29.4.10


publicado por Hugo Gomes às 17:47
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28.4.10

Real.: Ron Clements, John Musker

Int.: Anika Noni Rose, Bruno Campos, Oprah Winfrey, Terrence Howard

 

 

Quando a Disney anunciou algures em 2004 com a passagem de Home on the Range (Will Finn, John Sanford) nas salas de cinema, de que as animações de veias clássicas iriam tornar-se obsoletas por parte do estúdio. Sendo assim a já referida aposta de 2004, o irreverente Home on the Range se tornou no último dos clássicos, mesmo com uma vastidão de críticas que apontavam como uma venda intrínseca á ousada forma da Dreamworks, depois de tal acto, estrearam filme como Chicken Little (2005), Wild (2006) e Bolt (2008), três filmes de uma Disney digital, porém ofuscadas pela soberania dos outros grandes estúdios animados nomeadamente o na altura estafeta Pixar de John Lasseter. O produtor, como também realizador, decide então comprar o centenário ateliê e com isso a opção do regresso às origens o qual este The Princess and the Frog marca, porém ao mesmo tempo dá um “gostoso” sabor a inovação e criatividade.

 

 

Na cadeira de realizador encontra-se a dupla Ron Clements e John Musker, alguns dos responsáveis por outros clássicos animados do estúdio como The Little Mermaid e Alladin, dirigem assim esta incursão contemporânea e etnicamente divergente do clássico de Ed Baker, A Princesa e o Sapo, girando á volta da mágica premissa do eterno beijo de uma princesa e um sapo, assim convertendo o batráquio num majestoso príncipe. Este conto de fadas é aqui ambientando numa Nova Orleães dos anos 20, o jazz se figurava como banda sonora e os pântanos do rio Mississípi como paisagem. The Princess and the Frog remete-nos a uma bela jovem sonhadora, Tiana (Anika Noni Rose) que por equívoco é submetida a uma maldição quando tenta beijar um sapo, que por sinal é um príncipe transformado na criatura por vias de voodoo.

 

 

Após 49 filmes concebidos pelo estúdio fundado pelo Walt Disney, esta é a primeira em que surge a nós uma protagonista afro-americana, um dos registos da nova fase da Disney, a emancipação de qualquer fidelidade étnica ou religiosa, que fundou serias críticas á colecção de animações do estúdio. A comédia aguçada e bastante física advém da irreverência das animações de hoje, The Princess and the Frog segue tal ritmo, mas é na sua antiguidade que o torna num objecto admirável. Uma beleza visual artesanal e o regresso do musical, que fora abandonada pela Disney nos em meados nos anos 2000, remete a nova aposta do estúdio Disney a entrar “forçadamente” no catálogo clássico. As boas intenções estão lá e a competência aos vários níveis técnicos, sonoros e descritivos o tornam delicioso e encantador quanto ao seu legado.

 

 

Caindo no desuso ou não, The Princess and the Frog é a animação que queremos gostar á força, e mostrar tais sentimentos para com ele não é indigno, mas a garra deste o torna na sua maior fraqueza, sendo que a história é muitas vezes sacrificada às canções, que por sua vez não ficam no ouvido, infelizmente, algumas personagens são desnecessárias e sem graça. Porem o elenco vocal é formidável, destacando Bruno Campos na personagem Naveen e também podemos contar com um vilão de peso, The Shadowman (Keith David), relembrando o melhor de um formidável legado de 80 anos de forças antagónicas desde a Bruxa Malvada da obra-prima Branca de Neve e os Sete Anões. Com A Princesa e o Sapo é diversão garantida e nostálgica, aquece mas não fica no coração, creio eu que ainda é cedo para se denominar de clássico Disney, mas peço graças que seja, sendo assim não escondendo um pouco de desapontamento.

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:42
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Grande Prémio B&W (IBERTELCO - SONY AWARD)
"Traffic Jam"
Arthur Franck & Oskar Forstèn, Finlândia.


Melhor Vídeo Ficção
"Magicians"
Andrey Getov, Bulgária.

Melhor Vídeo Documentário
"Traffic Jam"
Arthur Franck/Oskar Forstèn, Finlândia.

Melhor Vídeo Experimental
"Last Message of Mr. Coguito"
Ana Woch, Canada.

Melhor Vídeo Animação
"Homeland"
Juan de Dios Marfil, Espanha.

Melhor Vídeo Musical
"Bottom of the River"
Alasdair Brotherston & Jock Mooney, UK.

Melhor Peça Sonora (YAMAHA – MÚSICA AWARD)
"O Dia do Baptizado do Nuno"
Nuno Cruz, Portugal.

Melhor Fotografia (CENTRO DE CRIATIVIDADE DIGITAL AWARD)
"Expressões"
Pedro Machado, Portugal.


MENÇÕES HONROSAS

Menção Honrosa Vídeo Ficção
"Ona"
Pau Camarasa, Espanha.
For its Photography and Sound Design.


PRÉMIOS DE PUBLICO

Prémio do Público: Vídeo
"La Carte"
Stefan Le Lay, França.

Prémio do Público: Áudio
"Mostrengo - Interlude"
Rita Torres, Alemanha.

Prémio do Público: Fotografia
"Movimento dos Trabalhares Rurais Sem Terra"
Vanessa Rodrigues, Brasil


publicado por Hugo Gomes às 23:29
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Quanto ao remake de Millennium, os filmes sensação da Suécia, já está escolhida a nova Lisbeth Salander, a bizarra personagem de uma hacker bissexual anteriormente interpretada por Noomi Rapace, que será desempenhada por Carey Mulligan, nomeada ao Óscar com An Education. Baseado numa trilogia literária de Stieg Larsson, Millennium – The Girl With Dragon Tatoo (será este o titulo da incursão norte-americana) estreará algures em 2012, em princípio realizado por David Fincher. Por enquanto é a trilogia sueca que faz furor nas bilheteiras de todo o Mundo.

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publicado por Hugo Gomes às 23:18
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A Dreamworks já anunciou que o por enquanto maior sucesso do ano de 2010, a animação How To Train Your Dragon irá contar com uma sequela em 2012 e imaginem só … em 3D.

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publicado por Hugo Gomes às 23:15
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28.4.10

 

David Loucka encontra-se na escrita do terceiro filme do franchising de terror, The Ring, iniciado em 1998 de nacionalidade japonesa, sendo refeito por Hollywood em 2002 com Naomi Watts como protagonista e Gore Verbinski na cadeira de realizador, em 2005 se estreia a sequela norte-americano, que não conseguiu de todo agradar público e crítica. O terceiro The Ring (americano) será rodado em 3D, adiantou a Paramount Pictures.

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publicado por Hugo Gomes às 23:07
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publicado por Hugo Gomes às 23:02
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28.4.10

Real.: Mira Nair / Int.: Hilary Swank, Richard Gere, Ewan McGregor

 

 

Filme: Amelia Erhnart (Hilary Swank), foi a primeira mulher atravessar o Atlântico através do espaço aéreo, esta fita de Mira Nair (Vanity Fair) descreve tais feitos e a mulher por detrás deles. Foi uma das grandes apostas da 20th Century Fox para os Óscares de 2010, principalmente a categoria de Melhor Actriz, “o tiro foi ao lado”, tornando-se num enorme fracasso. Um drama sem brilho, académico e um elenco de igual adjectivo, Swank não produziu o suficiente neste registo.

 

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Italiano Dolby Digital 5.1
Russo Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Italiano
Russo
Castelhano
Estónio
Lituano
Letão
Árabe
Cazaque
Ucraniano

 

EXTRAS

Cenas Eliminadas

 

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 22:49
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28.4.10

 

Real.: Dominic Sena

Int.: Kate Beckinsale, Gabriel Macht, Tom Skerritt

 

Kate Beckinsale é nesta fita, uma federal que se encontra naquele que é considerado o pior posto da polícia, o montante vigilante num centro de investigação na Antárctica, também denominado de Pólo Sul, o mais inóspito local do Mundo. Carrie Stetko, nome da sua personagem, tem agora a missão de encontrar um serial killer á solta na vastidão do inferno branco, onde as condições atmosféricas extremas se fazem sentir e alguns mistérios avassaladores vêm ao de cima.

 

 

Dominic Sena (Gone in Sixty Seconds) realiza um thriller com bases na graphic novel homónima de Greg Rucka e Steve Lieber, uma interessante incursão de policial que explora e muito, o conceito inovador do isolado continente em que detém oficialmente como o único continente da Terra em que não existe registos de nenhum homicídio. O continente branco é porém, aqui comparado com os vastos cenários de ficção científica em que a Antárctica assemelha a um planeta qualquer saído dos clássicos Alien (Ridley Scott) ou o planeta Marte de Total Recall (Paul Verhoeven).

 

 

Whiteout, o filme, é despreocupado face a tal material primoroso, sendo assim o seu fraco aproveitamento das condições zeros de sobrevivência que os cenários proporcionam, arriscando na variação policial rotineira e banal. Na influência dos melhores do género como a dos romances de Agatha Christie o qual a novela gráfica se inspira, o novo filme de Dominic Sena é deformado em construir uma narrativa que valorize o suspense presente na obra literária, escapista em facilitismos na sua realização académica e sem brilho.

 

 

O mesmo se pode dizer de um elenco em que Kate Beckinsale não deslumbra, Tom Skerritt encontra-se esbanjador e Gabriel Macht como um carácter de papel, sem interesse nem virtude a uma história que arranca debilmente a partir de flashbacks, que forçadamente tentam solidificar a protagonista, e a trama de suspense reduzida a um amadorismo confrangedor. Era um dos mais esperados e promissores fitas do ano 2009, mas é algo tão frio e entediante como o próprio Pólo Sul.

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:43
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25.4.10

Real.: Shawn Levy

Int.: Steve Carrell, Tina Fey, Mark Wahlberg, Ray Liota, William Fichtner, James Franco, Taraji P. Henson

 

Em 1985, Martin Scorsese compôs graças a um argumento da autoria de Joseph Minion, um dos mais excêntricos e originais filmes norte-americanos do seu tempo, After Hours que conta com um Griffin Dunne como protagonista, que vive um pesadelo de contornos cómicos e labirínticos numa simples noite em Nova Iorque, perante as situações que ocorrem sem descanso, grita para o céu irado culpando Deus pela “trapalhada” que havia metido. Depois de Scorsese vencer o prémio de Melhor Realizador no Festival de Cannes, foram inúmeros os filmes que utilizaram com exaustão essa temática carroleana, característicos pela composição estrutural de situações que roçam a surrealidade, tudo isso decorrido num curto espaço temporal. The Hangover de Todd Philips, a comédia de 2009, explorou a mesma metamorfose, porém estreia nas nossas salas Date Night de Shaw Levy que recorre a tais métodos.

 

 

A fita assume-se numa troca de identidades quando um casal cansado decide programar uma noite diferente das outras, por isso resolvem jantar numa marisqueira bem concorrida em Nova Iorque, mas como não tinham reserva perante uma casa tão cheia, tomam uns lugares reservados, sendo que os reservadores não se encontravam no estabelecimento. A romântica refeição é interrompida, quando ambos são abordados por dois homens armados que os confundem com as pessoas da dita mesa. Daí adiante a noite se torna atribulada, tal como o título traduzido indica. Shawn Levy, já acostumado ao registo de comédias, sob o argumento de Josh Klausner (Shrek, The Third), encontra aqui uma fórmula de sucesso, porém tal factor justifica com o par de protagonistas.

 

 

Steve Carrell (o eterno Virgem aos 40) e Tina Fey (da série 30 Rock) apresentam uma química avassaladora, que compensam as lacunas deixadas num filme tão falsamente inspirado e “despido” de graça. Os gags são relevantes, ora resultam, ora falham redondamente nesta antologia ao conceito de Carroll, mas aí está, os dois actores conseguem corrigir, utilizando o simples método do ego cómico de ambos. O elenco é recheado de estrelas, sendo elas, Ray Liota num papel de mafioso, William Fichtner como um corrupto político, essencial na trama, Mark Wahlberg sem grande mossa e uma desperdiçada e estereotipada Taraji P. Henson, no elenco secundário, somente James Franco inspira carisma. Admito que me diverti o bastante no visionamento, todavia não encontro grandes virtudes na física comédia de Levy, sou da opinião que depois de The Hangover de Todd Phillips, as comédias norte-americanas mainstream nunca mais serão as mesmas. A Nova Iorque de Shawn Levy é infelizmente não apresenta a mesma vitalidade que a de Scorsese. Fiquemos por isto, não existe mais sumo neste filão.

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:58
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O comunicado foi feito pelo produtor Bradley Fuller que em princípio não existe agendada nenhuma sequela de Friday the 13Th, o remake do clássico do slasher movie dos anos 80 que estreou em 2009 e rendeu cerca de 90 milhões em todo o Mundo. Porém a Warner Brothers não confirmou a desistência da sequela prevista este Verão. 

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publicado por Hugo Gomes às 16:52
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25.4.10

Real.: Dominic Sena / Int.: Kate Beckinsale, Tom Skerritt, Gabriel Macht

 

 

Filme: Kate Beckinsale é uma detective que procura um serial killer á solta num centro de investigação da Antárctida. Adaptação de uma célebre graphic novel, Whiteout foi um dos fracassos cinematográficos do ano 2009, sendo o seu lançamento ter sido restrito a DVD no nosso país. Trata-se no geral de um visualmente agradável thriller que combina uma interessante premissa, mas com uma concepção inexperiente e académica. Nada demais.

 

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Alemão Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Finlandês
Dinamarquês
Norueguês

Sueco
Alemão
Inglês SDH
Alemão SDH

 

EXTRAS

Cenas Eliminadas

 

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

FILME –

DVD –

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publicado por Hugo Gomes às 16:47
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Detectives e femme fatales em corredores liceais!

 

A independente produção de Assassination of the High School President centra-se num mundo a parte onde obviamente os adultos não compreendem – os adolescentes. Esses, isolados coabitam numa sociedade em que a popularidade, notas e sexo são destacados no topo, e perante tais actos e pela vasta gama de estereótipos criados a redor dos contos de liceu, esta obra de Brett Simon se compõe como uma incursão de qualquer film noir ou de detectives “stuff”, aludindo a memória do ilustre Chinatown de Roman Polanski. O argumento de Tim Calpin e Kevin Jakubowski  (dois dos assistentes de produção da irreverente série South Park) se remete a uma figura jornalística que resolve investigar o caso de desaparecimento de exames, cruciais para o futuro de muitos estudantes, sem sabendo que é apenas uma peça móvel de uma rede de conspirações que abala o liceu de St. Donovan.

 

 

Reece Daniel Thompson veste a pele de um intrometido jovem que se incursa como o detective Columbus, sendo ele narrador de uma intriga de contornos negros onde cada personagem empenha uma função de homenagem a um género tão único no cinema norte-americano. O seu desempenho é meramente eficaz, o mesmo se pode dizer da “camada” jovem que integra o liceu e Bruce Willis que nem se esforça para ser carismático, seguindo mais a auto-sátira do que qualquer outra coisa.

 

 

Brett Simon esforça-se porém em conduzir a fita como um trabalho competente, mas esquece que necessita identidade para chegar ao brilhantismo, com isto querendo dizer que se reconhece o talento, o esforço e afins de Assassination of the High School, contudo sem a irreverencia para ser proclamado como uma experiencia obrigatória no grande ecrã, sendo que o visionamento em casa seja o mais apropriado por motivos estéticos e puramente jubilantes. Tudo porque esta fita pseudo - adolescente assimila aqueles alunos marrões que têm boas notas escolares, seguros mas sem personalidade de invenção.

 

You want to know the truth about high school? You've got to break it down into its elements. Unfortunately, at St. Donovan's, the periodic table is more crooked than a case of scoliosis. Just give me the chance and I'll set it all straight. Case in point, Spanish homework. "Dame un batido de esperma" does not mean, "Take me to the airport." It means, "Give me a sperm milkshake." And 22 kids gave that as an answer in Spanish 3 last week. I'm not sure about the milkshake, but somebody is sure feeding us something sticky. Every clique on campus is copying the same damn homework. Burn-outs, pretty boys, drama-dorks, jocks, debaters, player-haters, you name it. Oh, it's big, all right. And I'm on it like pink rubber bands on your little sister's braces. The name's Bobby Funke. I write for the paper.”

 

Real.: Brett Simon / Int.: Reece Daniel Thompson, Bruce Willis, Mischa Barton

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:37
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Flammen & Citronen (2008)

 

Por Dinamarca!

  

Baseado em factos verídicos, numa Dinamarca ocupada por Nazis decorrida em 1944, dois homens lutavam contra a invasão de ideais, eles eram Flammen (Thure Lindhardt) e Citronen (Mads Mikkelsen), dois resistentes engenhosos que faziam os seus dias um verdadeiro extermínio nazista, tendo como trabalho abater oficiais alemães. Contudo o que não sabiam é que eles próprios se encontravam no seio de uma conspiração, em que as suas funções eram na realidade traições á sua pátria mãe. Realizado por Ole Christian Madsen (Prag, 2006), eis mais um filme que incursa a resistência ao regime nazi da Segunda Guerra Mundial, trata-se de uma fita que demonstra competência quer no elenco (mais uma vez a confirmação de Mikkelsen, o qual é reconhecido pelos seus trabalhos com o realizador Madsen) e quer a nível técnico, como a reconstituição da época. Porém a sua qualidade é académica, o que define a sua estrutura narrativa, prolongada de duração e por vezes deveras confusa. Porém foi das melhores apostas do cinema dinamarquês de 2008. Um thriller habilidoso!

 

Real.: Ole Christian Madsen / Int.: Thure Lindhardt, Mads Mikkelsen, Stine Stengade

6/10

 

 

The Ugly Truth (2009)

 

A Guerra dos Sexos!

 

A guerra dos sexos é pano de fundo para esta comédia romântica de linguagem grosseira dirigida por Robert Luketic (Legally Blonde, Monster-in-Law). A premissa segue uma produtora de um programa televisivo matinal que pede conselhos amorosos a um machista apresentador do mesmo programa, a fim de conquistar o homem dos seus sonhos. The Ugly Truth recorre a qualquer guia de divergências sexuais e as providencia como um entretenimento razoável, feel-good, com actores de grande carisma; Gerard Butler e Katherine Heigl (em vias de se tornar a nova “namorada” da América), porém a química entre ambos são quase inexistentes. Em certas situações acaba de se tornar inteligente, o que poderá gerar discussão logo após ao seu visionamento, mas tudo se conjunta numa fórmula repetitiva e previsível, mas sublinha-se – competente, mas não hilariante.

 

Real.: Robert Luketic / Int.: Gerard Butler, Katherine Heigl, Cheryl Hines

 

6/10

 

 

17 Again (2009)

 

Aos 17 duma vez!

 

O cinema colegial parece ter evoluído pouco desde Ferris Bueller’s Day Off do falecido John Hughes e atingindo o pico em American Pie dos irmãos Weisz, mas em 17 Again do desconhecido Burr Steers chegamos a encontrar uma homenagem com um aroma doce de 80s. A história prescreve a já batida fórmula de um adulto que por magia se converte num rapaz de 17 anos, visto isto como uma segunda oportunidade para rescrever a sua vida (um versão reversa de Big de Penny Marshall. Zac Efron, vindo directamente da febre adolescente High School Music, encontra-se suportável e bem direccionado a um estrelato prematuro, minha sensação ou não, tal figura não corresponde a Matthew Perry (sua fase adulta) que possui um desempenho miserável. Com toques mágicos do cinema familiar, 17 Again é algo de gracioso dentro do género abatido nos tempos recentes pela estupificação de uma geração. Thomas Lennon constitui o personagem mais hilariante, o resto é mesmo assim, um amontoado de estereótipos colegiais que qualquer adolescente identifica, desde os campeonatos escolares de basquetebol e as cheerleaders até ás tribos bem definidas na cantina do liceu. Existe esforço, mas a maquina de fracturar falou mais alto …

 

Real.: Burr Steers / Int.: Zac Efron, Matthew Perry, Thomas Lennon

5/10

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publicado por Hugo Gomes às 01:09
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24.4.10

publicado por Hugo Gomes às 23:29
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publicado por Hugo Gomes às 13:58
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24.4.10

Real.: Chan-wook Parl

Int.: Kang-ho Song, Ok-vin Kim, Hae-sook Kim

 

 

Os Vampiros, tal raça imaginária que se encontra presente na sociedade de hoje, parece ser uma moda para ficar nos últimos anos. Tal ressurreição deriva obviamente da febre “Twilight” cuja massa adolescente segue com uma crença quase religiosa. Devido a isso, são muitos os outros projectos que constituem como oportunistas perante tais contos de Stephenie Meyer e o seu alcançável sucesso, nessa vasta gama de produtos vampíricos, chegamos a assistir alguns exemplares interessantes trazidos, não por Hollywood e os seus adornos, mas por países mais discretos, como a Suécia e o seu magistral Let The Right One In de Tomas Alfredson, contudo existe é a invulgar e insólita incursão do género, Thirst de Chan-wook Park vindo directamente da Coreia do Sul, que demonstra que existem formulas que bem “espremidas” ainda podem extrair um tocante “suco”, neste caso num tipo de cinema que é explorado com uma exaustão incansável, o autor coreano renega os clichés e contorna saudavelmente as linhas guias do género.

 

 

Park será relembrado para a posteridade como o fundamentalista da trilogia Vengeance (Vingança), o qual integra Oldboy (2003) como sua melhor obra, num conjunto de filme que se apresentam com uma arquitectada ou engenhosa intriga que promove o esporádico da narrativa elaborada, a vingança como centro de tema. O autor coreano se expressa pela linguagem corporal que se complemente a retratar um quadro vivo e da violência gráfica e psicologia que se completa com a ousadia e o intimidismo do realizador, Thirst não foge á regra em tal caso. Apresentado na última edição do Fantasporto, a fita nos remete a polémica história de um padre que se converte num pecador extremo. Tudo começa quando o sacerdote Sang-hyeon (Kang-ho Dong) se torna numa cobaia humana de uma investigação de cura para um vírus mortal. Sendo portador de tal patologia, este acaba por falecer quando recebe uma transfusão de sangue, cuja fonte é desconhecida, mas ressuscita no dia seguinte, apresentando habilidades sobre-humanas e uma sede tremenda por sangue. Não é preciso ser um génio para identificar que Sang-hyeon havia convertido num vampiro. Assim sendo o padre renega os seus votos e inicia uma vida cheia de luxúria, violência e pecado.

 

 

Thirst possui um teor erótico esteticamente brutal e audacioso, uma competência técnica que capta a beleza natural dos planos de Park e actores de alto calibre, incluindo Kang-ho Song (The Host) e a versátil e chamativa Ok-bin Kim. Chan-wook Park exibe mais uma vez aqui que é um homem cuidadoso e delicado com a subtileza da estrutura narrativa, fluente em sequências de tamanha obscuridade como de belas, no geral pode muito bem ser o facto de estarmos perante no filme mais belo do ano 2009. O único “pecado” da película que celebra a sincronização corporal é a inserção de sequências deveras dispensáveis para a trama, que se auto-proclamam como simbolismo estético, mas que nada servem do que ser utensílios de prolongação da duração.

 

 

Thirst – Este é o Meu Sangue transforma o vampiro, que outrora era desmitificado como uma fantasia em vias de exploração sexual se revela num heterónimo dos portadores de HIV, num problema social que se encrava no desequilíbrio da mesma, a sede de sangue é porém apresentada como a dependência das drogas, o caminho de sentido único que muitos tentam evitar e outros caiem na tentação, ou seja Park vê naquelas de aparência humana e com dentes aguçados para cravar no pescoço de qualquer um, um reflexo de uma humanidade doente, dependente e desrespeitosa. A imagem do vampiro é muito mais que fantasia, é a critica que a censura não cala.  Uma fita riquíssima que não deixará ninguém indiferente, Park volta a surpreender e a redefinir o vampiro para o século XXI.

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:47
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Real.: Alan Crosland

Int.: Al Jolson, Mary McAvoy, Warner Oland

 

Filme : Jazz Singer nos retrata a jornada de um homem, nascido e criado por uma rígida tradição judaica, que sonha vier a ser um cantor de jazz. Celebrado mundialmente como o primeiro filme sonoro, a fita de Alan Crosland constitui assim uma das colunas vertebrais da evolução do cinema contemporâneo. Um monumento cinematográfico a não perder.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Nova Transferência Digital

Imaculadamente Renovada Banda Sonora Através de Elementos de Imagem Restaurados

Som Original Gravado em Vitaphone

Comentário de Ron Hutchison, Fundador de The Vitaphone Projects e do Líder da Banda Nighthawks, Vince Giordano

Curtas Vintage de Al Jolson

Adaptação do Programa de Rádio

Galeria de Trailers

Cartoon Clássico de Homenagem: Eu Adoro Cantar
Nova Longa-metragem Documental: O Nascimento do Som

Como Os Filmes Aprenderam a Falar Excertos Sonoros da Gold Diggers of Broadway de 1929

Curtas do Estúdio Celebrando a Era Primária Do Som

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

FILME –

DVD -

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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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22.4.10

Real.: Karyn Kusama

Int.: Megan Fox, Amanda Seyfried, J.K. Simmons, Adam Brody, Johnny Simmons, Lance Henriksen

 

Depois de ganhar notoriedade (como também o Óscar), a argumentista Diablo Cody iniciou uma frente feminina que ganha prestigio nos mais variados parâmetros cinematográficos. Cody escreveu Juno em 2007, uma comédia dramática de teor adolescente, onde a autora capta o “mundo natural” da faixa etária, representada de tal forma realista e precisa, onde os estereótipos se tornam personagens independentes. Depois de tal feito é convidada para escrever no cinema mais mainstream, neste caso um filme de terror. Assim sendo, concebe Jennifer’s Body, onde volta a explorar os mais variados adornos do dia-a-dia adolescente.

 

 

O guião é extraído para o ecrã a partir da realização de uma outra mulher, Karyn Kusama (Aeon Flux) que embrulha a fita num académica fotografia e uma banda sonora bem ritmada. Jennifer’s Body é porém sinonimo de outra mulher, neste caso a actriz Megan Fox, que partiu corações nos dois Transformers de Michael Bay (talvez a única coisa que não era CGI!), tem aqui a hipótese de virar protagonista ao lado da ascendente Amanda Seyfried (Mamma Mia!). Ambas desempenham as duas melhores amigas envoltas numa rivalidade sem precedentes, Fox é uma cheerleader enquanto Seyfried é uma dita “nerd” do liceu, contudo o filme desenvolve numa intriga “semi-slasher” quando Jennifer (Fox) se converte num demónio devoradora de rapazes, um “man eater” literalmente.

 

 

O argumento é anedótico, Megan Fox transpira sensualidade, mas não talento, Seyfried aguenta a pedalada e carrega a película às costas, ou seja Jennifer’s Body é uma decepção total, uma viragem serie B esquizofrénica e desequilibrada, Diablo Cody falha o alvo redondamente, mesmo sabendo que prometeu uma homenagem sem ambições de um subgénero bem popular nos anos 80. Assim justifica o porquê do lançamento directo em DVD no nosso país.

 

“She’s evil … and not just high school evil”

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:06
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21.4.10


publicado por Hugo Gomes às 06:00
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10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
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