Real.: Rob Reiner
Int.: Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes
Realizado por Rob Reiner, o mesmo de filmes como When Harry Met Sally… e Misery, dirige aqui um perfeito exemplo de filme de actores, o qual foca exclusivamente na química interpretada por Morgan Freeman e Jack Nicholson, dois dos colossos mais prestigiados do cinema norte-americano desempenham aqui uma versão “yin e yag” de pessoas. Nicholson é Edward Cole, um multi-milionário e Freeman, Carter Chambers que é simplesmente um mecânico, os dois tem em comum uma doença terminal que ditará o resto das suas vidas, ambos conhecem-se ao partilhar o mesmo quarto de hospital e a partir daí tornam-se amigos e acima de tudo partilhadores de um lista de desejos que pretendem realizar até o fim dos seus dias, conduzindo os distintos indivíduos a uma jornada que os levará a conhecer o melhor da vida.
Mesmo com uma vertente trágica, The Bucket List é um filme “feel good”, optimista e colorido, como a vida. A realização de Rob Reiner é competente e aparentemente sem falhas, tendo o grande e único erro, uma produção interessada somente nos dois protagonistas, por sinal o verdadeiro atractivo do filme, do que na concepção de uma comedia dramática mais sólida que possa colidir as previsíveis vidas de Chambers e Cole com um destino menos míope da fita. Quantas as interpretações dos dois gigantes, bem, sem defeitos, uma química meramente perfeita, por vezes tendo a sensação que simplesmente Reiner deixou a câmara ligada e captou fragmentos de diálogos entre os dois actores como dois velhos “buddies”, o qual se constrói uma credibilidade reverente, assim esquecendo-se do resto da trama.
È um filme light que funciona perfeitamente dentro dos seus propósitos, mas nunca sequer atrever a “pisar o risco” em termos argumentais, sendo limitado, a nova obra de Reiner ainda conserva uma belíssima fotografia de alguns dos locais mais exclusivos do Mundo (as cenas passadas no cimo de um pirâmide egípcia são inesquecíveis), mas tem o erro fatal de ser um filme dependente dos dois protagonistas que agarram os seus papeis com uma descontracção desalarmante. Sim, a moral é “muito bonitinha”, mas existe muito mais artifícios para construir um filme.
O melhor – Obviamente os protagonistas
O pior – existe inúmeros factores para fazer um filme além dos protagonistas.
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