Definitivamente a primeira trilogia cinematográfica portuguesa, Balas e Bolinhos conquistaram o seu legado de culto e publico suficiente para tornar nesta obra de comédia numa das mais esperadas pelo público português. Balas e Bolinhos 3 – O Ultimo Capitulo é o regresso das aventuras de Rato, Tone, Culatra e Bino, respectivamente interpretados por Jorge Neto, Luis Ismael (também ele realizador, produtor executivo e argumentista), J.D. Duarte e João Pires. Neste segmento ainda contamos com as participações de Fernando Rocha, Pedro Alves (artisticamente conhecido como Zeca Estacionâncio) e o cantor / cómico Jaimão. A fita tem em principio estreia para 6 de Setembro de 2012 nas salas do nosso país contando com cerca de 30 cópias. Por enquanto vos deixo um trailer completo e a entrevista das estrelas levada a cabo pelo site de cinema, Ante-Cinema.
3 e 4 de Março de 2012
OBJECTIVOS: Dotar os formandos de conhecimentos teóricos e práticos essenciais para a realização de um filme (curta-metragem).
METODOLOGIA: Cada formando irá dirigir uma equipa constituída por um assistente de realização, um director de fotografia e um director de som. Com esta pequena equipa realizará a sua versão de um guião fornecido no workshop. À disposição estarão dois actores profissionais.
CONTEÚDOS:
- A linguagem audiovisual
- Os planos e enquadramentos
- Estrutura de uma produção cinematográfica
- O guião e a sua estrutura
- As funções e competências do realizador
- Exercícios práticos de direcção de actores
- Exercícios práticos de realização
- Visualização e discussão das imagens produzidas
PÚBLICO ALVO: Estudantes, profissionais, ou entusiastas pela área de audiovisuais que pretendam aprofundar ou iniciar-se na área de realização.
FORMADORES: Nuno Rocha, Victor Santos
São produtores e realizadores da produtora de Cinema e Publicidade: FilmesDaMente. Ambos têm formação superior na área de cinema e audiovisuais. No seu curriculum possuem vários filmes exibidos e premiados a nível internacional. No ano de 2010 os seus filmes e da produtora participaram em cerca de 80 festivais de cinema.
Na área de publicidade produziram e realizaram filmes para marcas como: Toyota, Nike, McDonalds e LG Portugal.
EQUIPAMENTO:
- Canon DSLR 7 D
- Canon DSLR 600D
- Objectivas Canon e Nikon
- Follow focus + Matte box
- Equipamento de áudio profissional
- Iluminação
- Slide track dolly
- Tripé
DATAS E HORÁRIO: 3 e 4 de Março 2012 das 10h00 às 19h30
LOCAL: Rua Infanta D.Maria 53 | 4050-350 Porto
PREÇO: 180€
Aos formandos será fornecido um certificado de participação e material produzido durante o workshop.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: workshops@filmesdamente.com
telem.: 960 363 504 / telefone: 309 948 453 / http://cineworkshops.blogspot.com/p/work
Real.: Steven Quale / Int.: Nicholas D'Agosto, Emma Bell, Miles Fisher
Filme – O quinto capítulo de uma das sagas de terror mais lucrativas de sempre, festeja novamente com a tecnologia em três dimensões. Porém o festim é o mesmo, contando com os habituais exageros, o gore que roça a comédia e um argumento palavrosamente ridículo. Infelizmente tem a sua legião de fãs, ao menos isso! O grande destaque está no regresso de Tony Todd, o que para muitos é o eterno e sinistro Candyman de Clive Barker.
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Dinamarquês
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Alemão para Surdos
EXTRAS
Último Destino 5: O Círculo da Morte, O Seu Último Destino
Distribuidora – Zon Lusomundo
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De novo os confrontos entre imortais …
Kate Beckinsale volta a vestir o seu longo fato de cabedal, coloca as suas chamativas lentes azuis e muita maquilhagem para novamente protagonizar um novo capítulo da série Underworld. A fasquia iniciada em 2003 pelas mãos do seu actual marido, Len Wiseman conseguiu render 100 milhões de dólares em bilheteiras de todo o mundo mas ficou notável pelo seu êxito em vendas de cópias de DVDs. Desta feita a obra acaba de cair nas mãos da dupla sueca Mans Marlind e Bjorn Stein, que após terem trabalhado com Julianne Moore no thriller de terror, Shelter (2010), decidem confrontar-se com a guerra entre vampiros e lobisomens que dura há 9 anos em 4 filmes (ao contrario destes que narram que o conflito tem séculos de existência), dando um pouco de proveito da febre das criaturas sanguinárias (lideradas pela nova vaga de Twilight) e da tecnologia 3D.
Underworld – Awakening tem tudo o que esperávamos de um anti-óscares, digo isto pela época da sua estreia nas salas de cinema em confronto directo com premiadas e prestigiadas obras de ficção. A fita é leve, sem grandes cargas dramáticas, mesmo que aqui a personagem de Beckinsale perde as suas ligações com a fria mulher de armas do original de 2003, dando lugar a umas quantas cenas bacocas e diálogos deslocados e rebuscados. A narrativa empresta-se aos efeitos visuais e o argumento dissolva-se por entre personagens secundárias e outras sem propósitos e pela decepção do desfecho, que não apenas oferece meios para continuações mas como é inenarrável.
Longe da surpresa do original de 2003, que servia como certa homenagem aos efeitos visuais práticos (para além de ser um dos meus guilty pleasures) ou pelo esforço trazido na segunda e terceira estância, Awakening é talvez o pior de toda a saga do momento, mas vale pelo regresso da actriz principal e pelo visual que continua ao nível dos anteriores. Todavia é uma sequela sem muito para dizer, aliás falta-lhe interesse na sua intriga, o qual tenta puxar demasiado a corda que poderia apenas ter ficado por uma trilogia. Conta-se ainda com as prestações apagadas de Charles Dance, Stephen Rea e Michael Ealy.
Real.: Mans Marlind, Bjorn Stein / Int.: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Charles Dance, Stephen Rea, Michael Ealy
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Real.: Scott Spiegel / Int.: Kip Pardue, Brian Hallisay, John Hensley
Filme – Com este terceiro da saga de terror iniciado por Eli Roth e com o cunho de Quentin Tarantino, duas diferenças desta produção são logo postas em causa. A primeira, Hostel 3 já não é mais ambientado na misteriosa Europa do Leste ao invés disso temos cenários luminosos e luxuriosos da cidade do pecado, Las Vegas, o último ponto a referir é a sua ausente estreia nas salas de cinema, sendo que o circuito direct-to-video parece ter conquistado. Uma obra descaradamente chunga, sem pingo de originalidade, personagens fúteis e o gore mais bocejante que se possa imaginar. Que saudades deixa, Eli Roth.
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EXTRAS
Comentário áudio com o Realizador Scott Spiegel e com o Actor Kip Pardue
Distribuidora – PRIS – Audiovisuais, SA
Reinvenção = remake com qualidade!
Ao assistir em 2009 á belíssima peça de thriller que foi Millennium de Niels Arden Oplev, a adaptação do best-seller de Stieg Larsson, a ideia de um remake norte-americano já era de inicio uma ideia previsível e que por si já não merecia qualquer indignação, mas por um lado, tendo em conta o rico material encontrada no universo de Larsson, a violência e a desumanidade por baixo das camadas de civismo, imaginávamos um realizador do potencial de um David Fincher ser o homem perfeito para o readaptar para a língua inglesa. E é com obras como Se7en – Sete Pecados Mortais ou até mesmo o subestimado Zodiac que especulamos a alma negra do remake, ou contrariamente a este pensamento o vimos como um dos mais esperados filmes do final de ano. Millennium é também uma história digna de Fincher, e essa compatibilidade nos oferece assim uma versão mais fiel, mais humana e obviamente mais comercial, perdendo com isso, face á variação nativa, a sua sinistralidade.
Não quero entrar aqui em comparações entre as duas sagas, a completa sueca e a iniciada hollywoodesca, mas nada disso funcionaria se o foco de atenção não fosse Rooney Mara, a actriz o qual David Fincher ficou fascinado no seu The Social Network, tem aqui o papel da forte personalidade feminina Lisbeth Salander, anteriormente interpretado por Noomi Rapace. A variação de Mara é porém mais frágil e em certos pontos mais tocantes, sem querendo com isto salientar qual das duas interpretações é a melhor. A sua química com a personagem Mikael Blomkvist, aqui desempenhada com Daniel Craig, é bem trabalhada, e nota-se mais cumplicidade entre os dois, talvez um dos pontos mais fracos do original de Stieg Larsson. Outros destaques a nível interpretativo estão Christopher Plummer e um arrepiante Stellan Skarsgard.
David Fincher com o auxílio do magnífico argumento Steve Zaillian, conseguem atingir alguns tópicos que fortalecem o remake, um deles é a relação amorosa de Blomkvist com a sua co-editora da revista Millennium (Robin Wright), em consequência disso consegue um resultado perfeito no desfecho da fita, aliás um pouco diferente da história narrada na obra de Niels Arden Oplev. O argumento ainda se libertou em diferenciar e um pouco da matéria-prima em diferentes aspectos, dando um rumo diferente á historia, mas igualmente idêntica a mesma no que requer ao destino.
Em Millennium 1 – The Girl with the Dragon Tatoo somos “bombardeados” com a magnificência técnica o qual já estamos habituados na obra de Fincher, quer pela fotografia, pela banda sonora, ou com a criatividade dos créditos iniciais ao som de um cover da Immigrant Song dos Led Zepelin, interpretada por Trent Reznor e Atticus Ross. David Fincher prova ser assim o homem indicado para converter a trilogia sueca num thriller pleno de ingredientes hollywoodescos e o faz com tamanha consideração, sendo que a acção decorre novamente na Suécia e não readaptou para terras do tio Sam. Até parece que Steig Larsson foi feito para Fincher.
Real.: David Fincher / Int.: Daniel Craig, Rooney Mara, Robin Wright, Stellan Skarsgard, Christopher Plummer
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Cage de novo em Nova Orleães!
Depois de sua mulher ser assaltada e agredida, cegado pela raiva e sede de vingança, Will Gerard (Nicolas Cage) alia-se a um grupo de vigilantes para cometer retaliação. O problema é que depois deste acto, Will fica em divida para com esta obscura organização, e um favor é pedido em troca, porém o nosso herói recusa faze-lo e é perseguido por aqueles que um dia o protegeram.
Seeking Justice do competente Roger Donaldson (The Bank Job, Italian Job) parece ser o seu pior filme, trata-se de uma intriga deveras interessante, mas cheio de inverosimilhanças, retratada da forma mais rotineira possível como qualquer obra de acção direct-to-video. O realizador tinha ainda a seu dispor um trio de actores de nome (Nicolas Cage, Guy Pearce, January Jones), mas tudo o que eles dão é apenas um desleixo, January Jones não tem carisma nem química com Cage, que por sua vez o encontramos na sua versão mais exagerada (de novo o seu corte de cabelo é motivo de atenção) e Guy Pearce de novo a dar-nos a sensação de que passou ao lado de uma grande carreira.
Todavia, Donaldson é eficiente na transição das sequências de acção e consegue devolver algum ritmo a um filme tão bocejante, ficaria talvez mais cativante se fosse uma fita desempenhada por Jason Statham, que nesta altura do campeonato parece estar anexado a qualquer tipo de produção do género. Para ver e esquecer no mesmo dia!
Real.: Roger Donaldson / Int.: Nicolas Cage, Guy Pearce , January Jones
Casa da tolerância!
Do realizador de Tiressia (2003), Bertrand Bonello concretiza assim este relato narrativo de um bordel na transição do século XIX e XX, no seu auge até à sua última noite de “vida”, em que o ultimo acto demonstra um cinismo extravagante e fetichista. Apollonide é um objecto de fascínio que nos revela uma natureza sedutora porém algo bizarra, mas quase pedagógica no que requer a explicitar o funcionamento de tais casas de prazer. Bonello contou ao seu dispor um leque de actrizes sensuais e bem familiarizadas com a câmara, sem medo do pudor face às sequências que se seguem (nada mais explicito que puro softcore), o autor consegue invocar a sensualidade sob os seus cenários barrocos e em certa altura tal como magnifico Venus Noir de Abdellatif Kechiche, presentear com a veneração do grotesco. Uma obra interessante no requerimento visual e cénico, que suscita fascinação. Infelizmente torna-se algo anoréctico em termos de ênfase dramática e cede ao cariz artístico na proximidade do final. Um filme que aufere alguma dignidade á profissão mais velha do Mundo. L’ Apollonide encontrou-se em competição no último Festival de Cannes.
Real.: Bertrand Bonello / Int.: Hafsia Herzi, Céline Sallette, Jasmine Trinca
Step Up da hora do chá!
Eis a resposta britânica ao sucesso de Step Up, Streetdance é um festim em 3D das marginais coreografias de dança que ao contrario do seu primo norte-americano, possui ao seu dispor um nome prestigiado na produção, a Charlotte Rampling, uma professora de uma academia de ballet que encontrou nas danças de rua a solução para restauração do aureolo da escola. Streetdance é constituído por todos os lugares-comuns dos filmes de dança e ainda por clichés típicos do puro íntegro hollywoodesco, não existe nada de audaz ou ousado na produção. Porém encontra-se uns pontos acima do rival norte-americano graças a uma construção mais convincente da sua trama, mas tal como o seu congénere é bastante vazio e oco em personagens, contudo é menos espectacular no próprio campo de jogo; as danças. Tem ainda um 3D desnecessário o qual se pode salientar como atractivo para os vibrantes da arte da dança Freestyle. Típico produto adolescente!
Real.: Max Giwa, Dania Pasquini / Int.: Charlotte Rampling, Nichola Burley, Richard Winsor
As mentiras têm perna curta!
A “brincadeira” desta fita de Raymound De Felitta (Two Family House) encontra-se nas mentiras e peripécias que cede se transformam num caos cómico sob a capa de um drama familiar. City Island apresenta-nos os Rizzos, uma família intrinsecamente afastada, o qual não partilham as suas inspirações e segredos. No centro desta família está Vince (Andy Garcia) um guarda prisional que descobre o seu filho perdido no estabelecimento em que trabalha, este o acolhe e leva-o para casa, mas esconde a sua identidade á sua família e a este. Do outro campo temos Joyce (Juliana Margulies), mulher de Vince, que pensa que o seu marido tem um caso amoroso, porém este frequenta aulas de representação. Vivian (Dominik Garcia-Lorido) convence os pais que é uma estudante universitária, mas esta foi expulsa e trabalha como uma stripper num bar nocturno e para finalizar, o membro mais novo dos Rizzos, Vinnie Jr. (Ezra Miller) tem um fetiche sexual que esconde de tudo e de todos. Como podem ver, City Island reúne uma intriga algo rebuscada, de uma certa veia cómica negra, mas que resulta numa peça hilariante e igualmente cativante e emocionante. Não apenas pelas peças da teia de mentiras se juntarem de forma simbiótica e o clímax ser mortífero, mas pelos actores serem convincentes e profissionais. Andy Garcia está de parabéns, mas por um lado é triste saber que o actor de The Godfather III e de Havana parece ser limitado ao mesmo estereotipo de personagem.
Real.: Raymound De Felitta / Int.: Andy Garcia, Julianna Margulies, Steven Strait, Emily Mortimer, Alan Arkin, Dominik Garcia-Lorido, Ezra Miller
Real.: Oliver Megaton / Int.: Zoe Saldana, Michael Vartan, Cliff Curtis
Filme – um filme sobre vingança e homicídios encomendados levado a cabo pela bela, mas mortífera Cataleya (Zoe Saldana). Oliver Megaton, o homem por detrás da adaptação de Hitman e o produtor Luc Besson invoca assim um frenético exercício de acção no feminino, com uma construção acentuada nas sequências de acção. Pode muito bem ser pobre em termos de historia, mas tem todos os ingredientes possíveis para nos deixar agarrados á sua intriga.
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Menus Interactivos
Índice de Cenas
Distribuidora – Zon Lusomundo
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Um Ano de Discurso do Rei
Foi um dos filmes mais inspiradores e belos do ano 2011, e o vencedor do Óscar, deixando para trás o grande rival The Social Network de David Fincher. Nunca a gaguez de um rei, neste caso o monarca George V, pai da rainha Isabel II de Inglaterra, foi tão falada e por Colin Firth nunca tão perto da perfeição (vencedor do Óscar de Melhor Actor). Tom Hopper que o afirmou que o drama sensação do ano conteve vários obstáculos na sua produção, entre eles o seu financiamento, o qual era negado por inúmeros estúdios que duvidavam da capacidade rentável da fita. The King’s Speech é um sensacional caso de inspiração que resultou num drama com um leque fenomenal de actores e ainda conseguiu arrecadar 400 milhões de dólares em todo o Mundo (para um dramalhão, o resultado está longe da mediocridade).
10 DVDs Essenciais de 2011
The Social Network (Edição de Colecionador)
Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2 (Edição Especial de Dois Discos)
Os 10 Melhores Posters do ano
Independente com quatro “M”!
Atormentada por dolorosas memórias, Martha (Elizabeth Olsen) tenta integrar-se na sua família após ter fugido de uma seita que acreditava na vida selvagem e independente do ser humana e com obvias dominações masculinas.
Eis uma das revelações que o cinema indie norte-americano nos ofereceu este ano, Martha Marcy May Marlene nos proporciona como um thriller porém com um registo narrativo digno do drama que nos celebra com um ambiente forte e atmosfericamente inseguro que contagiará de certo o espectador, mesmo que nada de extraordinário e precioso para a história decorra no grande ecrã.
A intriga envolve o tormento que combina o culto da emancipação do ser humano da era moderna como também um clara dominação do homem sobre a mulher, tudo isto em feito de alusão às alcateias, onde podemos até assistir á influencia do macho dominante ou alfa, interpretado por um sinistro John Hawkes. Todavia a grande revelação da fita de Sean Durkin é mesmo Elizabeth Olsen, a irmã mais nova das gémeas Olsen, e talvez a talentosa da família, que aqui presta serviço ao próprio ambiente em desempenhar uma personagem tão ao mais insegura que a atmosfera que transborda.
Contudo o espectador não consegue de todo demonstrar simpatia pela protagonista, mas quanto a este produto independente, a conversa é outra mesmo que este envolve mais mistérios do que aqueles que propriamente resolve. Interessante e bem interpretado!
Real.: Sean Durkin / Int.: Elizabeth Olsen, John Hawkes, Brady Corbet, Hugh Dancy
O Big em versão maiores de 16!
O tema de troca de corpos é quase um poço sem fundo em termos de ideias e utilização, principalmente no género de comédia, onde o qual este The Change-Up do realizador David Dobkin (The Wedding Crashers) não foge á regra. A premissa é simples; dois amigos inseparáveis de infância cujas vidas são diferentemente opostas, um é casado e pai de filhos o outro um solteirão sem responsabilidades e sem futuro á vista, que após uma noite de bebedeira e ter soado alto e em bom som a inveja pela vida de cada um, acordam no dia seguinte, bizarramente de corpo trocado. The Change-Up é uma comédia adulta, um quanto ordinária e ousada que consegue causar bons momentos de comédia, se não fosse também ser um projecto liderado por duas estrelas de talento no ramo (Jason Bateman e Ryan Reynolds) e um realizador habituado e experiente nestas andanças. Porém a ideia, que não é nova, torna-se previsível e com aquele sabor de déjà vu prolongado, mas o pior vêm mesmo depois, quando o estado de graça dá lugar a um drama moralista, fantasioso e por vezes lamechas. É um filme desequilibrado e insatisfatório da dupla de argumentistas Jon Lucas e Scott Moore (os autores do êxito de The Hangover). Por enquanto dá para piscar os olhos com a angelical e cada vez mais ascendente na indústria cinematográfica, Olivia Wilde.
Real.: David Dobkin / Int.: Jason Bateman, Ryan Reynolds, Olivia Wilde, Alan Arkin
Sexo com compromisso a final feliz!
Hollywood parece ter agora descoberto que afinal existe sexo sem compromissos e o ano 2011 tornou-se fértil em comédias que exploram essa temática, a começar por No Strings Attached de Ivan Reitman, que reuniu Natalie Portman e Ashton Kutcher, dois amigos que comprometem-se apenas para o sexo. O filme arrancou com uma própria crítica e ironia ao romance e todos os adereços envolto, mas depressa se tornou naquilo que sempre tentou fugir desde inicio, o mesmo erro que Friends With Benefits comete. Mascara-se de politicamente incorrecto e completamente contra a temática romântica, mas cedo cede aos seus pesadelos. Nesse termo a fita de Will Gluck se confunde a um cinismo quase alarmante, quando assistimos á uma última meia hora digna de qualquer fita domingueiras, onde o espectador fica á mercê das clichés desavenças e reconciliações do “pseudo-casal”. Mas nem tudo são más notícias; a dupla de protagonistas têm química, Mila Kunis possui presença, já Justin Timberlake as palavras são outras e ainda temos ao nosso dispor: Patricia Clarkson e Richard Jenkins a encher com algum talento o grande ecrã. Friends with Benefits não nos contagia com a sua suposta irreverência, tudo se resume a uma comédia romântica comum servida com os mais variados lugares-comuns. Não é mau de todo, mas é esquecível o suficiente. Falta alguma “pimenta” para os lados de Hollywood!
Real.: Will Gluck / Int.: Justin Timberlake, Mila Kunis, Patricia Clarkson, Richard Jenkins
Happy Feet versão 1.5!
Jim Carrey enfrentou nos anos 90 o seu boom artístico, onde o actor automaticamente ficou na lista dos mais requisitados para o género de comédia, porém no novo milénio a sua carreira enfrenta alguns altos e baixos, entre os quais o vaivém de géneros que fazia dele um actor mais completo mas que comercialmente se tornou um desperdício. É difícil ao grande público imaginar Carrey, o ex-Mascara ou Ace Ventura a recorrer a dramas (The Majestic de Frank Darabont), ficção científica (Eternal Sunshine of the Spotless Mind de Michel Gondry) e até mesmo o thriller (The Number 23 de Joel Schumacher), devido a imensas experiências filmograficas, Carrey perdeu o seu brilho no seio do p
úblico e mesmo o seu retorno á comédia, género o qual sempre esteve anexado, os resultados foram aquém das expectativas (Fun with Dick and Jane, I Love You Phillip Morris) e este Mr. Popper’s Penguins segue o mesmo caminho. As aves inaptas para o voo mais amadas do cinema são agora as co-protagonistas desta fita da autoria de Mark Waters (Mean Girls), Jim Carrey interpreta assim um homem de negócios frio, viciado no trabalho, divorciado e sem tempo para os filhos, um claro estereótipo do filme familiar, que encontra num bando de pinguins a sua redenção e a sua estima pelos outros. Sendo que os momentos mais divertidos sejam mesmo os quais os pinguins surgem sem auxilio de qualquer actor, Carrey parece desgovernado e sem carisma para uma fita com inverosimilhanças quase fantasiosas. O resto do filme é previsibilidade e bocejo, mas o grande medo é o futuro incerto que espera para o actor de The Cable Guy.
Real.: Mark Waters / Int.: Jim Carrey, Carla Gugino, Ophelia Lovibond
E assim são revelados os nomeados para a gala de prémios mais esperados para o cinema, os Óscares, onde surpresas e outras não se fizeram sentir. Com principal destaque para Hugo, o novo de Scorsese e o muito celebrado The Artist de Michel Hazanavicius, os dois filmes que arrecadaram mais nomeações (11 e 10 nomeações respectivamente) e curiosamente uma rivalidade entre o 3D e o cinema mudo e bicolor.
Melhor Filme
Extremely Loud & Incredibly Close
Hugo
Midnight in Paris
Moneyball
The Artist
The Descendants
The Help
The Tree of Life
War Horse
Melhor Realizador
Alexander Payne (The Descendants)
Martin Scorsese (Hugo)
Michel Hazanavicius (The Artist)
Terrence Malick (The Tree of Life)
Woody Allen (Midnight in Paris)
Melhor Actor Principal
Brad Pitt (Moneyball)
Demián Bichir (A Better Life)
Gary Oldman (Tinker Tailor Soldier Spy)
George Clooney (The Descendants)
Jean Dujardin (The Artist)
Melhor Actriz Principal
Glenn Close (Albert Nobbs)
Viola Davis em (The Help)
Rooney Mara (The Girl with the Dragon Tattoo)
Meryl Streep (The Iron Lady)
Michelle Williams (My Week with Marilyn)
Melhor Actor Secundário
Kenneth Branagh (My Week With Marilyn)
Jonah Hill (Moneyball)
Nick Nolte (Warrior)
Christopher Plummer (Beginners)
Max von Sydow (Extremely Loud & Incredibly Close)
Melhor Actriz Secundária
Bérénice Bejo (The Artist)
Jessica Chastain (The Help)
Melissa McCarthy (Bridesmaids)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Octavia Spencer (The Help)
Melhor argumento Adaptado
The Descendants
Hugo
The Ides of March
Moneyball
Tinker Tailor Soldier Spy
Melhor Argumento Original
The Artist
Bridesmaid
Margin Call
Midnight in Paris
A Separation
Melhor Filme Estrangeiro
Bullhead (Bélgica)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polónia)
Monsieur Lazhar (Canadá)
A Separation (Irão)
Melhor Filme de Animação
A Cat in Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2
Rango
Puss in Boots
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