Real.: Paul Haggis
Int.: Tommy Lee Jones, Susan Sarandon, Charlize Theron, Josh Brolin, James Franco
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Sendo proveniente dos argumentos dalguns episódios de Walker – Ranger Dos Texas, Paul Haggis provoca sensação em tudo o que toca, detentor do argumento do galardoado Million Dollar Baby de Clint Eastwood e realizador do também galardoado Crash – Colisão, desta vez coloca-se de novo na pele do realizador em No Vale De Elah, um filme que passou despercebido nos EUA e alvo das aclamações de propaganda anti-américa. Primeiro de tudo com a excepção das mensagens de descrença por entre o glorioso “império Americano”, No Vale De Elah funciona como um thriller militar repleto de emoção e muito mistério. A história conta com um veterano de guerra, Hank Deerfield (Tommy Lee Jones), cujo filho encontra-se no Iraque, até que um dia recebe a notícia que o seu filho desapareceu do seu quartel já nos EUA. O resto do filme é um pai desesperado em busca do seu filho, com a ajuda de um detective da polícia, Emily Sanders, uma morena Charlize Theron. Paul Haggis realiza com melancolia e ansiedade o filme que percorre imensos lugares comuns mas sem propositadamente seguindo o código de cada um, é um filme imprevisível do inicio até ao fim, que recorre principalmente aos sentimentos transmitidos pelos personagens principais, entre eles Tommy Lee Jones numa soberba interpretação e Susan Sarandon, que prova que mesmo pequenos papeis podem ser grandes em termos de qualidade. Quanto a Theron a actriz invoca o seu talento em piloto automático, encontra-se bem, não tão bem como deveria ou apenas porque as interpretações concorrentes ofuscam a sua presença, mesmo assim possui carisma suficiente que justifica o filme. In The Valley Of Elah é um filme de significados e importâncias e acima de tudo um filme de teor cronistas e critico que aborda as consequências da Guerra do Iraque sob a juventude norte-americana mas sem ser demasiado específico e panfletário. Haggis ainda nos brinda com um final enigmático, o qual a personagem de Jones iça a bandeira dos EUA de pernas para o ar, o que significa um pedido de ajuda, e é no fundo que este filme revela, um SOS de uma sociedade doente que necessita acima de tudo curar-se. Um dos filmes mais injustiçados do ano. O melhor – As interpretações de Tommy Lee Jones e Susan Sarandon O pior – o facto de ser aclamado como propaganda anti-americana8/10 ****
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