Real.: James Wan
Int.: Kevin Bacon, Kelly Preston, John Goodman, Garrett Hedlund, Aisha Tyler, Stuart Lafferty
James Wan é conhecido mundialmente por ter sido o criador de Saw – O Enigma Mortal, o filme de terror sensação de 2004 que originou 3 sequelas seguidas. Wan foi considerado por muitos um messias do cinema norte-americano, na minha opinião Saw a sua obra-prima é apenas um filme de serie B com alguns toques de originalidade que no todo resultam eficazmente, quanto a Wan é um realizador esforçado mas demasiado imaturo, pode-se mesmo considerar que é demasiado “MTV”. Depois do fracasso de Dead Silence, que em Portugal foi “direitinho” para DVD, o realizador decide explorar novos campos, desconhecidos para ele, mas nunca perdeu a sua “garra” e ritmo, o thriller dramático, o que representa este Death Sentence é um exemplo de maduração do autor que podemos mesmo dizer que pratica aqui a sua humanidade.
Death Sentence segue a história de Nick Hume (Kevin Bacon) um executivo feliz com uma família perfeita, até um dai a tragédia bater-lhe á porta, quando numa bomba de gasolina o seu filho mais velho Brendan (Stuart Lafferty) é morto através duma morte de iniciação por um grupo de assaltantes. Nick fica desacreditado com a justiça e decide faze-la com as suas próprias mãos levando a situação a consequências desastrosas. È um revisionismo do conto Taxi Driver de Martin Scorsese apoiado por um realizador jovem e menos intrínseco que obtêm a energia do filme através do protagonista (Kevin Bacon) e até mesmo do melhor que ele já provou fazer, violência (apesar nesta obra dar sinais de maduração como é no caso da filmagem na cena do parque de estacionamento). Tende em contar num assunto delicado, contudo Death Sentence não é um filme para ser levado a sério, as inverosimilhanças são muitas entre ao argumento e a própria acção, o drama afunda-se entre a persuasão do autor em criar algo “agradável” às audiências mais inconsequentes e do lado dos “maus da fita” apenas “pastiche”.
Não existe nada a assinalar neste nova obra de vingança, mas entretêm e ao menos isso é valor. Kevin Bacon dá uma “ajudinha”, mas o resto das personagens não saem do rótulo, cliché, papelão ou até mesmo do ridículo (como o caso de John Goodman). Um drama falhado de uma promessa, que se fica apenas por isso … uma promessa.
O melhor – Kevin Bacon e a cena no parque de estacionamento (a mais vibrante do filme)
O pior – nada mais de registo
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