Real.: Joon-ho Bong
Int.: Kang-ho Song, Hie-bong Byeon, Hae-il Park, Ah-sung Ko
Seul foi estranhamente atacada por um misteriosa criatura que saiu da água do rio Han, trazendo consigo muitas mortes e feridos, Park Gang-do (Kang-ho Song) observou desgostosamente a sua filha, Hyun-seo (Ah-sung Ko), a ser levada pelo monstro. Amargurado e convencido que a sua filha está morta, Park Gang-do e a sua família (os dois irmãos e o seu pai) foram obrigados a ficar no hospital local devido a um risco de epidemia, e ai que o impensável acontece. Gang-do tem uma chamada, é o da sua filha que diz que está viva e que se encontra no covil do monstro. È então que ele e a sua família decidem organizar uma busca para salvar a sua filha. Nem que isso custem a suas vidas.
Tudo começou com Steven Spielberg, em 1975, ao realizar o perturbante Jaws (O Tubarão) como o mais bem conseguido confronto entre a natureza (tubarão) e a Homem. A partir dai ouve um explosão de variações do género que deram as mais variadas criaturas selvagens (crocodilos, piranhas, peixes mutantes, iguanas e serpentes), mas nenhum destes passaram pelo pior da serie B e outros com mais pretensões (O Lago) nunca chegaram a beber da mesma agua que o antecessor de 75. Excepto The Host – A Criatura, um filme coreano que ultimamente anda a despertar interesse no Ocidente.
A grande diferença de The Host e a chuvada de variações “monsters course” é nas bem lineadas personagens, sólidas, emotivas, longe do simples “carne para canhão” que invade muito desses filmes e de um equilibrado humor. Ainda por cima o argumento é coeso e tem lógica, e aliás a um certo tom crítico ao tratamento das epidemias e da intervenção americana.
È um filme cheio de sustos, mas que felizmente não é ai que a fita se vinga, não existe heróis de ultima hora, piadas arriscadas e todo aquele frenesim tipicamente americano, The Host é real, duro e arguo e com um final longe do esperado. Só pena que os efeitos especiais não tão bem conseguidos como uma produção americana, tendo certas limitações. Mas como costumo dizer por vezes os efeitos visuais não fazem um filme., mas claramente este filme é um novo sopro de vida para um subgénero tão serie Z.
PS – Acabo de saber que está agendado a produção de um remake americano. Esses “caçadores cinematográficos” não aguentam ideias originais, ainda por cima vindas de um pais que tem vindo a crescer cinematograficamente furtivo como a Coreia Do Sul.
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