31.1.08
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publicado por Hugo Gomes às 23:12
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Real.: Tim Burton

Int.: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen, Ed Sanders, Jamie Campbell Bower, Jayne Wisener

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Injustamente condenado e separado da sua mulher e filha devido aos ciúmes e inveja de um homem poderoso, o juiz Turpin (Alan Rickman), Benjamin Barker (Johnny Depp) converte-se no misterioso homem Sweeney Todd e passado 15 anos abre uma barbearia, o qual integra no seu plano de vingança. Porque segundo dizem em Fleet Street, quem entra na barbearia de Todd nunca mais volta.

Sweeney Todd é a sexta cooperação entre o actor Johnny Depp e o realizador Tim Burton. A dupla referida já nos deu obras de arte que se figuram entre o imaginário e o registo cinéfilo; Eduardo Mãos De Tesoura, Ed Wood, Charlie E A Fabrica De Chocolate, são três exemplos de excelentes trabalhos de Depp compostos pelo seu realizador de eleição. È por estas e por outras que se verifica uma liberdade do actor em interpretar a personagem entregue, isto deve-se de facto á boa relação com o autor.

Sweeney Todd é um misto entre musical com terror, drama e até mesmo comédia negra, é de todo um filme difícil de catalogar com uns avantajados valores técnicos na secção cénica e fotográfica. No caso do primeiro, como não podia deixar de ser, e como estamos a assistir um filme de Burton, os detalhes dos cenários são deveras importantes e valorizadas e isso verifica-se nas paredes decadentes com a tinta a saltar e cheios de rasgos, os edifícios saídos de um conto gótico com vidros partidos e poças de agua á entrada, os ambientes que realçam o medo e o cómico e um rol de histórias pitorescas que soam como vozes de deuses entre os cenários e a banda sonora composta por Danny Elfman. O filme de Tim Burton é mais um freak show de alta qualidade e um regalo para a vista, mas desta vez com grande capacidade dramática, muito, graças á versatilidade de Johnny Depp que caracteriza a sua personagem como uma mente magoada e distorcida.

Por entres as virtudes de um musical num mínimo invulgar, Sweeney Todd apresenta como novidade a voz de Depp para este estilo de filme. O que nos primeiros momentos pode parecer alienado, mas não por culpa do actor, mas sim dos nossos ouvidos que não foram habituados com a ideia de ver o actor de Os Piratas Das Caraíbas a cantar e a dançar ao ritmo das musicas penetrantes. Nesse factor, Johnny Depp mostra ao mundo que é um dos mais talentosos actores da actualidade. Quanto o resto do elenco, sem falhas, Helena Bonham Carter, sem surpresas, a integrar no elenco com a invulgaridade e estranheza do habitual, Alan Rickman a cumprir muito bem os propósitos requeridos, Timothy Spall numa bizarra caracterização de um comissário de aparências duvidosas, Sacha Baron Cohen num papel divertido como sempre e a surpresa de Ed Sanders, o qual é distinguido como um das melhores interpretações infantis do ano em vários festivais e eventos cinematográficos.

Em termos de defeito, apenas tenho de apresentar um, a historia de amor em segundo plano entre as personagens Anthony Hope (Jamie Campbell Bower) e de Johanna (Jayne Wisener) está ausente de força e sem diferenças com os enésimos romances adolescentes que abundam nas nossas salas, isso ou o facto de o a amor de Sweeney Todd pela sua mulher e filha, que o levam-no a praticar atrocidades, seja mais bizarro, intrínseco, poético e acima de tudo interessante. Porque por detrás dos cenários góticos, das numerosas cenas de comédia negra e a violência mais ou menos gore, o novo filme de Burton é na realidade uma história de amor sem barreiras entre a vida e a morte. Um presságio das almas. Um dos melhores filmes de Tim Burton, mas acima de tudo um musical inesquecível.

O melhor – Johnny Depp e a esperada realização de Tim Burton

O pior – um romance secundário sem força nem rigor

 

At last, my arm is complete again.” 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:32
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Son of Rambow, apesar de parecer, não é a concorrência para o filho de Indiana Jones, nem segue a chamada storyline do herói duro de morrer. Trata-se de um drama familiar que conta a história de dois jovens que decidem fazer um filme caseiro inspirado no Rambo. O filme já está a ser percorrido nos festivais e nos EUA irá estrear dia 2 de Maio, mas de lançamento limitado. É capaz de ser interessante.


publicado por Hugo Gomes às 00:07
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30.1.08

5, 4, 3, 2, 1, 0 – é o que se pode resumir á minha satisfação de saber que Sweeny Todd  - O Terrivel Barbeiro De Fleet Street vai finalmente estrear em Portugal depois de uma longa e ansiosa espera. Realizado pelo consagrado Tim Burton, o homem por detrás de filmes como Eduardo Mãos De Tesoura, Charlie E A Fabrica De Chocolate e Batman, Sweeney Todd e um musical com toques de comédia negra que retrata um homem feliz que perdeu tudo á conta da ganância de um juiz, e passado alguns anos decide vingar abrindo uma barbearia. Com Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman e até mesmo Sacha Baron Cohen. O filme de Burton é uma recomendação pura e mágica. Deixe-se encantar pelos cenários góticos e pelo sedutor desempenho de Depp, o qual se encontra nomeado para os Óscares de Academia.

Mesmo que esta semana seja marcada pela estreia de Sweeney Todd, outro grande filme irá estrear nas nossas salas, é de natureza mais discreta, mas talvez não menos impressionante. Into The Wild – O Lado Selvagem é um filme emocionante repleto de filosofias alheias á civilização que conta a historia de um rapaz (Emile Hisch) que deixa para trás os planos de um vida, o promissor futuro e tudo o resto para se iniciar numa jornada ao coração da natureza, uma viagem que partirá do seu interior. Outra curiosidade para esta estreia é que é realizada por o actor Sean Penn.

Ang Lee regressa, em forma como muitos dizem, naquela que é um retorno ás suas origens cinematográficas depois de ter-nos presenteando o filme Brokeback Mountain. Lust, Caution ou na língua de Camões, Sedução, Conspiração é um thriller dramático e erótico a não perder ao cinéfilo mais informado. Por último, talvez a estreia mais comercial da semana, Asterix E Obelix Nos Jogos Olímpicos, a terceira aventura dos gauleses famosos das suas demandas em BD. Neste novo filme, além de continuar com a colecção de sandálias romanas, os nossos amigos iram disputar com os melhores nos mundialmente famosos jogos Olímpicos. Gérard Depadieu, Corvis Cornilac, Alain Deboit e algumas surpresas como Michael Schumacher, Zinédine Zidane, Nathan Jones e se não me estou enganado, David Beckham.

Conforme seja a sua escolha, bons filmes

 


publicado por Hugo Gomes às 19:35
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29.1.08

 

Guillermo Del Toro Rules!!!

(sempre quis dizer isto)

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:44
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Sundance, o festival de cinema independente terminou neste fim-de-semana, Frozen River de Courtney Heart foi o vencedor do Grande Prémio Do Júri, o qual Quentin Tarantino (um dos elementos do júri) não poupou elogios, citando “uma maravilhosa descrição da pobreza americana”. Trouble Water de Tia Lesin e Carl Deal venceu a categoria de Melhor Documentário. Quanto aos DAG – Director’s Guild Of America e os SAG – Screen Actor’s Guild, também ocorreram no mesmo fim-de-semana. No Country For Old Men dos irmãos Coen venceu o DAG, enquanto Daniel Day-Lewis venceu a categoria de Melhor Actor Principal em There Will Be Blood, Julie Christie de Away From Her venceu o de Melhor Actriz Principal, Javier Bardem e Ruby Dee nas categorias secundárias e Bourne Ultimatum venceu a categoria de melhores duplos. O evento também foi marcado pelo discurso de Daniel Day-Lewis que homenageou Heath Ledger.

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publicado por Hugo Gomes às 12:38
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29.1.08

 

Parece que Sylvester Stallone poderá interpretar mais uma vez a sua personagem; John Rambo. Segundo a Worst Previews, Harvey Weinstein da Weinstein Company deseja que seja produzido uma nova aventura do “boina verde” mais conhecido da cinéfila. Enquanto isso Rambo IV, anda lá fora (EUA) a fazer furor nas bilheteiras e na crítica. Em Portugal irá estrear no dia 7 de Fevereiro. Já agora fiquem a saber o que Stallone pensa do previsto projecto: "I like the idea of an older guy kicking ass. Maybe it's because I'm older, too."

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publicado por Hugo Gomes às 12:23
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Não será muitos rumores para um homem só, depois de Harry Potter E O Principe Misterioso, Guillermo Del Toro está em negociações com a New Line Cinema para realizar o esperado Hobbit e talvez a sequela. Guillermo Del Toro sob as ordens de Peter Jackson? O que mais um cinéfilo pode querer, um filme português nos Óscares?

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publicado por Hugo Gomes às 12:09
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Gespenster, realizado por Christian Petzold é um dos filmes a ser vistos no evento

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È abrir nesta Quinta-feira, dia 31 de Janeiro, um ciclo de cinema alemão a não perder no Cinema de São Jorge. Trata-se de um mostra de filmes prestigiados em festivais e outros eventos cinematográficos realizados por jovens e promissores realizadores da Nova Escola De Berlim, um movimento cinematográfico que teve origem na Academia Independente de Cinema na referida cidade de Berlim. È um evento único e multi-cultural que dará por terminado no dia 6 de Fevereiro. A não perder.

Nachmittag de Angela Schanelec é um dos filmes mais esperados do ciclo

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publicado por Hugo Gomes às 11:58
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28.1.08

 

Real.: Tiago Guedes, Frederico Serra

Int.: Adriano Luz, Manuela Couto, Sara Carinhas, Afonso Pimentel

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A família Monteiro decide mudar de vida, comando por mudar de habitação, passando da capital para uma casa meio rural, herança do tio-avô de Xavier Monteiro (Adriano Luz) para o mesmo. Naquela aldeia “congelada” pelo tempo, vive-se com os preconceitos e demónios do passado, e o céptico e professor Xavier é confrontado com as coisas impressionantes e paranormais, muitas vindo da casa que ele herdou.

O cinema português moderno poderá ser definido por contrastes, ora fazem filmes que apenas triunfam nos festivais, mas que afinal não passam mais do que narcisismo artístico ou criam produtos comerciais sem qualquer noção de realidade ou apenas a utilização de artifícios que envolvem as telenovelas diárias. O filme que vos vou falar é uma “espécie” que não faz parte de nenhuma das duas categorias definidas. Falo de Coisa Ruim, o filme escrito por Rodrigues Guedes De Carvalho, um prestigiado pivô português, e realizado por Tiago Guedes e Frederico Serra, experientes no trabalho de telefilmes.

Antes de mais, Coisa Ruim destaca por ser a primeira longa-metragem portuguesa que aborda um género que o cinema nacional sempre esquivou, o de terror, e melhor ainda é que não segue á risca os códigos e clichés que abundam neste infame género. Invés disso recorre a um cinema mais discreto, menos estético e mais psicológico, que relembra as obras de M. Night Shyamalan devido á sua lentidão narrativa. Pois bem, Coisa Ruim é bastante lento no desenvolvido, mas bem empregue nos diálogos e personagens centrais, abordando mitos e lendas oriundas do nosso país, envolvendo um teor religioso e ao mesmo tempo céptico. No filme de 2005 não encontramos nada de fancaria, sustos fáceis, gore nem fantasmas ao extremo, a verdadeira assombração está numa casa que rege, produz sons estranhos, imagens bizarras e um clima de ansiedade.

Além de ser curioso e refrescante como obra portuguesa, Coisa Ruim é demasiado denso e complexo, o que por vezes não consegue arrancar com a sua premissa original e rodando em conversas documentais e pedagógicas. Como também o argumento possui algumas falhas, esses mesmos contradizendo com aquilo que o espectador interpreta. A quase ausência da banda sonora também é um defeito enorme e de vazio criativo, algumas personagens secundárias também não ajudam em nada na realização da história, tornando demasiado dispensáveis. Mas pelo menos podemos contar com interpretações sólidas, tais como a de Afonso Pimentel e de Manuela Couto. Espero que venha mais disto, porque na realidade o cinema português precisa mais destas “coisas ruins”. Um filme meramente interessante.

O melhor – não recorrer aos artifícios de um banal terror

O pior – o argumento é demasiado denso e pouco explícito

7/10 ***

 


publicado por Hugo Gomes às 17:09
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27.1.08

 

O primeiro é um filme bastante esperado por um grande círculo de cinéfilos, o segundo já não. O primeiro tem um poster que nada tem de especial, o segundo tem um poster bem “bacano”, mas primitivo e sem originalidade. O primeiro á partida será um êxito de bilheteira, o segundo é uma incógnita. O primeiro tem pretensões, o segundo já é fast-food.

(onde eu quis chegar? A lado nenhum)

 

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:32
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Mais que os redondos glúteos de Soraia Chaves!

 

Segundo as palavras de João Botelho, Corrupção estava previsto ser um filme de um elevado teor noir, coisa que nunca foi concretizada, citando as más línguas, devido à intervenção do produtor Alexandre Valente, que aspirava apresentar um produto oportunista da polémica do momento e assim facturar nas bilheteiras locais. Felizmente, Corrupção foi um dos maiores êxitos do cinema português até à data, e infelizmente, tornou-se num lixo gerado por má gestão e por influências de um espectáculo circense de mediatismo. Ao contrario dessa pseudo-obra que remexeria em corrupção e luxúria como moeda de troca, surge-nos Call Girl, o novo filme de António-Pedro Vasconcelos, com um argumento do jornalista Tiago R. Santos, que concentra como um filme estilizado sob elementos do noir, esse "sonho perdido" de Botelho, e encantado por outros teores cinematográficos, como o tarantinesco (relacionado com o barroco de Tarantino, todavia, o filme tende em não ocultar tal fonte de inspiração, colocando o poster de Reservoir Dogs diversa vezes em cena) e da sofisticação da femme fatale digno de um Verhoeven (referência óbvia de Basic Instinct).

 

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Nesses termos, Soraia Chaves, "acabadinha" de sair do grande sucesso do O Crime do Padre Amaro, é a Sharon Stone portuguesa, a ambição de se tornar num eterno símbolo de sexualidade cinematográfica, mais que somente uma actriz de renome. Talvez seja por isso que Crime do Padre Amaro como Call Girl fazem algum sentido. Sendo que esteticamente a actriz é um deleite, em termos interpretativos, esta faz o que pode perante as limitações da sua personagem e de um enredo demasiado preso às suas aspirações. Porém, é verdade que Vasconcelos tem aqui um filme, ao contrário de Corrupção, de Botelho, mesmo que seja um produto regido pelos seus objectivos comerciais. A intriga mesmo que básica é flexionalmente estruturada, os diálogos são imperdíveis (“Deus não existe, porque se existisse seria um incompetente”, citado por Joaquim De Almeida, é um dos exemplos do bom uso do Camões) e as interpretações são suportáveis, sobretudo Ivo Canelas que consegue integrar-se como um protagonista à altura desta demanda lusitana.

 

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Depois dos horrores da Corrupção, Call Girl funciona como um agradável exercício de cinema comercial nacional e a possibilidade de criar histórias sob parâmetros hollywoodesco, sem nunca tratar o espectador como o mero parvo. Estruturalmente confidente e divertido, coisas raras no cinema português … e se o motivo é o de ver Soraia Chaves, de facto, ninguém sairá defraudado.

 

É preferível ser infeliz num Audi que num banco de autocarro

 

Real.: António-Pedro Vasconcelos / Int.: Soraia Chaves, Ivo Canelas, Nicolau Breyner, Joaquim de Almeida, José Raposo, José Eduardo, Maria João Abreu, Custódia Galego, Ana Padrão, Virgílio Castelo, Luís Mascarenhas, Sofia Grilo, Daniela Faria, Raúl Solnado, Joaquim Leitão

 

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O melhor – diálogos pensados e bem desenvolvidos

O pior – a grande dependência para com os seios de Soraia Chaves

6/10

publicado por Hugo Gomes às 19:12
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O dia 22 de Janeiro ficou marcado de negro para o legado de Hollywood, quando a inesperada notícia de que Heath Ledger fora encontrado morto no seu apartamento com indícios de overdose abateu sobre os medias, deixando por todo o mundo a sensação de perda significativa. O que mais chocante teve na notícia da morte de Ledger que com apenas 28 anos fica imortalizado na memória cinéfila, é que o seu futuro era bastante promissor, principalmente tendo em conta o novo rumo que o australiano actor seguia. Quem diria que o actor conseguiu destacar dos demais com a sua aparição em 10 Things I Hate About You, que se resume a mais uma enésima comedia adolescente. A partir daí o salto foi grande, cativando fãs com projectos de grande êxito; A Knight’s Tale, The Patriot e The Four Feathers (o ultimo é deveras interessante, mas bastante subvalorizado). A nódoa que Sin Eater foi para a carreira do jovem actor, fez com que Heath Ledger pensasse profundamente acerca da condição da sua carreira que seguia caminhos um pouco decadentes, foi nesse preciso momento que compôs uma das personagens mais bem definidas do ano 2005, Ennis Del Mar do filem de Ang Lee, The Brokeback Mountain, que retrata o amor proibido entre dois cowboys homossexuais que desafiavam os preconceitos de uma América oculta, devido a esse personagem, Ledger contou com um nomeação ao Óscar, a primeira da sua carreira (infelizmente a ultima). O actor ainda conseguiu completar I’m Not There, uma biografia experimental do cantor Bob Dylan, o qual o actor interpreta um fase da sua vida e The Dark Knight, o qual interpreta o lendário vilão de Batman, Joker, o que viria a ser o seu último papel. Afinal Heath Ledger tinha algo de Ennis Del Mar, mas por ironia do destino interpretou pela segunda vez o seu papel em Monster´s Ball – Depois Do Ódio de Marc Foster, em que interpreta um jovem guarda prisional que suicida, uma interpretação brilhante, que neste momento irá fazer parte de uma galeria clássica do mundo cinematográfico. É com esta homenagem que despeço de Heath Ledger, um actor promissor que desistiu da vida, deixando tudo a perder.

Heath Ledger (1979 – 2008)

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publicado por Hugo Gomes às 00:34
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26.1.08
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Sleepwalking poderá ser um indicado melodrama familiar que conta com um elenco atractivo; Charlize Theron, Nick Stahl, Woody Harrelson, Dennis Hopper e a cada vez mais na moda Annasophia Robb. Mães despreocupadas, passados por resolver, adolescentes que sentem adultas e um velho pai de mau feitio são os ingredientes que o qual o novo filme de William Maher promete. A estrear em Março nos EUA e por cá talvez um 5 meses depois ou mais.


publicado por Hugo Gomes às 16:18
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Às vezes as produtoras vêem com cada ideia, e que tal um remake de O Corvo? O filme de Alex Proyas de 1994, que ficou para a história sendo o ultimo filme de Brandon Lee, filho do lendário Bruce Lee, que morreu durante a rodagem da fita. Não é que acha O Corvo, um filme excepcionalmente bom, mas penso que um remake do mesmo é um desonra para a memória do actor.

Aliás tudo indica que Jason Statham poderá ser o gótico protagonista. Nesta altura já deviam todos saber que interpretar personagens com a cara pintada de branco dá muito azar.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 16:11
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26.1.08

 

Parece que finalmente a greve dos guionistas irá chegar ao fim. Segundo o jornal Destak, o sindicato dos argumentistas e dos produtores estão a chegar a um consenso para que possam retomar aos seus postos, com as respectivas regalias antes das entregas dos Óscares em 24 de Fevereiro. Relembro que a greve dos mesmos já dura desde Novembro e tem já provocado os seus danos colaterais; tais como a suspensão de series de televisão, filmes e o polémico cancelamento dos Globos De Ouro.

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publicado por Hugo Gomes às 15:53
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Real.: James Mangold

Int.: Russell Crowe, Christian Bale, Ben Foster, Peter Fonda, Vinessa Shaw, Luke Wilson

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Dan Evans (Christian Bale) é um ex-combatente mutilado de uma perna que possui graves problemas financeiros e para poder resolver esses mesmos problemas, como também para dar algo mais á sua família, junta-se a um grupo que escolta um temível criminoso, Ben Wade (Russell Crowe), até ao comboio que o levará Yuma, onde será julgado e condenado. O de inicio seria em troco de dinheiro, começa a tornar-se algo mais pessoal para Dan Evans, principalmente quando começa a conhecer melhor aquele que está a ser escoltado.

O western foi uma género que enfrentou a extinções nos anos 80 e revivido a partir do ano 1992, concretamente quando Clint Eastwood realiza o terminal Unforgiven – Imperdoável, que contou com um Óscar de Melhor Filme. A partir do novo século (XXI), começou a sentir-se uma afirmação deste género, tal como uma reforma. Deixamos os habituais bons valores da antiga Hollywood para trás e os velhos artifícios que o caracterizavam, o western tornou-se agora mais violento, gore como querem chamar, menos sensível e mais vistoso e tecnicamente mais avassalador e flexível. È por estas e por outras que filmes como The Proposition e Three Burials of Melquiades Estrada, que apesar de ser 40 anos mais novos que a maioria dos westerns spaghettis, conseguem se destacar como novos clássicos.

O género começou a ganhar muita má fama, graças a um certo filme de Ang Lee em 2005, eu não o culpo por ter realizado um (muito) bom filme, apenas às mentalidades que são levadas pelo preconceito e pela catalogação fácil. 3:10 To Yuma provavelmente não será um êxito de bilheteira, mas é de facto um filme nostálgico e muito profissional. A começar pelo realizador, James Mangold, que foi destacado pelo seu filme anterior Walk The Line, que ainda hoje reside como uma das melhores biopics musicais de sempre. Pena é não dizer o mesmo deste “filme de cowboys”, mas também não anda longe disso.

Christian Bale e Russell Crowe cumpram com rigor as suas personagens, dando nelas energia suficiente para cativar o espectador. Mas mesmo que os dois protagonistas sejam em muito, os dois grandes atractivos do filme, o discreto Ben Foster consegue ter um desempenho impressionante como um vilão do mais fascista possível, onde mesmo o olhar o caracteriza como tal, sendo o protagonista de alguns dos melhores momentos do filme. Poderá ser este um bom caminho para o actor proveniente de projectos adolescentes como Esquece e … Siga? O resto do elenco também encontra-se consideravelmente bem e a presença de Peter Fonda é bastante forte.

O grande defeito do filme é o facto de ser um remake de um clássico de 1957, o que desvaloriza e muito o seu potencial de criatividade, mas James Mangold sai a ganhar, o filme tem a coragem suficiente para sair do catalogo de cópia e tornar-se num agrupado referenciais nostálgicos, porque é exactamente em 3:10 to Yuma que relembramos os lendários duelos na poeira sob o sol ardente, perseguições envolvendo carroçarias e bandidos, índios e suas setas e tudo o resto que se perdeu na tal reforma do faroeste. A nova criação do realizador de Walk The Line é uma experiencia á muito perdida, revivida através dos mais novos artifícios e protagonistas de “p” grande.

                              

O melhor – a nostalgia que o filme invoca

O pior – apenas o facto de ser um remake 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:22
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Já a actriz Caterina Murino descaiu que o título da vigésima segunda aventura o espião mais famoso do mundo, James Bond seria simplesmente 007, mas está confirmado que ainda juntaram o prefixo de Quantum Of Solace. Um título no mínimo insólito, mas atraente, segundo a minha opinião.

(digam-me ou não, se não está aqui um belo par de actrizes, adoro bond girls)


publicado por Hugo Gomes às 14:19
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24.1.08
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publicado por Hugo Gomes às 22:54
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Tem Steve Carell, Anne Hathaway, The Rock, Terence Stamp, Bill Murray, Alan Arkin e Masi Oka, chama-se Get Smart e é um dos filmes mais esperados do ano, em termos de comédia. È o remake da série homónimo de 1965 criada pelo mestre da comédia Mel Brooks, uma parodia ao mundos dos agentes secretos, mais propriamente a legado de 007. Na realização encontra-se Peter Segal, que não propriamente um inexperiente no ramo, com uma filmografia composta por vários êxitos de bilheteira entre eles; Terapia De Choque e A Minha Namorada Tem Amnésia. Steve Carell vestirá a pela de Maxwell Smart / Agente 86 que foi outrora o papel eterno de Don Adams, que faleceu no dia 25 de Setembro de 2005. Eis o trailer.

(Confesso que o filme tem alguma pinta)


publicado por Hugo Gomes às 22:50
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