10.2.10

A “brincar” com a imaginação do espectador!

 

O rebelde e “outsiderJim Jarmusch regressa para detrás das câmaras após quatro anos de ausência, o seu ultimo filme, Broken Flowers, protagonizado por Bill Murray, retratava a jornada de um velho mulherengo no destino das suas velhas conquistas, em The Limits of Control segue um misterioso homem (Isaach de Bankolé) nos confins de Espanha que participa em actividades ilícitas. Os Limites do Controlo, sendo esse o título traduzido, é tal como o nome indica, remete o espectador á utilização de dedução e imaginação, o qual o autor desafia o próprio com jogos psicológicos, enigmáticos e uma narrativa experimental que exibe certos traços de surrealismo. E é com a jornada do homem sem nome (Isaach de Bankolé), somos defrontados com um vasto rol de personagens excêntricas e estereotipadas que relatam diálogos repetidos mas característicos conforme a sua área explorativa, ou seja, Luis Tosar se revela um aficionado na música, Tilda Swinton no cinema, Youki Kudoh na Ciência, John Hurt na Arte e Gael Garcia Bernal o reflexo, todas elas representam cinco importantes colunas do nosso quotidiano e todas elas são fundamentais no preenchimento da imaginação do espectador que irá ser necessário na reconstrução mental do final e de toda a trama. Mas este jogo de Jim Jarmusch, mesmo sendo entusiasmante para o intelecto, consegue se tornar monótono intrinsecamente face a tantas repetições, e tal interesse se ganha maioritariamente no momento em que John Hurt surge, num carisma contagiante, de resto só mesmo os planos com a magistral fotografia de Christopher Doyle, que segundo o autor Jim Jarmusch, a sua participação na produção é um sonho concretizado, relembro que Doyle é o director de fotografia predilecto do consagrado realizador oriental Wong Kar-wai. Chegando mesmo a ser demasiado pretensioso para o seu bem, The Limits of Control poderá funcionar como uma alternativa dos filmes mainstreams, e sendo um insólito projecto cinematográfico, a nova obra de Jim Jarmusch triunfa como um inteligente livro de referencias cultas, mas perde pela exibição de “grandeza” que o autor quer fermentar. Incentivo intelectual ou simples radiografia do ego artístico? Você decide.

Real.: Jim Jarmusch

Int.: Isaach de Bankolé, Bill Murray, Luis Tosar, Tilda Swinton, Youki Kudoh, Gael Garcia Bernal, John Hurt

 

Imagens

 

    

 

 

A não perder – Um filme diferente de todo os outros

 

O melhor – John Hurt e a fotografia

O pior – sente-se criatividade, mas demasiado ego artístico

 

Recomendações – Mulholland Drive (2001), Twin Peaks – Fire Walk With Me (1992), Hitman (2007)

5/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:47
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O que mais poderia enriquecer o cinema? Mais um filme em que Taylor Lautner anda de tronco nu! Parece que os produtores consideram os abdominais do actor popularizado em New Moon, um factor relevante no Box Office, devido a isso ele será Stretch Armstrong, na mais uma adaptação cinematográfica de uma linha de brinquedos da Hasbro. Stretch Armstrong é uma popular figura de acção dos anos 70, cuja caracterização era o facto de se esticar excessivamente as extremidades corporais (braços, mãos e cabeça), o filme, segundo as fontes, irá estrear em 2012, no formato em 3D e o argumento será da autoria de Steve Oederick (Bruce Almighty).

Taylor Lautner também desempenhará outro herói das linhas de brinquedos para o cinema, Max Steel, que segundo os produtores será um promissor franchising!

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:44
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Real.: Frank Capra

Int.: James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore

 

 

Filme

Na Vespera de Natal, George Bailey (James Stewart), um modesto cidadão encontra-se na ponta é beira de suicidar, tudo porque perdeu uma quantia significativa de dinheiro, que serviria sobretudo para pagar dívidas. Porém tal acto de loucura é impedido por um anjo que o tenta ajudar, para que possa obter as suas asas, mostrando a Bailey o verdadeiro significado de viver.

Veredicto

Em 1946, Frank Capra assina uma ternurenta e bem posicionada historia natalícia que remete o espectador ao verdadeiro significado da vida, realçando os valores morais. James Stewart numa das suas melhores prestações nesta obra-prima do cinema.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Espanhol Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailers

Outros Titulos

Curiosidades

 

Distribuidora – CineDigital

 

FILME –

DVD –

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:40
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7.2.10

George Clooney nas Nuvens!

 

A crise económica é algo que perturba tudo e todos, porém uma das causas para esse decrescente social advém á natureza do ser humano, o seu egoísmo e a ambição de evoluir tecnologicamente fazem com que pessoas sejam automaticamente reduzidas a números e prejuízos na ficha de encargo / despesas. E é no centro desse caos calmo que surge um personagem como Ryan Bingham (George Clooney), que tem como profissão viajar pelos quatro cantos do país até às milionárias empresas no intuito de “despender” (termo técnico utilizado para a palavra despedimento) pessoal, melhor dizendo pessoas. Torna-se num vendedor, um orador que traz consigo a marca de um dos dias mais infelizes na vida daqueles empregados, o dia em que se apercebem que todo o esforço, trabalho e suor foi em vão, e que ninguém está acima do substituível. Bingham, sendo esse cúmplice do diabo que ganha a vida a despedir pessoas, ironicamente é despedido da sua própria empresa, quando as altas patentes descobrem que é mais fácil e menos dispendioso “dispensar” via online através de um programa de vídeo-chamada do que ter trabalhadores que viajam para essas mesmas empresas. Porém enquanto o projecto ainda se encontra em via experimental, Bingham embarca numa última viagem de negócios, á pendura está a jovem Natalie Keener (Anna Kendrick), a mais recente “aquisição” da empresa de Bingham, sendo ela talvez responsável por esse encurtamento de pessoal.

George Clooney é cada vez mais um actor despido de “tiques” de vedeta ou estrela, um autor que se mantém sempre presente no cinema norte-americano, e em Up in the Air, ele se retém em forma no papel de um estereótipo plástico, vazio intrinsecamente cujo seu único objectivo seja cumprir o número recorde de milhas da sua companhia aérea. De resto é uma vida oca, sem sentido direccional, nem nada que o agarra ao sedentarismo, convicto a acreditar numa filosofia sua, de que o ser humano necessita de viver apenas com “bagagem vazia” para obter sucesso e gloria na sua vida, Bingham mais cedo ou mais tarde se apercebe que tudo que havia construído até hoje, não tem nexo sem a partilha, porém sua conclusão chega quando conhece a sua “versão feminina” em Alex Goran (Vera Farmiga), outra trabalhadora viajante.

Realizado por Jason Reitman, filho do director Ivan Reitman (Ghostbusters), tem criado ao seu redor um cinema próprio, visões cínicas e irónicas de uma sociedade onde vive, em 2005 satirizou as empresas tabaqueiras em Thank You For Smoking, em 2007 conquista quase meio mundo com a crónica de uma adolescente grávida em Juno, escrito por Diablo Cody, agora em 2009, adapta o livro de Walter Kirn e molda um cenário actual e realista que aborda temas que continuam a ser dores de cabeças às várias nações.

Up in the Air antes de chegar até nos arrecadou inúmeros prémios e nomeações em festivais e eventos distintivos, até mesmo está entre os nomeados ao Óscar de Melhor Filme, que segundo os especialistas com grandes chances, porém antes de mais aconselho-o a verem sem seguir a lista de prémios, porque Up in the Air poderá ser considerado á primeira vista um “simples filme de Domingo á tarde” como já ouvi a ser adjectivado, mas como Clooney afirma em certa altura “Uso estereótipos, porque é mais fácil”, o mais difícil é mesmo penetrar nessa capa de modelo e entrar neste mundo humanista onde cada dialogo é uma trunfo de às. Aliás, depois deste filme penso que ninguém poderá contrariar a minha afirmação, em que Vera Farmiga é mesmo uma actriz de “A” grande.

Real.: Jason Reitman

Int.: George Clooney, Anna Kendricks, Vera Farmiga, J.K. Simmons

 

 

    

 

A não perder – um dos melhores filmes de 2009

 

O melhor – o argumento actual, humanista e Vera Farmiga

O pior – se o Óscar de Melhor Filme for mesmo para Avatar de James Cameron.

 

Recomendações – Thank You For Smoking (2005), Love Happens (2009), Terminal (2004)

 

Ver Também

Juno (2007)

Thank You For Smoking (2005)

 

Ver Outras Fontes

Cinema is My Life – Up in the Air

Split Screen – Nas Nuvens, por Tiago Ramos

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:00
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7.2.10

Real.: Francis Ford Coppola

Int.: Vincent Gallo, Maribel Verdu, Alden Ehrenreich

 

 

Filme

Bennie (Alden Ehrenreich) reencontra o irmão mais velho, Tetro (Vincent Gallo), que não via á dez anos. Porém este inesperado momento não se torna pacífico, nem harmonioso, mas sim conflituoso e revoltado, tudo porque existe demasiados segredos na vida de Tetro e de Bennie.

Veredicto

O segundo filme da segunda vida de Francis Ford Coppola, que optou por um carreira mais livre e discreta. Tetro é um amontoado de referências ao cinema mais clássico do autor, um conjunto de excelentes protagonistas e uma trama que roça entre o mais experimental e mainstream. Porém é absolutamente concreto que é um filme que não agradará muita gente, principalmente para quem não apoia esta decisão filmografica do realizador de O Padrinho.

AUDIO

Inglês

Francês

Espanhol

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Francis Ford Coppolo Masterclass no Estoril Film Festivel 09
Coppola conversa sobre:
- Filmes Anti-Guerra
- Tecnologia do Futuro
- Filmes Pessoais
- Filmar Digital
- Vincent Gallo
- Cinema enquanto Jazz
-
Cinema como linguagem
- Filmes Independentes
- O Futuro do Cinema
Entrevista ao Director de Fotografia Mihai Malaimare Jr. No Estoril Film Festival 09
Galeria de Imagens
Trailers
DVD Rom

 

Distribuidora – Clap Filmes

 

Ver Também

Tetro (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:56
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publicado por Hugo Gomes às 18:22
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Chloe é uma das grandes apostas no ramo o thriller erótico, um dos exemplos da ascensão da jovem actriz Amanda Seyfred, que vimos em Mean Girls (2004), mas foi o seu sucesso aflua de Mamma Mia! um musical bem sucedido de Phillyda Lloyd. Após Jennifer’s Body ao lado da sex simbol Megan Fox, Seyfred veste agora a pele da homónima personagem, uma sensual e jovem prostituta contratada pela medica Catherine (Julliane Moore) para seduzir o seu marido, David (Liam Nesson), que segundo qual tem duvidas acerca da sua fidelidade matrimonial. Realizado pelo egípcio realizador Atom Egoyan (Ararat) e escrito por Erin Cressida Wilson (Fur: An Imaginary Portrait of Diane Airbus), Chloe é o remake americano do sucesso Nathalie … (Anne Fontaine, 2003).

 


publicado por Hugo Gomes às 18:19
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Com o lançamento dos DVDs de Fama e de Talking to Pelham 1 2 3, que são dois exemplos de remakes estreados no ano passado e que indiscutivelmente não ultrapassaram os originais, decidi então tirar algumas teimas e elaborar um top dos 10 piores remakes. Oportunistas e sem originalidade são os adjectivos mais exactos para todos eles.

 

#10) Rollerball (2002)

Norman Jewison realiza em 1975 um filme de ficção científica cruzado com a temática de desporto em que James Caan se vê submetido num jogo futurístico que cruza hóquei com os primórdios dos gladiadores de arena. Em 2002, John McTiernan fez uma “borrada” tão irreversível na sua carreira que foi refaze-lo para o novo século, resultado para além de possuirmos a nosso dispor um argumento inconsequente e imaturo, é que o espectador fica a merecer de um elenco sem brilho e os “miolos a serem fritos” quando vemos quedas e mais quedas num jogo sem inspiração.

 

#09) The Day The Earth Stood Still (2008)

O original de Robert Wise (1951) é um dos marcos da ficção científica cuja sua mensagem ainda hoje perdura e mantém sempre actual, a versão de 2008 por outro lado é um contagiado da síndrome de Al Gore e enche todo o seu contexto com mensagens ecológicas e efeitos especiais sofisticados, que se tornam banais graças a um enredo enfadonho e interpretações melancólicas, apenas Keanu Reeves, conhecido pela sua inexpressividade foi o único que tem um papel á altura na pele do extraterrestre Klaatu.

 

#08) The Hitcher (2007)

Platinum Dunes, empresa gerida por Michael Bay, faz das suas e pega numa obra de culto como The Hitcher de Robert Harmon (1986) e a torna numa espécie de “petisco” para a geração MTV. Sean Bean substitui Rutger Hauer, o qual se torna numa cópia exacta da personagem de Ryder. Um filme hiperactivo, sem grande noção do conceito original e com todos os ingredientes de um espectáculo mais visto e revisto.

 

#07) The Planet Of The Apes (2001)

Tim Burton até não costuma ser realizador destas “coisas”, porém errar é humano e obviamente Planet of the Apes é o seu erro numa carreira quase imaculada. Se o improvável, mas inteligente filme de ficção científica de Franklin J. Schaffner (1968) é um dos mais famosos e importantes pilares na história desse famoso género cinematográfico, Tim Burton’s Planet of the Apes é uma pomposa aventura que cai no facilitismo do espectáculo, dá-nos uma história hiperactiva e muita “macacada”. Não é no seu total mau, mas não adianta, nem atrasa, é um daqueles casos que o remake é desnecessário.

 

#06) The Pink Panther (2006)

Se há coisas que eu não entendo são os remakes, outras são quem as produz. The Pink Panther, a celebre comédia de 1963 com Peter Sellers foi refeito em 2006 por Shawn Levy, cujo Steve Martin veste a pele do Inspector Clouseau. Se na versão dos anos 60, Closeau era uma personagem inteligente, porém ingénuo e com queda para desastres na nova versão ele parece ser o irmão mais intelectual de Mr. Bean, um palhaço infantil e imaturo com gags que roçam a credibilidade e a inverosimilhança. Quanto á sequela de 2009, esqueçam, é melhor não falar.

 

#05) The Haunting (1999)

Uma das regras importantes num filme de terror é que efeitos especiais são para eles como azeite e agua, simplesmente não se misturam. Jan de Bont, realizador de filmes de acção como Speed e Tomb Raider, decide “pegar” no clássico de 1963 e enche-lo com pirotecnia e uma sugestiva componente técnica áudio-visual, resultando um filme de assombrações que tem de tanto assustador como os programas infantis que passam nas manhãs televisivas. Um horror de filme!

 

#04) The Wicker Man (2006)

É penoso ver Nicolas Cage a submeter a tão mau gosto, The Wicker Man é baseado no subvalorizado thriller de Robin Hardy em 1973, sobre um agente da policia que investiga o desaparecimento de uma criança numa pequena ilha onde reina uma antiga e pouco ortodoxa religião pagã. The Wicker Man se resume a uma viagem pelo péssimo trabalho dos envolventes, quer na realização e o seu trabalho de câmara, quer mesmo na péssima perfomance do actor Nicolas Cage, a história é encaminhada por curtos momentos de facilitismo e a correria da narrativa leva-nos a um fatigante e pesado final. Felizmente foi mal recebido pelo público em gera de tal forma que a prevista produção de uma sequela foi negada pelo estúdio.

 

#03) Swept Away (2002)

Agora que o autor Guy Ritchie está a reavivar a sua carreira como realizador graças aos sucessos que obteve com Rockn’Rolla e Sherlock Holmes, porém foi um projecto que facilmente conseguiu fazer com que batesse no fundo da criatividade. Swept Away, sendo esse o título do responsável, é uma variação do náufrago “embrulhado” com muita luxúria e puro voyeurismo erótico onde a sua ex-mulher, a estrela internacional da música pop, Madonna (segundo ela, o marido a creditou no papel de protagonista porque era barata e se encontrava disponível) cai nos braços de Adriano Giannini (a desempenhar o original papel do seu pai, Giancarlo Giannini), ambos sujeitados á areia da praia e ao mar de sonho. Mais próximo de uma edição recente dos Survivors, Swept Away é um desequilibrado drama romântico sem ponta que se pegue, onde os protagonistas dão o seu pior. Remake da comédia romântica italiana Travolti da un Insolito Destino Nell'azzurro Mare d'Agosto (Lina Wertmuller, 1974).

 

#02) One Missed Call (2008)

Em 2003, o referente realizador nipónico Takashi Miike decide homenagear o crescente J-terror que expande em todo o mundo através do seu filme One Missed Call, que citava as fórmulas de filmes do género como The Grudge de Takashi Shimizu ou The Ring de Hideo Nakata. Mas ao contrário das versões americanas dos dois últimos referidos, a “remodelação” de One Missed Call (Eric Valete) resultou numa trapalhada mal executada. Maus actores, maus CGI, mau argumento, maus sustos, mau realizador, ou seja mau em quase tudo. A evitar!!

 

#01) The Fog (2005)

Regra geral, um remake não é mais do que a alegoria lei do menor esforço dos grandes estúdios cinematográficos, o facto é que muitas vezes o legado de outros filmes são pretextos para a produção de outros idênticos mas carimbado de forma diferente, em termos económicos é o mesmo que comprar produtos mais baratos e para depois revende-los a outrem com um preço mais luxuoso. Enquanto essa politica que indica ao cinéfilo que os graus de inspiração cinematográfica estão a baixar consideravelmente continua a ser executado até á exaustão, filmes como The Fog de John Carpenter são refeitos sem a menor dignidade. Rupert Wainwright era demasiado amador para se encontrar na sombra do mestre do terror, John Carpenter, mas ninguém queria saber, resultando assim num desastre artístico ao vermos um dos mais incontornáveis filmes do terror dos anos 80 a ser “assassinado” por uma salada de variações e um elenco sem brilho e esforço. Depois disto veio Halloween de Rob Zombie, e mais virão da filmografia de Carpenter á espera de serem readaptados, o qual a espíritualidade do mestre seja ofuscada pelo amadorismo e ganância dos produtores milionários. Quando o cinema deixa de ser arte e passa a ser fast-food …

 

Ver Também

The Day the Earth Stood Still (2008)

The Wicker Man (2006)

Halloween (2007)

The Taking Pelham 1 2 3 (2009)

The Haunting (1963 / 1999)

The Pink Panther (1963 / 2006)

The Pink Panther 2 (2009)

The Hitcher (2007)

Top 10 – Os Melhores Remakes

 

Para o leitor qual é o pior remake que já assistiu?

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:13
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5.2.10

Ouviste falar de comédias americanas?

 

Numa temporada em que os chamados “filmes de Óscar” se estreiam aos trambolhões, as distribuidoras portuguesas decidem então lançar aos cinemas a comédia “Did you Hear About The Morgans” de Marc Lawrence (Music and Lyrics), que volta a trabalhar com o actor Hugh Grant que se auto-titula como o rei das “comédias românticas”. A juntar a ele é a cosmopolita Sarah Jessica Parker que será sempre confundida com a sua personagem Carrie em Sex and the City, ambos interpretam um casal recém-divorciado, e por mero acaso são testemunhas de um brutal crime, o que automaticamente os leva ao programa de protecção de testemunhas. Desnecessário será dizer que as suas identidades são alteradas e o ex-casal é obrigado a assumir o estatuto de casados numa localidade campestre isolada das grandes cidades do país. Se o autor literário, W. Sommerset Maugham afirma que a maior das jornadas é a distancia entre dois seres, Did you Hear About the Morgans cita directamente do coração mais romântico e varia o conceito de segunda oportunidade, porém escusado será dizer que esta comédia é dispensável nas filmografias de tão famosos actores, que tirando a premissa (neste caso deveria se chamar a desculpa de reuni-los) nada atrasa nem avança nesta pseudo- comedia romântica que tem alguma pressa em terminar. Parker e Grant são dois exemplos de prisioneiros aos seus egos, cujos papeis já não variam neste competitivo mercado cinematográfico. Banal, previsível, sem chama nem criatividade, é o que resume Did You Hear About Morgans, agora se quiserem algum motivo para vê-lo numa sala de cinema será obviamente pelos actores Sam Elliot (os papeis são os mesmos, mas o homem continua carismático) e a versátil Mary Steenburgen. Agora é pura ignorância das distribuidoras filmes como este ter um mais abrangente estreia no nosso país, que por exemplo The Road de John Hillcoat, que estreou no mesmo dia. Certamente Portugal sabe rir, mas sem qualidade.

Real.: Marc Lawrence

Int.: Hugh Grant, Sarah Jessica Parker, Sam Elliot, Mary Steenburgen

 

Imagens

 

   

 

 

A não perder – as pipocas obviamente!

 

O melhor – a dupla Elliot / Steenburgen

O pior – é vulgar, mesmo com uma premissa tão promissora

 

Recomendações – KillShot (2006), Music & Lyrics (2007), Hannah Montana – The Movie (2009)

 

4/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:01
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4.2.10

Devido ao sucesso estrondoso de Avatar de James Cameron, alguns estúdios decidiram converter as suas fortes apostas em 3D. Um dos casos desse “sindroma” é as duas últimas partes de Harry Potter, dirigidas por David Yates – Harry Potter and the Deadly Hollows – uma com estreia prevista para este ano e a segunda parte em 2011, o estúdio pertencente, a Warner Brothers irá também lançar o remake Clash of The Titans de Louis Leterrier a três dimensões, em Portugal tem data de estreia para 15 de Abril deste ano. A Paramount Pictures irá lançar Transformers 3 de Michael Bay também ele com esse formato em 2011.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:51
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3.2.10

Dickens digital!

 

Há a sensação de que Robert Zemeckis (Back to the Future, Forrest Gump) abandonou há muito a velha forma de filmar, filmes de acção real substituídos pela sofisticação e a ilimitação da tecnológica caption motion, destacada ao rubro em Avatar de James Cameron, dispensa comentários. Este processo informático requer na scanização das expressões faciais dos actores para o respectivo programa o qual existem inúmeras ferramentas de caracterização destes corpos informáticos, tudo deriva da caricata visão de actores vestidos com fatos flexíveis pleno em fios sensoriais.

Depois da livre imaginação de Polar Express (2004) e da adaptação do antigo folclore, Beowulf (2007), Zemeckis revive o tão convertido conto de Charles Dickens (1843), cuja liberdade visual permite o autor gozar de uma excelente aderência entre a imaginação de Dickens e na caracterização dos fantasmas de Natal. A Christmas Carol, sendo esse o título desta centenária história sobre o espírito do Natal, é um ensaio sobre a versatilidade de Jim Carrey como actor, compondo nesta obra quatro personagens diferentes, todas elas distintas em termos de tiques, outras especificações e ausente do seu habitual ego. No mesmo ramo interpretativo está o outro actor bem flexível na indústria hollywoodesca, Gary Oldman (The Dark Knight, Leon) que também compõe uma vasta gama de personagens. Zemeckis, porém, mesmo sob a pressão do filme de família, consegue preservar o espírito de Dickens e traz a nós a mais negra e talvez mais adulta versão do conto no cinema, trazendo ao espectador alguns sustos digitais e surpresas no ramo da animação.

E como filme de família apenas a emotividade e a moral de Dickens se encontram inteiramente inseridos na narrativa. Mais sofisticado que as duas obras anteriores, Zemeckis consegue o conto natalício perfeito deste ano, uma aventura digital invejável, sendo o autor o rei desta tecnologia, muito antes de Cameron ser o “The King of the World”.

Real.: Robert Zemeckis

Int.: Jim Carrey, Gary Oldman, Colin Firth, Michael J. Fox, Bob Hoskins, Robin Wright Penn

 

 

   

 

 

A não perder – um conto visualmente arrebatador e negro

 

O melhor – no meio daquela sofisticação, a versatilidade de Carrey

O pior – ser confundido com desenhos animados

 

Recomendações – The Monster House (2006), Polar Express (2004), Avatar (2009)

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:26
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publicado por Hugo Gomes às 05:28
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Pois é, parece que Avatar de James Cameron para além de conquistar meio mundo, consegue encantar os votantes da Academia, e tal como aconteceu nos Goldens Globes, o bilionário filme de ficção científica é um rei nas nomeações; conquistando nove indicações, a par com a surpresa de Kathryn Bigelow, The Hurt Locker, são as fitas mais nomeadas. Surpresas e previsibilidades, eis a lista:

 

Melhor Filme

Avatar

The Blind Side

District 9

An Education

The Hurt Locker

Inglourious Basterds

Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

A Serious Man

Up

Up in the Air

 

 

Melhor Actor Principal

 

Jeff Bridges, Crazy Heart

George Clooney, Up in the Air

Colin Firth, A Single Man

Morgan Freeman, Invictus

Jeremy Renner, The Hurt Locker

 

 

Melhor Actriz Principal

 

Sandra Bullock, The Blind Side

Helen Mirren, The Last Station

Carey Mulligan, An Education

Gabourey Sidibe, Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

Meryl Streep, Julie & Julia

 

 

Melhor Actor Secundário

 

Matt Damon, Invictus

Woody Harrelson, The Messenger

Christopher Plummer, The Last Station

Stanley Tucci, The Lovely Bones

Christoph Waltz, Inglourious Basterds

 

 

Melhor Actriz Secundaria

 

Penélope Cruz, Nine

Vera Farmiga, Up in the Air

Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart

Anna Kendrick, Up in the Air

Mo’Nique, Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

 

 

Melhor Realizador

 

Kathryn Bigelow, The Hurt Locker

James Cameron, Avatar

Lee Daniels, Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

Jason Reitman, Up in the Air

Quentin Tarantino, Inglourious Basterds

 

 

Melhor Filme De Língua Estrangeira

 

Ajami, Scandar Copti / Yaron Shani

Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte, Michael Haneke

El secreto de sus ojos, Juan José Campanella

Un prophète, Jacques Audiard

La teta asustada, Claudia Llosa

 

 

Melhor Filme De Animação

 

Coraline

Fantastic Mr. Fox

The Princess and the Frog

The Secret of Kells

Up

 

 

Os vencedores serão revelados na gala de 7 de Março. Para ver lista completa aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 05:11
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