29.7.07

 

Die Hard na época do digital!


Mesmo sob o contexto rotineiro de uma sequela de grande produção, Die Hard 4.0 aborda de maneira bastante leve, um assunto bem delicado dos nossos dias, a cada vez mais dependência com a informática que o nosso quotidiano está a ser alvo, apresentando-nos um conceito de “novo terrorismo”. Basicamente é isso que esta quarta missão de John McClane transmite, obviamente sem as inverosimilhanças e a pirotécnica de fogo-de-artifício que minam esta pelicula do início ao fim. Die Hard 4.0 (alusão á linguagem informática) é o quarto tomo de uma fasquia que nasceu através de um mais notórios filmes de acção do cinema de Hollywood, Die Hard – O Assalto Ao Arranha-Céus de 1988, que foi responsável por introduzir o actor Bruce Willis e o seu "Yippie-ki-yay, motherfucker" a um modelo de heróis “duros de morrer” que parece ter definido a sua carreira de vez. O sucesso da fita dirigida por John McTiernan, por sua vez livremente baseado num livro de Roderick Thorp, gerou mais duas sequelas, todas elas muito bem-sucedidas em termos de bilheteira (e de explosões!). A primeira data em 1990, Die Hard 2 – O Assalto Ao Aeroporto, dirigido por Renny Harlin, uma espécie de copy / paste do original, minado com os mais avançados efeitos especiais e elaborados duplos da época, e em 1995 com John McTiernan a regressar ao franchising e eleva-lo um novo patamar com Die Hard with Vengeance, perdendo pelo caminho a essência já modelada dos dois capítulos anteriores e adquirir contornos comerciais sustentáveis para o futuro.

 

 

Die Hard 4.0 surge entre nós, passados 12 anos desde o ultimo filme, numa década cujo cinema de entretenimento mudou e muito no seu próprio conceito, como por exemplo e graças aos frenesins cometidos pela trilogia Matrix dos irmãos Wachowski, tornou-se clara a dominância dos CGI neste tipo de produções, deixando os efeitos práticos em desuso e levando os “die hards” á extinção. A fita de Len Wiseman metaforicamente parece aludir tal realidade e remetendo a personagem de John McClane (Bruce Willis) algures entre os primórdios do herói de acção, o sinónimo de old school, o único capaz de impedir terroristas cibernautas que tornam uma cidade indefesa com uma simples tecla do teclado de um computador utilizando os mais básicos artifícios de força e perícia.

 

 

Não querendo iludir ninguém, Die Hard 4.0 está longe do cinema de acção á moda antiga movido pela força dos stunts e pirotecnia fabricada, este novo filme é um misto entre os dois tempos, contudo a “modernice” leva avante, mas tirando isso salienta-se como uma energética obra de acção de doses milionárias. Porém o resultado poderia ser outro, se não fosse o regresso de Bruce Willis ao tipo de papéis que conquistou o grande público. O estranho é que apesar de todos nós sabermos o quanto Willis está a ficar velho, é sempre bom assistir a um “senior” que se encontra á altura de qualquer jovem no ramo, ao contrário de por exemplo Michael Douglas que havia dado sinais de puro cansaço em The Sentinel de Clark Johnson.

 

 

Dirigido por Len Wiseman, o mesmo realizador dos dois primeiros Underworld, Die Hard 4.0 é um filme de acção que emana espectacularidade e boas doses do melhor que se faz no género. Conta ainda com as participações de Justin Lin, Timothy Olyphant, Mary Elizabeth Winstead, Maggie Q e o impagável Kevin Smith.


You just killed a helicopter with a car! / I was out of bullets.


Real.: Len Wiseman / Int.: Bruce Willis, Timothy Olyphant, Justin Long, Maggie Q, Cliff Curtis, Mary Elizabeth Winstead, Kevin Smith



6/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:01
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O lado negro do Homem-Aranha?

 

Com um início meramente recortado de relação entre herói e vilão, um segundo filme que supera a fórmula e expõe as figuras sobre-humanas dos comics ao existencialismo e ao melodrama, Sam Raimi preparou-se para o maior desafio do franchising, criar o maior e mais ambicioso Spider-Man do cinema.

 

 

Adivinhava-se algo épico dentro das próprias convecções do “blockbuster”, o “aranhiço” iria por fim revelar a sua faceta mais negra (e literalmente), enfrentando os inimigos mais perigosos e pessoais do seu trilho como herói enquanto conjuga o seu alter-ego com as crises matrimoniais da sua vida como mero cidadão de Nova Iorque. Mas perante tal complexidade e diversidade de temas e temáticas, como também “lugares marcantes” da BD original, Spider-Man 3 revelou-se num “pés pela cabeça” em termos narrativos com um realizador, que outrora dignificou o subgénero, a desleixar-se perante a tomada do estúdio e marketing em agradar fãs e com isso prejudicar todo um fio condutor narrativo do filme.

 

 

Não que seja um exercício totalmente ruim de facto, são alguns momentos que expõe um lado genial de Raimi como realizador e catalisador de sentimento (o ascender de Sandman, um dos três vilões do filme, acompanhado por uma partitura musical de Christopher Young, figura-se como uma das melhores sequências da saga), contudo são imensas as redundâncias nas ligações entre personagens, na infantilização do prometido (afinal o lado negro do Homem-Aranha é uma simples variação de A Mascara de Jim Carrey) e da intriga e na sucedida colagem narrativa que demonstra.

 

 

Ora se de um lado temos um revisitar do passado do protagonista, com Thomas Haden Church a compor de forma eficiente o seu Homem de Areia (Sandman), do outro temos os “emplastros”, personagens e situações unidimensionais que parecem inseridas na intriga no filme para simples júbilo do fã (Topher Grace e o seu Venom, o mais mortal dos inimigos de Spider-Man reduzido a adereço de última hora, e uma inútil Bryce Dallas Howard como um outro interesse amoroso). Esta confusão ainda tem como pecado desperdiçar um potencial subenredo que o próprio Sam Raimi tem vindo a desenvolver em dois filmes, uma rivalidade no seio de uma velha amizade, tudo isso abordado de forma imatura e inconsequente, coisa que a sua prequela evitava a todo o custo. Mas pelo menos o filme melhora com J.K. Simmons em cena.

 

 

E pronto, no final de contas tudo reduziu a isto, Spider-Man mergulhado na espectacularidade visual, na sucessão de sequências de acção e efeitos visuais utilizados de forma delinquente, na vacuidade das suas intrigas e na unidimensionalidade das suas personagens, levando consigo as interpretações (actores a citar o caricatural). Depois de tê-lo tirando, Sam Raimi volta a enterrar os super-heróis na marginalidade.   

 

A man needs to put his wife before himself. Can you do that, Peter?”

 

Real.: Sam Raimi / Int.: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Topher Grace, Thomas Haden Church, Bryce Dallas Howard, Rosemary Harris, J.K. Simmons, James Cromwell, Elizabeth Banks, Bruce Campbell

 

 

Ver também

Spider-Man 2 (2004)

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:57
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Real.: Mike Newell

Int.: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Maggie Smith, Miranda Richardson, Alan Rickman, Gary Oldman

 

 

 

O ano começa para Harry Potter (Daniel Radcliffe), e estranhamente irá participar no campeonato inter-escolar que decorrerá em Hogwarts e ainda com a ameaça do regresso do tão temido Lord Voldermort (Ralph Fiennes) á vista.

Alfonso Cuaron deu um novo fôlego no 3º capitulo da saga do mais famoso feiticeiro do Mundo, o que progrediu bastante em comparação dos primeiros dois capítulos, realizados por Chris Columbus (Sozinho Em Casa 1 e 2) que marcou o seu limite na faixa etária dos espectadores, conduzindo a saga Harry Potter para simples filmes de família e fantasia direccionado aos mais novos. Cuaron por sua vez criou algo mais que uma rotina mecânica, criou um exercício bem cinematográfico. Mas só Mike Newell (Four Weddings and a Funeral, Donnie Brasco) deu um conceito de espectáculo á saga.

A mudança brusca no ambiente criado por Cuaron é aqui redefinido por Newell, mas desta vez os inevitáveis filmes para “criancinhas” estão mais obscuros, sombrios, adultos e violentos, mas nem por isso perdeu a sua magia, pelo contrário ganhou ainda mais. De facto o quarto capitulo literário é muito decisivo e de todos o que possui um argumento mais entusiasmante em nível comercial, cheio de acção, tensão e momentos de terror (pois é!).

O elenco raramente mudou, o que se verifica também na evolução do trio de protagonistas, constante em nível de talento, Daniel Radcliffe o menos e Emma Watson a mais. Também podemos contar com um elenco competente e luxuoso; Michael Gambon, Maggie Smith, Alan Rickman, Gary Oldman e ainda as entradas de Brendan Gleeson, Miranda Richardson (inesquecível em Crying Game) e ainda Ralph Fiennes no tão esperado papel de Lord Voldermort, cujo a sua aparição já fez com que aclame-se um dos maiores vilões da historia cinematográfica (cá por mim, muito exagerado, mas admito a sua manifestação é bastante sombria).

Os efeitos especiais estão cada vez melhores, fazendo assim Harry Potter E O Cálice De Fogo, um espectáculo estrondoso neste fim de ano. Não, não sou nenhum fã dos livros de J. K. Rowling mas confesso que cada vez mais a saga está a subir em nível de interesse e qualidade. Eficientes "maquinas de fazer dinheiro" e muito bem apresentaveis.

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:50
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29.7.07

 

Real.: Guillermo Del Toro

Int.: Ron Perlman, John Hurt, Selma Blair, Karel Roden

 

 

 

Em 1944, a Alemanha Nazi estava a perder a guerra e recorre a magia negra. Num ritual ocorrido numa ilha escocesa, o misterioso Gregori Rasputin (Karel Roden), pactuado com os nazis, tenta invocar Ogdru Jahad, os sete deuses do Caos. Mas são logo surpreendidos pelos Aliados, abortando assim a cerimónia, mas durante o tempo de ataque, o portal foi aberto e algo entrou no nosso mundo. Algo vindo dos confins do Inferno, um bebé demónio que apelidado de Hellboy (Ron Perlman), foi adoptado no seio do Gabinete De Defesa E Investigação Do Paranormal, tornando assim na sua arma secreta no combate da mesma.

Julgávamos estar perante uma inconsequente adaptação de uma BD de culto, mas ao contrario disso, Hellboy revelou-se numa surpresa destinada ao mesmo estatuto que a BD, ou seja, culto. Guillermo Del Toro não é novidade no campo das adaptações, tendo realizado em 2002 a sequela do vampiro mais famoso da Marvel em Blade 2, numa incursão mais rebelde que o original, mesmo que não tenha conseguido a mesma relevância no box-office. Com Hellboy, o autor mexicano consegue um delírio ambientado com a mesma fidelidade dos comics da Dark Horse, o goticismo que invade a fita já justifica por si a sua visualização da mesma.

Mas no que torna o filme tão irressistivel é mesmo a caracterização do protagonista, Hellboy, uma personagem mal-humorada, mas ao mesmo tempo corajosa e apaixonada, desempenhado correctamente e carismaticamente por Ron Perlman, tendo aqui o seu primeiro protagonismo depois de secundários no culto Guerra Do Fogo, o quarto capitulo de Alien e na sequela de Blade. A interacção entre os caracteres também dá que falar, movidos por uma precisão exemplar. Que apesar dos efeitos especiais e de toda aquela acção e pirotecnia é provavelmente o factor mais bem sucedido do filme.

Hellboy consegue ser mesmo uma das melhores adaptações de um personagem de BD, destinado ao culto, uma agradável surpresa nesse campo. Depois de Blade 2, Guillermo Del Toro prova ter garra para a BD e provando ao mundo que um mexicano consegue fazer toda a diferença. Para finalizar, cito uma das mais marcantes quotes da personagem interpretada por John Hurt: "In the absence of light, darkness prevails. There are things that go bump in the night, Agent Myers. Make no mistake about that. And we are the ones who bump back."


 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:41
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Real.: Chris Miller, Raman Hui

Int.: Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas, Justin Timberlake, John Cleese, Julie Andrews, Ian McShane, Rupert Everett

 

 

 

Com a morte do seu sogro (John Cleese), Shrek (Mike Myers) é o real herdeiro ao trono, mas para poder fugir da responsabilidade decide procurar o outro herdeiro legítimo, Artie (Justin Timberlake). Enquanto Isso o Príncipe Encantado (Rupert Everett) reúne com um exército de vilões de contos de fadas como objectivo de apoderar o Reino Bué, Bué Longe e poder concluir a sua vingança.

Num Verão, onde a maioria dos blockbusters dão os seus ares de cansaço (o terceiro Piratas das Caraíbas), desequilíbrio ambicioso (Spider Man 3), mais do mesmo (Fantastic Four and the Rise of Silver Surfer) e um delito prazer (Transformers), desta vez foi a vez de Shrek, O Terceiro um dos mais esperados filmes do ano, e de certo a mais ambiciosa animação de 2007. Mas que infelizmente está “bué, bué longe” dos dois primeiros filmes, o que prova assim que nenhuma saga é intocável pelo desgaste.

O que continua a ter de melhor, é as suas irreverentes personagens (Shrek, Fiona, Burro, Pinóquio, Boneco De Gengibre, etc.) e um maior desenvolvimento de Gato Das Botas, depois do seu injusta exploração no segundo capitulo, contudo o resto parece cair por agua abaixo quando as novas e sem chama, personagens são apresentadas, o resto é desgastado, os gags por mais originais que tentam ser são inevitável comparados com dos anteriores e mesmo a dependência de referencias, fazem deste um capitulo sem charme e sem carisma de outrora.

Shrek, The Third se revela por agora na maior desilusão deste "pouco recheado" Verão cinematografico, para ser sincero não estava a espera de mais, sendo que o filão tem sido alargado demasia desde então. È triste saber que estamos a sofrer um fraco rol de blockbusters em comparação com o excelente ano 2004 e os anos anteriores como 2005 e 2006. Daí vem mais dois Shreks, que espero que tragam alguma frescura porque parece a mim que o ogre verde precisa imediatamente de umas férias e muito repouso.

 

 

Ver Também

Shrek (2001)

Shrek 2 (2004)

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:43
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Real.: Stanley Kubrick

Int.: Ryan O’Neal, Marisa Berenson, Patrick Magee

 

 

Trata-se de uma viagem de um jovem irlandês, fugindo do seu pais devido a um clandestino duelo, vive inúmeras aventuras e desventuras até chegar ao título Barry Lyndon.

Primeiro de tudo estamos a falar de Stanley Kubrick; um dos melhores realizadores da historia, um recordista em obras-primas (Laranja Mecânica, Shining, Eyes Wide Shut), característico por utilizar timings realistas e personagens insólitas, por outras palavras um mestre no que se trata fazer filmes. São muitos elogios para um homem só, mas na verdade ele merece isto e muito mais.

Barry Lyndon pode ser considerado um épico dramático, onde se retrata as aventuras e desventuras do jovem Barry até se tornar Lyndon encobertas numa narrativa quase literária. A câmara de Kubrick é perfeita, dando os ângulos certos onde temos a perspectiva de tudo, raramente muda de ângulo em cada acto o que faz com que sentimos que estamos a viver o filme. A reconstituição histórica está bem definida e ao mesmo tempo ácida para com a mais poderosa classe social da época (a nobreza), dando assim um tom critico, mas sério.

Temos as interpretações, que apesar de serem boas não são devidamente emotivas, por exemplo; Ryan O’Neal tem sempre a mesma expressão ao longo filme, o qual assemelha a uma figura teatral, aliás o grande problema da fita não reside nas interpretações, mas sim nas personagens, são demasiado planas e não devidamente exploradas.

Infelizmente, Barry Lyndon é um filme menor de Kubrick, tratando se de uma obra fiel do romance de William Makepeace Thackeray. Mas visualmente é poderoso e de uma realização soberba que só Stanley Kubrick podia nos dar, todavia fica aquém das outras suas mestrias muito pela sua fidelidade "imitadora" da obra literaria, mas continua a ser um bilhete de ida ao maravilhoso mundo do cinema, está claro!

 

8/10 ****

 


publicado por Hugo Gomes às 00:37
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Bay em relação amorosa com brinquedos!

 

O planeta Terra é palco para um confronto entre duas raças alienígenas e Michael Bay parece ser o único homem com meios e visão necessária para transmiti-lo com toda a espectacularidade que se esperava para o grande ecrã. Baseado numa famosa linha de brinquedos da Habro, Transformers é um filme que desde a primeira letra impressa no papel do argumento já se antecipava um ambiente simbiótico para com cinema pueril e inconsequente do realizador de Armageddon. Aliás, depois do semi-fiasco de The Island (2005), o megalómano e pirotécnico realizador necessitava de um projecto que lhe levantasse a moral, mas sobretudo que fizesse novamente conquistar as suas audiências, o que não são poucas, sendo que a ideia que foi "apadrinhada" por Steven Spielberg pareceu ser a mais adequada para o seu "grande" retorno.

 

 

Mesmo assemelhando um regresso "a lá S. Sebastião", Transformers foi para além de tudo um trabalho receoso e pouco aventureiro para devaneios típicos do realizador, sendo que e em derivado de tal, apostou-se maioritariamente na sua vertente cómica e melhor … na construção dos seus personagens. Isto poderá parecer herege, mas é em Transformers que encontramos a melhor composição de personagens por parte do cinema de Bay; um protagonista humorado que demonstra como uma aposta ganha no carisma (Shia LaBeouf), ou um arquétipo de "feminismo" alegórico do autor que até funciona como símbolo estético e de ejaculação precoce e adolescente (Megan Fox).

 

 

Depois disso são caricaturais secundários (John Turturro a captar a atenção de todos) que preenchem em jeito de "sacos descartáveis" esta "fantasia" pipoqueira. Se não forem actores de carne e osso são os efeitos visuais esplêndidos; as criaturas robóticas em CGI, essas sim, as verdadeiras estrelas. Devido a isso podemos insinuar que Transformers é o cartão de visita para a criatividade de Michael Bay, um realizador acusado de atribuir sentimentos plásticos às suas personagens depara aqui com a chance de trabalhar “quase” exclusivamente com maquinaria digital, mesmo que estes trunfos computorizados sintam confrangidas com os próprios medos da produção, tal é evidenciado, por exemplo, no minimizado climax.

 

 

Contudo não existe muito mais para dizer neste tremendo trabalho tecnológico, é "cinema" ocasional, fast-food que se vê com agrado e esquece minutos a seguir. Um playground de realizador sem pretensões para mais do que um vasto leque de artifícios de cinema adolescente; sobre-carregamento de acção explosiva, montagens rápidas, amistosas bandas sonoras e o patriotismo extremo do costume. É artificial? Sim, mas é puro delírio Bay, quer se goste ou não. E por fim, vale a pena afirmar que Transformers nasceu para Michael Bay … e vice-versa. 

 

"there's more to them than meets the eye"

 

Real.: Michael Bay / Int.: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Jon Voight, Bernie Mac, Tyrese Gibson, Rachael Taylor, Amaury Nolasco, Kevin Dunn, Ronnie Sperling, John Turturro, Hugo Weaving

 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:26
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Real.: Luc Besson

Int.: Freddie Highmore, Madonna, David Bowie, Mia Farrow, Snoop Dog

 

 

Artur (Freddie Highmore), intrigado com o desaparecimento do avô e fascinado com as suas histórias recontadas pela avó (Mia Farrow). Nas suas histórias, estas falam de um pacífico povo de duendes conhecido por Minimeus e de um tesouro escondido por eles. Quando a avó recebe uma ordem de despejo, Artur obcecado em ajudar decide procurar o tesouro e dos Minimeus.

Adaptado de uma serie de livros escritos pelo próprio realizador, Luc Besson, muitas vezes referido como um Steven Spielberg francês, gastou 5 anos da sua vida em trabalho com esta animação fantasiosa. Arthur Et Les Minimoys é uma mistura de animação e vida real cheio de referências literárias e fílmicas; nomeadamente o protagonista ser baseado no Rei Artur, um vilão com toques de Darth Vader e Lord Voldermort e com certeza um princesa referenciada com Joana D’Arc e Xena, sem esquecer de todo aquele cenário e ambiente digno do mundo tolkienesco. Tudo isto confirma que Luc Besson não possui imaginação assim tão fertil como se julga.

Artur E Os Minimeus, titulo recebido no nosso país, certamente irá fazer as delícias dos mais novos, mas infelizmente é demasiado débil para que os adultos possam partilhar o fascínio. Nas personagens falta a consistência sólida tal como na narrativa que carece objectividade. No final apesar daquele delírio visual animado do filme, as cenas de acção real da fita continuam a ser as mais bem conseguidas.

Esperou-se 5 anos por isto, um filme pueril que resumiu-se numa verdadeira desilusão. Se  em Artur E Os Minimeus existe ambição, pretensões, esforço e boas intenções, falta-lhe algo mais do que simples referências. Falta-lhe sobretudo garra.

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:15
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29.7.07

 

Real.: Andrew Adamson, Kelly Asbury, Conrad Vernon

Int.: Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy, Antonio Banderas, John Cleese, Julie Andrews, Rupert Everett

 

 

 

Shrek (Mike Myers) e a princesa Fiona (Cameron Diaz), agora casados, gozam a sua lua-de-mel com grande felicidade. Mas tudo está preste a mudar, quando Shrek recebe um convite real para conhecer os pais de Fiona, que por de certo não deliciarão com o príncipe encantado da sua filha.

Criado em 2001 pela Dreamworks, alcançando um sucesso estrondoso e a mudar por completo o conceito de conto de fadas, Shrek necessitava de uma sequela, não pela historia, mas pelo confirmação do sucesso do primeiro filme. Shrek 2 por outro lado é uma sequela mais sofisticada a nível visual mas que encontra aqui uma dependência dos gags pelas referências cinéfilas ou de outros filmes, mas mesmo assim é um entretenimento para toda a família.

Entre as referencias, encontramos a mais óbvia e resultante do hilariante argumento, Meet the Parents,  a tal comédia protagonizada por Ben Stiler e Robert De Niro, um sogro com a voz de John Cleese é das novas personagensa a mais hilariantes do filme. Mesmo o célebre e promissor Gato Das Botas (com a voz de Antonio Banderas) é demasiado decorativo, sendo a personagem mais desequilibrada, apresentando gags novos, mas repetitivos durante a película. Mas não são as novas personagens que fazem sucesso neste filme, porque o sólido trio de personagens (Shrek, Fiona e o sempre hilariante Burro) irá certamente fazer as delícias dos mais novos como também dos mais velhos, com as suas fantasiosas mas ao mesmo tempo caricaturais aventuras.

Shrek 2 é um sólido filme de animação longe dos arquétipos da Disney ou da mentalidade do habitual e irritante conto de fadas, porque Shrek é exactamente o contrário, é na sua forma de ser ousado, a irreverencia é porém a sua moralidade. Uma das melhores comédias do ano, mesmo sendo um filme animado.

 

Ver Também

Shrek (2001)

Shrek, The Third (2007)

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:11
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A emancipação do Homem-Aranha no cinema?

 

Será que os filmes de super-heróis devem permanecer na divisória do marginal, do entretenimento inconsequente ou da fidelidade com a sua matéria-prima? Com Spider-Man 2 a resposta parece ser negativa, a inclusão de uma relevância das ênfases dramáticas e por fim o incutir do existencialismo que tão bem soam a estas personagens. E respondendo a David Carradine no tremendo último capitulo de Kill Bill de Tarantino, sim, existe uma ciência e teologia por detrás dos super-heróis de banda desenhada.   

 

 

Neste novo filme, Peter Parker (Tobey Maguire) sofre com uma crise de identidade, não conseguindo responder à sua figura de símbolo de justiça em Nova Iorque, Homem-Aranha, a sua vida pessoal torna-se numa confusão sem arranjo. É despedido do emprego, os estudos vão de mal a pior e a sua amada Mary Jane Watson (Kirsten Dunst) está noiva do seu melhor amigo Harry Osborn, Jr. (James Franco). Todavia com o aparecimento de um novo vilão, Dr. Octopus (Alfred Molina),  Peter terá a importante decisão de qual das suas identidades terá que perfilhar.

 

 

Spider-Man não foi a primeira vez que Sam Raimi envergou no universo dos super-heróis, já o havia feito em Darkman (1990), uma experiência infeliz que mesmo assim nos dias de hoje adquiriu um certo estatuto de culto, e falando de culto, vale a pena relembrar que o realizador é detentor de alguns filmes memoráveis do cinema norte-americano, a trilogia Evil Dead ou o surpreendente A Simple Plan. Mas não caindo em divagações, Spider-Man 2 é talvez até à data o seu filme mais rentável, a formula imposta pelo próprio parece já fazer "prisioneiros", alargando as abrangências transmitidas por Bryan Singer e os seus dois X-Men. Ou seja, a inserção do marginalizado "filme de super-heróis" na própria linguagem cinematográfica, tecendo um melodrama capaz destacar face ao já batido modelo de "hero vs villan".

 

 

Depois de palpar terreno com o primeiro Spider-Man, Sam Raimi enriquece as suas personagens, os seus conflitos e transmite uma ambiguidade em todas elas. Por fim encontramos a dita "humanização" do ser vivo do comics. O enraizamento de um Universo e a imposição deste em território cinematográfico, é porque até a fictícia Nova-Iorque funciona como um biótopo animado e polivalente, mas do que a simples figuração cénica. Por fim a narrativa adulta, o constrangimento das sequências de acção de forma a não impedir a fluidez da carga dramática e daquelas "maravilhas" que Raimi incute nos seus personagens (por exemplo o encontro na esplanada é verdadeiro "breathless"). Resumidamente em Spider-Man 2 temos cinema adulto e sólido disfarçado de blockbuster inconsequente, atenta o alvo e por fim o surpreende com o contornar dos lugares-comuns do género, sem com isso renegar as suas raízes literárias.   

 

 

Depois claro, com tal maturidade tratamento nos seus elementos, os efeitos visuais e sonoros, as sequencias de acção fascinantes quase elas empregadas numa linguagem de videojogo, não são encarados como fragilidades, ao invés disso e perante o trabalho argumentativo e directivo, complementos que unem o filme em si com a espectacularidade gráfica.

 

 

Mas nem tudo são "rosas" neste Spider-Man 2, o casting continua como um dos "calcanhares de Aquiles", nomeadamente as suas personagens principais; Tobey Maguire e Kristen Dunst são limitados e demasiado presos às suas figuras, outro factor indevido é a sua falta de química. Contudo tal é compensado por um Alfred Molina como um vilão de "coração mole" e um James Franco a demonstrar razão de existência da sua personagem: Norman Osborn, que Sam Raimi preparar planos relevantes para esta sua personagem constantemente cozinhada. Todavia é em J.K. Simmon que as delicias dos cinéfilos e dos geeks da BD se conjugam, impagável.  

 

 

Spider-Man 2 é o “blockbuster” de Verão que há muito se esperava, não é comum encontrar um filme-entretenimento que pudesse ser ao mesmo tempo um pequeno pedaço de cinema. Raimi concretiza aquele que poderá ser o arranque para a consagração do comics de super-heróis como um género distinto, não sabemos se esta premonição cumprirá mas a verdade é que como amostra dessa emancipação, Spider-Man 2 cumpre (e muito) e ainda deixa-nos no final da sessão a cantarolar: "spider-man, spider-man".

 

"She looks at me everyday. Mary Jane Watson. Oh boy! If she only knew how I felt about her. But she can never know. I made a choice once to live a life of responsibility. A life she can never be a part of. Who am I? I'm Spider-Man, given a job to do. And I'm Peter Parker, and I too have a job."

 

Real.: Sam Raimi / Int.: Tobey Maguire, Kirsten Dunst, James Franco, Alfred Molina, Rosemary Harris, J.K. Simmons, Donna Murphy, Daniel Gillies, Dylan Baker, Bill Nunn, Vanessa Ferlito, Aasif Mandvi, Willem Dafoe, Cliff Robertson, Elizabeth Banks, Bruce Campbell

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:04
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28.7.07

 

Real.: Dean Parisot

Int.: Jim Carrey, Téa Leoni, Alec Baldwin

 

 

 

Finalmente, depois de muitos anos de trabalho, Dick Harper (Jim Carrey) é promovido a vice-presidente da sua empresa, mas que infelizmente esta já tinha declarado falência. Desempregado e com mulher e filho para criar, Dick não consegue encontrar nenhuma solução, a menos seguir um rumo pouco ilicito para poder sobreviver.

Jim Carrey sempre nos acostumou com o papel de “bobo da corte” em filmes como Ace Ventura, The Cable Guy, Liar Liar e o bizarro Me, Myself & Irene, mas que infelizmente foi esse tipo de películas que deram a fama que o actor possui nos nossos dias, dificilmente consegue sair dessa catalogação. Felizmente Carrey não é um mau actor, pelo contrário, já provou isso e muito mais em filmes como Truman Show, o magnifico Eternal Sunshine of the Spotless Mind e em Man on The Moon (o qual galardoou um Globo De Ouro). E com um recente afastamento das comédias deslocadas, este Ladrões Sem Jeito, titulo em português, é um regresso às suas infames origens.

A comédia física digna de  Carrey está lá; caretas, palhaçadas, acidentes e incidentes, imitações, etc., mas longe dos tempos de outrora. Rimos das suas trapalhadas, contudo somos obrigados a admitir que este já fez muito melhor, evidenciando um desgaste na composição do papel ou simplesmente o cansaço de ser um "artista de circo", parecendo ser o unico alvo de atenção ao grande publico, levando consigo quase metade da fita. A outra metade só é segurada graças a fórmula bem sucedida da comédia e da presença de Téa Leoni, que não deslumbra mas possui uma forte química com Carrey. Alec Baldwin surge no filme no talvez papel mais cómico  da obra de Dean Parisot sem recorrer aos chamarizes artísticos, mas verdade seja dita, o homem já tem carisma suficiente para preencher dez fitas destas.

O filme tem deliciosas referencias do cinema heist ou cinema de golpe, mas que infelizmente é um comedia sem chama, desgastada a nível de protagonista, que apenas garante um entretenimento por passagem. Porém os fãs das "macacadas" de Carrey facilmente esquecerão esta fita menor do registo comico do actor que cada vez mais surpreende nos seus papeis dramaticos, mas regride nos desempenhos que lhe deram a fama que tem nos dias de hoje. Recomendo aos fãs em alugar antes o divertido Bruce Almighty (Tom Shadyac, 2003). 

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:50
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Real.: Quentin Tarantino

Int.: Kurt Russell, Sydney Tamiia Poitier, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Mary Elizabeth Winstead, Tracie Thoms, Zoe Bell, Quentin Tarantino

 

 

 

Stuntman Mike (Kurt Russell) é um antigo duplo de cinema que possui um carro á prova de morte e tem como fetiche atropelar garotas com a sua dita viatura. Mas quando este psicopata a alta velocidade encontra Lee (Mary Elizabeth Winstead), Abernathy (Rosario Dawson), Kim (Tracie Thoms) e Zoe (Zoe Bell), figurinas e duplas de Hollywood, o caso muda drasticamente de figura.

Serie Z é basicamente o significado de filmes ridículos com historias burlescas, na maioria sangrentos e com muito sexo á mistura, mas não esquecemos que foram este tipo de filmes que divertiram milhões de espectadores, muitos deles assíduos das sessões cinematográficas de Grindhouse, que eram na verdade sessões duplas de filmes Z na sua maioria filmes gore, artes marciais, romances histéricos e acção deslocada. Pelos vistos, Tarantino e Rodriguez expressam ser fãs dessas tais sessões de puro cinema ludico e foi então decidiram trabalhar juntos, realizando um filme a "meias", intitulado de Grindhouse, em que cada realizador dirige uma segmento independente, mas unicamente integral. Robert Rodriguez criou Planet Terror e Quentin Tarantino, Death Proof. Infelizmente este filme duplo teve pouca adesão do publico dos EUA, o qual foi por decisão deles dividir a obra em dois filmes para a iminentes exibições nos países europeus.

Mas falando de Death Proof, este é basicamente um filme de Tarantino. Serie Z? Sim, não esquecemos dos exemplo de Kill Bill e as suas profundas referencias á serie Z e do barroquismo cinematografico ou então viajamos ás origens do autor, através de Reservoir Dogs - Cães Danados que respirava totalmente do ambiente gore transmitindo pelos Zs, que se encontrava também ele presente na musica, acção e efeitos especiais intencionados a não ser eficazes, nem especiais quanto isso, diremos antes, practicos. Death Proof é então um mundo de referências a esse tipo de cinema, o que era de esperar de um autor como Quentin Tarantino, tão ligado apaixonadamente a essa "arte" de segunda. Existe humor, isso muito, momentos de tensão e gore no máximo, como também aquele toque especial de Tarantino, os diálogos ricos em referências e temas á primeira vista desinteressantes que se convertem em motivos de interesse no qual é dificil cairmos no aborrecimento. Aliás, se esperavam encontrar um filme de horror em alta velocidade, enganam-se, Death Proof pode ter bons stunts mas na verdade é bastante lento na narrativa como também bastante engenhoso na estrutura.

Irá certamente ser atropelado por vários blockbusters em exibição, mas felizmente ver Death Proof no cinema é o mesmo que viajar no tempo onde realmente os cinemas tinham aquela magia (e garotas prontas a mostrar a perna!). Visualmente é intencionalmente descuidado, com falhas, cortes evidentes e uma fotografia gasta, tudo para proporcionar o melhor que a Serie Z e aqueles sessões de "garagem" nos ofereceu. Ainda brinda-nos com um final hilariante, e sim, no mínimo é ridículo. Já agora tem Kurt Russell, que é aquele messias do cinema intencionalmente mau, destaca-se assim o exemplo dos filmes de John Carpenter que está anexado (Big Trouble in Little China e Escape from New York e L.A). Tudo por amor ao cinema!

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:08
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Real.: David Silverman

 

Int.: Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, Hank Azaria, Minnie Driver, Kelsey Grammer

 

 

 

 

Em Springfield, vive uma típica família americana de nome Simpsons, o qual nela consistem; Homer, o chefe de família, mas não muito inteligente, Marge, a verdadeira dona de casa desesperada, Bart, um jovem delinquente, Lisa, uma rapariga sobredotada mas incompreendida e por fim Maggie, uma bebé que não larga por nada deste mundo a sua chupeta. Desta vez cabe a Homer salvar o Mundo (pronto, Springfield) duma desastrosa situação que ele próprio criou.

 

 

Tendo mais de 400 episódios, e uma fama mundialmente reconhecida, Simpsons é uma das mais douradoras séries da nossa televisão e um irreverente exercício de crítica e satirá á sociedade americana em geral. A sua passagem do pequeno ao grande ecrã não era tarefa fácil, porque havia nela o risco de se tornar apenas um episódio alargado, sem que possuisse um argumento capaz de sustentar um filme para mais de 85 minutos. Felizmente as preces dos fãs foram ouvidas e o aparição de Simpsons no grande ecrã é uma verdadeira surpresa, coeso e uma celebração ao verdadeiro espírito de da série.

 

 

Se a série revolucionou a televisão pela seu sentido de humor, pela composição das personagens e pela critica á dita mentalidade americana, então existem poucas coisas a dizer acerca deste filme, não o facto de ser inegável a sua qualidade, mas devido á sua inteira dependência da serie, sendo este o seu verdadeiro e grande defeito. Contudo, Simpsons tem como maior virtude o seu grande equilíbrio entre as piadas “lançadas” entre os momentos mais sérios (sim sérios), como em qualquer episódio tem a sua vertente emocional e moralista, esse aspecto que o difere das outras séries irreverentes como South Park.

 

 

O humor é do mais engenhoso que há nestes dias, não cai facilmente no humor rastreio ou de mau gosto como as séries rivais (Family Guy e American Dad). È a melhor forma de ver o verdadeiro herói americano (Homer) em mais um das suas trapalhadas e recordar a família mais famosa do Mundo, graças a um argumento sempre divertido, sólido e com boas intenções. Para já a melhor comédia do ano!

 

 

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:54
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Real.: Gabriele Muccino

Int.: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton

 

 

 

Chris Gardner (Will Smith) é um vendedor que está a viver numa face negra da vida, o dinheiro escasseia, a mulher foi-se embora, deixando ele sozinho com o seu filho (Jaden Smith). E brevemente serão despejados fora de casa. A única esperança é um estágio de 6 meses, que Chris terá que completar e ser escolhido para corretor de bolsa.

È emocionante encontrar um filme tão comovedor como este Em Busca Da Felicidade, actualmente temos sido bombardeados por vários pseudo-romances ou dramas pastelão, que por vezes trazem a nós temas sérios mas são incapazes de motivarmos ou trazer qualquer tipo de emoções, e filmes que realmente a emoção é um ingrediente principal, temas fortes são facilmente digestiveis e perdurados na mente do espectador, esses temas como a homossexualidade em The Brokeback Mountain de Ang Lee, a pobreza em Cinderella Man de Ron Howard (um claro exemplo dessa formula classica), o sacrificio patriotico com The Letters From Iwo Jima e a eutanásia com Million Dollar Baby, ambos de Clint Eastwood, todos os referidos são alguns dos exemplos raros nos dias de hoje como o cinema pode também ser um espectáculo em nível de emoções e de temas que marcam a actualidade. The Pursuit of Happyness está longe do dramalhão do costume que assume como algo piegas e fácil, longe disso, a fita não precisa de ser demasiado complexo para emocionar e o melhor de tudo é que o filme de Gabriele Muccino é um exemplo perfeito de simplicidade, o tema que retrata é da pobreza e a crise social dos EUA, mas igualmente é um hino de boa esperança. 

E talvez seja essa simplicidade o ponto forte do filme, além da excelente interpretação de Will Smith, que já havia mostrado a sua grandeza como actor em Ali (aliás a única coisa boa de um filme desequilibrado de Michael Mann). A escolha do intérprete infantil não foi ao acaso, Jaden Smith, que na verdade é o filho real de Smith, e isso verifica-se na química entre os dois. O pequeno papel de Thandie Newton, a de uma mulher desesperada está muito bem empregue, esta actriz tem vindo a crescer desde a sua calorosa interpretações no galardoado Crash – Colisão de Paul Haggis (2005), mais um filme de temas fortes, desta vez a da xenofobia.

The Pursuit of Happyness é uma grande lição de vida, com toques de independência. Mas pondo a arte á parte; o filme de Gabriele Muccino separa-se drasticamente de muitos outros dramas, mas não chega para o subir a um patamar elevado. Que apesar dos pontos fortes, de ponto vista interpretativo e emotivo, The Pursuit of Happyness - Em Busca Da Felicidade é uma comédia dramática que não faz jus ao melhor do cinema americano devido a um moralismo já muitas vezes comunicado em filmes, mas que caracteriza-se como uma belo obra para toda a família e de tamanho coração. Recomendado.

 

  

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:43
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Real.: Allen Coulter

Int.: Ben Affleck, Adrien Brody, Diane Lane, Bob Hoskins

 

 

 

Com a polémica do suicídio de George Reeves (Ben Affleck), um actor apenas conhecido ao interpretar Superman num serie infantil, Louis Simo (Adrien Brody), um detective privado, aproveita o alarido envolta e apresenta uma arrojada mas credível teoria que Reeves fora assassinato. O detective consegue ganhar vários minutos de fama, mas a sua teoria começa a ter consequências mortais, o que faz suspeitar que essa sua dedução pode ser bem verdadeira.

Com alguns toques de filme noir, Hollywoodland é um dos filmes mais singulares desta temporada. Visualmente interessante, o filme explora as correntes por detrás da misteriosa morte de George Reeves (conhecido actor pela antiga serie infantil Superman nos anos 50/60), assassinato para alguns, suicídio para outros, é isso que a fita de Coutler vem discutir sem entregar de bandeja a um dos lados. As mortes misteriosas de Hollywood estão de volta á moda, depois do realizador Brian De Palma ter dirigido neste mesmo ano, Black Dahlia.

O melhor do filme é com certeza a surpresa que foi Ben Affleck no papel de Reeves, este actor com mau feitio teve inúmeros casos de interpretações preguiçosas, como também em projectos duvidosos nomeadamente em Pearl Harbor de Michael Bay (não, não sugeri Daredevil á baila, tenho as minhas razões para gostar do filme). Continuando: Affleck surpreendeu pela positiva, tem aqui um esforçadíssimo desempenho digno de pelo menos uma nomeação para o Óscar (parece exagero, olha que não). O resto do elenco se encontra bem, destacando Diane Lane sem o medo de envelhecer em pleno ecrã e quanto Adrien Brody, o actor prestígio de The Pianist de Roman Polanski tem aqui um credivel e bom papel, só pena que a sua personagem face aquela situação é a que possui menos pontos de interesse, com todo o seu background envolvido (problemas familiares, casos, etc.), é tudo muito trabalhado mas que é propositado servido para prolongar a fitar. Só pena que o desempenho meio mafioso de Bob Hoskins não convença ninguém.

Hollywoodland é um esforçado projecto, ambicioso, que dá nos uma visão de Hollywood muito diferente ao dos habituais sonhos cor-de-rosa, um visão negra, mas infelizmente vista em filmes como L.A Confidencial e o já referido Black Dahlia. Possui uma bem trabalhada reconstituição da época e teorias interessantes ao caso da misteriosa morte de Reeves. È no mínimo um filme de interessante, que se vê bem mas que não perdura muito na memoria. E não é demais dizer que Affleck está de parabéns.

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:13
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27.7.07

 

Real.: Mel Gibson

Int.: Jim Caviezel, Monica Bellucci, Maia Morgenstern, Rosalinda Celentano, Ivano Marescotti

 

 

O filme é um retrato fiel das últimas 12 horas de vida de Jesus Cristos (Jim Caviezel); desde a sua detenção no Monte das Oliveiras até á sua crucificação.

Realizado por Mel Gibson, também actor e detentor de uma obra de grande êxito chamado Braveheart, Paixão De Cristo, sendo esse o titulo traduzido, é mais uma versão da história biblica de Jesus De Nazaré, mas com um resultado visualmente mais impressionante. A nível técnico, o filme é quase perfeito, composto por uma belíssima fotografia nítida e eficaz. A ponto de vista interpretativo, a pelicula também é bem conseguida, apresentado um dos melhores papéis de Jim Caviezel, como também um dos melhores Jesus Cristo de sempre no cinema, se não for, é na probabilidade o mais fiel.

Contudo a nível de conteúdo, o filme é penoso, arrastando-se duas horas através de um espectáculo insensível e martirologista digno de um filme de terror gore com imagens chocantes capazes de permanecer na mente do espectador mais sensível. Seguindo á descrição e ao pormenor todas as torturas e mártires sofridos por Cristo, provando assim a fé fervorosa de Gibson, porém se não fosse o facto de ser Jesus Cristo a ser submetido a tais torturas, diria que estariamos a assistir uma prolongada versão do Massacre no Texas.

È um filme chocante mas ao mesmo tempo impressionante em termos de imagem e cenas, com um belo paladar técnico e interpretativo (com a aparição mais sinistra do Diabo no cinema, desempenhada por Rosalinda Celentano), com certeza apenas sensibilizará os mais religiosos mas é decerto que não agradará os menos fieis. Porém não aconselho aos mais sensiveis ver Passion of Christ, e para que registe, não façam tal visualização como um acto de fé.

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 11:00
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Real.: Mark Steven Johnson

Int.:Nicolas Cage, Eva Mendes, Wes Bentley, Peter Fonda, Sam Elliot

 

Johnny Blaze (Nicolas Cage), um famoso duplo motociclista, que vendeu a sua alma ao Diabo (Peter Fonda) para poder salvar o pai de uma doença terminal, e devido a isso, Blaze em todas as noites em contacto com o mal transforma-se no destemido Ghost Rider com objectivo de capturar almas penadas que escaparam do Inferno.

Mark Steven Johnson já demonstrou-nos o que tinha a mostrar em termos de adaptações de Banda desenhada, um desleixo total. Tudo começou com a sua versão de Daredevil (2003), podem me crucificar á vontade mas na verdade não achei esse filme tão mau como dizem, mas que não convenceu os fãs nem os críticos que o consideram na malignidade produtivas das adaptações de BD. A partir dai, o desastre era quase iminente com Elektra (2005), o qual foi produtor executivo, e este Ghost Rider também pode-se aplicar os mesmos adjectivos. Antes de tudo é um filme que apenas sobrevive graças aos efeitos especiais, mas na minha opinião deficientes na composição do Motoqueiro Fantasma que mais parece uma personagem tirada da série Goosebumps.

 

De resto o filme apresenta-nos um argumento algo parvo e interpretações um pouco ruinzinhas, nomeadamente a de Eva Mendes, e também existe um enorme equívoco de casting, a do protagonista (Nicolas Cage), que cada vez mais entra em asneiras completas. Sim, é difícil de acreditar que Cage perdeu o juízo em participar num filme destes, capaz de destruir a reputação de tão famoso actor.

 

Bem, penso que não há mais nada a dizer sem ser que este é um entretenimento dedicado ao mais desmiolado espectador que apenas contenta com pouco. Vejam antes Constantine, porque ai até o Diabo convence.

 

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 10:48
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Real.: Wes Craven

Int.: Heather Langenkamp, John Saxon, Johnny Depp, Robert Englund

 

 

 

Nancy (Heather Langenkamp) e os seus amigos tem ultimamente sofrido de terríveis e misteriosos pesadelos, o estranho é que em todos eles é de um homem desfigurado e com um luva com lâminas, que se apelida por Freddy Krueger (Robert Englund), os perseguem incansavelmente. Mais tarde os amigos de Nancy começam a morrer um por um, a jovem rapariga começa então a desconfiar que os ditos pesadelos poderam ser mesmo reais.

Se filmes como The Exorcist, The Texas Chainsaw Massacre e Jaws terem apavorado uma geração e continuando nos dias de hoje como alguns dos mais aterradores filmes de sempre, outra obra conseguiu “tirar” algumas noites de sono aos espectadores da época. Estreado como um mero filme de terror independente de baixo orçamento e saído triunfante nas bilheteiras, como no sucesso que conseguiu cultivar, A Nightmare on Elm Street inspirou um novo tipo de “slasher movie” e deu-nos a conhecer um dos mais assustadores monstros de Hollywood (Freddy Krueger – sempre interpretado por Robert Englund) como também iniciou um dos mais bem sucedidos franchises da New Line Cinema, muitos anos antes de O Senhor Dos Anéis estremecer o box-office mundial.

Wes Craven, é aquele tipo de realizador que podemos expressamente dizer “tem dias”, no seu total possui um grande número de obras falhadas mas só alguns resistem muito devido á ”musa de Craven” e um pouco mais de trabalho e nisso este conseguiu marcar duas décadas de terror, nos anos 80 com este Um Pesadelo em Elm Street e em 1996 com o surpreendente Gritos, que se torna uma salada referencial de todos os estereotipos do slasher movie. Mas voltando ao filme, depois de ter falhado constantemente nas suas obras anteriores, Wes Craven teve a genial ideia de juntar um assassino de crianças e pesadelos, num bem trabalhado argumento, que nunca nos revela facilmente a premissa durante o filme. Junta-se alguns actores competentes (não sendo estrelas e não devendo ser comparados aos actores de “meia-tigela” das sequelas de Sexta-Feira 13) e para juntar o útil ao agradável a estreia mundial de Johnny Depp, o qual pertence a uma das sequencias mais emblemáticas do género, muito suspense e vísceras (sem caindo no exagero ou no prazer “mórbido”), ciência relativa a sonhos e enfies á mistura, uma intriga longe do básico “teen-movie” e um ambiente negro e sinistro muito raro nos filmes de hoje, isto tudo resulta numa espécie de obra de arte, Wes Craven consegue aqui repetir a mesma formula que John Carpenter com Halloween, traduzindo a palavra medo para o grande ecrã. O mesmo pode-se aplicar á arrepiante banda sonora do filme.

Arrisco-me a dizer que A Nightmare on Elm Street poderá ser um dos melhores e mais marcantes filmes de terror dos anos 80, o sucesso foi tal que conseguiu originar mais 6 sequelas (julgavam que era só o Saw), três delas passaram pelo pior da serie Z (o , e o capitulo) e Wes Craven só chegou a realizar o capitulo sete, que estreou discretamente em 1994 sem grande impacto, apesar da sua qualidade. Contudo nos dias de hoje, o filme de 1984 poderá estar um pouco ultrapassado a nível de efeitos especiais e de sustos, mas não esquecemos que no seu tempo, este filme metia muito, mas muito medo. Para quem desejar fazer directa ...

 

 

 

Ver Também

A Nightmare on Elm Street (2010) 

A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Revenge (1985) 

A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987) 

A Nightmare on Elm Street 4 – Dream Master (1988) 

A Nightmare on Elm Street 5 – Dream Child (1989) 

Freddy’s Dead – The Final Nightmare (1991)

Wes Craven’s New Nightmare (1994)

Freddy Vs Jason (2003)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 10:41
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26.7.07

 

 

Real.: Alfonso Cuaron

Int.: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Gary Oldman, Maggie Smith, Emma Thompson, David Thewlis, Michael Gambon

 

 

O terceiro ano começou em Hogwarts e da pior maneira, o temível assassino, Sirius Black (Gary Oldman) recentemente escapou da prisão de Azkaban, e vagueia pelo mundo dos feitiçeiros com o desejo de procurar Harry Potter (Daniel Radcliffe) e mata-lo como vingança da propria detenção, ao mesmo tempo esconde controversos segredos acerca da morte dos pais deste.

Novo capitulo, muda-se ares e muda-se de realizador. È assim que o terceiro filme do jovem feiticeiro se pode caracterizar de príncipio; Chris Columbus retira-se do projecto (depois do segundo capitulo, sinceramente Columbus já não estava lá a fazer nada) e entra um Alfonso Cuaron, um realizador em ascensão que havia dirigido o aclamado road trip E tu Mamá Tambien, que dá-nos um novo curso para a saga. Chris Columbus marcou os capítulos anteriores com uma limitação de idades e um desequilíbrio narrativo onde os efeitos especiais e outros artifícios serviam de narrativa, em Prisioneiro De Azkaban os efeitos especiais além de serem mais bem conseguidos, integram na narrativa e não possuem aquele chamariz característico dos dois últimos capítulos, dando a sensação de entrar num mundo habituado á magia e feitiçaria.

Hogwarts torna-se assim mais denso, mais negro e nem por isso menos interessante, uma visão menos literária e mais cinematográfica. Melhor, Harry Potter E O Prisioneiro De Azkaban consegue ser por vezes um exercício mental e de atenção, onde esconde pormenores interessantes. Com certeza a sua mudança brusca de ambiente poderá afastar os espectadores menores ou outros que catalogavam a saga como uma série para míudos aficionados.

Estamos a começar a testemunhar uma maduração, Harry Potter está cada vez a deixar o catalogo de blockbusters inconsequente e tornarem-se em grandes acontecimentos cinematográficos. Destaque-se ainda, para além do habitual elenco, o regresso de Gary Oldman aos grandes papeis, Emma Thompson e David Thewlis (fantástico neste filme).

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:02
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25.7.07

 

Real.: M.Night Shyamalan

Int.: Bruce Wills, Samuel L.Jackson, Robin Wright Penn

 

 

 

David Dunn (Bruce Wills) é o único sobrevivente de um acidente de comboio. Porém a sua vida que leva uma reviravolta de 180º quando Elijah Price (Samuel L.Jackson), um coleccionador de BDs que sofre de uma rara doença genética, lhe aborda acerca do sucedido nos carris do comboio, sendo assim revela que este tem tudo para ser uma espécie de super-heroi, assim preenchendo a profecia que Price espera concretizar. Céptico de inicio, David começa a encaixar as “peças” e ele próprio começa a acreditar em tal ridícula teoria.

M. Night Shyamalan encontra-se agora nos mapas de Hollywood, muito por ter escrito, produzido e realizado o seu trabalho anterior (Sixth Sense). Contando com um bem trabalhado argumento, composto por uma boa direcção de actores, uma realização pouco comercial e um estupendo twist final, que até nos dias de hoje perdura. Este Unbreakable não é uma má obra do realizador, pelo contrário é um das mais invulgares e originais filmes do ano 2000, mas infelizmente encontra-se a uns poucos passos abaixo do seu antecessor.

Antes de tudo, esta obra é mais ambiciosa, o sucesso de Sexto Sentido assim o permitiu. M. Night Shyamalan continua a exibir um dote na direcção de actores, longe da genialidade do filme anterior, com um destaque para Samuel L.Jackson no papel de Elijah Price, apelidado de Mr.Glass, uma incursão entre o obsessivo e a loucura, uma personagem misteriosa mas com grande carácter humano.

O melhor do filme é com certeza a sua realização, como também a rotação de câmara, dando uma retrospectiva ao espectador invulgar em obras americanas, sentimos como tivéssemos a viver o filme, sendo a cena inicial do diálogo entre Bruce Wills e uma das passageiras do comboio, magnifica, tendo como espectacularidade a câmara mover de um banco para o outro com uma subtileza silenciosa. A narrativa da fita como é de esperar em M. Night Shyamalan é lenta, mas em Protegido nesse termo é o seu filme mais acessível. Existe também um twist, mas com menos impacto que com a habitual comparação.

Unbreakable - O Protegido é uma filosofia negra ao mundos dos super-heróis, um objecto de tamanha destreza que tem como injustiça sofrer comparações com Sixth Sense, afinal é essa a maldição do autor indiano. Mas na verdade é uma das obras mais espectaculares do ano 2000 e merece ser ver vista e revista mais de que uma vez, porque um filme de M. Night Shyamalan é assim, melhora em cada visionamento.

 

 

 
8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:57
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