31.12.10

 

FELIZ 2011 E OBVIAMENTE BONS FILMES!

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publicado por Hugo Gomes às 22:00
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publicado por Hugo Gomes às 18:44
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31.12.10

O demónio em nós!

 

Cinco indivíduos desconhecidos ficam presos dentro de um elevador, enquanto misteriosamente um a um é assassinado. Sob os olhos dos seguranças que assistem a toda a carnificina através das câmaras de segurança do ascensor, questionam-se quem será o assassino e teorizam de estar perante no encontro com o Diabo em pessoa.

 

 

Pertinente e intrigante premissa de Devil é parte integrante do argumento da autoria de M. Night Shyamalan, que concretizou obras surpreendentes e de carácter importante no cinema de suspense como Sixth Sense e Unbreakable. Devil é o primeiro capitulo de uma trilogia que Shyamalan quer levar á grande tela, como invocação da sua exemplar originalidade no ramo do thriller, saga essa, intitulada de The Night Chronicles, deduzindo como o derradeiro desafio de um realizador que parece cada vez mais incompreendido.

 

 

Devil é assim nos primeiros momentos, um bom receptor de mistério e do thriller old school, muito graças á inspirada direcção de John Erick Dowdle (Quarantine) que conduz a fita para momentos mais arrepiantes dignos de qualquer premissa de qualquer livro de Agatha Christie, mas perde-se por momentos pelos seus caminhos fantásticos e de marca do autor que nos oferece no seu argumento escrito, tudo porque Shyamalan quer dar-nos as suas morais de fé e do sobrenatural evangélico, não tendo noção que isso de nisso faz perder alguma ansiedade do espectador em tentar descobrir o assassino, que neste caso sabemos do inicio se tratar do Diabo em pessoa.

 

 

Sendo assim sentimos aquela falta de imaginação, rebusque de argumento onde tudo parece envolvido num déjà vu de géneros, onde primeiramente tudo poderia resultar num ensaio de medo, claustrofobia sempre foi um bom ingrediente a utilizar (meu rico Hitchcock!), ao invés disso temas presunção de tentar ser algo mais do que realmente é, aquelas religiosidades de bolso conseguiram enfraquecer uma promissora obra onde vemos um elenco que trabalha para tal. Neste ultimo caso, destaque para o desempenho de Logan Marshall-Green e salienta-se a falta de imaginação de Shyamalan, que ultimamente tem falhado como autor.

 

O melhor – a premissa

O pior – as evangelizações ao domicílio que o filme quer moralizar

 

Real.: John Erick Dowdell / Int.: Chris Messina, Logan Marshall-Green, Jenny O'Hara

 

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:38
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L’Armée du Crime (2009)

 

Real.: Robert Guédiguian / Int.: Simon Abkarian, Virginie Ledoyen, Robinson Stévenin

 

Defendendo uma nação que é a deles, dominada pelo idealismo nazi que se propaga por toda a Europa, os Parisans, ou Resistência Francesa lutam por aquilo que lhes pertencem na sombra da lei e pela veia do criminalismo. Tema, esse, já muitos vezes interpretado no cinema, quer nacional ou mesmo o de Hollywood, é agora novamente submetido a nova análise com a nova fita de Robert Guédiguian, L’armée du crime, que elabora uma rede de conspiração e luta dos patriotas que defendem o seu país com unhas e dentes, por vezes sacrificando as suas vidas. O filme é corajoso, profissional e bem descritivo, mas existe a sensação que se perdeu aqui uma grande obra para dar lugar a um esquemático documento em homenagem a esta luta de causas, as personagens que por vezes confusas se tornam não se destaque perante tais espectros de um passado que marcou um século. Lutando injustiças com crime, este é o dilema de combate deste Exercito do Crime.

 

O melhor – a complexa intriga que tece …

O pior - … porém sobre esquematismos documentalistas.

6/10

 

 

Transsiberian (2008)

 

Real.: Brad Anderson / Int.: Woody Harrelson, Emily Mortimer, Ben Kingsley

 

As linhas ferroviárias foram protagonistas de algumas das melhores jornadas do cinema, seja ele um dos pioneiros do cinema de acção em geral também (The Great Train Robbery, 1903), do suspense de Hitchock (The Lady Vanishes e Strangers on a Train), palco da criatividade da escritora Agatha Christie (Murder on the Orient Express, adaptado por Sidney Lumet) e por fim foi o transporte mais directo para a terra do Pai Natal em Polar Express de Robert Zemeckis, agora é a linha que liga toda a Sibéria, naquela que é dumas das mais longas viagens ferroviárias de sempre a Linha Transiberiana. Transsiberian, título da fita de Brad Anderson, ele fora o realizador de Session 9 e de The Maquinist, é uma abordagem do cinema thriller com toques da obra de Alfred Hitchcock, principalmente no que refere na transposição dos seus timings e no clima de suspeita que viaja connosco como passageiro se fosse. Representando um dos factores do cinema moderno sem fronteiras, equilibra o seu argumento por entre as intocáveis paisagens da Sibéria selvagem e do limitado espaço nas carruagens. Transsiberian é antes de mais um thriller de altos e baixos, no ponto acima temos o elenco, principalmente o papel de Woody Harrelson, frágil, inseguro e ingénuo, e de Emily Mortimer que consegue uma sólida interpretação. Pontos baixos desta “vertiginosa viagem de comboio” estão a previsibilidade que vai tecendo a meio de película e de mais uma vez Ben Kingsley encontrar-se em modo automático, sem qualquer crença no projecto que integra.  

 

O melhor – Woody Harrelson, os timings e a sua limitação de espaço

O pior – chega a tornar-se previsível

6/10

 

 

When in Rome (2010)

 

 

Real.: Mark Steven Johnson / Int.: Kristen Bell, Josh Duhamel, Danny DeVitto, John Heder, Patrick Wilson, Anjelica Huston

 

Se Audrey Hepburn e Gregory Peck se apaixonaram em Roma, palco, esse de alguns dos mais românticos encontros, obviamente não se vão apaixonar por Kristen Bell nesta falsa película que auto-titula de romance. A capital de Itália só por dez minutos, o resto é mais do mesmo no que refere às comédias românticas cosmopolitas, ou seja Nova Iorque com fartura. Bell lidera um elenco sem magia; Patrick Wilson a disfarçar de “Roberto Benigni”, Danny DeVitto sem qualidade, Anjelica Huston mal aproveitada e John Heder a tornar-se assim no mais divertido do leque. Insonso, sem graça, banal, a típica comédia que se aproveita apenas dos trocos, neste caso aqueles que apanha na fonte. Deste tipo de produções já andamos fartos, porém aprendemos a lição que para além das adaptações de banda desenhada, Mark Steven Johnson não tem estofo para as comédias românticas.

 

O melhor – esquece-se facilmente

O pior – um desperdício de elenco

3/10

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publicado por Hugo Gomes às 17:20
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28.12.10

Passou mais um ano de cinema (quer bom ou mau), um ano que assistimos a quase tudo, desde a redenção de Ben Affleck, á vitória de Inception de Christopher Nolan, a David Fincher e o filme da nossa geração, Social Network, ao filho de Will Smith no mítico Karate Kid e o adeus a muitas estrelas que obviamente deixam saudade. Assim anuncio o inicio desta revisão de 2010, ano que marcou e seguiu.

 

 

Um Ano de Inception

 

Poderia estar a referir qualquer blockbuster que estreou neste ano, Iron Man 2 a Prince of Persia, mas foi a nova fita de Christopher Nolan a surpreender tudo e todos com Inception – A Origem, demonstrando aos cépticos que o realizador de Memento e The Dark Knight não era somente sobrevalorizado, mas sim um autor do cinema moderno norte-americano. Depois de ter gerado um hype que anteviu á sua antestreia, Inception tornou-se num êxito de crítica, bilheteira e público, denominado como o modelo do blockbuster do futuro, a inovação narrativa “embrulhada” com a pomposa e clássica veia da super-produção norte-americana. E se o filme foi realmente um sucesso criativo, o que dizer de um elenco que auxiliou na condução do êxito, Leonardo DiCaprio a escolher cirurgicamente os seus papeis, Marion Cottilard a revelar mais uma vez que é uma das mais ambiciosas aquisições de Hollywood, o talento de Cillian Murphy, a ascensão de Joseph Gordon-Levitt e a redescoberta de Tom Hardy, alguns exemplos do prestável leque de actores que demonstraram ser mais que simples vedetas, mesmo guiados pelo cinema de massas.

 

 

 

Titulo

 

 

Rendido Em Todo O Mundo

 

Toy Story 3

$1.063,1

Alice in Wonderland

$1.024,3

Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1

$831,2

Inception

$825,4

Shrek Forever After

$739,8

 

 

Titulo

 

 

Orçamento

 

Rendido em Todo o Mundo

Scott Pilgrim Vs The World

$60

$47 

Jonah Hex

$47

$10

Green Zone

$100,0

$94,87

Astroboy

$65

$40

Pandorum

$33

$20,64

 

*ambas as tabelas possuem valores de milhões de dólares

 

 

Um Ano de Harry Potter

 

Com uma proximidade do final, Harry Potter voltou a estar no centro das atenções cinematográficas. Mega-produção norte-americana e britânica que foi violentamente modificada na sua produção por variadas decisões, uma delas e talvez a mais bem sucedida, cortar o último livro a ser adaptado em dois filmes, com tal audácia revelaria mais lucro e uma melhor condensação no “converter” de livro para filme. Êxito garantido, tendo já rendido mais 800 milhões de dólares e a continuar a facturar, deliciando o espectador para um desfecho que se antevê glorioso, que apenas será lançado no Verão do próximo ano. Sendo assim Harry Potter se junta a Lord of the Rings e Star Wars como as melhores sagas cinematográficas.

 

 

Ver Também

Alice in Wonderland

Astroboy

Green Zone

Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1

Inception

Jonah Hex

Pandorum

Scott Pilgrim Vs The World

Shrek Forever After

Toy Story 3

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publicado por Hugo Gomes às 23:07
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Real.: James Mangold / Int.: Tom Cruise, Cameron Diaz, Peter Saarsgard

 

 

Filme – Roy Miller (Tom Cruise) é um agente que detém nas suas mãos uma arma poderosa que a agência quer ao todo o custo, June Havens (Cameron Diaz) encontra-se envolvida neste perigoso jogo de cão e gato por mero acidente. Fita de acção que reavive o cinema energético transposto pela imagem de Cruise, possui bons stunts e sequências de acção admiráveis, mas perde-se por um argumento sem originalidade e por uma narrativa com quebras de tensão e pela demasia de humor desloucado. A juntar a isto temos dois protagonistas que perderam a sua magia á muito.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Norueguês

Dinamarquês

Finlandês

Romeno

Sueco

Grego

Islandês

 

EXTRAS

Versão de Cinema

Versão Alargada

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

 

Ver Também

Knight and Day (2010)

 

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:02
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O jantar do melhor da comédia americana!

 

Numa sociedade que estabelece as suas regras de normal e anormal, um filme como Le Dîner de Cons (Francis Veber, 1998), que por cá obteve o título de O Jantar de Palermas, se reconhece como uma acida critica a essa hipócrita visão de alguns para outros. A premissa gira envolto de um jantar de empresa com o intuito de gozar com as “diferenças” dos convidados e um analista que anseia pela promoção terá que submeter e participar em tamanha crueldade psicológica.

 

 

Passados doze anos do filme original eis que surge um remake de nacionalidade norte-americano que tem como primeira etapa valorizar o talento dos seus cómicos. Poderia ser previsível, mas é invulgar encontrar uma comédia em que mesmo tendo em “post-it” a palavra revisão, consegue garantir diversão hilariante e feita com a inteligência necessária para se vingar como título independente. Ainda mais surpreendente, vindo do realizador Jay Roach (Austin Powers, Meet The Parents).

 

 

 

Com um ascendente Paul Rudd e um talentoso Steve Carrell, que formam uma dupla de extremos na confirmada normalidade, constituem dois eixos de química que guiam a fita pelos seus hilariantes gags sempre com tom inteligente e de contornos teatrais (referindo obviamente da maneira em que são expostas tais situações ridículas e não dos desempenhos). Paul Rudd causa simpatia mesmo sob o disfarce de um personagem sem nada de extraordinário a oferecer, Carrell por outro lado é inegável o seu vigor em construir personalidades bizarras e em Dinner of Schmucks consegue ser um dos pontos mais positivos da fita, mas celestial mesmo é quando se une ao jactancioso comediante Zack Galifianakis, na sua faceta mais cómica. Deve-se ainda salientar que nenhuma das personagens expostas nesta fita conseguem ter a nossa simpatia, ponto positivo no enquadramento da "Ultima Ceia" comica que o filme quer retratar.

 

 

Jay Roach está de parabéns, este remake é de facto uma das mais divertidas apostas na comédia norte-americana dos últimos 5 anos. Fugindo do circuito de Judd Apatow e dos irmãos Farrelly, eis uma intriga inteligente protagonista de um leque de gargalhadas e uma acida reflexão da sociedade em que vivemos, muito á ordem dos parâmetros da normalidade.

 

O melhor – a dupla Carrell e Galifianakis

O pior – o facto de ser um remake

 

 

Real.: Jay Roach / Int.: Paul Rudd, Steve Carrell, Bruce Greenwood, Zack Galifianakis

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:52
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26.12.10

Mr. Butterfly!

 

Têm-se declarando ultimamente que George Clooney sabe realmente escolher os seus papéis, mostra conhecimento aos realizadores que deve trabalhar, que géneros se deve submeter e quais as personagens se deve comportar. O actor que brilhou em Ocean’s Eleven de Steven Soderbergh Three Kings de David O’Russell (num tempo em que jogava pelo seguro do êxito), muitas vezes comparado com o mítico actor Cary Grant, lançou-se pelas teias do artístico, sendo para além dos filmes de teor independente ou de autor que tem participado, exibiu ainda a sua veia de realizador com Confessions of a Dangerous Mind e Good Night and Good Luck. Neste ultimo chegou a ser indicado ao Óscar, um retrato reflector de uma América sob paranóia, um denso e bem orquestrado filme que contraria tudo aquilo que poderiam apelidar ou prever nos contagiosos casos de “actores com mania de autores”.

 

 

Sendo na verdade um dos homens mais influentes de Hollywood, George Clooney é a estrela da nova fita de Anton Corbijn, o realizador do aclamado Control que pairava como um biopic alternativo do vocalista dos Joy Division, Ian Curtis. A fita chama-se The American, como referencia à alcunha que a personagem de Clooney adquiriu, um hitman profissional que encontra refúgio numa pequena cidade italiana.

 

 

The American é quase um impostor, não no mau sentido, mas a verdade é que se faz passar por aquilo que não é e que nem se esforça ser, ou seja, tirando as teimas, a fita de Corbijn não se digna a ser nenhum primo afastado de Jason Bourne  ou até mesmo da adaptação cinematográfica do videojogo Hitman, já que referimos assassinos sob contratos. O que The American representa é um bolero do cinema de acção. Um thriller que invoca o drama humano do seu protagonista (Clooney encontra-se imaculado no seu papel) e realça uma reflexão às moralidades de um hitman, como um retrato da sua vida solitária e ausente de elos. Porém se o protagonista é humano o suficiente para elevar esta fita alternativa de acção para outro nível, infelizmente parece ser o único personagem num mosaico mal construído de secundários que mimetizam somente a figuração.

 

 

Sendo a sua narrativa lenta, detalhada e falsamente enganadora quanto ao clímax, The American poderá inequivocamente desiludir espectadores, que tal como havia referido, procuram um acompanhamento para as suas pipocas, mas surpreenderá quem julga estar perante em tal facto. Anton Corbijn consegue articular um modelo clássico mas longe da influência hollywoodesca, tornando neste supostamente exemplar de acção num dos mais estimulantes filmes independente norte americanos. Um outsider do seu próprio sistema.

 

"All the sheep in my flock are dear to me. But some are dear the most. Especially those that have lost their way."

 

O melhor – a lentidão pormenorizada da narrativa

O pior – não se destacar quanto às personagens secundárias

 

Real.: Anton Corbijn / Int.: George Clooney, Irina Björklund, Lars Hjelm

 

 

7/10

publicado por Hugo Gomes às 14:41
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24.12.10

UM FELIZ NATAL e BONS FILMES …

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publicado por Hugo Gomes às 19:37
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Real.: Michael Haneke / Int.: Ulrich Tukur, Susanne Lothar, Josef Bierbichler


Filme – Numa aldeia alemã antes da Primeira Guerra Mundial, estranhos fenómenos têm ocorrido, que vão desde estranho acidentes a agressões, onde os verdadeiros culpados são desconhecidos. Filme polémico de Michael Haneke e vencedor da Palma de Ouro de Cannes, que se revela num verdadeiro estudo á negra natureza humana, descrita numa narrativa e filmagem com moldes do cinema clássico alemão dos anos 20 e 30 e com grande preservação da arte mais antiga. Destaque para as interpretações no geral e pela bem conseguida atmosfera que ambienta a insegurança. Uma fita de génio que certamente não deixará ninguém indiferente.

 

AUDIO

Alemão

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer

Making Of

Lanço Branco no Festival de Cannes

Retrato “A Minha Vida, Michael Haneke”

Criticas de Imprensa

Dossier de Imprensa

Fotografia do Filme

Cartaz

 

Distribuidora – Clap Filmes

 


Ver Também

The White Ribbon (2009)

 


FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 19:26
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23.12.10
23.12.10

 

O boxe é dos desportos mais bem representados no cinema, sendo que The Fighter (David O’ Russell) um dos exemplos mais recentes e dos filmes mais falados deste ano. Eis a história de Micky Ward (Mark Mahlberg), um norte-americano com o sonho de ser pugilista e através da ajuda do seu irmão, Dicky Eklund (Christian Bale), consegue chegar á liga profissional. David O’ Russell (The Three Kings) tem conquistado elogios em todo Mundo, tendo sido nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Realizador, sendo que o filme tem sido para além indicado para o prémio de Melhor Filme Dramático, Melhor Actor (Mark Wahlberg), Actor Secundário (Christian Bale) e a nomeação para as actrizes Melissa Leo e Amy Adams. The Fighter será distribuidor pela Valentim Carvalho e tem data de estreia para dia 10 de Fevereiro de 2011, por isso marcam nas vossas agendas este potencial candidato aos Óscares.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:13
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23.12.10

Tranças de Ouro!

 

Toda a gente já ouviu falar do eterno conto dos irmãos Grimm, Rapunzel, que nos remete a uma princesa aprisionada numa torre cujas suas longas tranças são o único meio de aceder a ela. Adaptado milhares de vezes ao grande ecrã, sob os diferentes feitios e espaços temporais, como também atravessando os diferentes géneros, eis que surge Tangled, a mais recente animação dos estúdios Disney á parte do trabalho da Pixar.

 

 

Tangled, é infelizmente, a persistente do estúdio na animação CGI após a falsa esperança no tradicional Princess and the Frog (Ron Clements, John Musker), mas é também a confirmação que de aparentemente inocente as animações da “Casa do Mickey” já não o são. Esse tempo passou e as obras modificaram em contornos com as novas mentalidades, muito á deriva de Shrek e outros congéneres da Dreamworks que apresentaram o cinema infantil a uma nova era de rebeldia, devido a isso, a Disney não conseguiu vencer a essa fórmula e sucumbiu ao deleite satírico e irreverente. Tangled é exemplo disso, não assistimos a uma historia onde os gags inocentes e as personagens partilham mesma mentalidade, somos lançados a um universo mais paródico de si próprio, mais girado á comédia e auto-caricatura das figuras do que á invocação da velha corrente clássica.

 

 

Apesar de tudo, este Entrelaçados (titulo português) é dos mais classicistas das animações digitais Disney (não refiro em conjunto com o leque da Pixar), ou seja, temos momentos musicais, personagens e um argumento que em certas alturas recorrem aos “velhinhos” clássicos que todos conhecem (não sei porquê, mas Little Mermaid vem-me á memoria). Só pena que o vilão, neste caso vilã seja um pouco aborrecido tendo em conta a vasta gama de vilania animada que os estúdios nos deram em mais de cinquenta anos.

 

 

Com o auxilio de um excelente elenco vocal (Mandy Moore é ternurenta), Tangled é uma animação divertida para todas as idades, uma reinvenção do clássico dos Grimms estampada com o selo de novo milénio. È fresco e classicista ao mesmo tempo.

 

O melhor – irreverência e classicismo

O pior – da Disney, sentimos aquelas saudades do tradicional

 

 

Real.: Nathan Greno, Byron Howard / Int.: Mandy Moore, Zachary Levi, Donna Murphy

 

 

Ver Também

The Princess and the Frog (2009)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:49
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22.12.10

Real.: M. Night Shyamalan / Int.: Noah Ringer, Dev Patel, Cliff Curtis

 

 

Filme – Neste alternativo mundo de fantasia, encontrando-se dividido em quarto nações (Agua, Fogo, Vento e Terra), decorre uma guerra entre a Nação de Fogo contra as restantes. Enquanto isso surge Aang (Noah Ringer), um órfão da Nação de Vento, o qual acreditam ser o Avatar perdido, uma espécie de messias que traz com ele esperança e união entre os diferentes povos. Confessemos que M. Night Shyamalan já fez bem melhor, mas este infame pedaço de cinema mainstream é divertido o basta para nos prender na sua hora e meia de duração, mas não é totalmente sedutor para o venerar. Tem os seus momentos e não é a “palhaçada” que os norte americanos pintam.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Checo Dolby Digital 5.1

Húngaro Dolby Digital 5.1

Polaco Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Checo

Croata

Grego

Hebraico

Árabe

Polaco

Sérvio

Búlgaro

Húngaro

Romeno

Esloveno

Islandês

Eslovaco

Estónio

Letão

Lituano

Indiano

 

EXTRAS

Origens do Avatar

Apanhados

Cenas Cortadas

 

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

The Last Airbender (2010)

 

FILME –

EXTRAS -

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publicado por Hugo Gomes às 23:05
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21.12.10

 

Enquanto decorre o Cinebloggers Awards, lanço ao leitor mais um desafio idêntico ao do ano passado, o dos melhores do ano 2010. Apenas tem-se que enviar para hugogomes9665@sapo.pt, as dez escolhas e por ordem de preferência das melhores obras do ano. A lista será revelada dia 2 de Janeiro.

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publicado por Hugo Gomes às 23:24
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21.12.10

Danny Trejo Super Star!

 

Muita testerona, muito sangue, “chicas guapas” e Danny Trejo com o seu primeiro e derradeiro papel principal, tudo isto resume Machete num outsider da indústria norte-americana. Uma espécie sequela não oficial do projecto conjuntivo entre Rodriguez e Quentin Tarantino – Grindhouse, sobre um género de filmes que roçam o caseiro e o amadorismo artesanal, estreou em todo o mundo em 2007, levando a visão quase paródica de dois autores para a grande tela. Por entre os dois trabalhos concretizados, falo obviamente das longas-metragens de Planet Terror e Death Proof, foram concebidos trailers falsos de pseudo-filmes, entre eles, o da autoria de Rodriguez – Machete, que segundo o trailer impostor remete á história de um mexicano traído e em busca de vingança do outro lado da fronteira.

 

 

Machete (o trailer) gerou um desencadeou risos por onde foi exibido, sendo que o realizador de Desperado e dos Spy Kids encontrou o prazer em dar ao paródico trailer a oportunidade de vingar novamente nos ecrãs mas desta vez sob a forma de filme completo. Sendo assim, ao assistir Machete, não negamos a sua assinatura, é realmente um filme com todos os ingredientes do cinema de Rodriguez, a veia “chunga” propositada, levado tudo num tom descontraído, ou seja, nunca mas nunca levados a historia demasiado a sério, mesmo com as implantações dos “issues” que os mexicanos têm do outro lado da fronteira.

 

 

Após inúmeras aparições como secundário, Danny Trejo é o herói, não por excelência, mas aceitável na sua postura, é um James Bond, pouco secreto, bruto, mas irresistível às mulheres em geral, e que mulheres … Jessica Alba, Michelle Rodriguez e Lindsay Lohan. A sua figura heróica é quase como auto-parodia, o mesmo pode se verificar com Steven Seagal, finalmente como vilão. O resto do elenco é um nostálgico leque vindo directamente dos anos 80 e 70, mesmo com as intensivas participações de Robert DeNiro nos dias de hoje, não podemos negar que essas duas décadas referidas são pertencentes inteiramente a ele, já noutros casos Don Johnson, Cheech Marin (da saga Cheech and Chong’s) e Jeff Fahey (Silverado), são reavivados neste “mastodonte” de entretenimento brainless e despreocupado.

 

 

Machete não ganhará prémios, não seduzirá a crítica, nem faz um esforço para tal, é cinema primitivo, artesanal e “machista” possível. Um hino grindhouse, sobre a força mexicana. Mais uma obra para a malta vindo de Robert Rodriguez (também não devemos esquecer da “mãozinha” de Ethan Maniquis no projecto).

 

O melhor – è primitivo e propositadamente artesanal

O pior – se for levado a sério poderá causar reacções iradas das associações feministas e dos partidos mais nacionais norte-americanos

 

 

 

Real.: Ethan Maniquis, Robert Rodriguez / Int.: Danny Trejo, Jessica Alba, Michelle Rodriguez, Robert DeNiro, Jeff fahey, Cheech Marin, Don Johnson, Steven Seagal, Lindsay Lohan

  

 

Ver Também

Desperado (1995)

Planet Terror (2007)

Death Proof (2007)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:20
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21.12.10

Real.: Jimmy Hayward /Int.: Josh Brolin, Megan Fox, John Malkovich

 

Filme – Baseado numa célebre série de banda desenhada, Jonah Hex é o homónimo filme que conta a história de um desfigurado caçador de recompensas que busca a redenção como também a vingança. Fiasco de bilheteira e em termos artísticos, Jonah Hex é uma combinação de sobrenatural com western que não vai além da mera caricatura da imagem que representa. O argumento tem certos piscas-de-olhos ao infame Wild Wild West de Barry Sonnenfield e as interpretações não chegam a destacar. Mau como tudo!

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Francês

Espanhol

 

EXTRAS

Cenas Cortadas

 

Distribuidora – Warner Home Video

 

 

Ver Também

Jonah Hex (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:16
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Um artista de peso!

 

Conhecido como um dos maiores artistas da França do século XX, Serge Gainsbourg sempre demonstrou talento, ousadia artística e intelecto, como também patenteou uma rebeldia intrínseca que marcaram tempos e redefiniram mentalidades. Como tal a inexistência de um filme biográfico sobre sua pessoa é condenável, sendo que Joann Sfar o transformou num herói em sua própria vida, preso à suas ideologias, crenças artísticas e à tentação de se tornar à força num ídolo intemporal.

 

 

Gainsbourg (Vie héroïque) é um biopic criativo que combina a esquemática do género com o surrealismo onírico que nos apresenta como mudanças na personalidade do artista, esse mesmo maneirismo recorrido com as personificações de Doug Jones, como por exemplo a dualidade de Prof. Flipus, que representa o que de cruel e sedutor se esconde no carácter de Gainsbourg. Assim sendo, a fita biográfica de Sfar atravessa os diferentes campos do realismo ao onírico, trazendo a nós algo dinâmico e longe do academismo, isso sim, uma vida heróica.

 

 

Executado com alma e com profissionalismo artístico, Gainsbourg ainda é uma produção sumptuosa, trazendo até nós um elenco francês de luxo e deveras profissional; sendo assim o camaleonico Eric Elmosnino se junta a Yolande Moreau (Seraphine), ao recém-falecido autor Claude Chabrol (aqui interpreta o produtor musical de Serge), Anna Mouglais (que vimos na belíssima produção Coco Chanel & Igor Stravinsky), Laetitia Casta como Brigitte Bardot e por fim Lucy Gordon. Tudo isto nos resume a um dos melhores filmes gauleses do ano, uma tara visual perfumado com uma sedutora narrativa. Um biopic ao nível de Serge Gainsbourg, cuja rebeldia equivale.

 

O melhor – o cruzar do realismo e do surrealismo simbólico.

O pior – Para quem não está habituado, existe uma confusão nas relações de Serge.

 

Real.: Joann Sfar / Int.: Eric Elmosnino, Doug Jones, Lucy Gordon, Laetitia Casta, Claude Chabrol, Yolande Moreau, Anna Mouglais

 

 

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:41
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20.12.10
20.12.10

Real.: Nimrod Antal / Int.: Adrien Brody, Alice Braga, Laurence Fishburne

 

 

Filme – um grupo de assassinos e mercenários acordam misteriosamente numa densa floresta tropical, onde nem tudo o que parece é. São todos, vítimas de um jogo de caça que havia iniciado anos atrás e por uma raça que não deste Mundo. Revisão visionada por Robert Rodriguez (aqui como produtor) da obra de culto de John McTiernan – Predator, nesta versão existe uma maior diversidade e pormenores do mundo das tão célebres criaturas, tudo ao auxílio de uma óptima surpresa como homenagem do género. Por fim, Adrien Brody destaca-se do elenco.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Russo Dolby Digital 5.1

Polaco (Voice Over)

Ucraniano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Estónio

Russo

Lituano

Letão

Cazaque

Polaco

Ucraniano

 

EXTRAS

Comentário por Robert Rodriguez e Nimrod Antal
Featurette: “Decloaking the Invisible: Alien Terrain”
Motion Comics: Robert Rodriguez apresenta… - Crucified

 

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

Ver Também

Predators (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 22:54
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Morreu Blake Edwards, um dos maiores artesões da era clássica de Hollywood, distinguido pela sua obra cheia de filmes de humor satírico e acido e diálogos corrosivos com a sociedade presente. Os seus principais filmes foram “10” (1979), The Pink Panther (1963) e o celebre Breakfast at Triffany’s (1961), era também conhecido por ser o marido da actriz Julie Andrews, o qual preservaram um matrimónio de 40 anos. Em consequência de uma pneumonia deixou-nos no dia 16 de Dezembro, tinha 88 anos.

 

Blake Edwards (1922 – 2010)

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publicado por Hugo Gomes às 22:37
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Terrence Malick é um dos realizadores mais misteriosos de sempre, a sua obra é escassa (composta actualmente por cinco títulos em quase 40 anos de carreira). Conhecido pela sua realização própria e fundamentar os seus filmes com elencos de fazer corar qualquer produção, eis que surge um sinal de vida do autor no lançamento do poster e trailer do seu novo projecto Tree of Life. Brad Pitt (Babel, The Curious Case of Benjamin Button), Sean Penn (Milk), Fiona Shaw (Harry Potter) e Jessica Chastain (Jolene) integram o elenco. Data de estreia para 27 de Maio de 2011 nos EUA.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 22:36
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