Real.: Len Wiseman
Int.: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Bill Nighy, Michael Sheen, Shane Brolly
Longe dos olhos dos humanos, existe uma guerra intra-racial que ocorre há séculos, entre vampiros, aqui liderados por Victor (Bill Nighy), e Lycans (ou lobisomens), por sua vez comandados pelo temível Lucian (Michael Sheen). Entre os mortais soldados da clã vampírica, conta-se com a bela mas não menos perigosa Selena (Kate Beckinsale).
Pessoalmente tenho um certo afecto por filmes de vampiros, por são esse género de filmes que consigo levar o meu pai ao cinema. Por isso eles são para mim especiais, mas confesso conhecer e além disso o meu lado critico-exigente fala mais alto na maioria dos casos, que muitos têm qualidade duvidosa, por exemplo a intragável sequela de Entrevista Com Um Vampiro (Rainha Dos Malditos) que passou daquilo que apelido carinhosamente de "fang movie" com substancia para um videoclip alargado sem pés nem cabeça. Este filme (Underworld) além de possuir muitas das piores criticas dos nossos críticos portugueses, não é um mau filme de todo, e tal como o meu pai afirmou quando a sessão terminou, “è o melhor do género”, também não é assim, mas anda lá perto.
Underworld não é 100% original, trata-se de um misto de filmes de vampiros, com uma “pitadinha” de Blade com lobisomens com toques de “Matrix”, um conjunto estilistico no que refer principalmente no vestuário e nas influenciáveis cenas de acção, a juntar isso temos sangue, muito sangue, efeitos especiais estrondosos, e o melhor de tudo não são utilizados excessivamente os CGI (poderemos dizer que tem os efeitos tradicionais como fantoches, pistolas de tinta vermelha e fios que elevam as personagens), é para já um filme visualmente bem feito, que enche o olho como também satisfaz ao mais exigente fã de vampiros, o qual aqui verifica-se um esforço apaixonado de toda a equipa de produção.
A fotografia, evidentemente, levou uma lavagem digital dando um ambiente bastante gótico-moderno, escuro e muito bem conseguido, decorrido na Hungria, mais precisamente em Budapeste. Infelizmente os diálogos são a coisa mais básica que há, ainda por cima querem fazer passar por frases filosóficas. Não existe qualquer tipo de humor, é um filme que tenta ser serio, e quem não conseguir mentalizar isso corre o risco de "engolir" a historia, que confesso que está bem planeado, apesar de inverosimilhanças.
No leque de actores podem encontrar a bela Kate Beckinsale num papel bastante “á la Neo”, com a inexpressividade característica e tudo, mas com certeza é um dos bilhetes de ida para o cinema. O resto está cheio de actores medíocres, alguns deles não chegam a ser credíveis, excepto o “Sir” Bill Nighy, muito bem trabalhado no seu papel de vilão.
Enfim, confesso que este Underworld – Submundo não é um filme perfeito, nem chega lá perto, mas é com certeza um das mais bem conseguidas incursões de vampiros e lobisomens no mesmo ecrã. È só preciso esquecer os preconceitos cinéfilos para poder ver este filme e aceitar a diversão. O meu “guilty pleasure”.
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