29.11.09


Louco, louco, mas sábia a toda!


Em 1992 arrebenta o escândalo de Mark Whitacre, um importante empregado de uma empresa agrícola, ADM (Archer Daniels Midland), que denuncia á FBI sobre efectuações ilegais de fixação de preços, que segundo consta o próprio Whitacre, envolveria inúmeros factores, os quais envolviam negociadores de outros países. Os investigadores do FBI apercebem de uma rede indecifrável de infracções ilegais, porém mais tarde ou mais cedo se encontram errantes com uma identidade tão bipolar como a de Whitacre. Incapazes de diferenciar a realidade da pura ilusão por parte de Whitacre, os federais deparam com vários dilemas acerca desta potencial conspiração.

 

 

É sob o mesmo humor subtil e elegante derivado da sua trilogia Ocean’s que Steven Soderbergh estimula uma história irreal com todos os ingredientes que soam a pura ficção cinematográfica, mas enganem-se leitores, porque The Informant! é tão real como desloucado. Matt Damon interpreta Whitacre, um sujeito com uma desordem bipolar, o qual o filme flui por entre a ambiguidade dos seus actos, auferindo assim um tom algo cínico e desconecto na narrativa. Contada na primeira pessoa (Whitacre), o qual chega de início a ensaiar diante do espectador, nos evidencia o estado de desequilíbrio que o protagonista atravessa,  Damon está fenomenal no papel deste anti-herói da sociedade americana, oferecendo-nos uma provável segunda nomeação ao Óscar, se tudo correr bem nas nomeações é claroEm grande perfomance encontram-se também os actores Scott Bakula (American Beauty), como o agente da FBI, Brian Shepard e a actriz Melanie Lynskey (Away We Go) como a esposa de Whitacre.

 

 

Sendo um estimulante exercício de humor e suspense, com um argumento deveras complexo, The Informant! apenas falha por ser um filme sem identidade por parte do realizador, os quais todos os artifícios revelam o egocentrismo do mesmo autor do díptico Che, estreado este ano no nosso país. Mesmo assim este é um dos biopics mais originais dos últimos anos.

 

“Paranoid is what people who are trying to take advantage of you call you to get you to drop your guard!”


Real.: Steven Soderbergh / Int.: Matt Damon, Scott Bakula, Melanie Lynskey




A não perder –  quem se interessa por histórias reais mas impossíveis de acreditar

 

O melhor – Matt Damon e Scott Bakula

O pior –  possuir o mesmo ritmo da trilogia Ocean’s

 

Recomendações – Ocean’s Eleven (2001), The Assassination of Richard Nixon (2004), A Beautiful Mind (2001)

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:56
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29.11.09

“Não és Bem-Vindo”

Gostaríamos de acreditar que nos dias de hoje, discriminação é coisa do passado, mas isso é pura ilusão. Nos países mais desenvolvimentos ainda existe este tratamento, o qual as associações de Direitos Humanos negam ver e os habitantes dessas tais zonas ousam em ignorar, é esse tema o qual Welcome debate sobre o espectador com a comovente história de Bilal, um adolescente iraquiano, que sai do seu país de origem para Inglaterra na busca de uma vida melhor, ou talvez mais que isso, por amor. Durante a sua viagem, Bilal é apreendido no porto de Calais, França, o qual só o Canal de Mancha separa-o do seu objectivo. Ao perceber que pelas vias mais fáceis não consegue sair do país, decide tomar algumas aulas de natação com o intuito de atravessar o Canal a nado. E é nas suas aulas que conhece Simon, o instrutor, cuja vida amorosa está a desabar aos poucos, fica comovido com a história do rapaz e decide ajuda-lo na sua travessia. Apresentado no Festival de Berlim de 2009, o qual vence dois Ursos de Ouro, Welcome de Philipe Lioret é uma das melhores apostas europeias deste ano, um tocante e discreto filme que reflecte a aventura de Bilal como uma intervenção urgente ao mais ignorante do povo ocidental, mas também revela numa bem contada história de drama humano. Do mesmo realizador de Mademoiselle (2001) chega-nos uma lição de vida e um trio de actores que dão uma enorme força a esta fita, primeiro de tudo temos a introdução de Firat Ayverdi, que desempenha Bilal, o qual ao cinéfilo atento aconselho a não o perder de vista, o veterano Vincent Lindon (o qual vimos em La Moustache de 2005, desta vez sem o seu dito bigode) e Audrey Dana, a cumprir o melhor desempenho do filme. Welcome não ilude, é sim um retrato de vida, um dos melhores do ano.

Real.: Philipe Lioret

Int.: Vincent Lindon, Firat Ayverdi, Audrey Dana

 

Imagens

 

    

 

A não perder – cinema com intuito de agir e com sensibilidade para emocionar

 

O melhor – é realista que até dói

O pior – não termos a mesma facilidade para encontrarmos mais filmes destes

 

Recomendações – Babel (2006), Maria Full of Grace (2004), Trade (2007)

 

9/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:13
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publicado por Hugo Gomes às 15:11
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Real.: Pedro Almodovar

Int.: Penelope Cruz, Lluis Homar, Blanca Portillo

 

 

Filme

Mateo (Lluis Homar), outrora realizador e agora um cego argumentista que utiliza a identidade de Harry Cane, conta a um amigo a sua história passada. Uma paixão proibida e intensa por uma actriz, Lena (Penelope Cruz), e o trágico destino que os separou como um abraço desfeito fosse.

Veredicto

Almodôvar volta a reunir duas actrizes comuns na sua filmografia, Blanca Portillo, o qual a vimos na sua ultima obra Volver e Penélope Cruz neste trágico romance no mundo cinematográfico onde o qual desperta paixões, ódios e uma intriga que só Almodôvar é capaz de nos oferecer. Não se encontra ao mesmo nível dos anteriores, mas é sempre uma óptima opção para viver realmente o belo cinema.

AUDIO

Castelhano

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Selecção por Capitulos

TV Spot

Trailer

Teaser

Em Filmagens

Pedro dirige Penelope Cruz

Abraços

 

Distribuidora – Prisvideo, SA

 

FILME –

DVD –

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:06
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Esteve por um fio para não ser feito, mas parece que tudo está a correr como o planeado na produção do terceiro filme de The Chronicles of Narnia, The Voyage of Dawn Treader, o qual a 20th Century Fox, que comprou os direitos á Disney disponibilizou as primeiras imagens. The Voyage of Dawn Treader, realizado por Michael Apted (Enough), é a continuação da aventura dos irmãos Pevensie (Skandar Keynes e Georgie Henley) no mundo encantado de Nárnia, desta vez embarcarão no mágico navio The Dawn Treader até aos confins do Mundo em busca dos sete fidalgos banidos. Com estreia marcada para 10 de Dezembro de 2010.

Ver também

The Chronicles of Narnia – The Lion, The Witch and the Wardrobe (2005)

The Chronicles of Narnia – The Prince Caspian (2008)

Enough (2002)

 


publicado por Hugo Gomes às 14:46
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28.11.09

 

E estava eu na Quinta-Feira, dia 26 de Novembro às 00:15, numa sessão especial do filme da moda, New Moon, nos Cinemas Medeia no Monumental. Não porque estava ansioso pelo filme, se seguirem este blog de perto saberão a minha opinião acerca deste fenómeno Twilight e a minha critica acerca do antecessor, porém e para ser sincero estava ali com duas amigas especiais que se encontravam em pulgas para este filme, a minha surpresa foi leva-las ao cinema mais cedo que julgavam. A minha escolha pelos cinemas Medeia, derivou-se muito á minha “traumatizante” experiencia passada, quando por erro, ou talvez por ignorância decidi visualizar Crepúsculo nos cinemas Zon Lusomundo, numa sala cheia de adolescentes que não conseguiam conter as suas hormonas. Nos Medeias o publico é outro, mas não é por isso que me esquivei dos eventuais comentários e suspiros das espectadoras e não só, quando Tayler Lautner tira pela primeira vez a sua camisola e exibe o trabalho que teve em conseguir manter o seu contrato. Foram duas horas do mais banal, piegas e novelesca trama adolescente num filme, o qual me fez questionar o que realmente se passa com o Mundo e com Portugal. Quem não se lembra de no final do mês de Outubro, o qual ainda faltava cerca de 30 dias para a estreia, o espectador comum ter a possibilidade de já reservar o seu bilhete. Mas porquê? Por ser New Moon? Pelas distribuidoras aproveitarem desta situação de histeria? Será que não poderão fazer o mesmo para Avatar de James Cameron ou Antichrist de Lars Von Trier? São perguntas sem resposta, do porquê de um tratamento tão diferente de um filme tão banal como este New Moon. Não contra o seu êxito, entendo que existe alguém que goste, sim eu sei, milhões de adolescentes que sonham conhecer Taylor Lautner ou Robert Pattinson, mas poderão chamar-me comunista á vontade, mas não seria correcto todos os filmes terem o mesmo direito?

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:27
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Lua Nova, mas para alguns …

 

Nos últimos dias tivemos a sensação que todo o interesse em relação ao cinema girou envolto da estreia de New Moon, comparativamente a uma seita religiosa. Baseada nas obras de Stephenie Meyer que publicou em 2005 o primeiro livro de uma saga de quatro já publicados best-sellers, Twilight consistiu como o pioneiro desta nova onda emo-vampirica, o qual o vampiro, essa criatura morta-viva antes concebida por Bram Stoker em 1897, torna-se num objecto de fantasia sexual, neste caso explorando essa vertente no lado mais feminino, criando aquele capricho de “namorado vampiro”.

Após um sucesso estrondoso nas livrarias, não podia obviamente faltar uma adaptação cinematográfica, quem assinou tal cobiçada matéria-prima foi Catherine Hardwicke que assina Twilight em 2008, explorando todos os elementos adolescentes de um básico “chick flick”. O filme como podem imaginar foi um êxito de bilheteira e sucesso ainda maior no seu lançamento de DVD, porém mesmo tendo tal relevância no mercado cinematográfico, o primeiro capítulo adquiria uma certa duvida como produto, sente-se “nervosismo” em falhar o alvo, o publico feminino, dando aquele ar de série B. Como certo, o sucesso de Twilight lhe contornou caminhos mais estimulantes no mercado cinematográfico, não é por estas nem por outras que New Moon conseguiu quebrar recordes de bilheteira, deixando para trás o seu rival Harry Potter. O segundo filme desta saga adolescente é assinada por Chris Weitz, que de certa forma quer recompensar assim próprio após o fracasso de Golden Compass (2007), a adaptação cinematográfica de um bem sucedido conto de Philip Pullman. O filme ao contrário do seu antecessor revela uma melhor crença em si próprio como produto, temos uma fita confiante, tecnicamente entusiasmante e falsamente poético, ou pelo menos tenta o ser.

New Moon acaba por ser mais electrizante que a prequela, talvez por um maior conceito de espectáculo e uma aposta crescente nas cenas de acção, o qual no primeiro falhava num eixo de 180 graus, a fotografia é sedutora e a sonoplastia da melhor qualidade, mas os defeitos desta obra estão ao mesmo nível que a anterior, sente-se o mesmo desequilíbrio narrativo, a mesma focagem, ou seja, temos a sensação que só existe três personagens neste Universo e um desperdício de talentos que põe qualquer amante de cinema com pele de galinha, vejamos Michael Sheen, Dakota Fanning e até Nikki Reed reduzidos a segundo plano. Quanto a Cameron Bright, o qual o nome está registado no elenco, encontra-se como mero figurante (verídico). Tudo porque a produção apenas queria oferecer ao público o que estas queriam ver, o triângulo amoroso composto por Edward (Robert Pattinson), que aclama homenagear James Dean com a sua interpretação, Bella (Kristin Stewart), que costumava ser a mais talentosa do trio encontra-se numa melancolia automática e Jacob (Taylor Lautner), obviamente a sua inserção é mais estético que artístico.

Concluindo e resumindo – The Twilight Saga: New Moon está mais próximo que uma telenovela juvenil que tanto abunda os nossos canais televisivos generalistas do que um filme de classe vampírica, o qual ao contrario da ignorância dos fãs, não tem qualquer sinonimo com essas criaturas centenárias.

 

Real.: Chris Weitz

Int.: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Nikki Reed, Michael Sheen, Dakota Fanning, Cameron Bright

 

 

    

 

A não perder – para quem verificar que os jovens de hoje se contentam com pouco

 

O melhor – algumas cenas bem filmadas nomeadamente o slow motion presente nalgumas sequencias de acção e a sonoplastia.

O pior – os actores não dão o melhor de si, ou talvez porque a produção não os permitem.

 

Recomendações – Jumper (2008), Twilight (2008), A Walk to Remember (2002)

 

Ver Também

Twilight (2008)

Top 10 – Filmes Com Vampiros

 

Ver Outras Fontes

Ante-Cinema – Costa Mandylor: «Lua Nova» e a vampirada desdentada

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:39
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Real.: David Yates

Int.: Daniel Radcliff, Rupert Grint, Emma Watson

 

 

Filme

É o sexto ano na escola de feitiçaria de Hogwarts para o jovem Harry Potter, porém a sua preocupação é outra para além das aulas. Com a ameaça de Lord Voldemort e o seu exército dos Devoradores da Morte, Harry e Dumbledore (Michael Gambon) terão que recrutar o professor Horace Slughorn (Jim Broadbent), que detém algumas revelações que poderão definir o rumo desta batalha entre o bem e o mal.

 

Veredicto

O sexto filme de Harry Potter e o seu sucesso literário e cinematográfico é uma das melhores aparições do universo de J.K. Rowlings na grande tela. Yates demonstra estar mais maduro que no seu anterior trabalho, e com isso uma melhor solidez nos relacionamentos das personagens, porém é a emoção das proximidades do confronto final que mantém os fãs desinquietos.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1
Catalão Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Castelhano

 

EXTRAS
Cenas Adicionais
J.K. Rowling: Um Ano na sua Vida – Um Olhar Intimista à Jornada de Criação e Lançamento do Último Livro
Membros do Elenco Servem como Guias Pessoais aos Aspectos Que Envolvem a Criação de Um Filme que Inclui Edição, Caracterização, Duplos, Cenografia, Adereços, Guarda- Roupa e Muito Mais!
Espreite o The Wizarding World of Harry Potter™ no Parque Temático Universal Orlando® Resort
Em que Estás a Pensar? - Sessão de Perguntas e Respostas com o Elenco/Equipa
O Elenco Descreve a suas Personagens em Exercícios de Um Minuto

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

 

Ver Também

Harry Potter and the Prisioner of Azkaban (2004)

Harry Potter and the Goblet of Fire (2005)

Harry Potter and the Order of the Phoenix (2007)

Harry Potter and the Half-Blood Prince (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:20
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Regra para um mercado tão intensivo como as das adaptações cinematográficas de Stephenie Meyer – não deixar os fãs descansarem. Com o êxito que New Moon tem tido lá fora, já fora revelado a primeira foto e o poster do terceiro filme, Eclipse, a estrear dia 30 de Junho de 2010. As únicas novidades desta fita é que a realização estará a cargo de David Slade, que dirigiu o curioso Hard Candy (2006), como também já encontrou-se dentro do universo vampírico com 30 Days of Night (2007) e Bryce Dallas Howard, a actriz de Lady in the Water e Terminator – Salvation, que irá substituir Rachelle Lefevre no papel de Victoria, a vilã de serviço.

Ver também

Twilight (2008)

30 Days of Night (2007)

Top 10 – Filmes com Vampiros

 


publicado por Hugo Gomes às 18:04
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A Morte sempre te persegue!

 

Se quisermos culpar alguém, então a culpa da expansão do teen slasher é inteiramente de John Carpenter que encantou (ou assustou, conforme o termo) meio mundo com a sua fita de baixo orçamento, o qual se baseava apenas no básico e numa ideia trazida em 1960 por Alfred Hitchocock (Psycho), um assassínio mascarado e uma implacável exterminação por sangue do adolescente, esse filme, produzido em 1979, é nada mais, nada menos que Halloween. Com o passar dos anos tal subgénero deixou de estar inserido nos grandes mestres do legado de terror e passou facilmente nas mãos de muitos como fácil entrada no mercado do cinema comercial, ou seja uma banalização dessa “arte”. Os teen slasher deixaram de ser exclusivamente Halloween e passaram a apresentar multi-faces desde Sexta-Feira 13(s) a Pesadelos em Elm Street, todos eles rotinas e reciclagens da “brilhante” ideia de Carpenter. E foi assim, o género mais rico dos anos 80, a desculpa esfarrapada para jovens com os hormonas aos saltos seguirem para o cinema, soltando gritos e gargalhadas e uma sensação de divertido lúdico e pecaminoso.

Mas foi com a entrada dos anos 90 que esse milionário género começou enfrentar uma lenta extinção, os roteiros era os mesmos, sem surpresas e as preferências das audiências mudaram drasticamente. Não só o teen slasher que se encontrava em perigo, mas todo um género, o qual sem a falta de ideias não tinha “lenha para que o lume ardesse”. Até chegarmos a 1996, o qual Wes Craven, outro pioneiro do género, decide humoradamente homenagear a si próprio e a todos os envolvidos nessa linhagem com Scream – Gritos, uma espécie de brincadeira de estereótipos e clichés que resultam num festim de terror e humor, o qual o argumento, escrito por Kevin Williamson, desenvolvia de forma madura e pungente sob uma intriga tão banalizada pelo passar dos anos. A partir daí o “teen slasher” iniciou uma nova forma, uma adaptação aos seus meios e tempo, passando pela estética até á sonoplastia.

Em 2000, surge um exemplo de “slasher movie” que consistiu num sucesso, muito devido ao seu argumento e a sua temática, o assassino deixou de ser algo carnal e palpável como o já estereotipizado “mascarado” psicopata, mas sim algo de tão sinistro e certo como a morte. Estou a referir obviamente o êxito de Final Destination, realizado por James Wong, uma variação adolescente que envolve premonições e o macabro, porém a sua raiz de sucesso advém da sua intriga e da calma que a narrativa segue para concretizar todo o filme, estamos perante num entretenimento sanguinário mas igualmente bem mestrado, por vezes arrepiante e que nunca perde o seu tino de suspense, dentro do subgénero de classe B, Final Destination é um achado.

O filme de Wong relata-nos um grupo de jovens que conseguem anteceder aos caminhos das suas iminentes mortes, devido a premonição de um deles em que o avião onde supostamente deveriam embarcar iria sofrer um desastroso acidente. Tal evento acaba por concretizar, e o grupo sobrevivente regressa às suas vidas passadas, porém um conjunto de mortes misteriosas, fazem precaver o pior, tal como a “tagline” refere – “Não podes enganar a Morte”. Com desempenhos de Ali Larter (mais tarde em Heroes), Sean William Scott (mais conhecido com Stifler da série American Pie) e um ineficaz Devon Sawa, Final Destination é apesar das pretensões comerciais, dos melhores exemplos de horror do inicio do novo milénio, e porque a Morte não tem que ser uma personificação negra com capuz e ceifeiro, mas sim um conjunto de acasos.

Passados três anos surge uma eventual sequela, desta vez o director é o hiperactivo David R. Ellis que tenta continuar os eventos do filme de Wong. O acidente aéreo é substituído por um choque rodoviário em cadeia e as mortes tornaram-se provavelmente mais macabras, mas menos realistas. A narrativa ficou sem dependência ao suspense e cada vez menos á situação de acasos soube muito bem manejar e tornou-se em algo mais parecido com um “comboio fantasma”. Ali Larter é a única do elenco anterior que mantém presença neste evento mais bimbo, todavia e apesar dos efeitos mais fast-food da fita, Final Destination 2 consegue divertir, tornando-se num guilty pleasure pecaminoso, o qual mais litros de sangue são jorrados a rolos. Não é má sequela, não senhor, mas o pior veio depois, acreditem …

Wong e R. Ellis voltam a repetir as suas direcções nesta eventual saga, o primeiro teve a oportunidade de dirigir o terceiro filme. Juntou-se mais algumas desculpas esfarrapadas para a produção desta “paródia mal feita”, os acidentes com veículos foram substituídos por uma montanha russa e com ela uma tentativa de inovar o que não pode ser inovado. O ridículo é que James Wong soube fazer tão bem no que requer á inserção de um ambiente misterioso e sempre envolvido de suspense, mas em Final Destination 3 tudo se resume numa sátira, mesmo os atractivos como as mortes, assemelham a gags de comédia e as personagens não trazem nem uma simpatia. A olhos vistos, a saga Final Destination estaria a regressar ao plano original do final dos anos 80 e inicio dos anos 90 quanto ao “teen slasher”, a falta de criatividade e seriedade nos projectos iriam fazer com que os produtores “esbarrassem” num beco sem saída em termos de vitalidade cinematográfica. Enquanto o Mundo assistia á ascensão do terror macabro mais adulto como Hostel e Saw, que sofria o mesmo sindroma de exploração extensiva, Final Destination 3 resumia a algo que só se faz no circuito limitado de videoclube.

David R. Ellis por sua vez, realizou The Final Destination, sendo mais facilmente distingui-lo, pode-se inserir o sufixo de 3D. Rodado a 3 dimensões, este quarto filme segue o mesmo ritmo do retorno de James Wong, uma “lambada virada em terror”. Apenas o pretexto de 3D foi suficiente para os produtores conceberem este “moribundo” projecto, The Final Destination parece mais com uma simulação do que um filme, não existe pingo de carisma quer nas personagens, quer num argumento que não é mais do que uma reciclagem dos filmes anteriores. Os desempenhos são fracos, mais uma vez as mortes dão paródicas e irrealistas e o suspense, esse, já não existe. Avisa-se que existe premonições de que o género “teen slasher” voltará a rebaixa, e é com filmes como este que tal fenómeno” verifica-se.

Real.: James Wong / David R. Ellis

Int.: Devon Sawa, Ali Larter, Sean William Scott, Kerr Smith, Brendan Fehr / Ali Larter,A.J. Cook, Michael Landes / Mary Elizabeth Winstead, Kris Lemche, Ryan Merriman / Krista Allen, Nick Zano, Mykelti Williamson

 

A não perder – mortes e mais mortes, que possui um sentido de humor macabro

 

O melhor – O suspense do primeiro filme, o ritmo frenético do segundo

O pior – quando o 3D é pretexto para tudo

 

Recomendações – A Nightmare on Elm Street (1984), My Bloody Valentine 3D (2009), Scream (1996)

 

 

 

Final Destination (2000)

7/10

 

Final Destination 2 (2003)

6/10

 

Final Destination 3 (2006)

3/10

 

The Final Destination 3D (2009)

2/10

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:44
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22.11.09

Dois “velhos” no mesmo “barco”

 

Á partida uma comédia romântica de sucesso resulta-se na união de duas “caras conhecidas” para servir de casal, junta-se uma repudia inicial até a um daqueles finais arrependidos e dignos de um The End feliz e harmonioso. Esses actores são de costume, duas personalidades esteticamente belas e cativantes, porém este The Last Chance Harvey tem como protagonistas um par de talento reconhecível, a começar por Dustin Hoffman que obviamente dispensa apresentações no mundo do cinema norte-americano, prestigiado pelas suas interpretações em Rain Man de Barry Levinson e Kramer Vs Kramer de Robert Benton (o qual venceu os seus dois Óscares como actor) e Emma Thompson, muito célebre na produção fictícia do Reino Unido, contudo tem ultimamente executado um trabalho mais serio como produtora. Esta aparente “choque” de culturas é uma desculpa esfarrapada para que a fita se centra na sua química e conjunto de talentos natos do cinema em geral. Hoffman é Harvey Shine, um compositor de músicas para anúncios televisivos que viaja para Londres para o casamento da sua filha, que há muito não vira. Harvey acaba por conhecer Kate Walker, uma solteirona com um emprego fixo no aeroporto, ou seja local de encontro destes dois “frustrados de vida”. O filme de Joel Hopkins, o mesmo autor de Jump Tomorrow (2001), é de certa forma um “pedaço de diamante” entre a banalidade do seu conjunto, trata-se de um bem escrito, bem filmado e bem interpretado ser cinematográfico, e penso que nisso ninguém o nega, a sonoplastia coincide com o carisma maduro de toda a fita. Simples, eficaz, e tão agradável de ver dois actores de prestigio de regresso aos principais papeis, numa época em que cada vez mais se “recruta” jovens promissores e “carinhas larocas”.

Real.: Joel Hopkins

Int.: Dustin Hoffman, Emma Thompson, Eileen Atkins, Kathy Baker

 

 

Imagens

 

    

 

A não perder – dois talentos num só filme

 

O melhor – como já havia referido o par de protagonistas e a sua química transmitida

O pior – A banalidade de toda a produção, apesar de tudo

 

Recomendações – Something’s Gotta Give (2003), Belle Toujours (2006), Venus (2006)

 

6/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:34
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De arma punhada, de cavalo montado, armadura que cintila ao contacto com luz de um Sol vivo que anseia pela morte na arena, são essas os caracteres de um épico, aquele género cinematográfico ditamente Hollywoodesco, onde não seja por algumas horas somos obrigados a regressar aos tempos da Idade Média, onde a justiça fazia-se com a “ponta da espada”. O épico é no geral algo muito dispendioso, os trajes, as reconstituições, os animais e mais alguns adereços quase levaram Hollywood á banca rota no passado, porém enquanto assistimos a uma era de facilitismos, onde CGI são quase soluções fáceis, enquanto uns “gritam” com aquilo que apelidam a “Morte do Cinema”, filmes como 300, Beowulf ou o próximo Clash of Titans são produzidos e facilmente catalogados de épicos. O que aconteceu? Será que o verdadeiro épico morreu quando a Fox decidiu com tamanhos cortes, reduzir o “grandioso” Kingdom of Heaven de 2005, numa proximidade que nem o próprio realizador, Ridley Scott, o reconhece? Será que foi na altura em que Alexander de Oliver Stone foi “apedrejado” pelos críticos e publico em 2004? Enquanto épico antigamente transmitia suor de toda a produção, hoje apenas revela-se em algo tão banal, tão pipoqueiro e tão … artificial, que não conseguimos de todo apelidar tais obras de Épico. Vejamos por exemplo, o curto espaço em que Clash of the Titans foi rodado.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:31
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Real.: Steven Soderbergh

Int.: Benicio Del Toro, Demian Bichir, Catalina Sandino Moreno

 

 

Filme

Em 1956, Fidel Castro parte para Cuba em conjunto com oitenta revolucionários com objectivo de destronar a ditadura de Fulgêncio Baptista. Entre o seu exército, está Ernesto Che Guevara, um medico argentino que partilhe os mesmos ideais e sonhos de Castro.

 

Veredicto

Steven Soderbergh realiza este diptico sobre o mais famoso de todos os revolucionários, numa biopic que nunca deseja “levantar” polémica, mas sim, retratar as vivencias do El Argentino. Um biopic que reúne todos os elementos básicos que um filme biográfico tenta ser, porém é no realismo e no mise-en-scené que esta fita destaca.

 

AUDIO
Inglês/Castelhano D. Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português

 

OPÇÕES ESPECIAIS
Menus Interactivos
Selecção de Cenas
Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

Che Part One – The Argentine (2008)

Che Part Two – Guerrilla (2008)

 

FILME –

DVD  -

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:51
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O esperadíssimo New Moon conseguiu fazer historia, ou seja, ter a melhor estreia de sempre, tendo rendido 73 milhões de dólares num só dia nos EUA, batendo o recorde que antes permanecia em The Dark Knight. A sequela de Twilight tem data de estreia no nosso país no dia 26 de Novembro, já esta Quinta Feira, porém as críticas e a reacção do público em geral (não refiro os fãs devotos) não parecem ser satisfatórias.

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publicado por Hugo Gomes às 00:28
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21.11.09

Crepúsculo, aberrações e circo!

Parece que em 2009, os irmãos Weitz estão de certa forma ligados ao universo vampiresco, se por um lado Chris Weitz, que depois do fracasso de Golden Compass, irá vibrar o “mundo” com o esperadíssimo New Moon, sequela do êxito Twilight, Paul Weitz (aquele que por algum motivo foi considerado o mais talentoso dos dois) se aventura no universo de Darren Shan, em Cirque Du Freak – The Vampire’s Assistent, a primeira de uma breve trilogia do fantástico. Longe do histerismo e da pretensão que na probabilidade New Moon irá ter, The Vampire’s Assistent consegue consistir numa agradável surpresa, primeiro que o humor sempre o persegue e Weitz (Paul, claro) optou por um sentido de humor mórbido, negro, sem medo de ousar, o que torna-o numa narrativa descontraída, mesmo a história de vampiros aqui representada esteja mais que ultrapassada.

The Vampire’s Assistent é a história de Darren (Chris Massoglia), um normal rapaz de 16 anos com uma vida perfeita que decide negociar com o misterioso Larten Crespley (John C. Relly), um vampiro com cerca de 200 anos que trabalha num circo de aberrações. A proposta foi Darren tornar-se em meio-vampiro, como função de servir de ajudante a Crespley, para poder salvar o seu melhor amigo, Steve (Josh Hutcherson), da morte certa.

C. Relly está intrinsecamente irreconhecível, possuidora duma auto-estima invulgar como actor, longe daqueles personagens frágeis ou dos cómicos de sempre ao lado de Will Ferrell, e Josh Hutcherson revela-se cada vez mais num sujeito promissor no mundo do espectáculo, já por outro lado, Chris Massoglia, não tem carisma, nem garra suficiente para protagonista, com que faz com que facilmente torcemos pelo grupo de vilões que na sua heróica jornada. A juntar a este gótico espectáculo está Salma Hayek, que transpira sensualidade por tudo o que é sitio, mesmo desempenhado uma mulher barbada e Ken Watanabe a possuir momentos divertidos na fita e um obeso Michael Cerveris, a preencher os requisitos de vilão megalómano, ainda com pouca relevância neste terreno cinematográfico.

O resto são, como o título indica, o conjunto de aberrações que vão desde as criaturas apresentadas até uma trama adolescente que roça os primórdios do Twilight. Porém Paul Weitz concretiza aqui um trabalho, mesmo que imperfeito, visualmente cativante e divertido. E para meter mais água na fervura, sim, esta obra comercialmente menor é superior ao Crepúsculo.

Real.: Paul Weitz

Int.: Chris Massoglia, Josh Hutcherson, John C. Relly, Salma Hayek, Michael Cerveris, Ken Watanabe

 

 

    

 

A não perder – Para quem não aguenta esperar pelo New Moon

 

O melhor – John C. Relly e o ambiente gótico-cómico

O pior – não é um épico vampírico, nem um filme de Tim Burton, mas …

 

Recomendações – Twilight (2008), New Moon (2009), Lemony Snicket’s A Serie of Unfortunate Events (2004)

  

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:25
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Real.: J.J. Abrams

Int.: Chris Pine, Zachary Quinto, Eric Bana

 

 

Filme

Eis o inicio da saga Star Trek, desde que os lendários James Kirk (Chris Pine) e Spock (Zachary Quinto) se conhecem e que se rivalizam para comandar a nave espacial U.S.S. Enterprise e salvar o Universo do temível Volcano, um ser alienígena motivado por vingança.

Veredicto

J.J. Abrams, um dos mais revitalizantes produtores da actual industria cinematográfica norte-americana pega num legado de culto como o Caminho das Estrelas (Star Trek) e oferece ao espectador mais pipoqueiro os elementos que auxiliam um maior e melhor espectáculo visual. O mundo de Star Trek deixou de ser demasiado denso e reflectivo para se tornar num blockbuster de êxito.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Checo Dolby Digital 5.1
Húngaro Dolby Digital 5.1
Polaco Dolby Digital 2.0

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Checo
Croata
Grego
Hebraico
Árabe
Polaco
Sérvio
Búlgaro
Húngaro
Romeno
Esloveno
Islandês
Eslovaco
Estónio
Letão
Lituano

 

EXTRAS
Comentários por J.J. Abrams, Bryan Burk, Alex Kurtzman, Damon Lindelof e Roberto Orci
Uma Nova Missão
Gag Reel

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

Star Trek (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:04
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17.11.09
17.11.09

 

Evelyn Salt é uma agente da CIA o qual é acusada de ser uma infiltrada russa, assim sendo segue a sua jornada para provar a sua inocência. Trata-se da premissa de um dos mais esperados thrillers do próximo ano, Salt, realizado por Phillip Noyce (The Bone Collector, The Quiet American) que dirige uma surpreendentemente sexy Angelina Jolie, como também os actores Liev Schreiber (Taking Woodstock, X-Men Origins – Wolverine) e Chiwetel Ejiofor (The Inside Man, 2012). Com estreia marcada para dia 23 de Julho nos EUA.

 


publicado por Hugo Gomes às 22:52
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A Mãe de todos os Festivais de Verão

 

Anos 60, os Beatlles e Bob Marley lideravam as tabelas de vendas, Harvey Milk mudava mentalidades em São Francisco, Che Guevara torna-se um símbolo de revolução, amado por uns, odiado por outros, os hippies multiplicavam e o consumo de erva também, e Woodstock, a mãe de todos os festivais de Verão fazia sentir, mais precisamente em 1968, dando três dias de pura música e paz. O maior e mais célebre dos concertos foi um centro cultural e multinacional de gente e musica, desde o lendário Jimi Hendrix até Joe Cocker, todos eles espalharam o seu encanto neste “monstro”.

E é nesse cenário que o perverso e anti-politicamente aceite Ang Lee transcreve-nos uma historia de busca de identidade percorrida pela personagem Elliot Tiber, autor da matéria-prima literária, um jovem artista homossexual que tenta ajudar financeiramente os seus pais quanto ao futuro do seu motel, a solução encontrada foi organizar um festival de concertos que servissem como atractivos para nossos fregueses, porém a sorte “bate-lhe” á porta, quando consegue negociar com um empresário para entrosar o Woodstock, um ambicioso evento musical que fora negado em varias localidades dos EUA. Com uma reacção negativa da população local que “vê” com maus olhos este acontecimento, designando-o como uma “entrada facilitada de jovens delinquentes e inimigos dos velhos costumes, o jovem Tiber apesar das dificuldades luta para conseguir manter o festival operacional, que se comporta na narrativa como um veículo de evolução e procura de identidade da personagem interpretada por Demetri Martin, por isso Woodstock deverá ser encarada como uma personagem colectiva e talvez o verdadeiro protagonista de toda fita.

Lee liberta de si, o que mais excêntrico e colorido ego, tentando assim contagiar uma fita sem preconceitos, tabus ou de leveza temática. Até certo ponto podemos garantir que Taking Woodstock é a verdadeira homenagem para tal marco histórico da musica, mas fica-se por aí, homenagem, nunca conseguindo evolui para algo mais do que um simples indie de luxo. Contendo algumas cenas memoráveis como a o momento em que Tiber visualiza Woodstock com todo o seu esplendor, como uma aparição divina se trata-se, sendo comparativo a uma rebeldia intrínseca que o nosso protagonista necessita libertar. “Presos” a esse monstro estão uma bela selecção de desempenhos que vão desde um surpreendente Liev Schreiber na pele de um travesti “bem macho”, Emile Hirsch, a provar a sua versatilidade como um soldado traumatizado do Vietname, guerra essa, presente indirectamente em Woodstock e Imelda Stauton a construir aquela que é talvez a personagem mais divertida e cativante de toda a fita. Taking Woodstock é uma fita sobre o mais rebelde e libertador que há em cada um de nós, uma homenagem (como já havia mencionado) de tão grandioso espectáculo.

 

Real.: Ang Lee

Int.: Demetri Martin, Imelda Staunton, Liev Schreiber, Emile Hirsch, Eugene Levy

 

   

 

A não perder – Um grito de paz dos anos 60 representado no novo milénio.

 

O melhor – A homenagem, a selecção de personagens e interpretações

O pior – faltava-lhe um pouco mais daquele toque mágico que daria um “óptimo” sabor.

 

Recomendações – Transamerica (2005), Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll (2006), Wackness (2008)

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:13
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15.11.09
15.11.09

Caos em toda a tela!

 

Se existir alguém capaz de destruir o planeta Terra, esse homem é Roland Emmerich, o Sr. Blockbuster e o príncipe da destruição cinematográfica, o qual já ameaçou o nosso Mundo com todo o tipo de desastres. Desde a vinda de extraterrestres como Independence Day (1996), uma criatura radioactiva no esquecível remake de Godzilla (1998) e a fúria da Natureza em Day After Tomorrow (2004), Emmerich engraça-se com o caos levado ao máximo graças a uma ideia inspirada no calendário Maia.

 

 

Segundo o quais, os Maias, esse povo extinto da América Central, previram há milhares de anos atrás um acontecimento catastrófico que ocorreria no preciso dia 21 de Dezembro de 2012, que nos levaria ao chamado Fim do Mundo, Armaggedão, Apocalypse e Dia do Juízo Final como denominam em muitas outras religiões. Com base nesse facto, Emmerich decide carregar uma fita de duas horas e meia com efeitos especiais de topo de gama e todo o tipo de desastres naturais, catástrofes e afins de que há em memória. Ora temos terramotos, ora temos maremotos, ora temos vulcões ou placas tectónicas a moverem de um lado para o outro, mas no geral temos mais do mesmo em termos de produção “emmerichiana”. 

 

 

John Cusack é o protagonista, preenchendo o papel de pai divorciado que tenta a todo o custo salvar a família da iminente terminal, perseguido por uma sorte inacreditavelmente irreal e sem precedentes, sendo esta a primeira vez que o actor de High Fidelity  participa numa mega-produção como esta. Além dele temos a recuperação de Danny Glover, no papel do presidente dos EUA, o qual demonstra uma humanidade exemplar, ou seja, o patriotismo de Roland continua cego e fiel a todos os níveis, mesmo sob a ameaça do Fim dos Dias. Thandie Newton e Chiwetel Ejiofor são o par romântico dos filmes, e são eles os melhores desempenhos ao lado do sempre imune Oliver Platt (a perfeita personificação do egoísmo e burocrático humano), o desconhecido Jimi Mistry, que desempenha um geólogo indiano, e o multi-facetado, novamente como o "lunático" de serviço Woody Harrelson. Mas por estranho que pareça não encontramos aqui nenhuma personagem com dimensão, nem sequer emoção que nos completa com a destruição vista no grande ecrã.

 

 

Apenas momentos de humor disparatado com que fazem com que a fita contraia um tom descontraido como as típicas comédias se trata-se. Existe algumas frases moralistas que de tão “bonito” tem para se dizer e nada mais … ah, estava a esquecer-me … os efeitos visuais são arrasadores, mas isto não é justificação para uma ida ao cinema. Tudo resulta numa brincadeira de produtores e ases à imaginação e "fome de destruição" por parte Roland Emmerich. Um simples e cliché de filme.

 

"The moment we stop fighting for each other, that's the moment we lose our humanity."

 

 

Real.: Roland Emmerich / Int.: John Cusack, Danny Glover, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Woody Harrelson, Jimi Mistry, Amanda Peet

 

 

A não perder – Para quem acha que Armaggedon é um filme frouxo em termos de destruição

 

O melhor – Os efeitos especiais

O pior – já não vimos este filmes antes?

 

Recomendações – Armaggedon (1997), The Day After Tomorrow (2004), Deep Impact (1997)

 

Ver Também

The Day After Tomorrow (2004) 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:30
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Realizado por Louis Leterrier (Transporter 2, The Incredible Hulk), eis o primeiro teaser trailer de Clash of the Titans, o remake sofisticado de um homónimo filme de 1981 protagonizado por Laurence Olivier, Harry Hamlin e Maggie Smith, que conta um confronto entre humanos e deuses e a queda de muitos titans que ameaçam o mundo dos mortais. Baseado em muitos mitos e foclore grego, o remake de estreia marcada para dia 26 de Março de 2010 conta com um elenco de luxo, o qual Sam Worthington (Terminator Salvation, Avatar), Gemma Arterton (Quantum of Solace),Ralph Fiennes (In Bruges, Harry Potter and the Order of the Phoenix) no papel de Hades e Liam Neeson (Taken, Five Minutes To Heaven) dá vida a Zeus, o pai de todo os deuses.


publicado por Hugo Gomes às 22:59
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