28.2.10

Está quase a chegar o 7 de Março, o dia que será marcado pela revelação dos Melhores segundo a Academia, por outras palavras os Óscares. Porém, como acontece todos os anos, alguns aspectos (filmes, actores ou actrizes) são esquecidos pelo tão prestigiado evento. Decidi então enumerar alguns erros ou simplesmente alguns filmes e actores que não faziam má figura em estar entre os nomeados. Ora vemos:

 

MELHOR FILME

 

(500) Days of Summer (Marc Webb)

A Single Man (Tom Ford)

It’s Complicated (Nancy Meyers)

Julie and Julia (Nora Ephron)

Moon (Michael Duncan)

Nine (Rob Marshall)

Public Enemies (Michael Mann)

The Hangover (Todd Phillips)

The Road (John Hillcoat)

Whatever Works (Woody Allen)

 

 

MELHOR ACTOR PRINCIPAL

 

Daniel Day-Lewis (Nine)

Johnny Depp (Public Enemies)

Larry David (Whatever Works)

Matt Damon (The Informant!)

Michael Stuhlbarg (A Serious Man)

Sam Rockwell (Moon)

Tobey Maguire (Brothers)

Viggo Mortensen (The Road)

 

 

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL

 

Marion Cottilard (Nine)

Emily Blunt (Young Victoria)

Charlize Theron (The Burning Plain)

 

 

MELHOR ACTOR SECUNDARIO

 

Ben Foster (The Messenger)

Robert Duvall (The Road)

Zach Galifianakis (The Hangover)

 

 

MELHOR ACTRIZ SECUNDARIA

 

Amy Adams (Julie & Julia)

Julianne Moore (A Single Man)

Evan Rachel Wood (Whatever Works)

 

 

MELHOR REALIZADOR

 

Ethan e Joel Coen (A Serious Man)

John Hillcoat (The Road)

Marc Webb ((500) Days of Summer)

Michael Duncan (Moon)

Michael Haneke (White Ribbon)

Oren Moverman (The Messenger)

Rob Marshall (Nine)

Steven Soderbergh (The Informant!)

Tom Ford (A Single Man)

Woody Allen (Whatever Works)

 

 

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

 

Nine

The Road

 

 

MELHO ARGUMENTO ORIGINAL


It’s Complicated

Whatever Works

 

 

MELHOR EFEITOS VISUAIS

 

2012 (Roland Emmerich)

 

 

Para o leitor, quais outros filmes que deveriam encontrar-se entre os nomeados para os prémios da Academia.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:45
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A Ilha do Silêncio!

 

Martin Scorsese é indiscutivelmente um dos maiores nomes do cinema contemporâneo, porém tal cognome faz com que a sua filmografia seja reconhecida, mas nunca deveras apreciada pelo grande público. Talvez e equivocamente lançado para um cantinho chamado de “cinema para intelectuais” e do “underground corner”, este “movie brat” sempre expressou o seu conhecimento pela História da 7ª Arte e a integridade do mesmo, contudo como todo o cineasta, o êxito comercial é um desejo a alcançar. E não é por falta de encontros com o  mainstream, sendo tal façanha iniciada em 1991 com o “remake” de Cape Fear (tendo já realizado em 1986 a sequela do filme The Hustler de Robert Rossen, The Color of the Money, mas que se revelou num filme mais próprio que comercial), com Robert DeNiro na pele do antigo personagem de Robert Mitchum na clássica versão de 1962. A fita conseguiu render os generosos 182 milhões de dólares em todo o Mundo e abriu espaço do autor na “stressada” indústria cinematográfica.

 

 

O seu maior êxito comercial foi ainda outro remake, desta vez a de um filme de Hong Kong venerado pela crítica e amado pelo público de nichos, Infernal Affairs de Wai Keung Lau e Siu Fai Mak. Esta nova variação, que teve como titulo The Departed, foi um projecto inicialmente anexado a uma nuvem de dúvidas quanto à sua razão de existência (tal como grande parte das refilmagens feitas actualmente). Porém Martin Scorsese dá a volta à situaçãoe concentra-se numa fraude no seu próprio género. O realizadordepositou num filme, que segundo a Warner, um puro exemplo de fita comercial, numa obra tão própria de um autor que retrata a violência como uma dolorosa beleza. The Departed não só rendeu 289 milhões de dólares em todo o Mundo como também presenteou a Scorsese o tão esperado Óscar de Melhor Realizador, tudo isto reivindicando que o mainstream é tão importante para a carreira de qualquer realizador do que muitos julgam e a capacidade de cativar o grande público e ao mesmo tempo atribuir à obra puramente comercial elementos do seu ego, a marca de autor, é algo notável para um homem que sempre desejou pertencer a algo, a novos desafios e a apelidação de novos públicos e audiências.

 

 

Devido a isso, The Shutter Island, marcado como a quarta cooperação com o actor Leonardo DiCaprio, é desde já a sua obra mais comercial, um thriller que na realidade é uma adaptação de um livro aclamado de Dennis Lehane, o mesmo de Mystic River (adaptado em 2003 por Clint Eastwood). The Shutter Island, que podia muito bem ser traduzido na língua de Camões como “A Ilha do Silêncio” (se não fosse a preguiça das nossas distribuidoras), centra-se na história de um agente federal, Edward Daniels (Leonardo DiCaprio) que é convocado a investigar o desaparecimento de uma reclusa de uma Instituição Prisional Psiquiátrica situada numa ilha remota de Massachusetts. Porém o que parecia um simples caso se torna num labirinto psicológico, onde Daniels e o seu parceiro (Mark Ruffalo) testemunham estranhos comportamentos e funcionalidades da Instituição que esconde mais do que o supostamente revela.

 

 

Este thriller remete-nos a uma prisão de grande pressão psicológica onde o autor consegue invocar o perfeito ambiente do livro através de uma complexidade que pode ser comparado com a exaustão de pensamentos e descrição da trama. Tudo isso pode ser transposto por exemplo na forma como Scorsese desconstrói uma arte surrealista e de marasmo através dos pesadelos da personagem Daniels, é inegável o toque de beleza por esses flashbacks oníricos, uma poesia nos frames que enriquecem com os diálogos desenvolvidos e adultos. Mistério, intriga, clima de relembrar os velhos clássicos do thriller como as fitas de Hitchcock, de Fritz Lang e até mesmo o suspense induzido pelos romances de Agatha Christie, The Shutter Island é uma obra tão “old school” como sofisticada visão do autor das mesmas peças.

 

 

A verdade é que toda essa intensidade não era possível se não fosse um actor que cada vez mais recusa o estatuto de vedeta, Leonardo DiCaprio, que consegue criar uma trágica personagem por vezes avassalado pela incerteza que partilha com o público até ao final, sendo este equilibrado com um twist que atinge o clímax em todo o seu esplendor. Michelle Williams é a tragédia em pessoa, num desempenho sólido e invulgar neste tipo de produções e projecções argumentativas, por outro lado, Ben Kingsley parece ter regressado finalmente aos bons desempenhos, neste caso ele é o sempre suspeito Dr. Cawley, muito relacionado com Daniels, mais do que ele e o espectador imagina. No resto do elenco temos Emily Mortimor a conduzir um momento glorioso, Max von Sydow que é sempre carismático e Jackie Earl Haley que sempre teve destaque nas personagens psicóticas. Com tanto talento junto, Mark Ruffalo é náufrago à deriva, neste oceano interpretativo.

 

 

Outros factores que superlativam o filme são as características técnicas; os cenários semi-góticos chegam a ser arrepiantes, acompanhados por uma fotografia cativante de Robert Richardson, quer no registo realista quer no onírico presente na narrativa. A banda sonora é porém trepidante. A entrada neste jogo de ilusões irá provocar certos danos, tudo porque mesmo disfarçado de produto tipicamente industrial, Martin Scorsese consegue a sua obra-prima, um thriller que deixará marcas!

 

“I wonder, is it better to live like a monster, or die a good man?"

 

Real.: Martin Scorsese / Int.: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Williams, Emily Mortimor, Max von Sydow, Jackie Earl Haley, Elias Koteas

 

 

 

 

A não perder – cinema comercial ou cinema de autor, fica no vosso critério.

 

O melhor – A complexidade e o onirismo surrealista da obra

O pior – nada assinalar

 

Recomendações – One Flew Over the Cuckoo’s Flew (1975), Ten Little Indians (1965), Identity (2003)

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:37
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Martin Scorsese, um dos gigantes do cinema norte-americano regressa aos cinemas com o seu thriller The Shutter Island, que volta a trabalhar com Leonardo DiCaprio, o seu actor-fetiche. Vencedor do Óscar de Melhor Realizador em 2006, deixo-vos a você o top 10 dos melhores trabalhos do cineasta.

 

#10) MEAN STREETS (1973)

Foi o filme que afirmou Martin Scorsese como autor, segundo o qual narra este retrato semi-autobiografico sobre pequenos delitos. Harvey Keitel e Robert DeNiro são dois amigos / primos, adolescentes, irresponsáveis que passam os seus dias a engendrar pequenos crimes, o qual financiam muito das suas idas ao cinema. Depois disto, Scorsese afirma-se como um “pintor” do cinema do crime organizado.

 

#09) NEW YORK, NEW YORK (1977)

O Saxofone é o melhor amigo de Jimmy Doyle, um Robert DeNiro talentoso mas com um feitio intolerável e um ego tão aguçado como a sua paixão em tocar, apaixona-se por Francine Evans (Liza Minnelli), uma jovem cantora em vias de ascensão. Trata-se da homenagem de Scorsese aos espectáculos de Broadway, um exuberante filme que conta com um DeNiro em boa forma e a voz encantadora de Minnelli, um romance com holofotes e palcos.

 

#08) CAPE FEAR (1991)

Remake de um filme homónimo de 1962 de J. Lee Thompson, um recluso encontra-se em liberdade e decide vingar do seu advogado de defesa, que segundo o próprio é o verdadeiro responsável pela sua detenção. Robert DeNiro consegue oferecer á antiga personagem de Robert Mitchum, contornâncias mais negras e paranóicas, formulando um psicopata inteligente, complexo e aterrador. Um thriller de classe superior!

 

#07) THE DEPARTED (2006)

Tem o mérito de ser o filme que deu o já muito merecido Óscar de Melhor Realizador a Martin Scorsese, o remake de um bem sucedido filme de acção de Hong Kong – Infernal Affairs de Wai Keung Lau e Siu Fai Mak – onde o autor depositou a sua alma fílmica e arrecadou um thriller sobre o crime organizado tão próprio do mesmo. Jack Nicholson está fenomenal!

 

#06) THE AGE OF INNOCENCE (1993)

Daniel Day-Lewis, Michelle Pfeiffer e Winona Ryder integram o elenco desta adaptação cinematográfica do romance homónimo de Edith Wharton, editado pela primeira vez nos anos 20. The Age of Innocence remete-nos a uma história de época que centra-se nos conflitos de um trio amoroso bastante estimulante. Considerado por muitos especialistas como uma das melhores conversões para o cinema de um livro.

 

#05) CASINO (1995)

A visão de crime organizado de Scorsese centra-se agora em Las Vegas, onde o secretismo dá lugar a cenários luminosos ricos em luxúria, ganância e ambição. O último filme do realizador com Robert DeNiro e Joe Pesci, o qual novamente formavam uma dupla de mafiosos e batoteiros que sobreviviam como podiam na grande “cidade do Pecado”. Martin Scorsese conseguiu ainda arrecadar com o melhor desempenho da carreira da actriz Sharon Stone na pele da desequilibrada call girl Ginger.

 

#04) GANGS OF NEW YORK (2002)

A sua vertente semi-apocalíptica dos primórdios da grande cidade de Nova Iorque faz com que este inicialmente enésimo retrato do crime organizado seja um quadro único na filmografia de Scorsese. O inicio da dupla DiCaprio / Scorsese e a afirmação de Daniel Day-Lewis como actor versátil que ele é. O Óscar de Melhor Filme fugiu por um triz, porém a verdade é que Gangs of New York é mais celebre e adorado que o vencedor do prémio desse ano (Chicago de Rob Marshall).

 

#03) GOODFELLAS (1990)

Um dos mais emblemáticos filmes de gangsters de sempre, Martin Scorsese regressa ao crime organizado após 17 anos desde o Mean Streets (1973). Em Goodfellas, nesta opção de vida não existe saída imune, nem nada no género, tudo é descrito com a maior das precisões e não só, com toda a dureza e sem afloramentos que o espectador tem direito. Com Ray Liotta, Robert DeNiro e um excepcional Joe Pesci (vencedor do Óscar de Melhor Actor Secundário).

 

#02) RAGING BULL (1980)

Esta biografia do campeão peso-médio de boxe, Jake La Motta, resultou não só pela visão alargada de Scorsese como realizador, mas pelo actor singular que DeNiro é. O actor fetiche do realizador consegue construir um personagem brilhante e complexo e não só, sacrificar-se fisicamente em nome da sétima arte, para isso dispôs uma invejável forma física, onde o autor se situava nos gloriosos anos de La Motta e por fim engordar 25 quilos para representar a personalidade que assinalou o fim da carreira de pugilista há muito. Filme escrito por Paul Schrader, que também colaborou com o autor em Taxi Driver (1976).

 

#01) TAXI DRIVER (1976)

“Are you talking to me” monologa Travis Bickle (Robert DeNiro) frente ao espelho, ensaiando um eventual confronto. A violência é aqui glorificada e o isolamento social em especial cuidado no mais lendário obra de Martin Scorsese. Taxi Driver remete-nos ao já referenciado Bickle, um perturbado e revoltado homem que decide trabalhar como taxista á noite nas ruas de Nova Iorque como forma de combater as suas profundas insónias, devido a isso penetra a fundo numa cidade onde cresceu e que ele próprio não reconhece, levando o personagem a uma loucura vingativa. Um filme marginal, um poderoso retrato da natureza negra humana, ainda temos á nossa disposição uma talentosa Jodie Foster com cerca de 12 anos. Uma obra-prima incontornável do cinema.

 

Ver Também

Kundun (1997)

Taxi Driver (1976)

The Departed (2006)

Top 10 – Filmes de Gangsters

Top 10 – Melhores Remakes

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:32
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Com a espera de The Book of Eli dos irmãos Hughes, que estreia no nosso país no dia 11 de Março, um filme-apocalíptico com Denzel Washington como protagonista centra-se no destino da Humanidade face a um planeta com prazo de validade. Vejamos outros cenários devastadores ou pessimista do dito juízo final.

 

Mad Max 2 (1981) George Miller – O petróleo, essa grande fonte de energia começa a esgotar-se.

The Road (2009) John Hillcoat – A Humanidade entra em colapso após gastar todos os recursos naturais.

The Children of Men (2006) Alfonso Cuaron – Os humanos tornam-se inférteis e são ameaçados pela extinção.

28 Days Later (2002) Danny Boyle – Um vírus mortal converte os humanos infectados em criaturas do estilo zombies e com um apetite necrófago.

2012 (2009) Rolando Emmerich – O realizador de Independency Day baseia-se no calendário maia para trazer até nós o armagedão – o fim do Mundo.

Dr. Strangelove – How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (1964) Stanley Kubrick – Tendo a Guerra Fria como cenário, uma arma soviética conhecida como “Doomsday Machine” é activada.

Terminator Salvation (2009) McG – Num futuro próximo as máquinas serão independentes e declararão guerra aos seres humanos.

 

Ver também

Terminator Salvation (2009)

2012 (2009)

The Road (2009)

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:59
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Real.: Neil Blomkamp

Int.: Sharlto Copley, Vanessa Haywood, Jason Cope

 

 

Filme

Uma nave alienignena paira na cidade de Joanesburgo, as autoridades sul-africanas investigam o veículo e encontram milhares de aliens á deriva. As Nações Unidas decidem então oferecer refugio a esses seres, mas passado alguns anos eles se tornam pragas e o governo da África do Sul declara uma acção para os isolar dos seres humanos.

Veredicto

Tendo a estrutura de um blockbuster, este “novo clássico” da ficção científica com o cunho de Peter Jackson remete-nos a alguns problemas sócias e éticos que assolam a convivência dos seres humanos neste Mundo, tudo isso descrito como metáfora nesta aventura que cruza o formato documentário com a raiz do entretenimento cerebral. Nomeado ao Óscar de Academia de Melhor Filme.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Italiano

Grego

 

EXTRAS
The Alien Agenda

Joburg from Above

Cenas Cortadas

Inovation

Concept and Design

Metamorphosis

Alien Generation

 

Distribuidora – Sony Pictures

 

Ver Também

District 9 (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:54
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28.2.10

 

A estrada da miséria como também do amor!

 

O cinema tem certa adoração por ambientes apocalípticos que funcionam no seu meio como uma espécie de presságio e a não limitação da criatividade composto nos cenários que segundo as produções representam futuros críveis. Tais premonições cinematográficas são óptimas receptoras da apelação às audiências, sendo por essas e por outras que o romance de Cormac McCarthy – A Estrada – mais tarde ou mais cedo teria que ser adaptado ao cinema.

O vencedor do Pulitzer, prémios literários, o mesmo de No Country For Old Men (convertido em filme em 2007 pelos irmãos Coen, vencedor do Óscar de Melhor Metragem), é o poço de imaginação que remete-nos a um destino apocalíptico em que os recursos naturais parecem esgotar-se e a Humanidade entrou em colapso, porém a obra não se limita a descrever tal horror imaginário, nos tempos que decorrem é mais credível, mas sim utilizando uma miopia saudável no requer ao retrato de um circulo de afectos que se vêm envolvidos um pai (Viggo Mortensen) e o seu filho (Kodi Smith-McPhee) ao tentar sobreviver em tão bárbaro mundo.

O livro foi recomendado e homenageado pela própria Oprah Winfrey no seu famoso programa televisivo, em relação ao projecto cinematográfico caiu nas mãos do australiano John Hillcoat (do excelente The Proposition) que respeita fielmente a temática de tal obra escrita. As emoções, sentimentos, afecto e paternidade estão lá, representados pela surpreendente prestação de Viggo Mortensen, quer artísticos e físicos e a carinhosa interpretação de Smith-McPhee que consegue maleavelmente invocar o que de inocente esta Humanidade de McCarthy perdeu. Certas sequências como o banho do rio ou a prece no bunker – “Thank you people” – segundo a personagem Mortensen – são de extrema sensibilidade e de pura emoção humana que dificilmente deixará indiferente o espectador. Porém a fita de Hillcoat consegue também converter o lado cruel do livro, o que de pouco vemos do cenário degradado na película é transposto como uma crueza própria que com o factor humano presente consegue suscitar sentimentos que em fitas do mesmo subgénero como Mad Max ou I Am Legend não consegue.

Para além de Mortensen, que foi revoltadamente ignorado pela Academia neste ano e Smith-McPhee, a fita ainda conta com os desempenhos de Charlize Theron (numa personagem inútil), um profetizador Robert Duvall (irreconhecível), a miséria Michael K. Williams (comovente) e a esperança Guy Pearce, uma boa sonoplastia, outra adição na emoção fílmica e uma fotografia amargurada de Javier Aguirresarobe enriquecem esta jornada humana. Tal como sucedera com La Strada de Federico Fellini em 1954, a estrada representada não é nenhum percurso para um destino prometido, mas sim o estado de espírito de duas personagens, o que segundo o qual a maior das viagens é a distância entre duas pessoas, neste caso o afecto e amor profundo de duas diferentes visões de um Mundo decadente.

Real.: John Hillcoat

Int.: Viggo Mortensen, Kodi Smith-McPhee, Charlize Theron, Robert Duvall, Guy Pearce, Michael K. Williams

 

 

    

 

A não perder – um filme apocalíptico de máxima emoção

 

O melhor – Viggo Mortensen

O pior – quem pensar se tratar de uma variante de Mad Max ou I Am Legend

 

Recomendações – Mad Max (1979), Mad Max 2 (1981), I Am Legend (2007)

 

Ver Outras Fontes

Ante-Cinema – Critica : «A Estrada» - O Verdadeiro Apocalipse

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:31
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publicado por Hugo Gomes às 14:16
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27.2.10

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:51
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“Why you screaming, i haven’t even cut you yet”

 


publicado por Hugo Gomes às 21:40
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Podem chamar de publicidade, marketing ou qualquer coisa que o valha, mas na verdade é que o realizador Ram Gopal Varma aclama que o seu novo filme, Phoonk 2, é bastante assustador. Para o comprovar decide desafiar qualquer um a ser submetido ao visualização do filme sem se assustar, no caso do espectador desafiado não sentir medo ao ver o filme, o autor irá oferecer 10,000 dólares. Para tal, o desafiado irá assistir ao filme numa sessão especial, o qual estará a só e ligado a sensores que irão ler os batimentos cardíacos, provando assim se existe ou não medo no sujeito.

Phoonk 2 é a sequela de um filme de terror indiano com data de estreia no dia 8 de Abril (na Índia é claro), este dito concurso terá inicio a partir do dia 10 de Março. Ver mais informação aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 20:06
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(Lá Fora) já foi lançado para Blu-Ray o insólito filme de terror de 1987, realizado por Clive Barker, Hellraiser, um objecto de culto que no nosso país ainda nem sequer viu o formato DVD.

Ver também

Hellraiser (1987)

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:10
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21.2.10

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publicado por Hugo Gomes às 23:37
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21.2.10

Factor humano!

 

Em 2004, o desporto rei invocou no povo português, sentimentos de patriotismo, há muito que pareciam esquecidos, porém apesar de não termos vencido o Euro 2004 na modalidade de futebol, o evento ficou marcado na nossa Historia por um movimento sincronizado de patriotismo e crença na nossa nação, 14 anos antes foi a vez do rubgy, resultado de uma manobra política por parte do presidente da África do Sul, Nelson Mandela, em unir um povo em conflito. Como fazendo isso? Vencendo o Campeonato de Rugby em 1995, levando o país á glória e pondo de parte as diferenças, o ódio e os ideais de cada um, brancos ou pretos, apenas existe uma etnia – os sul-africanos, neste caso os apelidados “Springbokes”. Nelson Mandela projectou este feito, esta manobra politica que resultou no destino da sua nação e Clint Eastwood foi o homem encarregue de reconstruir a luz divina que brilhou naquele tempo.

Inicialmente rodado sob o nome de The Human Factor, Invictus é um grande passo para Eastwood em descolar de si próprio das histórias simplicistas que era conhecido, porém como acontece nos seus filmes mais complexos, o realizador parece não sentir a vontade numa grande responsabilidade e numa alargada visão que assistimos neste pedaço de vida de Mandela. Porém Invictus transpira a uma fórmula classicista e sempre glorificada pela essência do mesmo, Eastwood é um perfeito contador de histórias e no que requer á dimensão humana consegue transmiti-la, neste caso á figura de Mandela aqui representando por Morgan Freeman, que limita-se a mimetiza a imagem do Nobel da Paz e a oferecer outro tipo de desempenho longe da imagem do Detective Sommerset da obra-prima do cinema policial, Se7en de David Fincher. Matt Damon encontra-se na pele de um messias, o capitão da equipa sul-africana, François Pienaar, que para além de exibir o seu musculado porte ainda patenteia a sua camaleonica expressão como actor. Ambos os actores (Freeman e Damon) encontram-se nomeadas aos Óscares nas categorias de interpretação, porém no caso de Damon foi um exagero de ultima hora, já que no mesmo ano nos brinda com uma prestação mais metamórfica que foi no esquecido filme de Steven Soderbergh, The Informant!.

Invictus é na maior das hipóteses, um típico filme desporto anexado com o previsível slow motion final (neste caso chega a ser mesmo irritante) com uma óbvia e clara dimensão e emoção que só o veterano cineasta podia nos dar, porém é a obra mais fraca da sua filmografia desde Flag of our Fathers. Destaque também para Scott Eastwood, filho do realizador / actor que tem aqui um pequeno papel como um dos “springboks” africanos.

I thank whatever gods may be

For my unconquerable soul

 I am the master of my fate

 I am the captain of my soul.

 

Real.: Clint Eastwood

Int.: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgorogoro, Scott Eastwood

 

   

A não perder – a influência do desporto na política de um país

 

O melhor – Morgan Freeman como Nelson Mandela

O pior – a longa sequência de slow motion no final do filme

 

Recomendações – Goodbye Bafana (2007), Victory (1981), Chariots of Fire (1981)

 

Ver Também

Goodbye Bafana (2007)

 

Ver Outras Fontes

Cinema is My Life – Invictus

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:31
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Os Goya, os apelidados “Óscares” espanhóis galardoou o filme de Daniel Monzon, Celda 211, com 8 goyas, incluindo o cobiçado Melhor Filme. O filme tem estreia em Portugal no dia 20 de Maio, conseguindo destronar o ambicioso Agora de Alejandro Amenabar e o candidato argentino ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, El Secreto de sus Ojos de Juan José Campanella. Ainda envolvendo o filme Celda 211, Luis Tosar vence o prémio de desempenho masculino, Monzon como melhor realizador e Maria Etura no desempenho feminino.

Quanto ao Festival de Berlim que encerrou no dia 20 de Fevereiro, o grande prémio (Urso de Ouro) foi arrecadado pelo filme turco de Semih Kaplanoglu, Honey, Roman Polanski vence o Urso de Prata de Melhor Realizador pelo seu aclamado The Ghost Writer, filme que dirigiu sob detenção domiciliária. Quanto aos desempenhos, a melhor actriz foi Shinobu Terajima em Caterpillar de Koji Wakamatsu, melhor actor masculino caiu nas mãos de Grigori Dobrygin e Sergei Pukespalis em How I Ended This Summer de Alexei Popogrebsky.

 


publicado por Hugo Gomes às 22:20
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Com a estreia de The Wolfman, uma revisão do clássico de 1941, e do frenesim que The Twilight Saga – New Moon obteve, os lobisomens tal como os vampiros parecem estar na moda, devido a isso, decido elaborar aqui no Cinematograficamente Falando … a lista dos dez melhores filmes com lobisomens do cinema. Podem ser sangrentos, violentos, amaldiçoados ou até os mais românticos.

 

#10) DOG SOLDIERS (2002)

Durante um exercício militar nas florestas britânicas, um pelotão de soldados é confrontado com uma alcateia de corpulentos lobos com instinto assassino de primeira classe. Depois de algumas mortes, sangues e perseguição, logo descobrem que estas bestas caninas são na realidade soldados convertidos. Do realizador de Doomsday e The Descent, eis um filme de acção e terror com tudo no sitio e um grupo de lobisomens que são verdadeiros animais sedentos de sangue.

 

#09) LE PACT DES LOUPS (2001)

Filme francês que relata os ataques de uma besta lupiforme que ataca uma aldeia no século XVIII, uma irmandade decide então erradicar tal monstro. Uma mega-produção gaulesa que se tornou historicamente na segunda melhor estreia francesa em terras do Tio Sam, além de ter sido um sucesso em outros países. Apesar das péssimas críticas que obteve por esse mundo fora, Le Pact des Loups resulta como uma visualmente arrebatadora fita que cruza registos de terror, thriller e drama. Com Vincent Cassel e Monica Bellucci nos principais papéis.

 

#08) LEGEND OF THE WEREWOLF (1975)

Hammer Studios, aquele que para muitos foi o melhor estúdio de filmes de terror nos anos 50 a 70, se vê envolvido na ressurreição da lenda do Homem Lobo. Peter Crushing é a estrela desta variação de licantropia. A história centra-se numa criança que após a morte dos seus pais, é criado por lobos. Mais tarde é integrado num circo ambulante até fugir para Paris, em fase de adulto. Em Paris apaixona-se por uma prostituta e é aí que as matanças se iniciam.

 

#07) BAD MOON (1996)

Eric Red, o argumentista dos célebres Near Dark (Kathryn Bigelow, 1987) e The Hitcher (Robert Harmon, 1986) decide realizar o seu próprio filme de terror, um que incluía lobisomens, porém o orçamento dado foi demasiado reduzido, mas tal factor não impediu que Red utiliza-se toda a sua criatividade para trazer até nós, uma das mais sangrentas obras de terror dos anos 90. Um caso curioso no universo licantropo.

 

#06) WOLF (1994)

Jack Nicholson foi mordido por um lobo, em consequência se torna em noites de Lua Cheia numa besta sedenta de sangue. Realizado pelo aclamado realizador Mike Nichols (The Graduate), eis uma versão bem moderna do clássico mito do lobisomem. Nicholson e Michelle Pfeiffer estão fabulosos.

 

#05) WEREWOLF OF LONDON (1935)

O primeiro filme de Lobisomens da Universal Pictures, mesmo sendo um marco da história do cinema de terror e do fantástico foi um fiasco de bilheteira e não conquistou o publico durante todo estes anos, é talvez o filme mais esquecido desta lista. Henry Hull foi o actor escolhido para vestir a pele (ou pêlo) da trágica personagem, o suco de uma rara flor tibetana é a única coisa que pode terminar a sua maldição.

 

#04) The WOLF MAN (1941)

Lon Chaney Jr. foi o actor que celebrizou a imagem do lobisomem para os dias de hoje. Depois do fracasso de Werewolf of London, a Universal decide então refazer o legado, de forma a completar a galeria de monstros que havia concebido com Frankenstein (1931), Dracula (1931) e The Mummy (1932). È considerada a melhor prestação de Lon Chaney Jr. que cedo redefiniu a imagem generalizada de um Homem-Lobo, uma besta bípede peluda com traços humanos e dentes aguçados a de um lobo. Fita essencial para qualquer fã destas criaturas.

 

#03) THE COMPANY OF WOLVES (1984)

Uma reinvenção da fábula do Capuchinho Vermelho, onde Neil Jordan o converte numa parábola às historias de lobisomens. Com um certo apetite erótico, The Company of Wolves é um incontornável exercício de aprumação técnica e cénica. Venceu 4 prémios na edição do Fantasporto de 1985, incluindo o de Melhor Filme, Prémio de Publico e Prémio de Critica. Dez anos mais tardes, Neil Jordan realiza Interview with a Vampire com Tom Cruise e Brad Pitt, indiscutivelmente um dos melhores filmes de vampiros.

 

#02) LADYHAWKE (1985)

É a variação de lobisomens menos ortodoxa desta lista, Ladyhawke de Richard Donner é na verdade um romance impossível entre duas figuras trágicas e amaldiçoadas. Michelle Pfeiffer (no auge da sua beleza) é uma mulher que se converte de dia num falcão, de noite possui a sua humana forma, em contraste está o actor Rutger Hauer, um cavaleiro de dia, e de noite um lobo. Ambos estão apaixonados, mas provavelmente desencontrados. Um dos melhores romances dos anos 80 e não só!

 

#01) AN AMERICAN WEREWOLF IN LONDON (1981)

Um cruzamento de comédia e terror realizada e escrita por John Landis (o pormenor que escreveu-o quando tinha somente 19 anos). Trata-se de uma fita de lobisomens que necessitou de um excelente trabalho técnico nos efeitos especiais práticos, dando a nós, uma das melhores (se não a melhor) metamorfose de humano para lobisomem. Inteligente, eis a obra incontornável dos ditos licantropos. Devido ao sucesso desta fita, Michael Jackson contrata o próprio John Landis para trabalhar no videoclip Thriller, outro grande êxito e histórico elemento de música e terror.

 

Menções honrosas – The Howling (1981), Teen Wolf (1985), Underworld (2003), Frankenstein Meets the Wolf Man (1943), Van Helsing (2004)

 

Para o leitor qual é o melhor filme de Lobisomens?

 

Ver Também

The Twilight Saga – New Moon (2009)

Wolf (1994)

The Wolfman (2010)

Underworld (2003)

Van Helsing (2004)

 


publicado por Hugo Gomes às 22:07
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21.2.10

Real.: Harold Ramis

Int.: Jack Black, Michael Cera, Olivia Wilde

 

 

Filme

Dois homens das cavernas (Black e Cera), dois alvos de chacota da sua tribo, decidem sair do seio que sempre os acolheu e iniciam uma viagem ao encontro de algumas figuras bíblicas.

Veredicto

Comédia escatológica que satiriza as figuras bíblicas representadas. Infeliz ensaio de dois talentos cómicos, Jack Black e Michael Cera, o primeiro a puxar o segundo, e um infeliz fracasso de bilheteira.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Espanhol Dolby Digital 5.1
Francês Dolby Digital 5.1
Catalão Dolby Surround

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Espanhol
Árabe
Francês
Dinamarquês
Finlandês
Holandês
Norueguês
Sueco

 

EXTRAS

Comentários do realizador Harold Ramis, Jack Black e Michael Cera

Fim alternativo - A destruição de Sodoma

Cenas alargadas e cenas alternativas

Cenas adicionais

Sodoma dá cabo deles!
Leeroy Jenkins: As portas de Sodoma
Comentários sobre o fim alternativo por parte do realizador Harold Ramis, de Jack Black e de Michael Cera
Apanhados
Comentários não editados do realizador Harold Ramis, Jack Black e Michael Cera
Ano Um: A viagem inicia-se

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

FILME –

DVD –

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 21:56
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20.2.10

 

Um filme singular!

 

Julgava eu que filmes como A Single Man não despertariam interesse no espectador menos informado de cinema, que seria literalmente abafado pelo mais recente produto de fogo-de-artifício que é o remake de The Wolfman, que estreia na mesma semana com esta obra singular. Porém é surpresa minha, quando deparo com uma sala cheia, ou duas umas, são aficionados pela moda que tiveram a indicação que A Single Man é a primeira “peça” cinematográfica realizada por Tom Ford, um conceituado designer de moda, ou simplesmente estavam lá para ver o magnifico perfomance de Colin Firth, que se encontra entre os nomeados ao Óscar de interpretação masculina deste ano.

Da minha parte, a razão foi a ultima, porém a surpresa encontrou-se no toque estilístico e delicado de Tom Ford que aspirou aos grandes cineastas do nosso tempo, obviamente nada disto funcionaria se não fosse Colin Firth, a encontrar-se em excelente forma sob a pele de um professor universitário que planeia viver o ultimo dia da sua vida em derivação á trágica morte do seu companheiro, o amor que mantinha á 16 anos. Porém esse dia derradeiro se torna num motim de experiencias que reflectem na personagem de Firth, uma luz para um recomeço, tudo terminando na cauda ironica do destino.

Baseado numa obra literária de Christopher Isherwood, que segundo Tom Ford foi um livro marcante de sua juventude, eis um ensaio simbiótico de um excelente actor, por vezes subvalorizado em inúmeras comedias românticas britânicas, em A Single Man, Colin Firth mostra emoção, solidez e uma excelente concubinato a esta historia ocorrida nos anos 60. Tal facto também se transmite na fotografia, onde por decisão de Tom Ford corre uma veia tecnicolor que adiciona mais contraste sempre que a personagem de Firth mantém contacto com outro ser humano. Caso na ausência destas, a imagem fílmica de converta a uma melancolia predominada de tons de cinzentos. Manobra inteligente e espiritual de um designer que se converta num cineasta sensível e bastante intrínseca, sendo isso uma revelação neste ramo.

Apesar de Firth ofuscar o resto do elenco, ainda podemos contar com uma Julianne Moore corajosa em rebelar com o envelhecimento, mais uma personagem frágil desta grandiosa actriz e Nicholas Hoult, conhecido como o “rapazinho” de About a Boy de Chris Weisz (também ele produtor desta fita), obtém uma óptima prestação, o mesmo se pode dizer do apagado Matthew Goode em Watchmen, aqui com maior espaço para brilhar. Até agora é a surpresa cinematográfica do ano.

Real.: Tom Ford

Int.: Colin Firth, Julianne Moore, Matthew Goode, Nicholas Hoult

  

   

 

A não perder – um magnifico actor e uma revelação como realizador.

 

O melhor – a surpresa que se encontra na cadeira de realizador

O pior – ser catalogado como filme homossexual num futuro não tão distante

 

Recomendações – Capote (2005), Revolutionary Road (2008), American Beauty (1999)

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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19.2.10

 

Metropolis, a obra-prima de Fritz Lang, um dos marcos históricos do cinema mudo, foi exibido sob a forma integral, com a inserção da meia hora de metragem encontrada na Argentina, no mais recente Festival de Berlim, num evento que contou com cerca de duas mil pessoas, ansiosas por verem a versão restaurada desta obra cinematográfica que data 1927. O original possuía cerca de três horas e meia de duração, que com o passar do tempo foi-se perdendo essências sequencias. Segundo o site Ain’t Cool News, graças a esta memorável exibição, o filme poderá ser relançado no cinema neste Verão nos EUA e ser lançado em DVD e Blu-Ray durante a época natalícia de 2010. A versão restaurada possui agora três horas de duração e encontra-se remasterizada digitalmente.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:00
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18.2.10

Lon Chaney Jr. não está só.

 

Lobisomens, homens-lobos, licantropos … criaturas meio humanas, meio bestas que sempre estiveram presentes nas inúmeras lendas e folclore de quase todo o Mundo, porém se tornaram em monstros clássicos graças às suas encarnações históricas em Hollywood. O antagonismo à la Jekyll / Hydeé uma das caracterizações desta figura trágica que obteve a sua primeira aparição em 1935, Werewolf of London, onde Henry Hull encarnou o clássico personagem, mas foi Lon Chaney Jr. que manteve o arquétipo celebre e suficientemente rentável para continuar um legado em The Wolfman (1941). Desde então foram muitos os filmes que se basearam nessa besta lendária, sendo alguns que valorizavam a eterna luta do amaldiçoado e a respectiva maldição, entre os exemplares mais famosos encontram-se o exuberante e visualmente inovador An American Werewolf in London (John Landis, 1981) como uma moderna incursão do dito clássico de 1941. Porém em 2010, surge-nos um inevitável remake. Um remake, que segundo o realizador Joe Johnston, serviria de homenagem ao filme que celebrizou o actor Lon Chaney Jr. e que fez do Homem-Lobo a relevante criatura cinematográfica que é tida nos dias de hoje.

 

 

Este filme de terror de época remete-nos a um Benicio Del Toro (sua escolha derivou-se da semelhanças para com o actor Chaney Jr.) que desempenha um actor acolhido nos EUA, Lawrence Talbot, que regressa à sua terra natal, Inglaterra, após das notícias do misterioso desaparecimento do seu irmão. Seu congénere é encontrado despedaçado na floresta, com marcas indescritíveis que assaltam as memórias dos habitantes da vila com superstições e medos. Decidido a vingar a morte do seu irmão, Talbot enfrenta assim a criatura responsável, saindo ferido do confronto. Após uma recuperação miraculosa, Lawrence Talbot apercebe que contraiu uma sangrenta maldição que surge activa em noites de Lua Cheia, convertendo-o num monstro; meio-homem, meio-lobo.

 

 

Obviamente, eis um exemplar mais sofisticado que os seus antecessores, recorrendo a uma vasta gama de efeitos especiais combinadas com os efeitos práticos da produção, porém sua melhor eficácia encontra-se na bem conseguida atmosfera que consegue captar o clima místico da lenda e a reconstituição de uma Londres victoriana, que está para o Lobisomem como Nova Iorque está para King Kong. O elenco reúne actores como Anthony Hopkins, que após outras encarnações como o psicopata Hannibal Lecter é visto como o mal personificado, o carismático Hugo Weaving, charme inglês que tenta a todo o custo escapar da mascara de Agente Smith de Matrix, o qual é reconhecido, Geraldine Chaplin parece não conseguir outro papel para além de vidente e Emily Blunt sofre de um sindroma bem comum para os lados de Hollywood que é a falta de solidez na descrição das personagens femininas. Quanto ao protagonista, Benicio Del Toro, primeira vez numa grande produção, aguenta firmemente a pedalada para o trágico “torturado”, todavia as comparações com Lon Chaney Jr. não se livrará.

 

 

Os maiores defeitos desta moderna revisão registam-se numa montagem deveras acelerada e nos sustos gastos e repetitivos que qualquer produção hollywoodesca parece ter tomado o gosto, como também um certo receio em cair no gore (o clássico de 1941 era um exemplar sugestivo desse mesmo terror explicito), talvez para possuir um “rating” bem apto para uma abrangente faixa etária. Talvez este seja o encontro mais acessível às novas gerações para com o Lobisomem clássico. Um filme atmosférico, longe do perfeito, que prevalece como uma fita em constante estado de homenagem. Porém sente-se, e não é só no caso de The Wolfman, um facilitismo produtivo em recorrer sem hesitações ao CGI (os animais tecnológicos são uma premonição dessa futura e eventual predominância).

 

“Even a man who is pure in heart and says his prayers by night, may become a wolf when the wolfbane blooms, and the autumn moon is bright.”

 

Real.: Joe Johnston / Int.: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving, Geraldine Chaplin

 

     

A não perder – para quem não conhece o clássico de 1941

 

O melhor – a atmosfera bem conseguida, o modelo original de Lobisomem

O pior – sendo produtos como estes que aumentam a ignorância dos mais novos face aos clássicos.

 

Recomendações – The Wolfman (1941), An American Werewolf in London (1981), Wolf (1994)

 

Ver também

Wolf (1994)

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:52
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18.2.10

Real.:Renny Harlin

Int.: Samuel L. Jackson, Eva Mendes, Ed Harris

 

 

Filme

Tom Cutler (Samuel L. Jackson) é um polícia reformado que para sobreviver dedica-se a limpar cenas do crime. Uma das regras do seu trabalho é que não existe conduta a nenhuma investigação policial e tudo o que é encontrado na dita cena é notificada às autoridades. Porém o último serviço de Cutler, trouxe-lhe suspeitas, o qual seu “bichinho policial”que ainda reside dentro ele faz com que nosso protagonista inicie uma investigação contraditória.

Veredicto

Thriller banal, tudo devido a uma frágil narrativa, um elenco sem inspiração e muitas trocas e baldrocas no argumento. Vale somente por Samuel L. Jackson, o resto é tudo saco da mesma farinha no que se refere a filme de “Domingo á tarde”.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Selecção de Cenas

Trailer

Cenas Cortadas

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

Cleaner (2007)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:45
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10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
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