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2.8.07

 

O lado industrializado de X-Men!

 

Depois de Bryan Singer ter abdicado da saga do mutantes X-Men em beneficio de um dos sonhos concretizados, dirigir o Superman Returns, o franchising que já é uma "mina de ouro" para 20th Century Fox ficou entregue "bicharada". Em seu lugar seguiu Brett Ratner (Red Dragon, Rush Hour), um conhecido "tapa-buracos" de Hollywood que contra todos os indícios consegue manter a lubrificada saga até pelo menos … 40 minutos de duração. Vamos por partes, o que Bryan Singer concretizou na arriscada adaptação cinematográfica da tão celebre BD da Marvel Comics merece elogios. Talvez responsável pela nova vaga das adaptações de BD surgem esporadicamente anualmente, X-Men consistiu numa leitura algo humanizada e pretensiosa da banda desenhada, sendo das poucas vezes que este tipo de matéria é retratada com a maior das maturidades. Para além disso o filme de 2000 serviu como uma entusiasmante aventura no cinema fantástico, algo que foi depois solidificado com a sequela em 2003. Com uma lacuna por preencher, o terceiro e esperado capitulo que marcará o fim de uma trilogia de milhões e milhões arrecadados. De produção mais ambiciosa, X-Men: The Last Stand (O Ultimo Confronto, traduzido em português) tinha tudo para ser o desfecho desejado, de fulgor épico e na maior das hipóteses, uma experiência quase orgástica para os fãs e geeks.

 

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Se Brett Ratner era ou não a melhor das opções para continuar o trabalho de Singer, dificilmente podemos dizer, agora se este X-Men é o mais fraco do franchising, obviamente sim.  Após um inicio e um desenrolar sob a deriva das influências do autor anterior, a humanização herdada gasta-se automaticamente e a fita proclama-se em piloto automático. O argumento é irregular, para além das acusações dos fãs sobre o desrespeito pela mitologia da BD, The Last Stand é "esburacado" com decisões improváveis no desenvolvimento e destino dos seus personagens, algo que a produção decidiu encobrir com alguns dos mais entusiasmantes efeitos especiais dos últimos anos (nota-se na sequencia de acção na casa de Jean Grey, uma das mais brilhantes deste ano). Infelizmente nem de atribuições técnicas de que os filmes são feitos, e mesmo sob o signo dos efeitos visuais de ponta e as arrebatadoras cenas de acção, não é o suficiente para transmitir o épico prometido no “confronto final”. Que se resume a um show pirotécnico e fantasioso e ao mesmo tempo isente de alma. Um final que nos enche de vista, mas que não satisfaz totalmente.

 

 

Brett Ratner também herdou um dos grandes defeitos de Singer, o uso de personagens descartáveis e inúteis para o enredo, a sua presença deriva de puro agrado aos múltiplos fãs. Nota-se por exemplo o invulgar e ausente destaque que Halle Berry teve em toda a saga, ou os habituais "mutantes" que aparecem e desaparecem sem deixar rasto. Pelo menos Hugh Jackman assume-se como um sólido protagonista e Famke Janssen e Ian McKellen possui as melhores prestações da fita. X-Men: The Last Stand é decepcionante em termos de desfecho, Bryan Singer atingiu parâmetros únicos nos dois primeiros capitulo, o qual Brett Ratner não consegue igualar, conseguindo uma fita industrialmente competente, mas vulgarizada no seio dos universo da BD. Sem ênfases dramáticas, The Last Stand é pólvora que não arde.

 

" Charles always wanted to build bridges."

 

Real.: Brett Ratner / Int.: Hugh Jackman, Halle Berry, Ian McKellen, Famke Janssen, Anna Paquin, Kelsey Grammer, Rebecca Romijn, James Marsden, Shawn Ashmore, Aaron Stanford, Vinnie Jones, Patrick Stewart, Tanya Newbould, Ben Foster, Ellen Page, Cameron Bright, Ken Leung

 


 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:09
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1 comentário:
De bilhetes aviao a 10 de Maio de 2010 às 18:57
Um dos GRANDES filmes da nossa época!!!


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