31.7.10

 

António Feio, actor e encenador não resistiu ao cancro do pâncreas que o abalava há anos, morreu na passada Quinta-Feira, dia 29 de Julho, enquanto se encontrava internado no Hospital da Luz. Tinha 55 anos e uma carreira cheia de projectos que vão desde televisão a cinema e teatro. Feio era um polivalente, alguém inserido na cultura portuguesa, a sua peça teatral, A Conversa da Treta, ao lado de José Pedro Gomes, que invocava um certo humor non-sense, que foi convertido a série televisiva e até mesmo filme, é uma das suas referências.

 

António Feio – (1954 – 2010)

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publicado por Hugo Gomes às 14:47
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A Grande Evasão!

 

Os brinquedos estão de volta e desta vez sob o novo formato, o tão na moda 3D. Toy Story 3 é a chave da derradeira e orgulhosa trilogia dos estúdios Pixar que mesmo sob concorrência directa e de alto calibre, falo obviamente da Dreamworks e do seu Shrek Forever After (também a três dimensões), conseguiu quebrar recordes de bilheteira deste ano e já é o mais bem sucedido filme do estúdio que acabou por apadrinhar a Disney. Toy Story de John Lasseter (1995) acabou por ser um marco na história da animação, comparativamente foi o Avatar da sua época, uma longa-metragem cem por cento digital duma empresa (Pixar) contratada pelo estúdio da Mickey Mouse que resultou num incrível êxito de crítica / público, onde a originalidade e a narrativa de contornos humorísticos e clássicos se faziam prever um futuro risonho para o “candeeiro mágico”. Toy Story centra-se na história de um xerife de brinquedo de nome Woody (com a voz de Tom Hanks), brinquedo preferido do seu dono, Andy, que é substituído após este receber uma nova figura, o astronauta Buzz Lightyear (com a voz de Tim Allen), iniciando assim uma rivalidade entre ambos.

 

 

Passado 4 anos de Toy Story – Os Rivais, eis que surge a primeira sequela, mesmo sem o factor de marco tecnológico, a continuação apresenta um sólido argumento com contornos mais maduros, exibindo os dotes da Pixar que mesmo em sequela a originalidade é uma regra. Agora em 2010, Toy Story 3 que se torna num oportunista á moda cinematográfica, consegue superar a barreira do comercial e tornar-se apenas (apesar da palavra “apenas” não querer dizer limitação) um novo clássico do estúdio que já nos habituou com 11 magnificas obras de animação. A segunda sequela capta-nos o Andy com 18 anos prestes a entrar para a Universidade, previsível é que já não brinca mais com os seus brinquedos, os quais se tem tornado aos poucos objectos poeirentos dentro de uma arca. Tentando evitar um futuro incerto, os brinquedos liderados por Woody e Buzz (de novo as vozes de Tom Hanks e Tim Allen) fazem com que sejam acidentalmente doados a uma creche do bairro. Lá eles encontram o suposto paraíso, mas cedo descobrem a rede hierárquica que existe por detrás daquele espaço em relação aos brinquedos mais velhos, que não olham com bons olhos para a mudança dos brinquedos do Andy. Todavia por muito que sofram, eles sabem que devem sempre estar juntos quanto família.

 

 

O terceiro filme é o mais negro, adulto e por isso o menos humorado, a Pixar consegue criar nos seus brinquedos favoritos um ambiente de ternura e família, enquanto o clima do filme sempre pisca aos olhos a um certo cinema de evasão comum nos anos 60 até chegar aos “fantasmas” do terceiro Holocausto. Sem isto dizer com que Toy Story 3 não seja recomendável para crianças, mas é sim uma das raras animações que não as subvalorizas em termos mentais, mas sim que as tratam com sentimentos, os adultos serão sim o público-alvo, aqueles que mais identificarão com a trupe de brinquedos e as suas aventuras. Um dos momentos auge da fita é quando na proximidade do final, os brinquedos encontram-se na iminência do perigo, neste caso a incineradora, a união entre eles como família faz antever que é nos melhores como também nos piores momentos da vida que estes nunca se devem separar. O momento é um dos mais belos, emocionantes e conseguidos de toda a carreira da Pixar, Toy Story 3 vence o seu catálogo de sequela e se torna no derradeiro filme próprio com todo o sentimento possível. O visual é arrebatador e o 3D condiz com o mundo que nos tem encantado há desde 15 anos. Toy Story 3 tem tudo, divertimento, acção, drama, personagens e grandiosos momentos de riso e choro, o que mais pudemos pedir num filme? Obra-prima absoluta!

 

Real.: Lee Unkrich / Int.: Tom hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Timothy Dalton, Michael Keaton

 

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:35
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Real.: Joe Johnston / Int.: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt

 

 

Filme – Lawrence Talbot (Benicio Del Toro) regressa a Inglaterra, á herdade da sua família depois da noiva do seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), pedir ajuda para encontrar o seu amor desaparecido. O corpo é encontrado horrivelmente desfigurado, os aldeões estão aterrorizados e um demónio é tema de conversa em tudo que é sitio. Talbot aperceberá mais cedo que pensa que é vítima de uma maldição, e que dentro dele reside um animal com um apetite tão voraz que é quase impossível deter. Joe Johnston recria o clássico de 1941 produzido pela Universal Pictures, The Wolf Man, em que fez Lon Chaney Jr. uma estrela. Versão sofisticada em termos de efeitos visuais, mas mesmo com um elenco estrelar, fracassa por nunca conseguir criar o clima de suspense nem de horror clássico, caindo na facilidade da preguiça artificial.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Italiano Dolby Digital 5.1

Castelhano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês só para Deficientes Auditivos

Castelhano

Grego

Croata

Hebraico

Romeno

Esloveno

 

EXTRAS

Cenas Alargadas e Cortadas

 

 

Distribuidora – Universal Pictures Portugal, LDA

 

Ver Também

The Wolfman (2010)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 14:31
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O quarteto fantástico!

 

Uma elite de veteranos de guerra acusados por um crime que não cometeram se convertem em soldados da fortuna, fugidos da prisão de alta segurança que os mantinham, decidem agora limpar os seus cadastros através da busca dos verdadeiros culpados. A-Team é a adaptação da série de êxitos dos anos 80, criada por Stephen J. Cannell e Frank Lupo, que tinha como George Peppard, Mr. T, Dwight Schultz e Dirk Benedict protagonistas das aventuras de acção e comédia dos heróis da carrinha preta. O imparável quarteto que por cá obteve o título de Os Soldados da Fortuna, ou na versão dobrada a brasileiro que surgia nas nossas televisões, Esquadrão Classe A, tem finalmente a sua longa-metragem, de teor actualizado (o evidente “fantasma” do Iraque persegue este tipo de produções) é realizado por Joe Carnahan (Narc, Smokin’s Aces) que segundo afirmou não querer fazer apenas um filme de acção que rendesse 70 milhões de dólares, mas sim algo que invocasse o espírito da bem sucedida série televisiva.

 

 

A-Team consegue suceder a esse carisma graças a um elenco de iguais qualidades, a verdade que o cast bem escolhido direcciona a fita para contornos mais cativantes em termos de narrativa, Liam Neeson é o actor que respira por si uma presença quase divina, Bradley Cooper num papel á sua medida, Sharlto Copley é o melhor desempenho e obviamente a preferível personagem do quarteto, porém apenas Quinton “Rampage” Jackson parece ser o mais fraco do grupo porque simplesmente o seu B.A. não tem nem um pouco da epilepsia estrelar de Mr.T, que ofereceu nos anos 80 um papel memorável, para além demais não possui o destaque merecido, ele e a já celebre carrinha preta. O resto do elenco é marcado por Jessica Biel que peixe na agua em relação á sua sensualidade, Patrick Wilson em grande e o discreto Brian Bloom num vilão bem catita.

 

 

As sequências de acção são aquilo que Hollywood nos habituou nos últimos anos por esta altura do “campeonato”, muitos efeitos especiais e muita espectacularidade, todavia é o humor digno do antecessor episódico que os faz sedutor e talvez um must. A realização de Joe Carnahan é segura e pipoqueira e a surpresa da “velhinha” musica de fundo é nostálgico. A-Team tem tudo de banal na produção hollywoodesca do género, mas é eficaz como entretenimento passageiro, um elenco em bruto e um argumento bem escrito faz dele uma surpresa que nenhum fã da série ou do cinema de acção norte-americano pode perder. Diversão garantida … mas passageira!

 

PS – Não percam os cameos de Dirk Benedict e Dwight Schultz, dois dos quatro protagonistas da série original em homenagem!

 

I love it when a plan comes together

 

Real.: Joe Carnahan / Int.: Liam Neeson, Bradley Cooper, Sharlto Coplay, Quinton “Rampage” Jackson, Patrick Wilson, Jessica Biel, Brian Bloom, Dirk Benedict, Dwight Schultz

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:29
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Existe um novo fenómeno nas salas, que se dá pelo nome de Inception – A Origem que tem como palco de fundo o mundo dos sonhos em sincronização com a ficção científica mais cerebral dos últimos anos, será este o blockbuster do futuro? A resposta é positiva, Christopher Nolan consegue criar sob o pretexto de produção hollywoodesca para grandes massas uma fita de autor que nos remete á época de Blade Runner de Ridley Scott e 2001 – A Space Odyssey de Stanley Kubrick. Do realizador de The Dark Knight chega-nos o cinema de golpe em que o dito golpe não é algo físico, mas sim a implantação de uma ideia através desse onírica ficção, para tal acto é quando surge Leonardo DiCaprio e uma dream team que empurra uma narrativa de duas horas á compreensão do espectador. Temos explosões, efeitos visuais de primeira categoria, um elenco atractivo, Hans Zimmer a fazer das suas na banda sonora, pomposa é o adjectivo a utilizar e mesmo com tudo isto, Inception não se rede ao facilitismo o qual se fabricam blockbusters em Hollywood, mas sim invoca as raízes do realizador que no ano 2000 nos deu Memento, em que Guy Pearce (seu melhor papel) é o protagonista de um policial amnésico, narrativamente contado de trás para a frente, conseguiu atingir um notório sucesso entre o publico graças á sua forma de produção comercial, sendo disfarce para o cinema de autor. Ano passado assistimos a bilionário Avatar que se auto-titulava como o referido blockbuster do próximo cinema, confirmando-se como marco nos efeitos visuais, a fita de James Cameron que quebrou recordes de bilheteira tinha de sofisticadamente estético como clássico na sua estrutura, ou seja é em comparação com um restauro de uma antiguidade. Acredito sim que o futuro cinematográfico não será somente visual, mas a procura de novas formas narrativas e novos meios de elaborar uma história, Inception é nas probabilidades o seu pioneiro (a teoria temporal do filme indica tal sofisticação). No fim disto tudo, Inception poderá ser subvalorizado pelo público, sendo a sua avaliação nos nossos cinemas seja de maiores de 12, levando a frases e expressões como aquelas que ouvi na exibição que estive presente, “Estou a ver este filme porque a minha mãe não me deixa ver o Eclipse, outra vez!” – confessava uma jovem com os seus 14 a 16 anos, ou “Que seca!” expressão mais ouvida pelos mais novos. O problema não advém do filme em si, mas pela má habituação do espectador e pela sua falta de exigência em termos cinematográficos. O protótipo do blockbuster do futuro!

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publicado por Hugo Gomes às 01:25
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25.7.10

 

Em 25 de Julho de 2007 tive a iniciativa, a decisão de postar tudo aquilo que comecei a escrever, a minha opinião dos filmes que iam vendo no cinema ou adquirindo em DVD. A verdade é que esta “brincadeira” começou a desenvolver e é no dia de hoje, com 3 anos de existência posso insinuar que Cinematograficamente Falando … cresceu e muito a falar de cinema.

 

A todos que visitaram e que continuam a faze-lo, um muito obrigado!!

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publicado por Hugo Gomes às 17:15
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publicado por Hugo Gomes às 17:02
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publicado por Hugo Gomes às 01:33
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Real.: Scott Cooper / Int.: Jeff Bridges, Maggie Gylenhaal, Colin Farrell

 

 

Filme – Jeff Bridges compõe o cantor de música country, Bad Blake, outrora grandioso agora “afogado” no álcool e na sua intensa busca pela redenção. Um papel galardoado com um Óscar de Academia de Melhor Actor, um filme biográfico e deveras delicado que por cá não conheceu qualquer reconhecimento por parte das distribuidoras e fora despachado para o mercado DVD. Apesar nisso não julgam que estão perante um filme menor, porque nisso não estão!

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Russo Dolby Digital 5.1
Checo Dolby Digital 5.1
Húngaro Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Russo
Checo
Árabe
Grego
Islandês
Romeno

 

EXTRAS
Cenas Eliminadas
Trailer de Cinema

 

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimedia

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 01:30
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O regresso Polanski sob a forma de fantasma!

 

Quem diria que a adaptação do policial de Richard Harris, The Ghost Writer, tivesse muito de Roman Polanski e da posição actual. O seu thriller assinado é uma intriga de tensão em que um “escritor-fantasma”, expressão que designa os escritores de obras biográficas de figuras públicas que nunca são creditados pelo seu trabalho, tem com o seu novo trabalho, assinar as “memórias” de um ex-primeiro ministro britânico, sabendo que o antecessor literário havia suicidado de forma misteriosa.  O relacionamento nada tem a ver com algum escândalo político, de certa o qual enriqueceu os medias mas nada envolvente a politica, a ligação do realizador e com esta obra tem é o seu estatuto de fantasma, mesmo que os créditos foram mantidos, porém o autor o trabalhou de forma quase clandestina, quase limitada, sem de forma algum envolvimento directo com The Ghost Writer. Roman Polanski o editou e montou enquanto estava sob prisão na Suiça, no lançamento dela, o criador ausente estava em prisão domiciliária. Trata-se do realizador-fantasma, não directamente presente no filme, mas intrinsecamente registado em toda a sua fusão.

 

 

The Ghost Writer nos revela um realizador há muito não visto desde The Ninth Gate (1999), muito antes de The Pianist (2002) e obviamente muito antecedentemente á enésima revisão do clássico de Charles Dickens, Oliver Twist que conheceu uma recepção fria em 2005, é o regresso da paixão pela investigação, pelos cenários e climas claustrofóbicos e pela mestria do desenrolar de uma premissa sempre aguçada pelo suspense e pelo twist digno de qualquer legado hitchockiano, por outras palavras e nesta altura do campeonato, um filme genuinamente polanskiano.

 

 

A verdade é que em termos de argumento, The Ghost Writer não tem nada de novo a oferecer, a intriga e as revelações dos twists são dignas do fruto da moda cinematográfico, mas também há como negar que Polanski sabe bem o que faz e melhor, sabe prender o espectador e envolve-lo num constante clima de suspeita, enquanto o protagonista (Ewan McGregor mais agressivo desde Trainspotting) encontra-se limitado á ilha onde decorre a acção e o mistério que abate sobre ela. O artesão do suspense consegue recriar deliciosos planos, a sequência final é de um suspiro final avassalador.

 

 

Os personagens são bem descritivos, preenchendo a intriga com o seu criticismo lírico. Pierce Brosnan, que havia desempenhado 007 e outros heróis matreiros, consegue encaixar na pele do primeiro-ministro de motivações ilícitas, o seu riso deveras comercial é confundido com o cinismo político, Olivia Williams e Kim Cattrall (visto na série e filmes O Sexo e a Cidade) formam duas personagens femininas convictas e sólidas, desafiando os próprios parâmetros da concepção de Hollywood, por sua vez Tom Wilkinson é a cereja no topo do bolo e ninguém duvida. Destaque para os cameos de Eli Wallach (o Vilão de The Good, The Bad and the Ugly de Sergio Leone) e Robert Pugh.

 

 

Em suma, numa época de blockbusters e histerismo, um filme de importante relevância como este The Ghost Writer merece ser visto por aqueles que amam o cinema, que veneram o autor ignorando a sua vida privada e acima de tudo quem deseja ver a obra de um realizador ausente, que mesmo não estando directamente ligado por motivos judiciais, consegue recriar o seu ponto alto da carreira. Será este o filme perfeito de Roman Polanski? Pelo menos é o seu regresso na sua velha forma e em nova posição, o realizador-fantasma!

 

I’m your Ghost

 

Real.: Roman Polanski / Int.: Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Kim Cattrall, Olivia Williams, Tom Wilkinson, Robert Pugh, Eli Wallach, James Belushi

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:25
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Nicolas Cage será Milton, que foge do Inferno á procura da sua última redenção (Ghost Rider outra vez não!), tudo para vingar a morte da sua filha, vítima de um culto vicioso. Drive Angry 3D será mais dos filmes de teor fantástico que tem feito a carreira no actor de Face Off nos últimos anos, assinado por Patrick Lussier (Dracula 2000, My Bloody Valentine), a fita contará com Billy Burke (Twilight), William Fichtner (The Dark Knight) e Amber Heard (Zombieland) no elenco principal. Com estreia marcada para 11 de Fevereiro de 2011.

 


publicado por Hugo Gomes às 01:23
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publicado por Hugo Gomes às 01:22
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Diz-se que a melhor defesa é o ataque, mas parece que a dupla de argumentistas Jason Friedberg e Aaron Seltzer (responsáveis por “obras-primas” como Meet the Spartans e Disaster Movie) levaram isso a peito. Para o histerismo á volta do fenómeno Twilight, o duo aclama ter encontrado a cura com Vampires Suck, um spoof movie desse mesmo conjunto de filmes. Pelo trailer não espero nada bom, mas mesmo nada … mas é de certo que encontrará o seu público., principalmente para aqueles que muitos designam de “twi-haters”.

 

Ver também

Twilight (2008)

Twilight Saga – New Moon (2009)

Twilight Saga – Eclipse (2010)

 


publicado por Hugo Gomes às 01:20
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Já poderá ser possível visualizar o trailer da sequela de Mirrors (2008), o remake de um filme de terror coreano dirigido por Alexandre Aja e com Kiefer Sutherland no protagonismo. Mirrors 2 será realizado por Victor Garcia (The Return to the House of the Haunted Hill) e será lançado directamente em DVD em 19 de Outubro nos EUA.

 

Ver Também

Mirrors (2008)

 


publicado por Hugo Gomes às 01:16
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Real.: Jacques Audiard / Int.: Tahar Rahim, Niels Arestrup, Adel Bencherif

 

 

Filme – Malik El Djebena (Tahar Rahim) foi condenado a cumprir seis anos de prisão. Lá dentro ele é um dos mais frágeis reclusos, por isso se une a um gang de prisioneiros Corsos e cai num enredo de manipulação e tarefas mortais a cumprir. Malik não sabe ler, nem escrever, mas na prisão o jovem aprende depressa, sendo assim possível arquitectar um plano. O candidato francês ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro da gala passada, um retrato duro, violento e magnificamente orquestrado por Jacques Audiard, que aos poucos se torna num dos mais importantes nomes do cinema francês destes últimos anos.

 

AUDIO

Francês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Cenas cortadas comentadas por Jacques Audiard
Ensaios de Tahar Rahim
Galeria de fotos
Trailer
Sugestões DVD
Filmografia do realizador

 

 

Distribuidora – Clap Filmes

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 01:12
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24.7.10
24.7.10

O outro lado de Sam Rockwell!

 

Na última gala dos Óscares, Jeff Bridges arrecada com o muito esperado prémio da Academia de Melhor Interpretação Masculina graças á fita de Scott Cooper, Crazy Heart, uma merecida homenagem de uma carreira com mais de cinco décadas. Porém é verdade que a concorrência desse ano não tenha sido variada, não digo com isto que o Óscar foi descabido nas mãos de Bridges, mas o grau de dificuldade na corrida desta mesma estatueta poderia ser muito mais interessante se as nomeações não fossem motivadas pela política e burocracias em demasia. A verdade que um dos melhores desempenhos masculinos desse ano como dos mais elogiados foi o de Sam Rockwell no filme estreante de Duncan Jones (filho do cantor britânico David Bowie), desde 2002 com a curta de ficção cientifica Whistler, o aclamado Moon – O Outro Lado da Lua, que por motivos de politica de estúdio não viu a sua chance de arrecadar a tão merecida nomeação e quem sabe mais!

 

 

Moon, não ignorando os seus dotes como filme por inteiro, se identifica como um ensaio do talento de Sam Rockwell, actor que surgiu em filmes singulares como Confessions of a Dangerous Mind de George Clooney e Chocke de Clark Gregg (ambos obras dirigidas por actores), que exibe aqui a sua versatilidade única e natural ao serviço da dualidade requerida para a sua personagem, literalmente é o único actor físico da fita, mas é também na realidade um one-man-show que faz de qualquer frame o seu brilho. Tirando Rockwell, só apenas Kevin Spacey que empresta a sua voz a GERTY, um robô em homenagem a HAL 9000 da obra-prima da ficção cientifica de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke – 2001: A Space Odyssey, e as gravações que surgem no ecrã da base espacial onde centra cerca de 90% da fita, preenchem Moon de se tornar isolado em termos de caracteres, contudo com isso lhe adquire um tom claustrofóbico que não deixará ninguém indiferente, Rockwell parece literalmente sofrer com o factor ao longo da narrativa, e não falo só em termos interpretativos.

 

 

A fita de Duncan Jones, uma revelação de entidade, foge do próprio conceito hollywoodesco de ficção científica, esquivando dos CGI e outros efeitos visuais e se reservar no artesanato dos práticos e cenários, mas para todos os efeitos Moon é esplendoroso no seu argumento (bem escrito por parte de Nathan Parker) e ainda mais no seu clima psicológico. Depois de 2001: A Space Odyssey de Kubrick, Moon é o próximo detentor da obra-prima da ficção científica daqui uns anos e Duncan Jones será o realizador visionário que se adivinha ser.

 

Real.: Duncan Jones / Int.: Sam Rockwell, Kevin Spacey, Matt Berry

 

 

Ver Também

2001: A Space Odyssey (1968)

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:58
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Nolan e o seu mundo onírico!

 

Depois de ter injectado uma dose de neo-noir digno de qualquer filme de Michael Mann no predilecto herói de banda desenhada da DC Comic - Batman, no êxito de 2008, The Dark Knight, Christopher Nolan regressa em mais uma incursão de alto risco, desta vez depositando no tão batido cinema heist, um dosagem de onírico e surrealismo. Inception faz adivinhar, como já é referência nas obras recentes de Nolan, uma noção de espectáculo hollywoodesca de faro aguçado, porém é na engenhosa forma com que a fita não deixa de fora parte a massa cinzenta que guia o nosso espectador, tornando-o algo íngreme e provavelmente único naquilo que foi ultimamente produzido no cinema mainstream de grandes proporções orçamentais.

 

 

A Origem, o título português tão mal traduzido, é carregado por uma básica intriga de golpe liderada por um Leonardo DiCaprio, que após Shutter Island de Martin Scorsese, tem ganhado gosto pelas intrigas labirínticas. Ele é Dom Cobb, um especialista na extracção de segredos através dos sonhos, que reúne uma equipa all-star para “implementar” um devaneio que resultará numa ideia a um herdeiro de uma empresa milionária de recursos energéticos. Porém tão embaraçoso para as audiências de Verão, mas deveras perfilado pelos toques de blockbuster que se fazem sentir pelos paradoxais efeitos visuais ao serviço da criação destes cenários oníricos, Inception aposta na sofisticação das “mesmas cartas” que sustentam o subgénero. Podendo afirmar que custa mesmo acreditar que Hollywood realmente apostou pesado neste projecto, onde o nível de risco era demasiado, principalmente em relação à complexidade do seu argumento e pior, da sua narrativa que define o suposto do filme, labiríntica.

 

 

Todavia o novo filme de Nolan, mesmo criado sobre o hype envolto do material divulgado na sua concepção como trailers e posters, consegue contornar os supostos fracassos que se faziam adivinhar em tão melindrosa fita. Inception é puro êxtase cerebral, o filme-entretenimento que combina acção, um poderoso argumento (não caindo nas comparações com The Cell de Tarsem Singh) e um elenco competente sendo em principal destaque Ken Watanabe, Marion Cottilard (a ascender cada vez mais em Hollywood) e Tom Hardy. Ellen Page tem em princípio o seu papel de catapulta para as grandes produções (em X-Men – The Last Stand, a rapariga pouco se desuniu), o mesmo se pode dizer a Joseph Gordon-Levitt (que provavelmente voltará a trabalhar com Christopher Nolan no terceiro Batman) e Leonardo DiCaprio, a provar cada vez que é uma estrela cinematográfica com excelente escolha nos seus papéis. Contudo, tal como em Shutter Island de Scorsese, o protagonista volta a desempenhar o papel de um homem abalado pela trágica morte de sua mulher.

 

 

Um David Lynch era capaz de criar um clima menos lúcido e mais surrealista ao mundo onírico representado, mas sendo sincero, só Nolan foi capaz de oferecer a esse próprio legado o seu estatuto de blockbuster, favorável às grandes massas. Inception é poderoso, é puro produto da imaginação do autor como também fiel às linhagens do cinema norte-americano, e dentro do seu género como daquilo que fora produzido no país nos últimos anos é do mais excitante que se poderia produzir. Para terminar ainda há espaço para a fotografia de Wally Pfister (predilecto de Nolan) e sempre imponente Hans Zimmer na secção de banda sonora.

 

inception-trailer-movie-leonardo-de-caprio.jpg

Só é pena que o universo de sonho imposto pelo realizador seja menos delirante que a própria natureza onírica e apresenta uma rigidez formal, demasiado anexado à realidade regulamentar. Mas nada que realmente prejudique um dos mais entusiasmantes entretenimentos dos últimos anos.  

 

“We create the world of a dream. We bring a subject into that dream and they fill it with their secrets.”

 

Real.: Christopher Nolan / Int.: Leonardo DiCaprio, Marion Cottilard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Hardy, Lukas Haas, Michael Caine, Tom Berenger

 

 

Ver Também

Shutter Island (2010)

The Dark Knight (2008)

Christopher Nolan

8/10

publicado por Hugo Gomes às 02:52
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23.7.10

 

Quatro veteranos agentes da CIA (Bruce Willis, Helen Mirren, John Malkovich, Morgan Freeman) que anteriormente eram os melhores “homens” no ramo, são agora alvos a abater devido á importância dos seus segredos. O quarteto terá que juntar-se para combater a sua própria aniquilação. Red, titulo do novo filme de Robert Schwentke (Time Traveler’s Wife), é uma adaptação de uma homónima comic da DC Comics da autoria de Warren Ellis e ilustrado por Cully Hamner. Para além dos “quatro magníficos” descritos acima, a fita ainda conta com Karl Urban (Pathfinder, Star Trek), Brian Cox (The Good Heart), Julian McMahon (The Fantastic Four), Richard Dreyfuss (Jaws), Mary-Louise Parker (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford) e James Remar (Judge Dredd). O filme tem data de estreia para 15 de Outubro nos EUA.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:03
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publicado por Hugo Gomes às 02:02
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O marco de Kubrick!

 

È algo difícil de caracterizar, ou seja catalogar a obra de Stanley Kubrick com um único filme é uma tarefa quase impossível em termos cinematográficos, sendo que o realizador que faleceu em 1999 e que nos deixou um registo de 15 filmes, todos eles convertidos em obras-primas. A verdade é que tal intocável filmografia faz dele uma lenda no seio cinematográfico, porém é o filme Clockwork Orange, realizado em 1971, a deter a posição de icon no trabalho do artista. Trata-se do mais polémico dos seus filmes, uma adaptação á novela de Anthony Burgess, que obteve um êxito considerável, mas banido da circulação pelo próprio realizador durante 30 anos, talvez em influência das severas críticas que o seguiram.

 

 

Mas afinal o que se trata este Clockwork Orange, que por cá recebeu o titulo de Laranja Mecânica (não confundir com a selecção holandesa)? Trata-se de uma obra de ficção científica que ocorre num futuro próximo em que o estilismo como a visão um tanto para o simbolista de Kubrick faz parte do dia-a-dia de Alex De Large (Malcolm Macdowell), o líder de uma gang de delinquentes que após cometer um crime brutal é levando para uma investigação científica com fins de erradicar a natureza agressiva do ser humano. Após ser submetido às experiencias, Alex é “devolvido” ao seu mundo, porém incapaz de cometer algo impuro, o protagonista sofre em consequências dos actos que havia praticado anteriormente.

 

 

A obra literária de Burgess foi considerada durante muitos anos, matéria-prima inflamável, porém o trabalho de Kubrick resulta num ensaio dos maniqueísmos da sociedade e constitui ele próprio numa ácida crítica ao nosso mundo “acorrentado” pela violência e o idealismo, mas ao mesmo tempo dependente das mesmas. Clockwork Orange ainda vai mais longe, sendo que com uma pitoresca historia como esta, encontra sempre atitude de “apontar o dedo” aos verdadeiros males da delinquência nos dias de hoje, sendo os medias e a despreocupação das forças autoritárias e entidades paternais responsáveis por esta “lavagem cerebral”, o “fechar os olhos” daqueles que juridicamente governam, como está representado na sequencia final, é o descarrilar dos bens morais da sociedade civilizada, construída, supostamente, pelo conjunto de leis que muitos definiram como justiça, a hipocrisia reina este meio, a violência é apenas o seu paladar.

 

 

Negro e muito mais profundo como aparenta ser, neste caso não devemos ligar muito ao seu tom branqueado e futuristicamente cómico, Clockwork Orange representa depravação, irreverência e violência psicológica numa realização quase pornográfica em termos de planos. Ainda hoje se exibe com qualidades actuais, sendo que para sua época o seu contexto era demasiado avançado, justificando assim a sua incompreensão. Malcolm MacDowell constrói aqui uma personagem delirante e inesquecível, a sequência da violação enquanto cantarola o “Singin’in the Rain” é já um marco na história das ciências audiovisuais, a nona sinfonia de Beethoven é o toque de pimenta nesta obra, a sua relevância nos exibe que qualquer peça de arte pode ter duplos significados. Porém a verdade é que Clockwork Orange é uma dita peça de arte, um filme amado por muitos e odiado por outros, um soco no estômago! È preciso dizer mais de que estamos perante duma verdadeira obra-prima!

 

Real.: Stanley Kubrick / Int.: Malcolm MacDowell, Patrick Magee, Michael Bates

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:59
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Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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