31.5.08

Entre Trevas!

 

Numa vila isolada do Alaska, como é habitual em todos os Invernos, esta mergulha numa escuridão total durante 30 dias. A vila sempre mantido o pacifismo nos anos anteriores, mas agora tudo difere quando um estranho (Ben Foster) pressagia o sítio com morte e destruição e promete que a neve ficará vermelha com o sangue das vítimas. Tudo porque nesse ano a vila será visitada por um tipo de criaturas que os habitantes nunca imaginariam ver ou sequer ouvir; sedentos Vampiros.

 

 

David Slade aventurou-se em 2005 numa abordagem pouco irreverente, mas corajosa em atravessar um tema que tanta controvérsia dava, a da pedofilia, em Hard Candy. Depois deste thriller que marcou presença, o realizadorresolve entrar em domínios mais vulgarizados pelo cinema em geral; a da adaptação de uma novela gráfica, neste caso a “vitima” foi 30 Days of Night da autoria de Steve Niles e Ben Templesmith (30 Days of Night), e claro, o abalroamento ao mundo vampírico que conduz milhões de fãs por todo o mundo. Mas quanto aos amantes da graphic novel, o alívio inicial parecia geral, um realizador controverso em 30 Days of Night, que apesar de inexperiente no género, fazia adivinhar um certo rigor e pretensiosismo na conversão cinematográfica. Sendo que a meta inicial não era o de somente agradar os fãs da matéria-prima, mas como também quebrar as fronteiras do simples filme de terror de estúdio. Contudo, o resultado está longe desses mesmos objectivos.

 

 

A principal falha deste 30 Days of Night é o facto de não corresponder ao género que se auto-titula. Na obra sente-se o medo do seu próprio terror, quer físico ou psicológico, que mesmo evitando às habituais explorações de clichés e artifícios necessários, não chega preencher os seus vazios existenciais. David Slade tenta fazer o melhor que pode, mas a sua inexperiência é revela desde o preciso momento em que cruza com elementos do cinema de Romero, mas sem a humanização e substância do mesmo. A leveza com que o autor aborda o “sumo” da novela gráfico nos leva a crer que a certo ponto David Slade pretende terminar rapidamente o filme, concretizando uma narrativa em modo veloz que menospreza as suas personagens e as situações, que em outras mãos culminariam ensaios interessantíssimos do género de suspense.

 

 

Já o elenco, já esse, é automatizado, e excepto o sotaque interessante de Ben Foster, não existe nada para destacar nos demais, até mesmo Josh Harnett que depois de Lucky Number Slevin e Sin City, o qual parecia seguir um rumo mais rigoroso na sua carreira, descai apenas com o seu ego já variadamente apresentado. Assim sendo, 30 Days of Night apenas sobrevive com a ideia dada pela originalidade da novela gráfica e com ele, uma fotografia exemplar à matéria-prima. Há sangue, vampiros e muita neve, mas também existe um consumismo fácil e sem perturbações. Parece que canhou a “fava” a David Slade.

 

There is no escape. No hope. Only hunger and pain.”

 

Real.: David Slade / Int.: Josh Harnett, Melissa George, Danny Huston, Ben Foster

 

 

O melhor – o sotaque de Ben Foster

O pior – quando a ideia não salva a execução

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:10
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Rainn Wilson, mais conhecido por Dwight Schrute da serie Office (o qual sou fã), está confirmado para desempenhar o papel de um professor no próximo blockbuster do Verão de 2009, Transformers 2 de Michael Bay.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:21
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Alex Foley, o agente de Beverly Hills, poderá regressar em 2010. A personagem principal da trilogia Beverly Hills Cop, que por cá chamou-se O Caça-Policias, filmes que afirmavam Eddie Murphy como uma estrela da comédia policial poderá contar com um quarto capítulo, realização (talvez) por Brett Ratner (X-Men: The Last Stand, Rush Hour). Mais um filme que vem reivindicar o regresso das personagens clássicas, por enquanto que venha esse Dirty Harry.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:14
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No ultimo Festival de Cannes foi apresentado ao publico a próxima grande produção tailandesa, Ong Bak 2, a sequela do grande sucesso de 2003 que afirmou ao Mundo, Tony Jaa como um sucessor do lendário Bruce Lee. Além de protagonizar a fita, o actor e praticante de muay thay é o realizador desta sequela que promete “toneladas” de adrenalina.


publicado por Hugo Gomes às 20:06
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"Faço películas para estar atrás da câmara, não na frente dela. Estou seguro quando digo coisas muito íntimas sobre mim em todos os meus filmes, mas é melhor dizê-lo não muito directamente, do que atrás de uma mulher."


 

Nascido a 15 de Novembro de 1967 em Paris, França, o realizador François Ozon é nos dias de hoje um dos mais singulares autores da satirizações humana como também a sua sexualidade que está presente em muitas das suas obras. Enquanto criança trabalhou como modelo, mas em adulto “brinca com a câmara” de maneira estética mas suavemente intrínseca nas suas obras. Satirizou a sua família na sua primeira curta-metragem, Photo de Famille (1988) e a partir seguiu para o drama o qual teve grande saída, realizando inúmeras curtas do género. Em 1994 conceituou Action Vérité, o qual venceu o prémio dos críticos de curtas no Sindicato dos Críticos Franceses, esse mesmo retratando o mundo gay, o que tornou numa imagem de marca para as futuras obras de Ozon. Realizou a sua primeira longa-metragem em 1997, Regarde La Mer, um thriller unanimemente aclamado pela crítica, um ano depois passou para o surrealismo e a sua habitual exploração do mundo homossexual em Sitcom (1998). Em 1999 trabalhou no thriller sexual, Les Amants Criminels, em 2000 venceu o premio de Melhor Película no Festival de Berlim com Gouttes d'eau sur Pierres Brûlantes, no mesmo ano estreou Sous le Sable protagonizado pela célebre actriz Charlotte Rampling, já em 2002 realiza o musical feminino, 8 Femmes com Catherine DeNeuve e Isabelle Hupert nos principais papéis, vencendo várias distinções no Festival de Berlim, incluindo o de Melhor Elenco. Só em 2003, o autor torna-se celebre em todo o mundo com Swimming Pool, até hoje o seu filme mais famoso, depois seguiu-se 5x2 (2004) e Le Temp qui Reste (2005) dois filmes com estreias mais amenas e já com o olhar atento dos cinéfilos. Regressou às curtas em 2006 com Un Lever de Rideau e em 2007 estreou Angel com um elenco mais internacional com Romola Garai e Sam Neill. Realizador e argumentista, François Ozon é um dos mais incontornáveis autores franceses do nosso tempo.


publicado por Hugo Gomes às 19:45
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publicado por Hugo Gomes às 19:35
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28.5.08

Esta semana atemos como destaque uma comédia dos mesmos criadores dos êxitos de Virgem aos 40, Super-Baldas e Um Azar do Caraças. Desta vez a mesma equipa irá pronunciar sobre o passo final de uma relação (ou não), o chamado “breakup” ou separação. Em Forgetting Sarah Marshal, ou com o título traduzido, o hilariante Um Belo Par … de Patins, é a recomendação da semana e para todos aqueles que desejam passar um belo serão no cinema. Com Jason Segel, Kristin Bell e Jonah Hill nos principais papéis.

Agora passando para a produção espanhola com El Corazon de la Tierra de Antonio Cuadri, um filme dramático e romântico que conta a história de Bianca, uma escritora de livros infantil que vive recordações infelizes da sua triste infância. Um filme da qualidade dos “nuestros hermanos” que conta com o “muito portuguêsJoaquim De Almeida.

Conforme seja a sua escolha, bons filmes

 


publicado por Hugo Gomes às 23:39
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27.5.08

 

Morreu Sydney Pollack, o galardoado realizador de África Minha (1985), também vencedor do Óscar de Melhor Filme. Faleceu dia 26 de Maio devido a um cancro já diagnosticado há 10 meses, tinha 73 anos. O autor realizou obras conhecidas e meritórias tais como Tootsie (1982), Absence of Malice (1981) e The Firm (1993), foi também actor o qual recentemente participou em Michael Clayton (2007), o qual também produziu.

Sydney Pollack – (1934 – 2008)

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:43
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Eis o primeiro poster e talvez a primeira prova de existência de Witchblade, uma adaptação de um comic book homónimo de Mark Silvestri realizado por Michael Rymer (A Rainha dos Malditos). A história roda sobre uma luva composta por jóias que fornece poderes míticos a quem a usar, principalmente mulheres escolhidas de diferentes gerações. A estrear algures em 2009.

 


publicado por Hugo Gomes às 20:02
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publicado por Hugo Gomes às 19:59
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26.5.08

Laurent Cantent no momento em que recebe a palma dourada

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Este ano, grande festival do sul de França ficou marcado pela estreia mundial de Indiana Jones and the Kingdom of Crystal Skull e de Blindness, a adaptação de Fernando Meirelles á obra literária de José Saramago, O Ensaio Sobre A Cegueira, que mesmo tendo uma má recepção por parte dos críticos, recebeu graças por parte do autor que esteve presente na estreia.

 

Terminou a 61ª edição do Festival de Cannes, o que para muitos é o maior festival de cinema do Mundo. O vencedor deste ano é o francês “Entre le Murs” de Laurent Cantent, que retrata a história de uma turma problemática num liceu de Paris. Outras distinções a ter em destaque foi Benicio Del Toro como melhor Actor pelo seu papel de Che Guevara, o imortalizado revolucionário no filme de Steven Soderbergh, Che. Sandra Corveloni como melhor Actriz em Linha de Passe de Walter Salles e Danielle Thomas, Catherine DeNeuve recebe pelas mãos de Robert De Niro o premio de carreira, o mesmo que Clint Eastwood.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:25
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27 Anos depois de Indiana Jones and the Kingdom of Crystal Skull, já Harrison Ford na pele do caçador de tumbas mais famoso da história, entrava nas mais improváveis brigas em Raiders of the Lost Ark – Os Salteadores da Arca Perdida, o filme de aventura por excelência. Neste que é provavelmente o melhor momento do filme, mostra que Indiana Jones ignora completamente as palavras “morrer com honra” dando a este guerreiro árabe uma morte humilhante e divertida. No guião original do filme de 1981, esta sequencia não estava incluída, no seu lugar estava uma luta longa do Jones contar o dito guerreiro árabe, passado muitos takes e cansado, Ford vira-se para Spielberg e Lucas (realizador e produtor) e diz “can i just shoot him?”. Inicialmente dito como uma graça converte numa sugestão levado a cabo, o resultado posso ser visto em cima.

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publicado por Hugo Gomes às 19:47
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Real.: Regis Wargnier

Int.: José Garcia, Marie Gillian, Lucas Belvaux

 

 

O Comissário Jean-Baptiste Adamsberg está a investigar um caso que está a deixar Paris em pânico, é que são pronunciados presságios e morte e da vida de um pesadelo real para os parisienses – o regresso da peste negra.

O subgénero policial é um dos braços fortes do variado cinema que se faz em França, mas ao contrário do dito estilo americano, no cinema francês, o policial é um género calmo, suspensivo e negro que ultimamente tem vindo a contorcer-se para com o paranormal ou mesmo ficção científica ao contrário do histerismo de tiques e estilos que povoam o grande número de filmes americanos nas salas de cinema. No filme de Regis Wargnier, tem a premissa de trazer até aos dias de hoje, uma das nódoas da história francesa – a peste negra – sendo essa a desculpa para um desenrolar quase esquizofrénico do argumento. Onde a promotora negrura nunca chega a acontecer muito devido aos espasmos na cadeira de realizador e de uma intriga que “não é carne, nem peixe” em termos solucionáveis, o que conta muito para cria um thriller, assim por dizer, que promete mais do que aquilo que realmente dá.

Além disso são muitos os momentos ridículos da fita, o protagonista parece ser uma variação “sexto sentido” no que diz em resolver casos quase labirínticos e bíblicos, apesar de tudo é atacado pelo estereótipo reciclado de um polícia com problemas conjugáveis que neste caso nem se preocupa situar o espectador na situação. José Garcia é o dito protagonista e talvez a única personagem do filme, a sua omnipresença leva com que o resto dos caracteres seja só paisagem. Mais um premissa desaproveitada pela falta de talento de uma produção sem inspiração.

O melhor – a premissa

O pior – o desaproveitamento da mesma

 

4/10 **

 


publicado por Hugo Gomes às 18:53
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24.5.08

 

 

Depois da confirmação de Ian McKelen e Andy Serkis no regresso à Terra Média em The Hobbit, a prequela de O Senhor dos Anéis dirigida por Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno, Hellboy) e produzida por Peter Jackson (O Senhor dos Anéis, King Kong), Viggo Mortensen é o novo regresso à super-produção, celebre por ter interpretado Aragorn nos três filmes da saga, o qual voltará a esse mesmo papel.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:55
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Jonathan Demme sucede Martin Scorsese no futuro documentário sobre o cantor de reggae, Bob Marley a ser lançado a 6 de Fevereiro de 2010, o qual comemora-se o 65º aniversário do seu nascimento. Jonathan Demme, conhecido por ter realizado O Silencio dos Inocentes e Filadélfia, é tal como Scorsese perito na direcção de filmes-concertos e documentários musicais, tendo já realizado Heart of Gold que relacionado o musico de country, Neil Young.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:52
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Um filme apadrinhado por Steven Spielberg, com o seu novo “afilhado” Shia LaBeouf que volta a trabalhar com o realizador D.J. Caruso, depois de Disturbia. Eagle Eye é um thriller de acção que evoca o velho conceito de “o homem errado no lugar errado”. O primeiro trailer.

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publicado por Hugo Gomes às 18:45
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É já no dia 12 de Junho no nosso país.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:43
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Neste caso, procuram as semelhanças e não as diferenças.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:35
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24.5.08

Real.: Robert Luketic

Int.: Jim Sturgess, Kate Bosworth, Kevin Spacey, Laurence Fishburne, Aaron Yoo

 

 

Ben Campbell (Jim Sturgess) é um aluno de capacidades brilhantes no sector matemático e probabilidades, que para conseguir dinheiro para estudar na universidade de Medicina, junta-se a um grupo de alunos de capacidades qualitativas liderados pelo seu professor, Micky Rosa (Kevin Spacey) que organizam viagens de fim-de-semana para Las Vegas, no âmbito de jogar blackjack, utilizando o talento dos seus alunos. Na cidade do pecado, Ben encontrava uma vida dupla, luxuriosa onde todos os seus desejos são tornados realidade num ápice, mas envolve-se numa rede de traições e intrigas, o qual o jovem devia nunca ter entrado. Baseado numa história verdadeira.

Realizado por Robert Luketic, propriamente um director de nome, os seus projectos mais conhecidos são Legalmente Loira e Uma Sogra de Fugir, duas comédias sem brilho algum e de digestão fácil. Quanto a 21 – a ultima Cartada, Luketic foge do género humorístico para explorar o cinema de golpe ambientado na cidade iluminada de Las Vegas, recorrendo a um vasto número de artifícios que seduzem as audiências de Verão, principalmente os mais prematuros. Não é um Casino de Martin Scorsese, nem mesmo o Ocean’s Eleven de Steven Soderbergh, não entrega assim demasiado entretenimento, mas evidencia o esforço dos envolvidos que tratam as personagens com pouco mais de consideração, nomeadamente os chamados “nerds” (=marrões) que integram o protagonismo, são tratados de forma mais sólida e menos estereotipa, o que só nesse aspecto o filme ganha pontos.

Outros pontos obtidos neste filme são sempre quando Laurence Fishburne (Matrix) e Kevin Spacey (Suspeitos do Costume) entram em cena, só a sua presença eleva este filme para um estatuto mais que adolescente e aliás Fishburne é um dos actores mais cool da sua geração. Quanto á escolha do protagonista, Jim Sturgess, bem, causa simpatia, mas a sua personagem é a de todas a menos interessante, aparentemente parece ter saído de um comédia pré-adolescente que envolve liceus e Kate Bosworth parece condenada ao simples abandono argumental da sua personagem. Há ainda a destacar o Aaron Yoo, foi o amigo de Shia LaBeouf em Disturbia, que recolhe alguns dos momentos mais divertidos do filme, mas é esquecido mais para o meio deste, tornando-se num simples adereço. Um entretenimento razoável, o melhor filme de Robert Luketic.

O melhor – A promessa de entretenimento, que modestamente cumpre

O pior – algumas personagens promissoras desaproveitadas

 

"21" – 7 estrelas  - "Um elenco sólido e uma realização eficaz na representação de um dos mais bem sucedidos golpes a casinos por um grupo de estudantes." Ante-Cinema

21” - 6 estrelas “A realização de "21", a cabo de Robert Luketic é pobre, sem vida e exponencialmente pouco criativa. Revela pouca maturidade cinematográfica assim como falta de habilidade com a câmara e os planos de transição. No que aos actores diz respeito, Kevin Spacey (oscarizado pela fita "American Beauty" em 2000) é brilhante como sempre e acaba por ser um óptimo líder da equipa de génios.Cinema is my Life

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:15
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23.5.08

Real.: Luis Piedrahita, Rodrigo Sopeña

Int.: Lluís Homar, Alejo Sauras, Elena Ballesteros

 

 

Matemática é uma dor de cabeça para muitos, mas para outros é um dom de sabedoria, é a única forma de antecipar á fórmula de vida fazendo da disciplina o seu estilo esquemático. Para estes quartos brilhantes matemáticos, fechados num armadilhado quarto e obrigados a resolver enigmas matemáticos a uma velocidade recorde para poderem sobreviver, a matemática é a energia de tudo, uma força resumida a números, equações e trigonometria que se convertem em armas de saber e neste caso vingança.

La Habitacion de Fermat é mais um exercício de estilo por parte do influente cinema de Espanha que recorre ao legado deixado por Intacto (2001 – Juan Carlos Fresnadillo), como também às influências do canadiano Cube (1997 – Vincent Perez) e até o “americano” Saw (2004 – James Wan), é um puzzle inicialmente bem construído e engenhoso que constrói uma intensa premissa que capta a atenção do espectador até que por limitada força, tudo se dissipa com o conceito “mais olhos que barriga”. O filme dos realizadores, Luis Piedrahita, Rodrigo Sopeña é uma prova de ideias, mas não uma prova de substancia.

Apresentado no nosso país no festival de cinema fantástico, Fantasporto, vencedor de dois respectivos prémios, O Enigma de Fermat, mesmo que desequilibrado é uma prova da crescente fluência de ideias que surgem “aqui ao lado”. Pena isto servir de prova, que mais uma vez estamos mais atrasados que o resto do Mundo. Ideia procura-se.

O melhor – A premissa

O pior – o desequilíbrio narrativo de um filme com mais ideias que prática

 

"La Habitación de Fermat" - 8/10 - "Enigma de Fermat apresenta-nos um grande jogo narrativo que nos prende a atenção do início ao fim. O cinema espanhol tem estado claramente em alta." Ante-Cinema

"La Habitación de Fermat" - 7 estrelas “ (...) é a nova vaga de cinema espanhol que se aproxima, cada vez mais mas com as devidas distinções, do cinema americano Hollywoodesco.Os actores ajudam a que a fita obtenha a distinção visto que as interpretações são a ter em conta onde o realismo é patente com traços psicológicos muito bem acentuados." Cinema is my Life

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:41
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