30.6.08

“Os meus filmes não são aclamados no dia que estreiam. Tenho que esperar um pouco mais”


O seu verdadeiro nome é Manoj Nelliyattu Shyamalan, nasceu na Índia em 1970, mais precisamente na região de Mahé, foi criado nos subúrbios de Penny Valley em Filadélfia. A sua paixão pelo cinema cresceu quando aos 8 anos lhe ofereceram uma camera Super-8 e partir daí, Shyamalan sonhava seguir os passos do seu ídolo, Steven Spielberg. Em 1992 realizou a sua primeira película, Praying With Anger o qual o autor protagonizou e escreveu, num argumento que conta um jovem de origem indiana (M. Night Shyamalan) a viver nos EUA, que decide explorara as suas origens na Índia. Em 1998 concebe Wide Awake, um fracasso nas bilheteiras, uma comédia de teor religioso que não agradou em nada os produtores executivos levando a um reacção irada do próprio autor que nesse instante promete regressar com “o melhor argumento de todos os tempos”, isso deu-se em 1999 quando escreveu e realizou The Sixth Sense, até hoje o seu filme mais célebre. O thriller protagonizado por Bruce Willis e Haley Joel Osment foi um grande êxito de bilheteira que deu a Shyamalan o auge da sua carreira, sendo um filme que marcou uma geração. Nesse mesmo ano em conjunto com Greg Brooker escreve o argumento de Stuart Little, o filme de família que combina animação e vida real adaptada do livro infantil de E.B. White, que conta a história de uma família que adopta um rato. Em 2000, Unbreakbale – O Protegido é estreado, numa altura em que M.Night Shyamalan ainda era um nome sonante e de respeito, 2002 foi a vez de Signs – Os Sinais que conheceu um simpático sucesso entre o público e a critica, um versão discreta da Guerra Dos Mundos de H.G. Wells protagonizado por Mel Gibson e Joaquin Phoenix. Já em 2004, The Village foi altamente receptado de más criticas, sendo o inicio de uma fase incompreendida tendo em 2006 atingindo quase o “pico” com The Lady in the Water, que além de uma repudia do publico em geral, dos críticos ainda foi vencedor de um Razzie (prémios que celebram o pior do cinema) na categoria de pior realizador. Em 2008, estreia com The Happening, mas também sem grande sucesso em termos de crítica. Nos dias de hoje mesmo com uma baixa de forma, M. Night Shyamalan assume como um herdeiro de Alfred Hitchcock, o qual também o idolatra, os seus filmes (maioritariamente thrillers) são compostos por twists criativos e imaginativos como também são caracterizados pelo seu criticismo e afirmação de fé.

  


publicado por Hugo Gomes às 19:25
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Eis que subtilmente é lançado o primeiro trailer de 007 – The Quantum of Solace, assim como não querem a coisa. Em 2006, Martin Campbell reinventa o mito do agente secreto mais famoso do Mundo (e com nova cara; Daniel Craig) naquele que foi talvez o mais inovador em toda a saga. Passado 2 anos, eis que estreia a 22ª aventura desse mesmo, com Marc Forster (The Kitte Runner, Finding Neverland) a tomar as rédeas num promissor e explosivo da saga. James Bond (Daniel Craig) tem em suas mãos a hipótese de vingar a morte da sua amada Vesper Lynd (Eva Green) que foi submetida a uma conspiração de contornos globais. Além de Craig no regresso ao seu papel, ainda podemos contar com o retorno de Judi Dench no papel de M, Olga Kurylenko (Hitman), Gemma Arterton e Joaquin Cosio. Com estreia marcada para 7 de Novembro de 2008, e já agora promete ser uma grande continuação, já estou cheio de curiosidade.


publicado por Hugo Gomes às 18:46
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29.6.08

As God is my witness, i will never be hungry again” é com um magnífico trabalho conjuntivo de todos os lados da produção e com uma interpretação calorosa de Vivien Leigh, fazem desta cena memorável até mesmo nos dias de hoje e de igual adjectivo um filme que é um clássico entre os clássicos; Gone With the Wind – E Tudo O Vento Levou. Admirável!

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publicado por Hugo Gomes às 21:48
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Este tipo de posters é aquilo que eu chamo bater no ceguinho.

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publicado por Hugo Gomes às 21:43
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Enquanto The Happening de M. Night Shyamalan continua em cartaz nas salas de cinema, a visão apocalíptica do autor indiano levou-me a lembrar que não é a primeira vez (nem será a ultima) que a humanidade é posta em perigo devido aos mais variados fenómenos, relembramos alguns deles.

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Invasão Extraterrestre

Este conceito apocalíptico teve origem no texto de H.G Wells, War of the Worlds, que relatava aquilo que supostamente seria uma invasão de seres vindos de outro planeta com o intuito de destrui-la, este roteiro foi pela primeira vez adaptado ao cinema em 1953 por Byron Haskin, passado 3 anos Don Siegel invoca a sua visão mais intrínseca e menos catastrófica de uma invasão alienígena em The Invasion of the Body Snatchers, que fora refeito mais de duas vezes; numa versão de 1978 dirigida por Philip Kaufman com grande uso dos efeitos práticos e em 2007 com The Invasion de Olivier Hirschbiegel com Nicole Kidman e Daniel Craig nos principais papéis, um filme com grandes controvérsias na sua rodagem que levou a um resultado fracasso quer nas bilheteiras, quer na crítica em geral. Roland Emmerich reviveu esse conceito com o seu pipoqueiro ID4 – Independence Day, que com um uso eficaz de efeitos especiais que nos dias de hoje perduram entre os melhores, é um dos grandes êxitos de bilheteira mundial. M. Night Shyamalan também teve a sua oportunidade numa incursão mais próxima das emoções humanas e sem hypes característicos em The Signs – Os Sinais. Em 2005, Steven Spielberg refez o clássico de H.G. Wells com influencias da paranóia pós-11 de Setembro, qual se tornou num dos blockbusters mais discutíveis de sempre. Para finalizar e como lembrança, o infame Ed Wood também realizou o seu conceito de ameaça planetária á humanidade, neste caso foi Plan 9 From Outter Space (1959) aquele que ficou marcado como a pior película de sempre!

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Planeta em Fúria

Talvez seja o facto de o homem pensar estar sobre a natureza em geral que este conceito de destruição é inúmeras vezes utilizado; terramotos, vulcões, maremotos, tornados são muitos dos fenómenos naturais utilizados pelos vários cineastas. Em destaque está Eartquake – O Terramoto de Mark Robson (1974), conhecido mundialmente por ter sido o primeiro filme a utilizar a tecnologia surround. Roland Emmerich, o sr.blockbuster aproveita o medo que se instala devido ao aquecimento global para trazer às audiências de 2004 um polivalente filme-desastre, em que ao louvor dos mais sofisticados efeitos especiais recria o conceito de um subgénero popular dos anos 70 e a destruição em massa transposta pelo filme, faz com que a suposta mensagem moralista seja o que menos importa.

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Vindo do Espaço (e a arder!)

Além das invasões extraterrestres, os meteoros e cometas são outras ameaças vindas do profundo e infinito espaço, tornaram-se populares e até demais nos anos 90, e foi em 1998 que assistimos a estreia quase simultânea de dois filmes do género; Armageddon de Michael Bay e Deep Impact de Mimi Leder, produzido por Steven Spielberg, neste confronto quase directo, o vencedor foi o filme de Bay que além de possuir um elenco atractivo teve ao seu dispor as maiores noções de espectáculos e efeitos especiais do momento, sendo um dos grandes êxitos de bilheteira dos anos 90. Além disso fica marcado pela sua banda sonora, provavelmente do single dos “Aerosmith – I Don´t Wanna Lose A Thing” que integra a mesma. E sendo a teoria de que extinguiu os dinossauros foi a queda de um corpo espacial, esta ideia é cada vez mais utilizada á exaustão.

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Quando a destruição está viva 

 

Tal como já referi, o Homem tem o medo dominado por algo mais primitivo, neste caso um mero animal. Em 1925, Harry O. Hoyt adapta o conto literário de Arthur Conan Doyle (The Lost World), num filme homónimo que veio alimentar ainda mais a “febre” dos dinossauros que se estava a viver. A partir daí houve incursões variadas dessas mesmas criaturas; King Kong (1933) é um exemplos a referir, mas foi em 1954 que o conceito viveu o seu auge, com a película japonesa, Gojira – Godzilla, que conta a história de um réptil criado através de experiências nucleares americanas que deixa um rasto de destruição por onde passa. Gojira tornou-se num herói nacional japonês e o filme originou várias sequelas (mais de 15 filmes) mas revertendo o papel do sáurio para um herói defensor da humanidade. Roland Emmerich (mais uma vez!) refaz o clássico do stop-motion em 1998, mas a versão americana foi um fracassado em todo os sentidos. Além de criaturas pré-históricas, ainda houve espaço para a incursão de invertebrados, por exemplo os aracnídeos, muito populares nos anos 50 com Earth vs. The Spider (1958) e Tarantula (1955), em 1990 este conceito ganhou algum realismo e mediatismo com Arachnophobia protagonizado por Jeff Daniels e realizado por Frank Marshall. Recentemente assistimos á sofisticação do tema com Cloverfield (2008), o filme de Matt Reeves e produzido por J.J Abrams é um rejeito na primeira pessoa e realista daquilo que seria um ataque de uma criatura de um tamanho de um arranha-céus, e com as habituais influências dos pós – 11 de Setembro.

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publicado por Hugo Gomes às 17:54
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27.6.08

À esquerda temos o primeiro poster de Saw V, a estrear nos EUA na habitual semana do Halloween e da esquerda, Death Race de Paul W.S Anderson, depois de Speed Racer para vibrar ainda mais com corridas de carros bizarros.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:48
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Real.: Andy Wachowski, Larry Wachowski

Int.: Emile Hirsch, Scott Porter, John Goodman, Susan Sarandon, Roger Alam, Matthew Fox

 

 

Os irmãos Washchowski são hoje relembrados como os criadores de The Matrix, o filme de ficção científica de 1999 que revolucionou os efeitos especiais e detentor de 2 sequelas e um spin-off animado tornou-se num legado de coollness entre os fãs e os cinéfilos, quer goste ou não, estes irmãos deram já o seu contributo á história do cinema. E depois? Bem depois do sucesso os ditos congéneres experimentaram visionar a novela gráfica de Alan Moore, V for Vendetta num impasse mais lento e narrativamente mais calculado e discreto, o filme de 2005 (mas apenas estreado em 2006 devido a circunstâncias envolvidas com terrorismo) realizado pelo seu afilhado James McTeigue que concluiu um trabalho notável que não agradou os fãs da novela gráfica, mas sim os cinéfilos mais exigentes. Passados três anos, os irmãos Wachowski decidem regressar aos seus papéis de realizadores, como também argumentista e produtores numa adaptação de uma série animada de culto dos anos 60, Speed Racer.

 

Speed Racer (Emile Hirsch) é um aficionado em corridas de carros, que segue o legado do seu falecido irmão, o lendário corredor Rex Racer (Scott Porter) que morreu tragicamente em plena corrida. Racer torna-se num corredor de prestígio e de nome, até que um dia um empresário bilionário (Roger Alam) que o propõe como patrocinador, mas que Speed recusa devido a sentimentalismos e sem saber declara guerra contra este. Convertendo-se as corridas que Speed tanto adora em campos de batalha corruptas e “sujas”.

Go, Speed, Go” é o som que ecoa enquanto assistimos á primeira corrida de carros do filme, uma sequência perfeitamente hábil e cheio adrenalina semelhante a uma tiragem de um videojogo, aqui a “explosão” de cores combina como uma experiencia fora do normal e nostálgica, porque sim, a imagem gráfica dos desenhos animados são fielmente registadas, até as situações burlescas das personagens retidas, por vezes tornando-se numa soup opera que não ofende a memória da matéria-prima. Com uma estreia pouco feliz nos Estados Unidos, já que o filme foi considerado um flop, provavelmente será uns filmes incompreendidos que se instantaneamente se converterá num filme de culto num futuro próximo, quem sabe? Mas por enquanto é de um experimentalidade oposta da obra de Frank Miller, Sin City de Robert Rodriguez (2005), onde o monocromático dá lugar às berrantes cores e a fidelidade para com o desenho dá lugar a uma criatividade que mesmo que limitada ás referencias e á memoria do original Speed Racer.

Tal como Matrix, o argumento não é dado de “mão beijada” e nisso os irmãos Wachowski complicam e bastante dando uma narrativa sempre em movimento, incansável e sem percas de tempo para momentos parados, enquanto isso ainda á lugar de para alguma complexidade no argumento deste filme de família. O elenco por si é desaproveitado, talvez não por culpa dos actores, estou a falar de nomes como Emile Hirch (do maravilhoso Into the Wild), Susan Sarandon, John Goodman (fiel á personagem que interpreta) e Christian Ricci demasiado ofuscada mas presentemente forte, mas a plasticidade que por vezes o filme converte torna-se prejudicial para quais queres destaques artísticos, talvez só o cada vez mais na moda, Matthew Fox (da série Lost), também fiel á sua personagem, seja uma das personalidades altas deste filme subvalorizado. Um entretenimento para toda a família mesmo que por vezes seja rebuscado e por vezes acusa de tentar fazer o mesmo que Matrix fez com os efeitos especiais.

O melhor – As sequência das corridas

O pior – alguma plasticidade como filme

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:37
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A estrear 10 de Julho no nosso país, Wanted – Procurados, o energético filme de Timur Bekmambetov (Night Watch, Day Watch), baseado na explosiva novela gráfica de Mark Millar. O filme conta a historia de um legado de assassinos (não, não é Hitman), e que o jovem Wes (James McAvoy) é acolhido (quase á força) nessa mesma legacia, aí conhece a misteriosa Fox (Angelina Jolie), aquele tipo de mulher que prefiro o acto que as palavras e o brilhante tutor, Sloan (Morgan Freeman). Com sequências de acção que prometem fazer história, principalmente entre a grande audiência de verão, este é um dos grandes blockbusters a estrear.


publicado por Hugo Gomes às 23:23
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Terror de cabedal!

 

Quando o género do terror seguia numa rota de repetição; como o frenesim das sequelas de êxitos (Halloween, Friday 13th, A Nightmare on Elm Street) que invadiam as nossas salas, um autor genuinamente ligado a esse “mundo” tão rentável decide invocar os mais mórbidos dos pesadelos “sadomasoquistas” naquele que poderá ser um dos mais originais enredos do terror nos finais da década de ’80. Foi exactamente em 1987 que chegaria às salas de cinema de todo o Mundo (menos as nossas!), Hellraiser, um cruzar de mitos faustianos com a referência da caixa Pandora, um portal que abre dois reinos incoexistentes ao contrário dos dois estilos que fundariam em prol deste “fogo maldito” – o slasher e o splatter.

 

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O macguffin de Hellraiser é uma caixa de puzzle chinesa, no qual reza a lenda que quem o decifrar poderá aceder desejáveis dimensões. Um homem, Frank Cotton (Sean Chapman), conseguiu tal proeza, mas o preço a pagar foi demasiado alto. Contudo, de certa maneira, consegue escapar aos “anjos da perdição”, os Cenobitas, que o aprisionavam num eterno vórtice de dor. Mas o seu regresso ao mundo dos mortais é tudo menos “risonho”, desfeito e incompleto, Frank terá que pedir auxilio a uma das suas amantes para o reconstruir. Entretanto, os tais Cenobitas, liderados por o somente conhecido Pinhead (o muito subestimado Doug Bradley), procuram a sua alma nos recantos mais obscuros do Inferno.

 

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Convertido actualmente num filme de culto, Hellraiser sempre fora considerada uma obra adjectivada de “painfull” (doloroso de ver), e não podiam estar mais certos disso. A obra-mestra de Clive Barker (que também foi o escritor da matéria literária) revela-se numa incursão torturada ao sadismo como busca de um prazer inerente. O sadomasoquismo exposto e sugestivo, o signo destes demónios bastardos, é o elo que une esta fantasia com o nosso actual mundo. Mundo, esse, cujas essas formas prazenteiras são renegadas e repudiadas perante os conformes estabelecidos da sociedade. Porém, quem ainda rege a esses métodos, encontram refúgio na marginalização e assim, restringem-se a nichos quase “subterrâneos”. Os nichos são representativos a essas “caixas” de difícil acesso, voluntariamente.  

 

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Barker é um homem erguido nesse mundo visceral, em jeito de convite ao nosso espectador, o paraboliza com cenas “gores”, trazendo até ao seu legado, clichés que ainda hoje perduram. Se o argumento fílmico pesa como um impasse para as vontades meta-fílmicas e perversamente sexualizadas, a verdade é que o seu enredo funciona, de certa forma, como uma máscara de outras perversões. Entre os quais, o prazer gráfico muitas vezes alicerçado à paixão do cinema de terror. Para além disso, há que realçar Hellraiser pelos seus valores técnicos, que auxiliam em prol desse engodo. A fotografia de Robin Vidgeon, por exemplo, é um factor a ter em conta, envolvida numa beldade gótica e pessimista, em conformidade com a composição musical de Christopher Young.

 

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O problema geral de Hellraiser reside principalmente no elenco, nenhuma das interpretações têm a capacidade de sair da mediania, assim como as personagens não sobressaem dos seus propósitos figurativos, e Andrew Robinson não é meramente um exemplo de representação glamourosa. Adaptado de uma novela escrita pelo próprio realizador e argumentista, Clive BarkerHellraiser pode nos dias de hoje ser um filme ultrapassado em termos de efeitos especiais, mas só a sua caracterização, maquilhagem e efeitos práticos valem por isso. Brinda-nos com um enredo acima da “perseguição e facada” e é responsável pela introdução de muitos dos mais profundos pesadelos humanos. Nos dias de hoje, possui mais de 7 sequelas de low budget e um remake em pré-produção, mas o original é sempre mantido como uma porta aberta ao terror mais fetichista e não tão fantasioso como se julga.

 

Will tear your soul apart

 

Real.: Clive Barker / Int.: Andrew Robinson, Clare Higgins, Ashley Laurence, Doug Bradley, Sean Chapman

 

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7/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:30
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25.6.08

Death Defying Acts é a recomendação aqui no Cinematograficamente Falando …, um filme que aborda a vida de Houdini, um dos ilusionistas mais famoso da historia que se vê envolvido numa teia de sentimentos; paixão, luxúria e sedução num filme que segue a mesma linha de O Ilusionista e O Terceiro Passo. Com Guy Pearce (o inesquecível protagonista de Memento) e Catherine Zeta-Jones (Legendo f Zorro, Traffic).

 

Os irmãos Wachowski e o produtor Joe Silver, ficaram sempre lembrados como os criadores de Matrix, o inovador filme de ficção científica de 1999 e as suas respectivas sequelas. Neste filme, os cujos ditos adaptam uma serie animada de grande sucesso, que a recebem sob uma magnífica “explosão” de cores. Speed Racer pode ter sido um fracasso nos EUA, mas aqui no “nuestro” pais promete fazer o mesmo, que Matrix fez a 9 anos atrás. Com Emile Hirsch (Into The Wild), Matthew Fox (da serie Lost) e Christina Ricci (Cursed).

Conforme seja a sua escolha, bons filmes …

 


publicado por Hugo Gomes às 23:47
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Baseado numa ideia de Steven Spielberg, Eagle Eye é o novo thriller protagonizado pelo seu “afilhadoShia La Beouf (Transformers, Indiana Jones and the Kingdom of Crystall Skull). Este filme de suspense reconta o conceito de “um homem errado no lugar errado”. Eis que um jovem como por engano vê-se envolvido numa conspiração que ameaça os EUA e não só, o seu pescoço. Com Michelle Monaghan (Made of Honor, Gone Baby, Gone), Billy Bob Thornton (A Simple Plan, Monster’s Ball) e Rosario Dawnson (Sin City), fazem parte do elenco deste filme de D.J Caruso (Taking Lives, Disturbia) com estreia marcada para 26 de Setembro nos EUA. Eis o novo trailer.


publicado por Hugo Gomes às 22:59
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Real.: Michael Patrick King

Int.: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon, Kristin Davis, Jennifer Hudson

 

 

Passaram 10 anos desde o inicio de um serie que inovou as televisões mundiais e tornando-se num líder de audiências e subjugando á cultura pop, ao imaginário de milhões. Estou a falar de certamente de O Sexo e a Cidade, que para além do sugestivo titulo, era um relato cronista de quatro mulheres que procuram o amor num (talvez) lugar inóspito dele, Nova Iorque, enquanto isso discutiam sobre os diferentes temas, a maioria deles abalam qualquer mulher; acessórios, vestuário, casamentos, entre outros, sem esquecer do suposto sexo, neste caso a luxúria que marcava as personagens principais. A série também foi um veículo para as quatros actrizes (Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Cynthia Nixon e Kristin Davis), que tornaram-se limitadas nas outras escolhas cinematográficas ou televisivas, as duas primeiras referidas, são talvez as mais bem sucedidas do quarteto. Esta longa-metragem segue os acontecimentos que marcaram o fim da série, um deles é a exploração do relacionamento da carismática Carrie (Sarah Jessica Parker) com o seu noivo, enquanto planeiam-se casar.

Sex and the City derrotou na primeira semana de estreia o “rival de chicote”, Indiana Jones IV, afirmando como um dos grandes sucessos deste Verão e tendo em conta de se tratar de um comédia dramática e romântica, o seu sucesso antevêem á fama que a série obteve, porque quando referimos o êxito de 2008, referimos como uma preguiça argumental e narrativa. È um filme longo, assim por dizer, e demasiado composto pelos seus tiques televisivos, o que certamente agradará os fãs incondicionados da série, mas afastará um simples espectador que desconhece da cuja dita, muito por culpa da já referida duração, duas horas para ser mais exacto.

Mas no geral não é um filme ruim, assim por dizer, consegue arrecadar bons momentos quer dramáticos, quer cómicos, mas tudo soa repetitivo e como uma luxuosa marca de vestuário, demasiado brilhante, caro, mas supérfluo. A sua fonte de energia é limitada a um conjunto televisivo de registo, é como tivéssemos a ver uma “maratona” de vários episódios da série, sem inovação, nem irreverência. Outro factor malicioso é a personagem interpretada por Jennifer Hudson, a vencedora do Óscar de Melhor Actriz Secundaria por Dreamgirls em 2006, um carácter plano e de adereço (o mesmo pode-se dizer de uma mão cheia de outras personagens de caracterização descartável). Podemos, é com certeza contar com a química obtida pelas quatro protagonistas e pela sempre doce e carismática Sarah Jessica Parker a liderar, esta pecaminosa comédia de Verão.

O melhor – As quatros protagonistas, a química obtida pelo quarteto

O pior – A superfluidade de um registo mais televisivo que cinematográfico

5/10 **

 

Sex and The City – The Movie” – 4 estrelas "Não diria que se podiam ter ficado pela série, mas quase duas horas e meia de filme é completamente exagerado, retirando o brilhantismo e os bons momentos que a série nos habituou. O resultado podia ter sido bem melhor, já que o filme às vezes acaba mesmo por ser chato." Ante-Cinema

 


publicado por Hugo Gomes às 22:31
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24.6.08

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publicado por Hugo Gomes às 23:01
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No topo do Mundo!

 

Eis um dos filmes mais famosos do Mundo (se não o mais), esse Casablanca de Michael Curtiz, aquele que talvez sejas um dos raros momentos em que refere a capital portuguesa (Lisboa) como um último reduto, uma esperança livre e difícil de alcançar, é exactamente nisso que pensa Rick Blain  (Humphrey Bogart), um refugiado que ao não conseguir escapar de Casablanca, uma cidade marroquina considerado neutra (mas não muito), constrói a sua vida lá, tornando-se dono de um dos mais prestigiados cafés do local. E é numa vulgar noite quente que entra no seu salão, a sua antiga paixão, Isla  (Ingrid Bergman), que se fazia acompanhar pelo checoslovaco, Victor Laszlo  (Paul Henreid), agora seu esposo, um revolucionário o qual a Alemanha deseja deter, mas sem sucesso já que, referindo mais um vez, este encontra em território neutro. Seguido por vários twist e “remexidas” no passado, Rick Blain terá que tomar decisões críticas e importantes que ditarão o rumo de várias personagens.

 

 

 

“Louis, I think this is a beginning of a beautifull friendship" - são frases como estas, ditas por um dos mais charmosos actores de sempre, Humphrey Bogart, que fizeram avançar em passo largo o cinema. Além da quote, o qual eu partilho a mesma opinião que Billy Crystal na conhecida obra de Rob Reiner, “When Harry Met Sally” (1989) - a melhor de todas as frases ditas num final de um filme - Casablanca é uma fita “assombrada” por fantasmas, mas bastante louvável no conteúdo humano. Os diálogos são engenhosos, mas sobretudos incrivelmente “apetitosos” que em momento nenhum chega a entediar-nos, e depois, claro há sempre momentos de grande clímax sempre antecedidos por uma conjuntura musical ou uma simples recordação que persegue o espectador mas que nunca se deixa revelar. Este foi o filme que lançou Bogart não só para o estrelato hollywoodesco da altura, mas para um legado cinematográfico insubstituível, tornando-se num dos actores mais influenciáveis e icónicos da Hollywood Clássica. Todo o seu glamour masculino e a sua presença forte e sinistra compõem Rick Baine como um ídolo do cinema noir, a sua composição desconfiada e infiel faz com que a sua crença pela “humanidade” seja um motivo inspirador numa fita carregada de esperança, principalmente tendo em conta o período em que foi filmado e produzido, no apogeu da Segunda Guerra Mundial.

 

 

Além de Bogart, Casablanca é afinado com desempenhos sintonizados ao tom da fita, ou por outras palavras – imaculados. Assim sendo temos actores celebrizados como Claude Rains, inesquecível no papel do capitão Louis Renault, naquela que é uma das personagens mais célebres do cinema classicista e a bela Ingrid Bergman  (o seu nome é facilmente confundido com o autor sueco Ingmar Bergman) que fora para sempre imortalizada. O esquecido Paul Henreid traz até nós, uma personagem audaz, ao mesmo tempo sombria, e sedutora, enriquecido com um carácter mais que superficial.

 

 

 

Depois disto tudo tem um filme irrepreensível em termos técnicos; fotografia, banda sonora, planificação, elementos, esses que formam no seu tempo um dos exemplares mais amados e queridos do cinema clássico norte-americano. Quanto à realização por parte de Michael Curtiz, bem, se não há melhor elogio dizer que em momento algum nos aborrecemos nesta viagem por entre paixões não consumidas, a ambiguidade de valores e o sacrifício (tema predilecto do cinema hollywoodesco) em toda a sua glória e mais … subtileza. Curtiz adquiriu com esta obra o prestígio. Um clássico absoluto do cinema mundial. Exuberante!

 

We'll always have Paris

 

Real.: Michael Curtiz / Int.: Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid, Claude Rains

 

 

O melhor –  tudo

O pior –  desde que não haja planos para um remake, nada.

 

Casablanca” – 10 estrelas "Certamente a história de amor mais bem filmada na história do cinema. O seu estatuto dado por esse mundo fora, como um dos melhores filmes de sempre, não é nada exagerado. O filme cumpre a nossa atenção através das derivadas emoções e sentimentos que sempre nos transmite, permitindo a natural paixão entre espectador e filme em si. Uma das obras mais bem sucedidos na história do cinema, porque sabe usar este estatuto da maneira mais inteligente possível. É um grande filme, e ponto final." Ante-Cinema

Casablanca” – 9 estrelas "Mais do que uma história de amor sobre duas pessoas, "Casablanca" é a história de centenas de pessoas que tentaram escapar aos horrores da Segunda Guerra Mundial (...) Em jeito de conclusão reconheço "Casablanca" como um grande filme " Cinema is My Life

 

10/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:37
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23.6.08

No outro dia vi o I Am Sam (critica brevemente), o filme de Jesse Nelson, uma daquelas obras manipuláveis e “bonitinhas” que se destaca pela primordial interpretação de Sean Penn, naquele que talvez foi o seu primeiro grande olhar sobre a Academia que o recebe com uma nomeação para Melhor Actor, mas o dito Óscar foi mesmo para Denzel Washington em Training Day de Antoine Fuqua. Mesmo com todos os seus defeitos, o de ser um filme demasiado fácil por exemplo, I Am Sam com o estranho título traduzido de A Força do Amor, é um apelo á diferença e uma inspiração que mesmo “pequenos”, neste caso refiro á limitação quer física ou psicológica, e se acreditarmos poderemos alcançar aquilo que se considera impossível. È neste caso que o filme de Jesse Nelson é de facto notável, e no cinema em si um meio de acreditar em possíveis e impossíveis.

Longe do cinema que retrata presenças célebres, génios de área ou personalidades marcantes, há ainda aqueles que retrata o que no filme protagonizado de I Am Sam refere, os diferentes, e é no caso da famosa película de Robert Zemeckis, Forrest Gump, a fita galardoada de 1994 que conta Tom Hanks (vencedor do Óscar de Melhor Actor) num papel que ainda hoje o perseguiu, sobre um homem limitado psicologicamente que por sem intenção ou não consegue criar grandes feitos, muitos deles ditando o próprio rumo do Mundo. È este corajoso filme que tornou-se o porta-voz daqueles que pouco o aclamam, os chamados oprimidos das inúmeras comédias tais como; Oh Não, Outro Filme para Adolescentes, Deuce Bigelow ou Date Movies que utilizam essas diferenças para pura chacota, num registo grosseiro e ofensivo que apenas aqueles que entendem essa verdadeira natureza não sentiram grande vontade no “circo de aberrações” que muitas vezes o cinema quer ditar.

Afinal um ser humano não se mede pelas suas capacidades, mas sim pelos seus actos

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:03
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publicado por Hugo Gomes às 17:45
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21.6.08
21.6.08

Real.: Sean Ellis

Int.: Sean Biggerstaff, Emilia Fox, Shaun Evans

 

 

Sean Ellis realizou em 2004, Cashback, uma curta-metragem vencedora de 6 prémios internacionais, incluindo o premio de publico em Evora Short Films Festival e inclusive foi nomeado para os Óscares na sua respectiva categoria. Essa curta, relatava a história de Ben, um estudante de uma escola de artes que depois de um dito “break up” ou rompimento com a sua namorada, perde quase literalmente a vontade de viver. E no intuito de procurar um novo rumo para a sua vida, decide trabalhar no turno da noite de um supermercado local. É nesse local de trabalho que Ben (Sean Biggerstaff) aprende que existe muito mais do que aquilo que a sua vida lhe oferecia anteriormente, á apenas que saber procurar. Nesta versão alargada, o argumento é o mesmo, mas claro, mais complexo e igualmente bem construído e elaborado.

Longe do habitual registo de comédia que se cataloga, Cashback é uma obra filosófica que ilude na sua premissa, o que parecia de inicio tratar de uma simples comédia física ambientada num supermercado, torna-se no maior documento intrínseco da fisiologia feminina, e com isso a melhor dedicação e apreciação desde os gregos e romanos que veneravam a sua deusa Vénus. O que poderá insastifazer os mal habituados á complexidade cinematográfica de uma projecto meramente indie. Nesse caso podemos tratar este Cashback num objecto á parte neste vasto leque cinematográfico moderno, entre o drama surreal e a comédia de contornos britânicos, temos um filme de prazeres e de descobertas que não deixará nenhum espectador indiferente.

O filme de Sean Ellis, além de ser um filme de comportamentos criativos e artísticos á altura, é também um singelo de interpretações acima da media, com o auxilio de um belo trabalho de composição das personagens, que nos trazem caracteres tão distintos e de um universo tão bizarro que passados, talvez, cinco anos ou mais iremos lembra-las como tivesse-mos conhecendo-as ontem.

O seu grande defeito está sobretudo nas quebras narrativas e no surrealismo que por vezes apresenta, fazendo com que o filme perca uma credibilidade que o afastará de vários espectadores, principalmente aqueles que não entendem que estão no meio de um amontoado de metáforas de teor filosófico. Melhor é ver vocês mesmos.

O melhor – As personagens e as bizarras situações

O pior – muito apostador nas surrealidades

 

8/10 ****

 


publicado por Hugo Gomes às 22:31
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Hillary Shank será Amelia Earhart, uma piloto de aviões que desaparece no Pacifico por volta de 1937, enquanto tentava atravessar o Mundo de aeroplano. O biopic (Amelia) será realizado por Mira Nair (Vanity Fair), e no elenco podemos contar com Richard Gere (Chicago, American Gigolo), Ewan McGregor (The Island, Star Wars III) e Virginia Madsen (Number 23). O filme tem data de estreia para o ano que vem.

 


publicado por Hugo Gomes às 14:21
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Mais uma vez a religião está em “pé de guerra” com o cinema, neste caso com as rodagens de The Angels and the Demons – os Anjos e demónios, a prequela de O Codigo da Vinci, ambos realizador por Ron Howard e protagonizados por Tom Hanks. O argumento deste filme centra-se 90% na cidade do Vaticano, mas infelizmente o porta-voz da cidade bane qualquer tipo de rodagens nos monumentos desta categoria, porque segundo ele o filme é uma “linha de fantasia que fere o sentimento religioso”.

(Irra, isto já soa doentio

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:15
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Midnight Meat Train, o filme de terror da autoria de Clive Barker (Hellraiser) poderá ser lançado directamente para DVD no dia 1 de Agosto, quem não ficou contente com esta notícia foi o próprio autor, Barker que pede aos seus fãs que manifestem contra o estúdio LionsGate, para que o filme que conta com Vinnie Jones no elenco tenha uma estreia como deve ser, ou seja, no cinema. Deixo-vos um trailer só para abrir o apetite e deixar a vosso critério, se é ou não filme para ser lançado no cinema.

 


publicado por Hugo Gomes às 14:12
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Não se vêem muitos destes. Em anos que não se viu ...
Essa última frase foi simples mas genial.
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