30.9.10

Sublinha Sucks!

 

Na minha opinião, não considero a saga Twilight como um fenómeno cinematográfica, penso que Inception de Christopher Nolan e até mesmo The Expendables de Stallone encaixam no perfil, mas sim como a febre teen da moda. Febre, sim, porque o marketing envolto destes livros (agora convertidos a filmes) é de tal forma febril que nem justifica. Há quem considere que Twilight seja a voz feminina e a sua relevância nas bilheteiras, se fosse o caso porque que verificamos uma grande procura pela faixa etária juvenil da mesma e não a susceptibilidade das várias idades, mas passando a estes pequenos desabafos, é de esperar que todo este “mundo” seja próprio de qualquer caricatura, a resposta seguiu-se rápida, mas por mãos quase destruidoras, cinematograficamente falando.

 

 

Vampires Sucks é a mais recente jornada de Jason Friedberg e Aaron Seltzer, argumentistas e realizadores de “obras-primas” como Date Movie, Epic Movie, Meet the Spartans e aquela “obra” que é emotivamente comparado como arma de destruição maciça, Disaster Movie. A começar pelo titulo, que nos indica um certo fascismo envolto da folclórica figura vampírica (é certo que o Crepúsculo ajudou nessa imagem), ignorando a sua importância em culturas, lendas, literatura (falo de Bram Stoker obviamente) e mesmo cinematográficas (mais recentemente o belo e sombrio Let the Right One In). O resto é tudo aquilo que se espera neste tipo de produções, gags que atropelam gags, requerimento a sequências escatológicas e espalhafatos físicos, “over and over again”, porém é verdade que em comparação com os últimos títulos, este exemplar tem os seus toques de equilíbrio narrativo e estrutural, tudo porque segue um spoof simples em vez de mais “olhos que barriga”.

 

 

Se existem momentos geniais nesta obra que não partilha mesmo adjectivo, é quando surge as eventuais cenas entre as claques, ou “teams” que auto-ridicularizam o franchising e as marcas no pescoço em que se pode ler “insert teeth here”, clara inspiração ao titulo traduzido, Ponha Aqui o Seu Dentinho. Tão ridículo como o “fenómeno” que satiriza.

 

 

Real.: Jason Friedberg, Aaron Seltzer / Int.: Matt Lanter, Chris Riggi, Ken Jeong

Ver Também

Twilight (2008)

The Twilight Saga – New Moon (2009)

The Twilight Saga – Eclipse (2010)

3/10
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27.9.10

Real.: Alejandro González Iñárritu / Int.: Gael García Bernal, Goya Toledo, Emilio Echevarría / Ano.: 2000

 

 

O que é? Três historias aparentemente distintas, mas interligadas quer narrativamente, quer pelo tema canino que o titulo representa. A primeira história é de um rapaz que trai o irmão com a sua mulher, a segunda é sobre uma supermodelo que perde o seu cão numa caixa-de-ar debaixo do chão da sua casa, a ultima é de um sem-abrigo que procura redenção.

Porquê? Um pouco á imagem de Pulp Fiction de Quentin Tarantino, quer pela sua narrativa entrelaçada quer pela sua violência gráfica, Amores Perros consistiu numa imagem de marca de um autor estreante, González Iñárritu, um artesão na arte de criar novas narrativas. Um filme feito com inteligência que consistiu num sucesso, o qual promoveu o cinema mexicano, em vias de invadir os EUA.

Alternativas: a filmografia do realizador mexicano é rica na natureza da explanação documentada, entre os quais 21 Grams (2003) que nos apresentou um historia fragmentada e embaralhada, que se constrói mentalmente na mente do espectador, Babel (2006), o mais ambicioso dos seus projectos, um drama com base do mito da torre de Babel e da variedade linguística como um certo olhar e definição às fronteiras. Para além de Iñárritu, outros autores exploraram a multi-narrativa, como por exemplo Paul Haggis (Crash), Stephen Gaghan (Syriana) e Jieho Lee no subvalorizado, mas enigmático The Air I Breath (2007).

 

Ver também

The Air I Breath (2007)

21 Grams (2003)       

 

      


publicado por Hugo Gomes às 00:54
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27.9.10

Irmãos de Sangue, Rivais de Amor!

 

A guerra é uma droga, quanto mais se penetra mais viciado nos tornamos. Sam Cahill (Tobey Maguire) é um soldado marine que tem uma vida invejável ao lado da sua linda mulher Grace (Natalie Portman) e das suas lindas filhas, mas mesmo assim decide seguir em missão para o Afeganistão, onde é dado como morto. Tommy (Jake Gylenhaal), irmão de Sam e ex-presidiário, sente o dever de tomar conta da família deixada pelo seu congénere, o que inevitavelmente se apaixona por esta. Algum tempo mais tarde, Sam regressa a sua terra mas com as mazelas de uma guerra que não era a sua, mas que não deixará de ser parte integre dele.

 

 

Remake de uma obra dinamarquesa de nome Brode, dirigido por Susanne Bier em 2004, Brothers se centra no turbilhão de sentimentos desta fraternidade e a exploração dos horrores da guerra que para os soldados é como ópio. O homem encarregue da realização é Jim Sheridan, que é um dos melhores directores de actores de Hollywood, célebre pelo seu trabalho ao lado de Daniel Day-Lewis (My Left Foot, In the Name of the Father e The Boxer) que consolidou a carreira de um dos melhores actores da sua geração e In America (2002), um retrato sereno de um país não hospede para imigrantes. Em Brothers – Entre Irmãos, Sheridan tem á sua disposição o trio de actores; Tobey Maguire, Jake Gylenhaal e Natalie Portman alvos de um drama que tem de tão caricato como de sério e real.

 

 

Todos os actores são convincentes, provando mais uma vez que o autor é apto a retratar emoções e a construir personagens dentro e fora dos actores envolvidos, Portman comporta-se mais que uma estrela de cinema, mas sim como uma actriz de “A” grande e Tobey Maguire esquece que foi Spider-Man por um dia e encanta com as suas escapatórias ao ego, como as explosões emocionais que incuta. Destaque também para o elenco infantil com principal atenção para Bailee Madison.

 

 

Um drama de estrutura calma e aquieta, mas emocionalmente forte. Se pensarmos como um remake obviamente este Brothers perde qualidade como novidade, mas se encararmos como um veiculo para actores, então encontraremos um filme que dentro do género é dos mais ricos exemplos dramáticos duma Hollywood que se preocupa mais com o embrulho do propriamente que os desempenha. Um ensaio de actores, um filme impar neste final de Verão.

 

Real.: Jim Sheridan / Int.: Tobey Maguire, Natalie Portman, Jake Gylenhaal, Sam Shepherd, Bailee Madison, Carey Mulligan

 

8/10
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26.9.10

Real.: John Lee Hancock / Int.: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Kathy Bates

 

 

Filme – Michael Oher (Quinton Aaron) nunca teve uma família, nem sequer conhece o seu conceito. Intelectualmente limitado e crescido num ambiente de violência, é adoptado por Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), que logo cedo lhe ensina que cada um merece a sua oportunidade de viver a vida, ignorando classes sociais e etnias. Baseado na história verídica do jogador de Futebol Americano, Oher, The Blind Side foi uma das surpresas da última gala dos Óscares, onde Bullock vence a tão cobiçada estatueta de Melhor Actriz. Filme familiar, comovente e rico!

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Alemão Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Dinamarquês
Alemão
Norueguês
Castelhano
Sueco
Finlandês
Inglês SHD
Alemão SHD

 

EXTRAS
Cenas Adicionais

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

The Blind Side (2009)

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 23:56
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Stephen Fry (V for Vendetta, MirrorMask) revelou á BBC Radio que desempenhará Microft, o irmão de Sherlock Holmes, na sequela da fita de 2009 que contou com Robert Downey Jr. no papel do mais famoso detective de Londres da era victoriana. A fita será novamente realizada por Guy Ritchie, e quanto a Fry, este se junta a Noomi Rapace (Millenium) como novas aquisições desta nova saga.

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publicado por Hugo Gomes às 02:07
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~

O realizador britânico Tom Hooper realizou o tão elogiado The King’s Speech, o qual venceu o prémio de público no último Festival de Toronto, e já tem vindo a ser aclamado como um potencial nomeado para os Óscares. The King’s Speech é a incrível história do rei de Inglaterra, George VI (Colin Firth), que possui um caso estranho de gaguez, algo inapropriado para um monarca máximo, já que a voz é algo de importante no seu cargo. O rei recorre a um terapeuta da fala, Lionel Logue (Geoffrey Rush), com o intuito de ajuda-lo. Uma amizade crescerá entre ambos. A fita conta ainda com Helena Bonham Carter (Alice in Wonderland), Timothy Spall (Harry Potter and the Prisioner of Azkaban) e Guy Pearce (Memento) no elenco. Com estreia para 26 de Novembro nos EUA.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:03
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Tornou-se num dos filmes mais repudiáveis do ano, porém acaba de receber uma sequela. The Human Centipede é a história de uma bizarra experiencia que consiste em ligar seres humanos através de “boca a ânus” de forma a compor uma centopeia humana. O primeiro filme obteve uma recepção dividida entre o obsceno artístico até á aclamação do terror genial. Tom Six, o realizador, revela que a continuação será mais perversa que a anterior, a ver vamos.

 


publicado por Hugo Gomes às 01:55
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Conhecido como Michael Blomkvist na saga sueca Millennium, Michael Nyqvist “abraça” Hollywood, tal como a sua parceira Noomi Rapace o fez. O actor já está confirmado no próximo Mission Impossible, o qual desempenhará o papel de vilão. A quarta fita do espião Ethan Hunt, novamente interpretado por Tom Cruise, contará com J.J. Abrams (Star Trek, a série Lost) na produção e o actor revelação de The Hurt Locker, Jeremy Renner no elenco.

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publicado por Hugo Gomes às 01:53
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Três anos após Gone Baby Gone, o actor Ben Affleck parece ter ganhado o gosto pela realização, onde volta a executar essa tarefa com o já bem sucedido The Town – A Cidade. Adaptação cinematográfica da obra literária de Chuck Hogan, The Prince of Thieves – The Novel, a historia de quatro assaltantes que raptam a gerente de um banco, o qual um deles se apaixona. The Town tem estreia nacional no dia 14 de Outubro, tendo um elenco composto por Ben Affleck (Daredevil), Rebecca Hall (Vicky Cristina Barcelona), Jon Hamm (The Day the Earth Stood Still), Blake Lively (The Private Lifes of Pipa Lee), Jeremy Renner (The Hurt Locker), Pete Postlethwaite (Clash of Titans, Solomon Kane) e Chris Cooper (The Bourne Identity).

 


publicado por Hugo Gomes às 01:49
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Prato do Dia: Capitalismo!

 

Para Gordon Gecko, “greed” (ganância) é a chave não só do seu sucesso como de qualquer um, e num mundo em que as empresas mundiais cada vez mais dependem do mercado bolsista. Gecko, aqui interpretado por Michael Douglas (galardoado com um Óscar com este papel) é um símbolo dessa nova era económica, onde o destino das empresas está longe de ser jogada pelos seus comportamentos financeiros, mas sim nas movimentadas salas da Bolsa de Mercados, onde todos os dias se batalha pelo quinhão empresarial. Do outro lado da linha, encontramos Bud Fox (Charlie Sheen), um modesto cobrador de acções, nascido e criado sob circunstâncias humildes, sonha um dia se tornar num “novo” Gecko, que quando tem a oportunidade de trabalhar lado-a-lado com o seu ídolo, torna-se cada vez mais semelhante com o seu mentor. Interessante é o facto de Bud Fox não ser uma personagem plana e em cada plano da fita de Oliver Stone (Platoon, JFK), este desenvolve, a inocência desvanece, a ambição, prato predilecto de Gecko, assume o controlo e assim aos poucos vai nascendo um novo carácter, um bem sucedido e pretensioso Fox, que cai no moralismo quando se sente traído pelo próprio cinismo da “lei do mais forte” na guerra bolsista.

 

 

Oliver Stone consegue em pleno 1987 criar um filme actual para os dias de hoje, concebido com uma inteligência impar onde descreve a Bolsa como uma máfia directa de uma obra de Scorsese se tratasse. Wall Street não perde tempo em explicitar a disciplina económica envolta, não trata o espectador como ignorante fosse, sendo com isto, poderá perder o norte de muito publico não habituado aos mercados financeiros e á definição de capitalismo. Douglas é o perfeito Gecko, todo ele respira o personagem, um sedutor astuto, cheio de diálogos marcantes e de uma posse carismática indiscutível, quanto a isso, Charlie Sheen é um achado, uma mistura de galã que consegue captar a emoção pretendida da personagem como também da sua evolução composta. Ironicamente, Martin Sheen desempenha o sábio e trabalhador pai de Bud Fox (Sheen), que na vida real é o progenitor de Charlie Sheen, sendo assim Stone consegue captar em ambos uma química de pai e filho verdadeira, pura e por vezes emocionante (como a sequencia do hospital), o seu personagem é um apoiante do esforço, do sindicalismo e do factor humano das empresas, os seus trabalhadores, muitas vezes esquecidos pelo pretensiosos daqueles cujos “bolsos estão cheios”, eis o velho e moribundo espírito de empresa.

 

 

Capitalismo, o habitat natural do nosso vilão, Gordon Gecko, é aqui retratado como um negro futuro, e Oliver Stone tem razão, o reflexo do nosso presente com a visão de 1987 descreve-nos que o Mundo está cada vez mais á mercê destes palcos de guerra, destes milionários invisíveis, destes ambiciosos “yuppies”. Um filme acima do seu tempo, um Oliver Stone mordaz que traz a nós uma obra de mesmo adjectivo. Imperdível!

 

“Thank you. I am not a destroyer of companies. I am a liberator of them! The point is, ladies and gentleman, that greed, for lack of a better word, is good. Greed is right, greed works. Greed clarifies, cuts through, and captures the essence of the evolutionary spirit. Greed, in all of its forms; greed for life, for money, for love, knowledge has marked the upward surge of mankind. And greed, you mark my words, will not only save Teldar Paper, but that other malfunctioning corporation called the USA. Thank you very much”

 

Real.: Oliver Stone / Int.: Charlie Sheen, Michael Douglas, Martin Sheen, Daryl Hannah, Hal Holbrook, Terence Stamp

 

8/10
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25.9.10

Real.: Ridley Scott / Int.: Russell Crowe, Cate Blanchett, Mark Strong

 

 

Filme – Este novo filme de Ridley Scott, o mesmo realizador de Gladiador, nos apresenta uma visão realista sobre um suposto inicio da lenda de Robin Hood, aqui representado pela estrela Russell Crowe. Um projecto ambicioso e sedutor para qualquer amante de obras épicas, mas é atropelada pelos tiques do actor principal que nunca consegue oferecer a mística do personagem do folclore britânico. Uma entretenimento em cheio apesar de tudo.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

Distribuidora – Universal Pictures Portugal, LDA

 

 

Ver Também

Robin Hood (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 23:50
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23.9.10


publicado por Hugo Gomes às 19:25
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O quarto Matrix?

 

Publicitado constantemente o facto de ter sido filmado com o mesmo género de câmaras que James Cameron utilizou no seu bilionário Avatar, o qual automaticamente é convertido em 3D, Resident Evil – Afterlife é das maiores ofensas de criatividade dos dias de hoje, tudo porque a saga afastou-se em demasia da matriz de raiz do legado de videojogos o qual se baseiam. Resident Evil (os filmes) iniciou em 2002 com Paul W.S. Anderson na cadeira de realizador e argumentista, originou mais um spin-off animado e três sequelas, entre os quais este Afterlife, como sendo o de todos o mais ambicioso em termos de marketing.

 

 

A história continua a jornada de Alice (Milla Jovovich) em desmantelar a Umbrella Corporation, responsável pela epidemia que devasta o Mundo e que transforma em todos os habitantes em mortos-vivos. È o regresso de Anderson, marido na vida real de Jovovich, ao seu trabalho como director e responsável pelo argumento, o resultado é a pior lição tirada do legado de George A. Romero e claro a influencia inegável e quase rip-off de Matrix dos irmãos Wachowski, sendo que os efeitos especiais pouco disfarçam esse contagio.

 

 

Sem identidade no argumento nem no visual, Resident Evil –Afterlife apenas se torna novidade com a inserção do 3D que glorifica as bem coreografadas sequencias de acção, todavia a verdade é que um filme não se faz somente com acção e efeitos visuais, mas sim por actores e uma narrativa convincente, não dependente do espectáculo pirotécnico nem do último grito da tecnologia, no caso do primeiro, a bela Jovovich é um astro, porém, estereotipo das “mulheres” de armas do cinema como é o caso de Ellen Ripley da saga Alien. Ali Larter encontra-se na fita sem função própria e até mesmo Wentworth Miller numa ironia á sua carreira (relembrando a série Prison Break). Quanto ao vilão, Shawn Roberts é realmente bocejante.

 

 

A antever mais uma sequela, Resident Evil – Afterlife é algo de incompreensível e desmiolado, similar a qualquer exibição de feira. Não merece o sucesso que provavelmente irá ter, a verdade é que Afterlife (depois de vida) é um túnel sem luz á vista, deviam ter ficado por três.

 

Real.: Paul W.S. Anderson / Int.: Milla Jovovich, Ali Larter, Wentworth Miller, Shawn Roberts

 

 

Ver Também

Resident Evil (2002) 

Resident Evil – Extinction (2007)

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:18
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publicado por Hugo Gomes às 19:15
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Ressurreição ou rendição!

 

After.Life poderia assumir-se como uma sequela não oficial de The Sixth Sense de M. Night Shyamalan e a personagem Eliot Deacon (Liam Neeson) como uma fase adulta do célebre Cole Sear (Haley Joel Osment), que curiosamente é um director funerário que para além de preparar os corpos para o seu dia de glória (o funeral) ainda tem o trabalho de convencer os ditos “fantasmas” de que estão mortos. After.Life segue essa jornada na visão da bela professora, Anna Taylor (Christina Ricci), que até a última acredita piamente estar viva.

 

 

Realizado por Agniesszka Wojtowicz-Vosloo, que havia apenas dirigido em 2001 a curta dramática, Pátê, After.Life é um thriller que roça a sobrenaturalidade e o drama que poderia muito ser contado em pouco de meia-hora, ao invés disso temos uma historia que puxa e puxa cordel e que recorre ao facilitismo do pseudo-gore digno de qualquer fita de terror adolescente. O argumento por si tem inúmeras falhas, o que originaram maus entendidos entre os espectadores que iriam convence-los estar perante de um twist final previsível.

 

 

A fita é porém competente em algumas situações, sendo que tem eficácia em arrepiar em certas sequencias, nomeadamente aquelas em que Neeson tenta persuadir a personagem de Ricci que se encontra morta e pronta para a autopsia, o elenco é já por si o melhor de After.Life. Liam Neeson é como sempre carismático, a presença forte é já o seu apelido, Christina Ricci num papel bem ousado e competente e Justin Long a invocar a ênfase dramática, por fim temos o pequeno, mas convincente Chandler Canterbury, que vimos anteriormente e em grande plano em Knowing de Alex Proyas ao lado de Nicolas Cage.

 

 

After.Life é como produto pastilha-elástica, um exemplo de interesse, mesmo que desequilibrado a nível narrativo, se fosse produzido como curta, isso sim, estaríamos frente a frente com algo mais glorioso. Vale pelos actores e por alguns momentos bem apetecíveis de suspense.

 

Real.: Agniesszka Wojtowicz-Vosloo / Int.: Liam Neeson, Christina Ricci, Justin Long, Chandler Canterbury

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:47
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22.9.10

 

Já há algum tempo que se falava de um biopic de Freddie Mercury, o eterno vocalista da influente banda de rock Queen, onde o nome Johnny Depp chegou a ser referenciado no projecto. Sacha Baron Cohen, o actor cómico que nos ofereceu os hilariantes Borat e Bruno vai desempenhar o cantor num filme que aborda os primeiros anos da banda que marcou os anos 80. O filme terá o cunho de Robert De Niro na produção e o argumento cairá nas mãos de Peter Morgan (galardoado com The Queen).

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publicado por Hugo Gomes às 01:04
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Welcome to the Jungle!

 

Em 1987 surge um dos inimigos de peso da carreira “mortífera” de Arnold Schwarzenegger, Predator, também convertido num culto de ficção científica. John McTiernan criou um filme de acção em que destacava o duelo do herói sobre-humano que é o actor de Terminator e Conan e a criatura extraterrestre criada, o cenário decorrido na selva de Guatemala, criando um sucesso considerável que levou á produção de uma sequela em 1990, dirigido por Stephen Hopkins e com Danny Glover no protagonista, sem atingir a notoriedade e qualidade do antecessor. Para além de Schwarzenegger, Predator foi também o adversário á altura doutra criatura espacial cinematográfica, Alien, sendo que tal crossover foi elaborado em jogos, BD e dois filmes (produzidos em 2004 e 2007), todavia este novo encontro com a criatura é o regresso do seu solo, após 20 anos de ausência.

 

 

Robert Rodriguez (Desperado, Sin City) é o produtor da ressurreição do mito, enquanto Nimrod Antal (realizador) é o seu pupilo neste regresso ao solo da criatura originária do filme de McTiernan. Por isso por momentos esqueçam que existe um confronto a decorrer, os aliens e tudo mais, estamos de volta á selva, aos mercenários e claro, aos predadores, que tal como titula assinala existe uma pluralidade nesse ramo.

 

 

Adrien Brody é o protagonista, o qual esquece por momentos a sua fase anoréctica no The Pianist de Roman Polanski que lhe garantiu o Óscar de Melhor Actor e impressiona tudo e todos com o seu físico musculado, um pouco mas não comparável á imagem de Schwarzenegger em 1987. O actor lidera um grupo de assassinos que se encontram misteriosamente numa selva no meio do nada, porém perseguidos por seres alienígenas cuja caça é o seu modo de vida. Nesse grupo encontramos actores como Topher Grace e Alice Braga, que se apresentam em ascensão na indústria cinematográfica e o sempre veterano Laurence Fishburne numa variação de Robinson Crusoe, que infelizmente não chega a surpreender.

 

 

Á semelhança de Cube de Vincenzo Natali e outros filmes da mesma linha, Predators se comporta como um “survivor game” onde o argumento não importa, mas sim o desenvolvido dos seus personagens e a suspeita que os une, todavia nessa relação entre eles, a fita de Antal fica chumbada. O que resulta neste jogo de gato e rato é a homenagem e a pequenas fidelidades ao original de 1987, os argumentistas o respeitaram e o desenvolveram de forma a agradar novos fãs, mas sempre com lugar cativo para as velhas legiões. Assistimos a um upgrade direccionado.

 

 

Num ano muito nostálgico (não é por acaso que assistimos o regresso dos heróis em The Expendables e a mística no remake de Karate Kid) eis que surge outra espreitadela aos anos 80, sob a fórmula mais moderna, um exemplar modesto, mas não eficiente no que requer a atribuir uma trama que aguente a duração de hora e meia. No final disto tudo o mais curioso e talentoso acto cinematográfico neste produto está na referência às fitas samurais descrita na sequência de luta entre Louis Ozawa Changchien e o Predator, porque de resto temos algo que nos enche instantaneamente mas que não satisfaz totalmente, além de tudo com tantas incursões é dificil que estas criaturas "outer space" tenha algo de totalmente refrescante para dizer. Homenagem, só isso!

 

Real.: Nimrod Antal / Int.: Adrien Brody, Alice Braga, Laurence Fishburne, Topher Grace, Louis Ozawa Changchien

 

 

Ver Também

Alien Vs Predator (2004)

Alien Vs Predator : Requiem (2007)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:45
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21.9.10

O português marginalizado!

 

A segunda longa-metragem de Hugo Diogo, intitulado de Marginais, é um composto de histórias de drama urbano que nos retratam um submundo que poucos portugueses conhecem, ou tem receio de conhecer. Assim sendo a narrativa deste filme fora da lei é povoado por personagens sem aparente ligação, mas unidos pela ferocidade do seu meio natural, ora se não fosse temos ao nosso dispor lutas ilegais quer de cães quer de seres humanos, street racing, assaltos, incesto, negócios obscuros e até mesmo um certo olhar á pedofilia, tudo isso descrito num argumento da autoria de Patrícia Muller.

 

 

A ideia de Marginais poderia similar como qualquer fita de Scorsese, mas é na verdade um cocktail de manchetes de jornal filmado como um teledisco se tratasse. Existem boas intenções, esforços, mas nada feito com rigor e profissionalismo, sendo assim Marginais é carente de uma sólida matriz narrativa e de boas interpretações por parte dos actores envolvidos.

 

 

Se o filme prometia desde logo um certo refresco no nosso panorama nacional, Marginais vem integrar na outra secção do nosso leque cinematográfico, o amadorismo, mesmo que neste caso seja feito com alguma ambição e paixão. Com diálogos melhores como actores mais convincentes, como um argumento mais denso e menos vistoso, Marginais funcionaria na perfeição como uma entrada no cinema submundo que o nosso país pouco explora.

 

Real.: Hugo Diogo / Int.: José Fidalgo, Patrícia André, Inês Guimarães

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:40
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Essa última frase foi simples mas genial.
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