Real.: Joby Harold
Int.: Hayden Christensen, Jessica Alba, Lena Olin, Terrence Howard
Clay Beresford (Hayden Christensen) é um jovem bem sucedido, herdeiro de uma empresa multi-milionária que acaba de fechar um negócio promissor com uma companhia japonesa. Mas Beresford tem uma fraqueza, o seu coração é fraco que com ele o jovem poderá não ter muito tempo de vida, e durante anos espera por um coração novo que possa ser utilizado num transplante, mas devido ao seu raro tipo de sangue, a espera é longa. Mas num inesperado dia, Clay recebe a avassaladora notícia de que um coração está á sua espera no hospital, de bom agrado mas ao mesmo tempo receoso, é submetido á cirurgia e a anestesia. Mas algo corre mal, anestesia falha e Clay é capaz de sentir tudo, ouvir tudo e pensar em tudo, porque na verdade ele se encontra acordado e presente na sua própria morte.
Em semelhança com o filme Corrupção do produtor Alexandre Valente, o realizador Joby Harold não exibiu o seu “produto” á imprensa nacional (EUA) com intuito de evitar um “chuva” de más críticas envolto do seu novo projecto. Descrença em si próprio ou sensatez artística, não sabemos os motivos que o levaram a fazer, mas uma coisa é certa, o filme de Harold á partida, não poderia ser um arrecador de boas críticas, e porquê? Porque o seu argumento ilude de tal maneira a sua premissa, que atribui como esquizofrenia e irrealismo, tal como o remake de Invisível escrito pelo argumentista David S. Goyer, os envolvidos no projecto deitam por água abaixo qualquer tentativa culta ou esforço cinematográfico, o que criam, tal como o filme anterior referido, um moralismo cristão, onde sentimentos bacocos e soluções fáceis são apenas rotina intransponíveis.
Envolvendo um premissa interessante e no mínimo intrigante, Awake – Acordado perde-se facilmente entre a esquizofrenia e falta de coerência entre as relações e as personagens, pouco se pode tirar partido de um filme destes, apenas Lena Olin e Terrence Howard dão alguma força nos seus papéis, Hayden Christensen é demasiado inexpressivo para protagonista e Jessica Alba numa limitação artística, que consegue dizer as frases “amo-te” e “mata-o” no mesmo tom de voz e expressão facial, mesmo assim reserva-se como um atractivo da fita, um entre o fracasso de filme que Joby Harold realizou.
PS – os créditos iniciais do filme são mais interessantes e arrepiantes que todo o resto do filme, só visto.
O melhor – os créditos iniciais e o carisma de Terrence Howard
O pior – o desempenho de Jessica Alba e a esquizofrenia argumental
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