31.8.08

Real.: Craig Mazin

Int.: Drake Bell, Sara Paxton, Christopher McDonald, Leslie Nielsen, Pamela Anderson, Regina Hall, Craig Bierko, Simon Rex

 

 

Os chamados spoof movies, ou por outras palavras as paródias a outros filmes ou referências, sempre foram um subgénero cómico muito bem sucedido na industria cinematográfica, relembremos das inúmeras obras de grande valor artístico e humorístico a cargo de Mel Brooks, como o eterno Young Franknestein que tecnicamente “gozava” com o clássico Frankenstein (1932) ou até mesmo o hilariante Blazzing Saddles, o delicioso amontoado de referências ao western. Não é preciso ir tão longe para referenciar o género, já David Zucker e o seu irmão Jerry Zucker trouxeram-nos o incontornável Aeroplano, como sátira directa do filme desastre, Airport ’77 com Jack Lemmon no principal papel, e é esse mesmo David Zucker, que produz este “gozo em forma de filme” dos estrondosos sucessos de outro género cinematográfico muito influente nos nossos dias, os filmes de Super-Herois.

Aparentemente, este Superhero Movie nada tem de relacionado com as “aberrações” de Meet Spartans, Epic Movie ou outros filmes que se orgulham de vir de um dos argumentistas de Scary Movie (nem eu sabia que esses filmes eram escritos por alguém!). A fita de Craig Mazin é um descendente directo do Scary Movie, sim, do iniciante desta “saga die-hard”, mas na prática, quase nada muda, como diz a velha expressão “só o cheiro é que é diferente”. Depois de ter trabalhado nos minimamente divertidos Scary Movie 3 e Boss’s Daughter e ter posto a “pata na poça” no quarto filme do Susto de Filme, David Zucker volta a ser creditado em mais um spoof incansável no que requer a encher a paciência do espectador. O argumento do filme se baseia na paródia directa a Spider-Man (2002), Rick Riker (Drake Bell) é aquele jovem que facilmente poderia ser catalogado como “loser”, que se vê na pele de um super-herói depois de ter sido picado por um geneticamente modificado libélula, transformando assim no Dragonfly. Agora Rick sob a nova identidade terá que combater as ameaças da cidade e dos seus mais queridos.

A coisa mais irritante que possa existir é chamar a este tipo de filmes como sátira, satirizar é uma variante do conceito gozo, mas com inteligência, agora pergunto que inteligência tem um filme que trata o espectador como uma criança de 3 anos, com repetitivos gags grosseiros e até mesmo ofensivos, o “” cliché agressão a Dalai Lama, os acidentes com paralíticos e outros deficientes, simulações sexuais com animais e piadas que envolvem gases e “rapidinhas”. É impossível rir de um filme que utiliza todos os artifícios para o fazer á força, as interpretações são o menos mal deste filme, tendo como o carismático Leslie Nelson, que mesmo em filmes maus o homem continua a ser um “bobo de qualidade” e Christopher MacDonald a ser o vilão que muitos comics de super-heróis sempre desejariam. O resto está visto, mais que visto e descaradamente revisto, como dizia o Joker de Heath Ledger em The Dark Knight; “let’s put a smile on that face”, pois é, nem isso consegue-se.

O melhor – MacDonald e Nelson

O pior – o resto; o filme propriamente dito

 

RecomendaçõesScary Movie 4 (2006), Epic Movie (2007), Not Another Teen Movie (2001)

 

2/10 *

 


publicado por Hugo Gomes às 21:42
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30.8.08

Jason Statham regressa á adrenalina possível com o terceiro filme da saga francesa de grande sucesso Transporter. Realizado por Oliver Megaton, eis a comprovação porquê que Statham continua a ser o favorito no registo de acção.


publicado por Hugo Gomes às 20:13
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Death Race de Paul W.S AndersonJason Statham corre contra o tempo e também contra uns adversários meio perigosos, neste remake de um filme de 1974.

Poderá ser;

(+) Mad Max do ano

(-) Michelle Vailant do ano

-

 

Saw V de David Hackl – a continuação do legado de Jigsaw (Tobin Bell), em mais um thriller macabro cheio de armadilhas.

 

Poderá ser;

 

(+) Texas Chainsaw Massacre do ano

(-) mais uma sequela de Saw do ano

-

Body of Lies de Ridley Scott Leonardo Di Caprio é um agente da CIA que segue as ordens de Russell Crowe.

 

Poderá ser;

 

(+) The Bourne Supremacy do ano

(-) Blood Diamond do ano

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:58
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“A minha vida é uma mala de viagens, sou o viajante mexicano”


Nascido em Guadalajara, na região de Jalisco, México (1964), Guillermo Del Toro, torna-se numa espécie de aprendiz por parte do lendário Dick Smith, o criador dos efeitos e maquilhagem de O Exorcista, decidindo trabalhar na sua primeira curta, Doña Lupe (1985), como também produziu a fita, Doña Herlinda and Her Son, uma comédia dramática sobre um caso amoroso entre um médico e um estudante de música num filme dirigido por Jaime Humberto Hermosillo. Gastou 10 anos a supervisionar e a dirigir a sua companhia, Necropia na década de 80, nesse mesmos anos, produziu, dirigiu e escreveu programas e series para a televisão mexicana. Del Toro teve a sua grande aparição em 1993, em Cannes, enquanto apresentava Cronos, que venceu o premio de Críticos do festival e vencedor de nove distinções no seu país de origem, quatro anos depois se iniciou em Hollywood com Mimic, o qual não obteve o sucesso esperado, tendo voltando ao seu trabalho no México, o qual trabalhou em Espinazo del Diablo (2001), voltando a conquistar críticos e público. Em 2002, regressou aos EUA com a sequela de Blade, ganhando notoriedade e independência com a sua irreverente visão do comics da Marvel. Em 2004, cria o filme de culto, também ele adaptado de uma BD, Hellboy. Foi em 2006, que Del Toro conquistou o Mundo propriamente dito, com a sua fábula gótica, Pan´s Labyrinth, que arrecadou ao todo 64 distinções, incluindo 3 Óscares. Com isso ganhou o estatuto de novo Tim Burton, tendo o seu nome, o favorito para a liderança de vários projectos de vertente fantástica, tendo recusado inúmeros; I Am Legend, Halo, Harry Potter and the Half-Blood Prince e One Missed Call, para poder realizar a sequela de Hellboy em The Golden Army (2008), com um sucesso mais considerável. Produziu também El Orfanato (2007) que se distinguiu por 9 Goyas e foi o candidato oficial a representar a Espanha no Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Neste momento está a escrever e a realizar The Hobbit na prequela de The Lord of the Rings, produzida por Peter Jackson. O futuro ainda lhe reserva.


publicado por Hugo Gomes às 19:47
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Real.: Jennifer Flackett, Mark Levin

Int.: Abigail Breslin, Jodie Foster, Gerard Butler

 

 

Nim é uma menina de cerca de 10 anos que vive com o pai, o cientista Jack Rusoe (Gerard Butler) numa ilha deserta, mas paradisíaca, lá aprende a conviver com as formas de vida do local e da Natureza, mas apesar de tudo isso Nim é uma apaixonada pelas aventuras de Alex Rover, o aventureiro que narra as suas viagens em livros best-sellers. O que ela não sabe que esse mesmos são escritos no por um especialista em aventura, mas por uma escritora, Alexandra Rover (Jodie Foster) que sofre de agorafobia. Quando uma tempestade avassaladora faz com que Jack, que se encontrava no meio uma expedição, perdido no alto-mar, um bando de turistas que invadem a ilha desconhecida e um vulcão em erupção, Nim, sozinha, pede auxilio a Alex Rover para que possa remediar a complicada situação.

Simpático, colorido, mas pouco convicto, são os três adjectivos mais próprios desta incursão familiar do conceito “Naufrago” ou Robinson Crusóe que se cruza com a mitologia do caçador de tumbas ou aventureiro assim dizendo, personificada em Gerard Butler, que nos dias de hoje cada vez mais ganha o título de icon de acção e de coolness. Nim´s Island é um filme que consegue apenas sobreviver graças á ideia, mas não ao argumento, sendo esta uma proximidade do mesmo, onde somos obrigados a exclamar coisas como; “só isto?”. Ilude concretamente quem se julgava estar perante num objecto de pura aventura, tem ao seu dispor um aspirante aos inúmeros filmes Disney, com as enfadonhas gags com animais incluídas e sempre com mais rigor a nível estético que a funcional. Verdade seja dita, tudo funciona de forma tão infantil e inverosímil, mesmo sendo um filme familiar, o que não é sinónimo de imaturidade artística.

Além de mais, chega a ser um filme atractivo devido muito ao seu elenco; Abigail Breslin com a difícil missão de carregar o filme ás costas, com uma interpretação longe daquilo já visto em Little Miss Sunshine e em Definitely, Maybe, pobre nesta nova composição da menina prodígio de Hollywood, Butler aguenta bem a dualidade e para Jodie Foster, de facto, a comédia não é bem o seu forte, em certas situações a consagrada actriz de The Silence Of The Lambs se ridiculariza assim própria ao tentar manter a graça nesta psicótica escritora, mesmo que a sua presença ofereça alguns pontos a esta fita. Destaque também para a cena que a personagem agorafóbica (fobia, o qual a pessoa entra facilmente em pânico, por exemplo em espaços ao ar livre) tenta sair de casa pela primeira vez, esta sequencia protagonizada por Foster é de teor cómico, mas relembro que não há muito tempo, a actriz se envolvem naquela situação em The Brave One – A Estranha Em Mim (2007), quando depois do incidente principal da fita a personagem Erica Baine tenta sair do seu lar numa claustrofóbica e inquietante realização por parte de Neil Jordan. Mesma situação, registos diferentes, eis a referência involuntária de um filme falhado mas animado. “Fresco”, esteticamente está claro, para um serão em família, mas para o mais atento não esperem encontrar algo mais coeso e consistente.

O melhor – O elenco, mesmo que em baixo de forma

O pior – O argumento e as infelizes gags já vistas e revistas

 

Recomendações Cast Away (2000), Sahara (2005), Spy Kids 2 – The Island of the Lost Dreams (2002)

5/10 **

 


publicado por Hugo Gomes às 17:21
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27.8.08

Numa galáxia muito distante, ou melhor, numa sala de cinema muita próxima eis que chega o spin-off animado da grande saga de George Lucas, Star Wars – The Clone Wars, que serve de ponte para os episódios II e III da mesma. Mesmo sendo uma animação, este filme de ficção científica e acção promete trazer em pleno 2008, o espírito da saga iniciada 1977, veremos se isso irá confirmar-se.

Nim é um rapariga que vive com os eu pai cientista numa ilha deserta, mas quando encontra-se me apuros apela a ajuda ao seu herói de eleição, Alex Rover, o qual tinha lido todos os seus livros, o único senão é que na verdade, Alex Rover trata-se de um “ela”, uma escritora agorafóbica que tem medo de sair de casa. Nim’s Island é um filme de entretenimento para toda a família, com paisagens paradisíacas, muitos animais e um trio de actores fenomenais; Jodie Foster (The Silence of the Lambs), Gerard Butler (300) e Abigail Breslin (Little Miss Sunshine).

Vin Diesel regressa em grande forma nesta ficção científica cheia de acção futurista. Babylon A.D. é o regresso do realizador Mathieu Kassotviz (Crimes dos Rios púrpuras) em que centra-se sobre a única esperança de um humanidade moribunda e de um mercenário com uma insígnia a cumprir, no elenco ainda podemos contar com Michelle Yeoh (The Mummy 3) e Gerard Depardieu (Cyrano).

Com um atraso de três anos no nosso país eis que chega Home of the Brave – A Terra dos Bravos, como mais uma crónica da Guerra no Iraque, realizado por Irwin Winkler, com Samuel L. Jackson (1408), Curtis “50 Cent” Jackson (Get Ritch or Die Tryin) e Jessica Biel (Next). Para finalizar temos o entretenimento puro, uma reinvenção tecnológica do conto de Julio Verne, The Journey to the Center of the Earth 3D com Brendan Fraser (The Mummy) no principal papel, um daqueles filmes que apenas serve para passar um bom serão na sala de cinema e que consegue, desta vez com óculos a acompanhar.

Conforme seja a sua escolha, Bons Filmes

 


publicado por Hugo Gomes às 23:02
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26.8.08

Eis que chega-nos, o trailer e poster do novo filme de Steven Soderbergh que constituirá um de um segmento de duas películas que retratam uma das fases mais marcantes da história que vão desde a Guerra Civil Cubana e da tomada do poder de Fidel Castro. Nesta obra visionária e já controversa do realizador de Ocean´s Eleven, Benicio Del Toro interpreta o eterno Ernesto Che Guevara, o revolucionário argentino que nos dias de hoje continua a ser uma influência para o Mundo e a sombra do idealismo. Apresentado no festival de Cannes e vencedor da palma de Melhor Actor. Parece que o mexicano Del Toro poderá contar com uma indicação ao Óscar da mesma categoria. O próximo filme de deste tema é Guerrila, que centrará na ascensão de Castro em Cuba.

(peço desculpa pela má qualidade do trailer, prometo postar um brevemente em muito melhor qualidade

 


publicado por Hugo Gomes às 20:12
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Reinventado o documentário musical!

 

Apresentado pela primeira vez em Setembro de 2007 no festival de Toronto, eis que chega o esperado documentário de Grant Gee, que se incute como um retrato impressionante sobre a banda de punk rock, Joy Division, iniciada em 1976. Segundo a premissa, um grupo de quatro jovens se conhecem no concerto dos Sex Pistols e foi então que decidiram formar uma banda que ditasse os emblemas da sociedade envolto nas canções quase claustrofóbicas protagonizadas pelo “bizarro” Ian Curtis (vocalista), que se tornou numa fonte de coolness dos anos 70.

 

 

Depois de se ter representado a vida de Curtis numa biopic cinematográfica, falo obviamente do invulgar Control (2007) de Anton Corbijn, o documento visual de Grant Gee é mais do que uma simples abordagem à vida, crescimento e morte da banda, mais do que inserções de triagens video-musicais ou concertos, mais do que entrevistas e mais do que um objecto sujeito à exclusividade dos fãs ou dos meros curiosos. Este Joy Division é além de tudo um documentário de “D” grande, Gee arranja tema, mas a sua visão é maior do que um mero modelo documental, é acima de tudo um retrato de uma geração, uma era, a frontalidade de uma mentalidade e as suas constantes mudanças em influência da musica, quer do grupo em questão ou de outros do género na época ambiente. Eis um filme de preponderâncias e de estilos.

 

 

Com uma experimentalidade narrativa sempre em movimento, com as melhores recolhas de relatos e personalidades, e a assombrosa figura de Ian Curtis que é invocado sobre o ambiente quase noir deste documentário, fazem desta fita, que advém de um simples ensaio musical ou televisivo, numa obra cinematográfica superlativa, porque nem sempre o cinema se faz com filmes de ficção. Para fãs e para aqueles nem o são!

 

Real.: Grant Gee / Int.: Richard Boon, Anton Corbijn, Kevin Cummins

 

 

O melhor - A complexidade do documento, as variadas abordagens e Ian Curtis

O pior – quantos é que realmente irão vê-lo na sala de cinema?

 

Recomendações – Control (2007), The Commitments (1991), The Rose (1979)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:06
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25.8.08


 

Com cooperação com os blogs Ante-Cinema e Cinema is my Life, eis um top elaborado na aclamação do melhor remake. Para dizer a verdade foi uma escolha difícil, mas alguém tinha que faze-lo. E para mostrar que nem todas cópias são más, já dizia Orson Welles em F for Fake, nem sempre a dita cópia é inferior ao original, já que o conceito de copiar algo primoroso é de um facto notável e redentor de talento.

Escrito por Hugo Gomes (Cinematograficamente Falando) e F.F. Coutinho (Cinema is My Life)


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#10 3:10 To Yuma (2008)

Já há muito tempo que os Westerns não são um mercado particularmente lucrativo lá para os lados da cidade dos anjos. No entanto, de quando em vez, lá surge uma tentativa de nos fazer retornar a esses gloriosos tempos onde inúmeras fitas como “The Good, The Bad and The Ugly”, “The Searchers” ou “A Fistfull of Dollars” fizeram as delícias de inúmeros fãs deste muito afável género cinematográfico. Desta feita, James Mangold (realizador do magnífico “Walk the Line”) decidiu afastar-se um pouco do que havia realizado até ali e dedicou-se a esta adaptação de uma fita de 1957 dotada do mesmo nome. Glenn Ford é a grande estrela da obra original, também celebrizada por Van Hefln. De notar que foi realizada por Delmar Daves, realizador da fita “Dark Passage” com Humphrey Bogart e Lauren Bacall. O aspecto mais sensacional no que toca a esta película não é as excelentes interpretações de Russel Crowe e Christian Bale, a magnífica realização de Mangold ou o engenhoso e inteligente argumento, mas sim o facto de “3:10 to Yuma” conseguir transportar-nos para os velhos tempos onde este mui nobre género cinéfilo decorria. Todo o mise en scéne é cuidadosamente preparado assim como foi feito um óptimo trabalho no que toca ao réperage. Por tais considerações só podemos concordar que este western merece, com toda a certeza, estar no top 10 dos melhore remakes de sempre.

 

#09 I Am Legend (2007)

Segundo Stephen King, o escritor fantástico de livros como Shining e o recente convertido a filme 1408, o livro de Richard Matheson escrito em 1964, I Am Legend é o melhor livro do género do século XX. Uma visão apocalíptica e sempre expectativamente para com a personagem que convertem-no numa espécie Robinson Crusoé do futuro (e sem ilha). Esta história de ficção cientifica e terror já fora adaptada ao grande ecrã mais de três vezes, incluindo Omega Man (1971), protagonizado por um Charlton Heston sempre cheio de estilo e uns mutantes que seguem o mesmo caminho. Esta versão de 2007, em comparação às outras duas versões, é mais sofisticada, não só pela composição da “abandonadaNova Iorque, mas também pela carga psicológica trazida por Will Smith quanto ao seu isolamento, sem contar com as ideais cenas que protagoniza com o cão que trazem á luz os melhores momentos de afecto animal – homem no mundo do cinema. Realizado por Francis Lawrence, o mesmo de Constantine, I Am Legend é a grande inovação no mundo dos remakes a posicionar em nono neste top.

 

#08 Vanilla Sky (2001)

Seria extremamente complicado para Vanilla Sky vingar no mundo da sétima arte. Esse facto não se deve, em particular, por ser um remake, mas sim por ser um remake de uma obra de Alejandro Aménabar intitulada “Abre los Ojos” que é por si só uma das mais importantes fitas do cinema espanhol. Dotada de um argumento de louvar aos deuses, actuações muito competentes e uma realização em tudo perfeita, o filme espanhol é um marco cinéfilo. Conta com Penélope Cruz, Eduardo Noriega e Fele Martinéz nos papéis principais e a principal curiosidade depara-se com Cruz, que repete o seu papel no dito remake. A história centra-se em um homem bem sucedido e bastante atraente que é confrontado com um severo acidente rodoviário que lhe destrói por completo a cara. Resta-lhe reconstruí-la enquanto os seus dois amores da sua vida lutam pelo seu apreço. Mas será que a realidade e a ficção misturam-se? Ou será tudo um sonho? Bem ao estilo de Lynch, estamos perante uma surpreende obra do cinema Hollywoodesco onde as incertezas reinam até ao fim. A película não foi particularmente bem sucedida no box-office e as críticas não foram as melhores. Não obstante, é impossível ignorar o valor inerente à mesma e a qualidade que detém enquanto remake. Merece, sem qualquer margem para dúvidas, figurar neste top.

 

#07 War of the Worlds (2005)

Este é um daqueles muito raros casos em que o remake é infinitamente superior ao produto original. A primordial adaptação para o cinema da obra literária de H. G. Wells datada de 1953, não é, propriamente, um prodígio técnico nem é, por sinal, um daqueles eternos clássicos da sétima arte. Visto isto, seria de esperar, com algum agrado, a incursão de Steven Spielberg neste obscuro mundo das invasões extraterrestres, um assunto que lhe diz muito e que tão bem o retratou no passado. O argumento escrito por David Koepp (que também escreveu para Brian De Palma para “Carlito’s Way”) e Josh Friedman dão a consistência negra pós 11 de Setembro que tão bem se adequa aos propósitos do filme, assim como as interpretações de Tom Cruise, Dakota Fanning e Tim Robins. A única intervenção deste último é, no mínimo, genial. A película é um daqueles fenómenos que gera reacções contraditórias no espectador, onde uns gostam bastante enquanto outros a desprezam. No entanto, torna-se praticamente impensável referir que não é um remake competente, se não for mais, que seja pelos excelentes CGI (Computer Generated Imagery) que oferecem um universo impecável e exemplar. Apurados os factos, percebe-se o quão essencial é “War of the Worlds” neste top.

 

#06 Hill Have Eyes (2006)

Alexandre Aja, que havia apenas realizador o discreto, mas aplaudido, Haute Tension – Alta Tensão, teve aqui a oportunidade de brilhar, que felizmente conseguiu, na adaptação ao remake homónimo dirigido pelo mestre do terror, Wes Craven (Scream, A Nighttmare on Elm Street) em 1977, que conta a história de uma família que passa férias na sua caravana que se vê encurralada entre os desfiladeiros cheios de mutantes radioactivos canibais. A premissa é demasiada série Z, assim por dizer, e deve-se muito ao inovador Texas Chainsaw Massacre (1974) de Tobe Hopper, sendo no geral, o filme de Craven não fora muito bem recebido, mesmo assim a sempre quem o apelida de clássico. Na versão de Aja, tudo fazia crer estar perante noutra “remexadela” insignificante no baú dos “tesourinhos deprimentes”, mas como por milagre o filme protagonizado por Aaron Stanford (X-Men – The Last Stand) e Vinessa Shaw (3:10 to Yuma) sobrevaloriza garças ao seu ritmo frenético e á sua ousadia que desafia a conservadora Hollywood. Aja destacou-se nos EUA, o filme teve um êxito amigável e “todos ficarão contentes”. Tripas, sustos e machadadas a destacar na sexta posição do top.

 

#05 Cape Fear (1991)

Trata-se de um remake de um filme de 1962, Cape Fear, realizado por J. Lee Thompson e protagonizado por Gregory Peck e Robert Mitchum que conta a história de um advogado de defesa, Sam Bowden (Peck) que se vê ameaçado por Max Cady (Mitchum), um temível psicopata que depois de ter sido condenado regressa para vingar daquele que lhe pôs dentro. Em 1991 no auge do cinema psicopata, falo obviamente do furor de The Silence of the Lambs de Jonathan Demme que arrecadou 5 Óscares, incluindo de Melhor Filme, Martin Scorsese (Taxi Driver, Raging Bull) refaz a curiosa obra dos anos 60 e a torna ainda mais negra, controversa e perturbante e como tal invoca Robert De Niro a interpretar Max Cady, dando uma incursão ainda mais sombria e sem precedentes. È como tal um filme maioritariamente da autoria de Scorsese, mesmo sendo um género pouco comum para este, mas a sua medula converte numa das grandes obras do ano 91, o filme teve pouco impacto na época talvez muito devido a ofuscação por parte do grande thriller psicopático, The Silence of the Lambs, mas não é por isso que não merece a quinta posição deste top.

 

#04 Charlie and the Chocolate Factory (2005)

Em 71, eis que surge um dos grandes êxitos do actor Gene Wilder, ao interpretar o excêntrico e fantasioso Willy Wonka do filme infantil Willy Wonka & the Chocolate Factory, que tornou-se numa predilecta fita para as épocas natalícias e sem falar de ser um sonho pervertido dos mais gulosos. Em 2005, o realizador Tim Burton, conhecido na cinematografia pela sua carga gótica que excede os seus filmes, em cooperação com o actor Johnny Depp, levam esta fantasia molhada a um nível mais bizarro, mas não por isso menos encantado. Neste filme, além de Depp estar fenomenal e irreconhecível no papel de Wonka, verdade seja dita com contornos de Michael Jackson, a obra aborda profundamente outra personagem também ela importante para o desenvolvimento, Charlie Bucket, aqui desempenhado por Freddie Highmore. Um filme de fantasia por excelência a povoar a posição número quatro do nosso top.

 

#03 Bram Stoker’s Dracula (1992)

Francis Ford Coppola, que consagrou-se com filmes geniais como a trilogia The Godfather e o mítico Apocalypse Now, adapta aqui aquela que talvez seja a história mais adaptada ao cinema, o conto de Bram StokerDracula. O livro é um romance dos infernos em que retrata um demónio sugador de sangue que vive isoladamente no seu refúgio, um castelo mais propriamente, em busca do seu amor há muito perdido. Em 1922, eis que surge a primeira incursão da prestigiada obra de Stoker, Nosferatu de F.W. Murnau, um dos filmes mudos mais conhecidos da história. O nome do vampiro apesar de ser diferente á da personagem do livro, isso deve-se ao facto dos direitos de autor não ser vendidos ao estúdio da época e por isso o nome foi modificado para não existir relações á primeira vista, só mais tarde em 1931, eis que surge o primeiro filme original desta gótica personificação do diabo, em que Bela Lugosi faz desta uma personagem eterna. Depois disso seguiu-se Christopher Lee que iniciou uma saga mais sanguinária nos anos 70. A versão de Coppola é a de todas a mais fiel á obra, e as suas características góticas, o seu elenco invejável e a sua solidez no retrato do romance proibido e maligno, faz com que este filme de terror, seja um dos melhores da sua categoria, aliás é o incontornável Gary Oldman a fazer de o vampiro-mestre, por isso merece incólume a posição 3 do top.

 

#02 The Departed (2006)

The Departed é um daqueles remakes que segue uma nova tendência em Hollywood, isto é, adaptar tudo o que seja obras de sucesso lá para os lados orientais. Existe apenas uma diferença, que de resto, é a mais importante, ou seja, esta é realmente detentora de qualidade enquanto as restantes não passam de lixo cinematográfico. Não faz qualquer sentido citar nomes já que as que me refiro são bastante conhecidas a larga escala. Bem, o que é importante destacar é a mestra com que Martin Scorcese adapta esta obra inspirada na trilogia do cinema de Hong Kong “Infernal Affairs”. A primeira fita da saga denomina-se ”Mou gaan dou” (nome da obra original) e é realizada por Wai-keung Lau e Siu Fai Mak e está cotada, no IMDB, em 8.1 em 10. Tornou-se um fenómeno de culto mundial devido ao seu extremamente em estruturado e coeso argumento onde se destacam os twists e capacidade de prender o espectador. Assim sendo, Scorcese viu muito potencial neste filme para poder produzir aquelas obras que tanto gosta tornando esta caça entre o gato e o rato um autêntico pedaço de qualidade cinematográfica. A fita foi nomeada para cinco estatuetas douradas na cerimónia de 2007 tendo arrecadado quatro. Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Montagem foram os Oscars arrebatados. Mas será injusto não referir as interpretações de luxo, onde Leonardo DiCaprio, Jack Nicholson, Mark Wahlberg e Matt Damon brilham juntamente com tantos outros. De destacar que “The Departed” encontra-se na posição 44 no top 250 do IMDb com a excelente nota de 8.5 em 10. Por tudo isto, facilmente percebe-se que é um remake de sucesso e que merece visualização.

 

#01 Scarface (1983)

Muitos não sabem, mas a verdade é que “Scarface” é um remake de uma fita dotada do mesmo nome produzida em 1932, realizada por Howard Hawks e celebrizada por Paul Muni e George Raft. Na altura foi um marco no cinema de gangsters e ainda hoje é considerada uma das fitas maiores deste muito explorado género. Em 1983 Brian De Palma decidiu adaptar esta obra aos tempos mais modernos (pelo menos na época em que a longa metragem foi rodada) realizando, desta forma, uma das mais célebres histórias da sétima arte. Esta relata o rise’n’fall de Tony Montana, um cubano que emigra para terras do Tio Sam em busca do velho e atractivo sonho americano. Este começa a subir na vida quando entra no mundo do narcotráfico. A tagline da fita serve exactamente os propósitos deste anti-herói: The World is Yours. Dinheiro, mulheres e poder. Montana tem tudo aquilo que pode desejar. O único problema reside no facto de que quem entra neste mundo, dificilmente consegue sair e Tony não sabe respeitar a principal regra neste negócio: Don’t get high on your own supply. Com esta premissa, De Palma cria uma obra inesquecível e intemporal, afirmando-a como o melhor remake de sempre. Como se não bastasse, ainda há um perfeito Al Pacino na sua melhor actuação da carreira, o que revela esplendor em toda a linha tendo em conta o seu vasto currículo e um argumento tecnicamente exemplar escrito por Oliver Stone. Será fulcral referenciar algumas citações comoSay hello to my little friend”, “I always tell the truth. Even when I lie.Ou ainda “In this country, you gotta make the money first. Then when you get the money, you get the power. Then when you get the power, then you get the women.” que marcam, invariavelmente, o rumo fundamentalmente bem sucedido desta autêntica obra-prima.

Gostaria de saber a vossa opinião acerca deste tema ou do top. Concordam com as escolhas?

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:17
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24.8.08

Real.: Billy Wilder

Int.: William Holden, Gloria Swanson, Erich von Stroheim, Cecile B. DeMile

 

 

A modernização deixa sempre um sabor nostálgico, é quando simplesmente ditamos que algo se torne obsoleto, inutilizável e antiquado, é o conceito de substituir uma rotina, um acto, um hábito ou simplesmente a figura de uma pessoa. Essa sofisticação esteve sempre presente na humanidade, aliás somos o que somos hoje graças á nossa mentalidade de inovar, sempre reflectir no futuro e pouco no passado, simplesmente pensar que sempre podemos fazer melhor do que aquilo que já se fizera. O cinema também passou por inúmeras dessas fases; do cinematógrafo até á câmara, do cinema mudo ao falado e do filme preto-e-branco ao technicolor, tudo isto fez os seus danos colaterais, filmes que de um momento para outro tornaram-se imprestáveis, actores que tornaram-se descartáveis e realizadores que tiveram que adaptar para não mergulhar nessa onda de esquecimento. Ainda hoje esses filmes ainda são vitimas da “moda do dia”, deixando o seu papel primordial, o entretenimento, e tornando-se em peças de arqueologia, verdade seja dita, cada menos pessoas assistem um filme anterior á década de 70, e quem o vê, vê com olhos de “apreciador de arte”, admirando as rudimentares técnicas de produção ou tentando tirar proveito do argumento ou das interpretações em desuso dos actores da época. São cada vez poucos os jovens que assistam a um filme anterior á sua data de nascimento, são muitos os que seguem “insaciavelmente” os filmes-pops que abundam, ou seja amontoam nas nossas salas. Quando parecia o cinema estar assentado no seio da sociedade, eis que surge as campanhas vorazes da artilharia digital caseiras que nos paira um presságio da morte lenta do cinema. Billy Wilder, um dos mais talentosos realizadores e argumentista da sua época, visionou este cenário no seu Sunset Boulevard.

Sunset Boulevard é conhecida como uma rua em Hollywood, e é nela que se concentra a história desta obra-prima de Wilder, como também onde reside uma antiga estrela do cinema mudo, Norma Desmond (Gloria Swanson) iludida e esquecida face ao mundo, o qual a sua noção do mesmo está congelada nos seus tempos de glória, um fracassado argumentista, Joe Gillis (William Holden), que encontra na antiga estrela de cinema mudo a sua hipótese de renascimento, mesmo que isso custe ser aquilo que este mais despreza. Dois seres rejeitados pelo tempo, vividos em memorias de glorias antigas o qual juntos, encontram ambos.

Para quem julga que o cinema clássico americano é de um pureza inocente confrangedora, sem teor crítico ou controverso, cheio de moralismo e bons valores, bem pode-se enganar ao ver Billy Wilder que escreve e realiza um negro retrato por detrás das estrelas de Hollywood. Um filme noir com todos os seus estereótipos, mas sempre com vontade de inovar e melhor, sem nunca se prender ao passado, neste caso a historia retórica do cinema. Sunset Boulevard brilha com a alma que o autor deposita, soa por vezes como uma biográfica cinematográfica, talvez muito pelo seu realismo, o uso correcto de nomes de estúdios, actores, referencias a filmes verdadeiros e até mesmo a aparição de realizadores celebres, falo de Cecil B. DeMille, o eterno realizador de os 10 Mandamentos, que aqui interpreta assim próprio, aliás a sua inserção neste filme não vêm por caso, já que o autor maioritário de épicos bíblicos é um adaptado, que sobreviveu incólume á transição do mudo ao falado, e do preto-e-branco às cores vivas do cinema, como exemplo a realizador de duas versões de os 10 Mandamentos, a primeira em 1923 (mudo) e em 1956, que segundo muitos a sua obra-prima, a epopeia versão com Charles Heston.

Estamos perante um filme incólume da era dourada de Hollywood, onde os planos são fabulosos e de um realização prestada excepcional, o mesmo que as interpretações, a destacar Gloria Swanson. No que requer às personagens temos uma composição escapatória às muitas incursões clássicas do seu tempo, falo referidamente da ironia “moderna” do protagonista, que ao mesmo tempo é o escolhido para narra esta história de crime com holofotes, e tal como Orson Welles fez com o seu magnifico Citizen Kane, Wilder faz o mesmo com a sua narrativa, o que claramente será a influência de filmes magistrais do cinema contemporâneo como Casino de Martin Scorsese ou até mesmo Memento de Christopher Nolan. Negro, irónico, crítico, profeta e possuidor de uma alma quase jurídica por parte de Billy Wilder, certamente este Sunset Boulevard – Crepúsculos dos Deuses é uma paragem obrigatória na retrospectiva da história do cinema. E aquele final continua a arrepiar.

O melhor – das interpretações á narrativa, tudo

O pior – como referido, a passagem do tempo, a mudança de mentalidades e da cultura cinematográfica actual

 

Recomendações L.A Confidential (1997), Adaptation (2002), Confessions of a Dangerous Mind (2002)

 

Sunset Blvd” – 10 estrelas "No tempo em que o cinema não precisava de grandes cenas de acção, erotismo, gore ou "actores de pipoca", a sétima arte fazia dos diálogos e das interpretações dos seus intervenientes, verdadeiras obras de arte, memoráveis e intemporais. "Sunset Boulevard", datado de 1950, é o exemplo perfeito do que é cinema, no verdadeiro sentido da palavra, aquele que a maior parte das pessoas já esqueceu, ou, simplesmente, pensa que está demodé. Afinal, os filmes a preto e branco pouco ou nada atraem as novas gerações, pelas razões em cima enunciadas. Nos tempos áureos do cinema não se faziam blockbusters e, infelizmente, esse facto, hoje em dia, é encarado com resistência face à visualização das projecções bicolores." Cinema is my Life

 

Sunset Blvd” – 10 estrelas "O culminar de toda uma sátira perfeita à vida de Hollywood. No fundo, o que vemos é uma forma de decadência tão bem glamourizada, tão credível, que quase não sentimos repulsa pelo que sucede. Um verdadeiro paradoxo cinematográfico, e uma crítica à louca vida de Hollywood, que nos proporciona um dos melhores momentos da sua história." Ante-Cinema

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:23
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23.8.08

Real.: Ethan Hawke

Int.: Mark Webber, Catalina Sandino Moreno, Jesse Harris, Laura Linney, Ethan Hawke, Sonia Braga

 

 

Adaptado de uma obra literária escrita pelo próprio realizador, Ethan Hawke, mais conhecido por ser ao actor de Before Sunrise e The Training Day ao lado de Denzel Washington, The Hottest State é mais uma incursão do conceito “when a boy meets a girl” onde o estado de Texas é a alma de toda a narrativa. A história centra-se em William (Mark Webber), um jovem aspirante a actor que completa os 21 anos, este sente frustrado da sua vida que vão desde o abandono do seu pai, a alta-protecção da sua mãe e a saída repentina de Texas, que segundo a personagem é o centro da sua alma. Eis que conhece Sara (Catalina Saladino Moreno), o qual se apaixona perdidamente e que futuramente irá sofrer por ela.

O que Hawke reconstrói não é mais que a variação do mesmo numa independência narrativa que revela-se num honesto trabalho do “after love”, mas mesmo assim o seu trabalho, esforçado assim por dizer, se contraria entre os fracassados tópicos do discurso que tenta abordar. Primeiro os diálogos encontram-se forçados, por vezes perdidos entre as ideias e filosofias amorosas, por outro lado a intriga chega mesmo a ser tortuosa para as personagens sempre caindo na mesma situação, mas apesar disso é a moral da estima e supremacia ética que faz com que as situações que poderiam levar este filme á “falência” são compensadas.

Por pouco não caia no fracasso, porque sim, Ethan Hawke tem a seu dispor um elenco competente, a destacar a sempre maravilhosa Catalina Saladino Moreno, que vimos a brilhar estupefactamente em Maria Full Of Grace de Joshua Marston, Mark Webber consegue aquilo que se pretende, ser a reflexão de todo o filme, as aparições de Laura Linney, a actriz que nunca deixa ficar mal, Sonia Braga a mostrar porquê que é uma estrela internacional e até o próprio Hawke, com o carisma necessário. Outro bom factor deste romance independente é também a sua banda sonora, composto maioritariamente por Feist e Norah Jones. Não é certamente a grande obra de Hawke, mas é de facto uma “escapadinha” ao excesso de blockbuster que abundam nas nossas salas. Para espreitar, ao menos.

O melhor – O elenco e a moral

O pior – Os diálogos e a martiriologia

 

RecomendaçõesLost in Translation (2003), The Last Kiss (2006), Garden State (2004)

 

 

The Hottest State” – 7 estrelas "Um filme feito com uma enorme paixão por parte de Ethan Hawke. Uns dez minutos simplesmente geniais de Laura Linney e um excelente retrato de dois jovens num país como os Estados Unidos, tornam este "The Hottest State" como um dos filmes independentes do ano."Ante- Cinema

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:04
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Max Payne de John Moore - Uma adaptação de um popular videojogo com Mark Wahlberg no principal papel.

Poderá ser;

(+) Running Scared do ano

(-) Death Sentence do ano

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:13
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Superman Returns de Bryan Singer, com Brandon Routh e Kate Bosworth nos principais papeis, ainda rendeu os 200 milhões de dolares nos EUA

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Será um pássaro, será um avião, não é o Super-Homem…

... e claramente o seu regresso ao grande ecrã! Parece que a Warner Brother não ficou satisfeita com o resultado de Superman Returns (2006) de Bryan Singer, que se tratava de uma sequela do velho franchising do personagem interpretado pelo falecido Christopher Reeves. O filme não teve o sucesso devido no box-office internacional, talvez porque um certo Johnny Depp e um bando de piratas “saquearam” as bilheteiras e outro factor foi que artisticamente Superman Returns não arrefeceu, nem aqueceu o dito franchising, os fãs nem sequer se sentiram no direito de defender o filme referido.

 

The Dark Knight, o grande exito da Warner Brothers que antevêm a uma nova era do estudio

Com certeza que um certo Batman de Nolan, o recomeçar de uma saga prejudicada pela intervenção de um homem chamado Schumacher (que não era, nem pouco o famoso corredor de Formula 1), que gerou frutos benéficos com The Dark Knight, que de momento estremece as bilheteiras internacionais, influenciou a Warner Bros em produzir um novo filme do "homem de faço". Mas tal como sucedeu com a saga visionada pelo realizador Chris Nolan, é provavel que seja um recomeço, ou seja Superman terá mais um inicio. Outra promessa do estúdio foi a vertente negra nos comics, o que é impróvavel já que a composição da personagem em causa seja um pouco mais “bacoca” que o próprio Batman.

 

Christopher Reeve, naquela que foi uma das melhores encarnações de um super-heroi no grande ecrã

O plano está em adaptar o mesmo sistema que a Marvel está a fazer com as suas adaptações, interliga-las para mais tarde produzir o spin-off -The Avengers, que irá ser lançada por volta de 2011. Warner Bros, detentora dos direitos da DC Comics planeia realizar no espaço de três anos; a terceira aventura de Batman, o referido recomeço de Superman e ainda mais dois filmes de duas personagens da DC Comics, para poder mais tarde produzir “Batman Vs Superman” e “The Justice League of America”. Resumidamente é o confronto Marvel Vs DC Comics na soberania das bilheteiras. Neste momento e apesar do sucesso de The Dark Knight, a Marvel leva vantagem.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:54
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Outlander – aquele filme de série B que conta a historia de um homem do futuro (Jim Caviezel) que com auxilio da ajuda dos vikings, entre eles o actor John Hurt e Ron Perlman, na caça de dragões extraterrestres ou algo parecido, irá ser lançado para DVD em Novembro, mais precisamente dia 18. O factor deste direct-to-video, foi que a Weinstein Company apenas conseguiu o direito de lançar Outlander para os cinemas apenas de distribuição limitada, e por pura estratégia comercial, rendaria mais se fosse lançado em DVD.

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publicado por Hugo Gomes às 18:52
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Real.: Mark Waters

Int.: Freddie Highmore, Nick Nolte, David Stratairn

 

 

Filme

A família Grace muda-se para uma casa abandonada pertence um tio-avô, Spiderwick (David Startairn) há muito desaparecido. Nessa mesma dita, Jared Grace (Freddie Highmore) o filho mais problemático começa a ter sensações e visões estranhas dentro e fora da casa, até perceber que ele e a sua família não são os únicos habitantes daquela zona, porque eles partilham o se espaço com milhares de criaturas fantásticas, todas elas catalogadas num livro escrito pelo próprio Spiderwick.

 

Veredicto

Adaptação de uma série de livros infanto-juvenis fantásticos, que segue o mesmo rumo de congéneres como The Chronicles of Narnia ou até mesmo a saga Harry Potter. O filme de Mark Waters distingue-se pelos efeitos especiais e pelo desempenho do jovem Freddie Highmore que se destaca pela sua dualidade, mas no geral este The Spiderwick’s Chronicles é mais do mesmo e chega a roçar o artificialismo.

 

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Checo

Croata

Grego

Árabe

Polaco

Búlgaro

Húngaro

Romeno

Eslovaco

Islandês

Esloveno

 

EXTRAS

Spiderwick: É Tudo Verdade!

É o Mundo de Spiderwick!

Guia de Campo de Arthur Spiderwick

Guia de Campo no Filme

 

 

Distribuidora – Zon Lusomundo, SA

 

 

Filme

DVD -

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:08
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22.8.08

Mais uma vez são os peitos de Pamela Anderson a provar a incompetência das nossas distribuidoras nacionais

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Toda a gente reclama e com razão, mas desta vez é a minha vez de o fazer, trata-se sim da política das nossas distribuidoras na escolha de filmes, datas de estreias e outros afins. Este comentário vem ao caso da estreia de Superhero Movie – Um Estrondo de Filme, uma comédia que se encontra presente nas nossas salas desde dia 21 de Agosto e digo-vos é dos piores filmes que assisti este ano numa sala de cinema; espaventosamente mau, quer nas escolhas das gags, quer na sátira que chega mesmo a ser ofensivo. Foi um espectáculo penoso que confesso que nem sei o que me deu na cabeça para o ver, penso que foi a acessibilidade que esta “obra” de Craig Mazin, se é aquilo que podemos chamar de obra, foi adoptada pela nova rainha das distribuidoras, Lusomundo, e com uma grande aposta na publicidade deste e na sua presença na maioria das salas, é previsível que Superhero Movie sairá vencedor e porquê? Primeiro e pelos vistos é um facto da nossa cultura e actualidade, os portugueses adoram comédias, se tornam numa espécie de sedativo para as notícias depressivas que invadem o nosso dia-a-dia, outro factor e espero não querer reduzir ou generalizar as pessoas geral, é o conceito de “Maria vai com as outras”, o que está a dar, o outro tem que ver, e este tipo de pensamento é muito presente nos jovens e sempre foi, e são eles o grande público do grande ecrã.

 

 

Margot at the Weeding de Noah Baumbach, um filme desprezado em Portugal, mesmo pela qualidade do seu elenco.

Agora noutra perspectiva quando olho para a estante de novidades de um videoclube verifico títulos como Margot at the Wedding, o tão bem criticado filme de Noah Baumbach, Away From Her, o qual Julie Christie esteve nomeada nos Óscares, o magnifico Once com título português no Mesmo Tom e recentemente Leatherheads com George Clooney e Renée Zellweger, que era provavelmente capaz de atrair um vasto público, todos estes filmes que referis tem algo em comum, o quê? Foram lançados sem mais nem menos para o direct-to-video, neste caso direct-to-DVD. Filmes esperados, consagrados, elogiados e elaborados que forma “vandalizados” pelas nossas distribuidoras, que desrespeitou a sua integridade. Estamos a sofrer nos últimos anos, uma politica ignorante e demasiado comercial destes “donos do cinema”, filmes como Into the Wild e Surveillance reduzidos a duas ou três salas por este país fora e noutro caso exemplos como Meet the Spartans e este Superhero Movie são lançados como excesso e pior, sem qualidade nenhuma, fala-se dos cercas de 90% que viram a sua habitual ida ao cinema numa entrada ao pior lixo cinematográfico. Há que ver isso, mas como sempre o dinheiro fala mais alto e não existe honra alguma neste tipo de operações.

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publicado por Hugo Gomes às 23:27
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21.8.08
21.8.08

Real.: Andrew Stanton

Int.: Fred Willard, Paul Eiding, Jeff Garlin, Sigourney Weaver

 

 

Para começar quero apenas dizer que a Pixar é talvez o único grande estúdio de animação digital a apostar em novas narrativas para os seus filmes, novos elementos e conteúdo, remodelado o classicismo próprio da Disney, o qual empregou e da sofisticação dos novos tempos, nomeadamente os desenhos cada vez mais elaborados e vistosos. Ao contrario da muito comercial Dreamworks, que vive apenas da sombra dos seus sucessos e no esgotamento dos seus filões bem sucedidos, a vencedora Pixar deu nestes últimos anos 9 filmes de animação irreverentes, cada um marca o seu tempo e todos eles dão que falar, como também são incríveis êxitos de bilheteira e publico, ou seja não são poucos os que emocionam com a historia de brinquedos falantes, a de monstros carinhoso, formigas com mais miolos que força, carros animados e até mesmo um rato que cozinha. Em pleno ano 2008, o estúdio pertencente de John Lasseter faz aqui a sua mais arriscada animação de sempre, ao apresentar ao mundo Wall-E, o originário digital de Charles Chaplin.

 

O filme inicia numa viagem pouco usual no futuro do planeta Terra, que se resume a uma gigantesca lixeira e nela encontramos Wall-E (Waste Allocation Load Lifter Earth- Class), um robô criado com o propósito de limpar e “arrumar” o lixo apropriadamente, o problema reside no seguinte; passado centenas de anos continua a fazer aquilo que foi programado, sendo o único “habitante” do planeta abandonado. Um dia que começou como tantos outros, surge uma nave espacial que liberta Eve, uma andróide que vem a Terra com o propósito de relatar as suas condições e esta descobre em Wall-E a solução para o regresso dos humanos. Inicia-se como um conjunto de gags bem-humorados por parte de Wall-E que resume numa perfeição técnica e graficamente simples, sem precisar de diálogos Wall-E cativa a multidão, tal como há 70 anos, quando Charlot Chaplin regia o cinema mudo com as suas comédias físicas que nos dias de hoje ainda residem com as melhores. Tendo a sua temática semelhante a do conto de Richard Matheson (I Am Legend), a passagem do simpático robô na Terra é um dos melhores misé-en-scene deste ano e a não perder.

O desenvolvimento ilude o próprio espectador que poderá pensar estar perante apenas duma comédia animada, mas discretamente e fluentemente a premissa evolui para uma comédia romântica e mais tarde para uma ficção cientifica moralista, que utiliza a seu favor as referencias do melhor do género, falo obviamente de 2001 – Odisseia no Espaço e Blade Runner, tendo como palco de fundo uma mensagem ecológica, mas nisso até trata-se de outra ilusão. Porquê? Porque detrás dessa mensagem fácil esconde como por aviso um certo criticismo ao sedentarismo e ao isolamento, esse factor está presente no paralelismo da raça humana com a da tecnologia que cada vez mais impossibilita o contacto humano, em Wall-E esse conceito está presente na composição dos humanos do futuro que se reflectem na imagem quase caricatural dos países desenvolvidos. Outro factor para tal e mais evidente, é a história de amor entre Wall-E e a “esteticamente” simples Eve, que se constituem num dos melhores romances cinematográficos dos últimos anos.

È o prodígio da nova animação e para quem pensava que a Pixar já tinha esgotado a sua formula de sucesso desde as maravilhas que forma Carros e Ratatui, enganaram-se redondamente porque em Wall-E, não está só o melhor do ano no género, mas sim a melhor animação dos últimos tempos, o seu arrojamento é a sua simplicidade que o torna único. Uma obra-prima e mais uma vez parabéns Pixar.

O melhor – A coragem da Pixar em produzir um filme de animação tão arrojado

O pior – o preconceito de ser uma animação e ser semi-mudo.

 

Recomendações2001 : A Space Odyssey (1968), I Am Legend (2007), Modern Times (1936)

 

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:51
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Eis as primeiras imagens da produção de “Me and Orson Welles” da autoria de Richard Linklater (Scanner Darkly, Before Sunrise), que trata-se de uma adaptação da obra literária de Robert Kaplow, que conta a história de um jovem que conhece em 1937, o lendário Orson Welles e a sua lição de vida inicia-se. No elenco podemos encontrar Zac Efron (High School Music) no principal papel, espero que o rapaz esteja á altura de mostrar no que vale numa obra de pura cinematografia, o “quase” perdido Ben Chaplin (The Untouchables) regressa ao grande ecrã e Christian McKay irá interpretar o grande Welles. A estreia oficial está marcada para 2009, sem data definida, mas já se confirma que será este filme que inaugurará o próximo Festival de Cinema de Toronto.


publicado por Hugo Gomes às 22:47
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Real.: Guillermo Del Toro

Int.: Ron Perlman, Selma Blair, Doug Jones, Luke Goss, John Hurt

 

 

Sabendo que Guillermo Del Toro recusou realizar um novo filme de Harry Potter para poder continuar o seu trabalho na cinematografia do herói vermelho vindo directamente do inferno e com muito mau humor, só prova dedicação, já que não há duvidas nenhumas que a saga do jovem feiticeiro destronava facilmente esta adaptação do comics. Depois de ter conquistado o publico mundial com o seu Pan´s Labyrinth – Labirinto do Fauno, um filme inovador que controverte as regras de um simples filme de fantasia. O autor mexicano já havia trabalhado com a matéria-prima (Hellboy) em 2004, quando espantou os mais cépticos apresentando uma fiel e coesa adaptação, que nos dias de hoje se comporta como uma das melhores a nível do subgénero. Passado 4 anos depois, e com mais experiencia, eis que surge a esperada sequela vinda, segundo que foi dito constantemente os americanos, do visionário realizador de fantasia, Hellboy 2 – O Exercito Dourado que vêm preencher esta temporada quente.

Consta a lenda que numa batalha entre o reino fantástico e a humanidade, o exercito dourado fora despertado. Um colectivo de soldados mecânicos construídos com um único propósito, eliminar sem piedade toda a raça humana. O rei das criaturas fantásticas fica decepcionando com a frieza e a falta de honra destes mesmos soldados e bane o exército, sendo apenas despertando através de uma resolução de um puzzle submetido por ele, mas o príncipe Nuada (Luke Goss) não concorda com tal decisão e decide desertar do seu bando. Vários anos passados, príncipe Nuada organiza-se com os seus aliados com intuito de invocar o exército dourado e terminar aquilo que o seu pai começou, exterminar a Humanidade, e são um ser o poderá deter, Hellboy (Ron Perlman), uma criatura demoníaca invocada pelos nazis, mas criada no seio d e uma organização secreta que se especializa no combate às forças do mal, partilha os dois mundos, mas estranhamente não é aceite em nenhum deles.

Nota-se alguma ambição nesta obra fantástica, algo mais que na versão de 2004, o argumento também inspira o caso. Guillermo Del Toro faz uso da seu talento criativo quer na concepção de um Mundo imaginativo, quer nas “loucuras” cénicas, que prova além de mais de ser um futuro Tim Burton, mas com mais queda para as cores. Ron Perlman vota a vestir a pele de Hellboy, que tal “cai” que nem “ginjas” no mal-humorado e sempre sarcástico herói de banda desenhada, sendo talvez este o futuro d eum actor com limitações fisiológicas, mas o qual carisma tem, e muito, sendo o seu protagonismo quase não partilhável. No elenco poderemos contar ainda com Selma Blair, com a promessa da sua personagem vir a tornar-se mais importante para a reviravolta da historia, mas para isso necessitará mais da actriz, Doug Jones a cumprir o requisitado, sendo talvez o melhor actor “undercover” e Luke Goss a participar como vilão, o que de inicio assemelhava mais do mesmo em termos estereótipos, evoluiu para algo mais daquilo que se esperava, a sua personagem se torna no símbolo da queda de um império, de um reino á beira da extinção. Talvez sim, um dos melhores vilões deste ano (pronto, nem vou falar de Joker de Heath Ledger).

As cenas de acção são vistosas e até mesmo algumas sequencias já prometem serem clássicos do género, os efeitos especiais são dedicados e o conteúdo cénico e técnico invejável, mas o grande problema trata-se do argumento, ente este original, que é contagiada com um certo épico de Peter Jackson e também a evolução de uma narrativa mais fantástica que o filme anterior. Hellboy de 2004 poderia se resumir entre o básico arquétipo de uma adaptação de BD, básico mas dos bons, enquanto a sequela que além de tudo tem maior envergadura artística de El Toro tenta beber da mesma agua que muitas adaptações de novelas fantásticas infanto-juvenis tais como As Crónicas de Nárnia ou até mesmo The Spiderwick’s Chronicles. Composto e bem doseado pelas cenas de humor, acção e intriga directa de um blockbuster. Hellboy 2 é provavelmente um dos melhores filmes deste Verão e a sua atitude faz com que esteja a par com Spider Man 2 e Iron Man na luta das melhores adaptações de um super-herói (já que de The Dark Knight, está muito longe).

PS – neste momento espera-se atentamente pelos três.

 

O melhor – A entusiasta qualidade técnica

O pior – por vezes o argumento cheira a déjà vu

 

Recomendações – The Lord of the Rings – The Felowship of the Ring (2001), Iron Man (2008), The Omen (1976)

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:03
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20.8.08

Ele é vermelho, gosta de gatos e tem muito mau-humor, falo obviamente de Hellboy (Ron Perlman), o herói renascido no Inferno com missão em defender a Terra daquilo que segundo John Hurt, abunda na noite. Nesta nova aventura e com um orçamento mais musculado, o realizador Guillermo Del Toro, o visionários criador de O Labirinto do Fauno, mais maduro, incursa o nosso herói na luta contra um exercito maçanico que se dá pelo nome de Exercito Dourado enviado pelo idealista príncipe Nuada (Luke Goss) na destruição da Humanidade. Um blockbuster que nos apresenta o melhor do original de 2004 e todos os ingredientes de um serão muito bem passado. Hellboy II – O Exercito Dourado é a recomendação aqui do Cinematograficamente Falando …

O cinema português a voltar a tentar a sua sorte, desta vez é o realizador Miguel Gomes (do surrealista ou melhor “sem pés, nem cabeça” A Cara Que Mereces”) que inicia uma jornada aos sentimentos de um pai, duma filha e do seu primo músicos de um banad de baile em pleno mês de Agosto. AquelE Mês de Agosto é cinema luso que provavelemnet eira passar despercebido, porque a razão está em Superhero Movie – Um Estrondo de Filme, uma enésima comédia dos criadores de Scary Movie a fazer pouco dos filmes de super-herói, não se espero mesmo grande coisa, mas filmes como este têm sempre o seu público (e distribuidoras milionárias a apoia-lo).

Conforme seja a sua escolha, bons filmes.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:58
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