Real.: Darren Lynn Bousman
Int.: Tobin Bell, Lyriq Bent, Costas Mandylor, Donnie Wahlberg, Angus Macfadyen, Scott Patterson
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Mesmo com a morte de Jigsaw (Tobin Bell) e a sua aprendiza, Amanda, o detective Strahm (Scott Patterson) chega a conclusão que existe mais alguém por detrás dos jogos mortais do serial killer. Segundo Jigsaw, o seu trabalho nunca terminará, haverá sempre quem o continuará.
Depois de tantas reviravoltas, o que afinal sobrou do culto de James Wan (Saw – 2004)? Apenas o gore. Saw é bem sucedido onde quer que seja devido às suas cenas de violência extrema e gráficas, induzidos por argumentos escritos á pressa e uma realização digna de videoclip. No que se trata de psicologia, o Saw é nulidade e nisso revela no tratamento das personagens que como costume dizer não são mais que “carne para canhão”. O quarto capítulo é o de todos os mais arriscados, sabendo que a distorcida mente por detrás dos jogos mortais está morto e desventrado por uma cena de autópsia credível e satisfatória, os produtores procuram novos ângulos para poder continuar a saga que tanto dinheiro deu para os cofres da LionsGate.
Saw IV poderá ser considerado um apêndice, onde a narrativa é composta por cenas de tortura e mais cenas de tortura levando tudo a um rol de violência extrema. O filme disfarça os seus propósitos evidentes através de uma sucessão de twists que pouco impactos dão á história e muito menos o final disparatado. A intriga secundária é a mesma dos outros três capítulos, detectives desesperados que tentam descobrir o criminoso, e a juntar a isso temos algumas injectadas do passado de Jigsaw, e para dizer a verdade não penso que a tragédia familiar do mesmo argumenta as atrocidades que têm provocado. E para finalizar temos um interrogatório policial que mais assemelha a uma palhaçada de circo, devido aos espasmos cometidos pelo detective numa interpretação suspeita.
Agradará os fãs? Com certeza, se o propósito era assistir às maquiavélicas torturas atrozes e a voz arrepiante de Tobin Bell proclamando monólogos de morte, então Saw IV é o filme certo. Mas tristeza minha, é que um filme com tanto potencial que foi o discreto de 2004 fora abalroado pelas produções que mais preocupam em fazer dinheiro que propriamente apostar em temas novos e sofisticados.
O melhor – os efeitos práticos utilizados na autópsia de Jigsaw
O pior – a falta de inovação, originalidade e criatividade.
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