31.10.08

“O Negocio Cinematográfico? Eu adoro filmes, mas negócio cinematográfico é treta!”

 


William Oliver Stone, sendo este o seu nome verdadeiro, nasceu em 15 de Setembro de 1946 em Nova Iorque. Estudou na Universidade de Yale, mas teve que desistir para se tornar num combatente na Guerra do Vietname. Poucos sabiam que por detrás da farda camuflada verde e da medalha de bronze e o “coração púrpura” obtida por actos de bravura na guerra, se escondia um “mestre” da controvérsia e do subjectivo. O seu primeiro filme data 1971, Last Year in Viet Nam onde o “futuro” autor se expressava o seu descontentamento com o desenrolar da batalha vietnamita e com essa curta que surgiram polémicos filmes como Platoon (vencedor do Óscar de Academia de Melhor Filme) e Born on 4th July (um retrato cínico aos veteranos de guerra). Mas antes destas duas emblemáticas obras, o autor ainda dirigiu o horror Seizure (1974), outra curta: Mad Man of Martinique (1979), outro filme de terror, desta vez com Michael Caine no protagonismo, The Hand (1981) e o “corajoso” Salvator (1986) com James Wood. O Platoon surgiu no mesmo ano, a fita que celebrizou Stone, o qual levou o prémio de Melhor Realizador na Academia dos Óscares, de seguida surgiram Wall Street (1987) outro filme valorizado com Charlie Sheen e Michael Douglas, Talk Radio (1988) com Eric Bogosian, o já referido Born on 4th July (1989) com o grande desempenho de Tom Cruise (outro Óscar de Melhor Realizador para Oliver Stone) e a biografia de Jim Morrison, o vocalista dos The Doors num filme homónimo cheio de polémica (1991), com Val Kilmer a desempenhar o problemático cantor de Light my Fire. No mesmo ano realizou JFK com Kevin Costner, um polícia que envolve o assassinato do presidente Kennedy, dois anos depois surgiu Heaven and Earth com Tommy Lee Jones e em 1994, o “incorrectoNatural Born Killers, baseado numa ideia de Quentin Tarantino sobre um casal de serial killers. Em 1995, incursou outro presidente dos EUA, o “infameNixon, o qual Anthony Hopkins recebeu a sua terceira nomeação para os Óscares. Nos anos seguintes, Stone se tornou menos controverso e mais discreto, filmes como U-Turn (1997), Any Given Sunday (1999) e o “fracassado” documentário Comandante (2003) sobre Fidel Castro. Em 2004, regressou às grandes produções com o polémico (do pior sentido) Alexander, The Great, a biografia aprofundada do grande líder dos tempos antigos que resultou num fracasso em todos os níveis. E por fim Oliver Stone amassou-se com World Trade Center (2006), a sua visão politicamente correcta dos incidentes de 11 de Setembro e W. (2008), a biopic de George W. Bush, que de polémico só mesmo á flor da pele.

   

 


publicado por Hugo Gomes às 23:57
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Pensavam que eram sós os americanos que tinham o fetiche de fazer sequelas de tudo e mais alguma coisa, parece que os franceses apreenderam a fazer segmentos dos seus próprios lixos cinematográficos, estou a falar do “bizarro” Banlieue 13 de Pierre Morel.

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publicado por Hugo Gomes às 23:51
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publicado por Hugo Gomes às 23:50
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publicado por Hugo Gomes às 23:07
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30.10.08

Real.: Steven Spielberg

Int.: Harrison Ford, Cate Blanchett, Shia LaBeouf

 

 

Filme

Indiana Jones (Harrison Ford) é um arqueólogo que trabalha para a CIA, no que requer na recuperação de artefactos arqueológicos na posse dos inimigos dos EUA, desta vez a missão é travar um duelo contra os soviéticos na posse da lendária caveira de cristal, que segundo a lenda quem a possuir deterá o conhecimento ilimitado.

Veredicto

Passadas duas décadas desde o sucesso da trilogia criada por Steven Spielberg e George Lucas, eis que chega o “improvável” quarto capítulo da saga do mais famoso salteador de tumbas de sempre. Esta nova fita é repleta de acção, um Harrison Ford que apesar da idade não embaraça ninguém e um espírito de aventura recuperado dos filmes anteriores. Contudo o argumento poderá ser um pouco sofisticado para estes estilo de filmes e os efeitos visuais, que estão em demasia, poderão afastar os fãs mais nostálgicos, mas mesmo assim é uma grande aventura do nosso amigo Indy.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

Checo Dolby Digital 5.1

Húngaro Dolby Digital 5.1

Polaco

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Checo

Húngaro

Polaco

Croácio

Hebreu

Grego

Búlgaro

Árabe

Sérvio

Romeno

Eslováquio

Esloveno

Islandês

 

EXTRAS

-O Regresso de Uma Lenda

-A Pré-Produção

-Diário de Produção: O Making Of de “O Reino da Caveira de Caveira de Cristal”

-Caracterização dos guerreiros

-As Caveiras de Cristal

-Adereços Icónicos

-Os efeitos de Indy

-Aventuras na Pós-Produção

-A fechar: A Equipa Indy

-Sequências de pré-visualização

-Galerias

-Trailers

 

Distribuidora – Zon Lusomundo, SA

 

Filme –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:09
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29.10.08

François Bégaudeau é o realizador deste aclamado filme, Entre Les Murs, um olhar reflexo sobre a educação, um retrato multi-cultural e critico de uma turma do ano que apresenta dificuldades a nível de interacção e adaptação. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Dois assassinos escondem-se depois de um trágico incidente na cidade medieval belga, Bruges. O que não sabem é que este esconderijo tem mais do que se diga e a situação piora quando o seu patrão marca uma visita inesperada. Aclamada como a comédia negra do ano, In Bruges conta com Colin Farrell (Phonebooth), Brendan Gleeson (Harry Potter and the Goblet of Fire) e Ralph Fiennes (Harry Potter and the Order of Phoeni, The English Patience). Um delicioso filme a não perder.

Liam Neeson encarna a pele de um pai desesperado que decide agir, quando a sua filha é raptada em Paris, iniciando uma investigação brutal e sem precedentes. Taken – Busca Implacável é um filme de Pierre Morel que remota a habitual historia de vingança e obsessão do mesmo género de Taxi Driver. Continuando com o cinema de nacionalidade francesa, seguimos um futuro próximo com a grande produção Chrysalis, um misto de ficção científica e policial com Albert Dupontel (Paris) e Marie Guillard (Angie).

È o regresso do fenómeno High School Music da autoria dos estúdios Disney, um musical que reformula as velhas receitas dos anos 70 (alguém falou de Grease) para os dias de hoje, numa cultura mais pop. Depois do êxito alcançando com dois telefilmes, é a estreia em cinema daquele que se promete ser a ultima incursão das personagens que marcam muitos jovens. High School Music 3 – Senior Year é o inevitável sucesso da temporada.

Eis que chega para marcar presença no Halloween em Portugal, Saw V o quinto capitulo de uma das sagas mais macabras e sangrentas de sempre, sendo a abordagem da distorcida mente de Jigsaw (Tobin Bell), um temível psicopata que põe as suas vitimas á prova em mortais puzzles. Um filme de terror adulto para os amantes desta história macabra, um legado de filmes que já promete virar lenda. Para finalizar temos War, Inc. uma sátira do negocio de guerra transporto pelo EUA, a historia centra-se num país fictício (Turaquistão) e o oportunismo dos americanos ganharem umas coroas á conta das desgraça dos outros. Com John Cusack, Ben Kingsley e Dan Aykroyd.

Conforme seja a sua escolha, bons filmes

 


publicado por Hugo Gomes às 23:20
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Joaquim Phoenix, o actor nomeado ao Óscar por Walk the Line, tendo participado também em Gladiator e We Own The Night, anunciou que irá desistir do cinema para iniciar uma carreira musical. Segundo este, quer aproveitar ao máximo esta oportunidade, enquanto isso o actor promove a sua última representação no filme Two Lovers de James Gray, com estreia para Fevereiro do próximo ano, o actor irá contracenar com Gwyneth Paltrow e Isabella Rossellini.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:18
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publicado por Hugo Gomes às 23:10
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Quem é que ainda tem duvidas que Meryl Streep é uma das melhores actrizes da actualidade, muito antes de ter encantado meio Mundo com o seu Mamma Mia, onde a actriz dá provas de intemporalidade, Streep fazia chorar multidão e chocando outros com a historia trágica em Sophie’s Choice – A Escolha de Sofia (1982) de Alan J. Pakula. E foi essa escolha que apresento acima neste poderoso drama, um acto impensável, sofrível e chocante, em que Sofia (Meryl Streep) tem que apenas ficar com um dos seus dois filhos em pleno Holocausto, a escolha é fria e emotiva, com uma excelente interpretação da “actriz de pele de porcelana” (vencedor do Óscar de Melhor Actriz com este filme). Imperdível.

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publicado por Hugo Gomes às 20:13
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27.10.08

Ang Lee (Brokeback Mountain, O Tigre e o Dragão e Hulk) tem novo projecto, a adaptação cinematográfica da peça francesa “A Little Game” da autoria de Jean Dell e Gérard Sibleyras, que apresenta a história de um casal que decide engendrar um plano de separação para provar aos vizinhos, que tanto criticavam o seu matrimónio “perfeito”. Ainda não existe elenco definido, mas o filme já tem data de estreia para 2009.

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publicado por Hugo Gomes às 23:10
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Real.: James Wan / Darren Lynn Bousman

Int.: Leigh Whannell, Tobin Bell, Donnie Wahlberg

 

Filme(s)

Jigsaw é um psicopata homicida com um jeito muito particular de matar, submete as suas vítimas a macabras armadilhas, mas solucionáveis, deixando sempre espaço para as estas saírem vivas “mas não ilesas”, com o intuito de “pregar” o seu sermão acerca da verdadeira noção de viver. Os quatros filmes genuinamente de terror irão seguir o historial da sua mente distorcida mas brilhante, desde o seu legado até á sua inevitável morte.

 

Veredicto

Em 2004, o inexperiente James Wan estreia-se com Saw, uma hábil mistura de terror e suspense que com o auxílio de um “demente” argumento de Leigh Whannell consegue causar um furor culto aos fãs semi-moribundos do terror. De seguida a Lion Gates Film encontra em Saw, uma “janela” de novas possibilidades de franchising e é então que num espaço de 3 anos, estreia-se 3 sequelas. Os filmes sempre foram caracterizados pela sua violência gore extrema e um habitual twist final que encerra os capítulos em beleza. Contudo os dois últimos filmes já revelam sinais de cansaço e pior, puro oportunismo comercial.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

- Sobre o Filme

- Reportagem "Resolver o Puzzle"

- Em Rodagem

- Making of vídeo clip

- Vídeo Clip "Fear Factory - Bite the Hand that Bleeds"

- SlideShow

- Uma Curta (Versão Curta do Realizador)

- Storyboard Alternativo

- Enigma em 60 Segundos

- Galeria de Imagens e muito mais

 

 

Distribuidora – LNK Audiovisuais, SA

 

Filme –

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:06
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Marc Forster, que irá estrear com a nova aventura de James BondThe Quantum of Solace, recusa dirigir o terceiro filme do franchising, segundo o autor, o lugar foi lhe oferecido mas este o negou devido á pressão que obteve no The Quantum of Solace, que citando as palavras de Forster “foi um ano que não viveu”. Enquanto isso, Daniel Craig pondera a hipótese de não voltar á personagem num terceiro filme, o actor expressou a sua motivação de explorar novos papeis e não tenciona ser reconhecível somente por um personagem. A Marvel lhe ofereceu a oportunidade de desempenhar Thor na inevitável adaptação, mas o “James Bond” recusou.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:04
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26.10.08
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publicado por Hugo Gomes às 21:55
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Orlando Bloom e Keira Knightley irão voltar a contracenar juntos, boa noticia, não é? Mas atenção não é nenhum filme dos Piratas das Caraíbas ou nada do género, mas sim um projecto intitulado de “The Fever Returns”. Confuso, não é? E se eu dizer que o projecto tem envolvimento com aquele filme que celebrizou John Travolta, The Saturday Night Fever – Febre de Sábado á Noite? Sim, é verdade pelos vistos á quem pense ainda lucrar alguma coisa com os clássicos, agora o que não se sabe é se este “The Fever Returns” será uma sequela ou um remake, mas provavelmente por ter Keira Knightley não será coisa má, será?

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publicado por Hugo Gomes às 21:27
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Charlize Theron e Kim Basinger contracenaram no novo filme de Guillermo Arriaga, The Burning Plain, o escritor de filmes distintos como 21 Gramas e Babel, tem aqui a sua oportunidade de realizar. A narrativa do filme será previsivelmente em mosaico, tal como as outras histórias de Arriaga. O filme terá acção no México, donde o autor é originário, com estreia para 14 de Novembro em Itália, o elenco ainda contará com Joaquim de Almeida, Jennifer Lawrence e Tessa Ia.


publicado por Hugo Gomes às 21:19
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Real.: Jimmy Hayward, Steve Martino

Int.: Jim Carrey, Steve Carrell, Seth Rogen

 

 

Filme

Horton (Jim Carrey) é um simpático elefante da selva de Nool, que possui uma particularidade, uma audição apurada. Essa tal característica será útil quer para ele, quer para os habitantes da Vila dos Quem, que são pequenos o bastante para viverem num minúsculo grão de pó. Horton teve a sorte de os ouvir e por isso tenta ao máximo proteger esse pedacinho de cotão, que é o lar destes igualmente pequenos habitantes, enquanto isso os outros habitantes da selva encaram Horton como doido e por isso organizem-se para destruir o grão de pó.

 

Veredicto

Horton Hars a Who! é uma animação digital da autoria do estúdio Blue Sky, o mesmo de Idade do Gelo. Trata-se de uma cómica jornada animada que resulta numa colorida e divertido desenho, e alguns gags nostálgicos e de óptima visualização, mas não é uma obra de grande “coração”, o qual caracteriza-se os seus primos da Pixar, mas mesmo assim é um bem sucedido filme de família com as vozes de Jim carrey e Steve Carrell a interagir que nem ginjas.

 

AUDIO

Português Dolby Digital 5.1

Búlgaro

Checo

Polaco

Inglês Dolby Digital 5.1

Sérvio Dolby Digital 2.0

Comentário do Realizador

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Búlgaro

Checo

Polaco

Sérvio

 

EXTRAS

- Comentário Áudio pelos Realizadores Jimmy Hayward e Steve Martino

- Novas curtas da Idade do Gelo: “Surviving Sid”

- Cenas Cortadas e Testes de Imagem para Animação

- Featurette: “Bringing The Characters To Life”

- Featurette: “That’s One Big Elephant: Animating Horton”

- Featurette: “Meet Katie”

- Featurette: “A Person is a Person: A Universal Message”

- Featurette: “Our Speck: Where Do We Fit In?”

- Featurette: “Elephant Fun: The Facts

- Jogo: “We Are Here!”

 

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimédia

 

Filme –

DVD -

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:31
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26.10.08

O retrato da mulher no cinema!

 

A entidade feminina, ou a mulher é de um estereotipo desconcertante para os lados de Hollywood, são poucas as personagens que se destacam pela sua solidez e pela complexidade que o qual a mulher é conhecida, ao invés disso temos o “modelo” de Paris Hilton ou de coelhinhas de Playboy frequentes até demasia nos ditos filmes americanos. Mas do outro lado do Oceano, a mulher é retratada no cinema como algo mais do que uma “dama de apuros”, um ser calculável, cautelosa e sempre imprevisível nos seus actos, relembro que foi na Europa que o sexo feminino era venerado não só pela sua beleza mas também pela sua inteligência (a relembrar a adoração dos gregos pelas suas deusas Afrodite, amor, e Atenas, sabedoria), por isso é natural que se descenda esse respeito das capacidades desta, e descritas nos filmes como personagens fortes. No inicio deste ano, o excepcional e romeno 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias de Cristian Mungui foi um perfeito exemplo de uma fita onde as mulheres podem ser as protagonistas, e eu falo de protagonismo real, não mero estereotipo, onde a personagem principal teve que ajudar a sua amiga em pleno aborto, cometendo actos humilhantes mas saindo deles com uma coragem indescritível. Passando a outro país, Alemanha, falo-vos de Yella de Christian Petzold, um dos filmes consagrados do ano vindos directamente das Escolas de Berlim.

Yella (Nina Hoss) é uma mulher que termina um relacionamento difícil, mas continua a ser incomodada pelo seu ex-marido, por isso decide procurar emprego fora do sítio onde vive, para começara uma nova vida e manter longe do antigo amante. Christian Petzold é uma espécie de Almodôvar alemão, consegue retratar as mulheres de forma impar, como já havia feito com o aclamado Gerpenster (2005), o sexo feminino para o autor é como um horizonte do mar, inexplorado e quando mais se explora, mais existe para explorar. Com Yella, Petzold consegue criar uma personagem interessante, realista e sem maniqueísmos de protagonismo. O filme em si é uma combinação do drama mais certeiro e de carga dramática intensa cruzado com um registo sobrenatural que resulta num twist final deveras interessante. Contudo Yella é apenas isso, um filme interessante, que mesmo sem grande ambição consegue se desenrolar de forma fluida e cativante.

Com interpretações soberbas dos actores alemães, com situações realistas, misteriosas e personagens bem construídas, principalmente a complexidade do carácter de Nina Hoss (Yella), este filme de nacionalidade germânica é discreto mas deveras interessante, é uma experiência sedutora para quem já anda fartinho de filmes de estúdio.

O melhor – a personagem de Nina Hoss

O pior – entregar-se demasiado ao seu componente de thriller sobrenatural


 

Real.: Christian Petzold /Int.: Nina Hoss, Devid Striesow, Hinnerk Schonemann

 

 

Recomendações – Donnie Darko (2001), The Firm (1993), Erin Brockovich (2000)

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:13
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Real.: Adam McKay

Int.: Will Ferrell, John C. Relly, Richard Jenkins, Mary Steenburgen

 

 

Judd Apatow é talvez o maior, se não o mais falado envolvido da comédia nos tempos de hoje, quer como produtor (executivo ou não), quer como realizador, argumentista ou simplesmente o “sujeito” que dá a ideia, lançando ao mar aberto de novas possibilidades de comédia séria, sem recorrer ao limite da comercialidade e irreverismo nos elementos cómicos, quer nos diálogos grosseiros, mas eficazes, quer na critica social americana ácida ao estilo da série South Park ou da frescura que se trata enquanto aborda sexo sem nunca cair no estereotipo da comédia pós-American Pie. Adam McKay é um fiel súbito de Judd Apattow, o qual está aqui está presente como produtor. McKay que tem no seu curriculum, Anchorman – The Legend of Ron Burgundy, uma deliciosa e acida guerra dos sexos nos anos 70 e Talaldega Nights – The Ballad of Ricky Bobby, o qual satiriza o plot por detrás das corridas Nascar e um pouco a mentalidade puramente americana, agora com Step Brothers se arriba entre um tema muito sério e comum nos dias de hoje, presente nas grandes urbanizações, a imaturidade em idade avançada.

Neste retrato humorístico cheio de humor negro, McKay se dispõe de uma premissa da sua autoridade em conjunto com os actores John C. Relly e Will Ferrell, que se encontram também presentes no elenco, sendo as estrelas desta produção cómica. A abordagem da imaturidade que custa a desvanecer nas pessoas, quer por culpa de um receio de entrar no mundo competitivo do trabalho ou na ausência de amor ou compaixão no mesmo, gira em volta de um encontro entre Nancy (Mary Steenburgen) e Robert (Richard Jenkins), o qual se apaixonam e decidem casar, ambos possuem respectivamente um filho encalhado em casa, quarentão e detentor de comportamentos infantis; eles são Brennan (Will Ferrell) e Dale (John C. Relly). As situações pioram quando estes decidem por simplesmente viver juntos e os dois enteados são obrigados a partilharem o mesmo espaço e aí gera uma confusão de desavenças que põem em risco o matrimónio de Nancy e Robert.

Step Brothers tem todos os ingredientes de um filme com “mão” de Judd Apatow, desde os diálogos grosseiros já referidos até ao amontoado de referencias da cultura americana presentes como critica do mesmo, só que nesta fita, o brilhantismo de comédias como Superbad, Anchorman e Knocked Up (para não falar de 40 Years Old Virgin) soa como falso e a sensação de o filme tentar procurar a gargalhada fácil nos gags menos originais e entediantes que reflectem a desculpa dos comportamentos ridículos das personagens Brennan e Dale provocam uma espécie de inquietação no espectador quando vê a palavra Dinheiro que descaradamente parece surgir em toda as frames em que Ferrell e Relly partilham. Não poderiam estar menos enganados, Step Brothers é talvez um aproveitador do êxito mundial de 40 Years Old Virgin do proprio Judd Apatow, mas tratado de forma mais segura quanto sucesso que o filme terá. O par de protagonistas segue em modo automático, ou seja com o seu ego habitual, enquanto isso as piadas afundam-se e a premissa cai de forma episódica. Numa anterior obra com o “dedo” de Apatow, as personagens secundárias vingam-se, mas este não é o caso, tais elementos surgem e desaparecem sem marcar presença e a sua rebuscada caracterização não consegue a comicidade, mas sim a piedade. Provavelmente a personagem de Richard Jenkins, que vimos recentemente em Burn After Reading dos irmãos Coen, é sim a mais simpatizante porque dás um conforto de sobriedade.

De todas as obras que pude visualizar da mesma equipa, Step Brothers – Filhos e Enteados é a fava que cai nas mão de Apattow que após muitos brindes que já havia lançado nos cinemas após 4 anos atrás. Felicidade ou não, o filme ainda chega a melhorar no final, mas … um filme sobre gente imaturo feito por mentes imaturas para pessoas imaturas, peço desculpa mas é o que eu penso.

O melhor – a (reduzida) critica á maturidade mais tarde na sociedade americana

O pior – a “piada” forçada que o filme se ruma

 

Recomendações Knocked Up (2007), Failure to Launch (2006), About a Boy (2002)

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:30
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25.10.08

Calma amigos, não se trata de um novo filme de Dirty Harry como se havia especulado, este Gran Torino do “mestre” do drama cinematográfico, Clint Eastwood, é a história de um veterano de Guerra da Coreia (interpretado pelo próprio Eastwood) que terá que defender aquilo que considera seu por direito, o seu Gran Torino, ou algo mais pessoal. Além do próprio Eastwood, podemos ainda contar com Geraldine Hughes e Cory Hardrict. A estrear a dia 17 de Dezembro deste ano nos EUA.


publicado por Hugo Gomes às 17:15
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Correndo contra o destino!

 

Paul W.S. Anderson regressa naquilo que sempre soube fazer melhor, que é ir atrás do sucesso fácil, neste caso só bastou “reciclar” um argumento grindhouse de um filme de culto e juntar a ele os actores mais cool, segundo a mais recente geração. Por outras palavras um nicho especifico de audiências, nomeadamente as mais jovens e adeptas de acção inconsequente ou simplesmente de Jason Statham (Correio de Risco) ou de Tyrese Gibson (Transformers, Velocidade + Furiosa). Mas afinal do que se trata este Death Race? Para começar é um remake, a versão de uma fita denominada de Death Race 2000 (1975) dirigido por Paul Bartel, que instala-se num futuro próximo em que Mundo "cai" numa crise global (familiar!?), onde o desemprego é muito e as dificuldades ainda mais neste panorama neo-depressivo.

 

death_race32.jpg

 

Mas a história centra-se num antigo corredor da NascarJensen Ames (Statham),acusa de ter morto a sua mulher, é condenada para uma das piores prisões de sempre, Terminal Island. Dentro desta, a carcereira (Joan Allen) propõe-lhe um desafio. Desafio, esse o qual o ex-corredor terá que participar no chamado Death Race, uma corrida exclusiva para prisioneiros, cujos carros são mortalmente, e se ganhar a prova será garantida a sua liberdade. Esta dita Corrida Mortal é um grande êxito on-line, um "campeonato" que o Terminal Island orgulha de exibir.

 

deathrace460.jpg

 

Depois de Resident Evil e Alien Vs Predator, dois dos maiores êxitos deste realizador insensato, Death Race poderá ser identificado como o seu filme mais criativo e nas melhores das hipóteses, o mais divertido. Trata-se de um receptor do sindroma das “batalhas de robôs” que vemos normalmente nas cadeias de televisão americanas, cujo sucesso é planetário. A juntar a isto temos uma costela do cinema energético ditado por filmes como Fast and Furious e Transporter, que por sinal é donde vieram os dois protagonistas. Mais sofisticado que o seu remake em termos de ideia, Death Race é um filme honesto nos seus propósitos; divertido com o menor numero de ideais possíveis e nesse aspecto os objectivos são cumpridos. 

 

DR5_L.jpg

 

Anderson cria uma narrativa digestível e fácil, o qual se emprega nas cenas de acção à moda antiga (pouca utilização do CGI em memória do clássico) e um Jason Statham igual a si mesmo que por si garante o sucesso do filme. Além do musculado protagonista, o elenco é presenteado por Joan Allen, conhecida recentemente pelos filmes The Bourne, se manifesta como a estereotipa “cold blood bitch”, uma vilã descendente da memorável personagem de Louise Fletcher, a enfermeira Mildred Ratched do maravilhoso filme Voando sobre um Ninho de Cucos, de Milos Forman. Mesmo sob essa “capa”, a presença de Joan Allen é a mais forte de todo o filme. Ainda temos o já rotineiro Ian McShane, com um personagem tão entediante como vulgar, a garantir o seu espaço no mundo cinematográfico, pelo menos em tornar-se numa cara cada vez mais conhecida.

 

deathrace04.jpg

 

Vamos por partes, dentro do cinema dispensável e de teor adolescente (tiques de linguagem de videojogo e as novas tendências de podcasting), Death Race poderá ser a melhor escolha, tratando-se de um filme espirituoso, mesmo ao estilo do remake, que promete injectar adrenalina nas audiências mais jovens ou apenas as mais ansiosas por um pouco de acção descomprometido. Para dizer a verdade, é preciso o apagar o cérebro para atingir tal efeito. Um guilty pleasure ao estilo de Mad Max, provavelmente a melhor fita de W.S. Anderson, desde Event Horizon.

 

"You wanted a monster? Well, you've got one."

 

Real.: Paul W.S. Anderson / Int.: Jason Statham, Joan Allen, Ian McShane, Tyrese Gibson, David Carradine

 

500px-Death_Race-1.jpg

 

O melhor – sendo um filme honesto na sua premissa, a homenagem ao clássico da série Z desde a visão de um futuro depressivo - económico

 

Os piores – as personagens são demasiado lineares

 

 

Recomendações – Mad Max (1979), Speed Racer (2008), The Fast and the Furious (2001)

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:12
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Essa última frase foi simples mas genial.
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