Data
Título
Take
25.7.07

 

Real.: Carlos Carrera

Int.: Gael Garcia Bernal, Ana Claudia Talancón, Sancho Gracia

 

 

O jovem padre Amaro (Gael Garcia Bernal) foi enviado para uma pequena localidade rural no México, e envolve-se romanticamente com uma das paroquianas, Amélia (Ana Claudia Talancón), que se vê grávida do jovem padre Amaro e é aí que os problemas aumentem.

O Crime Do Padre Amaro é uma adaptação livre da obra homónima de Eça De Queiroz, um dos marcos da literatura portuguesa do século XIX, uma crítica ácida ao poder clerical da época, afrontando-se no romance entre um padre e uma frequentadora da paróquia levando a consequências irresponsáveis. Esta história do nosso “querido” escritor português tem material para ser uma obra cinematográfica por excelência, desde as personagens até á polémica envolvida, todos nós sabemos que a controversia e o cinema dão maioritariamente grandes sucessos. Mas então o que falhou?

Primeiro de tudo, o livro de Queiroz é ambientando em pleno século XIX, ao contrário do filme que não foi realizado como filme de época mas sim num periodo mais moderno, como mais uma incursão do tema em pleno século XXI, o que motivou introdução de alguns problemas da sociedade mexicana (guerrilheiros, assaltos, clínicas de aborto, etc.). Mas todo este ambiente em volta é demasiado previsível e pouco interessante ou seja pastiche, e desinteressante mesmo é a narrativa que o filme segue, que infelizmente não o consegue distinguir de um mero objecto televisivo.

È um conto cheio de personagens descartáveis e pouco desenvolvidas que apesar de Gael Garcia Bernal ter aqui uma registada interpretação, a sua personagem é papelão, ainda por cima daquele “difícil de reciclar”, uma caracterização meio esquizofrénica deste Padre Amaro.

O filme não chega a denunciar apenas bate no leve em temas fortes, não causa qualquer debate, qualquer mossa, porque o que realmente este Crime Do Padre Amaro quer é apenas fazer registo da história de amor de ambos os protagonistas sem que haja profundidade e background que o sustente. Mesmo assim esta falhada versão mexicana é mais fiel e superior que a quimera realizada por Carlos Coelho da Silva a 3 anos depois deste que a única coisa que tem de registo é os seios de Soraia Chaves.

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:26
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