Data
Título
Take
2.8.07

 

Real.: Alex Proyas

Int.: Will Smith, Bridget Moynahan, Bruce Greenwood

 

 

Em 2035, os humanos irão tornar cada vez mais dependentes de máquinas, uma delas são os robots que assemelham-se a escravos, sendo polivalentes e incapazes de negar ou questionar. Cada um desses robots é programado por três regras básicas e bastante importantes que asseguram a segurança do robot e do seu possuidor. A intriga começa quando um criador dessas máquinas pertencente da US Robotics, empresa criadora do modelo mais vendido, aparece morto, á primeira vista trata-se apenas de um vulgar suicídio, mas o detective Spooner (Will Smith), que sofre de “robô-fobia”, suspeita que este caso não seja de suicídio mas sim homicídio, sendo o principal suspeito um robot. Teoria absurda para o departamento de Policia, mas aos poucos as suspeitas de Spooner começam ganhar dimensão.

O Verão está começar e com ele chegam os mais esperados filmes do ano, os ditos “blockbusters”, Eu, Robot não era o mais esperado, porque rivais não faltam; O Homem Aranha 2, Harry Potter – O Prisioneiro De Azkaban e até mesmo o bem sucedido O Dia Depois De Amanhã, mas Alex Proyas volta a surpreender pela positiva tornando Eu, Robot juntamente com a sequela do “aranhiço”, o melhor ”blockbusters” do ano 2004 e um dos melhores de todos os tempos.

Alex Proyas tem no seu currículo o místico O Corvo, que apesar de ser considerado por muitos uma das melhores adaptações de BD, a verdade seja dita, é um filme que sobrevive pela trágica história em volta, e o culto Dark City – Cidade Misteriosa que aborda o vazio humano em forma de filme de ficção científica. A única diferença na qualidade de Eu, Robot entre Dark City é apenas o seu estatuto de “blockbuster” e de filme-entretenimento que Dark City nunca irá ter.

 È um filme que agradará um a leque variado de espectadores, principalmente os fãs incondicionais de Matrix que virão na obra como um novo messias e os idolatras do intemporal Blade Runner tem mais um motivo para “viver”. O realizador consegue aliar drama e a acção de forma saudável, elevando o filme a apresentar como thriller futurista, com uma visão do futuro bastante real e possível e explorando de modo engenhoso o medo que sempre aterrorizou a Humanidade, o de sermos domados por outra forma inteligente, neste caso a inteligência artificial. Os efeitos especiais são um dos melhores dos últimos anos e as cenas de acção não sendo demasiado complexas são uma das formas de sucesso, apresentado de forma original e imprevisível.

Will Smith encontra aqui uma forma de reconciliação depois do decepcionante e longo Bad Boys II, mas a sua presença é demasiado light e a sua personagem possui demasiados tiques do James Edward, a personagem encarnada pelo mesmo em MIB – Homens De Negro, pedia-se um protagonista com uma passagem mais forte.

Existe algumas semelhanças com a obra de Spielberg; Minority Report, mas pelos vistos deve ser só coincidência. Apesar da má recepção que obteve nos E.U.A, não é motivo nenhum para não declarar Eu, Robot num dos melhores filmes de Verão dos últimos anos.

 

8/10 ****

 


publicado por Hugo Gomes às 16:24
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