31.1.10

Bem, antes de anunciar os vencedores, queria agradecer a todos pelas votações e pela adesão desta iniciativa que já vai na terceira edição. Por isso um muito obrigado. Agora vamos ao que interessa os resultados das votações dos Cinebloggers Awards:

 

MELHOR BLOG ESTRANGEIRO

Awards Daily Blog

 

BLOG REVELAÇÂO

See Saw Seen

 

BLOG CARISMATICO

Brain-Mixer

 

MELHORES CRITICAS NUM BLOG

Cineroad

 

MELHORES ARTIGOS NUM BLOG

Split Screen

 

MELHOR DESIGN NUM BLOG

Cineroad

 

MELHOR BLOG DE NOTICIAS

Split Screen

 

MELHOR BLOG DE CINEMA DO ANO

Cineroad

 

- Para todos os vencedores parabéns e a continuação de um excelente trabalho que têm vindo a desenvolver até agora, quanto aos que não vencerão, parabéns na mesma.

Como já é habitual, deixo um desafio aos justos vencedores, em seus “estamines” desenrolarem uma espécie de discurso digno de Óscar, o qual poderão agradecer aos pais, terra natal ou até ao periquito, bem, isso cabe-vos na vossa imaginação.

Bons Filmes, Hugo Gomes

 


publicado por Hugo Gomes às 19:56
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Real.: Kevin Tancharoen

Int.: Naturi Naughton, Kay Panabaker, Anna Maria Perez de Tagle

 

 

Filme

O filme é um retrato dos alunos da Escola de Artes de Nova Iorque, desde a rígida selecção das entradas até á luta destes mesmos para sobreviver o estabelecimento de ensino e alcançar o tão esperado sucesso.

Veredicto

Remake de uma fita de sucesso de Alan Parker em 1980, o qual originou uma igual bem sucedida série televisiva. Esta versão é mais adaptável às novas gerações, equilibrando o drama adolescente com a música característica. Porém como fita chega a ser um pouco frouxo.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer
Cenas Cortadas
Entrevistas
Videoclip

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:36
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A vida é uma estrada!

 

A estrada representada em La Strada de Federico Fellini não é mais do que um percurso entre duas figuras de teor trágico que se encontram entre o comum da inocência, cada um exposto á sua maneira. Num tempo em que Federico Fellini, nome que se fazia sentir no neo-realismo italiano, um dos seus filmes mais emblemáticos foi realizado, La Strada (1954), uma metáfora da vida exposta pela jornada entre uma jovem mulher com problemas mentais, Gelsomina (Giuletta Masina), vendida pela mãe a um artista circense ambulante, Zampanó (Anthony Quinn). Enquanto os dois seguem numa estrada sem fim, são confrontados com as suas diferenças, medos e a repudia social de ambos, Zampano e Gelsomina são dois seres inadaptados que se completam não pelo amor, mas pela visão que têm do mundo que os rodeia.

La Strada é um belíssimo exemplo onde não é chegada que conta, mas sim o percurso, a distância de dois seres. Negro, realisticamente cru e magnificamente belo, nem que seja pela música composta por Nino Rota (que virá a ser o compositor musical predilecto da filmografia de Fellini), com magnificas interpretações de Giuletta Masina, a mulher de Federico Fellini, com os olhos mais expressivos do cinema clássico, Anthony Quinn, numa figura que causa certa repudia inicial e também Richard Basehart na pele do The Fool, uma personagem tão deslocada do contexto da fita, á semelhança de qualquer figura de um conto de Lewis Carol, um louco com diálogos “meanless”, mas ao mesmo tempo sábios em relação às leis do Mundo civilizado.

Fellini se comporta como um mero espectador e mergulha de cabeça na pobreza intrínseca de Itália, onde mais uma vez a religião é dona de palavra, porém aqui não a retrata como um veneno mental como nos seus filmes posteriores, mas sim no seio da bondade, quase exclusiva em todo o percurso. A última sequencia, fenomenal devo dizer, nos exibe a crueza que a vida por vezes nos ensina, onde a inocência é a primeira vitima a abater neste percurso de almas. La Strada venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1957 e o Leão de Prata do Festival de Veneza em 1954, uma obra insólita e impar do cinema e da carreira de Fellini.

“For... I don't know. If I knew I'd be the Almighty, who knows all. When you are born and when you die... Who knows? I don't know for what this pebble is useful but it must be useful. For if it’s useless, everything is useless. So are the stars!”

 

Real.: Federico Fellini

Int.: Giuletta Masina, Anthony Quinn, Richard Basehart

   

 

 

A não perder – Um dos filmes mais emblemáticos de Fellini

 

O melhor – a beleza triste desta fita

O pior – não existir muitos filmes destes nos dias de hoje; ternurentos, mas tristes.

 

Recomendações – La Dolce Vita (1960), Natural Born Killers (1994), Ladri di Biciclette (1948)

 

Ver Outras Fontes

Flavio’s World – La Strada (1954)

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:29
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30.1.10

Real.: Tony Scott

Int.: Denzel Washington, John Travolta, John Turturro

 

Filme

Walter Garber (Denzel Washington) é um controlador de tráfego dos metros de Nova Iorque, que se vê envolvido numa situação peculiar. Uma dos seus comboios parou e ao estabelecer comunicação com o maquinista, apercebe-se que o dito transporte metropolitano foi sequestrado. Garber terá que controlar a situação para que nenhum refém seja morto pelos sequestradores liderados pelo misterioso Ryder (John Travolta).

Veredicto

Remake de um thriller homónimo de 1974, porém ausente da classe do filme anterior, The Taking of Pelham 1 2 3 é um básico filme de Tony Scott que apresenta-nos desempenhos nada humilhantes de Washington e Travolta. Óptimo para ver no conforto do sofá!

 

AUDIO

Inglês

Espanhol Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Espanhol

 

EXTRAS

Comentários do realizador Tony Scott

Comentários do argumentista Brian Helgeland e do produtor Todd Black

Não há tempo a perder: o making of de Assalto ao Metro 123

O Terceiro Carril: O metropolitano de Nova Iorque

De cima abaixo: estilizar as personagens

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

 

Ver Também

The Taking of Pelham 1 2 3 (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:50
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Uma comédia romântica lisboeta!

 

“In António-Pedro Vasconcelos i trust”. È de louvar que ainda exista alguém na cinematografia nacional capaz de reconciliar o púbico, porém sempre manter algo a comunicar com estes. Vasconcelos é o verdadeiro realizador do cinema comercial português e desde Os Imortais (2003) tem vindo a provar isso, combinando personagens bem construídas com intrigas que não se perdem em maneirismos ou na “xunguice ditamente tuga”. Até o seu último filme, Call Girl, que prometia mais um explorar quase pornográfico á pose sensual de Soraia Chaves, tornou-se num refrescante thriller ao nosso cinema ausente dele.

Agora é a vez de A Bela e o Paparazzo, pelo título se adivinha alguma variação do conto que a Disney ofereceu em 1991, mas afinal se trata de uma crítica aos órgãos de comunicação que são movidos pelo mediatismo e pela cultura decadente do português. Além desses temas que poderiam de facto servir para dar algum modo alerta e dramático ao filme se convertem algo tão descontraído face á homenagem que Vasconcelos queria dar dos velhos clássicos portugueses, aqueles que ainda continuam a ser o orgulho nacional em matéria de cinema. Nessa dita homenagem é de louvor deparar, tal como em Call Girl, um patamar superior nos diálogos dos personagens, o que o tornam memoráveis, não assistimos ao excesso de calão de má funcionalmente como em muitas series televisivas juvenis, nem do pretensiosismo poético ou “non sense” de Manoel de Oliveira e companhia, vemos sim, um elevado número de quotes, frases belas bem integradas no diálogo de forma natural, sem nunca perder o pingo de inteligência.

A Bela e o Paparazzo não é mais do que uma crónica ousada mas ao mesmo tempo amorosa de uma actriz de telenovelas com o sonho de ser algo mais que uma simples audiência, Mariana Reis (Soraia Chaves), que por mero acaso conhece João (Marco D’Almeida), que trabalha como paparazzi de revistas de escândalos e mediatismo, mas claro escondendo a sua identidade da Mariana. Tudo se enrola numa previsível história de amor, digna de Roman Holliday (William Wyker, 1953), mas em paralelo temos as peripécias de Tiago (Nuno Markl), um alter-ego do comediante e cronista, que declara independência do seu prédio e é a partir dele que vemos o maior número de referências do cinema romântico e clássico em geral. Quem não se lembra da raquete ténis utilizada para escorrer a água do esparguete no galardoado filme de Billy Wilder, The Apartment com Jack Lemmon? Pois bem, se tiverem com atenção encontrarão tal referencia dada pela dupla Vasconcelos e Markl, uma das mais variadas de toda a fita.

A Bela e o Paparazzo é também um veiculo mais sólido para Soraia Chaves comportar-se como actriz, perde-se o ar pornográfico que tem sido alvo e são lhe devolvidas os papeis que todas as actrizes anseiam, mais respeitosos como pessoa e como arte. Sem isso querer dizer que é uma actriz excepcional, porém a sua vontade de aprender e na bem progressiva busca de sua entidade artística poderão fazer que daqui uns anos se torne numa Marylin Monroe do cinema português, isso vos garanto. Quanto ao resto do elenco, não há dúvidas que a direcção dos actores foi bem conduzida e nisso há que dar os parabéns. Eis um dos melhores projectos portugueses até á data, uma ternurenta mas ao mesmo tempo acida aventura amorosa, o mais divertido desde os clássicos! Para finalizar gostaria só de citar uma história contada pela personagem de Markl, o qual me identifiquei:

Numa noite um rapaz encontra uma rapariga sentada num banco de jardim, ela chorava com um telemóvel nas mãos. A partir daí o objectivo daquele rapaz era faze-la rir a todo o custo. Tropeçou, foi contra aos postes, recitou sketches dos Monty Pythons, até que por fim conseguiu lhe arrancar um sorriso. Se num dia sorriu, outro despiu, e foi então que uma vez esse rapaz acordou em sua cama e a rapariga não lá estava, em cima da mesma cabeceira estava um papel que dizia: tu fizeste me rir, mas ele é que me faz chorar” – peço desculpa se não se encontra bem citado, porque este monologo veio daquilo que recordei.

 

Real.: Antonio-Pedro Vasconcelos

Int.: Marco D’ Almeida, Soraia Chaves, Nuno Markl, Pedro Laginha, Nicolau Breyner, Virgílio Costa, Ivo Canelas, Maria João Falcão, Maria João Luis

 

 

    

 

A não perder – esperança no produto nacional

 

O melhor – Um homem chamado Vasconcelos

O pior – a promoção através da imagem de Soraia Chaves poderá iludir espectadores

 

Recomendações – The Apartment (1960), Roman Holiday (1953), Canção de Lisboa (1933)

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:44
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publicado por Hugo Gomes às 22:34
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publicado por Hugo Gomes às 22:17
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Morreu Zelda Rubinstein, a anã actriz celebrizada como a vidente na trilogia Poltergeist, produzido por Steven Spielberg. Faleceu em Los Angeles, com 76 anos devido a uma insuficiência renal e pulmonar no dia 27 de Janeiro. A actriz também ficou conhecida pelo seu descendente desempenho em Angustia de Bigas Lunas (1987), para além do seu trabalho no cinema e televisão, Rubinstein foi também uma activista na luta contra a Sida em 1984.

Zelda Rubinstein (1933 – 2010)

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:12
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29.1.10
29.1.10

 

Se ainda não votou, do que está a espera? Clique aqui.


publicado por Hugo Gomes às 23:56
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publicado por Hugo Gomes às 23:54
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Se tivesse escrito no poster – baseado num best-seller de Stephenie Meyers – então já estavam a vender bilhetes um mês antes, mas como não tem, não temos direito a data de estreia deste já bem elogiado filme de vampiros.

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publicado por Hugo Gomes às 23:52
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Desde 2007, Quentin Tarantino expressou o seu desejo de realizar o primeiro filme pornográfico de sempre em 3D, porém tal feito não foi concebido. O realizador de filmes eróticos, Tinto Brass, muito conhecido pela sua obra de 1979, Caligula, declarou que vai ser ele mesmo a produtor e dirigir tal feito no mundo do cinema pornográfico.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:45
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Real.: Gerry Lively

Int.: Anthony 'Treach' Criss, Warren Derosa, Sung Hi Lee

 

 

Filme

O agente Neil Shaw (Anthony ‘Treach’ Criss) irá estar a cargo de uma missão ultra-secreta que consiste em impedir que uma bomba atómica chegue às mãos da Coreia do Norte.

Veredicto

È a mesma treta de sempre, um inevitável abanar da bandeira estrelar, a iminente guerra nuclear com a Coreia do Norte como o já habitual bode expiatório, acção de segunda e interpretações de uma classe ainda mais inferior. È daqueles filmes que obviamente têm muitos adeptos, principalmente para aqueles que não vêem mais nada no cinema para além de carros ultra-potentes, “uns chicas mortales” e um tiro em cada minuto numa sala de cinema ou no conforto do sofá.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Espanhol Dolby Digital 5.1
Francês Dolby Digital 5.1
Italiano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Espanhol
Francês
Italiano
Dinamarquês
Finlandês
Hindú
Holandês
Norueguês
Sueco

 

EXTRAS
Menus Interactivos
Selecção de Capítulos
Trailers promocionais

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:23
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Federico espiritualmente Fellini!

 

Quando o paranormal é motivo de expor toda a sua criatividade onírica, Federico Fellini regressa com Giulietta Masina como protagonista, a actriz celebrada pelo próprio autor em filmes como La Strada e Le noitte di Cabiria. Giulietta degli spiriti, sendo este o título desta obra que é marcado por ser a primeira fita a cores do autor revela-se como pura manifestação artística de Fellini que representa a historia de uma mulher bem colocada na alta sociedade, Giulietta Boldrini (Giuletta Masina), que após um jogo de invocação de espíritos, começa a visualizar visões e comunicar com seres irreais que tentam avisa-la sobre a traição que o seu marido, Giorgio Boldrini (Mario Pisu), enquanto isso procura um novo método para sua independência interior e a felicidade que julgava ter encontrado mas que não é nada mais que uma simples ilusão. Masina tem aqui um desempenho fenomenal neste mundo que o próprio realizador italiano criou para ela, sem recorrer ao mainstream do terror norte-americano ou até mesmo do nacional, Fellini transporta o espectador a um viagem alucinante onde através de liberdade artística remete-nos aos seus sonhos molhados ou pesadelos conformados com o silêncio. Para um cinéfilo bem informado poderá tirar conclusões donde o autor David Lynch foi buscar sua inspiração, sendo que o mundo surrealista do consagrado realizador italiano e do autor de Mulholland Drive não é muito diferente. Aviso desde já que não é um filme para todos, a sua narrativa tende em perder-se na filosofia que roça o erotismo e das estranhas motivações das suas personagens. Um filme na sua forma de ser belo e tecnicamente também, o desempenho das actrizes Masina, Sandra Milo e Valentina Cortese são hipnotizantes, sendo um dos filmes mais artísticos, Giulietta degli spiriti está bem entregue aos espíritos. Atrevam-se a entrar!

Real.: Federico Fellini

Int.: Giulietta Masina, Sandra Milo, Mario Pisu, Valentina Cortese

 

Imagens

 

    

 

A não perder – um dos filmes mais delirantes do autor

 

O melhor – Giulietta Masina

O pior – chega mesmo a cansar com tanto surrealismo alucinante

 

Recomendações – Twin Peaks – Fire Walk With Me (1992), Mulholland Drive (2002), Satyricon (1969)

 

7/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:47
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29.1.10

Recordações de um mestre!

 

Em plena Itália fascista, no alto mar encontra-se á deriva um conjunto de barcos, onde cidadãos de uma pequena cidade esperam atenciosamente pela passagem de um enorme navio – The Rex – o orgulho do “império”, assim denominado a meio do filme. Esta é uma das cenas mais memoráveis de Amarcord (1973), aquele que se discute como a obra perfeita de Federico Fellini, um reencontro com as suas memórias de infância onde assistimos a crescente procura da maduração e de uma cidade onde cada personagem parece respirar biologicamente para fora do ecrã durante quatro estações. Sendo que alguns dos “habitantes” desta cidade interajam directamente com o espectador, por exemplo o personagem de Luigi Rossi, o Advogado, que nos fornece algumas informações quer dos “fantasmas” que percorrem suas ruas, quer dos eventos que marcaram não só vilarejo como também Itália. Destaque também para a uma das musas de Fellini, Magali Noël na pele de Gradisca, o amor impossível de Titta (Bruno Zanin), a personagem que todos deduzem ser o pseudónimo da infância do autor, se transmite numa jornada ás descobertas sexuais fazendo do caracter de Noël, a sua musa inalcançável. Assim sendo somos convidados nesta comunidade que é também uma colectânea de recordações, apesar de negada a autobiografia, que Fellini tem o prazer ou a honra de os exibir: desde a suas primeiras descobertas sexuais, sua fria relação com o seu pai, a morte trágica de sua mãe, as trafulhices como jovem e circulo de amigos que sempre o acompanha. Uma vez entrados, difícil é poder sair, deste Amarcord (Eu Recordo, traduzido literalmente), que mesmo após a sua visualização, deixará saudades. Belo, nostálgico, meigo e pessoal, uma obra que só veteranos realizadores com experiencia conseguem oferecer-nos, uma homenagem necessária á Itália que muitos desconhecem e a infância que muitos sabem e escondem, um poema neo-realista como poucos. Galardoado com o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1975.

“When the puffballs come, cold winter's almost gone.”

Real.: Federico Fellini

Int.: Pupella Maggio, Armando Brancia, Magali Noël, Ciccio Ingrassia, Nando Orfei, Luigi Rossi, Bruno Zanin

 

Imagens

 

   

 

A não perder – por nada deste Mundo

 

O melhor – a comunidade que Federico Fellini criou a partir de suas memorias

O pior – ter chegado ao fim!

 

Recomendações – 8 ½ (1963), Brutti Sporchi e Cattivi (1976), Ieri, oggi, domani (1963)

 

Ver Também

8 ½ (1963)

 

Ver Outras Fontes

Cineroad – Amarcord (1973)

10/10

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publicado por Hugo Gomes às 14:56
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28.1.10

 

 

No passado dia 26 de Janeiro, o blog de cinema, Golden Ticket comemorou 1 ano de existência e devido a essa festiva data, o sítio decide então lançar a primeira edição da sua primeira revista online. Trata-se de um conjunto de críticas de filmes que marcaram os leitores como também os autores do blog em 2009. Ver mais informações e fazer download desta especial edição aqui.

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publicado por Hugo Gomes às 01:08
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28.1.10

 

Jason Momoa é assim o escolhido para interpretar Conan, The Barbarian na nossa versão de 2011 dirigido por Marcus Nispel, que há 3 anos atrás ofereceu-nos outro épico de acção, Pathfinder. Relembro que Momoa, já visto na série Stargate Atlantis, irá desempenhar o mesmo papel que celebrizou Arnold Schwarzenegger em 1982, John Milius. Porém fala-se que Mickey Rourke encontra-se em negociações com o estúdio para interpretar o pai do nosso herói bárbaro.

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publicado por Hugo Gomes às 01:00
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O cinema de Charles Bronson parece ter regressado á vida, a estrela do cinema de acção dos anos 70 e 80 parece ser fonte de inspiração para os mais recentes filmes do género. Premissa básica e eficaz que envolve vingança, pancadaria e aquele sabor levemente doce de que o nosso protagonista será bem sucedido face aos eventos antagónicos que lhe ameaçam. The Rock e Denzel Washington o fizeram em 2004 (Walking Tall e Man on Fire), em 2007 foi a vez da força do sexo feminino com Jodie Foster em The Brave One de Neil Jordan, um descendente mais directo de Death Wish (1974). Mas o auge chegou com Taken de Pierre Morel, onde Liam Neeson desempenha um pai incansável na busca da sua filha desaparecida. Mel Gibson é o pai ferido que após a morte trágica e misteriosa da sua descendente (Bojana Novakovic) decide vinga-la, iniciando assim uma busca implacável aos homens por detrás do seu assassínio. Realizado por Martin Campbell (Casino Royale), com Ray Winstone (Beowulf), Shawn Roberts (Jumper) e Danny Huston (X-Men Origins – Wolverine) como os nomes principais do elenco, a fita que promete muita acção tem data de estreia para 18 de Março em Portugal.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:36
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28.1.10

8,5 + 0,5 = 9

 

Depois do 8 e Meio vem o Nove, uma afirmação que não só transmite alguma sabedoria matemática (pronto, o básico senso comum), mas em termos cinematográficos transpõe nos á mercê de dois filmes que reflectem o tempo, a adaptação e o autor. Se Nove é uma espécie de descendente directo de 8 ½, o celebre filme de 1963 dirigido por Frederico Fellini, uma onírica autobiografia onde o autor utiliza o seu heterónimo para descrever-nos o comum entre a vida cinematográfica e a pessoal, mais relacionado com o lado amoroso, é verdade a afirmação de que o filme de Rob Marshall não existiria se a visão pessoal de Fellini nunca tivesse sido feito. Nine, antes de virar filme, foi um musical da Broadway de êxito e quando se iniciaram rumores da sua adaptação cinematográfica, só um nome era capaz de preservar a sua essência na conversão de palco para ecrã. Rob Marshall é assim um realizador competente no tratamento do musical, sendo que o autor se expressa um enorme sonho de ter vivido nas eras em que os grandes musicais eram feitos e recebidos unanimemente nos cantos de Hollywood, exibiu tal talento e paixão na sua obra de 2002, Chicago, onde viu a vencer o Óscar de Melhor Filme, deixando para trás filmes como Gangs of New York de Martin Scorsese e The Pianist de Roman Polanski. Chicago era nele todo uma preservação do musical de palco fundida na narrativa mainstream de um filme, mesmo ser conhecido nos dias de hoje como uma dos maiores equívocos dos Óscares, a fita de Rob Marshall foi o seu bilhete de ida ao um mundo cinematográfico colorido, coreografado e sempre com desejo de palco. Depois do semi-fracasso de Memoirs of a Geisha, Marshall regressa á mesma formula de Chicago, cuja entidade musical está presente numa narrativa paralela acompanhados pelos variados elementos de um espectáculo de Broadway.

Porém é verdade que Nine tem mais de Chicago do que de Frederico Fellini, que infelicidade nossa o espírito influente do autor encontra-se apenas encarnada nas personagens e situações que são forçadas a manter o misticismo do seu teor, mesmo que a narrativa grita por aquilo que o realizador nos deu. Nine inicia-se como uma jornada musical do realizador Guido Contini (pseudónimo de Guido Anselmi, por sua vez o alter-ego de Fellini) que se encontra com a inspiração bloqueada, e vivendo sobre a sombra dos seus velhos êxitos decide então explorar a sua própria alma afim de se libertar e concluir o seu novo filme, Ítalia.

Se o espectáculo de cores, luzes e até mesmo a dança não nos impressionada, o elenco, esse, é já outra conversa. Daniel Day-Lewis é Guido Contini, o pseudónimo da personagem autobiografia de Fellini, mais uma demonstração do talento superlativo do actor, um sujeito apto para as mais destacáveis metamorfoses artísticas. Marion Cottilard, que interpreta a mulher de Guido, Luisa Contini, exibe o porquê que o Óscar de Melhor Actriz por La Vie En Rose não foi em vão, uma perfomance forte, agressiva, destroçada e sempre trágica, o mais sólido desempenho da fita. O seu desempenho numa das suas sequências musicais (Take It All) revela os seus dotes de talento que nenhum cinéfilo poderá ignorar. Marshall extrai em Penelope Cruz toda a sua sensualidade e exigência artística na dança, a sua perfomance musical no Call from Vatican é fenomenal e atrevida. Kate Hudson apesar de ser daquele tipo de actriz que brilhou uma única vez (Almost Famous de Cameron Crowe), desde então nunca conseguiu outro feito, tendo caído em projectos mal amparados e comédias românticas de sucesso fácil, em Nine não é desta que se vinga, porém a sua sequencia musical a liberta toda a sua energia para dança e “cantoria”, é que de certo que “Cinema Italiano” perdura nos ouvidos de muitos espectadores. Fergie possui a melhor voz, não é por estas, nem por outras, que a personalidade será sempre conhecido como uma cantora e não actriz, o seu momento musical é belamente coreografado “Be Italian”, uma homenagem á personagem Saraghina, em 8 ½ interpretada por Eddra Gale. Judi Dench e Sophia Loren são duas “senhoras” distintas do cinema, Loren prova com 70 anos que ainda uma beleza impar. Nicole Kidman porém encontra-se ofuscada, quase como uma sombra sem vida, nem alma.

Nine é assim, uma fita musical que de certo irá fazer parte da lista de favoritos de muitos, mas possui uma demasia no brilhatismo dos seus cenários e do seu elenco, que faz com que esquecemos que no fim disto, Rob Marshall não soube criar mais nada para além de invocar um espírito do seu Chicago. Musical desequilibrado, mas com momentos de puro cinema.

Real.: Rob Marshall

Int.: Daniel Day-Lewis, Marion Cottilard, Penelope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Sophia Loren, Fergie

 

 

    

 

 

A não perder – um realizador perito para musicas á la Broadway, mas sem alma suficiente para preenche-los no grande ecrã.

 

O melhor – o elenco de luxo

O pior – Marshall deu-nos outro Chicago.

 

Recomendações – 8 ½ (1963), Chicago (2002), Moulin Rouge (2001)

 

Ver Também

8 ½ (1963)

 

Ver Outras Fontes

Split Screen – Nove, por Tiago Ramos

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:27
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27.1.10

A Roma pecaminosa!

 

Primeiro estranha-se, depois entranha-se. Satyricon é a adaptação do conto homónimo de Petronius Arbiter, que data a época de 37 a 68 antes de Cristo, numa Roma governada por Nero. Foi talvez um dos primeiros livros publicados, nos dias de hoje apenas resta alguns fragmentos que sobreviveram com a passagem do tempo, por exemplo o inicio e o fim estão completamente perdidos. Satyricon é assim a jornada de dois jovens estudantes, amigos, mas ao mesmo tempo rivais devido á disputa de um rapaz escravo-sexual, que iniciam as suas buscas aos prazeres da luxúria de um país reinado pela superstição, pelo misticismo e pela desordem social. Este é provavelmente o filme mais influente de Fellini, porém é o seu menos acessível á grande parte do publico. Foi fitas como estas, Satyricon, que inspiraram David Lynch a construir “pedra-a-pedra” o seu mundo cinematográfico surrealista, e é por entre o barroquismo técnico e intrínseco que nos é apresentado este conto homo-érotico cruzado com a mitologia greco-romana. A construção dos cenários e da fotografia que toda inspira erotismo, fazem desta obra de Fellini, nomeada ao Óscar de Melhor Realizador em 1970, uma invulgar jornada a um mundo onírico o qual o autor viria a ser característico e anexado. O protagonista desta fiel adaptação é Martin Potter (que viria a ser protagonista da série The Legend of Robin Hood em 1975), que transporta o espectador para um desequilibrado Encolpio inicialmente revoltado, corajoso, mas inseguro num mundo onde a palavra: sexo é a ordem do dia. È no meio deste turbilhão de paixões ou sensualidade que Fellini apresenta-nos uma fita que ele próprio afirma, não ter inicio, nem fim, cheio de cliffhangers que tropeçam na sua narrativa, exibindo uma fidelidade aos “restos literários” que o exibem como um melhor realizador e compreensivo do mundo onde vive, porém esta fita dá ares de um autor que adivinha um bloqueio inspirativo. Uma obra tecnicamente superlativa, intrínseca audaz e ousado como muitos dos filmes do realizador italiano, este não se encontra livre de polémicas, mas é também, um trabalho arriscado que pesa num desequilíbrio duma produção que não devolve á obra de Petronius o seu pingo de nexo. A obra falhada de Fellini, um pesadelo colorido, mas admito a influência futura deste Roma antes de Cristo e depois de Fellini.

“Better to hang a dead husband than to lose a living lover.”

Real.: Frederico Fellini

Int.: Martin Potter, Hiram Keller, Max Born, Magali Noël, Capucine, Alain Cuny

 

Imagens

 

   

 

A não perder – Um filme dividiu as opiniões de todos e que influenciou Lynch

 

O melhor – os valores técnicos

O pior – o mundo onírico e homo - erótico poderá afastar muitos espectadores

 

Recomendações – Twin Peaks – Fire Walk With Me (1992), Caligula (1979), Dune (1984)

7/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:24
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Não entende nada esse crítico... o filme é muito a...
Obrigado pela divulgação!
This film looks better than all three of Daniel Cr...
Boa critica e boa nota irmão. Muito sinceramente a...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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