26.7.09
26.7.09

 

A estrear dia 23 de Outubro nos EUA, eis o sexto filme da saga Saw, iniciada por James Wan, agora realizada por Kevin Greutert, mais conhecido por ter participado na edição do grande sucesso de culto de Richard Kelly, Donnie Darko. O teaser trailer desta nova “aventura” sanguinária é mais uma prova de que Hollywood tem falta de ideias.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:30
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Para ser sincero o filme que mais esperto para o próximo ano é o remake de A Nightmare on Elm Street pela Platinum Dunes, nunca fiquei tão ansioso por uma “revisão”, principalmente vindo dos estúdios pertencente ao “infame” Michael Bay. A Nightmare on Elm Street que estreará dia 16 de Abril de 2010 nos EUA, realizado por Samuel Bayer (vindo directamente do “mundos dos videoclipps”), é o reconto do clássico de 1984 dirigido por Wes Craven (Scream, The Last House On The Left), cuja premissa é um assassino de crianças, Freddy Krueger, que regressa dos mortos através dos sonhos. Krueger anteriormente foi interpretado por Robert Englund que também esteve presente nas seis sequelas que seguiram e num “monster course” com Jason Vorhees da série Friday 13Th em Freddy Vs Jason (2003), desta vez é Jackie Earle Haley, nomeado ao Óscar pelo seu papel em The Little Children (2006) e conhecido mais recentemente por desempenhar a personagem Roschard no “complexo” The Watchmen, a dar vida a este tenebroso serial-killer. O poster e a primeira imagem já se encontram em online.

 


publicado por Hugo Gomes às 02:27
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26.7.09

Real.: Bryan Singer

Int.: Tom Cruise, Bill Nighy, Clarice Van Houten

 

Filme

Baseado em factos reais, Valkyrie remonta-nos a uma operação secreta dentro da comunidade nazi, liderado pelo coronel Claus von Stauffenberg, para assassinar o próprio Hitler. Com um desfecho trágico e falhado, este filme é sobretudo uma honra às suas memórias.

 

Veredicto

O realizador Bryan Singer (X-Men, Usual Suspects) ambiciona neste thriller da Segunda Guerra Mundial com toques bem estilísticos que resultam num filme morno sem pouca emoção e com desempenhos desperdiçados e um Tom Cruise em modo automático. Contudo é sempre interessante visualizar um fragmento invulgar na nossa Historia e como entretenimento, Valkyrie resulta.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Francês Dolby Digital 5.1
Húngaro Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Holandês
Francês
Húngaro
Árabe
Búlgaro
Croata
Grego
Hebraico
Islandês
Romeno
Esloveno

 

EXTRAS
Comentário de Tom Cruise, Brian Singer e Christopher McQuarrie
Comentário de Christopher McQuarrie e Nathan Alexander
Featurette: "The Journey To Valkyrie"
Documentário: "The Valkyrie Legacy"

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimedia

Ver Também

Valkyrie (2008)

 

 

Filme –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:25
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publicado por Hugo Gomes às 02:14
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Suspenso, mas dotado de grandes feitos!

 

Vencedor do Óscar de Melhor Documentário da 81ª Gala dos Óscares da AcademiaMan On Wire, o documentário de longa-metragem da autoria de James Marsh relata um acontecimento ocorrido no dia 7 de Agosto de 1974, quando o artista francês Philippe Petit, ousou atravessar as torres gémeas do World Trade Center (na altura os maiores edifícios do Mundo) duma ponta à outra, com auxílio de um arame que fora ilegalmente introduzido entre as duas construções. Este feito único e mediático recebeu o cognome do “Maior Crime Artístico de Sempre”.

 

20090927153817!Man_on_Wire.jpg

 

Este premiado documento, que venceu o American Editors, BAFTA, BIFTA e a National Board Review nas suas respectivas categorias, segue ao pormenor este faustoso golpe sem causas. Desde os seus preparativos, passando pelas suas reflexões, dificuldades, os contratempos como também aprofundando o passado e os pensamentos do “génio” por detrás do “assalto”. Eis uma história de esperança sobre um homem que por vias de um bem sucedido acto de loucura, e quem sabe uma mera demonstração de ego, simplesmente quebrou os limites da sociedade. James Marsh constrói um relato apaixonado por vias de uma montagem digna do feito, pausada e intrinsecamente dedicada. O realizador partilha tal emoção com o seu inspirador narrador e autor, Philippe Petit, que depois deste ensaio, ninguém o tirará o mérito de génio.

 

ManOnWire.jpg

 

Aclamado mundialmente e citado como um dos documentários mais emocionantes dos últimos anos, Man On Wire é um dos mais insólito e artístico documentos cinematográficos dos últimos anos. Passo a passo na reconstrução de um dos mais memoráveis heist movie. Nunca a câmara obteve tanta paixão por um edifício nova-iorquino, desde que Andy Warhol filmou cada pedaço do Empire State Building no seu registo de nove horas, Empire (1964).

 

"Life should be lived on the edge of life. You have to exercise rebellion: to refuse to tape yourself to rules, to refuse your own success, to refuse to repeat yourself, to see every day, every year, every idea as a true challenge - and then you are going to live your life on a tightrope."

 

Real.: James Marshall / Int.: Philippe Petit, Annie Allix, Jean-Louis Blondeau

 

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A não perder – quem acredita que génio e louco cada um têm um pouco

 

O melhor – A narrativa entusiasmante de Philippe Petit

O pior – Ser um documentário, o que facilmente será ignorado pelo publico

 

Recomendações – The Ilusionist (2006), The Prestige (2006), Death Defying Acts (2007)

 

Ver Outras Fontes

Split Screen – Homem No Arame por Tiago Ramos

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:08
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publicado por Hugo Gomes às 01:01
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Enquanto Kate Beckinsale se revela uma detective num centro de pesquisa na Antárctida em Whiteout de Dominic Sena (a estrear em Portugal dia 12 de Novembro), Denzel Washington se encontra em sobrevivência num mundo apocalíptico em The Book of Eli dos irmãos Hughes (oito anos depois do fiasco Alan Moore’s From Hell) ao lado de Gary Oldman e Mila Kunis. Dois trailers de dois filmes bem esperados no rol de estreias.

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publicado por Hugo Gomes às 00:48
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Real.: Gabriele Muccino

Int.: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson

 

Filme

Ben Thomas (Will Smith) é um misterioso homem que se faz passar por consultor fiscal e que possui um estranho segredo. Thomas tenta ajudar sete desconhecidos sem razão aparente, para que este possa concretizar um “plano final”.

Veredicto

Gabriele Muccino e Will Smith se juntam após dois anos do comovente The Pursuit of Happyness, contudo este dramalhão está longe de emocionar, primeiro a sua narrativa assemelha a de um livro de “auto-ajuda” e verdade seja dita é demasiado lamechas e fácil. O pior é que a premissa, misteriosa, é sempre dispensada e nunca levada a cabo. Deixa muito a desejar!

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Espanhol Dolby Digital 5.1
Catalão Dolby Surround

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Espanhol

 

EXTRAS
Comentários do realizador Gabriele Muccino
Trailers promocionais

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

 

Ver Também

Seven Pounds (2008)

 

Filme –

DVD –

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:44
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19.7.09

Real.: Kevin MacDonald

Int.: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright Penn, Jeff Daniels, Viola Davis

 

 

Nos dias de hoje, entretenimento adulto é muito difícil de encontrar, quase vago e quando surgem não existe qualquer tipo de motivação em divulga-los, em distribui-los correctamente ou mesmo visualiza-los. Entretenimento cinematográfico neste momento quase por obrigação resume-se a efeitos especiais e cenas de acção (Transformers 2 de Michael Bay, que estremeceu as bilheteiras de todo o mundo, é o melhor exemplo em ter em conta), porém um filme como este State of Play é raro, debruçando naquilo que mais simples, rudimentar e básico que uma fita necessita ter, o argumento, e neste caso temos um bem complexado e inspirada trama que lança o espectador num tabuleiro de xadrez cujas variadas peças se movam de maneira a presentear diferentes jogadas, passos que no conjunto resultam num conjunto de temas e reflexões que vão desde uma complicada conspiração politica, a consciência e discrição da impressa até á guerra aberta entre o noticiário de papel com os blogs informativos.

Invocando a memória do incontornável All the President’s Men (1976, Alan J. Pakula), State of Play é a adaptação de uma homónima série televisiva produzida pela BBC e da autoria Paul Abbott, a versão cinematográfica por um lado tem um cunho de Tony Gilroy, para quem não sabe foi o protegido de Sidney Pollack (que faleceu ano passado) e também realizador de Michael Clayton (2007) e Duplicity (2009), dois thrillers que marcam pela inteligência do seu argumento. Russell Crowe que recusou protagonizar Austrália de Baz Luhrmann para interpretar esta fita, veste a pele de Cal McAffrey, um jornalista da Washington Globe, provavelmente o último dos exemplares á moda antiga, cobre uma notícia de extrema importância e grande sensibilidade que envolve a misteriosa morte de Sonia Baker, a assistente do congressista Stephen Collins (Ben Affleck), amigo de longa data de McAffrey. Tal morte depressa se transforma num escândalo politico quando os medias sabem que Collins teve um caso amoroso com a assistente, mas para McAffrey tudo se trata de uma conspiração a nível nacional e com a ajuda da sua parceira, Della Frye (Rachel McAdams), a blogueira do blog da Washington Globe, irão entranhar-se no ocorrido pondo em causa as suas integridades como repórteres ou como seres humanos.

Realizado por Kevin Macdonald, que também dirigiu Touching the Void (2003) e The Last King in Scotland (2006), State of Play é um thriller á moda antiga, feito por gente á moda antiga e direccionado para espectadores á moda antiga, contudo mesmo sendo um “old school suspense”, este thriller jornalístico é notável no que requer á sua variabilidade de situações dos nossos dias cada vez mais ditados pelos medias e a imprensa. Primeiro temos o eventual confronto entre o antigo método do jornal de papel e a rapidez informativa dos blogs noticiosos, personificados por Russell Crowe e Rachel McAdams, segundo temos a discrição e a insaciável busca da verdade (nem sempre é assim) das grandes entidades jornalísticas e dos utilizadores do ramo, terceiro temos a credibilidade e a segurança das fontes que asseguram ao repórter um trabalho complicado, labiríntico e deveras perigoso. Além mais temos a contradição das investigações de jornal por parte das entidades de segurança nomeadamente a policia que os vêem como “caçadores de ouro”, que não partilham informações e complicam o trabalho das autoridades. Ao dizer isto poderão ter a ideia de que State of Play é uma fita moralista e pedagógica ou simplesmente um panfleto, verdade seja dita existe um moral no fim disto ditada pela personagem de Russell Crowe perante a de Ben Affleck (que se encontra bem nesta fita, para variar), mas tirando isso temos um inteligentíssimo e eficaz entretenimento adulto que há muito ansiávamos. O elenco cai que nem “ginjas” na trama político-social; Helen Mirren tem um desempenho á altura (finalmente!), Russell Crowe demonstra versatilidade, Rachel McAdams aproveita-se, Robin Wright Penn continua a ser desperdiçada mas tem os seus grandes momentos e Jeff Daniels está praticamente irreconhecível. A trama, essa continua a surpreender a cada minuto (pena minha que quase descarrilava com um twist manhoso e forçado lá para o final), e com isto pensamos que não existe efeitos especiais ou cenas de acção que compensam uma história tão bem escrita, num momento em que os grandes blockbusters estreiam aos trambolhões, State of Play é um sobrevivente, um fóssil vivo. De primeira pagina!

A não perder – quem gosta de entretenimento de qualidade e de extrema inteligência!

O melhor – Um thriller de fazer lembrar as grandes obras do género da autoria de Pollack

O pior – não aguenta muito tempo no box-office, falta o seu público.

 

Recomendações – All the President’s Men (1976), The Pelican Brief (1993), Michael Clayton (2007)

 

Ver Outras Fontes

Cinema is My Life – State of Play

 

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:46
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Real.: John Herzfeld

Int.: Paul Walker, Laurence Fishburne, Joaquim De Almeida

 

 

Filme

Tim Kearney (Paul Walker) é um vulgar e impulsivo criminoso que é utilizado pela polícia local para supostamente ser Bobby Z, um megalómano traficante de droga que se encontra desaparecido. Envolvido num mundo que não é o seu, Kearney terá que sobreviver aos problemas que forma desencadeados pelo verdadeiro Bobby Z, enquanto tenta encontrar o seu próprio rumo.

 

Veredicto

Thriller de acção vulgar, enfadonho e sem grande interesse, a boa notícia é que só dura hora e meia, porque mais longo com um argumento destes e um elenco sem grande chama tínhamos a perfeita tortura chinesa.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer

Nos Bastidores

 

Distribuidora – Prisvideo, SA

 

Ver Também

The Death and Life of Bobby Z (2007)

 

Filme –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:45
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18.7.09

Real.: Danny Boyle

Int.: Dev Patel, Keira Pinto, Anil Kapoor

 

 

Filme

Jamal Malik (Dev Patel) é um rapaz pobre, órfão que sempre viveu na decadência social da Índia e que neste momento atravessa um dos momentos mais cruciais da sua vida, a sua participação numa variante indiana do popular concurso Quem Quer Ser Milionário. Jamal encontra-se bem colocado, fazendo com que a produção televisiva desconfie de batota. No interrogatório levado a cabo pela polícia, o protagonista irá desvendar a sua verdadeira história e os motivos que o levaram a participar no concurso.

Veredicto

Vencedor do Óscar de Melhor Filme de 2008, Slumdog Millionaire poderá atravessar um momento de subvalorização, mas o seu composto clássico, equilibrado e vibrante fazem desta obra um verdadeiro hino de inspiração. Para ver com toda a família e delirar com uma exótica e vencedora banda sonora. Do mesmo realizador de 28 Days Later e Trainspotting.

AUDIO
Inglês / Hindi Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português

 

EXTRAS
Comentários Áudio de Danny Boyle e Dev Patel
Comentários Áudio de Simon Beauloy e Christian Colson
Making Of "Quem Quer Ser Bilionário?"
12 Cenas Cortadas
Videoclip: "Jai Ho"
Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver Também

Slumdog Millionaire (2008)

Quem Quer Ser Subvarizado?

 

Outras Fontes

Cinema is My Life – Slumdog Millionaire

Close-Up - Point-Of-View-Shot - Slumdog Millionaire (2008)

 

Filme –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:33
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publicado por Hugo Gomes às 00:24
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Real.: Billy Wilder

Int.: Marlene Dietrich, John Lund, Phoebe, Millard Mitchell

 

 

A parceria entre o realizador Billy Wilder e o produtor / argumentista Charles Bracket deram origem a inúmeros frutos de puro prestígio cinematográfico entre eles: Five Graves To Cairo (1942) e mais tarde o incontornável Sunset Boulevard (1950). Dois anos antes do último exemplo surgiu o aparentemente descontraído A Foreign Affair que volta a remeter Wilder entre os fantasmas da Segunda Guerra e do Holocausto que tanto o assombrou.

Estamos em final da Guerra, Berlim encontra-se em ruínas, decadência, ocupada pelas tropas norte-americanas, a sociedade alemã parece reduzida às limitações desta mesmo pseudo-ocupação, e a situação piora com a vinda de um bando de congressistas que irão discutir o futuro da capital alemã. Entre eles, temos a congressista Phoebe Frost (Jean Arthur) que tem como missão investigar os eventuais e “ofuscados” matrimónios entre soldados americanos e alemãs, principal o chocante caso de um oficial com uma cantora de bar ex-Nazi, tal enredo irá original um complexo triângulo amoroso.

Tendo o catálogo de comédia romântica, Billy Wilder constrói um ácido olhar sobre a “ocupações” americanas que muitos países são alvos, tal facto que viria a reflectir por exemplo na “invasão” ao Iraque e a sobrevivência que as ditas “vítimas” subordinam (confirmando metaforicamente com as artimanhas da personagem de Marlene Dietrich). O problema é que a eventual raiz descontraída e puramente romântica faz com que o romance fílmico seja quase como “bigger than life” quanto aos problemas sociais representados. Contudo mesmo como exemplar do cómico wilderiano, A Foreign Affair brinda-nos com excelentes interpretações como a de John Lund e da incontornável Marlene Dietrich (Erika von Schluetow), que se apresenta num papel semi-idêntico ao que representará em Witness for Prosecution (1957), também de Billy Wilder, quanto a Phoebe Frost, a sua perfomance é a roçar o irritável, dando a entender algum criticismo por parte de Wilder quanto á democracia norte-americana e a sua estranha maneira de preservação nacional.

Este filme chocou o produtor Charles Bracket quanto ao retrato de Erika dado pela parte de Wilder, cujo classicismo cavalheirismo de Bracket é abalado pelos comportamentos ordinários da personagem que ofendeu e muito o produtor, Wilder sentiu isso e a sua parceria atingiu algum desconforto. A Foreign Affair é uma comédia romântica cheio de ironia, ousadia e reflexão por parte do autor, contudo é uma das suas obras menores, mesmo com o prestígio.

 

A não perder – Uma comédia românica á antiga

O melhor – Marlene Dietrich e a execução da critica social de Wilder

O pior – é demasiado “bigger than life” em termos narrativos

 

Recomendações – Black Book (2006), The Good German (2006), Witness for Prosecution (1957)

 

Ver Outras Opiniões

Cinema is My Life – A Foreign Affair

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:19
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17.7.09

 

Relembro que Let The Right One In estreou á coisa de um mês no nosso país, infelizmente ofuscado a um numero reduzido de salas devido á sua nacionalidade e língua falada, mas uma coisa é certo, todo aquele fala-barato envolto da fita de Tomas Alfredson não estava errada, o filme é realmente dos melhores a nível do género e para dizer a verdade, superior de todo a saga Twilight o qual utiliza o mesmo conceito. Contudo o êxito culto da fita fez com que Hollywood piscasse os olhos a esta produção sueca e Matt Reeves, realizador de Cloverfield está em acelerado na concepção deste remake. Contudo o papel de Oskar (protagonista) ainda está em negociações, mas a escolha recai a Kodi Smit McPhee, que irá participar no novo filme de John Hillcoat, The Road, ao lado de Viggo Mortensen, Charlize Theron, Robert Duvall e Guy Pearce.

 


publicado por Hugo Gomes às 19:48
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12.7.09

Real.: Stanley Kubrick

Int.: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers

  

Kubrick é já a lenda da cinematografia, um artista nos mais variados ramos do cinema, um intrínseco poeta amante das novas tecnologias que definem os seus planos longos e magistrais. Tendo uma carreira curta, o realizador morreu em 1999 e apenas deixou um legado de 15 filmes, todos eles convertido no máximo estatuto de clássico e de culto, nunca ganhou um Óscar de Melhor Realizador e os seus filmes o de Melhor Filme, foi injustamente nomeado aos Razzies como pior director (mas essa “palhaçada” é outra conversa), Kubrick é um dos expoentes máximos de qualquer sonho de realizador, está para o cinema, como John Lennon está para a música, intemporal.

No entretanto falar de Shining requer da minha parte um pouco de cuidado, trata-se para mim de um filme pessoal, confesso, o meu primeiro filme de terror, se o podemos chamar isso. Adaptado de um conto de Stephen King, uma mistura perfeita entre os méritos de dois autores, a imaginação do escritor e a mestria técnica e visual do autor que deixa saudades, fazem com que este supostamente simples variante de Psycho numa epopeia aos confins do medo. Stanley Kubrick filma-o como de facto o espectador penetra-se verdadeiramente naquele hotel misterioso cheio de espectros e espíritos do além, mas pelos vistos o verdadeiro perigo de toda a trama não é a entidade sobrenatural, mas sim a loucura humana, incrivelmente personalizada em Jack Nicholson após cincos desde o oscarizado One Flew Over the Cuckoo’s Nest (Milos Forman, 1975).

Na soma, os corredores longínquos, as paredes banhadas de sangue e dos espectros do passado, a instabilidade humana que reside o maior trunfo de Shining, o medo, e verdade seja dita, a obra de Kubrick o invoca, mesmo sem o querer. Com uma soberba interpretação de Jack Nicholson, o momento auge de Shelley Duvall, a habitual realização pausada, estável e bem viva de Stanley Kubrick e recheado de cenas memoráveis como as gémeas, o fantasma do quarto 237, O “Here’s Johnny” ditado com loucura e pura maldade por Nicholson, o “Redrum” pintado em sangue na porta, Shining é das se não a melhor conversão do cinema de um conto de Stephen King, sem duvida. Marcou-me a infância e a vocês pode marcar o resto da vida. Magnífico e inesquecível!

 

A não perder – Se não é o mais perfeito filme de terror, então quem será?

O melhor – Jack Nicholson, a realização de Kubrick, as cenas memoráveis que persistem na memoria.

O pior – Razzies? Pior Realizador? Estão a brincar com isto, não!

 

Recomendações – Psycho (1960), The Amityville Horror (1979), 1408 (2007)

 

Ver também

Assassinos Em Série … O que dizem eles?

Top 10 - Psicopatas

 

Outras Fontes

Cinema is My life – The Shining  

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:48
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Real.: David Fincher

Int.: Brad Pitt, Cate Blanchett, Taraji P. Henson

 

 

Filme

Esta é a invulgar e curiosa história de Benjamin Button, um homem que nasceu em circunstâncias bem invulgares, porque ao invés de envelhecer, rejuvenesce. A sua vida foi datada de aventura, romance e espírito, o qual é narrada pela sua amada Daisy (Cate Blanchett).

Veredicto

Realizado por David Fincher, autor de Fight Club e Seven, ambos protagonizados por Brad Pitt que cada vez evolui como actor e menos como galã que fazia as “moças” suspirar de desejo. The Curious Case of Benjamin Button é na probabilidade o filme mais intrínseco de um realizador acusado de ser frio demais, com personagens bem lineadas e uma fotografia negra e impressionante tal como a caracterização de Benjamim Button, nomeado ao Óscar de Melhor Filme, apresento-vos um dos melhores filmes do ano.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Espanhol Dolby Digital 5.1

Alemão Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Comentário pelo Realizador David Fincher

O Estranho Nascimento De Benjamin Button

14 Featurettes Pormenorizadas de Bastidores

Prefácio, Desenvolvimento & Pré-Produção

Técnicas de Reconhecimento, Produção

Partes Um & Dois, Guarda Roupa,

Procedimentos de Filmagem, Efeitos Visuais

(Benjamin, O Rejuvenescimento, O Chelsea & O Mundo Simulado), Sonoplastia,

Instrumentarium de Desplat & Estreia

4 Galerias de Imagens: Storyboard,

Direcção de Arte, Guarda Roupa & Produção

Trailers & Spots de TV

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

Ver Também

The Curious Case Of Benjamin Button (2008)

 

Filme –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:48
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Real.: Gary Winick

Int.: Anne Hathaway, Kate Hudson, Candice Bergen

 

 

Do nosso lado esquerdo, com a sua filmografia que vai desde bestial a besta, maioritariamente composta por comedias românticas de estúdio, sempre com o mesmo penteado (ou parecido!) e companheira de serviço de Matthew McConaughey em muitos dos seus filmes – Kate Hudson. Do lado direito, iniciou como princesa rebelde ao serviço da Disney com os dois Diário da Princesa, seguindo por uma carreira sempre ascendentes como Brokeback Mountain e a sua nomeação ao Óscar com Rachel Getting Married, passando de menininha inocente a rebelde talentosa, cobiçada neste momento por vários realizadores notórios, eis Anne Hathaway. Ambas as actrizes se irão confrontar neste combate nupcial, o qual duas “melhores” amigas se tornam nas piores rivais no que requer na disputa de uma data propícia ao casamento de uma delas. Tudo isto (e muito menos) em mais uma banal comédia que confunde matrimónio com amizade, amor e outros afectos, como essa cerimónia fosse algo de extrema importância (o que para muitas mulheres é). Realizado por Gary Winick, Bride Wars complementa-se a apresentar o obvio, a fracassada química entre as duas actrizes de carreiras semelhantes mas de situações diferentes que se confrontam numa espécie “monster course”. Nesse mesmo combate de talentos quem vence é obviamente Anne Hathaway, que se apresenta com os resíduos de talento que obteve com Rachel Getting Married, mesmo sendo guiada pelo piloto automático, porque verdade seja dita, a actriz sabe que não se deve esforçar muito neste tipo de filmes. Uma comedia matrimonial (mais uma) que desequilibra entre o sério sentimental até às gags físicas típicas de qualquer filmes da saga do Problem Child (1990). Candice Bergen, imponente na série Boston Legal, tem o seu ar de graça num papel meramente forte. Nada de registo.

 

A não perder – para quem é fã das duas actrizes

O melhor – Anne Hathaway e Candice Bergen

O pior – Um desequilíbrio narrativo que nunca decide que ênfase cómica quer seguir.

 

Recomendações – Made of Honor (2008), Rachel Getting Married (2008), My Best Friend´s Wedding (1997)

4/10

 


publicado por Hugo Gomes às 00:48
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11.7.09

Este ano assistimos a Angels and Demons (Ron Howard, 2009) e a Night at the Museum – Battle of the Smithsonian (Shawn Levy, 2009), o qua são na minha opinião superiors aos seus antecessors. Por isso decidi relembrar-vos ou elaborar-vos as sete sequelas que superam em tudo o filme-base, fica aberto o debate.

 

Terminator 2 - Judgment Day (James Cameron, 1992)

 

Spider-Man 2 (Sam Raimi, 2004)

 

The Dark Knight (Christopher Nolan, 2008)

 

Harry Potter and the Goblet of Fire (Mike Newell, 2005)

 

Blade II (Guillermo Del Toro, 2002)

 

Belle Toujours (Manoel De Oliveira, 2006)

 

Dawn of the Dead (George A. Romero, 1978)

 

PS – apesar das afirmações persistentes de que Empire Strikes Back é melhor que o original Star Wars ou a primeira continuação do legado dos Corleones é superior e muito ao incontornável The Godfather (Francis Ford Coppola, 1972), não inclui por uma única e simples razão, a minha opinião. Mesmo considerado The Godfather II num dos melhores filmes da Máfia de sempre e Empire Strikes Back um dos mais inovadores exemplos de space opera.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:27
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publicado por Hugo Gomes às 12:20
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Real.: Shawn Levy

Int.: Ben Stiller, Amy Adams, Robin Williams,Hank Azaria, Owen Wilson, Steve Coogan, Christopher Guest, Bill Hader, Alain Chabat, Jon Bernthal, Jonah Hill

 

 

Graças ao sucesso do antecessor, eis que passado 3 anos a inevitável sequela, Night At the Museum – Battle of the Smithsonian volta a reunir o realizador Shawn Levy e o universal comediante Ben Stiller, provavelmente a raiz de toda a produção. Battle of the Smithsonian continua com as aventuras do ex-guarda nocturno Larry Daley, agora um promissor empresário, contudo, mesmo que a sua vida esteja a correr na perfeição, este ainda não esqueceu dos seus amigos no museu local. Um dia, Daley sabe que os seus companheiros históricos irão ser transferidos para os armazéns de Smithsonan. Na sua chegada ao local é iniciada uma batalha entre os chegados e os antigos residentes, liderado por Kahmunrah (Hank Azaria) que quer acima de tudo possuir a tabela egípcia mágica, o artefacto que é capaz de dar vida a objectos inanimados, só Daley poderá detê-lo.

Em todo o caso este novo sucesso dos estúdios da 20th Century Fox é fiel á sua caracterização de sequela, é mais divertido, mais sofisticado, com um maior numero de personagens históricas ou referências de mesma categoria e com um elenco de fazer inveja, como as novas aquisições de Amy Adams como Amelia Earhart (para nos salivar com a espera do biopic protagonizada por Hilary Swank), Christopher Guest como Ivan, O Terrivel, Alain Chabat como Napoleão Bonaparte, Bill Hader como o General George Armstrong Custer, Jon Bernthal como Al Capone e por fim o fantástico vilão Hank Azaria no ficcional Kahmunrah. Ben Stiller acaba por ser no meio disto tudo um elo perdido sem orientação, guiado apenas pelo piloto automático do seu ego, felizmente a piada de toda a trama não gira somente em sua volta, mas sim em Hank Azaria, como já havia referido, que rouba qualquer cena.

Se o filme diverte, talvez mais que o seu antecessor é um facto inevitável apontar para um certo desgaste de toda a premissa como também uma falta de sofisticação, mas se quiserem pensar neste Night At the Museum 2 num upgrade que o anterior nunca fora então é missão cumprida. Algum dos “resíduos” do elenco anterior parecem apagados tal como Robin Williams e Rick Gervais (a sua entrada neste filme é por si só um motivo de visualização), quanto á parelha Owen Wilson e Steve Coogan, infelizmente já teve mais química.

Resumido e concluído, apesar de todos os defeitos de uma produção puramente comercial, Night At the Museum 2 é uma comédia família que realmente diverte toda a família desde o mais miúdo até o mais velho.

PS – Não perder a hilariante mas ao mesmo tempo ridículo cameo do imponente (ou nem por isso) Darth Vader.

 

A não perder – Para quem deseja levar a família inteira e não ver nenhuma animação

O melhor – Hank Azaria

O pior – Ben Stiller e todos os seus acessórios

 

Recomendações – Night At Museum (2006), Jumanji (1995), Zathura – A Space Adventure

 (2005)

 

Ver Também

Night At Museum (2006)

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 12:12
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Mais um filme estrangeiro para a lista!
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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