28.6.09

O tempo é inimigo, e mesmo dedicando os fins de semanas ao cinema, a elaboração de críticas, artigos e notícias é por outro lado menos conseguida.

PROXIMAS CRITICAS (Recentes)

State Of Play

Bride Wars

Night At Musuem 2

Transformers 2

Traitor

 

PROXIMAS CRITICAS (Outros Filmes)

 

Foreign Affair (1948)

The Punisher (2004)

Shining (1980)

 

PROXIMOS DVDS

 

Slumdog Millionaire

The Curious Case of Benjamin Button

The Day The Earth Stood Still

 

ESPECIAIS

 

Top 10 – Ridley Scott

 

 

Até para o próximo fim-de-semana.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:46
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28.6.09

Provavelmente para obter uma competição mais renhida e variada, a Academia optou, já a partir do dia 7 de Março de 2010 (a data da cerimónia dos Óscares) que a categoria de Melhor Filme poderá disputada por dez títulos diferentes ao invés dos habituais 5.

 

Façam já as vossas apostas!

 


publicado por Hugo Gomes às 19:45
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publicado por Hugo Gomes às 19:42
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Real.: Steven Soderbergh

Int.: Benicio Del Toro, Demián Bichir, Rodrigo Santoro, Benicio Del Toro, Matt Damon, Joaquim de Almeida, Franka Potente

 

 

Steven Soderbergh fez uma incursão á vida do mais famoso revolucionário da história, Ernesto Che Guevara, num filme único intitulado de Che, cuja duração excedia as 4 horas, tal obra foi apresentada dia 21 de Maio no Festival de Cannes, o qual Benicio Del Toro venceu a Palma de Ouro de Melhor Actor, contudo o filme dividiu opiniões, talvez devido á exaustão de informação que a biopic continha. Numa necessidade de preservar a sua obra integral, mas versa-la para um número ilimitado de audiências, decide distribuir o filme em duas partes.

A primeira parte, The Argentine, foi muito bem recebida pelos críticos e publico em geral, todavia recebeu distribuição limitada nos EUA, por prováveis questões politicas, quanto a Guerrilla, a segunda parte dos últimos dias de Che, como era baptizado em Cuba, segundo a opinião geral não se apresentava nos mesmos calcanhares que a primeira parte. Guerrilla é a descrição dos últimos tempos de Che Guevara após a sua Revolução Cubana e o discurso marcante nas Nações Unidas, o qual o primeiro filme girou envolto.

A personalidade encontra-se no seu auge, contudo desaparece ao surgir na Bolívia, em que prepara a Grande Revolução da América Latina contra o Imperialismo Americano, numa falhada tentativa de repetição aos seus actos gloriados. O conjunto de filmes tem dado que falar, principalmente pelo retrato de Soderbergh a Che, o qual não encanta e nada a grande parte dos americanos, até os dias de hoje continua a ser uma das figuras mais controversas da história. Além de Benicio Del Toro, o filme contará com o regresso de Demían Bichir como Fidel Castro, as novas adições são o português Joaquim De Almeida como o presidente René Barrientos, Franka Potente (The Bourne Identity) como uma eventual paixão de Che e Matt Damon (a trilogia Bourne) como Fr. Schwartz, todos eles assemelham a bonecos sem vida própria enquanto confrontados numa personalidade tão forte como a de Che, porém este novo e derradeiro capítulo da vida do revolucionário destaca-se pelas piores razões e não por motivos históricos.

Ora vemos de inicio um outrora revolucionário sucumbido na normalidade da sua vida, como Ministro da Industria cubana, ora seguimos por uma insaciável busca às glórias passadas, enquanto tenta unificar a América Latina, partindo para a Guerrilha da Bolívia. O grande problema do segundo capítulo de Che é o seu esquematismo, a sua falta de emoção, mesmo na morte de Che Guevara (sem querer apelar ao bacocismo) e a superficialidade dos personagens e dos actos que marcaram o resto da vida do revolucionário mais famoso do Mundo. Che Part Two equivale a um documentário aborrecido, mesmo que Benicio Del Toro oferece-nos a sua Melhor interpretação de sempre. Porém vale a espreitadela, mas é a desilusão após o singular Che Part One.

 

A não perder – Para completar a jornada da vida desta grande personalidade.

O melhor – Benicio Del Toro e a sua transformação

O Pior – Falta as qualidades da primeira parte, nomeadamente emoção, subjectividade e mais abordagem ao mundo de Che.

 

Recomendações – Che Part One – The Argentine (2008),Diarios de Motocicleta (2004), Che! (1969)

 

Ver também

Che Part One – The Argentine (2008)

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:16
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Real.: Ridley Scott

Int.: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong

 

 

Filme

Roger Ferris (Leonard DiCaprio) é um dos melhores operacionais da CIA no terreno, Jordão, o qual é competente de cumprir missões de anti-terrorismo através das ordens dos seus superiores que pouco ou nada tem contacto, apenas nos meios de comunicações. Quando a missão descontrola, Ferris não sabe em quem confiar e a quem acudir.

Veredicto

Ridley Scott encena um thriller de acção com um carácter próprio e bons momentos de cinema de espionagem. Grandes desempenhos de Leonardo DiCaprio, Russel Crowe e Mark Strong.

 

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1
Alemão Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Castelhano
Dinamarquês
Holandês
Filandês
Alemão
Norueguês
Sueco

 

EXTRAS
Comentário pelo Realizador Ridley Scott, Argumentista William Monahan e Autor da Obra Original David Ignatius
Acção Classificada: Examinando O Corpo da Mentira - Cenas Chave São Minuciosamente Exploradas Através de Entrevistas Filmadas no Set com o Elenco e Equipa

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

Ver Também

Body of Lies (2008)

 

FILME –

DVD -

 

 

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A chegar aos cinemas nacionais dia 09 de Julho

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publicado por Hugo Gomes às 16:50
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Lost in Las Vegas!

 

Do mesmo realizador de Road Trip (2000), Old School (2003) e Starsky & Hutch, Todd Phillips regressa à “verdadeira” comédia norte-americana com The Hangover, que já promete ser um sucesso de bilheteira e consensual para com o público, muito devido a uma fresca e rebuscada premissa que capta um cómico suspense até ao final. Numa era em que o cinema do género parece ser reinado por Judd Apatow, que tem vindo a decrescer quer em qualidade ou criatividade, a fórmula já se encontra mais que gasta como se verifica em Step Brothers  (Adam McKay, 2008), o qual exerceu as funções de produtor.

 

 

The Hangover, correctamente traduzido para A Ressaca, é um conjunto de aventuras e desventuras de um trio de amigos que após uma “valente” noite de festejos numa despedida de solteiro em Las Vegas, acordam no dia seguinte num quarto de hotel com uma ressaca de tal tamanho e uma invulgar amnésia, tendo em conta que nenhum dos personagens é capaz de lembrar o que realmente ocorreu na noite anterior. Mas o pior da situação é que literalmente “perderam” o noivo. Para encontrar o rapaz a tempo de salvar o casamento, o trio terá que reunir as provas que se deparam à sua frente, desde o tigre que se encontra à solta na casa de banho até ao bebé “perdido” no quarto.

 

 

Com uma escrita criativamente executada, The Hangover remete-nos aos tempos das comédias em que os próprios estereótipos se aprofundavam e que destacavam-se das suas próprias “capas”, derivado a isso temos um conjunto de personagens desenvolvidas, interessantes que se envolvem num jogo de gags que variam entre o comum da indústria até ao hilariantemente delicioso. The Hangover funciona como uma arrojada e sempre frenética comédia que nos junta um trio de actores que demonstram um certo carinho pelos seus próprios papéis, Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis, sempre presentes em inúmeras obras do género como aparições secundárias têm neste momento o seu auge das suas carreiras no que requer a servir de fio condutor de umas Las Vegas como fosse escrito por Lewis Carrol.

 

 

Enquanto Road Trip, uma sugestão singelamente divertido, revelava demasiado o fetiche de vulgarizar os vários modelos característicos, em The Hangover, as personagens que normalmente caiem no exagero da caricatura encontram-se da forma mais natural, sem com isso querer insinuar que esta comédia é de todo realista, o que não é (e é aqui que entre aquele argumento algo desculpável do disbelief). Divertido, equilibrado tendo os seus momentos de pura genialidade cómica e algumas banalizações da indústria, The Hangover é uma fresca comédia a não perder, até agora a melhor do ano do seu género e um dos exemplos mais criativos dos últimos anos.

 

“You guys might not know this, but I consider myself a bit of a loner. I tend to think of myself as a one-man wolf pack. But when my sister brought Doug home, I knew he was one of my own. And my wolf pack... it grew by one. So there... there were two of us in the wolf pack... I was alone first in the pack, and then Doug joined in later. And six months ago, when Doug introduced me to you guys, I thought, "Wait a second, could it be?" And now I know for sure, I just added two more guys to my wolf pack. Four of us wolves, running around the desert together, in Las Vegas, looking for strippers and cocaine. So tonight, I make a toast!”


Real.: Todd Phillips / Int.: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Heather Graham, Justin Bartha, Mike Tyson


A não perder –  Para quem deseja rir no cinema, literalmente.

 

 

O melhor –  A premissa

O pior –  verdade seja dita, não consegue despegar totalmente das “manias” da indústria do género.

 

Recomendações – 3 Men and a Baby (1987), Superbad (2007), Road Trip (2000)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:37
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Crónicas da Imortalidade!

 

Folclore, mito, literatura, os vampiros são também parte do cinema, dando-lhe uma aura enigmática que desdém dos primórdios da cinematografia. Já F.W. Murnau ofereceu ao Mundo em 1922, Nosferatu, uma obra muda que baseou na história de Bram Stoker – Drácula – onde mitos e boatos da sua produção ainda correm mundos, tendo sido representadas no filme de 2000, Shadow of the Vampire de E. Elias Merhige. Na altura em que estreou, Nosferatu assustou multidões pela naturalidade com que o actor Max Schreck interpretou o vampiro protagonista, iniciando histórias sobre a sua real natureza, um ser vampírico. Nos dias em que a pipoca reina as salas de projecções, nenhum filme de vampiros conseguiu até à data causar o mesmo impacto que Nosferatu causou no auge do cinema mudo, talvez pela falta ingenuidade que os espectadores perderam ou provavelmente pelo uso e abuso da imagem lendária dos sanguinários sobre-humanos nas mais variadas produções.

 

 

O vampiro, esse ser personificado, sempre foi característica do cinema mais clássico, o qual evoluiu várias vezes para poder-se adaptar era respectivamente exibida. Em derivação disso é que nos dias de hoje, é habitual a imagem do vampiro como marginalizados góticos, cujas vestimentas constituem casacos de cabedal e óculos escuros a acompanhar. Digno de nota é que esses seres milenares são cada vez mais aludidos às paranóias da toxicodependência ou da obsessão viciosa, sempre com cariz sexual.

 

 

O filme que vos apresentarei é de um vampirismo moderno, mas composto por atitudes clássicas, completando-se com o goticismo transcrito pelo seu realizador (Neil Jordan). Um autor com variados “tiques” neo noir, como é o caso do seu subestimado, mas valioso Crying Game, alicerçada por uma carga ambiente bastante enigmática. Em Interview with the Vampire, adaptado do best-seller de Anne Rice, uma herdeira da imaginação de Bram Stoker, o envolvimento do realizador na concepção deste ambiente gótico oferece ao espectador algumas cenas bastante místicas que advém do desconhecimento, esse medo comum de outros tempos (como por exemplo a cena do cemitério é valiosa).

 

 

Interview with the Vampire, tal como o nome indica é narrativamente recorrente a uma entrevista a um destes seres sobrenaturais, Louis de Pointe du Lac (Brad Pitt), que narra a sua história de vida como vampiro dando uma crónica, que questiona a integridade de um imortal e as causas de viver eternamente. Na sua narração, iremos confrontar-nos com o vil, mas incompreendido Lestat (Tom Cruise), um vampiro sanguinário, maquiavélico, mas ainda “acorrentado” ao passado glorioso destes seres, o qual o futuro não consegue ser-lhe favorável. O filme de Neil Jordan é antes de mais, não mais um filme de terror, mas um drama competente que invoca os tiques da cinebiografia.

 

 

É fácil de ver as semelhanças deste pseudo-conto com a recente jornada de David Fincher em The Curious Case of Benjamin Button, não só pelo envolvimento do actor, Brad Pitt, mas por ambos apresentarem diferentes, mas ao mesmo tempo, comparáveis visões sobre o sentido da vida e do enriquecimento desta. Pitt preenche a sua personagem humanamente, tal como Cruise cumpre um magnífico desempenho na sua admirável forma vampírica. O filme ainda tem o mérito de nos apresentar uma “rara” talentosa Kirsten Dunst em plena flor da idade e um Antonio Banderas em modo automático. Stephen Rea tem uma curta interpretação, mas a sua presença é um “brinde”, habitual nas produções de Neil Jordan. Terror adulto ou mais que isso, um retrato da singularidade da vida de cada um aludida à forma de vampiro. Um dos melhores filmes góticos da década.

 

“So you want me to tell you the story of my life?”

 

Real.: Neil Jordan / Int.: Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Christian Slater, Kirsten Dunst, Stephen Rea

 

 

A não perder – quem deseja ver mais que simples dentadas no pescoço.

 

O melhor – Um Tom Cruise e Brad Pitt no seu melhor, um ambiente bem conseguido

O pior – de terem feito uma sequela (Queen of Damned, 2002)

 

Recomendações – Bram Stoker’s Dracula (1992), Shadow of the Vampire (2000), The Curious Case of Benjamin Button (2008)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:09
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27.6.09

publicado por Hugo Gomes às 01:14
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27.6.09

Real.: Byron Howard, Chris Williams

Int.: John Travolta, Miley Cyrus, Malcolm McDowell

 

 

Filme

Bolt é a estrela canina de um programa televisivo de grande sucesso, contudo, psicologicamente o cão acredita piamente naquilo que a serie narra, como por exemplo possuir poderes indestrutíveis. Por acidente, Bolt foge do estúdio onde residia e para regressar á sua dona, o nosso amigo canino terá que aliar á engenhosa gata vira-lata, Mittens e ao hiperactivo Rhino, um hamster preso numa bola de borracha, o qual é fã numero 1 de Bolt.

 

Veredicto

Bolt é o melhor exemplo de animação digital de uma Disney independente, longe da magnitude da Pixar. Com vozes de John Travolta e Miley Cyrus, este animação com uma premissa agradável e divertida é um requinte para o olhar e uma boa escolha para hora e meia de entretenimento.

 

AUDIO

Português Dolby Digital 5.1

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Curta-metragem – Super Rhino

Musica e Mais – gravações de John Travolta e Miley Cyrus

Video Musical – “I Thought I Lost You”

Uma Nova Geração de Realizadores – A Jornada de Criadores

Cenas Eliminadas

Actuar, Falar! As Vozes de Bolt

Criando o Mundo de Bolt

 

 

Distribuidora – Walt Disney / Buena Vista

 

Ver Também

Bolt (2008)

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:06
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Com a chegada da biografia de Coco Chanel, interpretada por uma elogiada Audrey Tatou e com a espera do incontornável Amelia, cuja Hilary Swank desempenha a Amelia Earhart, a primeira mulher a sobrevoar o Pacifico num filme de Mira Nair, verificamos outras biopics de outras mulheres incontornáveis para a nossa Historia.

 

Amália, O Filme (2008, Carlos Coelho da Silva)

 

Marie Antoinette (1938, W.S. Van Dyke)

 

Elizabeth (1998, Shekhar Kapur)

 

La Vie En Rose (2007, Olivier Dahan)

 

The Queen (2006, Stephen Frears)

 

Frida (2002, Julie Taymor)

 

Cecil B. DeMiles’s Cleopatra (1934, Cecil B. DeMiles)

 

Ver Também

Frida (2002)

Amália, O Filme (2008)

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:42
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26.6.09

Real.: Jonas Elmer

Int.: Renée Zellweger, Ted Michell, J.K. Simmons

 

 

Renée Zellweger veste a pele de Lucy Hill, que por sinal é um pouco diferente que a sua conhecida personagem em Bridget Jones’s Diary, ora temos uma mulher mais confiante, sofisticada, elegante e directa ao contrário da “anafadinha”, insegura e desesperada Bridget Jones. Porém é ela que justifica a visualização desta comédia romântica em que momentos (e não são poucos) sentimos inconfortáveis com a previsibilidade e falta de imaginação dos produtores, da pouca originalidade e garra do realizador e da versatilidade (excepto J.K. Simmons) do elenco. Assim temos o mais básico filme de atracção de opostos que segue a risca e nunca desviar do dito livro dos bons valores hollywoodescos. Em New in Town, Lucy Hill é uma empresária que segue para Minesota para administrar uma fábrica em vias de fechar. As suas acções irão resultar alguns confrontos com os trabalhadores e habitantes locais, para piorar as coisas, Lucy Hill apaixona-se por Ted Mitchell (Harry Connick Jr.), o representante do sindicato dos trabalhadores da fábrica. Realizado por Jonas Elmer, o mesmo do pouco conhecido Nynne (2005), este New in Town não acrescenta nada de novo, o irritante disto tudo é que apenas retêm-se a reproduzir os mesmos gags pela milionésima vez. Zellweger garante carisma (menos mal) e J.K. Simmons (muito diferenciado) rouba qualquer cena que surge. Sensivelmente nada divertido.

 

A não perder – para quem acha que comedias românticas ainda são óptimas opções para levar aquela pessoa especial.

O melhor – A companhia que levei (bem, cinematograficamente falando, Zellweger e Simmons)

O pior – um filme-macaco, assim por dizer.

 

Recomendações – Sweet Home Alabama (2002), Something Gotta Give (2003), The Family Man (2000)

3/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:41
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Real.: John Herzfeld

Int.: Paul Walker, Laurence Fishburne, Joaquim De Almeida, Olivia Wilde

 

 

Qual é a diferença entre Once (2006, John Carney), Away From Her (2006, Sarah Polley), Pinneapple Express (2008, David Gordon Green) e até mesmo Ghost Town (2008, David Koepp), todos estes filmes apresentam alguma qualidade mas foram induzidos a estrearem directamente em DVD num país em que as distribuidoras parecem ignorarem as obras e basearem-se nos lucros. Dentro desses últimos factores temos alguns casos equivocados, tais como este The Death and Life of Bobby Z, com dois anos de atraso, que finalmente estreia, o qual boa figura poderia fazer no caminho directo dos videoclubes.

Temos Paul Walker e Laurence Fishburne, que só estes dois nomes atraem publico, porém é verdade que esta fita de dualidade pouco ou nada se separa dos enésimos produtos minimamente chungas que abundam esses clubes de vídeos que têm como protagonistas, estrelas em decadência como Wesley Snipes, Val Kilmer ou John Leguizamo. Paul Walker tenta ser ao máximo um desses heróis limitados, o qual cumpre um papel supostamente dual de um vulgar criminoso que é utilizado pela polícia para se disfarçar de um influente traficante de droga, Bobby Z, cujo paradeiro é desconhecido. Agora dentro de um Mundo que não é o seu, a personagem de Paul Walker irá enfrentar os problemas que forma desencadeados pelo verdadeiro e desaparecido Bobby Z.

Contado assim parece que o filme não é muito mau, mas a verdade é que todos os elementos aqui apresentados são de um desleixo total, o argumento é tão teatral como uma novela televisiva, a acção é mais que bocejante, o elenco não tem chama; Fishburne está em automático, Walker está péssimo e Joaquim De Almeida, de novo vilão, só que está mais concentrado em falar inglês correctamente do que propriamente representar, para não falar que os diálogos são péssimos e os twist que poderiam dar algum interesse á fita são de uma imaturidade avassaladora. Bem, é este o país que temos e pouco temos que queixar, existem filmes que não tiveram chance de estrear nas salas de projecção que valem muitos mais que este pseudo-filme de acção. Ruizinho!

 

A não perder – Quem gosta de gastar mais de 5 euros sem razão aparente

O melhor – reflectir sobre as decisões insensatas das distribuidoras nacionais

O pior – Vermos o ex-Morpheus a integrar em projectos como este

 

Recomendações – Lucky Number Slevin (2005), Running Scared (2006), Desperado (1995)

 

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:24
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14.6.09

Real.: Woody Allen

Int.: Scarlett Johansson, Penelope Cruz, Javier Bardem

 

 

Filme

Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) viajem para Barcelona por motivos culturais, mas logo cedem a um labirinto de paixões cujo artista, Juan António (Javier Bardem), é o centro desse caos emocional. Logo conhecem a sua ex-mulher, Maria Helena (Penelope Cruz), uma sujeita desequilibrada, essencial para essa relação poligâmica.

Veredicto

È talvez dos filmes mais ousados de Allen, mas também é um delicioso e invulgar ensaio aos limites do matrimónio e da relação a dois. Todo o elenco é exuberante (talvez excepto Scarlett Johansson que parece meio perdida) e o ambiente do nosso país vizinho é simbiótico. Venceu o Óscar de Melhor Actriz Secundaria, que caiu nas mãos de Penélope Cruz.

AUDIO

Inglês / Castelhano Dolby Digital 2.0

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Menus Interactivos

Selecção de Capítulos

Trailer

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

Ver também

Vicky Cristina Barcelona

 

FILME –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:36
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publicado por Hugo Gomes às 18:03
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14.6.09

Real.: Clark Gregg

Int.: Sam Rockwell, Anjelica Huston, Kelly MacDonald, Bijou Phillips

 

 

Sam Rockwell é um daqueles actores que o talento se reconhece, o que não reconhece é o nome entre o grande público. O actor de Confessions of a Dangerous Mind (2001, George Clooney) e de Snow Angels (2007, David Gordon Green) interpreta aqui Victor Mancini, um homem com um pequeno grande problema, é ninfomaníaco. Mancini passa os seus dias a trabalhar num parque temático e á noite põe em prática um engenhoso plano que consiste em “engasgar” em restaurantes de luxo, para poder aproveitar da entidade que o “salva”. Tudo isso para poder pagar a conta do hospital privado, onde reside a sua mãe, Ida (Anjelica Huston). Certo dia, Ida revela que mantém há anos a verdadeira identidade do seu pai, o que leva Mancini a sentir momentos de desespero, angustia e “asfixia”. Adaptado de uma obra literária de Chuck Palahniuk, o eterno cronista do pesadelo do conformismo e da sociedade presa a regras e costumes, por outras palavras foi o homem que criou a magnifica história de Fight Club, que mais tarde foi adaptado ao cinema pela mão de David Fincher que contou com Brad Pitt e Edward Norton nos principais papéis, o autor afirma que este Choke, apresentado no Festival de Sundance de 2008 e no Fantasporto deste ano, é mais fiel á sua matéria-prima do que o incontornável Fight Club. A realização encontra-se a cargo de Clark Gregg, que inicia o trabalho como realizador após vários trabalhos como actor secundário em inúmeros filmes e séries nomeadamente Iron Man (2008, Jon Favreau) e Spartan (2004, David Mamet). Segundo ele, Choke é muito mais que uma comédia dramática que envolve sexo e “ordinarices”, é acima de tudo um retrato irónico e sarcástico ao mesmo “bode expiatório” de Fight Club, o consumismo, o materialismo e assim sendo, a sociedade em geral e a sobrevalorização do sexo, que representado na personagem de Mancini é uma droga que este tenta evitar á anos, o desprezo do sentimento amoroso no frio seio onde o ser humano citadino reside também é posto “á baila”. Choke – Asfixia é uma fita invulgar, com algumas doses favoráveis de humor, que apesar de Sam Rockwell ser uma espécie de génio sem pouca notoriedade é um filme com mais olhos do que barriga. Promete muito, mas não cumpre no seu todo, porém, vale a pena a espreitadela. Destaque também para o desempenho de Huston.

 

A não perder – quem deseja algo mais ousado e diferente

O melhor – Sam Rockwell e Anjelica Huston

O pior – Não se sente a mordaz crítica social que prometia desde inicio

 

Recomendações – Fight Club (1999), Confessions of a Dangerous Mind (2001), Life of Brian (1979)

 

7/10

 


publicado por Hugo Gomes às 17:48
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Mais uma cooperação entre o actor Leonardo DiCaprio e o realizador Martin Scorsese, e pelo andar da carruagem podem muito bem guardar lugar para os Óscares.

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publicado por Hugo Gomes às 00:53
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Realizado por Fernando Fragata (Sorte Nula) eis o novo filme português que promete alterar a face do nosso cinema (veremos se não é outro Second Life), com Joaquim De Almeida, Ana Cristina de Oliveira, Scott Bailey e Michelle Mania. O trailer de Contraluz já está disponível, o que por ele já promete algo mais visionário.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:42
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Graças á febre do 3D, uma das sagas de terror mais lucrativas de Hollywood ganhará nova vida sobre este novo formato, trata-se de Final Destination que fora iniciado por James Wong em 2000 que rendeu 54 milhões de dólares, mais tarde foram produzido duas sequelas (2003, 2006) que renderam praticamente o mesmo que a prequela, o conceito é seguir um grupo de jovens que miraculosamente sobrevivem a um desastre o qual estariam destinados a morrer, depois de tal incidente, morrem um por um como paga por terem livrado algo de tão certo que é a morte. The Final Destination será novamente dirigido por David R. Ellis (que dirigiu o segundo capitulo, para além de Snakes On Plan) e está previsto estrear dia 3 de Setembro no nosso país.

 


publicado por Hugo Gomes às 00:29
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13.6.09
13.6.09

Real.: Alfred Hitchcock

Int.: James Stewart, Kim Novak, Barbara Bel Geddes, Tom Helmore

 

 

Nem tudo é o que parece! Sendo esse um dos ingredientes predilectos dos filmes do mestre do suspense, Alfred Hitchcock. Quem não se lembra do enredo entusiasmante cheio de twist de Lady Vanishes (1938) ou da final surpresa de Psycho (1960) que tanto surpreendeu as multidões, bem, agora passemos ao mistério em forma de filme que é este Vertigo, aquele que é para muitos a obra-prima do autor. Para além de ser mais do que um thriller, este A Mulher Que Viveu Duas Vezes, sendo esse o título traduzido, é uma parábola de emoções engendradas numa trama sempre fascinante em termos de suspense, o qual surpresas dão a lugar a surpresas num argumento belissimamente bem escrito.

O filme de 1958 narra a história de um detective aposentado que sofre de acrofobia, John Ferguson (James Stewart), que recebe um pedido de um velho amigo para vigiar a sua mulher, que segundo ele, sofre de um espécie de possessão com que faz ela ter comportamentos suicidas. O resto é uma combinação de policial com alguns toques sobrenaturais (ou mais do que isso!) que resultam numa pavorosa variação de um dos medos do director, a acrofobia, ou por outras palavras as vertigens (cinco anos mais tarde, Hitchcock aborda o seu medo maior, a ornitofobia, no visionário Birds). Mas para além disso, Vertigo um romance e é nesse conceito que a sua força fílmica é inultrapassável e sendo como tal, a fita é sólida, psicologicamente obsessiva e sempre fascinante como a intérprete feminina, Kim Novak (no seu melhor papel), eficaz na requerida dualidade, como thriller policial, Vertigo é envolvente, misterioso, cheio de ritmo e com um protagonista de “P” grande (James Stewart), o actor fetiche do autor, as duas metades se unem dando a nós um dos mais singulares objectos que o cinema norte-americano nos deu e uma afirmação de que Hitchock foi um sujeito único que a 7º Arte alguma vez viu.

Se nos dias de hoje, temos a noção de que esta obra é uma verdadeira pérola, a sua data de estreia não foi das mais felizes, encabeçando como um dos maiores fracassos a nível de box-office do autor, mas claro que o tempo o conservou e muito bem. Agora, se acham que esta critica é pequena, só têm uma solução, vejam e surpreendam, porque isto é cinema, porque isto é arte, isto é Hitchcock!

 

A não perder – Para quem quer ver um filme fascinante sem preocupar com a sua data de produção.

O melhor – tudo, mas a destacar toda aquela intriga.

O pior – O facto de ter sido um fracasso na sua data de estreia.

 

Recomendações – À Ton Image (2004), Godsend (2004), Kate & Leopold (2001)

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:49
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Não se vêem muitos destes. Em anos que não se viu ...
Essa última frase foi simples mas genial.
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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