Real.: Matt Reeves
Int.: Michael Stahl-David, Mike Vogel, Lizzy Caplen
-
Tudo começou numa festa de despedida para um amigo, uma noite de celebração e de divertimento como qualquer outra, mas de repente surge um apagão, explosões e um rugido feroz. Algo encontrou Manhattan que não vem por bem. O resto do filme resume num épico de sobrevivência, fuga e auxílio.
A fórmula está toda vista; reviver o conceito transmitido por Blair Witch Project e juntar umas “pitadinhas” de Godzilla e o recente The Host – A Criatura e voilá, é mais ou menos isto que podemos esperar de Cloverfield. Mas o que o filme tem de positivo, é que apesar de estruturalmente ser uma salada de temas, experimentalidades e sensações já vistas e sugeridas em filmes anteriores, Cloverfield consegue virar num ápice uma experimentalidade de emoções, adrenalina e momentos fortes que impressionam qualquer um. Difícil é dizer que Cloverfield não deixará ninguém indiferente.
Todo o hype envolto deste filme, tem sido graças ao talento, criatividade e presunção do produtor executivo, J.J. Abrams que fez um óptimo trabalho de divulgação e de marketing, algo me diz que Cloverfield não será esquecido facilmente quer pela indústria cinematográfica, quer pela memória dos espectadores. O filme de Matt Reeves segue a fórmula de Blair Witch Project, mas com menos tendências para o documental, seguindo uma storyline apenas limitada á filmagens propositadamente amadoras, criando assim momentos omnipresentes para o espectador, personagens que em cada frame captam a nossa atenção e situações de teor catastrófico do melhor suspense que se poderia produzir.
As interpretações encontra-se bem e credíveis, sendo o ultimo critério o mais importante para a mesma do filme, só pena que algumas situações que antecedem ao ataque propriamente dito sejam rebuscadas, alienadas e demasiado fictícias, saindo de qualquer filme para adolescentes, por exemplo a timidez e o engate cometido pela personagem Hud durante a festa de despedida. O maior defeito da fita é sabendo que muita parte do argumento ter sido baseado em The Host – A Criatura, para quem viu o frenético filme coreano, obviamente reconhecerá algumas escolhas e propósitos do filme: o facto de o monstro ser uma personagem secundária e não o protagonista tal como Godzilla e Alien Vs Predator 2, as emoções das personagens estão lá integralmente, depositadas em cada destroço, fuga e destruição e até mesmos as semelhanças com o desenrolar a história. Mesmo dizendo isto, digo de boca cheia que Cloverfield encontra-se num patamar aparte.
Aconselho ao espectador que ainda não viu o filme e que está pensar vê-lo, ver num cinema com o sistema digital de som e o convívio que fazem deste filem de ficção científica num exercício de estilo com vida. Cloverfield é uma experiencia arrebatadora, mas infelizmente é um filme para ver só uma vez.
PS – Contrariamente aos rumores envolto á criatura por parte de spoilers espalhados na World Wide Web, a “estrela” do filme é de um aspecto bem diferente, com algum estilo, que apesar de não me ter desiludido não é verdadeiramente original.
O melhor – Um filme que verdadeiramente se vive
O pior – algum irrealismo nas personagens nas primeiras sequências do filme (antes do ataque).
Cinebloggers Awards - Vencedores 10/11
Cinebloggers Awards - Vencedores 09/10
Cinebloggers Awards - Vencedores 08/09
Cinebloggers Awards - Vencedores 07/08
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
25 Essenciais da Decada de 2000-2009
Desafios
Meus blogs de cinema predilectos, Os
Sites de Cinema
Mais Blogs de Que Se Fala Cinema
Novidades Cinema // Movie News