Conhecido internacionalmente pelos seus papéis cómicos em filmes como Naked Gun e alguns capítulos da saga Scary Movie, Leslie Nielsen irá deixar-nos saudades pela sua comédia ingénua e negligente. Morreu no passado Domingo, no hospital de Florida em consequências de uma pneumonia, tinha 84 anos. O cinema ficou mais pobre, a comédia perdeu mais um sorriso.
Leslie Nielsen (1926 – 2010)
Real.: Christopher Nolan / Int.: Leonardo DiCaprio, Marion Cottilard, Ellen Page
Filme – Num futuro próximo, será possível qualquer um entrar no mundo dos sonhos, e com deveras oportunismo é que Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) efectua o seu trabalho. Ele é um golpista, sobrevivendo á custa dos segredos que consegue agarrar nos sonhos de outrem, porém é chamado para um novo trabalho, contudo não para roubar mas para implementar uma ideia. Filme de acção e ficção cientifica que combina de forma espectacular o contornos comerciais de uma blockbuster com o mental das melhores obras de culto. Uma fita visionária e imperdível.
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Arte Conceptual, Arte Promocional e Galerias de Trailers/Spot
Distribuidora – Warner Bros. Home Video
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Michelle Williams, nomeada ao Óscar em Brokeback Mountain (Ang Lee, 2005), irá interpretar a mítica actriz norte-americana Marilyn Monroe na fita dirigida por Simon Curtis (na sua primeira longa-metragem cinematográfica), que se auto-titula como My Week with Marylin. O filme que tem estreia para 2011 nos descreve a relação tensa entre a actriz imortalizada em Some Like It Hot! Com o actor Laurence Olivier na produção de The Prince and the Showgirl, o êxito de 1957, que catapultou Monroe para a fama. My Week with Marilyn ainda contém os actores; Kenneth Branagh (Harry Potter and the Chamber of Secrets) como Laurence Olivier, Dominic Cooper (Mamma Mia!), Dougray Scott (Hitman), Judi Dench (Shakespeare in Love), Emma Watson (da série Harry Potter) e Julia Ormond (Surveillance).
Jake Gylenhaal, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright e Vera Farmiga são as estrelas do próximo filme da revelação Duncan Jones, que nos trouxe ano passado, o misterioso e criativo, Moon. O realizador e filho do cantor David Bowie irá trazer-nos a história de um soldado que integra um programa experimental, em que viverá a pele de um passageiro de um comboio onde ocorrera um ataque terrorista, com intuito de descobrir como tudo sucedera. Source Code sendo esse o título da fita, tem data de estreia para dia 15 de Abril de 2011, o trailer já se encontra disponível.
Quem precisa de Jaws …
O cinema norte-americano de hoje resume-se a sequelas, remakes e a 3D, este ultimo como desculpa esfarrapada para a produção das duas primeiras. Como atractivo para o grande publico, a terceira dimensão é mais um tópico para a inflação dos bilhetes de cinema que simplesmente uma musa para a criatividade no panorama cinematográfico. A verdade é que depois de Avatar, esta tecnologia de visualização se tornou tão banal como qualquer filme de Steven Seagal. Enquanto isso Piranha 3D do realizador Alexandre Aja (o mestre do terror “fast-food”) torna a sessão de óculos num depravado e arrojado festim de impurezas que tornam este remake do filme “trash” de 1978 do autor Joe Dante.
Piranha 3D é algo de muito básico, a premissa se resume em três palavras em separado; piranhas, massacre e adolescentes. Disfarçado de “slasher movie”, eis um daqueles trabalhos que nasceram para assentar nas listas de guilty pleasures, incomodo por vezes como o massacre que chega a causar arrepios, paradoxalmente hilariante como o pénis em 3D, os seios de igual formato e das estupidezes que por vezes o argumento deixa escapar, irónico ao ver Richard Dreyfuss que venceu em 1975 o tubarão gigante em Jaws de Steven Spielberg, agora perde o duelo com um cardume de pequenas mas vorazes piranhas em CGI.
Claro que com tanta estupidez acumulada, a narrativa chega cansar-se. Em momentos as personagens passam-se a mover do previsível para o surreal social, por exemplo Elisabeth Shue é uma mãe realmente despreocupada. Assim sendo, Piranha 3D não é perfeito, muito pelo contrário, é mau cinema disfarçado de grande produção, mas ninguém nega os momentos lúdicos que nos conferem diversão “brainless” e muito guilty pleasure.
Real.: Alexandre Aja / Int.: Elisabeth Shue, Christopher Lloyd, Ving Rhames, Richard Dreyfuss, Eli Roth
Liam Neeson encontrará às ordens de Jaume Collet-Serra (House of Wax, Orphan) no próximo thriller da Warner Bros., Unknown. Neeson interpreta um homem que sofre um acidente de viação e entrou em coma, tendo acordado vários anos depois, apercebendo de que a sua identidade foi roubada. Diane Krueger (National Treasure, Inglourious Basterds), Frank Langella (Frost/Nixon), Bruno Ganz (Downfall) e Aidan Quinn (The Mission) formam o resto do elenco neste filme com muito suspense e acção que tem estreia marcada para 18 de Fevereiro de 2011 nos EUA.
Real.: Sylvester Stallone / Int.: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li
Filme – Barney Ross (Stallone) lidera um grupo de mercenários, preparados para qualquer missão, desde que paguem bem. Desta vez o caso é outro, as regras do jogo mudaram e a missão tornou-se … pessoal. Sylvester Stallone renasce um género de acção moribundo dos anos 80 e 90 e com ele a ressurreição de inúmeras estrelas de outrora. Um filme de acção que mesmo sem grande mentalidade, consegue ser uma diversão inesperada e uma homenagem completa.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
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EXTRAS
Gag Reel
Renascido das Cinzas
Cena Cortada
Trailer
Distribuidora – Zon Lusomundo
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Real.: Breck Eisner / Int.: Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson
Sob um ambiente infecto-apocaliptico, Crazies (1973) é desde um inicio um filme tipicamente George A. Romero, cujo autor que tanto celebrou os mortos-vivos na sua longa e “undead” saga conseguiria fazer, explorando os parâmetros de violência não como parte integre da natureza humana, mas de origens patogénicas. Numa época que adverte uma ameaça epidémica, um remake do clássico de terror é mais que suficiente para trazer á luz os medos que surgiram em massa nas noticias de contagio com a Gripe A (por exemplo). The Crazies (versão 2010) é algo de completamente banal, poeirento e de terror pouco impressionável, vive do protagonismo de Timothy Olyphant e Radha Mitchell que supostamente compõem um casal que tenta sobreviver no fim dos dias, mas é Joe Anderson que rouba o destaque com a sua louca interpretação, mas personagem de carácter descartável e pouco explorada. Os cenários de um futuro infernal são mais que vistos e sem coerência, trazendo á luz do espectador memórias de “novos” clássicos do terror como 28 Days Later de Danny Boyle e o remake de Dawn of the Dead de Zack Snyder.
Real.: Paolo Sorrentino / Int.: Toni Servillo, Anna Bonaiuto, Giulio Bosetti
Em Il Divo há sempre algo que queremos gostar, nem que seja pela coragem de decifrar a vida de Giulio Andreotti (Toni Servillo), um dos políticos italianos mais influentes e poderosos da Itália pós-guerra, sendo que a sua vida política se baseou nos sete mandatos como Primeiro-Ministro e na corrupção e conspiração que sempre giraram envolto da sua vida privada. Deve-se dizer de passagem que a premiada e elogiada fita de Paolo Sorrentino é um exercício estilístico, visualmente sofisticado e sincronizado, mas narrativamente confuso, cheio de lacunas argumentativas e com um protagonista (Servillo) mais interessado na caricatura do que no personagem. Vencedor do prémio de Júri no Festival de Cannes de 2008, Il Divo é um filme que vence tecnicamente, mas intrinsecamente vazio.
Real.: Brandon Camp / Int.: Aaron Eckhart, Jennifer Aniston, Martin Sheen
Jennifer Aniston em mais um romance, se isso significa-se o mesmo estilo de comédia predilecta dos americanos, a coisa poderia ser bem mais suportável, mas não. A fita de Brandon Camp (Dragonfly) é um caso recorrente do drama mais fantochado e manipulável que Hollywood parece ter vindo a desenvolver nos últimos anos, se não fosse o caso de termos á nossa disposição um Aaron Eckhart, que mesmo fraco e vazio continua a ser um Eckhart, este Love Happens obviamente se integrasse num ensaio falhado daquilo que não se deve executar num drama destes. Assim sendo temos a banal historia de um homem que vende a sua própria moral, que mesmo não acreditar nela a pragueja de qualquer forma, que descobre o amor através da esquizofrénica personagem de Aniston e com isso o perdão e a rendição dos seus próprios pecados. Moralmente insuportável, Love Happens comporta-se como um dramalhão desleixado que tenta vender uma “auto-ajuda” falhada sob o formato de crença. Péssimo!
O início do fim!
Foram dez anos de trabalho que garantiram a concepção da mais lucrativa saga da historia do cinema, tudo começou em 1997 quando a autora J.K. Rowlings publicou o primeiro livro da serie – Harry Potter and the Sorcerer’s Stone – que consistiu num êxito estrondoso entre o publico infanto-juvenil, sendo aclamado como o livro que fez com os jovens voltassem á leitura. Em 2000, Rowlings já havia escrito quatro livros, mas Harry Potter ganha um novo panorama quando em 2001 é adaptado ao cinema pela primeira vez, tendo batido recordes de bilheteira. A saga que actualmente apresenta oito filmes (adaptação de sete livros, sendo o ultimo dividido em duas partes) já facturou cerca de 5 biliões de dólares em todo o mundo só nas estreias cinematográficas, e mesmo esta primeira parte do derradeiro capítulo entre o bem e o mal ter sido renegado o seu anunciado 3D, parece que nada importou aos fãs e todo aqueles que observam com interesse o milionário fim de Harry Potter.
The Deathly Hallows part 1, foi por momentos o filme mais esperado do ano, sendo que a opção de dividir o sétimo livro em duas partes esconda decisões comerciais, serviu para David Yates (que dirigiu os dois últimos filmes) tenha manga para o condenso das páginas, sem que isso prejudique a narrativa delas, e claro, sendo que o fim estar próximo, dando um pouco de glória e solidez às personagens que os espectadores viram crescer durante dez anos. A escola de feitiçaria de Hogwarts não se encontra presente neste filme, nem mesmo o jogo Quiditch, o filme centra-se na jornada (de teor épico) de Harry e a sua trupe em perseguição dos Horcruxes, pequenos fragmentos de alma do tenebroso Lord Voldemort (interpretado com sinistralidade por Ralph Fiennes), com intuito de enfraquece-lo.
Com algo mais ambicioso é de esperar que este capítulo do Harry Potter seja dos mais longos e menos hiperactivos de toda a saga, Yates aposta em fidelidade do livro na importação das emoções das personagens, como nas tramas adolescentes do nosso trio. E claro, com uma experiencia de dez anos, os jovens actores (Radcliffe, Watson, Grint) conseguem dar carnalidade que as suas personagens haviam carenciado. Grint é o sujeito mais cómico, mas neste filme se apresenta mais sentimental e adulto, Watson é como já havia referido a mais brilhante dos três e Radcliffe está a melhorar a olhos vistos, pena que a omnipresença da sua personagem por vezes torna-se irritante. O resto do elenco é imaculadamente profissional, desde Ralph Fiennes até Helena Bonham Carter, em todo eles nota-se o entusiasmo de participar neste evento cinematográfico.
Em termos técnicos, Harry Potter marca pontos, os efeitos visuais são os melhores de toda a saga, nota-se no regresso do elfo caseiro, Dobby, que havia surgido no segundo filme, Harry Potter and the Chambers of Secrets de Chris Columbus (2002), enquanto no anterior nota-se o artificialismo, neste volume existe uma profissionalidade técnica que consistiu na grande interacção do personagem virtual com a carnalidade do por exemplo, Daniel Radcliffe. A banda sonora não apresenta falhas no que requer a trazer clímax ou mesmo emoção, na saga a orquestração sempre foi das melhores da actualidade e em termos de imagem, devemos salientar o trabalho do português Eduardo Serra (The Girl with Pearl Earring e Defiance), que traz o ambiente mais negro de todo o franchising cinematográfico.
Aviso desde já que este Harry Potter já não é o filme recomendado para crianças que Chris Columbus transformou nos anos primórdios, mas é sim a representação das melhores das sagas do cinema como Star Wars (cujas influencias são cada vez mais evidentes). È altamente criativo mesmo dentro da sua veia limitada de máquina oleada de Hollywood, e para provar tal caso, temos o exemplo de compensação da animação stop-motion com influencias dignamente de Tim Burton que ilustram a mitologia dos Deathly Hallows, uma espécie de Santo Graal em que Harry e sua trupe vivem por momentos os seus ares de Codigo da Vinci. Tal como aconteceu com Two Towers da trilogia The Lord of the Rings de Peter Jackson, o maior dos defeitos é que termina onde o próximo capítulo começa, deixando milhões de fãs a salivarem por mais. Uma das obras de entretenimento deste ano, a ver!
Real.: David Yates / Int.: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes , Tom Felton, Michael Gambon, Bill Nighy, Robbie Coltrane, Alan Rickman, Julie Walters, David Thewlis, Rhys Ifans, John Hurt
Ver Também
Harry Potter and the Prisioner of the Azkaban (2004)
Harry Potter and the Goblet of Fire (2005)
Depois de Crimson Tide, Man on Fire, Déjà Vu e o remake de The Taking of Pelham 1 2 3, o actor Denzel Washington volta a trabalhar com o realizador Tony Scott (irmão mais novo do célebre Ridley Scott) em mais outro filme de acção hiperactivo. Famoso pelos seus tiques de câmara e visual psicadélico como a sua narrativa acelerada, Tony Scott é um dos mais bem sucedidos autores do cinema de acção. Baseado em factos verídicos, Unstoppable é o inferno em filme, quando um comboio de carga tóxica avance desgovernado por Ohio fora, a única salvação está nas mãos de um engenheiro ferroviário (Denzel Washington) e de um jovem maquinista (Chris Pine), no elenco ainda poderemos contar com Rosario Dawson (Sin City). Unstoppable tem data de estreia para 25 de Novembro no nosso país, por isso não percam este descarrilado filme.
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