31.5.10

Confronto de Titãs!

 

Juntar dois icones dos slasher movies dos anos (Freddy Krueger de A Nightmare on Elm Street e Jason Vorhees da saga Friday the 13Th) foi algo que os fãs sempre ansiaram e que os produtores cobiçaram, mesmo que os dois “ídolos” pertencem a estúdios diferentes. A New Line Cinema, detentora do franchising O Pesadelo em Elm Street, compra os direitos de Friday the 13Th á Paramount Pictures, lançando em 1993 o derradeiro Jason Goes Hell : The Final Friday de Adam Marcus que continha um final surpresa que antecedia a um eventual confronto entre as duas sagas, porém o destino de A Nightmare on Elm Street levou com que tal fita não concretiza-se, lembrando o “funeral” do personagem em 1991 – Freddy’s Dead. Durante muitos anos nem Jason, nem Freddy surgiam no grande ecrã, até á chegada de 2001 com Jason X de James Isaac, também conhecido como a decima parte de Friday the 13Th, desapontou fãs que questionaram para quando o crossover de Freddy e Jason. Só em 2003, o projecto viu a luz do dia, tornando-se num êxito, a verificação que estes “velhos” ícones do terror não estavam completamente enterrados.

 

 

Freddy Vs Jason de Ronny Yu (The Bride of Chucky, Fearless) centra-se na vingança de Freddy Krueger (Robert Englund) sob a cidade de Springwood, porém os habitantes esqueceram das suas memórias, levando a um anonimato, onde medo não existe. Tal ausência enfraquece o outrora aterrador de sonhos, Freddy pede ajuda a Jason Vorhees para criar tal pânico, dando a força que o assassino necessita para regressar na sua melhor forma. Todavia Jason não consegue para de matar, levando isso a um confronto entre os dois gigantes do slasher dos anos 80.

 

 

Ronny Yu transporta este filme de terror da década de 2000 de forma a homenagear o estilo 80s, para isso utiliza inúmeros efeitos práticos que combinam com o facilitismo da tecnologia visual. Mesmo sendo uma fita que não cansa, as doses de humor destilam a narrativa oca e pouco coerente, Freddy Vs Jason é marcado pela sua veia inteiramente comercial e pobre de concepção. As personagens estereotipadas (malditos adolescentes), uma fidelidade ao manual dos slashers e pouco mais, é o que resume este “coitado” Freddy vs Jason. Não é decerto o confronto que os fãs ansiavam, mas não é vergonha a nenhuma das duas sagas. Agora imagina-se como seria se fosse feito em pleno 80s, sangue com fartura iria ter!

 

“Welcome to my Nightmare”

 

 

 

Ver Também

A Nightmare on Elm Street (1984)

A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Revenge (1985)

A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987)

A Nightmare on Elm Street 4 – Dream Master (1988)

A Nightmare on Elm Street 5 – Dream Child (1989)

Freddy’s Dead – The Final Nightmare (1991)

Wes Craven’s New Nightmare (1994)

Friday the 13th (2009)

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:57
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Pérsia Antiga falada em inglês!

 

Para todos aqueles que passam grande parte da vida em frente á televisão a jogar a sua consola, as adaptações cinematográficas de videojogos nunca são aprovados nos testes dos fãs. Reduzidos a obras de baixa qualidade e crença cinematográfica, tudo isso se resume numa fraca aposta dos estúdios em tais subgéneros, sendo que a trilogia (brevemente quadrilogia) Resident Evil seja exemplo de uma desmistificação do videojogo e entrada no directivo cinematográfico. È por isso que Prince of Persia – The Sands of Times seja visto com um pé atrás, mesmo que o realizador seja o mesmo de Four Weddings and a Funeral (1994).

 

 

Baseado num jogo de perícia criado por Jordan Mechner no final dos anos 80, o culto The Prince of the Persia sempre se seguiu ao fim de vários anos, até que em 2003 surge a sequela The Sand of Times, um bem elegido jogo de perícia e aventura, com excitantes gráficos e novos panoramas de jogabilidade. Logo cedo, o produtor executivo Jerry Bruckheimer adquire os direitos e em 2010 que estreia aquela que promete ser a primeira de muitas aventuras de Dastan (Jake Gylenhaal) numa Pérsia antiga e mitológica. Príncipe adoptivo, Dastan se torna alvo de um golpe de sucessão de trono, interligado por uma lenda antiga e uma adaga mágica. Assim sendo o nosso herói alia-se á bela princesa Tamina (Gemma Arterton) numa jornada no intuito de evitar um caos apocalíptico.

 

 

Recorrendo as mais gastas, mas vistosas fórmulas de um qualquer blockbuster, The Prince of Persia tenta de certa forma induzir como o novo “Pirate of the Caribbeans”, sendo que o estúdio (Walt Disney) e produtor são os mesmos. Mike Newell (realizador) já se encontra habituado às grandes produções após Harry Potter and the Goblet of Fire (para muitos o melhor da saga), sentindo-se á vontade na condução de uma narrativa dependente de efeitos especiais e dos momentos cómicos. Mesmo não tendo o mesmo carisma dos piratas que se tenta vender, The Prince of the Persia funciona como um entretenimento leve, visualmente cativante, mas gasto e cansativo. As coreografias são ricas, as cenas de acrobacia são um espanto para o olhar, a acção é vistosa, mesmo adjectivo se aplica aos cenários.

 

 

A grande fraqueza desta aventura na Persia antiga encontra-se no linear das personagens e na sua capacidade de transmitir na dramatização dos mesmos, o argumento é constituído pela mesma formula de sempre, pelos requisitos do jogo e pela trapalhona pretensiosismo hollywoodesco que não arrisca e não petisca, os desempenhos são por sua vez agradáveis, Gemma Arterton prova aqui nesta fita que é mais que uma Megan Fox (fazendo-nos esquecer do erro de Clash of the Titans), Jake Gylenhaal, escolhido pela sua aparência idêntica ao personagem de Dastan, aguenta a pedalada física de herói de acção, mas não esperem o seu melhor registo. Ben Kingsley é o vilão de serviço, em modo automático, como nos tem habituado ultimamente o galardoado actor de Gandhi, Alfred Molina encontra-se hilariante e bem carismático, palmas para o desconhecido Steve Toussaint como seu sidekick desequilibrado, mas que chega a tempo para trazer alguma simpatia. Richard Coyle (The Good Year, Franklyn) e Toby Kebbell (Rockn’Rolla) se destacam também na positiva.

 

 

Neste inicio de Verão que se tem tornando desapontante em termos de blockbusters, sendo Kick Ass o detentor do premio de entretenimento de massas do ano, The Prince of the Persia pode muito bem ser a aposta refrescante, só que lufada de ar fresco não é bem o termo a utilizar. Filme pipoca visualmente arrebatador, e sem duvidas nenhumas, a melhor conversão de um videojogo para o grande ecrã desde Silent Hill e Resident Evil.

 

Real.: Mike Newell / Int.: Jake Gylenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Richard Coyle, Toby Kebbell, Steve Toussaint

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:34
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23.5.10

Real.: Ron Clements, John Musker / Int.: Anika Noni Rose, Bruno Campos, Keith David

 

 

Filme – Toda a gente conhece a historia da princesa que beija o sapo, e este se converte no príncipe encantado. Disney decide então criar uma nova versão do adorado conto, numa história divertida decorrida nas Nova Orleães na era do Jazz. È a primeira animação tradicional dos estúdios Disney após Home on the Range (2004) e o primeiro a ter uma protagonista afro-americana, reflectindo a época mais liberal do estúdio. Um conto de aventuras para toda a família com todos os ingredientes dos velhos clássicos que só a Casa do Mickey conseguiu oferecer.

 

 

AUDIO

Português

Inglês

Grego

Romeno

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Inglês para Deficientes Auditivos

Grego

Romeno

 

EXTRAS

Comentários Áudio
Cenas Eliminadas
Jogos e Actividades:
- O Que Vês: Retratos de Princesas
Dylan e Cole Sprouse: Acerca do Blu-Ray

 

 

Distribuidora – Walt Disney Studios Home Entertainment

 

Ver também

The Princess and the Frog (2009)

 

FILME –

DVD -  

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publicado por Hugo Gomes às 18:33
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Está em desenvolvimento a prequela do filme de 1997 de Quentin Tarantino – Jackie Brown – baseado no livro Run Punch de Elmore Leonard. Este novo filme tem como bases um outro livro do autor, The Switch, que se apresenta como o antecessor dos acontecimentos do filme anterior, onde as personagens Louis e Ordell (que foram interpretadas por Robert De Niro e Samuel L. Jackson na fita de Tarantino) se apresentam mais novos e com bastante genica para os seus golpes. Quentin Tarantino ainda não se encontra anexado ao projecto.

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publicado por Hugo Gomes às 16:54
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È tema de conversa em todo o lado, Megan Fox foi despedida de Transformers 3 (ou foi ela que desistiu, conforme a versão), sendo que a questão da substituta está a merecer grande interesse nos meios de comunicação, já se falou em Gemma Arterton (Clash of the Titans) para o lugar, o mesmo se repetiu com Amber Heard (Pinneaple Express), porém chega a nós a noticia que alegadamente “carimbam” de oficial de que a sucedânea será a modelo da British Victoria’s Secret, Rosie Huntington-Whiteley, pondo em causa mais uma vez o profissionalismo de Hollywood no que requer a grandes produções. È que neste negocio parece que os atributos físicos estão muito acima do talento artístico.

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publicado por Hugo Gomes às 16:51
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Desta vez o Pesadelo é real!

 

 

Três anos após terem feito o “funeral” a Freddy Krueger no risível Freddy’s Dead – The Final Nightmare de Rachel Talalay, Wes Craven, o criador original do Pesadelo em Elm Street consegue finalmente a sua chance de retornar ao projecto e pondo em pratica o argumento que lhe foi recusado em 1987. Wes Craven’s New Nightmare nos assombra com as estranhas ocorrências que atormentam a equipa de produção de um dos novos filmes de Freddy Krueger.

 

 

Wes Craven’s New Nightmare foi um filme antiquado para o seu tempo, numa altura (em 1994), o slasher movie dos anos 80, literalmente morreu e o género de terror estava a seguir os mesmos passos. Entramos na década do policial, do thriller psicopático, onde a realidade puxava a brutalidade gráfica e já ninguém queria saber sobre assassinos fantasiosos como Freddy Krueger ou Jason Vorhees de Friday The 13th, os ícones eram outros, entre eles, Hannibal Lecter, maravilhosamente interpretado por Anthony Hopkins em Silence of the Lambs de Jonathan Demme. Sendo isso, este New Nightmare foi um fracasso de bilheteira, rendendo apenas 15 milhões de dólares nos EUA, o mais fraco de todo o franchising. Contudo as criticas envolto e as avaliações dos fãs die-hards foram positivas, expressamente o sétimo pesadelo é considerado o mais engenhoso, para muitos o único que faz jus ao original de 1984.

 

 

Tendo o argumento mais elaborado de toda a série, sendo ele escrito pelo próprio Wes Craven, New Nightmare consegue garantir como uma decente homenagem ao legado, sendo que as referências do primeiro A Nightmare on Elm Street estejam presentes em toda a narrativa de forma propositada e de maneira inteligente por parte de Craven. Este capítulo marca assim o regresso de Heather Langenkamp (a primeira heroína da saga) desempenhando ela própria, o mesmo se aplica a John Saxon, Robert Englund e o próprio Wes Craven. Mas é porém, o pequeno Miko Hughes que se destaca dos demais com um excelente desempenho infantil como o filho “fictício” de Heather, voltaremos a vê-lo mais tarde ao lado de Bruce Willis em mais um “action flick”, Mercury Rising de Harold Becker (1998), onde interpretará um miúdo autista.

 

 

Os toques de humor e referencial são hábeis numa intriga que se joga com o “old school” dos sustos cinematográficos e o elenco é competente e inspirador, o único senão é a própria veia serie B que Craven dá na resolução do seu argumento, depois disso, ainda temos o sétimo regresso do assassino Freddy Krueger, a acompanhar com uma caracterização demasiado artificial, a retoma da figura sinistra de 1984 é assim abalada pela caricatura que o realizador involuntariamente criou. O regresso de Wes Craven é marcado pela revitalidade da matéria-prima, mas é prejudicado pelo próprio cansaço da figura e das intensas voltas que deram em demasia á saga que durou mais que uma década. Assim sendo temos o melhor e mais fiel complemento (nãos sequela) do original de 1984. Todavia, Craven conseguiu fazer muito melhor com o passar de dois anos, num filme que voltaria a ressuscitar o legado do slasher movie, esse filme foi Scream (1996) com o argumento fresco e referencial de Kevin Williamson.

 

Real.: Wes Craven / Int.: Heather Langenkamp, Miko Hughes, John Saxon, Robert Englund, Wes Craven

 

 

Ver Também

A Nightmare on Elm Street (1984)

A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Revenge (1985)

A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987) 

A Nightmare on Elm Street 4 – The Dream Master (1988) 

A Nightmare on Elm Street 5 – Dream Child (1989) 

Freddy’s Dead – The Final Nightmare (1991) 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:00
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21.5.10

Real.: Guy Ritchie / int.: RobertDowney Jr., Jude Law, Mark Strong

 

 

Filme – Sherlock Homes (Robert Downey Jr.), o detective privado mais famosos de Londres, enfrenta um novo caso desta vez um que desafia a própria dedução do mestre. Assim sendo ele conta com a ajuda do seu fiel companheiro Dr. Watson (Jude Law) para o que der e vier. Guy Ritchie (Snatch, Rockn’Rolla) recria aqui uma arrojada e sofisticada versão do personagem literário de Arthur Conan Doyle, mesmo sendo influenciado pelo ego do carismático actor Downey Jr., esta nova aventura se revela entusiasmante e deveras divertida. Contamos ainda com os excelentes desempenhos de Jude Law e o vilão de serviço, Mark Strong.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Castelhano Dolby Digital 5.1

Alemão Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Holandês

Castelhano

Alemão

 

EXTRAS

Pontes Levadiças e Naprons: Criar uma Londres no Final Era Vitoriana
Nem um Boné de Caçador à Vista
Ba-ritsu: Um Tutorial
Inglês Elementar: Aperfeiçoar o Sotaque de Sherlock
Poderes de Observação e Dedução

 

 

Distribuidora – Warner Home Video

 

Ver Também

Sherlock Holmes (2009)

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 16:29
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Megan Fox foi despedida do set de Transformers 3, imaginem por quem? Pelo próprio Michael Bay. Tal facto deriva das eventuais discussões entre Fox e Bay e o facto de ela ter o apelidado de “Hitler” (segundo a Worst Previews”). Transformers 3 tem data de estreia para o Verão de 2011, sendo que Bay e o actor Shia Labeouf prometem melhor filme após a má recepção de Revenge of the Fallen.

 

Por enquanto fala-se de Gemma Arterton (Prince of the Persia e Clash of the Titans) para substitui-la.

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publicado por Hugo Gomes às 01:05
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publicado por Hugo Gomes às 01:00
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A 20th Century Fox, mais precisamente a Blu Sky, estúdio que nos trouxe os Ice Age, revelou as primeiras imagens e trailer de Rio, a nova aposta da companhia. Rio, em 3D, é uma aventura cómica decorrida na floresta Amazónica, centrando-se na viagem de Blue, uma rara arara azul que julga ser o único da sua espécie. O filme tem data de estreia para 11 de Abril de 2011 e conta com Neil Patrick Harris, Anne Hathaway e George Lopez no elenco vocal, a realização é levada a cabo por Carlos Saldanha (Ice Age). Para além de Rio, deixo-vos o novo trailer da aposta da Dreamworks, Megamind com Will Ferrell.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:52
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21.5.10

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publicado por Hugo Gomes às 00:49
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20.5.10
20.5.10

Amor a quatro!

 

 

O retrato do amor filial e da família, desde os seus “podres” até á sua capacidade de amar, este é o conceito de 4 Copas, o filme de Manuel Mozos, que antecede dois anos da sua premiada curta-metragem Ruinas (Prémio de Curta Metragem do Festival IndieLisboa). Produzido pela Rosa Filmes, a mesma do elogiado Morrer Como Um Homem de João Pedro Rodrigues.

 

 

4 Copas é porém uma singular obra nacional, por em diversos momentos o realizador preocupa-se um pouco com aquilo que muitos da sua profissão se esquecem, o realismo do quotidiano presente em muitas sequências comportamentais dos seus personagens e pelos desempenhos convincentes dos seus actores; o experiente João Lagarto, a revelação Rita Martins, o excepcional Filipe Duarte (atenção, actor nacional de grande calibre) e a eficaz, mas mesmo assim muito televisiva Margarida Marinho.

 

 

O argumento absorve algumas tendências novelescas, mas a realização de Mozos é de certa forma longe da esquematização e anorexia da televisão nacional, sendo que por vezes a sua narrativa se engasgue com a própria fragmentação. È uma obra passageira, sem irreverência, mas com a atitude certa para elevar ao pretensiosismo mental de muitos e lixo comercial do resto. Produto razoavelmente português!

 

Real.: Manuel Mozos / Int.: João Lagarto, Filipe Duarte, Margarida Marinho, Rita Martins

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:14
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Algemados até ao fim (bem, nem pouco mais ou menos)!

 

 

A historia é simples, ele (Gerard Butler) é um ex-policia agora convertido num caçador de recompensas, cai na “ripa” o seu mais apetecível serviço, levar a sua ex-mulher (Jennifer Aniston) para a prisão.

 

 

O que prometia ser um divertido e simples jogo de gato e rato se converte às duas pancadas numa trama policial com tratamento de leveza e aquele toque “screwball” de Andy Tennant (Hitch e Anna and the King), ou seja The Bounty Hunter é tudo menos o Midnight Run de Martin Brest (1988), porém banal. E a grande prova dessa banalidade deste produto hollywoodesco provêm do protagonismo de Aniston, a força tenta ser a nova “namorada da América” repetindo o papel que sabe fazer melhor e sem grandes esforços.

 

 

A química entre ambos é praticamente nula, os gags são insonsos e é de esperar que as cenas mais divertidas da fita sejam aqueles que os dois actores principais não participam, ou seja a paralela historia dos cobradores que desesperadamente tentam agradar a sua patroa. Sem grande esforço é assim que se vai fazendo algum dinheiro por estas bandas, e quando dois nomes em cartaz são mais fortes que a criatividade cinematográfica então temos aqui um “filme”, segundo muitos especialistas. Vulgar e sem grande piada!

 

Real.: Andy Tennant / Int.: Gerard Butler, Jennifer Aniston, Chris Baranski

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:57
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Matando um legado!

 

Após o fracasso comercial de Dream Child, o quinto capítulo, os produtores chegaram á conclusão que esticar ainda mais a fasquia seria um negócio perigoso e talvez dispendioso, para isso não tiveram mais nenhuma solução que “enterrar” o icon do terror, Freddy Krueger. Lembro-me de ouvir Rachel Talalay, anteriormente produtora dos filmes anteriores aclamar a sua insatisfação com o quinto filme, apontando para um pesado ambiente gótico que Stephen Hopkins havia construído, a produtora não teve mãos a medir e é ela própria a dar o chamado “enterro” da saga, mas sempre com a desculpa de fazer algum bem á humanidade.

 

 

O título da fita diz tudo – Freddy’s Dead: The Final Nightmare – a sentença de morte da criação de Wes Craven com a promessa de um “glorioso” final em 3D. Este trabalho de Talalay, também ela autora da história, se revela numa brincadeira de mau gosto, se os anteriores filmes combinavam habilmente a sua veia cómica, em Freddy’s Dead, a palavra humor é levado ao extremo. Krueger (Robert Englund) é agora uma clonagem de desenho animado com sempre uma piada de mau gosto na ponta da língua e já não se rala em matar, apenas irritar com truques baratos de efeitos especiais e práticos que nem longe chegam aos assombrosos exemplares das partes 3,4 e 5.

 

 

A caricatura tenta ir mais longe, quando o passado da personagem de Englund é revelado como um documentário biográfico se tratasse, deixando de parte a obscuridade da força antagónica e manifestando um maníaco sádico e uns ridículos demónios dos sonhos. A maquilhagem da própria figura está alterada, burlesca sem semelhanças com o desfigurado e queimado homem, a serie z atingiu mesmo no fundo. Os restos são personagens estereotipadas, um festim de maus desempenhos e 10 minutos finais que se revelam num massacre ao personagem que encheu os cofres da New Line Cinema, muito antes dos Senhores dos Anéis. Tudo isto se resume a ingratidão. PS – destaque para o cameo de Johnny Depp.

 

“Every town has an Elm Street!”

 

Real.: Rachel Talalay / Int.: Robert Englund, Lisa Zane, Breckin Meyer, Johnny Depp

 

 

 

Ver também

A Nightmare on Elm Street (1984)

A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Dead (1985)

A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987)

A Nightmare on Elm Street 4 – Dream Master (1988)

A Nightmare on Elm Street 5 – Dream Child (1989)

 

2/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:42
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publicado por Hugo Gomes às 01:40
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Candidato a pior poster cinematográfico do ano, vejam só onde chega a chamada “originalidade” e “criatividade”.


publicado por Hugo Gomes às 01:38
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David Fincher foi o escolhido pela Disney Studios para realizar a nova versão do clássico literário de Julio Verne, 20,000 Leagues Under The Sea, que obteve uma versão em 1954 com Kirk Douglas no principal papel, filme esse produzido pela “Casa do Mickey”. Porém a Fox já revelou estar trabalhar na sua visão do clássico, Timur Bekmambetov (Wanted) foi o escolhido para dirigi-lo, o argumento cairá nas mãos de Travis Beacham (Clash of the Titans).

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publicado por Hugo Gomes às 01:33
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20.5.10

Isolados, mas motivados!

 

 

Falemos de duas coisas distintas mas que de certa forma se cruzaram; a primeira ocupação do Líbano em 1982 e Samuel Maoz, realizador e argumentista que viveu na pele os conflitos da Guerra como artilheiro de um tanque. Maoz completou os seus estudos de cinema na Beit Zvi Academy of the Arts em 1987, cinco anos depois de ter arrebentando primeira Guerra, foram preciso cerca de 20 anos para o autor decidisse regressar ao campo de batalha, não literalmente, através deste Líbano (2009), um olhar limitado sobre o conflito por uma esquadra de secção confinado a um tanque.

 

 

Recorrendo a técnicas de narrativa directa como um mockumentario se tratasse, neste caso a câmara é substituída pela mira, Líbano se contende com um clima claustrofóbico, inconstante e sobretudo humano, onde a nossa esquadra, composta por quatro homens incluindo o heterónimo de Maoz, se debate com os horrores da guerra e do equívoco dos mesmos, sentindo muitas vezes como seres inaptos no lugar errado. E é sob a negrura da ignorância narrativa, o espectador sabe o mesmo que as suas personagens, a fita se desperta com um drama fechado de recinto, mas solto em sentimentos, em consolidação com um elenco fantástico, hiper-realista de caras desconhecidas.

 

 

A par de Waltz With Bashir (Ari Folman, 2008), Líbano é a confirmação de que o cinema israelita se jogou para a própria auto-critica e o olhar profundo dos seus próprios conflitos, com filmes de guerra assim, a memória daqueles tempos difíceis são mantidos vivos e com todo o esplendor. Líbano foi distinguido no último festival de Veneza com um Leão de Ouro, e digo já que foi merecido, pena que a estreia nacional não correspondeu á qualidade do mesmo.

 

 

Real.: Samuel Maoz / Int.: Reymond Amsalem, Ashraf Barhom, Oshri Cohen

 

 

 

Ver Também

Waltz with Bashir (2009)

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:15
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Quero vos falar do mais controverso filme dos últimos anos, The Human Centipede, uma obra de terror que combina as mais macabras fantasias levadas por um cirurgião alemão que rapta pessoas para concretizar a sua mais recente experiencia científica – a centopeia humana. O que consiste esta centopeia? Consiste em apenas interligar três sujeitos de “boca a ânus” de forma a construir um aparelho digestivo único. A bizarria do filme de Tom Six levou a repudia de muitos, mesmo no seu test screen, um fenómeno que tem sido muitas vezes comparado ao original Texas Chainsaw Massacre de Tobe Hooper e The Fly de David Cronenberg. A fita estreou nos EUA em vídeo-on-demand e já se prepara uma sequela, segundo o criador, mais chocante que o primeiro. Em termos de críticas o filme tem dividido opiniões, há quem elogie o desempenho de Dieter Laser, no papel de cientista maluco e há quem aclame que a fita se trata apenas de voyeurismo escatológico. Deixo-vos o trailer, mas aviso desde já que mesmo a apresentação pode repudiar e ferir susceptibilidades. Fiquem avisados.

 


publicado por Hugo Gomes às 01:13
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publicado por Hugo Gomes às 01:09
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