31.12.07

Um ano de Blu-Ray Vs HD DVD = futuro

 

O ano 2007 também foi marcado pela competição incansável de dois futuros herdeiros do DVD, com imagem de alta definição, som limpo e menus interactivos; a Blu-Ray (Sony) e a HD DVD (Toshiba) rivalizam entre si, no domínio dos aparelhos audiovisuais, regraváveis, CDS de alta capacidade de memória e até mesmo consolas. Neste final de ano, a vencedora é Blu-Ray que garante mais diversidade de títulos e estúdios, como também são compatíveis com a Playstation 3, mas segundo os especialistas a HD DVD poderá ser o descendente, muito devido á diferença de preço em comparação com a Blu-Ray para com o consumidor e fabricante. Passemos ao round.

Um ano para despedir da Premiere

 

A Premiere, a única revista de cinema em Portugal, foi descontinuada em Outubro. A revista que conduziu a própria cinéfila no nosso país durante 7 anos, tendo com orgulho atingido nesse período o respeito de uma revista prestigiada. Mesmo que não seja um revista perfeita, para mim foi um dos grandes motivos pelo qual comecei a gostar de cinema. Vai deixar saudades? Sim senhora, mesmo que este ano seja negro para a longevidade desta, garanto que esta descontinuou duma maneira honrada e nobre.

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Um ano de outras despedidas

 

Por último e claro não menos importante, o ano 2007 foi distinto pelo falecimento de Ingmar Bergman, o conhecido realizador das mulheres e mestre sueco deixou-nos em 30 de Julho, com grande tristeza nossa. Outras perdas do ano foram Michelangelo Antonioni (realizador de Blowup, Profissão: Reporter), Fernan-Gomez, actor espanhol consagrado, o cineasta polaco Jerzy Kawalerowicz com 85 anos e o actor português Henrique Viana na consequência de um cancro. Com estas e outras é de certeza que o cinema ficou mais pobre e vazio. Em 2007 também comemorou-se o centenário do nascimento da eterna actriz portuguesa Beatriz Costa.

 

E assim me despeço e desejo a todos um Feliz Ano Novo, e que para ao no, cá estaremos.

Cumprimentos cinéfilos e bons filmes

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publicado por Hugo Gomes às 14:18
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Eis a habitual lista dos 10 melhores do ano 2007, segundo a minha opinião, mas sinceramente tenho que dizer que 2007 foi um ano bastante decepcionante em termos de obras, a maior parte dos blockbusters falharam o alvo, alguns filmes mais esperados do ano ficaram-se apenas basidades modelares (American Gangster, Elizabeth – The Golden Age) e houve com certeza um aumento significativo no numero de estreias comerciais em relação ao cinema em si, cada vez mais a arte é vista como uma maneira fácil de ganhar dinheiro e com esse mesmo pensamento, distribuidoras têm ignorado com obras com bastante potencial, esquecendo das pessoas que mantêm o cinema vivo, os cinéfilos e apostando mais no chamada grande publico que é na maioria das vezes pouco exigente quanto á relação da qualidade dos filmes. Desculpem por este desabafo e vamos mas é passar a tal lista.

 

#10 The Good Shepherd

Robert De Niro regressa para o lugar de realizador depois do aclamado Bronx Tale. A realização é segura e mestrada, o filme é neutro e ausente de qualquer maniqueísmo. E por fim o elenco é todo luxuoso e experiente, como também a marcar o regresso de Joe Pesci (pena que só por pouco tempo).

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#09 Venus

Peter O´Toole cumpre com precisão o seu papel, quanto ao filme é de tal forma sublime que reflecte aquilo que chamados o epilogo das nossas vidas. Filme comovente, belo, subtil e capaz.

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#08 The Live Of Others

È um filme alemão emotivo e arrebatador que retrata a era pós-muro de Berlim e as dificuldades que uma população tinha em expressar, mas como também as boas acções surgem nos momentos mais inesperados e nas pessoas menos indicadas. Vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, A Vida Dos Outros é fantasmagórico e de fazer relembrar o nosso país antes do 25 de Abril.

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#07 Fados

Primeiro de tudo, penso que um pouco de cultura nunca fez mal a ninguém, quanto mais se essa for de algo tão português como o fado. Tirando a entidade musical, o filme de Carlos Saura é de uma experimentalidade optimista e artística, onde aprofunda as raízes da música sem seguir o conceito documental.

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#06 Eastern Promises

Um filme de David Cronenberg é sempre uma celebração. Depois de ter aventurado por caminhos desconhecidos da alma humana em Spider e Uma Historia De Violência, o realizador canadiano decide retratar a máfia russa de forma cirúrgica e dolorosamente intrínseca. O resultado é um dos últimos grandes filmes do ano e uma interpretação irreconhecível de Viggo Mortensen, esperamos pelo Óscar.

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#05 Black Book

Paul Verhoeven fez com cada trapalhada em terras americanas, que um projecto desta magnitude vindo dele é uma surpresa de ficar boquiaberto, com toques hitchockianos, Black Book é thriller de espionagem ambientado na Segunda Guerra Mundial, onde é servido por um clima de insuspeita e excelentes interpretações por parte de Clarice Van Houten e Sebastian Koch. Tenho o pressentimento que nunca esquecerei este filme e estarei sempre de olho na bela Houten.

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#04 Pan´s Labyrint

Se tivesse que escolher o filme mais belo do ano, então os cenários góticos concebidos por Guillermo Del Toro seriam evidentemente o elegido. Do mesmo realizador de Hellboy e Blade 2, O Labirinto Do Fauno é um filme de fantasia convencional, tão sólido como inesquecível. Para quê ver Harry Potters e Crónicas de Nárnia se temos o filme de Guillermo Del Toro á mão. O melhor do género desde O Senhor Dos Anéis.

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#03 Lions For Lambs

Robert Redford constrói uma teia de ideias, soluções, perguntas sem respostas e portas abertas para o espectador, o resultado pode ter sido um fracasso nas bilheteiras, mas o filme do consagrado realizador de Gente Vulgar é tão interactivo como um debate em que nós participamos. O elenco é excepcional e os timings perfeitos e realistas.

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#02 Ratatouille

Este filme de animação marca a independência da Pixar nos estúdios Disney, e cooperação entre os dois deu resultados classicistas. Um filme de animação moralista, belo, tecnicamente perfeito, inteligente e acima de tudo divertido. O rato que sonha cozinhar já faz sucesso e prova assim que a Pixar está acima de qualquer estúdio de animação digital que abundam nas nossas salas.

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#01 Letters From Iwo Jima

Clint Eastwood realiza um duo sobre a batalha em Iwo Jima, uma ilha japonesa palco da fotografia que mudou a visão sobre a mesma. Na tal fotografia mostra seis soldados americanos que içavam a bandeira dos EUA, o que tornou-se símbolo de patriotismo. Eastwood explora esse tema em Flags Of Our Fathers, o que pretendia ser a arma do realizador de Million Dolar Baby para os Óscares de Academia, apenas realizando um lado japonês para poder suster o lado americano na corrida “ao ouro”. Ironicamente As Cartas De Iwo Jima (o lado japonês) foi considerado o mais emocionante e melhor que o seu gémeo, sendo este o nomeado para Melhor Filme. As Cartas De Iwo Jima é um poderoso filme bélico ausente de qualquer irritante patriotismo americano e cheio de honra para com os soldados japoneses que perderam as suas vidas naquela ilha. De certeza o melhor filme do ano 2007 em Portugal.

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Outras menções honrosas - Apocalypto, Redacted, Beowulf, The Little Children, Zodiac

Actor do ano - Forest Whitaker (Last King In Scotland)

Actriz do ano - Cate Blanchet (Elizabeth - The Golden Age)

Realizador do ano - David Cronenberg (Eastern Promisses)

Revelação do ano - Shia LaBeouf (Transformers)

Momento do ano - Rei Leonidas (Gerard Butler) a discutir com o mensageiro persa. 

Melhor surpresa do ano - Beowulf

 

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E para si? Qual foi o melhor filme de 2007?

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:02
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30.12.07

Antes de apresentar a lista dos dez melhores estreados este ano em Portugal, decidi marcar passo para a menção desonrosa. Pois bem, vejamos aqueles que segundo a minha opinião são os piores filmes estreados nos cinemas nacionais em 2007.

#10 Next

Nicolas Cage a fazer das suas, o filme poderia ter algum potencial se não fosse ao facto de ser tratado como um mero objecto de serie B. Os efeitos especiais podiam salvar o filme da desgraça, é que nem isso escapou. Desmiolado, aborrecido e demasiado inconsequente, Next é a revisão que Cage podia ter sobre o futuro da sua carreira.

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#09 Bordertown

Jennifer Lopez é uma repórter que investiga um suposto serial-killer, como objectivo desmascara-lo. Além de tudo isto ser resumidamente um cliché, a investigação em si é totalmente descabida e aborrecida. Lopez nem se suja no que se trata na busca de pistas, os vilões são tão irreais como vampiros e até mesmo Antonio Banderas á igual a si mesmo.

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#08 Ghost Rider

Nicolas Cage de novo. Num filme em que desempenha um motoqueiro que na presença do mal se converte num fantasma de cabeça flamejante. Com Eva Mendes numa interpretação às prestações, efeitos especiais extraídos directamente de um videojogo qualquer, uma história no mínimo banal. Um filme apenas indicada ao espectador com a menor noção de cinema.

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#07 Premonition

Imaginem numa situação em que fenómenos paranormais acontecem em exaustão, Sandra Bullock á beira da loucura, um desequilíbrio temporal e um marido que num dia está morto e noutro está vivo e assim vice-versa. Qual seria a explicação? Bem, a resposta é, só Deus sabe. E por isto e por outras, este thriller sem sal e pimenta ocupa a sétima posição.

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#06 The Grudge 2

Takashi Shimizu é aquele tipo de realizador que parece ter abdicado a sua carreira para realizar sempre a mesma história, Ju-On é um óptimo exemplo de terror nipónico, com bastantes sustos, terror psicológico e uma história no mínimo assustadora. Depois de ter refeito o filão da maldição quatro vezes no seu país de origem (Japão), Takashi Shimizu segue para os EUA onde realizou o remake The Grudge (2004) que se resumiu a mais do mesmo. Passados dois anos, Shimizu decide não repetir a mesma fórmula e aposta num argumento original para a sua criação, como também uma explicação para as ocorrências que marcaram inúmeros cinéfilos. Sabendo que qualquer explicação para o aterrador conto que foi Ju-On já seria por sim decepcionante, quanto mais em apostar numa lógica surrealista e contraditória as regras transpostas pelo mesmo autor. O resto do filme resume-se a inúmeros confrontos entre o espectro e as suas vítimas e uma previsibilidade terrível que invade o ecrã.

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#05 Perfect Stranger

Começa como um thriller erótico, mas termina como um atentado á inteligência do espectador. Com Halle Berry, Giovanni Ribsy e com Bruce Willis, o filme prometia muito mais do que aquilo que acabou por oferecer. Mais um thriller desmiolado a juntar á lista na quinta posição.

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#04 Moscow Zero

Com cartaz no mínimo misterioso e pouco explícito, com uma sinopse que mais assemelhava um poema em prosa e com o nome Joaquim De Almeida no cartaz, Moscow Zero poderia ser uma obra interessante, não brilhante, mas interessante. Mas tudo foi por água abaixo, o filme não é mais que uma fita de serie B, mal argumentada, mal realizada, mal interpretada e acima de tudo muito, mas muito confuso.

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#03 Wicker Man

Mais um filme com Nicolas Cage, prometo que este é o último da lista. O actor de Inadaptado e Um Coração Selvagem esteve em 2007 em tão baixo de forma, que até mesmo Steven Seagal lhe levava a avante na escolha de projectos. Wicker Man é um remake homónimo de um filme de culto de 1973 realizado pelo aclamado Robin Hardy. Este remake é de tal forma vergonhoso que chega mesmo a ser agonizante a sua visualização, quanto mais a crueza do seu final. A evitar a todo o custo.

 

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#02 Highlander – The Source

Adrian Paul prometeu aos fãs que iriam reconciliar com uma saga que só deu desgraças, e parece que o actor da série Highlander falhou por completo. Produzindo um projectos sem chama, ambição e um argumento que resume a uma patetice pegada. Highlander – The Source foi tão traumatizante que nenhum fã o conseguiu apoiar, funcionava melhor como comédia.

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#01 Corrupção

O pior filme que vi este ano foi mesmo Corrupção, o órfão filme que retrata superficialmente o que se esconde no submundo do futebol. O projecto que pertencia outrora a João Botelho não têm ponta que se pegue, um filme sem nexo, espinha dorsal, sem rigor técnico nem interpretativo. Corrupção já estava condenado a ser mau, quer pela polémica que abordava, quer pela matéria-prima. O pior foi quando o produtor Alexandre Valente o converteu num filme pornográfico, penso que ele encontra-se na indústria errada.

 

Outras menções desonrosas – War, Hitman, El Cantante, Step Up, Norbit

E para si? Qual foi o pior filme de 2007?

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publicado por Hugo Gomes às 21:35
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Um ano em que a animação ditou as regras

 

 

Ratatouille (Ratatui) foi considerado por muitos criticos, ums dos melhores filmes do ano.

 

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Ratatouille, Surf´s Up, Shrek, The Third, Bee Movie e muitos outros foram grandes sucessos de bilheteira num mercado animado cada vez mais competitivo. Três estúdios apresentaram os seus projectos e todos saíram vencedores, maioritariamente é as crianças que levam os seus pais ao cinema, como também o preconceito em volta dos mesmos está cada vez mais transparente. Mas um ano passou e os tais estúdios dominadores da indústria cinematográfica animada continuam usar as mesmas facetas, a Pixar a provar que com dedicação e rigor consegue transformar num simples desenho animado numa obra de arte, Dreamworks que utiliza a sombra de Shrek para lançar um maior número de animações com tendências pops actuais e a Sony Pictures, ainda novata, mas não propriamente nocentemente talentosa no ramo.

 

Um ano de cinema do Leste

Uma imagem do filme 12:08 a Este de Bucareste

O cinema de países invulgares como a Roménia estão a dar frutos do seu trabalho árduo, mesmo que ignorados pela imprensa nacional, pela maioria dos espectadores e pelas distribuidoras, filmes como 12:08 A Este De Bucareste e A Morte Do Sr. Lazarescu, foram venerados pela critica e para quem viu forma filmes bem avantajados para a sua nacionalidade.

 

Um ano aproveitoso para o cinema português

Uma imagem do filme Capacete Dourado

Ao contrário dos inúmeros pessimistas, o cinema português está cada vez reconciliando com o público; ora vejamos filmes como Corrupção que atraiu mais de 204 885 espectadores, ocupando o segundo lugar temos o “épico” português, O Mistério Da Estrada De Sintra como o segundo filme português mais visto (28 624 espectadores), mas que comparado com o “gigante” anterior, é uma diferença significativa. Outros filmes como Dot.Com, Julgamento, Outra Margem e Capacete Dourado conseguir um número significativo de espectadores. Outro caso marcante de 2007 na indústria portuguesa foi o filme Fados, realizado por Carlos Saura. Fugindo das polémicas de um realizador espanhol ter tocado em algo demasiado pessoal para os portugueses, a etnia musical, Fados não só conseguiu ser um dos mais rentáveis filmes independentes portugueses de sempre, como também foi aclamado em vários outros países, principalmente em Nova Iorque em que foi aplaudido de pé. E para finalizar, Manoel De Oliveira encantou de novo a critica estrangeira e afastou-se como é evidentemente do público português, há quem fale que Belle Toujours, um olhar de Oliveira sobre a obra clássica Belle De Jour (1968) protagonizada por Catherine Deneuve, poderá ser nomeado na categoria de Melhor Filme de Lingua Estrangeira na Academia Dos Óscares, a ver vamos.

(já nem falo da estreia de Call Girl, que poderá contar como o primeiro grande sucesso de bilheteira de 2008 no nosso país)

 

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Continua ...

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publicado por Hugo Gomes às 19:55
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30.12.07

 

Real.: Brian De Palma

Int.: Patrick Carroll, Rob Devaney, Izzy Diaz

 

Todas as imagens do filme é fictícias e manipuladas, mas a história é retratada são verdadeiras e aliás ocorreu mais de uma centena de vezes no Iraque. Um grupo de soldados americanos violaram e mataram uma menina de 16 e a sua família, até hoje essas atrocidades não exigem nenhuma penalização.

Estamos ultimamente a assistir uma grande variedade de filmes sobre a guerra do Iraque, e ainda pró estrear pelo menos mais dois. Isto deve-se ao facto que o cinema não apenas uma forma de entretenimento pagante, mas também é a maneira de alertar ou fazer com os espectadores reflectem sobre os problemas actuais e podendo garantir para que algo seja feito. Infelizmente essa mensagem não está a ser ouvida correctamente por aqueles que mereciam ouvi-la, os americanos. O filme estreou em 16 de Novembro de 2007, e com uma distribuição limitada apenas rendeu 65 mil dólares, muito pouco em comparação com 42 milhões obtidos pela sequela de Van Wilder, que não apresentou limitações na sua distribuição. È impressão minha ou Brian De Palma tem razão em explicitar no tagline do filme – The truth is the first casualty of war (a verdade é a primeira vitima da guerra) – será isto uma espécie de censurada cometida pelos EUA em tentar abafar a polémica da fita e porque será que em Portugal, tal aconteceu. Pois bem, as distribuidoras nacionais apenas ignoraram o premiado filme De Palma, o certo é que no catálogo da Lusomundo, a maior distribuidora portuguesa, Redacted não estava incluído.

Quanto ao filme, estamos perante uma obra poderosa, fugindo às regras de qualquer traço hollywoodesco. Redacted – Censurado é um conjunto de documentários, filmagens propositadamente amadoras, vídeos de Youtube, caseiros e diálogos por videoconferência. Sabendo desde o inicio que as imagens da fita são fictícias, não deixa ser perturbador o facto de estarem realmente a representar algo de verdadeiro. As interpretações, essas são tão realistas que chegamos mesmo a acreditar que tudo aquilo é verdadeiro, duro, neutro e sim alarmante. Brian De Palma realiza Redacted em estado de fúria e sem piedade. A fechar o ano 2007, Redacted é o ignorado do ano, e sim uma das maiores obras do mesmo. Recomendo para quem partilhe a opinião que o cinema é polivalente.

 

 

9/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:25
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29.12.07

Realizadores á ribalta

Michael Bay na rodagem de Transformers

Tirando Michael Bay que conciliou com o seu publico depois dos fracasso de bilheteira The Island e Pearl Harbor, com Transformers. Outros profissionais da cadeira de realizador conseguiram surpreender tudo e todos, ou apenas afirmando o seu talento o qual os fãs já previam. Uma das grandes surpresas estreadas neste ano em Portugal, foi o facto de o mexicano Guillermo Del Toro abdicar da sua fértil imaginação e trazer até nós o convertido a clássico O Labirinto Do Fauno, o qual apresenta um ambiente gótico em plena guerra fascista espanhola o qual tantos impressionou, já se sabia que Del Toro é um director energético, experiente e talentoso e o seu nome cada vez mais se declara lá nos campos de Hollywood, em breve o veremos de novo com a tão aguardada sequela de Hellboy. Outro realizador destaque do ano foi Zack Snyder, acabado de ter saído no apocalipse necrófago em Dawn Of The Dead, adapta a charmosa e mesmo sangrenta novela gráfica de Frank Miller, 300, o qual conseguiu criar o filme mais cool do ano, o qual Gerard Butler cai que nem ginjas no papel do rei Leónidas, campeão de bilheteiras e no mercado DVD, mesmo não sendo brilhante e primoroso, 300 é um dos mais importantes filmes do ano. Quantos aos veteranos; Clint Eastwood mostrou a sua faceta experimental no duo agrupado por Flags Of Our Fathers e Letters Of Iwo Jima, o qual teve algumas homenagens na Academia, e falando na tal cobiçada Academia, Martin Scorsese conseguiu finalmente o seu Santo Graal, o Óscar de Melhor Realizador, entregue pelas mãos de George Lucas, Francis Ford Coppola e Spielberg. Para Scorsese o ano 2007 foi um ano de sorte, na mesma altura que o seu premiado filme The Departed venceu o cobiçado Óscar de Melhor Filme. A continuar com a experiência, sensatez e talento do costume; David Cronenberg, Gus Van Sant, Brian De Palma, Todd Field, Manoel De Oliveira, Quentin Tarantino e mesmo Mel Gibson. Para terminar é de destacar o regresso de Ridley Scott aos tops de bilheteiras, mesmo não sendo o regresso esperado.

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Zack Snyder dá indicações a Gerard Butler no seu filme 300

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Autores em Alta

. Michael Bay (Transfomers)

. Zack Snyder (300)

. Guillermo Del Toro (The Pan’s Labyrint)

. David Cronenberg (Eastern Promises)

. Paul Greengrass (The Bourne Ultimatm)

. Ridley Scott (American Gangster) 

 

 

 

Yimou Zhang e Chow Yun Fat na rodagem de The Curse Of Golden Flower

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Autores em Baixa

. Marcus Nispel (Pathfinder)

. Joel Schumancher (The Number 23)

. Chris Weisz (The Golden Compass)

. Takashi Shimizu (The Grudge 2)

. Yimou Zhang (The Curse Of The Golden Flower)

. David S. Goyer (The Invisible)

. Anthony Minghella (Breaking And Entering)

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Um Ano de Jeinfeld

Talvez nunca Seinfeld tenha sido tão falado num ano, isto deve-se á sua participação no filme de animação da Dreamworks, Bee Movie, o qual o conhecido comediante de stand-up comedy usou e abusou do seu talento humorístico em atribuir uma personalidade própria á personagem Barry B. Benson. Com o sucesso do filme é possível, e já tem havido rumores acerca disso, duma nova série de Seinfeld, onde o actor dono do seu nariz poderá afirmar ao mundo que continua sendo o rei da sua categoria.

 

Um Ano cheio de surpresas e incertezas

 

Nicolas Cage em National Treasure - Book Of Secrets

Além de Jerry Seinfeld, outros actores conseguiram grande destaque este ano e até mesmo houve algumas revelações, mas nem tudo é feliz, alguns actores consagrados viram as suas presenças ofuscadas devido á concorrência generalizada da industria cinematográfica, o brilho de outros protagonistas ou até mesmos pelo mau resultado dos seus filmes.

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Shia Labeouf em Transformers

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Focados

1.Nicolas Cage (Ghost Rider, The Wicker Man, Next, The National Treasure – The Book Of Secrets)

2.Shia LaBeouf (Transformers, Disturbia, Surf’s Up)

3.Angelina Jolie (Beowulf, A Mighty Heart, The Good Shepherd)

4.Jessica Biel (I Now Pronounce You Chuck And … Larry, Next)

5.Gerard Butler (300)

6.Rose McGowan (Planet Terror, Death Proof)

7.Michelle Pfeiffer (Hairspray, Stardust, I Never Could Be Your Women)

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Hillary Swank em The Reaping - As Pragas

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Desfocados

 

1.Hillary Swank (The Reaping)

2.Robin Williams (Licence To Wed, Everyone’s Hero)

3.Robert De Niro (Stardust, The Good Shepherd)

4.George Clooney (Ocean’s 13, The Good German)

5.Jackie Chan (Rush Hour 3)

6.Steve Carell (Evan Almighty)

7.Jennifer Lopez (Bordertown, El Cantante)

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Continua ...

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:52
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Passou mais um ano de bom (e mau) cinema, 2007 foi marcado como o ano dos grandes blockbusters, trilogias, Nicolas Cage, Jerry Seinfeld e até mesmo um rato cozinha. Vejamos os momentos altos e baixos e um diagnóstico do cinema estreado em Portugal no próspero ano de 2007.

 

O ano dos blockbusters

 

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Há muito tempo que não me lembrava de um verão frenético como este, onde apresentou alguns dos filmes mais esperados e verdadeiros campeões de bilheteira. Entre os quais piratas e aranhiços fecham assim as suas trilogias, mesmo que se fale de um quarto filme para ambos. Nem mesmo o ogre verde predilecto da Dreamworks escapou á obsessão da continuação, apresentado mais uma vez um verdadeiro trunfo de massas. Mas talvez o blockbuster mais importante da temporada foi o “brilhante” Transformers, o qual Michael Bay conseguiu recuperar o seu ego depois do fracasso The Island, o qual viu o seu projecto sendo rejeitado pela maioria dos americanos. Transformers bateu recordes de bilheteiras, introduzindo ao mundo a nova sex simbol Megan Fox e a afirmação de Shia LaBeouf como revelação do ano. Com CGIs impressionantes (fala-se em Óscar no campo dos efeitos especiais), o novo filme do sr.blockbuster, apadrinhado por Spielberg, foi até mesmo um campeão de vendas no mercado DVD e noutros artigos, sendo assim um inicio dum novo franchising. Mas mesmo assim, o jovem feitiçeiro de Hogwarts conseguiu ser o segundo filme mais visto do ano em todo um Mundo, mas tudo indica que o pirata Johnny Depp levou a melhor. A juntar á lista 300 e Die Hard 4.0 não saíram nada mal na disputa.

 

 

 

Top 5 – os filmes mais vistos em 2007

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Pirates of the Caribbean: At World's End

$958,404,152

Harry Potter And The Order OF The Phoenix

$936,700,866

Spider Man 3

$885,430,303

Shrek, The Third

$791,106,665

Transfomers

$700,759,914

 

“valor em dólares

 

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Continua …

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publicado por Hugo Gomes às 00:20
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Insatisfeito com o resultado de Ang Lee na adaptação do verde furioso Marvel, Hollywood refaz o mesmo filme, mas desta vez nada de asiáticos. O realizador contratado foi Louis Leterrier (o homem por detrás do grande sucesso Transporter). Quando ao elenco; Eric Bana é substituído por Edward Norton (muito bem! Sem ofensa a Bana), Jennifer Connely por Liv Tyler, Sam Elliot por William Hurt e Tim Roth como o vilão, Abdominable. Eis as primeiras imagens, mas aviso desde já que não há sinais de um gigante verde.


publicado por Hugo Gomes às 00:18
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E porque Jason Statham é o maior, decidido a mostra aos irmãos Wachowsky, que até podia ser um bom Speed Racer. O actor de Crank e Transporter vai estar no lugar de condutor, ao volante de carros de alta cilindrada em corridas perigosas e extremas. O filme é Death Race, um remake de uma fita de acção de 1975 que contava com Sylvester Stallone e David Carradine nos principais papéis. Segundo a Worst Previews, Jason Statham poderá interpretar Frankenstein, personagem pertencente a David Carradine, o qual usará uma mascara de ferro. A juntar ao elenco poderemos contar com Joan Allen (The Bourne Ultimatum) e Ian McShane (Scoop), este último provavelmente a substituir Sylvester Stallone.

(quanto a Speed Racer, até tenho medo de falar do filme)

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:16
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28.12.07

 

Real.: Jon Turtelaub

Int.: Nicolas Cage, Diane Krugger, Justin Bartha, Helen Mirren, Ed Harris, Jon Voigh, Harvey Keitel, Bruce Greenwood

 

Benjamin Gate (Nicolas Cage) terá agora que limpar o seu nome, devido a uma misteriosa pagina do diário de John Wilkes Booth, um dos responsáveis pelo assassinato do presidente dos EUA, Abraham Lincolin, que reaparece e aponta o seu trisavô como o mentor desse mesmo acontecimento. A resposta para a inocência da sua linhagem está num livro cuja sua existência é duvidosa, o livro dos segredos do Presidente.

Passou 3 anos desde que Jon Turtelaub e o bem sucedido produtor Jerry Buckheimer em conjunto com os estúdios da Disney, lançaram o discreto filme O Tesouro, que contou com Nicolas Cage nos principais papéis e uma corrida ao ouro percorrido por incansáveis enigmas e segredos escondidos entre os monumentos históricos americanos. O sucesso do projecto foi grande, talvez muito devido á febre de um best-seller, que andava nas bocas do Mundo, sim, O Codigo Da Vinci de Dan Brown. Sendo dos estúdios Disney, conservadores dos bons valores, o filme estava isente de qualquer polémica relacionada com a igreja católica com outra susceptibilidade em questão, mas sim estávamos perante numa tradicional caçada ao tesouro vistosa e adolescente.

A sequela, que conta com mesmo realizador e produtor, não se distingue do seu antecessor em termos de receita, o argumento parece ter sido aproveitado integralmente do sucesso de 2004, apenas de baralhou melhor as cartas e juntou uma “mão cheia” de aquisições de luxo, entre elas; Ed Harris com uma presença forte e Helen Mirren desaproveitada e reduzida a um mero objecto adicional (tendo em conta que se trata da actriz galardoada com um Óscar pelo seu desempenho em a Rainha). O resto do elenco contínua integral, Nicolas Cage noutra aspiração de Indiana Jones com um sugestivo nome de Gates, Diane Krugger a continuar a não mostrar o seu talento transposto em Copying Beethoven, Jon Voigh com um maior destaque e Harvey Keitel convertido numa decoração, podemos ainda aproveitar Justin Bartha no seu humor sidekick, a garantir os melhores momentos do filme.

O resto baseia-se em pistas e mais pistas, decifradas em modo fast forward, o qual nem suspense e mistério conseguem causar no espectador. O espectáculo resultante torna-se numa crença enorme na América, e a sensação que toda a historia gira em volta desse mesmo país, além de não falar na sua previsibilidade e no apetite inicial em referir um tema interessante que em longo transforma-se naquilo que realmente o filme prometia.

Mas o filme diverte? Podemos dizer que sim, mas o seu lote de entretenimento é facilmente esgotável e podemos dizer que em certa altura o filme desbarata por mais nada oferecer, sem ser o obvio. Mas tendo em conta a qualidade dos filmes que ultimamente Nicolas Cage tem participado, este é de facto o melhor do ano, sem querer tira-lo da mediocridade. Quanto ao pobre Nicolas Cage, que esquece das suas honradas origens, parece precaver ao sucesso comercial cada vez mais e ignorar a qualidade de projectos que o actor já tenha participado, falo obviamente de filmes como Inadaptado, O Senhor Da Guerra, Um Coração Selvagem e o inesquecível Face / Off.

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:47
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Já a contar com duas nomeações deste ano nos Golden Globes, a actriz australiana o que é para muitos uma das melhores actrizes da sua geração, tem visto a sua carreira a tornar-se cada vez mais emblemática e majestosa, além de ter interpretado papeis celebres como a Elizabeth I ou mesmo Katherine Hepburn, os seus desempenhos tem vindo sempre aplaudidos pelo publico e pela critica em geral. Uma actriz sempre em busca de desafios e cada vez mais a tornar-se uma estrela do cinema mundial. Vejamos algumas frases feitas e arrebatadoras das suas personagens.

 

 

 

“I, too, can command the wind, sir! I have a hurricane in me that will strip Spain bare if you dare to try me!”

- Elizabeth I (Elizabeth – The Golden Age) – 2007

 

“The one ring to rule them all”

- Galadriel (The Lord Of The Rings – The Fellowship Of The Ring) – 2001

 

“I've been famous - for better or worse - for a long time now... I wonder if you know what that really means.”

- Katharine Hepburn (The Aviator) – 2004

 

“An affair has more rules than a marriage.”

- Lena Brandt (The Good German) – 2006

 

“You don't know the meaning of the word. Desperate is when you wake up in the morning and you wish you hadn't. It's knowing that every time you get behind the wheel of a car you're only a tree away from ending the empty charade that your life has become! So don't talk to me about desperate!”

- Kate Wheeler (The Bandits) – 2001

 

“I am pregnant. I'm not even going to ask what you men are doing out here in your matching pajamas, by the way.”

- Jane Winslet-Richardson (The Life Aquatic With Steve Zissou) – 2004

 

“You think this is a love affair? A relationship? What, sticky gold stars, and - and a strand of my hair? A sticker from Pizza Express? It's a flat in the Archway Road and you think you're Virginia frigging Woolf! And where did you get my hair? Did you pluck it from the bath with some special fucking tweezers?”

- Sheba Hart (Notes On A Scandal) - 2006

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:32
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27.12.07

 

Eis uma daquelas noticias que nos deixam curiosos, mas não praticamente felizes da vida, e normalmente duvidamos do verdadeiro conceito de cinema que se faz na terra do Tio Sam. O clássico filme “Quem Tramou O Roger Rabbit” de Robert Zemeckis vai contar com uma sequela, segundo o produtor Frank Marshall (que realizou o “bonitito” filme, Antárctica), a sequela já está escrita e neste momento está se a preparar os desenhos das personagens animadas. O produtor do projecto também divulga que a sequela do muito famoso filme do coelho branco afortunado é um desejo do próprio Robert Zemeckis (Forrest Gump, Beowulf).

(sim pois!)

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:55
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Real.: Francis Lawrence

Int.: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Willow Smith

 

Depois de um vírus ter devastado o mundo inteiro, em Manhattan sobrevive aquele que poderá ser o último homem sobre a Terra, Robert Neville que vive simbioticamente com o “espectro” da cidade que nunca dorme, e na companhia da sua fiel cadela, Samantha, preenchem os seus dias com programações “ditadas” pelo seu relógio de pulso. Porque Neville sabe que a noite esconde um terrível segredo que nem o nosso herói ousa penetrar.

Francis Lawrence provou com o seu filme anterior, Constantine, que mesmo que a ideia não seja original de todo á sempre uma ponta por onde pegar e assim construir um filme interessante e não praticamente movido pelos conceitos comerciais. I Am Legend, veio confirmar o seu sucedido, sim, tem muitas boas cenas de acção, mas não é daí que o filme sobrevive, mas sim da sua evolução dramática, bem representada por um Will Smith cada vez mais maduro.

I Am Legend constitui-se como um filme apocalíptico com toques de uma fita de Romero, que mesmo sendo uma adaptação literária, refeita para o ecrã (grande e pequeno) no mínimo três vezes, Francis Lawrence procura a energia restante de um possível desgaste e reverte-o a seu favor. Com o auxílio de uma reconstrução de Manhattan á beira da ruína, efeitos especiais soberbos e uma visualização de câmara pouco plástico de relembrar os filmes de Paul Greengrass, o filme protagonizado por Will Smith consegue constituir num entretenimento cerebral e vistoso.

O pior é quando sabemos que a “comunidade” perfeita criada pela personagem de Robert Neville ter que acabar, e todos os momentos divertidos o qual um homem e um cão puderam proporcionar, um dos momentos mais altos do ano 2007, são levados naturalmente pela narrativa que o sim o quis. Um blockbuster com cabeça, pés e membros, um dos filmes mais sólidos da temporada. Francis Lawrence é um nome a reter.

PS – A protagonista feminina do filme, mais propriamente na personagem Anna é interpretado por Alice Braga, que curiosamente é sobrinha da carismática actriz brasileira Sonia Braga (mais conhecida pela novela Gabriela), Willow Smith que interpreta a filha de Robert Neville é na vida real filha de Will Smith. Emma Thompson faz um cameo não creditado como uma doutora.

8/10 ****


publicado por Hugo Gomes às 22:40
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27.12.07

 

Real.: João Pedro Rodrigues

Int.: Ana Cristina Oliveira, Nuno Gil, João Carreira

 

Odete (Ana Cristina Oliveira) é uma patinadora de supermercado que se torna persuasiva em grávidar, mas o seu namorado opõe a essa ideia, que em consequencia dessa obsessão chega mesmo a abandona-la. Sozinha e sem qualquer motivo para viver, Odete encontra refugio nos braços do falecido Pedro (João Carreira), um homem que nunca conhecera. Odete finge em estar grávida do falecido e Rui (Nuno Gil) começa a suspeitar de tais actos. Rui era o amante de Pedro, que depois da morte deste é também incapaz de encontrar um motivo até para sorrir. Ambos os seres partilham a mesma dor e assim o mesmo rumo.

Alguém se lembra de Alice, aquele filme realizado por Marco Martins, o qual tanto frenesim foi feito tanto á volta dele, devido às suspeitas de tornar-se integrante da lista de nomeados a Melhor Filme Estrangeiro para os prémios da Academia, os Óscares,  alguém se lembra? Pois bem! Uma das diferenças entre a Alice e este Odete, é o facto do primeiro, pouco ou nenhum argumento esteve em seu propósito, a sua história poderia ser muito bem contada numa duração de uma curta-metragem, cerca de 15 minutos, o resto se baseia em apenas "palha" que retarda qualquer climax. Quanto á fita de João Pedro Rodrigues, argumento esse têm, mas a exploração por parte deste é demasiado profunda. E porquê demasiado? Tal como vários outros projectos portugueses que se evidencia algum potencial, Odete aposta em muitas cenas dispensáveis, martíriologicas e penosas que desviam o filme da sua narrativa, como também os seus espectadores. Pediamos uma obra que servisse algo mais que mero mainstream televisivo, mas em Odete a reflexão é deveras prejudicial á propria enfase dramatica da fita.

Odete resume-se a muito bem realizada, planificada e muito bem interpretada obra, mas João Pedro Rodrigues cai numa experimentalidade quase surrealista o qual retrata dois seres obsessivos e de carências amorosas que se procuram e completam devido á morte de um terceiro elemento, mas chegando até á sua premissa, o percurso é algo que se vai fragilizando em consequencia de uma visão “quase apocalíptica” e voyeurista de Lisboa. È de facto notável ou não, a maneira como o realizador aborda a homossexualidade, vasta, inesperada e desalarmante, o que para o bem ou para o mal, o filme conta apenas com uma personagem heterossexual, o que em princípio qualquer homofóbico e conservador está de fora, sem falando nos tais preconceituosos. E é nessa abordagem até á exaustão que João Pedro Rodrigues confunde profundidade com manifestação e irreverência.

Quanto às interpretações, podemos destacar Nuno Gil na personagem de Rui, a personagem a mais desenvolvida e complexa por parte dos argumentistas e Ana Cristina Oliveira na homónima personagem Odete, onde o desequilíbrio mental da sua personagem se interage com a desordem narrativa. Fala-se de Odete como uma derradeira história de amor, por parte dos críticos, mas a meu ver é um retrato obsessivo da alma humana. Uma história que merecia ser contada, mas com outros propósitos, mesmo assim merece o seu visualizamento. Recomendo para os mais profundos e sentimentais.

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:06
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26.12.07

 

Primeiro de tudo é raro encontramos um semana tão sossegada como esta, é que a estrear apenas constaremos com duas estreias, mas calma, a começar o ano 2008, teremos um vasto número de estreias, bastantes esperadas devo disser, que iram causar dores de cabeça a qualquer cinéfilo, eu sou um deles a sofrer com esses sintomas. A destacar esta e última semana do ano, é o tão esperado filme de Francis Lawrence (Constantine), Eu Sou A Lenda, um remake de um filme de mesmo argumento protagonizado pelo emblemático Charlton Heston, mas desta vez a substituir o actor de Ben-Hur é Will Smith, o ex-bad boy e o seu fiel animal canino têm como objectivo sobreviver num mundo devastado por um vírus desconhecido, e este é o ultimo humano na Terra, a juntar a isso temos uns mutantes vampíricos que certamente vão ajudar á “festa”. Acção, terror, suspense e muita adrenalina, é o que promete este último blockbuster do ano.

E falando em blockbusters, vamos agora falar de um, mas de nacionalidade portuguesa. Calma, não existem vampiros, robôs metamórficos, nem sequer feiticeiros estudantis, mas sim Soraia Chaves e nisso está tudo dito. A actriz de O Crime Do Padre Amaro pode não ser uma excepcional actriz, mas é sempre um regalo para os olhos e será que neste filme de António Pedro Vasconcelos (Os Imortais) irá realmente mostrar os seus dotes artísticos. A juntar á já diva, temos Ivo Canelas, Nicolau Breyner (Os Imortais, Corrupção), Joaquim De Almeida (Tentação, Desperado) e Joaquim Leitão (Capitães De Abril, 98 Octanas). È cinema nacional a fechar o ano velho e a abrir o novo.

Conforme seja a sua escolha, bons filmes.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:27
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Parece que nada é sagrado, nem mesmo um filme de David Lynch. O filme “Duna” de 1984 do mesmo autor, um filme de ficção científica com toques linchierianos, vai mesmo contar com um remake, e o realizador escolhido para tal tarefa foi Peter Berg, que recentemente realizou o filme Reino. Segundo Berg, o original de Lynch deixou uma porta aberta para um remake, o qual disposto a cumprir esse “dever”, o qual tanto admira a obra de 1984. Relembro que o filme de ficção científica “Duna” que já contou com duas mini-séries, é convencional e experimental até á medula, que só Lynch conseguia fazer e o meu receio é que o remake de Berg o possa reduzir a um simples congénere de Matrix. O projecto está previsto estrear em 2010.

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publicado por Hugo Gomes às 22:55
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Talvez seja o filme épico de artes marciais mais esperado do momento, e o porquê? Perguntam muito bem vocês, a resposta encontra-se no dois nomes do cartaz. Porque tudo indica ser o primeiro filme a juntar Jet Li e Jackie Chan, dois dos maiores ícones de artes marciais da actualidade. A estrear a 18 de Abril de 2008 nos EUA.


publicado por Hugo Gomes às 21:54
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25.12.07

 

Ele é o Maior e continua a prova-lo!!! Jason Statham já sofreu de tudo, já enfrentou os adversários mais perigosos, principalmente o pequenote chinês (Jet L i - War) e o vampiro bad boy (Wesley Snipe - Chaos), já passou numa face de adrenalina múltipla em Crank, já perseguiu os seus inimigos com carros de alta cilindrada em acrobacias arriscadas que só Statham conseguia fazer (Transporter 1 e 2) e está pronto para vestir de cavaleiro ao serviço da sua majestade Burt Reynolds em In The Name Of The King de Uwe Boll. Desta vez, o grandioso Jason Statham irá provar ao mundo que consegue bater George Clooney no seu próprio jogo, roubar bancos. O filme chama-se “Bank Job”, baseado em factos veridicos que relata o assalto ao banco de Baker Street em Londres, até há data ninguém foi detido, nem nada foi apreendido. Estreia dia 7 de Março nos EUA e é realizado por Roger Donalson, o mesmo de Espécie Mortal e O Recruta. Por enquanto ficamos com o trailer.

Já disse que Jason Statham é o maior.

 


publicado por Hugo Gomes às 22:52
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24.12.07

 

O ano está prestes a terminar, mas primeiro falamos o Natal. O que é mais do que um feriado ou celebração religiosa, para muitos é uma forma de estar com a família, amigos e queridos. Para muitos é uma simples noite calorosa, terna e longa, um momento especial cheio de risos, palavras amigas e acima de tudo na companhia daqueles que mais gostamos. O Natal é isso e muito mais, não se trata apenas de um dia religiosa, mas sim um dia especial e com aquela magia que paira no ar.

Na companhia dos familiares ou amigos queridos, um filme é sempre uma ideia valorosa e bem definida. Deixo-vos uma lista daqueles que eu penso ser óptimos filmes de Natal, para todos os gostos e feitios, depois seguimos aos habituais clichés com palavras gordas (prometo).

. Charlie e a Fabrica de Chocolate

. Sozinho Em Casa

. Grinch

. Eduardo Mãos de Tesoura

. Toy Story (porque não!)

 

São as minhas recomendações, mas como digo estas, digo muito mais. Agora o prometido.

 

FELIZ NATAL A TODOS OS CINÉFILOS E LEITORES DESTE BLOG

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:46
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23.12.07

 

Faltam 4 dias para estrear em Portugal o tão esperado filme I Am Legend (Eu Sou A Lenda), remake de um filme de acção/terror protagonizado por Charlton Heston (Ben-Hur, Planeta Dos Macacos), pessoalmente desconheço o original, mas posso muito bem dizer que “estou em pulgas” para ver um remake, nunca estive assim desde 2005, quando Peter Jackson trouxe á vida o gorila gigantesco, King Kong, com auxílio dos CGI mais sofisticados. Eu Sou A Lenda já estreou no estrangeiro (EUA), e já causou os seus “estragos” na bilheteira, quebrando o recorde que era embargado por O Senhor Dos Anéis – O Regresso Do Rei em blockbusters da temporada winter season. As criticas vindas de lá também tem sido bastante agradáveis e sabendo que Will Smith está cada vez a afirmar como actor á sério e não uma vedeta em filmes como MIB – Homens De Negro e Bad Boys, já detendo duas nomeações ao Óscar de melhor actor em filmes tão diferentes como Ali e o apaixonante Em Busca Da Felicidade, o qual protagoniza ao lado do seu filho, que inclusive deu um “show”. Conquistou as bilheteiras com a magnificência cientifica de Eu, Robot, aquele que eu e muitos consideram m dos blockbusters mais bem feitos do novo milénio, o qual teve ás ordens de Alex Proyas (o mesmo do culto Dark City e do memorável O Corvo). Prevejo um futuro risonho para o inicial actor da série O Principe De Bel-Air. Por enquanto contos os dias para a estreia absoluta de Eu Sou A Lenda em terras lusas.

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publicado por Hugo Gomes às 22:48
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Essa última frase foi simples mas genial.
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9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
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