Data
Título
Take
17.2.08

 

Real.: Steve Beck

Int.: Juliana Margulies, Gabriel Byrne, Isaiah Washington

-

 

Muitos segredos guardam o outrora luxuoso transatlântico, Antonia Graza, que se encontra abandonado e há deriva no alto mar, até ser encontrado por um grupo de explorações quarenta depois do seu desaparecimento, o grupo encontrará no interior do navio, algo tão ameaçador e assustador, uma maldição que perdura entre as memórias da sua antiga tripulação.

Um pouco antes de existir a onda pelos clássicos do terror dos anos 70 e 80, havia uma busca incessante pelos clássicos do horror mais remotos, entre eles; Drácula (1931) que fora refeito por Francis Ford Coppola no exuberante gótico Drácula de Bram Stoker, Frankenstein (1931) o qual o actor e realizador Kenneth Branagh se apoderou da obra em 1994, cobiçando o teor cénico de Tim Burton, Gus Van Sant tentou a sua sorte com o remake de Psycho de 1960 que fora realizado pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock, o qual substitui o célebre Anthony Perkins por Vince Vaughn antes da comédia e por fim o desconhecido Steve Beck que não realizou mais nada sem ser 13 Fantasmas, adapta o clássico do horror de 1952, Ghost Ship para o novo milénio.

Ghost Ship – Barco Fantasma, mesmo com os requisitos básicos de um filme de terror adolescente e com uma premissa fácil, consegue ser como os americanos pronunciam “enjoyable”, ou seja o filme de Steve Beck entretêm, muito graças aos sustos eficazes, a uma sequência inicial violenta e memorável e á qualidade cénica e efeitos especiais que compõe o referido paquete assombrado. Mas o pior é quando e determinada altura a fita arranca-se com um rotineiro twist, sendo este uma revelação que automaticamente oferece ao espectador uma ripada nas ideias da lógica verosímil e de inteligência. O que iniciou como uma experiencia medianamente interessante, terminou com mais um atentado adolescente a um clássico dos parâmetros do terror. Porque Ghost Ship de Steven Beck poderá ter os seus méritos, mas é as suas falhas que se destacam em toda a produção.

O melhor a sequência inicial

O pior – um twist final pouco trabalhado

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:39
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