28.2.09

Nascido a 12 de Fevereiro de 1969, Brooklyn, Nova Iorque, Darren Aronofsky sempre adorou filmes clássicos e como adolescente passava o tempo com graffitis. Estudou em Havard na disciplina de cinema (quer acção real, quer animação), concorreu a vários prémios académicos pelas suas obras de teses. Trabalhou com Lucy Liu na sua curta-metragem de 1993, Protozoa, mais um projecto académico, o autor começou a dar nas vistas em 1998, com a sua longa-metragem, Pi, protagonizado por Sean Gullette que interpretou anteriormente outro projecto de curta-metragem académica de Darren. Pi é um conjunto de consequências sobre a sabedoria absoluta em que Gullette desempenha um matemático que busca implacavelmente um número desconhecido com um intuito de decifrar os padrões do Universo, foi um sucesso de culto tendo sido produzido por um meros 60 mil dólares e rendendo cerca de 3 milhões só nos EUA. Pi é uma mistura entre o sofisticado experimental e a paixão classicista de Aronofsky, contudo o seu grande sucesso em termos de publico ocorreu dois depois com o incontornável Requiem for a Dream, cuja Ellen Burstyn foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz Principal, tendo depois participado no próximo filme do jovem realizador, The Fountain (2006) com Hugh Jackman e Rachel Weisz, que dividiu opiniões, enquanto uns consideravam uma das maiores sofisticações do cinema no século XXI, outros proclamavam mero pretensiosismo artístico, mas antes escreveu o argumento de Below (2002), um filme de terror cuja acção decorre dentro de um submarino. Após dois anos de debate acerca da sua ultima obra (The Fountain), Darren Aronofsky teve a ousadia de convidar o “caído” Mickey Rourke para protagonizar o seu próximo filme, o resultado foi The Wrestler, a história de queda e ascensão de um lutador de wrestling que apaixonou milhões e nos dias de hoje compõe-se como dos raros casos em que actor e personagem se fundem num só, convertendo-se numa das melhores histórias de produção que se teve memoria. Rourke foi nomeado ao Óscar de Melhor Actor Principal, o qual foi entregue a Sean Penn por Milk de Gus Van Sant. Entre as maiores promessas do cinema, Darren Aronofsky tem neste momento uma filmografia bastante variada e única que se constitui pelo grande apreso artístico e inovador. No futuro, o autor irá estrear-se no filme comercial com o remake de Robocop, previsto para 2010.

   

 


publicado por Hugo Gomes às 23:40
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publicado por Hugo Gomes às 22:56
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Para começar quero-vos exibir o teaser trailer de (REC)2 , a sequela do filme-sensação do Fantasporto passado. Pouco ou nada há que acrescentar com esta nova apresentação, apenas o facto que se tudo correr bem, teremos mais uma “boa montanha-russa” de sustos. A realização encontra-se a cargo novamente por Jaume Balagueró e Paco Plaza, no elenco temos o regresso de Manuela Velasco e a nova adição; Leticia Dolera (El Outro Lado De La Cama).

Já que estamos numa de sequelas, que tal a de Donnie Darko (2001), S. Darko – A Donnie Darko Tale pela autoria de Chris Fisher, responsável por alguns episódios de Moonlight e Cold Case, é a incursão da irmã da personagem Donnie, Samantha Darko, que vive ocorrências semelhantes ao do filme anterior, Daveigh Chase regressa ao seu papel. Sabendo tratar-se de um filme dispensável, a boa notícia é que este será lançado directamente para DVD. Mesmo assim será que Frank, O Coelho Gigante, aparecerá?

Por fim, aquele que tem probabilidade de ser um dos grandes thrillers do ano, State of Play de Kevin MacDonald (The Last King Of Scotland), aquele filme cujo Russell Crowe negou ser a estrela de Australia de Baz Lurhmann para o faze-lo. Além do actor de Gladiador, ainda podemos contar com um elenco bem vistoso; Helen Mirren (The Queen), Ben Affleck (Daredevil), Robin Wright Penn (Beowulf), Jeff Daniels (The Squid and The Whale), Jason Bateman (Hancock) e Rachel McAdams (Red Eye). O filme tem data de estreia para dia 17 de Abril de 2009 nos EUA.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:45
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27.2.09


 

Real.: Billy Wilder

Int.: Franchot Tone, Anne Baxter, Eric Von Stroheim, Akim Tamiroff

 

 

Billy Wilder foi marcado pela tragédia das atrocidades da Segunda Guerra Mundial, proveniente duma família judaica, o realizador “viu” a sua mãe e avós morrerem no campo de concentração em Auschwitz, o que de certa forma o revoltou contra o partido nazista. Wilder abandonou a Alemanha em 1933, onde trabalhava, devido a esse factor. Seguiu-se para os EUA, para trabalhar em guiões de filmes de Hollywood, em parceria com Charles Brackett que produziu um “punhado” de filmes de Wilder, originando clássicos incontornáveis da Era Dourada do cinema norte-americano; Sunset Boulevard (1950) e Double Indemnity (1944) são alguns dos exemplos mais famosos. Anteriormente a esses dois havia realizado uma obra decisiva ao estatuto que Wilder pretendia seguir. O estatuto de autor que nos dias de hoje se reconhece estava comprometido a uma viagem ao sensacionalismo da época, ou seja, a Segunda Grande Guerra, em Five Graves To Cairo (1943), Wilder poderia invocar toda a sua fúria aos acontecimentos da responsabilidade dos alemães, mas ao invés disso, distinguiu-se dos demais.

Five Graves To Cairo é uma fita recorrente aos horrores da guerra que abalava meio Mundo, contudo não explora as atrocidades humanas que se cometia na Europa, como a perseguição aos judeus e a “podridão” nos campos de concentração, não, Wilder afasta desses fantasmas” e filma os confrontos que ocorriam no Norte de África, mais concretamente Egipto, adaptando a peça de Lajós Biró que abordava a estratégia militar – O Caminho de Rommel – que garantiu a vitória do exército britânico sobre as tropas alemães e italianas no dito país. O Caminho de Rommel (Rout of Rommel) era um estratagema vindo da mente do Marechal Erwin Rommel, um oficial alemão de grande prestígio pelo próprio Fuhrer, tal plano consistia em enterrar previdentemente, alimentos, agua, gasolina e munições no deserto, para que durante a Guerra, as tropas alemãs possam reabastecer, tornando assim um exército invencível naquelas condições áridas. Contudo esse plano foi descoberto pelo exército britânico o que levou a um contra-ataque implacável.

Combinando elementos de espionagem e o ambiente que se vivia sobre a Segunda Guerra Mundial, Five Graves To Cairo é acima de tudo um filme sóbrio que não recorre a maniqueísmos, nem arquétipos do género, os militares Nazis são acima de tudo tratadas como pessoas e não como “monstros” e existe mesmo um certo tipo de valorização ao intelecto de alguns, como o Marechal Rommel, aqui interpretado pelo carismático Eric Von Stroheim, para os mais familiarizados com as obras de Wilder trata-se do mesmo actor que fez do mordomo Max von Mayerling, em Sunset Boulevard. O actor tem aqui um desempenho emblemático captando a rigidez e o génio de um “warlord” calculista. Como protagonista temos o desconhecido Franchot Tone que interpreta John Bramle, um soldado inglês sobrevivente da ira de Rommel, que consegue escapar á morte certa disfarçando de um “coxo” empregado num “moribundo” hotel situado no meio do deserto, local onde ocorre inteiramente a acção do filme. Tone aguenta a dualidade e um grande desempenho que mesmo sob a forte presença de Stroheim, consegue rivaliza-lo. De resto temos uma Anne Baxter a fazer francesa, com pouco sotaque e com imensos “tiques” hollywoodescos e um divertido Akim Tamiroff, detentor de algumas cenas memoráveis do filme.

Five Graves To Cairo é uma grande produção de Charles Brackett e de Billy Wilder, tratado com todo o respeito que merece. Um dos melhores filmes sobre a Segunda Guerra Mundial e a afirmação para o Mundo que um autor verdadeiramente talentoso e experiente havia chegado. Fantasmas invocados, espectros vencidos e uma maldição quebrada, eis o olhar maduro de um autor que sentiu na pele as consequências deste inesquecível conflito.

A não perder – Relembrar um dos melhores actores mais subestimados e desconhecidos de Hollywood – Eric von Stroheim.

O melhor – uma produção invejável

O pior – um desempenho não muito convincente de Anne Baxter

 

Recomedanção – Black Book (2006), Valkyrie (2008), The Longest Day (1962)

 

9/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:58
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Wayne Kramer realizou em 1996, a curta Crossing Over que girava envolto da patrulha das fronteiras dos EUA, passado 13 anos, o realizador cuja filmografia é composta por The Cooler (2003) com William H. Macy e o subestimado Running Scared (2006) que arrecadou uma excelente interpretação de Paul Walker, volta ao tempo com uma espécie de remake. Agora ao invés de curta temos uma longa-metragem com um elenco de fazer inveja a qualquer outro filme, Harrison Ford (Indiana Jones), Ray Liotta (Goodfellas), Ashley Judd (Bug), Jim Sturgess (21), Cliff Curtis (Die Hard 4.0), Jacquelin Obradors (do antigo Crossing Over) e a cada vez mais presente Alice Braga (Blindness, I Am Legend), sobrinha da actriz Sonia Braga. Crossing Over é um filme mosaico que aborda a luta de vários imigrantes de diferentes nacionalidades para adquirir um status legal nos EUA. Estreou hoje na América (27 de Fevereiro) com distribuição limitada.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 23:12
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Real.: Billy Wilder

Int.: Jack Lemmon, Shirley MacLaine, Fred MacMurray, Jack Kruschen

 

 

Há algo pior que a morte? Há sim, trata-se da solidão. Aquele sentimento que nos corrói por dentro, não deixando nada para além do vazio das nossas vidas. Sinceramente é algo que me assusta, a falta de carnalidade que o nosso dia-a-dia é constituído, comunicamos um com uns outros através de mensagens de telemóveis ou pela internet, as actividades são reduzidas aquilo que passa nas TVs, o emprego é mecânico, exaustivo, inseguro e com horas a mais que nos dificulta o resto dos dias, por exemplo o convívio, até certo ponto perdemos a noção dos dias, deixamos de sentir esperançosos e sem razões para viver, cedemos a essa integração em modo automático que nós apelidamos de rotina. A solidão e a rotina tem muito de comum, elas fazem parte do mesmo ramo, “um ramo caído” que chamamos de sociedade, uma vida ditada por regras e hierarquias, e quem está fora é marginalizado pela maioria. Por estranho que pareça há muitos filmes que relatam esse “habito” de forma mais séria, radical e intrínseca, mas foi Billy Wilder um dos pioneiros a seguir a Fritz Lang e o seu Metropolis (1927), que na era dourada retratou tais factos, começando em 1950, que quebrou as barreiras do modelismo hollywoodesco, para abordar a podridão e solidão de uma actriz em “queda livre”, em Sunset Boulevard. Cinco anos depois, a desmitificação do adultério como irregularidade do “perfeito” sonho americano, com Marilyn Monroe a figurar esse pecado em “Seven Year Inch”. Por fim, mais cinco passaram e sob a forma mais humorística retrata a solidão e o mecanismo dos trabalhos em massa para apresentar The Apartment, um dos seus filmes mais singulares.

The Apartment – O Apartamento é a crónica de C.C. Baxter (Jack Lemmon), um homem como outro qualquer que tem uma particularidade; sorte no trabalho (e azar no amor). Como ele faz isso? Tudo porque ele tem um apartamento? Estranho, não é? O porquê? Porque Baxter simplesmente empresta a chave aos seus chefes para que estes possam levar as suas amantes de forma discreta e como se costuma dizer, uma “mão lava a outra”, a porta aberta do seu apartamento faz com que se abra imensas na sua empresa. Tudo se complica quando Baxter é promovido, o seu patrão, J.D. Sheldrake (o magistral Fred MacMurray), descobre o seu caso e aproveita a situação, usufruindo também ele, o apartamento. Contudo, com a promoção, Baxter ganha coragem para seduzir Fran (Shirley MacLaine), a operadora do elevador da empresa e a sua paixão desde sempre, o que ele desconhece é que ela é afinal amante do seu patrão, o que posicionará Baxter num dilema; arriscaria o seu alto-patamar emprego pelo amor?

The Apartment foi nomeado para 10 Óscares de Academia em 1961, tendo vencido 5 entre os quais o de Melhor Realizador (Billy Wilder) e o cobiçado Melhor Filme, trata-se de uma comedia inteligente, bem escrita e apaixonante, sendo o qual o protagonista, esse grande actor Jack Lemmon, encabeça na perfeição a pele do inseguro, solitário mas bem-humorado e irónico Baxter. Apenas um ano passou desde a sua interpretação em Some Like It Hot!, também ele realizado por Billy Wilder, o qual foi nomeado ao Óscar de Melhor Actor Secundário, enquanto neste filme teve a sua chance de vencer o Óscar principal, mas tal estatueta fugiu-lhe das mãos para ser entregue a Burt Lancaster pelo seu forte desempenho em Elmer Gantry. Contudo ninguém tira o mérito de prestação do ano por Jack Lemmon e o facto de The Apartment ser uma das grandes películas do seu tempo como ao lado de Psycho de Alfred Htchcock, a referência cinematográfica do ano. Por detrás da sua leveza narrativa e o critério de entretenimento, esconde, como já havia referido, uma critica da mecanização das vidas citadinas que levam facilmente á solidão. Uma visão comprometedora que faz com que The Apartment seja um filme bem sofisticado mesmo para o seu tempo, cuja ingenuidade se encontra apenas na “flor da pele”.

Os gags são deliciosos e existe momentos de pura genialidade mise-en-scene, as interpretações são simbióticas para a temática da fita, a destacar o carismático Fred MacMurray que protagonizou outra obra-prima de Wilder, Double Indemnity (1944), cuja sua representação é um modelo de poder e luxúria que o qual caracteriza o capitalismo, essa fonte de pecado e de crescimento individual e Shirley MacLaine que assemelha a uma daquelas musas de Woody Allen. Destaque também para Jack Kruschen no papel de Dr. Dreyfuss, nomeado ao Óscar da Academia, o qual pessoalmente considero um exagero apesar de o seu papel ser um equilíbrio de humor e seriedade. The Apartment é mais uma grande fita que só Wilder sabe fazer, um clássico absoluto e inteligente. “Wilder, you did it again”.

A não perder – O jogo de cartas que teima em não terminar entre Baxter e Fran

O melhor – Todas as cenas desempenhadas por Lemmon

O pior – Lemmon não ter ganho o Óscar

 

Recomendações – Better Than Sex (2000), 40 Days and 40 Nights (2002), The Visitor (2007)

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:47
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26.2.09

Real.: Billy Wilder

Int.: Dean Martin, Kim Novak, Ray Walston, Cliff Osmond

 

 

Considerado por muitos como um dos filmes menores de Wilder, Kiss Me, Stupid é uma paródia (não tão literalmente) aos bons valores familiares e ao conservacionismo. Sendo Billy Wilder, um autor “bem á frente” do seu tempo, tem aqui a sua obra mais subvalorizada, cuja combinação de ingredientes populares e sem tabus provocaram uma repulsa irada da Liga Católico-Romana da Decência, que condenou a fita pelos seus propósitos pecaminosos como moral, causando assim uma influencia entre o publico, resultado num dos maiores fracassos do realizador.

Contudo, Wilder exibe novamente os seus dotes de talento como escriba, concebendo um filme cómico, complexo e sempre divertido, cheio de gags deliciosos e os diálogos bem equipados. O filme começa com a introdução de Dino (Dean Martin), um cantor predilecto das noites de Las Vegas, que segue para Hollywood no seu carro, até que correspondente a um desvio vai dar a Climax, uma pacata cidade onde vive Orville Spooner (Ray Walston), um ciumento professor de piano que escreve musicas pop e tem o sonho de vê-las interpretadas por um “singer” famoso. Quanto ao seu comportamento, extremamente ciumento, isso deve-se á sua linda esposa, a mais desejada mulher no sitio. O melhor amigo de Spooner é o obeso Barney (Cliff Osmond), que gera uma pequena estação de serviço, o qual partilha o mesmo sonho que ele, ajudando-o nas letras das suas canções. Os destinos de Dino e os dois “comparsas” se unem, quando o cantor vai atestar o seu carro na gasolineira de Barney. Os dois o reconhecem e engendram um plano para que este compre as cópias dos seus trabalhos musicais. O plano iniciou com uma sabotagem ao veículo de Dino, cujas circunstâncias fizeram com que a celebridade estabelece-se na residência de Spooner. Visto este tratar-se de um playboy, Spooner manda a sua mulher para fora de casa, como prevenção de um eventual adultério, e em seu lugar contrata Petty the Pistol (Kim Novak), uma prostituta para seduzir o cantor.

Wilder utiliza AIDS, adultério, prostitutas, traição nos seus diálogos e gags envolventes sexo, ora bolas, a América corou por momentos! Na verdade é que por entre esses conceitos bem ousados, está uma combinação total que resulta num dos argumentos mais divertidos dos anos 60, aias cerca de 20 anos se passaram desde o primeiro trabalho de Wilder como realizador e essas duas décadas foram muito tempo, o que resultaram em pequenas mudanças em todo Mundo, inclusive a América, que mesmo sob a vigilância da Igreja, tornaria cada vez menos conservador. Tendo em conta essa evolução social, Kiss Me, Stupid é a prova que Wilder se liberta da sua capa de classicista, neste filme tem uma maior abrangência e menos censura o que facilitou a abordagem de temas, como as que havia referido acima. Contudo esta fita está bastante longe dos seus antecessores cómicos; enquanto em Some Like It Hot! (1959), Wilder pisca o olho ao travestismo, em Seven Year Inch, a tentação carnal no homem de meia-idade e em The Apartment, relata a solidão na vida de C.C. Baxter (Jack Lemmon) e o seu sempre “indisponível” apartamento, este Kiss Me, Stupid é um filme mais folgado, menos abordativo e mais virado para as audiências em si, apesar de estas esquivarem um pouco este filme, por outras palavras esta obra é puro entretenimento comercial, nada mais!

Todavia com o relacionamento simbiótico de todas temáticas envolventes nesta obra, o filme mesmo assim ainda peca por não apresentar de forma alguma o esforço técnico nem interpretativo das anteriores. A fotografia não tem brilho, as interpretações são prestáveis, mas obviamente falta-lhes carisma (Kim Novak a tentar substituir Marilyn Monroe, num papel feito á sua medida, mas a celebre actriz acabou por falecer em 1962, dois anos antes da produção finalizada deste filme) e Ray Walston não consegue compensar a saída de Peter Sellers no seu papel, tornando-se um emocionalmente exagerado e quanto a Dean Martin, o chassis de todo o filme, demasiado estereotipado e condenado á sua imagem hollywoodesca. Uma comédia clássica divertida, mas sem a luminosidade dos filmes anteriores de Wilder. Contudo recomendo ver, sem preconceitos, é claro!

A não perder – a teoria sobre os Homens pela personagem de Kim Novak

O melhor – Uma intriga divertida e bem escrita

O pior – A direcção artística

 

Recomendações – Music and Lyrics (2007), Seven Year Inch (1955), Sabrina (1954)

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:45
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È uma das cenas mais memoráveis desse grande filme de Billy Wilder, The Apartment, o qual o nosso amigo C.C. Baxter (Jack Lemmon) tenta resolver uma situação no mínimo caricata para conseguir ter o seu próprio apartamento livro para essa mesma noite. Uma nota; reparei nos livros de contactos empresariais da época.

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publicado por Hugo Gomes às 22:52
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Até ontem tudo corria normal, mas uma vez as nossas distribuidoras fizeram das suas, adiaram o discreto filme Bella na última hora, confesso que o filme de Alejandro Gomez Monteverde não iria ser um sucesso e basicamente ficaria restrito a um número X de cinemas, mas era um filme que começou aos poucos a interessar-me e a despertar a minha atenção. Bella irá estrear dia 5 de Março, ao lado do novo filme de Zack Snyder, The Watchmen, penso que ninguém tem dúvidas quem irá “limpar” o box-office, ao menos não será lançado directamente para DVD, mas ainda vai a tempo. Já estou a habituar-me a isto.

 


publicado por Hugo Gomes às 17:49
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26.2.09

Real.: David Hackl

Int.: Tobin Bell, Costa Mandylor, Julie Benz

 

 

Filme

Jigsaw (Tobin Bell) está morto mas não é por isso que o seu legado morreu, agora levado a cabo pelo seu aprendiz, o detective Hoffman (Costa Mandylor), que tentará equilibrar a sua vida dupla com a normalidade diária.

Veredicto

Verdade seja dita, já cansa e a originalidade parece ter morrido á muito, contudo este quinto filme de uma saga que continua a dar milhões, parece mais doseada em termos de terror, tentando ser o menos gráfico possível e mais psicológico, derivado a mudança de realizador. Mas no geral é mais do mesmo, somente para fãs “die-hards”.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Selecção por Capítulos

 

Distribuidora – LNK Audiovisuais, SA

 

Filme – 

DVD –

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:45
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25.2.09

publicado por Hugo Gomes às 22:44
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O Festival Audiovisual Black & White vai estar presente uma vez mais no Fantasporto. Amanhã, quarta-feira dia 25 de Fevereiro, passam no Pequeno Auditório do Rivoli, as curtas metragens (Vídeo) vencedoras da edição do ano passado do Black & White. As sessões terão início às 17h15.

Depois desta mostra, seguem-se ainda algumas curtas metragens realizadas por alunos do curso de Som e Imagem da Universidade Católica Portuguesa do Porto.

Estão todos convidados a aparecer e, assim, terem um contacto mais directo com o Festival Black & White. O programa completo das sessões em baixo:

17.15h – FESTIVAL BLACK & WHITE 08:
Documentário 239 – Nuno Matos, Pedro Verde – Portugal – 5 min
In Scale – Marina Moshrova – Rússia – 7 min
Like Me, Only Better – Martin Pickles – 5 min
Sizo – André Tentúgal – Portugal – 3 min
Taxi? – Telmo Esnal – Esp – 5 min

SOM E IMAGEM UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA:
A Colecção – Ana Luís Santos, Maria João Neves, Sofia Miranda – Portugal – 4 min
Acesso Reservado – Pedro Lemos, Gustavo Ribeiro – Portugal – 25 min
Draft – José Luís Freitas – Portugal – 9 min
Trovão – Álvaro Barbosa – Portugal – 7 min


A decorrer de 22 a 25 de Abril de 2009, começa a contagem decrescente para mais um acontecimento a preto e branco. Mais novidades para breve!


Fernando Ribeiro
Produção Black & White

 


publicado por Hugo Gomes às 20:08
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23.2.09

Uma pequena maravilha nesta 81ª Gala dos Óscares, uma homenagem às perdas de 2008, acompanhado pela música “I´ll Be seeing you” interpretada por Queen Latifah, e no final um memorável quote de Paul Newman, um dos grandes actores que nos deixou saudades no ano passado.

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publicado por Hugo Gomes às 23:25
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E assim foi, terminou mais uma gala dos Óscares de Academia e o Mundo entrou em furor com os vencedores deste luxuoso espectáculo, apresentado por um host de igual adjectivo, Hugh Jackman, o galã actor de X-Men e Austrália, exibiu a sua garra (não de Wolverine, é de certo) para conduzir um espectáculo glorioso, cuja versatilidade se comprovou. Quanto aos vencedores, tudo se resumiu a uma entrega de prémios basicamente previsível, tendo Slumdog Millionaire de Danny Boyle a vencer 8 Óscares, os quais a de Melhor Filme e Melhor Realizador. The Curious Case of Benjamin Button foi o grande derrotado tendo arrecadado apenas 3 das 13 nomeações. A grande surpresa surgiu na escolha de Melhor Actor Principal com Sean Penn a vencer o favorito Mickey Rourke, mas sem esquecer de prestar a sua merecida homenagem, e Waltz With Bashir a sair derrotado pelo japonês Departure na categoria de Melhor Filme de Língua Estrangeira.

-

 

Melhor Filme – Slumdog Millionaire (Danny Boyle)

Melhor Realizador – Danny Boyle (Slumdog Millionaire)

Melhor Actor Principal – Sean Penn (Milk)

Melhor Actriz Principal – Kate Winslet (The Reader)

Melhor Actor Secundário – Heath Ledger (The Dark Knight)

Melhor Actriz Secundaria – Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)

Melhor Argumento Adaptado – Simon Beaufoy (Slumdog Millionaire)

Melhor Argumento Original – Dustin Lance Black (Milk)

Melhor Animação – Wall-E (Andrew Stanton)

Melhor Filme de Língua Estrangeira – Departure (Yojiro Takira)

Ver todos os vencedores aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:16
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22.2.09

Real.: Billy Wilder

Int.: Fred MacMurray, Barbara Stanwyck, Edward G. Robinson

 

 

Só há duas coisas que levam um homem verdadeiramente á loucura; dinheiro e mulheres, e é em Double Indemnity que Billy Wilder retrata esses dois factores como distúrbios para a santidade de um vendedor de apólice de seguros, Walter Neff (Fred MacMurray) que fica atraído pela misteriosa, mas sedutora Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck), que por sua vez encontra em Neff a sua hipótese de fuga para um casamento acabado. Após os dois envolverem-se amorosamente, engendram um plano de assassinato perfeito ao actual marido de Dietrichson, como base em receberem o seguro de vida do homem, contudo o plano não corre como planeado. Double Indemnity que por cá recebeu o título de Pagos a Dobrar, é o modelo mais clássico do igualmente film noir, tendo os caracteres do subgénero presentes; a femme fatale, o suspense, os trágicos segredos que movem as personagens, o anti-herói e o final trágico, tudo se baseia num caminho para o Inferno não literalmente guiado com mestria pelo génio Billy Wilder que adapta a obra de James M. Cain.

Wilder era conhecido anteriormente a 1944 como um argumentista somente, iniciado a sua jornada como realizador em 1934 com o Mauvaise Graine, a meias com Alexander Esway, só ganhou a sua independência na arte a partir de 1942 com The Major and the Minor e seguidamente (no ano seguinte), o aclamado Five Graves To Cairo com Franchot Tone e Anne Baxter, assim por dizer, Double Indemnity foi uma das suas primeiras obras como realizador, mas não é por isso que é o mais rudimentar. O talento, quer na escrita, quer na direcção sempre seguiu Wilder e neste thriller clássico prova mais uma vez que tem a lição muito bem “estudadinha”, tendo amadurecido muito rápido, provavelmente aprendendo da mesma forma. O filme revela ainda um grande rigor técnico, a fotografia é bem produzida, cuja sensibilidade com as luzes e sombras se faz sentir, os planos na casa dos Dietrichson revelam a beleza clássica de uma fita a preto-e-branco.

Mas para além de um bom director, bom argumentista, Wilder é também um admirável coordenador de actores, conseguindo “arrancar” distintas interpretações dos seus protagonistas. Mesmo que nos dias de hoje os desempenhos aclamados em um poder de realismo e um maior trabalho de caracterização, em Double Indemnity conseguimos visualizar uma prestação meramente moderna num filme clássico, a de Edward G. Robinson, provavelmente um dos actores mais subestimados pela Academia, tem aqui o maior trabalho de representação de todo filme, contudo foi esquecido pelos órgãos, que nesse ramo somente Barbara Stanwyck foi nomeada ao Óscar de Melhor Actriz. Fred MacMurray, que se tornou conhecido mais tarde como o patrão de Jack Lemmon em The Apartment igualmente dirigido por Billy Wilder, contêm o carisma quer na posse ou da voz sonante, e a essência do olhar que sempre constitui num dos valores perdidos do cinema contemporâneo.

Seis anos mais tardes, este filme serviria de molde para aquele que é para muitos (e para mim) a grande obra-prima de Wilder, Sunset Boulevard. Nomeado a 7 Óscares, Double Indemnity constituiu-se como um dos mais injustiçados perdedores da Academia. Um filme noir com toda a qualidade, imaculada pelo tempo. Uma obra-prima.

A não perder – o inteligente argumento escrito por Wilder, baseado na obra literária de James M. Cain

O melhor – Edward G. Robinson e a qualidade técnica

O pior – Não ter sido valorizado como devia pela Academia

 

Recomendações – Sunset Boulevard (1950), Sin City (2005), Chinatown (1974)

10/10

 

10/10””"Double Indemnity" é claramente um clássico da sétima arte e dos film noir situando-se entre os melhores da história cinéfila. Apenas me resta atribuir a mais alta recomendação.” Cinema is My Life

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:00
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È esta noite que o Mundo poderá conhecer os Melhores do ano segundo os votantes da Academia, infelizmente eu não poderei assistir á gala que confesso, tanto adoro, mas poderei deixar-vos as minhas indicações e os meus preferidos entre os nomeados das cincos nomeações principais. Ei-los:

MELHOR FILME

Aposta – Slumdog Millionaire de Danny Boyle

Escolhas – Bem por um lado penso que Slumdog Millionaire não seria um mau vencedor muito devido às suas raízes, os problemas que teve na sua produção e as suas questões politicas, contudo entre os melhores dos candidatos a Melhor Filme, The Curious Case Of Benjamin Button é um vencedor merecido (que pena que Revolutionary Road não foi nomeado).

 

 

MELHOR REALIZADOR

Apostas – Danny Boyle com o seu Slumdog Millionaire

Escolhas – David Fincher teve um trabalho perfeito, Gus Van Sant também e Stephen Daldry já merecia há muito, Danny Boyle não é má escolha (mesmo assim fico com Fincher)

 

 

MELHOR ACTOR PRINCIPAL

Apostas – Mickey Rourke

Escolhas – mesmo com a magistral interpretação de Sean Penn em Milk, Mickey Rourke provavelmente o merece devido á sua ascensão e a particularidade que ofereceu ao seu papel, dando provas de um vencedor perdedor, um sonho americano que todo o Mundo adora.

 

 

MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL

Apostas – Kate Winslet

Escolhas – A actriz Winslet de The Reader já merecia um prémio á muito, Angelina Jolie em Changeling não era um escolha de todo desacertada, contudo na minha opinião a melhor actriz foi Anne Hathaway que brilhou (e que brilho) em Rachel Get Married.

 

 

MELHOR ACTOR SECUNDARIO

Apostas – Heath Ledger

Escolhas – O Joker, desculpem, Heath Ledger obviamente

 

 

MELHOR ACTRIZ SECUNDARIA

Apostas – Penélope Cruz

Escolhas – Adorei Amy Adams em Doubt, Penélope Cruz era uma vencedora merecedora, mas a Academia parece estar mais virada para Viola Davis, que mesmo tendo um excelente desempenho, penso que os seus 10 minutos de fama não compensam a metade do filme que Cruz interpretou e tão bem, caso se vir a ganhar o Óscar.

 

 

AS APOSTAS DA COOPERAÇÃO

 

 

- Tirando a Melhor Actriz Secundaria escolhida pelo Ante-Cinema, de resto unânime.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 18:29
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22.2.09

Real.: Gus Van Sant

Int.: Sean Penn, James Franco, Josh Brolin, Emile Hirsch, Diego Luna

 

 

Harvey Milk foi o primeiro político norte-americano a assumir a sua homossexualidade, enquanto se candidatava para Mayor da cidade de San Francisco, a sua campanha foi motivada pelos inúmeros homossexuais que lutavam pelos seus direitos na sociedade conservadora da época de 70. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme, Milk realizado por Gus Van Sant (O Bom Rebelde e o repulsivo remake de Psycho) é um biopic de contornos clássicos, mas ausente de tabus que consolida nos dias de hoje como um apelo á integridade gay e lésbico. Em dias que a polémica das negociações para a aprovação do casamento homossexual abordam os EUA, Milk solidificou-se como um dos filmes mais inspiradores e esperançosos dos últimos tempos, se não fosse também pelo facto de Sean Penn (I Am Sam, Mystic River), um dos mais metamórficos actores da actualidade, a dar vida ao espontâneo Harvey Milk, numa interpretação brilhante, que consegue captar os principais tiques do activista. O actor conhecido pela sua timidez já foi premiado pela Academia com o seu papel em Mystic River de Clint Eastwood (2003), em que interpretava um pai movido pela tragédia, em Milk conta com a sua terceira nomeação pêra os prémios da Academia.

Apesar de Penn destacar-se, o filme Milk é composto por um elenco recheado de grandes promessas do cinema norte-americano e mundial, entre eles James Franco conhecido pelos seus papéis em Spider-Man, que sempre se revelou mais nesses blockbusters de Sam Raimi, Diego Luna do fabuloso Y Tu Mamá Tambien tem um papel bastante excêntrico, Emile Hirsch que deu nas vista com Into The Wild (realizado pelo próprio Sean Penn) tem um desempenho magnificente, mais uma vez captando os tique do seu personagem e o também aclamado Josh Brolin, que fica marcado por ter vestido a pele do “mediático” ex-presidente dos EUA, George W. Bush, numa incursão de Oliver Stone, e aqui uma quase fotocopia do verdadeiro Dan White, supervisor de São Francisco, responsável pela morte de Milk.

Gus Van Sant aborda a luta de Harvey Milk, que graças ao excelente argumento Dustin Lance Black converte uma biopic de aparências modelares numa roçar ao documentário que floresce como um retrato do conservacionismo doas anos 70 nos EUA, uma filme sobre o passado que reflecte nos dias de hoje. Sant está mais maduro e criativo como autor, mas é em Sean Penn que as atenções estão centradas, naquilo que se pode chamar de desempenho de uma vida. Um dos melhores filmes biográficos dos últimos anos.

 

A não perder – Quando um país ditamente defensor da liberdade nega tal factor a uma classe de pessoas.

O melhor – O desempenho de Sean Penn

O pior – O mais provável que Penn não ganhe o Oscar.

 

Recomendações Malcolm X (1992), All the King’s Men (2006), Gandhi (1982)

 

8/10”“Milk" não é uma obra-prima mas o que faz, faz bem e apresenta uma fascinante visão sobre a vida de Harvey Milk.” Cinema is My Life

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:48
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21.2.09

 

Antes de começar quero apenas dizer que não tenho intenções de entrar em conflitos com ninguém, simplesmente porque não gosto, nem nunca gostei. Mas penso que tenho o direito de pronunciar ao facto de constantemente insinuarem a vulgaridade dos blogs e a “suposta” pretensões de sermos críticos à força. Falo por mim quando digo que não sou, nem de perto, um expert de cinema, muito menos um crítico, nem tento passar por isso, apenas sou um apreciador de cinema com muito para aprender. As avaliaçõs dadas aos filmes são fruto da minha humilde opinião, não a tentativa de superar qualquer outra. Defendo além de tudo que o cinema é de todos, não restrigindo a nenhum pequeno grupo, por isso frases “ Hoje basta criar um blogue para se publicar meia dúzia de disparates de cinema”, citada por Miguel Somsen no Jornal Metro referente ao conflito entre Bruno Nogueira e os críticos, nomeadamente Luis Miguel Oliveira e Vasco Baptista Marques. Esse mesmo advém de duas críticas escritas pelos dois críticos, o qual ambos davam bolas pretas a Slumdog Millionaire e referiam coisas como “Danny Boyle não conseguiu sentir mais do que o cheiro a merda.”. Bruno Nogueira fez muito bem em defender o dito filme, mas pecou em apresentar as palavras “massas” como isso fosse um sinónimo de qualidade, como sabemos nem sempre o melhor filme é o exito de bilheteira e quanto menos o vencedor ao Óscar ou outros prémios. Outro factor que descredibilizou o depoimento de Nogueira foi este ter apresentado a sua lista de distinções. Tais caracteres que fizeram com que João Lopes dê-se um puxão de orelhas ao comediante da série Contemporâneos no seu blog, Sound + Vision, tal tema que levou Miguel Somsen a comentar no dito Jornal gratuito, só para verem como corre um conflito. Concordo perfeitamente que João Lopes defenda a sua classe, mas devo dizer que estou no meu direito de defender a minha, os blogueiros, a opinião do indivíduo comum. Detesto que nos comparem com ovelhas brancas de um rebanho, cujas opiniões são homogéneas, sem diferenças nem ideais, errado, como podem ver nos diferentes blogs escritos por essa “gente”, divergências em todas elas

Nos dias de hoje temos Take e Red Carpet, revistas online dedicadas à cultura cinematográfica, temos uma nova vaga de jornalismo incompreendido, ditamente amadores, mas sem tirar o mérito da escrita que parece causar tremor em alguns críticos que o consideram como uma banalização da arte da crítica cinematográfica. Relembro que há meses, saiu na revista Take um artigo deveras interessante e na sua forma arrojado, escrito por Miguel Reis, que se pode também encontrar aqui. Um dos melhores artigos que tive o prazer de ler num blog, que esclarece de forma reflectora alguns pós e contras do surgimento da internet, e do papel do critico nos dias de hoje, obviamente existindo actualmente uma descredibilização neste “individuo”. Mas claramente muitos não podem comparar com o intelecto ou a sabedoria de um João Lopes ou Eurico Barros na matéria de cinema, eu encontro incluindo nesse grupo inferior, todavia não nos podemos rebaixar nossa opinião face às suas concepções. Existe uma certa noção em interagir com um blogueiro do que um critico, o porquê? Porque erradamente temos a ideia que quem escreve num blog é uma pessoa como toda a gente e o critico profissional é um ser frio, insensível e monstruoso tal como o estereótipo apresentado por M. Night Shyamalan no seu “incompreendidoLady In The Water. Os críticos são seres humanos, com sentimentos e acima de tudo gostos e erros, apenas fazem a escrita o seu modo de vida e criticar o seu lema. Claro que hoje o critico de jornal parece encontrar os seus momentos de discórdia, as suas “reviews” que outrora destruíam ou ascendiam um filme, são agora contraditas com o “pessoal dos blogs” e das revistas online nomeadamente escritas por “gente comum”.

É fácil de encontrar na internet as mais variadas criticas ou textos referentes de cinema que diferem dos mais variados artigos profissionais pela sua compostura, ou são de teor cómico (Cineblog), ou são pessoais, mas não por isso mal escritas, pelo contrario (Cinema is My Life) ou até de modo jornalístico que conseguem rivalizar com a imprensa paga (Close Ups, Split Screen), este é o legado dos blogs que parece durar e verdade seja dita qualquer um destes referidos pode fazer uma critica a Slumdog Millionaire e não utilizar a palavra “merda” no texto, porque há uma razão para que esse termos seja utilizado numa critica, ou seja, falta de profissionalismo.

Peço imensa desculpa, se em algum caso ofendi alguém.

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:00
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Obviamente não recebi nenhuma resposta da Zon Lusomundo quanto ao e-mail enviado a perguntar quando estreava The Spirit nas salas de cinema portuguesas, é estranho que a distribuidora rei do nosso país não apoia o público nesses casos. Contudo devo dizer-vos que no site da dita encontra-se The Spirit de Frank Miller marcado para 19 de Março ao lado de Pride And Glory com Edward Norton e Colin Farrell.

Contudo também esclareci algumas datas de outros filmes que demoravam e muito a ser lançados em Portugal. Ora aqui vai;

The Strangers, o thriller de Bryan Bertino tem estreia para 12 de Março, o filme conta com as presenças de Liv Tyler e Scott Speedman.

Butterfly On A Wheel, que tanto foi adiado no nosso país e com dois anos de atraso parece estar estabelecido para dia 5 de Março, o filme de Mike Barker com o trio de actores; Pierce Brosnan, Maria Bello e Gerard Butler parece partilhar o seu espaço com outro “atrasado”, The Death And Life of Bobby Z com Paul Walker, Laurence Fishbourne e Joaquim De Almeida.

Appaloosa, o western de Ed Harris, que depois de varias mudanças de data foi puxado para 9 de Abril. King of California por outro lado está assente para dia 16 do mesmo mês, isso claro se não for adiado pela quarta vez consecutiva. Relembro que o filme é protagonizado por Michael Douglas.

Traitor com Don Cheadle e Guy Pearce que estava para estrear dia 1 de Janeiro, mas que subitamente cedeu o seu espaço pelo quase “não visto”, Easy Virtue, tem data para dia 30 de Abril, a ver vamos! Elegy com Penélope Cruz e Ben Kingsley, que já foi divulgado para a imprensa em Novembro, tendo já uma crítica na revista Premiere, apenas se confirma estrear dia 21 de Maio, vejam só, a meio da temporada dos Blockbusters que este ano parece começar mais cedo.

Para finalizar as estreias atrasadas no cinema; Doomsday que esteve presente no Motel LX no ano passado é só para 11 de Junho, The Water House – Legend of Deep para 19 do mesmo mês. Para Julho; JCVD, o muito falado filme de Jean-Claude Van Damme, Step Up 2 (pensava que já tinha desistido deste, contudo as nossas distribuidoras são de facto surpreendentes), Miracle of St Anna, o polémico filme de Spike Lee.

Como vêem, é isto, o cinema que este país merece.

 


publicado por Hugo Gomes às 19:10
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21.2.09

Real.: Billy Wilder

Int.: Audrey Hepburn, Humphrey Bogart, William Holden

 

 

Toda a gente adora comédias românticas, se tratam na sua maioria feel-good movies com toda a ingenuidade do amor, os quais são sempre desculpas para levar pares românticos ao cinema. O que vos venho falar é talvez uma das melhores comédias românticas de todo o tempo, lembram-se de Notting Hill, Love Actually, Sleepless in Seattle e os filmes de Sandra Bullock? Pois bem, mete elas num canto, porque Sabrina é provavelmente um filme inimitável desse género. O que resultou no filme, afinal? Apesar de ter sido escrito por Billy Wilder, não apresenta uma genialidade argumentava característica, contudo é bem escrito, sim senhor, ninguém tira o mérito. Mas não é por aí que o filme magistralmente bateu no alvo, o que foi afinal? Nada mais, nada menos que o elenco. Sim, um conjunto de actores de primeira da rede de Hollywood, entre eles está o icónico Humphrey Bogart que contracena com uma das mais belas e carismáticas actrizes da sua geração, Audrey Hepburn.

Sabrina é uma variação do conto da Cinderella que retrata uma fórmula tão bem utilizada nos dias de hoje, quer em outros filmes, como também séries e até mesmo novelas televisivas. A protagonista é Audrey Hepburn que desempenha a homónima personagem, Sabrina, a filha do motorista da avantajada família Larrabee, que sente atraída pelo filho mais novo, David (William Holden – Sunset Boulevard), contudo ele é um playboy da alta sociedade que se encontra comprometido com a filha de uma família igualmente rica, que servirá para abrir novas portas aos negócios familiares. Entretanto Sabrina segue para uma escola de culinária em Paris e regressa de forma exuberante, encantando o próprio David, que anteriormente não lhe prestava atenção. O rapaz fica louco por Sabrina, o que não agrada nada á família que vê a situação como um risco para o futuro casamento, o irmão mais velho, Linus (Humphrey Bogart – Casablanca) tentará de tudo para encaminhar a rapariga de volta a Paris, para isso terá que faze-la apaixonar por ele.

Ao som da célebre musica de Edith Piaf, La Vie En Rose, como símbolo do ambiente parisiense, Sabrina é uma comédia romântica adorável, deliciosa e bem acompanhada por clássicos gag, o qual exibe o nato talentoso de Billy Wilder por detrás das câmaras e até mesmo no papel. Se ficaram impressionados com a química entre Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, então irão se fascinar com o carisma contagiante trazido pelo actor de Casablanca com Audrey Hepburn, os mais expressivos olhos do cinema, que completam todo o ecrã com a sua sedução, todo um misé-en-scené incontornável. De resto o elenco encaixa-se na perfeição e o “senhor” William Holden, que depois do magnifico Sunset Boulevard, volta a provar que é um dos melhores menos conhecidos actores da era dourada de Hollywood. No geral Sabrina é um filme sem grandes pretensões, tendo apenas o divertimento em forma de romance para entretêm um vasto público, nos dias de hoje continua a ser uma das melhores comédias românticas de todo o sempre. Absolutamente adorável.

A não perder – La Vie En Rose cantada por Audrey Hepburn

O melhor – a química entre Bogart e Hepburn

O pior – nada

 

Recomendações – Sabrina (1995), Roman Holiday (1953), 10 Things I Hate About You (1999)

10/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:25
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9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
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