31.12.08
31.12.08

 

Mais um ano passou, pois é, 2009 está a arrebentar a porta e quanto a mim só me falta desejar um …

UM GRANDE ANO PARA TODOS E EXCELENTES FILMES

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 20:43
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

“Então, o que é a criatividade livre? É fazer aquilo que queremos, da forma que queremos. O único senão é: o orçamento não é para todos.”


Nascido a 17 de Setembro de 1962, numa vila rural de New South Walles, Austrália, cresceu fascinado pelo cinema e as suas formas de contar histórias arrebatadoras de vido ao cinema do seu pai, o qual Luhrmann era um rotineiro espectador. Trabalhou numa bomba de gasolina local, onde conheceu as mais variadas pessoas, muitas delas que forma mais tarde baseadas nas personagens das suas fitas. Iniciou-se no cinema como actor em Winter of our Dreams de John Duigan (1981) e em The Dark Room de Paul Harmon e na série “A Country Practice” (1981 – 1982). Tomou posse na realização com Strictly Ballroom (1992), que inicia a sua trilogia Red Curtians, inspirada na experiencia de Luhrmann nas danças de salões e a sua paixão pelo teatro, Romeu + Juliet (1996) e a dos musicais, Moulin Rouge! (2001), segundo a sua obra-prima com Nicole Kidman e Ewan McGregor nos principais papeis. Para Baz Luhrmann o seu momento de orgulho, foi quando o realizador Robert Wise, o homem por detrás The Sound of Music e West Side Story, elogiou o seu trabalho em Moulin Rouge! dizendo tratar-se do renascimento do clássico género musical. Em 2008, após 7 anos de ausência, embarca na epopeia romântica com Australia, o qual reúne novamente Nicole Kidman, que além de Moulin Rouge! trabalhou com ele no anuncio do perfume Chanel No 5 ao lado de Rodrigo Santoro. Baz Luhrman continua a ser um luxurioso contador de histórias de teor romântico, apesar de não estar muito presente no cinema como gostaria.

   


publicado por Hugo Gomes às 20:36
link do post | comentar | partilhar

Para começar o ano em grande, não há nada melhor que inicia-lo a reflectir sobre um dos problemas da sociedade e do Mundo – o conflito israelita visto numa visão convencional de documentário e animação. O primeiro grande filme do ano 2009, Waltz with Bashir é mais que desenho animado. Guy Ritchie de regresso e segundo a critica em grande, apesar de o seu nome ser mais conhecido pelo divórcio com Madonna que propriamente como realizador, não há que negar a sua mestria e estilo por detrás das câmaras. Rockn’Rolla é uma fita que ressuscita essa mesma ênfase transmitida no bem sucedido Snatch, com Gerard Butler, Tom Wilkinson e Thandie Newton fazem parte deste electrizante thriller.

Simon Pegg (Shaun of Dead, Hot Fuzz) é o protagonista desta comédia britânica que celebra o inicio do ano de forma mais hilariante e cínico, com a história de um jornalista arrogante, mal-educado e de mau feitio em Nova Iorque, o título do filme de Robert B. Weide, How To Lose Friends & Alienate People, é um dos mais sugestivos no registo da comédia.

Se por acaso não é fã de Simon Pegg, nem de humor britânico, a resposta está na sala ao lado, Diane Keaton é a estrela desta comédia romântica (fazendo o mesmo papel que nos seus recentes filmes) que interliga sogras com recém-casados, Smother ainda contêm Dax Shephard e Liv Tyler nos principais papéis.

Conforme seja a sua escolha, bons filmes

 


publicado por Hugo Gomes às 16:25
link do post | comentar | partilhar

30.12.08

 

Primeiro de tudo tenho que esclarecer uma coisa, muitos visitantes sempre debateram ao facto de ver muitos filmes que desde o inicio são maus ou evitáveis. Quero dizer que eu considero um mau filme como um pedaço de cinema, porque sem eles como podemos diferenciar dos que são realmente bons, além de tudo gosto de ver os filmes para confirmar as suspeitas e não dizer mal de uma obra que nem sequer vi. Segunda, considero o ano 2008 superior a nível cinematográfico, mas também em comparação com o de 2007 teve “filmezinhos mais ruizinhos”. Espero que gostem desta lista escrita com alguma ironia.

 

#10 Astérix aux Jeux Olympiques

A terceira aventura dos gauleses mais famosos da literatura francesa e não só, não estiveram nos seus melhores dias, em Asterix nos Jogos Olimpicos falha em quase tudo, o actor Christian Clavier que interpretava Asterix nos dois filmes anteriores foi substituído por Clovis Cornillac e a personagem foi reduzida a um mero adereço, Benôit Poelvoorde, o qual era considerada a grande atracção da fita, cai no ridículo e no fracasso. O argumento esse, apenas um desfile de estrelas internacionais,

 

#09 Saw IV

Se pensavam que mesmo com a morte de Jigsaw a saga ia terminar, estavam enganados, continuou mas da pior maneira possível. Deixando de ser um descendente directo do talento da fita original de James Wan, este novo capítulo revela o que de pior Hollywood nos reservou nestes últimos anos, escrito e realizado á pressa, actores com interpretações escandalosamente más (salve-se Tobin Bell) e um atentado á inteligência com a perversidade de se assumir como objecto de culto á força. Resultado lixo, infelizmente daqueles com sucesso.

 

#08 Diary of the Dead

Eu sei o que estão a pensar! Um filme de George A. Romero na lista de piores filmes? Deve ser brincadeira? Pois bem, Diary of the Dead não só foi uma das maiores desilusões do ano como também a primeira vez que assisti terror de videoclube numa sala de cinema, por detrás daquela filosofia pretensiosa sobre a sociedade e a sua dependência com a tecnologia, Romero caiu no banalismo em trazer um fita que ao mesmo tempo é sofisticado, como também em estado de decomposição. Manipulável, involuntariamente humorado, o que me resta foi dos protestos, risos e saídas agressivas dos espectadores na sala de cinema.

 

#07 Jumper

Se Hayden Christensen não é muito dado a actor, a gente já sabia, agora ser o herói de uma adaptação de um livro juvenil de Steven Gould, realizado por Doug Liman e com um argumento péssimo e sem alma, é muito aborrecido, principalmente tendo em conta que se tornou num êxito considerável. Só me resta improvisar uma frase de James McAvoy em WantedWhat the fuck have you seen lately”.

 

#06 Balls of Fury

Christopher Walken sempre integrou-se em muitos projectos duvidosos na sua carreira, e nesta comédia de Ben Garant volta a cumprir a rotina. O filme é uma versão cómica do Enter The Dragon com Bruce Lee, mas ao invés das artes marciais são torneios de ping pong, a ideia soa engraçada mas lhe falta o mais importante, a graça. Piadas poeirentas, gags banais que giram á volta de estereótipos nacionais, sexuais e raciais.

 

#05 Step Brothers

Will Ferrell e John C. Relly numa comédia apadrinhada por Judd Apatow, obviamente um bom exemplo do género? Nope. Um “balde de água fria” para os fãs do “génio” por detrás de Virgem aos 40 (eu fui um deles), que estiveram perante numa banalidade cheio de improvisos, gags longos e grosseiros e uma falta de inteligência destacável. Com filmes assim, não hade o mundo entrar em crise.

 

#04 Meet Dave

Depois de uma nomeação ao Óscar com Dreamgirls, desde então Murphy só tem dado com cada “borrada” que até mete pena. Meet Dave é um mau exemplo a todos os níveis, interpretação, técnica, argumentativa e realização, um filme que tenta descaradamente ter piada que nunca chega a tê-lo. Será um futuro vencedor nos Razzies e o resultado desta mixórdia é um fiasco no seu país de origem, e com razão que tem os americanos desta vez.

 

#03 Alien Vs Predator - Requiem

Quem é um verdadeiro fã de Alien e Predator, não podem, nem devem gostar deste filme, além de ser um exemplo da má filosofia de que “qualquer um pode ser aquilo que quer”, a forma como dois supervisionadores de efeitos especiais viraram realizadores, é uma ruindade sem personagens, sem argumento e sem criatividade. Se o primeiro era mauzinho, este capitulo que promete terceira vez, bate mesmo lá no fundo. 

 

#02 Superhero Movie

As distribuidoras não lançaram e não vão lançar Pinneaple Express para o cinema, mas Superhero Movie o fizeram. Leatherheads de George Clooney foi directo para DVD, Superhero Movie não. The Wackness, Gomorra nem Burn After Reading tiveram qualquer tipo de publicidade televisiva ou noutros meios de comunicação, mas Superhero Movie teve. A diferença entre a comédia de Craig Mazin e os outros filmes referidos, é que os outros filmes tem pelo menos qualidade. Podia muito bem ser o pior filme do ano se não fosse …

 

#01 Max Payne

Acreditem se quiser, não me lembro de filme tão aborrecido como este, ainda por cima sendo do género que é. Max Payne é um atentado á palavra cinema, as interpretações ou são de papelão, ou de modo automático, o argumento nem se fala, um atentado á inteligência, as cenas de acção são sonolentas e todo aquele hype slow-motion é bocejante, sem falar do tiro de costas que demora uma eternidade para terminal. Se o jogo de video foi uma sofisticação no género, Max Payne é um copia deslavada da serie Z, apenas com alguma estilo na fotografia sinistra. Ao pé deste, os filmes de Uwe Boll são obras-primas, palavra!

 

Menções desonrosas – Boarding Gate, Saw V, Awake, 88 Minutes, Made of Honor

Outras categorias

Pior Actor – Mark Wahlberg (The Happenning)

Pior Actriz – Elizabeth Banks (Meet Dave)

Pior Realizador – John Moore (Max Payne)

Pior Argumento – Beau Thorne (Max Payne)

Pior Efeitos Visuais – Meet Dave

 

Desilusões do ano – Wanted, Max Payne, Australia,  Tracy Fragments, The Day the Earth Still Stood

 

A lista de melhores do ano será publicada dia 2 de Janeiro por razões técnicas, enquanto isso podem apontar as vossas piores experiencias cinematográficas deste ano.

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 21:08
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

29.12.08

tags:

publicado por Hugo Gomes às 21:27
link do post | comentar | partilhar

Um ano de Blu-Ray

Depois de ter derrotado o HD DVD na sucessão do DVD, Blu-Ray concebido pelos estúdios Sony apresentou um significativo crescimento este ano como também uma evolução maior de títulos, sendo aposta no mercado das séries televisivas uma vitória. O Futuro é azul!

 

Os 10 DVDs Essenciais de 2008

Casablanca – Edição de 3 Discos

Into The Wild – Edição Especial de Dois Discos

Vertigo – Edição Especial

The Dark Knight – Versão Batpod

Fados – Edição de Coleccionador

Wanted – Edição Especial de Dois Discos (Caixa Metálica)

Colecção Manoel de Oliveira

Trilogia Padrinho – O Restauro de Coppola

The Good Night and The Good Luck

Blade Runner – Edição Especial Limitada de Coleccioandor

 

 

Um ano de más distribuições

Apesar da situação de ter-se agravado com o passar dos anos, 2008 foi um “pandemónio” devido às nossas distribuidoras; filmes que mudavam de data de estreia do dia para a noite, obras aclamadas e nomeadas aos Óscares lançados directamente aos trabalhões para DVD, filmes que demoram a estrear de qualquer realizador ou actor (parece não existir vacas gordas nos dias de hoje) e um lançamento fascista e desleixado que faz com o grande público só tenha acesso aos filmes que eles querem nós vejamos e não o oposto. Afinal quem é que manda aqui?

 

Filmes ignorados deste ano

The Savages (Lançado directamente para DVD)

Margot and the Wedding (Lançado directamente para DVD)

Pinneaple Express (A ser lançado em DVD)

Once (Lançado directamente em DVD)

The Wackness (Estreou em muitas poucas salas e não teve direito a nenhuma peça de publicidade)

Gomorra (tratado abaixo de cão pela Zon Lusomundo, estreando apenas num sala dessa cadeia)

The Spirit (Adiado á ultima da hora, ainda sem data de estreia)

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 20:12
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

As bandas sonoras são como alma para os filmes, histórias os quais na sua ausência não conseguem captar 100% daquilo que o cinema promete desde um inicio, uma alternativa ao nosso modo de vida. Para terminar a minha selecção das 21 Bandas Sonoras a ter, trago a vocês mais sete filmes, que merecem ser visualizados e escutados.

 

Tarzan (1999) – Mark Mancina / Phill Collins

 

Jaws (1975) – John Williams

 

A History of a Violence (2005) – Howad Shore

 

Black Cat, White Cat (1998) - Vojislav Aralica, Dr. Nele Karajlic, Dejan Sparavalo / Emir Kusturica

 

A Nightmare Before Christmas (1993) – Danny Elfman

 

Man On Fire (2004) – Harry Gregson-Williams

 

Pulp Fiction (1994)

 


publicado por Hugo Gomes às 20:00
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

28.12.08

Um ano de Oliveira e do cinema português

Amado por muitos, odiado por outros, Manoel De Oliveira continua a ser uma referência da nossa crescente cinematografia portuguesa e também do cinema mundial como o realizador mais velho no activo, completando os 100 anos de vida. Contudo, apesar de o seu nome ser incontornável na cultura portuguesa, os seus filmes continuam carentes de espectadores, Cristóvão Colombo – O Enigma estreado este ano apenas foi visto 1.500 pessoas, enquanto Call Girl que esteve presente na mesma altura foi visto por mais 170 mil. Este ano ainda se destaque pela biopic de Amália Rodrigues pela mão de Carlos Coelho da Silva, Amália – O Filme, o filme português com mais copias já é um sucesso comercial, A Arte de Roubar, a tentativa de Leonel Vieira distribuir a sua fita pelo mundo fora rodando-o inteiramente em inglês, surgiu e desapareceu num ápice nas salas de cinema, também com a forte ajuda dos críticos portugueses que “humilharam” a fita e por fim Aquele Querido Mês de Miguel Gomes, que depois do intragável A Cara que Mereces, encantou os poucos que o viram, é o nosso representante na luta para os Óscares de Melhor Filme Estrangeiro, veremos como ele se sai.

 

Um ano de Judd Apatow

A comédia foi um dos pontos altos deste ano cinematográfico, como também Judd Apatow foi uma figura significativa nesse mundo colorido e por vezes ácido. Apesar de não ter realizado nenhum filme este ano, produziu comédias de sucesso como Forgetting Sarah Marshall, Step Brothers, Semi-Pro, Walk Hard - The Dewey Cox Story (que seguiu-se para directamente para DVD) e foi o argumentista de You Don’t Mess With Zohan com Adam Sandler no protagonismo. Foram todas comédias bem sucedidas, mas o tempo em que Apatow era um talento nato já é águas passadas.

 

Focados (Actores / Actrizes)

Heath Ledger (The Dark Knight)

Robert Downey Jr. (Iron Man, Tropic Thunder)

George Clooney (Burn After Reading, Michael Clayton)

Brad Pitt (Burn After Reading, The Assassiantion of Jesse James By the Coward Robert Ford)

Emile Hirch (Into the Wild, Speed Racer)

Brendan Fraser (The Mummy 3, The Journey To The Center of the Earth, The Air I Breath)

James McAvoy (Atonement, Wanted)

 

 

Desfocados

 

Jennifer Connelly (The Day The Earth Stood Still)

Mike Myers (Love Guru)

Ben Stiller (Tropic Thunder)

Matthew Fox (Vantage Point, Speed Racer)

Dennis Quaid (Vantage Point)

Edward Norton (The Incredible Hulk)

Naomi Watts (Funny Games)

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 21:55
link do post | comentar | partilhar

27.12.08

O ano está a terminar, outro está preste a começar e novos filmes irão surgir, surpresas, desilusões, equívocos, obras-primas (quem sabe), o cinema é um poço de infinitas possibilidades e aquilo que tanto gosto nele, é o facto de estar sempre m evolução. Contudo não há que esquecer dos inúmeros filmes que passaram pelas nossas salas, nossos ecrãs, leitores, festivais, e como o ano está a terminar decidi divulgar as minhas escolhas de 2008, iniciando com a primeira parte que aborda os envolvidos da indústria cinematográfica.

Atenção, aqui representado é apenas as minhas escolhas.

 

Melhor Actor

 

Michael Fassbender (Hunger, Steve McQueen)

 

 

 

“Não é só o talento que faz um actor, mas sim a sua dedicação pelo seu papel e o sacrifício ao cinema, as mazelas ficam em Fassbender e nele um magnifico desempenho”

 

Daniel Day Lewis (There Will Be Blood, Paul Thomas Anderson)

Josh Brolin (W, Oliver Stone)

 

 

 

Melhor Actriz

 

Meryl Streep (Mamma Mia!, Phyllida Lloyd)

 

 

 

“ (…) a paixão de Streep no concebimento das suas posses musicais, a actriz consagrada em O Amante do Tenente Francês dança, canta, pula e encanta a multidão, ela é de facto a grande presença da fita que no elenco falha arredondamento”

 

Nina Hoss (Yella, Christian Petzold)

Frances McDormand (Burn After Reading, Joel & Ethan Coen)

 

 

 

Melhor Actor Secundario

 

Javier Bardem (No Country For Old Men, Joel & Ethan Coen)

 

 

 

“(…) tenho que tirar o chapéu a Bardem, como o melhor psicopata desde Hannibal Lecter de Anthony Hopkins

 

Heath Ledger (The Dark Knight, Christopher Nolan)

Robert Downey Jr. (Tropic Thunder, Ben Stiller)

 

 

 

Melhor Actriz Secundaria

 

Cate Blanchett (I’m Not There, Todd Haynes)

 

 

 

“ (…) a actriz de Elizabeth encontra-se formidável, versátil, uma pena de não ter vencido o Óscar de Melhor Actriz Secundária

 

Saoirse Ronan (Atonement, Joe Wright)

Susan Sarandon (In Valley of Elah, Paul Haggis)

 

 

 

Melhor Argumento

 

Joel & Ethan Coen (Burn After Reading)

 

 

 

“O ritmo do filme é sempre activo, com momentos para todos os gostos; desde o humor negro e sangrento até a uma descida do grosseirismo superficial mas sempre servido de um argumento sempre inteligente e capaz.”

 

Sean Penn (Into The Wild)

Tony Gilroy (Michael Clayton)

 

 

 

Melhor Realização

 

Ang Lee (Lust, Caution)

 

 

 

O trabalho de Ang Lee é forte e experiente, no que revela num resultado elegante e exótico.”

 

Paul Thomas Anderson, There Will Be Blood

Steve McQueen, Hunger

 

 

Continua …

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 19:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

27.12.08


 

Real.: Chris Williams, Byron Howard

Int.: John Travolta, Miley Cyrus, Susa Essman, Malcolm Macdowell, Mark Walton

 

 

Em paralelo com a Pixar, a Disney Studios também aposta nas suas independentes animações digitais, claro, sobre o supervisionamento de John Lasseter (produtor executivo da Pixar / Disney). O resultado é talvez algumas dos irreverentes “desenhos animados” da sua origem; Chicken Little (2005) e Wild (2006), a milhares anos de luz do classicismo das animações produto da Pixar e logicamente dos “verdadeiros” clássicos do Estúdio. Bolt foi um parto difícil para os estúdios, o porquê se encontrava na primeira versão do filme intitulada de American Dog, dirigida por Chris Sanders, o mesmo da animação Lilo & Stich, embarcava o estúdio com uma versão ousada e diferente do habitual registo da Disney, insatisfeita com o produto, decidiu-se dispensar os serviços de Sanders e no seu lugar optou-se Chris Williams e Byron Howard, dois homens de confiança de John Lasseter. O que se pretendia com a primeira versão de Bolt, nunca se saberá, mas mesmo assim há que admitir que o trabalho de Williams e Howard resume-se a uma surpresa no ramo.

A história centra-se em Bolt (voz de John Travolta), uma estrela canina de um programa de televisão produzida em Hollywood do género de acção, o qual o “cachorro” terá sempre que salvar a sua dona, Penny (Miley Cyrus) de temíveis inimigos, claro que isto tudo é apenas ficção, mas Bolt acredita piamente de trata-se de um herói com habilidades sobrenaturais. Quando por acidentalmente transportado para Nova Iorque, ficando longe da sua dona que tanto ama, Bolt está decidido a fazer de tudo para regressar a sua casa, tendo a ideia que Penny se encontra em perigo de vida. Para isso terá que contar com a gata Mittens (Susie Essman) e Rhino (Mark Walton), um hamster hiperactivo viciado em televisão e filmes.

È com as suas personagens que Bolt encanta-nos, a começar pela sarcástica gata Mittens até a um sidekick invulgar e bem sucedido como Rhino, visualmente é sofisticado, versátil e agradável á vista tal como a concepção das suas personagens. No que requer a nível técnico e visual, Bolt se distingue pela “grandiosa” cena de acção, raro num película deste tipo e vindo do estúdio que vêm, e mais apropriado numa fita pipoca de Michael Bay, contudo a animação de Howard e Williams respeita a sua raiz e exibe uma ênfase classicista familiar com as habituais moralista que tanto encantam nos projectos da Disney.

A banda sonora é outro feito, e provavelmente um sério candidato ao Óscar de Melhor Canção com “I Thought I Lost You” interpretada por Miley Cyrus, a conhecida pela série televisiva Disney, Hannah Montana, a sua inserção garante um dos momentos mais calmos e mais bem passados de todo o filme. As vozes (original) são bastante expressiva, destacando Sussie Essman e Mark Walton, John Travolta sai-se bem e bastante agressivo e quanto a Miley Cyrus (nada mal). Bolt é um pequeno prodígio, infelizmente não tem garra suficiente para ser recordado no longo legado da animação cinematográfica, mas escrevem aquilo que digo; é uma das melhores animações do ano e isso pode ter bem a certeza.

O melhor – As personagens, a banda sonora, a grandeza visual

O pior – as complicações no estúdio

 

Recomendações – Toy Story (1995), Shrek (2001), Madagascar (2005)

 

8/10

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 18:40
link do post | comentar | partilhar

Um ano de Coen

O grande regresso deste ano foi os irmãos Coen, o par de realizadores e argumentistas que arquitectaram duas obras essenciais estreadas este ano; o galardoado No Country For Old Men (que fora também um pouco odiado pelo facto de vencer o Óscar de Melhor Filme) e Burn After Reading, o qual reuniram um elenco de luxo que vai desde a sempre presente Frances McDormand, John Malkovich, Brad Pitt e George Clooney. Depois de terem desiludidos milhões com o seu Intolerable Cruelty (2003) e The Ladykillers (2004), este é o grande regresso de uma das duplas mais queridas do cinema.

 

Realizadores no topo (Confirmações e Revelações)

Christopher Nolan (The Dark Knight)

Paul Thomas Anderson (There Will Be Blood)

Ben Stiller (Tropic Thunder)

Timur Bekmambetov (Wanted)

Jennifer Chamber Lynch (Surveillance)

Dany Boon (Bienvenue Chez les Ch’tis)

Sidney Lumet (Before the Devil Know you’re Dead)

 

 

Realizadores em Baixo (Desilusões ou mau resultados)

 

M. Night Shyamalan (The Happening)

Gregory Hoblit (Untraceable)

Leonel Vieira (A Arte de Roubar)

Cédric Klapisch (Paris)

D.J. Caruso (Eagle Eye)

Mathieu Kassovitz (Babylon A.D.)

Irmãos Wachowski (Speed Racer)

 

 

 

Um ano de realismo cinematográfico

Este ano também foi marcado pela “imitação de vida” que invadiu inúmeros objectos cinematográficos que estrearam este ano, longe dos hiperactivos Wanted, Speed Racer e Max Payne, blockbusters como The Dark Knight, Quantum of Solace e até mesmo Iron Man foram contagiados com doses de realismo e lógica que nos faz acreditar que os heróis são cada vez mais iguais a nós. Enquanto isso; Gomorra, Entre Les Murs, No Country For Old Men, Yella e Tropa De Elite aspiraram ao de melhor e mais credível que existe no mundo real.

 

Um ano de cinema europeu vs americano

Isto pode soar muito esperançoso, mas cada vez mais os americanos parecem piscar os olhos á arte que se fazem no continente europeu. Talvez pela mudança de mentalidades que tem invadido as terras de Tio Sam, ou pela saturação do registo irrealista americano ou a invasão de remakes que parece perdurar, filmes de nacionalidades distintas como Gomorra, The Counterfeiters, El Orfanato, (REC), In Bruges tem causado sensação por onde passavam. Enquanto isso há ainda quem aproveita destas fórmulas revitalizantes para fabricar os seus produtos made in Hollywood, Quarantine, remake do assustador (REC) de Jaume Balagueró e Paco Plaza, gozou de um sucesso de pouca dura, Funny Games, a realização de Michael Haneke duma obra da sua autoria em 1997 não provocou nenhuma polémica nos EUAS (e ainda bem!).

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 14:32
link do post | comentar | partilhar

26.12.08

Na batalha judicial entre a Fox e a Warner Brothers para deter os direitos de distribuição da fita “The Watchmen” de Zack Snyder, adaptação de uma graphic novel de Alan Moore, terminou. O juiz acabou por dar razão á 20th Century Fox, que acaba de deter os direitos de exploração. The Watchmen tem data de estreia para Março do ano que vêm (calma já falta pouco!).

 


publicado por Hugo Gomes às 23:55
link do post | comentar | partilhar

26.12.08

Real.: Peyton Reed

Int.: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Terence Stamp, Bradley Cooper

 

 

A vida não tem que ser triste, basta dizer em alto som: SIM! Carl Allen (Jim Carrey) é um homem divorciado que leva a vida em baixo, até que um dia assiste a uma conferência de auto-ajuda a conselho de um amigo, a proposta para lhe melhorar a vida foi feita, ele terá que dizer sim a todas as oportunidades que lhe surgirem querem boas ou más. Ao fazer isso, Carl Allen começa a viver experiencias nunca antes vividas e melhor de tudo, apaixona-se novamente.

Jim Carrey regressa ao seu estágio primário, a de um simples comediante possuidor de expressões faciais grotescas e hilariantes e com as palhaçadas do costume que tanto fizeram avançar a sua carreira. Parece estar condenado a seguir este modelo e este registo, o seu público inevitavelmente não o quer ver como um actor de drama (The Majestic, Eternal Sunshine of a Spotted Mind) ou de thriller (Number 23), mas sim as suas “macacadas” que tanto o caracterizam. Em Yes Man. Carrey reencontra com o seu passado e sobre a câmara de Peyton Reed (The Break-Up) revitaliza a sua “velha” glória. Além dos esperados gags que certamente irão fazer ir multidões, podemos ainda contar com um humor bem-disposto e esperançoso para os dias de hoje. Parece que a filosofia cómica deste filme parece resultar nos nossos dias e fazer todo o sentido num mundo cada vez mais frio e calculista, isto é, um sucesso de filme, mesmo que pouco ou nada contribua para a historia do género.

Mas as falhas deste filme são as mesmas de 90% das comedias hollywoodescas, as personagens secundarias são reduzidas a caricaturas e quando não são, são maltratados pelos argumentistas e visto tratar-se de um filme com Jim Carrey como protagonista, as atenção são redobradas para ele. Além de tudo podemos contar com uma doce Zooey Deschanel, com melhor desempenho que em The Happening deste ano, e o sempre carismático Terence Stamp a protagonizar algum dos momentos mais divertidos do filme. Reed tem aqui uma das ultimas formulas de sucesso de Hollywood, e tal como o seu anterior The Break-Up, um comédia a ter em conta. No final da sessão fiquei contagiado que só me apeteceu gritar ao Mundo – SIM!!

O melhor – o ar de esperança da fita

O pior – Esperemos que este não seja a fixação de Carrey no registo

 

Recomendações – Liar Liar (1997), Bruce Almighty (2003), The Break-Up (2006)

6/10 ***

 


publicado por Hugo Gomes às 23:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

26.12.08

Real.: Florent Emilio Siri

Int.: Bruce Willis, Ben Foster, Kevin Pollak, Rumi Willis

 

 

Adaptado da obra literária de Robert Crais, Bruce Willis é Jeff Talley, um antigo negociador da SWAT, perito em situações críticas que executa agora um papel de xerife numa pequena cidade pacífica após um trágico resultado de uma das suas missões. Tudo começa num dia calmo, igual a muitos, quando três jovens assaltam a casa de um contabilista de ligações obscuras, de sem querer adiciona um moderno alarme de segurança que faz com os jovens e mais a família do dito contabilista fiquem barricados em casa. Talley é “apanhado” de surpresa nessa complicada situação, tendo em conta que um dos jovens é um perigoso psicopata juvenil, Mars (Ben Foster), decide actuar, enquanto isso a sua família é ameaçada devido ás “sujas” ligações pertencentes ao proprietário da casa.

Antes de visualizar este filme, tive o privilégio de assistir a um making of, onde o realizador Florent Siri afirma que a sua “obra-prima” é um filme de género noir. Claro que nunca se deve prestar muita atenção às entrevistas nos documentários de produção, por vezes acabam em disparates como este caso e não só, temos sempre a sensação que todo o elenco foi escolhido a dedo, até o “insignificante” paramédico que surge numa cena e pouco de metade. Nesse termo há quem já esteja farto de ouvir os actores que foi tão bom trabalhar um com os outros, ou a tentativa de sobrestimar os envolvidos técnicos, penso que não há nada mais cínico e propagandista que esses making of que surgem aos montões nas opções especiais dos DVDs. Atenção, não quero insinuar que Hostage é um mau filme, não senhor, mas a “barbaridade” de classifica-lo com género noir é um absurdo.

O filme de Florent Siri não ficará na memoria decerto, será apenas catalogado como “mais um filme com Bruce Willis”, sendo este talvez a verdadeira razão do porquê ele foi produzido, o qual o actor tem um papel á sua medida, onde a variação do “fantasma” de John McClane está presente. Aliás se bem me engano trata-se de mais uma reciclagem de Die Hard, cuja utilização do conceito “o homem errado no lugar errado” é novamente levada ao rubro. Logicamente é Willis que dá força a um filme que se encontra inicialmente moribundo, contudo dentro da produção encontra-se algumas surpresas a ter em conta, mas nada do “noir” que Siri aclama.

A grande surpresa da fita acaba mesmo por ser Ben Foster, numa composição bastante interessante de um “pequeno” psicopata, ale disso sou daqueles que defende o talento do actor, subestimado e condenado muitas vezes às comédias adolescentes e terror do mesmo género. O ritmo frenético a soar uma montanha russa de emoções e adrenalina também auxilia bons momentos de puro cinema de acção, mas no final tudo acaba com o mesmo resultado que a fita tinha iniciado, mais do mesmo. Existe demasiadas personagens secundárias a servir de adereços, alguns “buracos” no argumento, demasiado bacocismo sentimental e a filha de Bruce Willis, Rumer Willis, ao lado do seu pai que se torna num desastre sem química e com uma personagem aborrecida de facto. Não mata as saudades de Die Hard, nem anda lá perto. Um filme de acção normal para preencher as horas vagas.

O melhor – Ben Foster e o ritmo

O pior – Rumer Willis e a sua personagem

 

Recomendações – Die Hard (1988), Panic Room (2002), The Bank Job (2008)

 

 

5/10
tags: ,

publicado por Hugo Gomes às 22:58
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

25.12.08

Robert Mulligan deixou-nos na passada Sexta-Feira devido a um ataque cardíaco na sua residência em Connecticut, tinha 83 anos. Mulligan é o realizador do aclamadíssimo To Kill a Mockingbird (1962) com Gregory Peck como protagonista, o que é para muitos, um dos melhores thrillers jurídicos de sempre.

Robert Mulligan (1925 – 2008)

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 16:25
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

24.12.08

Nicole Kidman e Hugh Jackman perdem-se por amores um pelo outro na Australia, sob um cenário de guerra e insegurança. Realizado por Baz Lurhmann depois de uma ausência de 7 anos, o qual o seu fetiche por cenários exuberantes continua a ser uma característica dos seus romances de longo fôlego. Um épico romântico como há muito não era feito, a provar que não existe nenhum género morto.

Jim Carrey inicia-se com uma terapia “de choque” contra a depressão, ele e desafiado a dizer “sim” a todas as propostas que lhe surgem á frente, tal palavra lhe abre portas a situações bastante interessantes como também a bastante embaraçosas. Uma comédia de Peyton Reed (Bring it On, The Break-Up), Yes Man é a mais divertida proposta para esta quadra natalícia. Depois de The Edge of Heaven, mais um caso sério do crescimento do cinema turco em Three Monkeys de Nuri Bilge Seyran, um drama o qual o autor reutiliza a fábula dos três macacos – não ouvir, não falar, não ver, para abordar uma trama familiar. Provavelmente o filme mais ignorado pelas distribuidoras, mas não é por isso que não mereça uma oportunidade.

Conforme seja as suas escolhas, bons filmes

 


publicado por Hugo Gomes às 23:59
link do post | comentar | partilhar

 

Um Feliz Natal e Bons Filmes!!

 

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 16:39
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

tags:

publicado por Hugo Gomes às 16:35
link do post | comentar | partilhar

È um dos sérios candidatos ao Óscar de Melhor Filme, e nas categorias de elenco; sendo entre eles o aclamado empenho de Viola Davis. A estrear em Portugal dia 5 de Fevereiro de 2009 (a ver vamos).

 


publicado por Hugo Gomes às 16:23
link do post | comentar | partilhar

Real.: Robert Wise / Scott Derrickson

Int.: Michael Reenie, Patricia Neal, Hugh Marlowe / Keanu Reeves, Jennifer Conelly, Kathy Bates, John Cleese, Jaden Smith

 

 

Em 1951, Robert Wise testou a Humanidade com uma pergunta que nos dias de hoje permanece sem resposta “Será que somos capazes de viver em paz, sem guerras, ódio ou violência”. O realizador clássico de The Haunting (1963), Born to Kill (1947) e de Star Trek (1979), incursa uma obra de ficção cientifica maior, sendo irrealista, mas filosófica, um filme de prevenção por direito. O filme segue a história de Klaatu (Michael Reenie), um extraterrestre que aterrou na Terra acompanhado por um robô como guarda-costas, Gort. As intenções de Klaatu para a sua vinda ao planeta azul são de trazer um ultimato vindo da união galáctica que considera a Terra como um local de perigo e ameaça. O aviso consiste em que os humanos, raça superior do planeta, viveriam em paz um com os outros ou o planeta era destruído. Klaatu é visto como um perigo público mundial e o governo dos EUA dá ordem para o matar.

Numa era em que a iminência de uma guerra nuclear assustava meio mundo, ainda hoje assusta, The Day the Earth Stood Still é um filme ousado no seu tempo, sem nunca apontar o dedo a maniqueísmos e sem medo de lançar-se ao debate. Impressionou-me bastante o facto de referenciar os russos, sem nunca os considerar os vilões de ordem mundial, isto numa fita dos anos 50 em que os EUA eram facilmente identificados como heróis dos fracos e oprimidos (Capitão América é uma referência disso). Contudo outro factor bastante distinguido em The Day the Earth Stood Still é não registar-se como uma vulgar “invasão” alienígena ou dos “homens de Marte” (como eram vulgarmente designados na época), o que Wise fez foi utilizar um pano de fundo apelativo para as audiências e depois submete-las a uma questão impertinente mas nunca errada. Seremos capazes de atingir a paz mundial? A resposta é traiçoeira e demasiado difícil para ser respondida, se calhar nunca saberemos a resposta.

Passado 57 anos, o filme de Wise é reavivado mas sob a forma mais sofisticada, mais comercial e mais “verde”, Scott Derrickson dirige esta nova versão do clássico de ficção científica dando-lhe uma contornancia mais ecológica e ambiental. Michael Reenie é substituído por Keanu Reeves, que aqui parece “Deus no céu” devido ao seu apropriado inexpressividade, o qual o actor de Matrix é conhecido, e com ele uma incursão diferente da versão anterior. Aqui Klaatu é mais sombrio, mais frio, calculista e com queda para sarcasmos, a sua mensagem diferençar-se muito a de 1951, ele não quer que os humanos mudem, mas sim quer que o planeta sobreviva com ou sem humanos, enquanto Reenie dava á personagem um lado mais humano e tal como Reeves citou numa entrevista acerca do filme, Klaatu de 1951 era mais humano que propriamente os humanos.

 

 

È fácil de ver porquê que este filme foi refeito, além da habitual fruição dos avanços tecnológicos, a “moda” da ecologia verde é cada vez mais presente no Mundo de hoje (não que eu tenha algo contra isso, pelo contrario, mas reparo que muitos são ecológicos ou protectores do ambiente porque simplesmente é “giro” e “formal” e não com a ideia do isso significa) e nesta fita acaba de se afirmar dando assim um rótulo de “filme correcto e de bons valores”. Mas a verdade é que pouco ou nada há a sublinhar nesta obra de ficção científica, Jennifer Connelly está como Zooey Deschanel em The Happening, uma zombie de olhos azuis, os efeitos especiais apesar de ser de grande qualidade não impressionam, não por culpa do filme mas sim pela quantidade de filmes que utilizam o CGI, não possui força dramática suficiente caindo na facilidade do bacocismo sentimental, aliás característica no registo que o filme queria evitar mas não consegue, um de filme-catástrofe. Mas no final, Scott Derrickson’s The Day The Earth Stood Still chega a ser uma ofensa ao original, devido muito ao rótulo de remake e pela liberdade artística que a fita levou, deixando com que certos aspectos presentes no original encontram-se nesta nova versão como referencia que alerta o espectador que se trata de um remake. Dentro do catálogo é um dos piores feitos. Fiquem antes pelo original.

“Klaatu barada nikto”

 

 

Robert Wise’s The Day the Earth Stood Still

O melhor – a mensagem e a escape aos registos fáceis que o filme poderia seguir

O pior – a salientar algumas inverosimilhanças características da década

 

Recomendações – E.T. the Extra-Terrestrial (1984), Starman (1984), Meet Dave (2008)

8/10

 

 

Scott Derrickson’s The Day the Earth Stood Still

O melhorKeanu Reeves, John Cleese e Kathy Bates, apesar de tudo

O piorJennifer Connelly e o fácil registo de filme-destruição

 

Recomendações – The Day After Tomorrow (2004), Independency Day (1996), War of the Worlds (2005)

4/10

 

 

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 16:16
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Vejam o trailer de Justic...

A grande ameaça da indúst...

Ornamento e Crime (2015)

Paul Vecchiali e Jem Cohe...

Power Rangers (2017)

Novo Suspiria será negro ...

10ª Festa do Cinema Itali...

Kleber Mendonça Filho pre...

Arranca hoje!

Falando com Alain Guiraud...

últ. comentários
Os Olhos da Minha Mãe: 5*"Os Olhos da Minha Mãe" é...
A Bela e o Monstro (2017): 5*Eu amei o filme.As mú...
Annabelle: 4*A história de "Annabelle" é muito int...
On the reverse side, we still have many of vets th...
Não vejo como foi previsível. Os críticos contavam...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
25 comentários
20 comentários
13 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
blogs SAPO