro futurista. Jack Huston e John Hurt têm um carisma profundo, Sophia Myles porta-se á altura, Cliff Saunders tem um personagem divertido, mas o melhor desempenho pertence a um fisicamente impressionante Ron Perlman (Hellboy), o homem parece mesmo um bárbaro!

 

 

Outlander é um despretensioso divertimento, capaz de criar personagens, fornecer ao espectador sequências de acção eficaz “embrulhadas” em magníficos cenários dos selvagens Fjord e o mais importante deste tipo de produção, entreter sem crer ser algo “bigger than life”, mas sim tornar-se inventivo e narrativamente sedutor. Um filme divertimento de linhagem clássica, para desfrutar no cinema, num tempo em que o 3D reina.

 

 

O melhor – entretenimento com influencias ao cinema clássico, pelo menos na caracterização dos personagens.

O pior – três anos de atraso e com o selo de “fiasco de bilheteira” do seu país de origem.

 

Real.: Howard McCain / Int.: Jim Caviezel, Jack Huston, Sophia Myles, John Hurt, Ron Perlman

7/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 21:39
link do post | comentar | partilhar

Real.: James Algar, Int.: Samuel Armstrong / Int.: Leopold Stokowski, Deems Taylor (Vozes)

 

Filme - Fantasia, uma obra-prima da animação de 1940, consiste numa perfeita harmonia entre música de orquestra, ao som dos intemporais clássicos da música internacional, e da visual animado mais criativo que o cinema nos deu no seu período de existência. Um dos espectáculos que ninguém neste mundo deve perder em DVD.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Português Dolby Digital 5.1

Espanhol Dolby Digital 5.1

Inglês Dolby Digital 2.0

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Espanhol

 

EXTRAS

Museu Disney

Dylan e Cole Sprause acerca do Blu-Ray

Comentário Áudio do historiador Brian Sibley

 

Distribuidora – Disney Home Video

 

 

 

FILME – DVD -

tags:

publicado por Hugo Gomes às 17:45
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Trailer: Alguém Como Eu, ...

Tom Hanks em refilmagem d...

Atenção!! Trailer do novo...

Trailer: Bad Investigate,...

Doclisboa compromete-se c...

Alicia Vikander é Lara Cr...

Morreu Harry Dean Stanton...

Jamie Lee Curtis de volta...

Doclisboa'17: Wang Bing a...

IT (2017)

últ. comentários
como e que eu vejo este filme não estando ele já n...
Viva Hugo! Boa análise do It. Gosto de ver a críti...
Tudo bem, Hugo? Falando em palhaços :DDê uma olhad...
Finalmente o Donald Sutherland recebe alguma coisa...
Olá, eu assisto todos os filmes neste site https:/...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
25 comentários
20 comentários
13 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
blogs SAPO