29.8.10

 

Depois de 21 Grams de Alejandro González Iñárritu e The Assassination of Richard Nixon de Niels Mueller, as estrelas Sean Penn e Naomi Watts voltam a reunir, desta vez sob a direcção de Doug Liman (The Bourne Identity) neste thriller denominado de Fair Game. A fita com estreia marcada para 5 de Novembro nos EUA e que arrecadou positivas críticas na sua exibição no Festival de Cannes retrata um escândalo durante a presidência americana de George W. Bush envolto da guerra do Iraque. Devido ao tema é claro que obterá uma estreia limitada.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:57
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publicado por Hugo Gomes às 17:49
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23.8.10
23.8.10

 

Real.: Andrew Adamson / Int (Voz).: Mike Meyers, Cameron Diaz, Eddie Murphy / Ano.: 2001

 

 

O que é? Animação CGI concebida por Dreamworks que nos relata uma fábula convencional onde um ogre salva uma princesa da sua eternal prisão a fim de receber as suas terras de volta.

Porquê? Além de ter sido um êxito de bilheteira como de crítica, Shrek foi responsável pelo declínio da animação tradicional nos cinema, que já vinha a ser previsto em 1995 com o filme 100% digital, Toy Story de John Lasseter, a partir deste exemplar, a Dreamworks teve dificuldade em comercializar os seus modelos tradicionais já que o publico ansiava por mais modelos digitais. O ogre verde em pleno 2001, foi uma marca de irreverência oposta do universo Disney, onde as crianças divertem e os adultos partilham a sua cativação.

Alternativas: O legado de Shrek produziu todo ele, um êxito de estúdio, as animações da Dreamworks pouco evoluíram desde então e a empresa começou a explorar com exaustão as suas fontes de criatividade.

 

Ver Também

Shrek (2001)

Shrek 2 (2004)

Shrek, The Third (2007)

Shrek Forever After (2010)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:04
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publicado por Hugo Gomes às 18:02
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Real.: Albert Hughes, Allen Hughes / Int.: Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis

 

 

Filme: O misterioso e solitário Eli (Denzel Washington) atravessa uma América abatida pelo apocalipse, com a missão de salvar um igualmente misterioso livro que transporta. Tal material literário que o ditador Carnegie (Gary Oldman) quer possuir com todo o custo. Filme de aventura e acção que combina os mais variados elementos apocalípticos com um modelo de graphic novel. Não é eficaz de todo, sendo demasiado lento para os mal-habituados aos adeptos dos blockbusters, mas vale pelo seu argumento e pela dupla Washington e Oldman.

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Espanhol Dolby Digital 5.1
Catalão Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Espanhol
Dinamarquês
Finlandês
Norueguês
Sueco

 

EXTRAS
Cenas adicionais
A Banda Sonora de O Livro de Eli

 

 

Distribuidora – Sony Pictures, Lda

 

Ver Tambem

The Book of Eli (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 17:48
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22.8.10

 

Eis talvez um dos filmes mais esperados do ano, a mais recente obra de Darren Aronofsky, Black Swan, que muitos falam de uma combinação entre Shining e Misery. Um thriller psicológico ocorrido no mundo do ballet, em que duas bailarinas se envolvem em jogos bizarros. O filme abriu o festival de Veneza deste ano e tem data de estreia para dia 1 de Dezembro nos EUA, por cá obviamente iremos esperar mais algum tempo. Com Natalie Portman (Closer, V for Vendetta), Mila Kunis (Max Payne, Book of Eli), Vincent Cassel (Eastern Promises, Ocean’s Twelve), Barbara Hershey (The Portrait of a Lady) e Wynona Ryder (Bram Stoker’s Dracula, Edward Scissorhand).

 


publicado por Hugo Gomes às 23:39
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22.8.10

My name is Jolie, Angelina Jolie!

 

Evelyn Salt (Angelina Jolie) é uma agente da CIA que foi acusada de ser uma espiã russa por um desertor de mesma nacionalidade, a partir do momento inicia-se então uma tenebrosa perseguição à protagonista, instalando-se assim um clima de dúvida quanto à veracidade da agente. Se com The Expendables, o ambicioso projecto de Sylvester Stallone, ficamos com o espírito dos ditos filmes de acção dos anos 80, com Salt de Phillip Noyce deparamos com o retorno das mesmas forças antagónicas que abundaram tais produções. Forças, essas, que por norma um Dolph Lungdren ou até mesmo Stallone combatiam nos seus anos de apogeu, o medo do exterior envolvido pela Guerra Fria e o comunismo russo. 

 

 

Jolie, a já definida mulher de acção, é aqui uma combinação potente de Jason Bourne com o arquétipo das suas personagens de género. A sua ambição como estrela a equilibra como uma fusão de figura de acção e actriz de “A” grande. Esta ultima vertente é evidenciada quando esta compõe a sua protagonista de teor heróico a vilão, e sucessivamente a anti-heroína. No filme de Noyce, porém, o nome de cartaz é a única e convincente “persona” num “mundo” de estereótipos, simbolismos e personagens descartáveis, mesmo que Liev Schreiber e Chiwetel Ejiofor sejam eficazes nos seus termos. Dito isso devemos assinalar que é a actriz de Wanted (Timur Bekmambetov, 2008), que consegue exibir um lado frio digno de assassina em cumplicidade com uma fragilidade que só a mulher vencedora do Óscar em Girl, Interrupted de James Mangold (1999) conseguiria invocar. Ela é obviamente o atractivo de uma fita que se podia vingar pelo argumento, se não fosse a desactualização do tema e dos habituais maniqueísmos nacionais dignos de qualquer “ingénuo” exemplar de acção dos anos 70 e 80.

 

 

Mesmo que o argumento escrito por Kurt Wimmer (Equilibrium) seja irreal, fraudulento e patriota, devemos dar-nos por satisfeitos por um projecto destes não cair nas mãos de Tom Cruise, o qual estava inicialmente programado. Assim sendo temos para além de um papel que serviu na perfeição à “nossa” Angelina Jolie, a tentativa de proclamação uma nova heroína cinematográfica em pleno século XXI, uma tendência cada vez mais escassa. Salt poderá também destacar-se como o regresso de uma das actrizes mais mediáticas aos serviço experiente autor australiano Phillip Noyce, após 11 anos desde o "razoávelThe Bone Collector (1999). Objecto desactualizado que a indicar pelas recentes noticias, aguarda de momento a sequela!

 

"My name is Evelyn Salt."

 

Real.: Phillip Noyce / Int.: Angelina Jolie, Liev Schreiber, Chiwetel Ejiofor, Daniel Olbrychski

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:15
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20.8.10

 

Hayden Christensen revelou numa entrevista á MTV que a 20th Century Fox está a discutir a produção de uma sequela ao filme Jumper, que estreou em 2008 e conheceu um agradável êxito nas bilheteiras, mas sofreu péssimas criticas. Christensen ainda divulgou que a continuação será mais negra que o anterior, podendo seguir a premissa da mãe (Diane Lane) “caçar” o personagem do actor. Kristen Stewart que teve um cameo, poderá estar presente na sequela.

 

Ver Tambem

Jumper (2008)

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publicado por Hugo Gomes às 12:10
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Já foi confirmada a “americana” Lisbeth Salander do remake do sucesso sueco literário de Stieg Larsson, Millennium, que no seu país de origem fecundou três filmes de enorme êxito (dois já estrearam nos nossos cinemas). A actriz cotada é Rooney Mara, que desempenhou o papel Nancy na outra reinvenção hollywoodesca, A Nightmare on Elm Street de Samuel Bayer. Será a parceira de Daniel Craig na revisão norte-americana do fenómeno literário e cinematográfico, que aqui será dirigida por David Fincher (The Social Network, Se7en). O filme tem data de estreia no dia 21 de Dezembro de 2011, no elenco também podemos contar com Stellan Skarsgard e Robin Wright.

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publicado por Hugo Gomes às 10:44
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publicado por Hugo Gomes às 09:49
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20.8.10

Uma comédia a abater!

 

É impressão minha ou o ano 2010 é recheado de comédias onde a acção tem o seu lugar cativo, depois de Bounty Hunter de Andy Tenant e Date Night de Shawn Levy, é a vez de Killers de Robert Luketic ter a sua hipótese nas bilheteiras. Seguindo uma linha idêntica a Mr and Mrs Smith de Doug Liman e referências com o cinema clássico, nomeadamente Charade de Stanley Donen, Killers nos remete a história de uma jovem solteira saída de uma complicada relação amorosa, Jen Kornfeldt (Katherine Heigl) que durante as ferias em Nice (França) com os seus pais conhece o misterioso, mas charmoso, Spencer Aimes (Ashton Kutcher), o qual ambos vivem um romance que resulta num sólido casamento de três anos. Mas o que Kornfeldt não sabia é que o seu amado que conviveu durante todo aqueles anos é afinal um assassino profissional, que acaba de se tornar no principal alvo.

 

 

Basta só juntar os “dois meninos queridos da América”, Katherine Heigl e a sua dominação no cinema e Ashton Kutcher (cheio de estilo), para nos convencer que estamos perante de um casal feliz e esteticamente perfeito, porém esqueceram do mais importante, da química. Heigl e Kutcher tem falta dela, apenas batalham pela predominância da cena, como um conjunto de improvisos se trata-se. Se isso não fosse o problema, o argumento acaba por se tornar no principal alvo a abater. Previsível, sem nexo e quase difamatório aos grandes valores do matrimónio, aqui explorados com moderação, chegam ao final com a sensação de que tudo se tratou de uma brincadeira de mau gosto para o espectador.

 

 

A grave coexistência da acção com a história dá lugar a uma sucessão de desenrasques narrativos, onde tudo se complica e finaliza com a mais óbvia e disparatada das soluções. Se não fosse as magnificas paisagens de Nice e Tom Selleck que é o rei quando surge em cena, mas não o suficiente para salvar a fita da morte certa, estávamos perante em algo tão nulo que fazia figura no lançamento directo para DVD, ao menos Be Kind Rewind de Michael Gondry gozou de tal sorte e tem potencialidades cinematográficas.

 

Real.: Robert Luketic / Int.: Ashton Kutcher, Katherine Heigl, Tom Selleck, Alex Borstein

 

 

Ver também

The Bounty Hunter (2010) 

Date Night (2010) 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 09:43
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19.8.10

Wes Craven (A Nightmare of Elm Street, Scream) também se rende ao 3D com a sua nova fita My Soul to Take, onde regressa ao cinema slasher com toques de sobrenaturalidade. Num remoto povoado, uma lenda conta que um assassino em série jurou que iria assassinar as sete crianças que nasceram no dia em que ele morreu. Agora, 16 anos mais tarde, as pessoas desaparecem outra vez. Há quem acredita que o psicopata misteriosamente regressou, mas existe ainda quem pense que afinal reencarnou num dos sete adolescentes. A estrear dia 8 de Outubro de 2010.

 

Ver Também

A Nightmare on Elm Street (1984)


publicado por Hugo Gomes às 00:14
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18.8.10

Viramos todos gregos!!

 

Grécia, berço da civilização, um local onde as ruínas são o único testemunho de um país outrora glorioso e com o resto do mundo entre os dedos, agora não é mais de um dos perfeitos destinos turísticos, quer pela sua cultura rica, quer pelas praias, pela paisagem ou simplesmente pelo clima de romance que paira por estes ares. Depois de My Big Fat Greek Wedding (Joel Zwick, 2002) que lançou a actriz Nia Vardalos para o patamar de “conhecida” e do êxito Mamma Mia! que consolidou os sucessos musicais dos Abba com os ares gregos, eis que chega mais uma nova entrada neste país tão alegre, mesmo com as suas relevantes diferenças sociais.

 

 

My Life in Ruins segue a história de uma guia turística aspirante a professora de Historia, Georgia (Vardalos), sem sorte no amor e com um trabalho que detesta que encontra na sua última excursão, motivo que chega para acreditar em tudo aquilo que nunca acreditou anteriormente; amor e alma (“kefi”)!

 

 

Vive muito das paisagens naturais e da própria intrinsidade que a cultura grega emana. È o tipo de filme que queremos gostar, porque nele depositamos simpatia e cor inspiradora, trata-se de um feel-good com um embrulho muito bem apresentável e um estrela sempre risonha como Nia Vardalos, que lidera um conjunto de actores sem brilho nem cor, com a excepção de Richard Dreyfruss que nos apresenta um agradável personagem. My Life in Ruins soa como cinema familiar se tratasse, se não fosse o facto de o tema de sexo estar presente de forma com que a fita de Donald Petrie iluda como algo mais ousado, o que não é.

 

Real.: Donald Petrie / Int.: Nia Vardalos, Richard Dreyfruss, Alexis Georgoulis, Harland Williams

 

 

Ver Tambem

Mamma Mia! (2008) 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:42
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15.8.10

 

 

Eli Roth (Hostel, Cabin Fever) apresenta The Last Exorcism de Daniel Stamm, a mais recente reinvenção do terror mockumentario (o subgénero que pertence (REC) e Paranormal Activity). Protagonizado por Patrick Fabian, a fita nos remete a um exorcista que juntamente com uma equipa que produz um documentário registem o seu último trabalho. Que pelos vistos é o mais complicado e violento. Seguindo a mesma linha de O Exorcista e O Exorcismo de Emily Rose, The Last Exorcism tem data de estreia no dia 27 de Agosto nos EUA.

 

“If you believe in God, you must believe in the Devil”

 

Ver Também

Hostel (2005)

Hostel 2 (2007)

The Exorcist (1973)

(REC) (2007)

Paranormal Activity (2007)


publicado por Hugo Gomes às 16:06
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publicado por Hugo Gomes às 03:14
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Street Fighter para meninas!

 

No universo dos videojogos beat’me up, actualmente a dominação é clara para três títulos, o negro Mortal Kombat da Midway Games, o frenético e bem elaborado Tekken da Namco e o clássico, pioneiro e sempre eficaz Street Fighter da Capcom. Os três tiveram direito às suas adaptações cinematográficas que sempre resultaram na crença da sua própria maldição; o tratamento inconsequente do género, mas desta vez refiro a outro exemplar dos videojogos de luta, que porém não goza da mesma popularidade que os seus antecessores, mas que possui uma legião de fãs por esse mundo fora, falo de D.O.A. – Dead or Alive da Tecmo, convertido a filme no ano 2006.

 

 

D.O.A nos remete a previsível premissa de um torneio secreto de artes marciais que decorre numa remota ilha tropical. Realizado por Corey Yuen, um dos homens por detrás do sucesso de Transporter (2002), é também um notável director de coreografia, o que revela nesta obra um grande dote e conhecimento para a arte, suas coreografias sempre inspiram certa homenagem, como por exemplo o confronto na selva de bambu, evidente referencias aos filmes de kung fu dos anos 60, por sua vez homenageado no Crouching Tiger, Hidden Dragon (2000) de Ang Lee (2000) com claras influências neste D.O.A.

 

 

Tal como sucede com o videojogo, D.O.A é também oportunista á imagem das suas protagonistas, aqui actrizes escolhidas a dedo não pelo seu talento nem dotes artísticos, mas sim pela sua fisionomia. Tornando-se em certas alturas num alternativo ao Street Fighter com claros toques sexistas, este seu primo colorido responde com alguma caricatura ou auto-ridicularização do seu argumento, descrito somente como um pretexto de filme. O pior é quando vemos o veterano Eric Roberts a vestir a pele de um bocejante vilão e a lutar kung fu de forma embaraçosa com ajuda evidente de duplos. Dead or Alive não consegue ser a pior adaptação de videojogo, porque chega a certas alturas como um divertimento guilty, brainless com largas doses de humor involuntario e claro as "chicas" são um regalo para o olhar.  Porém como produto cinematográfico este D.O.A é nulo.

 

Real.: Corey Yuen / Int.: Devon Aoki, Sarah Carter, Natassia Malthe, Jaime Pressly, Eric Roberts

 

 

Ver Também

Street Fighter – The Legend of the Chun Li (2009)

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 03:06
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12.8.10

M. Night Shyamalan rendido á industria!

 

M. Night Shyamalan tem este efeito nas pessoas, a incompreensão do seu trabalho faz dele criticado em demasia, muito por culpa da promessa que sempre se manteve desde o seu magnifico trabalho em 1999, The Sixth Sense, que por meio de genialidade consegue conceber um argumento bem escrito que inveja a antiga arte de Hitchcock, glorificando o suspense, não como fruto da serie B, mas inquisidor dos mais variados sentimentos do espectador. O twist final foi apenas a cereja no topo do bolo, mas que cereja! Vivendo na promessa que seria o genuíno herdeiro do suspense de um certo autor britânico, Shyamalan passou por um fase que todos os seus frutos cinematográficos eram servidos de comparação e a critica como publico nunca o perdoou desde então. Seguiram-se Unbreakable (2000) que dividiu opiniões, o êxito Signs (2002), quanto a crítica encontrava-se também dividida, The Village (2004) que apresentou um dos melhores argumentos da década, porém repudiado nos EUA pela incompreensão da sua própria paranóia pós-11 de Setembro, e por fim The Lady in the Water (2006) e The Happening (2008) que se confinaram com o ódio geral que os levou às nomeações dos Razzies (prémios que celebram o pior do cinema).

 

 

Para poder regressar ao sucesso, M. Night Shyamalan decide então a uma brusca mudança de registo, fugindo do thriller e suspense até dar a o típico filme de aventuras e fantasia que compõe muitos dos blockbusters norte-americanos. A sua inspiração surgiu em 2007, antes da rodagem de The Happening, quando o autor viu o disfarce da sua filha no Halloween, após disso apercebeu que ela tinha-se mascarado de uma personagem da série animada Avatar – The Last Airbender, uma produção da Nickelodeon Animation Studios que combina elementos de misticismo orientais com um toque de wuxia, tais factores impressionaram o autor que decidiu anexar a uma adaptação cinematográfica de acção real.

 

 

The Last Airbender, sem o prefixo de Avatar devido a uma disputa jurídica com o filme de James Cameron o qual acabou por perder a causa, mesmo a série animada ter surgido primeiro, representa um mundo alternativo em que entre os humanos existe os “benders”, por outras palavras os dominadores, seres capazes de dominar um dos quatro elementos naturais; Ar, Agua, Terra, Fogo. E cada geração surge então o Avatar, uma espécie de messias capaz de dominar não apenas um, mas sim os quatro elementos, provocando assim um equilíbrio entre as forças, e a paz entre povos de diferentes nações são mantidas. Mas o último Avatar desapareceu causando assim um clima de guerra no mundo, o rei da Nação de Fogo cujo seu desejo é aspirar-se a um Deus, declara o caos e desordem ao resto das nações. Porém eis que surge Aang (o estreante Noah Ringer) que aclama ser o Avatar há muito desaparecido.

 

 

The Last Airbender foi mal recebido pela crítica e pelos adeptos do autor cuja mudança de registo não foi favorável, há quem acuse da fita ser a pior adaptação de sempre de um desenho animado, tudo porque a acção real perde em comparação com a mais original peça serial animada dos últimos anos. O primeiro ponto a apresentar na fita é na escolha étnica dos actores, tornando bastante homogénea e acessível às audiências ocidentais. E a verdade é que tirando Dev Patel e Shaun Toub, ninguém do elenco consegue ter chama para os seus papéis, não pelo mau desempenho dos mesmos mas pela condensação da serie para filme que o transforma num pouco profundo registo.

 

 

Sente-se que em The Last Airbender existe aquela pressão de estúdio em construir o filme mais correcto possível para as eventuais audiências, o qual a marca do autor só se sente em poucos planos próprios do mesmo. Assim sendo esta aventura recheada de efeitos visuais é uma fita sem a alma do realizador, mas narrativamente fiel á serie que homenageia. As personagens secundárias são descartáveis e quase decorativas, a intriga é reduzida para se adaptar a hora e meia de filme e mesmo a vertente épica adquirida no final se revela um fracasso. Porém os efeitos visuais são vistosos e as sequências de acção bem apelativas, o resto deve-se dizer que é um objecto sedutor para o olhar e apesar do desiquilibrio é divertido e cativante, mesmo que tudo soe numa prolongada introdução. Antes demais é uma aventura feita com a madureza e profissionalismo do autor, mas atingida pelo fascismo da industria de Hollywood. O 3D, decisão que anda muito na moda nestes últimos dias é igualmente um fracasso, tal como sucedera com Clash of Titans, a fita não foi rodada a três dimensões, mas convertida. Sinto que os próximos capítulos serão melhores, já que a ideia original é uma trilogia, ou talvez com o tempo este The Last Airbender tenha o reconhecimento que não tem nos dias de hoje, porém ao contrário da crítica generalizada não é tão mau como se pinta, mas é sim decepcionante. O filme mais ambicioso, mas menor de Shyamalan.

 

Real.: M. Night Shyamalan / Int.: Noah Ringer, Jackson Rathbone, Dev Patel, Shaun Toub, Nicola Peltz, Cliff Curtis

 

 

Ver Também

Unbreakable (2000)

Lady in the Water (2006)

The Village (2004)

The Happening (2008)

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:53
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publicado por Hugo Gomes às 15:04
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10.8.10


publicado por Hugo Gomes às 18:02
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8.8.10

 

Uma menina (Bailee Madison) é obrigada a viver com o pai (Guy Pearce) e a sua namorada (Katie Holmes) numa estranha e sinistra mansão. Lá a criança encontra pequenas criaturas que aclamam ser donas dela. Um filme de Troy Nixen (Latchkey’s Lament), com o cunho de Guillermo Del Toro na produção. Um remake de um telefilme de 1973, com estreia no dia 21 de Janeiro de 2011 nos EUA.


publicado por Hugo Gomes às 18:18
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