30.9.09


 

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publicado por Hugo Gomes às 13:23
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29.9.09

O IndieLisboa Days – Portuguese Cinema on Tour é um projecto desenvolvido desde 2007 pela Zero em Comportamento – Associação Cultural. Esta iniciativa, que conta com o apoio do Instituto Camões desde 2008, tem o intuito de prolongar a acção do festival IndieLisboa, divulgando internacionalmente a mais recente cinematografia nacional (ficção, documentários e filmes de animação).

 

A programação das extensões internacionais do IndieLisboa é seleccionada a partir das obras nacionais que estiveram presentes em edições precedentes do festival, sobretudo da mais recente. Até ao final do ano, o IndieLisboa Days – Portuguese Cinema on Tour exibirá, em colaboração com salas de cinema fortemente implantadas nos circuitos culturais das respectivas cidades, vários dos filmes que integraram a competição nacional do IndieLisboa’09, nomeadamente o filme vencedor do Prémio Tobis para Melhor Longa Metragem Portuguesa, Ruínas de Manuel Mozos.

 

Para já, e até ao final do ano, o IndieLisboa Days – Portuguese Cinema on Tour 2009 tem quatro extensões internacionais confirmadas:

 

- Londres (Reino Unido) de 30 de Outubro a 1 de Novembro, em parceria com o Instituto Francês de Londres
- Liubliana (Eslovénia) de 9 a 10 de Novembro, em parceria com a sala independente Kinodvor
- Istambul (Turquia) de 17 a 22 de Novembro em parceria com o Departamento de Cinema do Pera Museum
- Berlim (Alemanha) de 11 a 13 de Dezembro, em parceria com o Arsenal – Institut fur Film und Videokunst.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:25
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publicado por Hugo Gomes às 23:12
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Um thriller fabuloso e melhor – falando em sueco, deixe por momentos os habituais policiais de Hollywood e aventurem-se nesta arrepiante intriga, entrem e pelo caminho apaixonam-se por Noomi Rapace.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:11
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28.9.09

Estreou o trailer de um dos filmes mais esperados do próximo ano, como fã de Freddy Krueger que sou, pois é o remake de A Nightmare On Elm Street, o qual encontramos Jackie Earle Haley no papel celebrizado por Robert Englund. A Platinum Dunes, empresa administrada por Michael Bay, responsável pelo remake de tantos outros clássicos filmes de terror como Texas Chainsaw Massacre ou Friday the 13th está previsto lançar esta remodelação no dia 30 de Abril de 2010.

Ver Também

A Nightmare on Elm Street (1984)

 


publicado por Hugo Gomes às 23:25
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27.9.09

Real.: Justin Lin

Int.: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez

 

 

Filme

O fugitivo Dominic Toretto (Vin Diesel) regressa às corridas ilegais com um único objectivo, vingar a morte da sua amada Letty (Michelle Rodriguez), que fora assassinada devido as circunstâncias misteriosas. Por sua vez, o agente Brian O’Conner (Paul Walker) o persegue.

Veredicto

O quarto filme da saga mais “clandestina” de sempre reúne o elenco original do filme de 2001, realizado por Rob Cohen, só por isso é uma fórmula de sucesso. Iniciado com uma excelente sequência de acção, The Fast & Furious é um filme de acção que satisfaz pouco, contudo os amantes de velocidade o vão adorar.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1
Italiano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Castelhano
Italiano
Grego
Hebreu
Croata
Esloveno
Inglês para Deficientes Auditivos

 

EXTRAS
Cenas Divertidas
Debaixo do Capô - Carros Potentes
Debaixo do Capô - Importados
Voltar a Juntar o Bando
Escola de Condução com o Vin Diesel
A Sul da Fronteira: A Filmar no México
Comentário do Filme com o Realizador Justin Lin

 

Distribuidora – Universal Pictures Portugal, LDA

 

Ver também

Fast & Furious (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:10
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Aliens como inserção social!


Imaginem o seguinte cenário, uma nave espacial de origem extraterrestre surge no espaço aéreo terrestre, mais precisamente em Joanesburgo, África do Sul, dentro dele encontra-se milhões de aliens, desnutridos e maltratados, automaticamente as Nações Unidas e algumas forças governamentais unem esforços para reabilitar as ditas criaturas (vulgarmente apelidadas de “prums”). Após oito anos é criado o Distrito 9, uma espécie de gueto onde estes seres não terráqueos podem viver. Contudo a sua coexistência com o Homem não é a mais pacífica, fazendo com a organização conhecida como MNU obtenha a missão de mover todas as criaturas do Distrito 9 para um outro local afastado da cidade de Joanesburgo, em perfeito isolamento para com as civilizações humanas.

 

 

Trata-se da primeira longa-metragem de Neil Blomkamp, um “upgrade” da sua curta de 2005, Alive in Joburg, que conta com o cunho de Peter Jackson como produtor, o qual o autor foi apontado como sendo seu “afilhado”. Inicialmente District 9 estava planeado ser uma adaptação ao bem sucedido videojogo Halo, contudo o estúdio decidiu descartar a ideia devido a eventuais menosprezos por parte dos fãs. Mesmo assim, Blomkamp e Jackson  não abandonaram o material já preparado e concretizaram então uma fita que custou menos de metade do orçamento previsto no projecto inicial. O resultado ficou-se nisto (e ainda bem), numa experimental fórmula de sucesso muito graças à força do marketing e divulgação exercitada por toda a produção.

 

 

Falando no filme propriamente dito, poderei sentir realizado ao ver um tão realista obra de ficção científica que combina o melhor do percepcionismo fílmico, como por exemplo uma dualidade narrativa (ora é um documentário, ora é um filme que preserva toda a formula comercial). Subtilmente composto por assombrosos efeitos especiais, District 9 comporta-se como entusiasmante ensaio de ficção cientifica, pronto a rivalizar com outras distopias apresentadas em grandes produções. Para além disso, e voltando às questões técnicas, a fita de Neil Blomkamp contraria o senso comum de que qualidade a tais níveis não é sinonimo de grandes orçamentos. Mesmo sob o pretexto da “fraqueza” do orçamento que foi, e com fórmula narrativa versátil que apresentou, não é incredível a forma com que District 9 seja um sucesso, um paradoxo de estilos combinadas com a acção mais factual que inverte os papéis de o Encontro Imediato de Terceiro Grau.

 

 

Com uma prestação flexível de Sharlto Copley (que o veremos futuramente no A-Team Movie), o actor nos consegue moldar um “anti-herói” sem medo de exposições contra-natura, os “dotes” de cobardia e ingenuidade ao invés da bravura patriótica. Sendo que mesmo com aquela experimentalidade narrativa, sente-se uma forte carga dramática no percurso do protagonista. Tal ênfase nos revela um toque de irreverência perante tais formatações que facilmente poderiam integrar qualquer blockbuster ou filmes "pastilhas-elásticas". Resumidamente, District 9 um dos filmes mais singulares e metafóricos estreados em 2009 e … tão bom que é  os cinematográficos extraterrestres a “aterrarem” num país que não os EUA (ao menos isso)!

 

"Hello, little guy! It's the sweetie man coming!"

 

 Real.: Neil Blomkamp / Int.: Sharlto Copley, William Allen Young, Robert Hobbs, Jason Cope



 

A não perder – um filme de ficção cientifica diferente de tudo o resto

 

O melhor – a dualidade narrativa, a personagem de Sharlto Copley

O pior – pedíamos só um pouquito mais de percepção na relação da personagem de Copley com o extraterrestre.

 

Recomendações – Close Encounters of the Third Kind (1977), Banlieue 13 (2004), Doomsday (2008)

 

Ver Outras Fontes

Ante-Cinema – Antevisão: Distrito 9

Cinema is My Life – District 9

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:44
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26.9.09

Real.: Frédéric Forestier, Thomas Langmann

Int.: Clovis Cornillac, Gérard Depardieu, Alain Delon, Stephane Rousseau, Benoît Poelvoorde, Vanessa Hessler, Nathan Jones, Zidane, Michael Schumacher, Tony Parker, Amélie Mauresmo

 

 

Criada por Albert Uderzo e René Goscinny, Astérix é das bandas desenhadas mais populares de todo o Mundo, sendo o piloto criado em 1959. Rapidamente o sucesso universal deste comics francês atingiu o seu auge e notoriedade, com isso foram muitas as edições vendidas, os desenhos animados, merchandising e um parque de diversões que quase rivaliza com a Disneyland. A história do gaulês que resiste às conquistas romanas fora muito cobiçada ao cinema desde há muito tempo, em acção real. A ideia só se tornou realidade em 1999, com o sucesso de bilheteira, Astérix et Obélix contre César de Claude Zidi, uma aventura desequilibrada que mesmo assim invocava o misticismo do universo Astérix com as suas referências e largas doses de humor. Em 2002 segue-se a sequela, provavelmente mais bem sucedida, com um humor non sense, o divertido Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre, passados seis anos eis que surge o inevitável terceiro filme, como voga do antigo provérbio: “não há duas sem três”.

Este terceiro filme é o mais ambicioso da trilogia e aliás o mais influenciado da mesma, tentando de qualquer forma cobiçar o humor non sense do anterior datado de 2002. Astérix aux Jeux Olympiques é o regresso dos dois gauleses inseparáveis – Asterix (sai Christian Clavier e entra Clovis Cornilac) e Obelix (Gérard Depardieu) que terão agora de participar nos célebres Jogos Olímpicos para ajudar o seu amigo Alafolix (Stephane Rousseau) a conquistar a princesa Irina (Vanessa Hessler), que se encontra prometida ao tirano Brutus (Benoît Poelvoorde), o filho de Julio Cesar (Alain Delon).

Poderemos resumir que o terceiro capitulo de acção real adaptado dos livros de Uderzo é um festim de celebridades convidadas tais como Zidane, Michael Schumacher, Tony Parker e Amélie Mauresmo, o qual obrigaram o enredo e as personagens do universo a serem passadas para segundo plano. Os “gags” são tiros pela culatra, principalmente os ditados por Benoît Poelvoorde, o qual a sua personagem é a grande aposta que automaticamente cai num fiasco. O resto é exercitado com um visual “muito bonitinho”, um óptimo embrulho para as falhas de um cinema francês cada vez mais inspirado do lixo norte-americano, a troca de Cornilac por Clavier leva-nos a um Asterix insonso e sem carisma, para ajudar ainda mais a festa e aquele final revela aquilo que o filme realmente é, uma descarada forma de fazer dinheiro. Foi dos maiores êxitos do cinema francês, e depois?!

A não perder – quando grandes orçamentos não equivalem a grande qualidade

O melhor – Ver Michael Schumacher em grande plano

O pior – piadas sem êxito, personagens sem carisma, uma narrativa sem ponta que se pegue, é preciso dizer mais alguma coisa?

 

Recomendações - RRRrrrr!!! (2004), Les Dalton (2004), Blueberry (2004)

 

Ver Também

Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre (2002)

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:18
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24.9.09

Justin Lin, realizador de Fast & Furious, será o responsável pelo “ressuscitar” de Duelo Imortal (Highlander), o filme de culto de 1986 da autoria de Russell Mulcahy e uma banda sonora integralmente concebida pelos Queen. Highlander contou com Christopher Lambert e Sean Connery na pele de dois imortais que tinham que cumprir uma antiga profecia relacionada com a sua raça – “There can be only one!”. O filme deu origem a series televisivas, BDs e quatro sequelas que resultaram em estrondosos fracassos de bilheteira. O argumento está a cabo de Art Marcum e Matt Holloway, responsáveis também pela premissa de Iron Man e Punisher – War Zone, o qual prometem devolver todo o misticismo perdido de Highlander.

Ver também

Fast & Furious (2009)

Iron Man (2008)

Bandas Sonoras Incontornáveis 2/3

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:17
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David Cronenberg irá refazer The Fly, remake de um remake de 1986 que consistiu num grande êxito da Fox e da ficção científica em geral, o realizador de Eastern Promises foi o mesmo da versão dos anos 80, mas desta vez conterá com uma história original.

Ver Também

Eastern Promises (2007)

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:10
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24.9.09

Real.: Gus Van Sant

Int.: Sean Penn, James Franco, Josh Brolin

 

 

Filme

Milk é o retrato biográfico de Harvey Milk (Sean Penn), o primeiro politico norte-americano assumidamente homossexual que se candidata a lugar de mayor de São Francisco.

Veredicto

Realizado por Gus Van Sant (Good Will Hunting), Milk é uma biopic extremamente delicada e profissional que nos oferecem desempenhos notáveis por parte de Penn (que venceu o seu Segundo Óscar), Josh Brolin e Emile Hirsch. Um filme a não perder e para ser visto sem preconceitos.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Cenas Cortadas
"Remembering Harvey"

"Hollywood Comes to San Francisco"

"Marching for Equality"

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimedia

 

Ver também

Milk (2008)

 

FILME –

DVD –

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:08
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23.9.09


 

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publicado por Hugo Gomes às 21:22
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Real.: Rod Lurie

Int.: Kate Beckinsale, Matt Dillon, Vera Farmiga, Alan Alda, Angela Bassett, David Schwimmer, Noah Wyle

 

 

Kate Armstrong (Kate Beckinsale) é uma repórter que escreve um artigo no seu jornal sobre os envolvimentos de uma agente da CIA infiltrada no seio da Washington DC e as suas ligações com um recente atentado ao Presidente. Esta noticia tem consequências trágicas e irreversíveis que levam á detenção e punição de Armstrong, enquanto julgada, esta é questionada acerca da origem da sua fonte, o qual recusa de qualquer forma dize-la.

Nothing But The Truth é mais um exemplar do leque de filmes que questionam a integridade das Inteligência Norte-Americana e tal como o recente e excepcional State of Play com Russell Crowe, aborda o papel da imprensa na justiça e outros meios. Realizado por Rod Lurie (Resurrecting the Champ, 2007), Nothing But the Truth equilibra-se com a moralidade e questões que “lança” ao espectador e que dificilmente obtêm resposta, o mais curioso é que o filme não quer dá-las, mas sim implanta-las conforme a interpretação da audiência. O argumento, que se “vende” como baseado em factos, escrito também pelo realizador, é complexo e peão de vários registos cinematográficos, dando assim uma dinâmica inteligente á narrativa, o qual passa rapidamente do thriller policial ao thriller jurídico e vice-versa.

As interpretações são variáveis, a destacar o esforço de Beckinsale em iniciar um registo mais sério da sua carreira (“bye,bye,Underworld”), Matt Dillon a dar provas do seu talento não reconhecido e o melhores desempenhos; Vera Farmiga (a grande actriz que é) e Alan Alda no papel de um advogado dividido entre o trabalho, o dever e o correcto. Uma pequena surpresa dentro do thriller estreado este ano, existe vontade, prioridade e pouco mais, mas não sei se terá força suficiente para persistir na memória. Já agora, vale pelo twist final, que não é nada previsível e bem revoltante.

A não perder – para quem gosta de intrigas complexadas

O melhor – o labirinto de moralidades e questões

O pior – é bom, mas falta-lhe algo mais relevante

 

Recomendações – The Breach (2007), State Of Play (2009), The Good Shepherd (2006)

 

Ver Outras Fontes

Close-Up – Point-of-View Shot: Nothing But The Truth (2008)

7/10  

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:59
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Real.: Patrick Tatopoulos

Int.: Rhona Mitra, Michael Sheen, Bill Nighy

 

 

Filme

Eis prequela de Underworld (2003), que transporta o espectador para o inicio da interminavel Guerra entre Lycans (lobisomens) e vampiros. As causas, as motivações e muito mais, porque todas as guerras têm um começo.

Veredicto

Realizado por Patrick Tatopoulos, o anterior designer das criaturas dos filmes que antecederam, eis uma variação gótica e vampírica do Romeu e Julieta com aquelas pitadinhas que só Twilight nos trouxe. Rhona Mitra substitui Kate Beckinsale e Michael Sheen torna-se o veículo de toda a fita em conjunto com a representação maléfica de Bill Nighy. Uma prequela que fascinará somente fãs, quem não é, pode muito bem ficar quieto.

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Francês Dolby Digital 5.1
Espanhol Dolby Digital 5.1
Catalão Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Espanhol
Catalão
Dinamarquês
Holandês
Finlandês
Francês
Norueguês
Sueco

 

EXTRAS
Comentários do Realizador Patrick Tatopoulos, do supervisor de efeitos especiais James McQuaide e dos Produtores Len Wiseman e Gary Lucchesi
Underworld: A Revolta - Do guião ao grande ecrã
Documentários
Videoclip musical

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

Ver Também

Underworld (2003)

Underworld – Evolution (2006)

Underworld – Rise of the Lycans (2009)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:20
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Joe Pesci onde andas? Que saudades em verte num filme, principalmente num assim. Considerado no inicio dos anos 90 como dos actores mais geniais da comedia, Pesci foi “utilizado” até á exaustão em Home Alones de Chris Columbus ou Lethal Weapon de Richard Donner até nos dias de hoje cair no esquecimento (DeNiro tentou “ressuscita-lo” em The Good Shepherd). Mas foi com as fitas de Martin Scorsese incluindo este Goodfellas (1990), que fizeram dele, um dos melhores actores do seu tempo. A clássica cena “Funny, How?” é uma verdadeira escola de interpretação. Venceu o Óscar de Melhor Actor Secundário com este desempenho.

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publicado por Hugo Gomes às 20:01
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Real.: Jean-Pierre Jeunet

Int.: Sigourney Weaver, Winona Ryder, Ron Perlman, Gary Dourdan

 

 

Realizado em 1979, Alien de Ridley Scott consistiu numa experiencia acima do esperado, em que o autor combina o melhor do thriller de suspense digno de autoras literárias como Agatha Christie num meio ambiente futurista, realçando uma das criaturas cinematográficas mais notórias, o Alien. A fita de Scott rendeu 185 milhões de dólares, isto tudo num exemplo de ficção científica que só custou 11 milhões ao estúdio, 20th Century Fox. James Cameron (Titanic, Terminator 2), por outro lado, viu em Alien, mais que um culto, mas sim um franchising de sucesso e com isso realizou Aliens (1986), em que o sufixo (s) fez todo o sentido. Mais acção, mais Aliens (os fãs pediam), mais terror, sangue e vísceras, mais Sigourney Weaver (aqui consolidando numa das melhores heroínas do cinema), o êxito deste exemplo foi tanto que superou o original e deu nova vida a este projecto – franchising. A ideia de trilogia só veio em 1992, quando um homem chamado David Fincher (muito antes de Seven, Fight Club e The Curious Case of Benjamin Button) tinha saído directamente do mundo dos videoclipps (e Madonna) para entrar na direcção do cinema. O resultado foi um capítulo bem discreto, mas visualmente bem conseguido que não agradou de todos os fãs (a divisão acerca da qualidade deste ainda se discute nos dias de hoje), mas o autor teve a coragem (ou ousadia) de terminar a ambiciodade transposta por Cameron. Com o quê? Matando a protagonista, a Tenente Ripley (Sigourney Weaver), dando um final trágico mas poético.

Porém, a 20th Century Fox, tal como outros grandes estúdios, não via em Alien um legado terminado, mas sim um filão com ainda muito por explorar e reter. Com isso contratou de novo Weaver e um realizador em vias de ascender, Jean-Pierre Jeunet (anteriormente concebido Delicatessen e City of the Lost Children) para restaurar a comercialidade de Alien, que supostamente Fincher teria “assassinado”. O primeiro obstáculo que arrastou a produção foi como trazer á vida uma personagem que se encontrava morta no final do terceiro capítulo? A resposta foi simples e um pouco infantilizada, clonar, sendo esse a temática do argumento de Joss Whedon (criador das séries Buffy e Firefly), que depressa conseguiu desenrolar uma premissa convincente que assentasse no universo de Ripley e, obviamente, dos Aliens. Esta ressuscitação como é lógico levou á ideia do título – Alien: Resurrection.

Resurrection, como havia referido, inicia com a clonagem de Ripley, e no seu ventre o embrião da criatura mãe dos Aliens, motivo o qual uma companhia de fabricação de armas interessou-se. Esta “clone” por sua vez, ganhou certas imunidades e características da criatura que se encontra dentro de si, estas habilidades serão confirmadas quando um grupo de mercenários invade o local, trazendo com eles a andróide Annalee Call (Winona Ryder). Com isto tudo, nada poderia fazer jus ao nome da saga se o cenário que o filme decorre (uma gigantesca nave), tivesse cheia de Aliens com um certo apetite por carne humana.

Reinvenção do original de Scott, Resurrection poderia facilmente cair como uma desavergonhada manobra de consolidar Alien nas bilheteiras, mas verdade seja dita, a fita tem alguns trunfos que se verifica na secção técnica e visual, como os efeitos especiais e práticos. Jeunet é um realizador bastante plausível nesse ramo e bom director de actores, capaz de captar uma química entre Weaver e Ryder, mesmo que as interpretações sejam automáticas e não permitem grandes rentabilidades. O resto é uma intriga demasiado “pleausure”, cujas referencias fazem delicias aos fãs (calma, pouco), mas assumindo como fita de acção não tem nem um cunho da obra que 11 anos antes fez estrondo nas bilheteiras e no legado da ficção cientifica. Temos algumas surpresas no final, algumas ousadias fastidiosas e uma sensação “déjà vu” que se arrasta por toda a narrativa, com proveito podemos tirar Ron Perlman, que não é praticamente um actor de grande beleza estética, mas sim uma presença forte e contagiante. Uma sequela dispensável, mas não é ruim de todo, não senhor!

A não perder – Para qualquer fã de Alien

O melhor – o visual e o ambiente bem revisionista do original de 1979

O pior – apesar do esforço de revivalismo, nada de surpreendente se encontra aqui.

 

Recomendações – Pitch Black (2000), Lost in Space (1999), Serenity (2005)

 

Ver Também

Alien (1979)

Aliens (1986)

Alien 3 (1992)

Alien Vs Predator (2004)

Alien Vs Predator – Requiem (2007)

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:57
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20.9.09

Com o êxito de Public Enemies de Michael Mann, que reúne Christian Bale e Johnny Depp (dois dos protagonistas dos maiores êxitos de Verão cinematográficos), o filme de gangsters volta a estar na moda e com ele a memória de várias pérolas da 7ªarte que souberam tão bem retratar o crime organizado. Eis o top das 10 melhores abordagens da máfia e gangster no cinema.

 

#10) De Battre Mon Coeur s'est Arrêté (2005, Jacques Audiard)

Grande parte das fitas de crime, os personagens querem acima de tudo entrar no mundo do crime organizado, mas em De Battre Mon Coeur s'est Arrêté (De Tanto Bater o Meu Coração Parou) do realizador de Un héros très discret (1996), Jacques Audiard, o protagonista, magistralmente interpretado por Romain Duris, quer seguir a música e abandonar a violência do negócio de família, o que não será fácil. Tem a distinção de ser um dos melhores remakes da 7ªarte, num raro caso em que o original é um filme americano, Fingers de 1978 com Harvey Keitel no principal papel. Nomeado para 10 Cesars, vencedor de 8 e de um BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, De Battre Mon Coeur s'est Arrêté é um drama competente e fortemente psicológico a não perder.

 

#09) The Departed (2006, Martin Scorsese)

Scorsese venceu o Óscar de Melhor Realizador neste galardoado filme que combina o thriller com o crime organizado, um remake do êxito de culto de Hong Kong, Infernal Affairs (2002, Wai Keung Lau & Siu Fai Mak). Com Leonardo DiCaprio, Matt Damon e Jack Nicholson, eis uma história de enganos e desenganos que aborda a infiltração quer no terreno entre os criminosos, quer na sede de polícia. Um grande ritmo, banda sonora e interpretações, um dos melhores exemplos de entretenimento.

 

#08) Gomorra (2008, Matteo Garrone)

Se existir um retrato realmente realista como actua a máfia italiana, esse filme é Gomorra, a adaptação intensa do livro homónimo de Roberto Saviano, que nos apresenta uma precisão exemplar destas actividades fora-de-lei. Brutal, chocante e filmado como documentário que nos exerce um desconforto alarmante. Nunca as cenas de fuzilamento foram tão cruas.

 

#07) Casino (1995, Martin Scorsese)

Existe outro tipo de crime organizado, porém mais aceite á justiça, aquela que é praticada em muitos casinos, actividades destruidora de lares, bens e pessoas. Um consumo intenso que advém á ganância, luxúria e inveja. São os sete pecados reunidos num só sitio e não houve homem melhor para representa-los do que Scorsese e a sua fita de 1995, Casino, das melhores obras do “mestre”. Robert De Niro, Joe Pesci e Sharon Stone (nunca vista) integram o elenco neste incontornável filme.

 

#06) Once Upon Time in America (1984, Sergio Leone)

Como diria a personagem de Marlon Brando, Don Corleone do The Godfather: “Não é nada pessoal, apenas negocio”, e é isso que no fundo é o crime organizado, um modo “sujo” de fazer dinheiro. Agora imaginem se uma amizade de longa data fosse abalada por esse mesmo negócio, conceito, esse que Once Upon Time in America explora num registo bem intenso. Se a ideia de que The Good, The Bad and the Ugly e C'era una Volta il West eram as obras-primas do mestre Sergio Leone, então encontram-se enganados, porque Once Upon Time in America, protagonizado por um Robert De Niro jovem e talentoso é a sua derradeira obra de arte, como também o ultimo trabalho de um autor de prestígio. Ennio Morricone volta a trabalhar na magnífica banda sonora.

 

#05) Eastern Promises (2007, David Cronenberg)

A visão de Cronenberg é de facto a mais visceral e intrínseca desta selecção, um thriller forte que nos apresenta um elenco excepcional, a começar por Viggo Mortensen (nomeado ao Óscar por este papel). Um filme memorável, duro e puro e melancolicamente belo, o melhor exemplo de filme de gangster recentes que ao mesmo tempo é um thriller inquietante e um poderoso drama.

 

#04) Scarface (1983, Brian De Palma)

Say hello to my little friend” frase celebrizada por Al Pacino, que após o seu sucesso nos The Godfather volta a exercer o papel de gangster, um ex-recluso cubano com um crescente temperamento o qual torna-o muito perigoso. Remake de um filme de 1932 realizado por Howard Hanks com o mesmo nome, Scarface é dos mais divertidos e magistrais filmes de gangsters de sempre, como também um dos mais vistos. Al Pacino é nomeado ao Golden Globe graças a este papel.

 

#03) Goodfellas (1990, Martin Scorsese)

È para muitos o mais perfeito filme de gangsters, para outros, o melhor trabalho de Scorsese, a verdade é que Goodfellas – Tudo Bons Rapazes é dos filmes mais emblemáticos do cinema dos anos 90 e não só. Uma realização surpreendente de um inspirado Scorsese, um trio de luxo (Ray Liota, Robert DeNiro e um magnifico Joe Pesci) faz desta obra, uma das melhores adaptações de um livro, neste caso escrito por Nicholas Pileggi, que viria mais tarde escrever o notório Casino, também ele adaptado de Scorsese.

 

#02) The Godfather 2 (1974, Francis Ford Coppola)

A segunda adaptação da grande obra-prima da literatura de Mario Puzzo feita por Francis Ford Coppola é um épico da máfia que explora os seus personagens de forma tão intensa, como um cirurgião. A narrativa revela eficaz numa apresentação de duas histórias separadas por uma barreira temporal, numa vemos a ascensão de Al Pacino no lugar onde Marlon Brando ocupava e noutra, o passado da personagem de Brando composto por um galardoado e notório Robert DeNiro. Vencedor do Óscar de Melhor Filme.

 

#01) The Godfather (1972, Francis Ford Coppola)

Pessoalmente, foram filmes como este que fizeram com que adorasse (não, amasse) o cinema, um retrato perfeito da máfia ítalo-americana, mas acima de tudo família, família, essa que sofre, que ama, que vive e que protege os seus patrimónios. Marlon Brando tem o papel de uma carreira e Al Pacino se revela no excelente actor que é, quanto a Coppola, o realizador que ainda hoje é um “padrinho do cinema”. Com cenas memoráveis, com personagens tão reais como pessoas de carne e osso. Mario Puzzo deve estar muito, mas muito orgulhoso. O melhor filme de gangsters, vencedor também do Óscar de Melhor Filme.

 

Outras menções honrosas – The Godfather 3 (1990), Mean Streets (1973), A History of Violence (2005), Carlito’s Way (1993), The Funeral (1996), Miller’s Crossing (1990)

 

Ver Também

A History of Violence (2005)

American Gangster (2007)

Eastern Promises (2007)

Gomorra (2008)

The Departed (2006)

The International (2009)

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:10
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19.9.09

 

Morreu Henry Gibson, cedendo ao câncer o qual batalhava. O actor que ficou conhecido como o juiz Clark Brown da série Boston Legal faleceu no dia 14 de Setembro, tinha 73 anos. Outros papeis conhecidos pelo veterano fora em Magnolia de Paul Thomas Anderson ou Innerspace de Joe Dante.

Henry Gibson (1935 – 2009)

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:14
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Real.: Lucrecia Martel

Int.: Maria Onetto, Claudia Cantero, César Bordón

 

 

Discute-se e muito ao longo dos tempos, das pessoas, das classes, o verdadeiro significado de cinema, será ela entretenimento ou será ela arte? Gosto de pensar que a 7ªArte é uma simples janela que nos transporta para outras realidades que por momentos fazem-nos esquecer o mundo, triste ou não, que vivemos. Cinema é emoções, sentimentos, um novo olhar e uma nova forma de viver vida. Mas venho por este meio não abordar o papel do cinema no nosso dia-a-dia nem exprimir a minha opinião acerca disso, venho simplesmente contrariar a opinião de muitos que querem forçar o cinema como veio de cultura e só, como também ignorar os adeptos das pipocas e da sala escura de projecção (local perfeito para os namoriscos), e no meio dessa tese está La Mujer Sin Cabeza, realizada pela ascendente realizadora Lucrecia Martel, que cada vez mais afirma como autora chave do cinema argentino.

Martel se estreou como realizadora através da curta animada de 1988, El 56, contudo o seu projecto mais acentuado foi Rey muerto em 1995, vencedor de um Coral de Melhor Curta no Festival de Cinema em Havana, seguindo por La Ciénaga – O Pântano (2001), o qual venceu a distinção de Melhor Filme segundo os Associação Argentina de Críticos, onde a autora se “lança de cabeça” á homossexualidade e a xenofobia. Depois La Ninã Santa (2004) com o regresso do tema da homossexualidade e a exploração do fervorismo religioso, o qual Martel sacrílega nos seus filmes e agora La Mujer Sin Cabeza, o qual fez furor no Festival de Cannes de 2008, que acima de película é um exercício experimentalista de cinema onde a autora exerce o seu poder de controlo do espectador. Sendo o título traduzido, A Mulher Sem Cabeça, eis um filme feito de pormenores e detalhes, porém a particularidade está na perda de omnipresença do espectador que visualiza planos sufocantes que ofuscam cerca de metade da acção da fita. Lucrecia, por outras palavras, dá a “folha em branco”, cabendo ao público preenche-la com a sua interpretação, poderia resultar se não fosse o facto de a obra de arte (como quer ser chamada) ser incompreensível, á deriva na realidade do quotidiano sem que lado algum chegue (aliás em La Mujer sin Cabeza, o espectador sabe muito menos o que rodeia, que a protagonista do filme).

La Mujer sin Cabeza relata a vivência de uma dentista, Verô (María Onetto), que após um acidente com o seu veículo, o qual atropela um cão, entra numa fase melancólica e inicio de uma depressão, onde a personagem perde o norte da realidade. A partir daí são decisões mal executadas e uma fase de automatismo que aos poucos Verô começa a perceber, enquanto se encontra num estado de dúvida se o dito cão não era uma criança, devido á descoberta de um cadáver no local pouco tempo depois. Tudo isto poderia incutir numa versão Almodovar  de um tratamento mais “severo” das personagens femininas, mas como já havia referido a pseudo-surrealidade faz com que a fita não seja nada mais que um retrato de uso e abuso da arte em tela. A confirmar está o facto de Onetto (já agora, um bom desempenho) seja a única personagem credível, o resto só mesmo figurantes. Vale pela experiencia, pelo modo de filmar e pela narrativa ansiosa, mas o cinema não é feito disto, de pretensiosismo artístico sem nexo, como também não é produzido ao sabor do refrigerante e do saco de pipocas.

A não perder – alguns detalhes interessantes, um modo um pouco diferente de cinema

O melhor – o olhar de Lucrecia Martel

O pior – a sua narrativa, os seus planos e a sua lógica, é de literalmente perder a cabeça.

 

 

6/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:09
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