Real.: David Slade
Int.: Josh Harnett, Melissa George, Danny Huston, Ben Foster
Numa vila isolada do Alaska, todos os Invernos, mergulha numa escuridão total durante 30 dias. Nos anos anteriores durante este fenómeno, a vila sempre manteve em pacifismo, mas agora tudo difere quando um estranho (Ben Foster) pressagia o sítio com morte e destruição e promete que a neve ficará vermelha com o sangue das vítimas, porque nesse ano a vila será visitada por um tipo de criaturas que os habitantes nunca imaginaram ver ou sequer ouvir; Vampiros.
David Slade aventurou-se em 2006 numa abordagem pouco irreverente, mas corajosa em atravessar o tema que tanta controvérsia dava, a da pedofilia, neste novo filme, Slade resolve entrar em domínios mais vulgarizados pelo cinema geral; a da adaptação de uma novela gráfica, neste caso ode Steve Niles e Ben Templesmith (30 Days of Night), e claro o da abalroamento ao mundo vampírico que conduz milhões de fãs por todo o mundo. 30 Days of Night está servido de um realizador controverso, que apesar de inexperiente no género, traza algum alívio aos amantes da novela gráfica que servia de matéria-prima e a escolha do elenco fazia prever algum pretensiosismo no projecto do que apenas um simples filme de terror acompanhado com pipocas e adolescentes, mas tudo está longe do perfeito.
A sua principal falha é o facto de não corresponder ao género que se auto-titula, 30 Days of Night tem medo do seu próprio terror, quer físico ou psicológico, sendo assim evitando às habituais explorações de clichés e artifícios necessários. Mesmo que a certa altura a película referida se cruza com elementos do cinema de Romero, mas em a humanização e substancia do mesmo, o que faz com que a sentimos uma certa leveza e rapidez na passagem do tempo. O elenco, já esse, é automatizado, e excepto o sotaque interessante de Ben Foster, não existe nada para destacar nos demais, até mesmo Josh Harnett que depois de Lucky Number Slevin e Sin City que parecia seguir um rumo mais rigoroso na sua carreira, descai apenas com o seu ego já variadamente apresentado.
Apenas sobrevive com a ideia dada pela originalidade da novela gráfica e com ele, uma fotografia exemplar á matéria-prima. Há sangue, vampiros e muita neve, mas também existe um consumismo fácil e sem perturbações. Parece que canhou a fava a David Slade.
O melhor – o sotaque de Ben Foster
O pior – quando a ideia não salva a execução
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