31.10.07

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Podemos encarar o Halloween da mesma maneira que o Natal - é quando o homem quiser. O espírito desta data atmosférica poderá ser invocado sempre que quiserem, muito mais no Cinema, o qual não falta filmes para o efeito. Devido a isso e pelo êxito que o género de terror tem por este Mundo fora, o Cinematograficamente Falando ... elaborou um top 10 de filmes aconselhados para ver nesta época, juntamente com os amigos, família ou até namorada. São 10 filmes de terror bem populares, acessíveis, que garantirão momentos fortes e alguns arrepios na espinha. Bem, chega de conversa e seguimos então à lista de contemplados ...

 

 

#10 Saw (2004)

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O (primeiro) Saw funciona sempre como uma boa opção para o Halloween. Simples, estilistico e engenhoso no seu enredo, aliás o twist final é um dos mais bem conseguidos nos últimos anos. A trama segue dois desconhecidos que misteriosamente acordam numa casa de banho, aconrrentados e à mercê de jogos diabólicos por parte de um psicopata. Dirigido por James Wan, Saw foi erguido com o orçamento minúsculo, mas o êxito foi tanto que sequelas são opções inquestionaveis para os produtores.

 

 

#09 The Omen (1976)

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A versão de 1976 e não o frouxo remake de 2006, é um filme misterioso, dicotómico e atmosférico. The Omen é por vezes comparado com The Exorcist, de William Friedkin, por não exercer o susto fácil e culminar o terror psicólogico, aliás ambos são servidos por uma banda sonora simbiotica com o ambinete do filme. Protagonizado pelo actor Gregory Peck, o pai adoptivo de uma criança que se julga ser o filho do Diabo, anticristo, um Harvey Stephens a cumprir o arrepiante papel do menino-prodígio do Inferno.

 

 

#08 Hellraiser (1987)

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Mesmo sendo um filme esquecido em Portugal, nunca estreou nos cinemas nacionais nem encontra-se disponiel em formato home video, Hellraiser, realizado pelo mestre do terror Clive Barker, é uma obra dolorosa de ver, mas sob o efeito de um dos melhores argumentos do terror dos anos 80. Considerado uma obra de culto e mitíca na História do cinema de terror, graças a HellraiserPinhead (o seu monstro estrela, interpretado por Doug Bradley) a adquirir o estatuto de um das criaturas mais enigmáticos da sétima arte, mesmo sendo rei do “low budget film”.

 

 

#07 The Texas Chainsaw Massacre (1974)

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Se pensas que só agora é que o gore está cada vez a assentar-se como um exercício de estilo rentável graças aos franchisings de Saw e Hostel, pois bem, mas a “coisa” começou um pouco antes de 1974, quando um homem actualmente condenado ao “direct to vídeo” chamado Tobe Hooper teve a excelente ideia de juntar canibalismo com serras eléctricas. O resultado; um saco de plástico para cada espectador para eventuais vómitos e o nome Texas manchado em sangue, o qual o "pacato" estado nunca mais foi o mesmo.

 

 

#06 A Nightmare On Elm Street (1984)

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Wes Craven teve a brilhante ideia de juntar realidade e sonhos com intrigas adolescentes, o resultado foi um dos filmes independentes de maior êxito do ano, e um inicio de uma saga que deu tanta alegria à juvenil New Line Cinema e o monstruoso assassino de crianças, Freddy Krueger marcado para a posterioridade graças à carismática prestação de Robert Englund. Curiosamente, A Nightmare On Elm Street concentra como o primeiro papel de Johnny Depp no cinema, uma escolha de casting acidental mas cujo o resultado são evidentemente vistos actualmente.

 

 

#05 Scream (1996)

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Do mesmo realizador de A Nightmare On Elm Street (O Pesadelo Em Elm Street), Wes Craven reinventa o terror adolescente (nomeadamente o infame slasher movie) com equilibrada mistura de humor e horror num mundo cheio de referências e tudo o que um adolescente sedento por sangue pode querer. Scream – Gritos marcou uma geração e é capaz de marcar um Halloween, isso se não viram o Scary Movie dos irmãos Wayans.

 

 

#04 The Exorcist (1973)

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O Exorcista nos dias de hoje continua a ser um filme de respeito, agora imaginem na sua data de estreia, que tumulto deve ter culminado nas audiências ainda ingénuas a este tipo de cinema. Foi o único filme de terror até à data a obter uma nomeação para os Óscar na categoria de Melhor Filme, mas tirando o mérito próprio, este é um dos filmes mais adequados para tornar um Halloween inesquecível, ainda mais acompanhado por aquela pessoa, de preferência susceptível e facilmente impressionável. 

 

 

#03 Bram Stoker’s Dracula (1992)

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Antes de mais, é uma obra de Francis Ford Coppola, por isso é escusado falar da qualidade da sua produção. Quanto, em termos vampíricos, é um dos melhores filmes relacionados com esses "bichinhos" sugadores de sangue. E com um elenco de luxo; Gary Oldman, Anthony Hopkins, Winona Ryder, Keanu Reeves e uma pequena aparição de Monica Bellucci, esta versão fiel aos escritos de BramStoker é um portento sob uma vertente romântica com sangue à mistura, é preciso dizer mais para um serão "especial".

 

 

#02 Suspiria (1977)

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Qual o filme mais adequado para o Dia das Bruxas? Um filme sobre bruxas, e nesse aspecto Suspiria é um dos melhores exemplos do Cinema. Dario Argento converte uma obra de terror num pequeno pedaço de arte, visualmente sintético, onírico e majestoso, uma delirante banda sonora e marcantes sustos pelo caminho. Um dos melhores exemplares do estilistico giallo

 

 

#01 Halloween (1978)

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Sem grandes surpresas, o filme mais adequado para ver num Halloween é mesmo Halloween de John Carpenter, a origem do slasher movie por excelência resultou numa atmosférica obra sempre actualizada em termos de sustos, suspense e sangue. Com um charme irresistível, Halloween permanecerá sempre como um dos mais incontornáveis filmes de terror da sétima arte, onde imensas das suas sequências ecoaram para a posteridade. 

 

E para o leitor? Qual o filme mais adequado para um Halloween e o porquê?

Bons Filmes e um Feliz Halloween.


publicado por Hugo Gomes às 23:09
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30.10.07

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É só para relembrar que irá estrear esta semana Corrupção, aquele que deve ser considerado no mais polémico filme português até á data. Nunca se gerou tanto mediatismo envolto de uma adaptação de um mau livro, Eu, Carolina. Ora foi o tema envolto, ora foi as "zangas" de João Botelho (realizador) com o produtor, ora foi o julgamento do caso Apito Dourado nunca mais avançar. Muito bem, uma coisa é certa, bom ou mau, o filme vai ser um sucesso e tendo em conta que o Crime Do Padre Amaro foi, então o cinema português volta a estar novamente na moda, espero que não seja pelas piores razões.

PS – Eu sei que é bom as pessoas optarem o nacional pelo menos uma vez na vida, mas não se esqueçam que esta semana estreia também Elizabeth: A Idade Do Ouro e Sicko.

Bons Filmes

 


publicado por Hugo Gomes às 23:45
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Um corpo, duas almas!

 

Erica Baine (Jodie Foster) é uma locutora de rádio com uma personalidade que se pode considerar contagiantemente feliz, principalmente sabendo que está preste a casar com o homem dos seus sonhos, David Kirmani (Naveen Andrews), o seu namorado. Mas por vezes os sonhos transformam-se repentinamente em pesadelos, e o pesadelo de Baine iniciou num supostamente tranquilo passeio no Central Park com Kirmani. Ambos são surpreendidos por um bando de delinquentes que os agride, roubam e deixam Baine inconsciente durante três semanas. Quando esta acorda do coma, Baine fica destroçada ao saber que Kirmani não sobreviveu do ataque, e a partir daí um novo “eu” invade o seu corpo. Esta começa a ansiar por vingança e sai constantemente à rua para matar aqueles que ela julga ser parasitas da sociedade; gangsters, maníacos e proxenetas. Detective Mercer (Terrence Howard) segue o rasto do assassino que o qual os media apelidam de Vigilante, sem saber que o tal é Erica Baine, que anseia encontrar os responsáveis pelo incidente que vitimou o seu namorado.

 

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Talvez seja um dos objectos mais injustiçados do cinema americano deste ano, a sua falta de recepção nas bilheteiras levou a motivações iradas e bombásticas por parte da Warner Bros. O estúdio aclamou em deixar de produzir filmes com que o protagonista seja de sexo feminino. Ao “dissecar” melhor a fita, apercebemos que o problema não está na protagonista, nem em nenhum dos outros actores, mas sim na crueza com que Neil Jordan retrata a sua história, é de louvar que consiga salientar aquilo que pretende, o que por vezes as acusações de xenofobia seja pretexto para justificar uma tendência politicamente correcta dos nossos dias.

 

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The Brave One, ou com o titulo traduzido A Estranha Em Mim, inacreditavelmente apropriado à essência filme, funciona como uma reflexão entre dois seres existentes num só corpo, a consciência controlada e o lado psicologicamente negro e violento proveniente de um estado de fúria interior. Trata-se de uma história de vingança que recorre ao dispositivo de vigilante para fundamentar os trilhos elegidos pela protagonista e o combate inerente desta. Com certos toques do cinema neo-noir, The Brave One tem algo de carnal com a conceituada obra de Martin Scorsese, Taxi Driver. É que por vezes Erica Baine (Jodie Foster) se comporta como uma versão feminina de Travis Bickle (Robert De Niro) se tratasse.

 

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Jodie Foster, possivelmente apresenta aqui uma das melhores interpretações da sua carreira desde que questionou Anthony Hopkins por vias de um acordo quid pro quo. A actriz aposta numa crescente evolução da sua personagem, tornando o percurso da protagonista violento mas igualmente cativante e “farpado”. Verifica-se que antes do incidente marcante do enredo, Baine é uma figura extrovertida, um quanto alegre como que se nada no mundo que a rodeia pudesse ser capaz de abalar tal alegria. Esse ser de tamanha felicidade converte-se no segundo acto em alguém magoado, impotente, culminando a revolta o qual surge uma constante mutação mental da mesma. Jordan acompanha tal metamorfose com uma realização flexível, que por vezes descontrola-se com certas experimentalidades como se aludisse o estado desarvorado da personagem de Foster. Ora referimos o conjunto de cenas em que Baine tenta sair de casa pela primeira vez após o trauma crucial, aí Neil Jordan parece invocar o terror e pede à sua câmara que mimetize tais tiques fílmicos.

 

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Além de Foster, em The Brave One temos a nosso dispor um elenco conjuntivo bastante credível, nomeadamente Terrence Howard, "acabadinho" de sair da sua nomeação interpretativa em Hustel & Flow, e Naveen Andrews, mais conhecido como Sayid Jarrah da sofisticada série Lost: Perdidos, num papel deveras emotivo. Contudo, nenhuma destas emoções resultaria se Neil Jordan não fosse tão cru em relação aos acontecimentos.

 

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Quanto aos seus valores moralidade, bem, não existe algo de muito concreto, e se quisermos pensar que o filme todo é uma moralidade, daquelas que traz ainda mais violência, então é melhor descartar isso. Porque mesmo de violento, por vezes fetichista, The Brave é um reflexo da condição do ser sem doutrinas óbvias, sem lições bacocas a designar. Porque em contacto com tantas injustiças e desumanização, quem não queria fazer o mesmo que Erica Baine. Realmente a não perder!

 

"I always believed that fear belonged to other people. Weaker people. It never touched me. And then it did. And when it touches you, you know... that it's been there all along. Waiting beneath the surfaces of everything you loved."

 

Real.: Neil Jordan / Int.: Jodie Foster, Terrence Howard, Nicky Katt, Naveen Andrews, Mary Steenburgen

 

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7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:39
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28.10.07

 

Halloween de Rob Zombie não marca apenas o regresso o clássico de John Carpenter, como também o regresso de Malcolm McDowell ao grande ecrã depois da grande borrada de I Spy, famoso por ter interpretado Alex em A Laranja Mecânica, a obra-prima de Stanley Kubrick, é a vez de interpretar Dr. Loomis, outrora interpretado pelo falecido Donald Pleasance. Não acredito que a renovação de Rob Zombie irá fazer jus ao filme de Carpenter, mas vale a pena dar uma espreitadela.


publicado por Hugo Gomes às 18:09
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Real.: Judd Apatow

Int.: Seth Rogen, Katherine Heigl, Paul Rudd

 

Apresentamos Alison (Katherine Heigl) um rapariga com um futuro brilhante como apresentadora de um programa de televisão e Ben (Seth Rogen) que nada faz na vida, além de embebedar, fumar charros com os amigos e a colecciona imagens de topless de filmes para o seu site. Aparentemente estes dois seres nada tem em comum, até que uma noite, conhecem-se, num bar, embebedam-se e envolvem-se, o que parecia ser um erro passageiro transforma num erro, quando semanas mais tarde Alison apercebe-se de estar grávida. Os dois jovens de mundos completamente diferentes tem nas suas mãos um “mar” de responsabilidades que o qual têm de aprender a conviver, o que não será “pêra doce”.

Na minha critica a Superbad, a comédia produzida por Judd Apatow, visionava que este Knocked Up iria ser uma, se não for a melhor comédia do ano. Parece que acabei por acertar nessa afirmação, é a melhor comédia do ano, por agora, como também uma das melhores do seu género no longo espaço de muitos anos. Judd Apatow está cada vez mais a habituar-nos mal, trazendo até nós um leque de comédias refrescantes e de qualidade superior á maior parte dos produtos americanos que abundam as nossas salas, filmes tais como Anchorman, As Corridas Loucas De Ricky Bobby, Superbad e a sua “obra-prima”, Virgem Aos 40, o toque de Apatow neste tipo de filmes parece ser sinónimo de grande qualidade na área.

Knocked Up ou bizarramente traduzido em Portugal como Um Azar Do Caraças, é uma comédia que não sobrevive do humor físico tão preferido dos americanos, nem sequer vai por ai, o que de cómico tem a obra de Judd Apatow é as situações reais, o maior leque de personagens sólidas possíveis e não aquele “estereótipos de papel em branco” e uma certa emoção humana que difere das habituais e irritantes morais do género. Um Azar Do Caraças é uma comédia que aborda aquilo que cada vez mais preocupa jovens e pais, um assunto delicado que no tratamento de Apatow revela um descontraído entretenimento. Apenas tem como defeito, tal como o seu “primoVirgem Aos 40, uma narrativa muito á base de sketches e piadas soltas que fazem prolongar ainda mais a duração do filme, podendo por vezes dar alguns sinais de cansaço.

Knocked Up é um objecto sedutor, versátil e claramente uma das mais qualitativas comédias dos últimos anos, agora que estou numa maré de sorte em comédias vou fazer mais um pedido, que esse Hot Fuzz de Edgar Wright prove em Portugal o realmente porquê que os americanos tanto o adoram.

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:55
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Real.: Brett Ratner

Int.: Jackie Chan, Chris Tucker, Vinnie Jones, Roman Polanski, Yvan Attal, Tzi Ma

 

Inspector Lee (Jackie Chan) e o detective Carter (Chris Tucker) regressam para desvendar um caso que envolve uma tentativa de assassinato ao embaixador Han (Tzi Ma) e um nome relacionado com uma Tríade Chinesa que ninguém deseja falar. A acção decorre em Paris.

Brett Ratner regressa naquilo que melhor sabe fazer, Hora De Ponta, o mesmo ocorre com Chris Tucker, que não consegue êxito nenhum além da comédia de Ratner. Remando a favor da maré da cómica química entre Jackie Chan e Chris Tucker, A Hora De Ponta 3 pode se dizer de passagem que é mais do mesmo. O argumento é igual a tantos outros filmes americanos de Chan e mesmos os anteriores Horas De Pontas, as coincidências abundam, os gags são longos e previsíveis, mesmos que eficazes a certos pontos e Chris Tucker faz aquilo que sempre fez de melhor divertir os espectadores com um vocabulário tolo e narcisista e trapalhadas múltiplas, mesmo que isso prejudique um pouco a acção do filme e corta qualquer tentativa de drama que Jackie Chan parece construir, ou seja, em certos momentos Tucker consegue ser mesmo irritante, mas isso ele foi nos outros dois capítulos anteriores.

Há duas formas de ver este filme, uma, sentar-se na cadeira confortavelmente e não pensar em mais nada e divertir-se ou duas, contar as lacunas narrativas ou as vezes que somos surpreendidos, a meu ver uma. Se optarem pela primeira, então evitem o panfletário americano que atravessa quase tosas as ocorrências me Paris.

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:50
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Saudita Vice!

 

The Kingdom (O Reino) é o mais recente thriller de carácter explosivo sobre os conflitos do Médio Oriente (mais concretamente a Arábia Saudita) e a sua relação com os EUA, um fio delicado que facilmente fragiliza por entre as diferença culturais de ambos. Tal analise inicia-se como um mero atentado, nesta altura do campeonato tal soa como um lugar-comum deste género, e a resposta rápida de uma equipa especial de FBI em localizar e abater o autor de tais ataques.

 

 

Peter Berg começar por dirigir um filme  que alude a sua inteligência e a do espectador, através de uma sequência cronológica de créditos iniciais parece demonstrar que o realizador afinal fez os "trabalhos de casa". Porém é tudo "sol de pouca dura" quando precisamente 30 minutos (após arrancado a introdução do enredo) o filme despacha-se para uma investigação criminal liderada por um Jamie Foxx que opera como um qualquer "tarefeiro" das séries CSI ou Miami Vice. Talvez seja verdade que este O Reino encontra-se mais próximo de Miami Vice (Peter Berg tem demasiados tiques do seu padrinho / produtor, Michael Mann) do que propriamente de um Syriana, estendendo por um banalíssimo filme de bang, bang.

 

 

Contudo o realizador persiste numa "pausa" neste sua salganhada de acção. Uma mostra de imagens exibe a personagem de Ashraf Barhom (Faris) a cuidar dos seus filhos com extremo carinho de igual forma para com o seu paraplégico pai, com isto tentando auferir ao filme um discurso equilibrado quanto ao maniqueísmo que por vezes persiste. Mas Peter Berg não se encontra disso, sendo depois de despachada tais imagens constrangidas, o realizador expede o resto da última meia hora do filme numa imensidão de disparos e explosões, onde a inquietante câmara parece mimetizar Paul Greengrass nos últimos dois capítulos da saga Bourne. É uma câmara incansável no meio da acção, mas nada de energético nem dinâmico para com a narrativa.

 

 

À partida, O Reino estava condenado a ser apenas um entretenimento e tudo o pudesse sair a mais da obra em questão era somente puro disfarce. Felizmente Berg encontra o seu trunfo no final, reflectindo subtilmente e acertadamente a situação actual entre o Ocidente e o Oriente - porque afinal todos nós somos diferentes mas ao mesmo tempo iguais.

 

"Don't fear them, my child. We are going to kill them all."

 

Real.: Peter Berg / Int.: Jamie Foxx, Chris Cooper, Jennifer Garner, Jason Bateman, Jeremy Piven, Danny Huston, Richard Jenkins, Ashraf Barhoum, Ali Suliman

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 17:42
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A dança mais memorável do mundo cinéfilo, Pulp Fiction, a obra-prima de Quentin Tarantino, os dançarinos em palco são John Travolta e Uma Thurman no que fazem parte de uma das mais bem sucedidas duplas da historia do cinema americano. A música pertence a Chuck BerryYou never can tell” datado de 1964, ver cinema de Tarantino é como abrir uma antiga arca de recordações poeirenta no nosso sótão.

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publicado por Hugo Gomes às 17:11
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Real.: María Lidón

Int.: Vincent Gallo, Orsana Akinshina, Joaquim De Almeida, Rade Serbedzija, Val Kilmer, Joss Ackland

 

Owen (Vincent Gallo), um padre que juntamente com uma equipa de resgate descem ao submundo, literalmente, para resgatar o antropólogo Sergei Spassky (Rade Serbedzija) que o desceu em busca de um convento perdido. O que a equipa encontrar lá em baixo, é um mundo reinado pela escuridão e lendas o qual ditam as regras desse submundo.

Moscow Zero foi um filme que á partida me interessou, o seu poster é sugestivo, e a sinopses do catálogo do cinema era interessante e pouco clara, envolto num mistério ansioso. Além disso tem Joaquim De Almeida, que sempre dá gosto de ver o nosso “tuga” em filmes internacionais, mesmo que ultimamente tem vindo a tornar-se numa espécie de Steven Seagal com alguma expressão.

Moscow Zero – As Portas Do Submundo é uma variação entre thriller e terror, de fazer um certo êxito de 2005, conhecido entre nós como A Descida, esse brilhante filme de terror, infelizmente ao contrário do filme de Neil Marshall, é incapaz de criar uma atmosfera de medo e claustrofobia, sendo guiado exclusivamente pelas suas próprias regras, que são muitas, mas completamente débil no que se trata a interagir a narrativa com o espectador. A fotografia, banda sonora, efeitos de câmara tudo baseado no pior da série B, o que facilmente caracteriza de melhor este filme desequilibrado.

Algumas interpretações roçam o ridículo incluindo Joss Ackland como Tolstoy e os irritantes monólogos de Rade Serbedzija que só apenas servem para localizar o espectador no espaço e tempo do filme, tudo porque a sua débil narrativa é incapaz disso. Um objecto de série B cheio de inverosimilhanças no argumento como nos sentimentos das personagens, que fazia melhor figura em ter ido directamente para vídeo.

PS – com tão pouco espaço de “antena” e de falta de protagonismo, como é possível que Val Kilmer seja o nome em cartaz como também a sua imagem.

3/10 *


publicado por Hugo Gomes às 16:27
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Um dos melhores posters de sempre, emocional, original, mítico e na minha opinião aterrador, muito devido a um lista que representa a vida de centenas de judeus, salvos da morte certa. Homenageado com o Óscar de Melhor Filme de 1993, A Lista De Schindler realizado por Steven Spielberg é uma obra incontornável a reter.


publicado por Hugo Gomes às 16:20
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Real.: Tom Barman

Int.: Frank Vercruyssen, Diane De Belder, Natali Broods

 

Esta é a história de varias pessoas que vivem as suas vidas num belo dia de Antuérpia, aparentemente nada tem em comum, mas todas aquelas encontram-se numa festa daquela noite organizada por uma das personagens.

Se já se encontra farto dos meros produtos holywoodescos, ou das simplicistas estruturas que compõem a maior parte dos filmes de nacionalidades diferentes, então a resposta é Any Way The Wind Blows, realizado por Tom Barman, vocalista de uma banda belga muito conhecida, designada por dEUS. Any Way The Wind Blows é um bizarro filme cheio de personagens fascinantes, mas todas sem grande desenvolvimento e nenhum protagonismo. Imaginem juntar a estrutura mosaíca de Paul Thomas Anderson (Magnólia), o experimentalismo de David Lynch e a inspiração nos diálogos cheios de referências á cultura de Quentin Tarantino.

Tal como se pôde verificar na sinopse, é um filme quase indescritível e aparentemente sem grande substancia, Any Way The Wind Blows não possui nenhum argumento estruturalmente aceite, apenas representa, aquilo que, chamamos a vida quotidiana. O seu argumento é existencial onde os parâmetros da música e do surreal equilibram de forma a dar origem a uma realidade tão credível como a de Magnólia por exemplo. Tom Barman revela-se como uma grande surpresa no campo da realização, despertando a sua veia artística e musical, numa narrativa sempre experimental, onde os diálogos são sempre interessantes tal como um leque de personagens bizarras, mas que sem isso prejudique o interesse que o espectador ganha nelas. Infelizmente não é um filme para toda a gente, apenas aconselhado a quem deseja fugir um pouco da rotineira diegese que existe com excesso na maior parte dos filmes que vemos, mas para quem não procura nada disso, bem já sabem …

8/10 ****


publicado por Hugo Gomes às 16:16
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Quem é que vão chamar?

 

Peter Venkman (Bill Murray), Ray Stantz (Dan Aykroyd) e Egon Spengler (Harold Ramis), são três cientistas de Nova Iorque que dedicam ao estudo de fenómenos paranormais, o seu departamento era auxiliado por uma universidade que depois de verificar os seus imensos fracassos a níveis científicos decide então suspender o apoio financeiro. Venkman e companhia organizem e criam um negócio de luta e erradicação aos ditos fenómenos paranormais, vulgarmente apelidados de fantasmas, e assim criaram os Ghostbusters - Os Caça-Fantasmas, a fim de defender a Humanidade das forças demoníacas que pairam Nova Iorque.

 

 

“Who ya gonna call? Ghostbusters” foi frases como esta que marcaram uma geração, a dita geração dos anos 80. Serão obviamente muitos que recordarão tal citação e melhor, o filme detentor, o qual integrou infâncias. Trata-se, como já evidenciaram, de Ghostbusters, um entretenimento de grande sucesso datado de 1984, onde o espectador tinha a seu dispor um elenco quimicamente eficaz que ia desde Bill Murray, que vivia nos seus grandes e "loucos" anos verdes, Dan Aykroyd e Harold Ramis (estes dois últimos colaboraram para escrever o seu lúdico argumento). O trio em questão formava a badalada equipa de "mad" cientistas que se converteram em ícones heróis e um dos símbolos da comédia norte-americana dos anos 80. Contudo difícil é negar os graus de divertimento que esta satírica obra do bem-sucedido produtor e realizador Ivan Reitman pode proporcionar, apelando à imaginação dos seu espectador (os efeitos especiais eram na altura incríveis), pavoneando com um conjunto de gags intemporais que são actualmente referenciados vezes sem conta. Ah! Para além disso temos uma Sigourney Weaver longe de Alien, a espalhar carisma em tudo o que é sitio. Contudo a questão fica, será Ghostbusters um filme persistente ao tempo?

 

 

Claro que não, todos aqueles que acarinham este produto é porque de certa forma conviveram com ele, sentiram-se fascinados pela sua técnica e valores produtivos, as suas personagens e situações, tal como o vosso escriba. Este é sobretudo um filme nostálgico, simbólico e apadrinhado pelos viventes, sendo que nos dias de hoje é visto por gerações mais modernas como um singelo mas mesmo assim foliona obra de efeitos visuais obsoletos. Todavia falha sobretudo na antagonista, Slavitza Jovan não consegue preencher os requisitos a tempo e aspira ser um "embrião" de The Exorcist, sendo que para o efeito foi contratada Paddi Edwards para dobrá-la.

 

 

Mas apesar de tudo e dos anos não terem sido de facto favoráveis para com Ghostbusters, Ivan Reitman concretizou uma comédia de espécime raro no cinema norte-americano actual. Um símbolo para ter em consideração (difícil é esquecer Puft Man) e uma proposta que não se perda nada em recordar. Já me estava a esquecer! A sequela produzida em 1989 não é de todo má.    

 

"It's the Stay Puft Marshmallow Man."

 

Real.: Ivo Reitman / Int.: Bill Murray, Dan Aykroyd, Sigourney Weaver, Harold Ramis, Ernie Hudson, Slavitza Jovan

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:10
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Real.: Len Wiseman

Int.: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Bill Nighy, Tony Curran, Derek Jacobi

 

Selena (Kate Beckinsale), uma vampira, Michael Corvine (Scott Speedman), um híbrido, que após terem derrotado Victor (Bill Nighy) tem um novo desafio pela frente. Um senhor das trevas, Marcus (Tony Curran), o primeiro de todos os vampiros, persegue insaciavelmente o par como fins de criar uma raça inteiramente nova.

Underworld – Submundo de 2003 é um dos meus guilty pleasure, mesmo com as tentativas de enforcamento que me tentaram impor, devido às más críticas á fita em questão. Com más criticas mas com um resultado triunfante em bilheteiras(o que era de esperar) o que é motivo suficiente para a produção de um sequela de orçamento mais musculado. Mas isso já Len Wiseman havia visionado, deixando um final em aberto no primeiro capítulo.

Com dois anos de diferença, Underworld – A Evolução é um sequela inferior, como já havíamos percebido mesmo antes de este sair do papel, mas um coisa é certa, Len Wiseman ainda consegue proporcionar ao espectador um espectáculo visualmente impressionante. A juntar a isso temos os efeitos especiais, que tal como o anterior, dominados até á exaustão por efeitos práticos, vampiros e lobisomens com fartura e Kate Beckinsale, mesmo não sendo o tipo de actriz que virá ser nomeada ao Óscar, é um regalo para a vista. A sua personagem, Selena, neste segundo capitulo evita a inexprimibilidade que no primeiro continha, uma tentativa de Wiseman em converter a sensual vampira numa reflexão para a vida não é mais do que um fracasso bacoco, já que as cenas com a actriz de revolver na mão, ou ao soco, cortam literalmente do que podia sair dali. Como todos nós sabemos o publico em questão o qual o este tipo de filme é direccionado está-se “borrifando” para sentimentalismos, ou morais, pagaram 5 euros para ver acção sangrenta e é isso que tem a sua disposição.

 Há muito pouco a sublinhar neste filme puramente comercial, os fãs não sairão defraudados, (como eu) e alguns deles sentiram um pouco mais preenchidos com o bacoquismo que Wiseman conseguiu proporcionar. Um típico filme de acção fantástica, muito longe da treta que muitos querem impor.

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:55
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23.10.07

 

Guillermo Del Toro recusou realizar o novo Harry Potter, quem ficou a perder foi mesmos os fãs, porque se tivermos em conta o que ele fez com O Labirinto Do Fauno, o novo filme da saga do jovem feiticeiro iria sair algo de interessante, agora aturem de novo David Yates. Mas infelizmente ou felizmente, conforme a pessoa, particularmente felizmente, Del Toro recusou o filme de Potter para poder trabalhar na sequela de Hellboy, a adaptação de 2004 realizada pelo mesmo, foi uma das mais interessantes do universo dos super-heróis, se isto correr bem, então estaremos perante num fenómeno paralelo a do Homem Aranha, em que o segundo capitulo é um quanto superior ao original. O nome da próxima aventura do vermelho de mau feitio é Hellboy II – The Golden Army.

Para mais informação, temos o site oficial, onde poderemos ler entrevistas, ver interessantes concept art a la Labirinto Do Fauno e a já a data de estreia mundial; 7.11.08.


publicado por Hugo Gomes às 14:49
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Uma das cenas mais memoráveis do cinema dos anos 90, Magnólia de Paul Thomas Anderson, quando as personagens começam todas a cantar ao som de Wise Up de Aimee Man, uma belíssima cena e um belíssimo final num filme maravilhoso e inesquecível.

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publicado por Hugo Gomes às 14:25
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Em 20 de Dezembro estreia em Portugal, o tão esperado quarto capitulo de uma das bens sucedidas sagas do novo milénio, Saw, tendo como Jigsaw, um assassino de alto calibre. Neste mesmo ano ainda presenciamos a estreia de Zodiac, como o thriller do ano e o quase ignorado, mas não menos chocante, Butterfly : A Grimm Love que no nosso país dá-se pelo nome de Amor Sinistro e já pode ser encontrado em qualquer videoclube. Ficamos por algumas das frases mais célebres de alguns assassinos mais notórios dos centenários anos do cinema.

“Qui pró quo”

- Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), The Silence Of The Lambs (1991)

 

“Oh yes, there will be blood”

- Jigsaw (Tobin Bell), Saw II (2005)

 

“Welcome to my nightmare”

- Freddy Kruger (Robert Englund), Freddy Vs Jason (2003)

 

“Will tear your soul apart”

- Pinhead (Doug Bradley), Hellraiser (1986)

 

“Here’s Johnny”

- Jack Torrance (Jack Nicholson), Shining (1980)

 

“Silly caucasian girl likes to play with samurai swords”

- O-Ren Ishii (Lucy Liu), Kill Bill Vol 1 (2003)

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:10
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22.10.07
22.10.07

Por um lado Judd Apatow está a revolucionar a comedia americana, por outro existe sempre um grupo de pessoas que auto-titulam-se de “os 2 argumentistas de Scary Movie”, que tem a cabo de levar a comédia aos seus graus mais primitivos, num preguiçoso e grosseiro registo de humor que este Meet The Spartans parece transcender. Pelo trailer, escuso de dizer que é mesmo para evitar, logo agora que irá estrear uma “obra-prima” que se dá pelo nome de Bratz.


publicado por Hugo Gomes às 23:19
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21.10.07

 

Nos dias 8 a 17 de Novembro vai decorrer no Estoril, um festival de cinema dedicado ao cinema do Velho Mundo (europeu) que tem como nome European Film Festival (EFF). Por enquanto existe pouca informação, mas pode dizer que uma homenagem a Pedro Almodôvar, Bernardo Bertolucci e David Lynch estão confirmados.

Para mais informação, o site oficial.


publicado por Hugo Gomes às 14:23
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Voltamos para mais uma de Kubrick, um dos realizadores mais inspiradores da sua geração e um nome terno e obrigatório a qualquer cinéfilo. O fragmento de filme que apresento é Shining, que dispensa apresentações, com Jack Nicholson em “Here’s Johnny” e uma pequena interpretação dos três porquinhos.

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publicado por Hugo Gomes às 14:17
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21.10.07

 

O ultimo actor clássico!


Maurice e Ian (Peter O’Toole e Leslie Phillips) são dois actores reformados, que apesar de profissionais nunca conheceram a fama propriamente dita, para além disso ambos partilham o medo de morrer na solidão. Vidas rotineiras até Ian decidir hospedar a sua sobrinha-neta, Jessie (Jodie Whittaker), vinda directamente da província, para que esta possa arranjar trabalho e cuidar do seu tio-avô nos momentos mais difíceis. Mas ambos não se suportam e sendo assim um ambiente pesado instala-se em casa. Um inferno que tem apenas descanso quando Maurice visita-os. Contudo o velho galã começa aos poucos a interessar por Jessie e tenta persuadi-la a ver o seu mundo.

 

 

Citando Eli Wallach em The Holiday de Nancy Meyers, cada vez mais os filmes de hoje recorrem em demasia aos efeitos especiais, esquecendo-se muitas vezes daquilo que sempre havia sido caracterizado no cinema clássico, a essência, essa mesma derivada principalmente das interpretações e carisma dos actores(as) que desempenhavam de corpo e alma os seus devidos papéis sem o recurso nem o conforto dessas variações gráficas e tecnológicas. Vénus é um exemplo de um filme fora do seu tempo, ou seja, fora de moda, um palco de actores que prestam os seus valores em prol de uma arte colectiva, a dramaturgia. Ao mesmo tempo que consolida esse mesmo veio artístico com a alusão da velhice, onde a solidão consegue ser mais assustadora que a própria morte.

 

 

Muito mais que um romance de diferentes faixas etárias, Vénus é um filme independente, poderosamente dramático apesar do teor algo leve e por vezes libertino de "velha guarda", que olha para ambos lados cronológicos sem nunca incutir o remorso. Ou seja passado e futuro se revelam em crónicas que os próprios actores confrontam, seja ele a inexperiente e inconsequente Jodie Whittaker, um novo fôlego para o protagonista que lhe devolverá uma ilusão de anos dourados. Peter O'Toole é classe e primor em pessoa, um desempenho sedutoramente distinto e simultaneamente próprio que nos confere uma visão algo pessoal e uma adulterada crónica do actor em relação a uma cada vez mais estética e desinteressada industria cinematografia.

 

 

Mas não, não é uma obra com referências ao mundo cinematográfico nem sequer a cumplicidade entre industria e actor, mas sim uma busca pela perfeição e perversão da "ninfa"artística, a Vénus propriamente dita. A Mãe de todas as artes, a eternização e o legado, de caminho algo ingrato mas conseguido no seu objectivo. Como peça de cinema, Roger Michell constrói um cenário para actores, o altar do improviso artístico, o refugio da ultima estrela clássica. Eis um retrato sobre a morte, a juventude, a velhice e o esquecimento, abordados de  forma subtil e delicada, de componente neutra que não deixará ninguém indiferente. Uma obra magnífico a ser redescoberta, com imperativa recomendação aos mais ao jovem que ainda pensam que serão jovens para o resto da vida.

 

"Shall I compare thee to a summer's day? Thou art more lovely and more temperate: rough winds do shake the darling buds of May, and summer's lease hath all too short a date: sometime too hot the eye of heaven shines, and often is his gold completion dimm'd, and every fair from fair sometime declines, by chance, or nature's changing course untrimm'd, but thy eternal summer shall not fade, nor lose possession of that fair thou ow'st, nor shall death brag thou wander'st in his shade, when in eternal lines to time thou grow'st, so long as men can breathe, and eyes can see, so long lives this, and this gives life to thee."

 

Real.: Roger Michell /Int.: Peter O´Toole, Leslie Phillips, Beatrice Savoretti, Vanessa Redgrave, Jodie Whittaker


9/10
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publicado por Hugo Gomes às 14:02
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