Real.: Chris Gorak / Int.: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Max Minghella
Filme – A Terra é novamente invadida por extraterrestres, mas desta vez são seres electromagnéticos invisíveis que logo indicam poupanças no orçamento. The Darkest Hour é um festim de lugares-comuns, de personagens ocas e sem relevância e sequências de destruição que são um bocejo. Filme produzido por Timur Bekmambetov (Wanted).
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Distribuidora - PRIS Audioviduais, SA
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Real.: Andrew Stanton, Lee Unkrich / Int.: Albert Brooks, Ellen DeGeneres, Alexander Gould / Ano.: 2003
O que é? Tudo começa quando o jovem Nemo, um peixe palhaço, é levado para longe do seu recife de coral. O seu pai, Marlin (voz de Albert Brooks) segue numa exaustiva jornada em conjunto com Doris, uma peixe com problemas de memória e com a voz de Ellen DeGeneres, em busca do seu filho, nem que isso indique seguir aos confins do Oceano.
Porquê? Um dos enormes sucessos do estúdio, tendo rendido cerca de 867 milhões de dólares em todo o mundo (o relançamento em 3D estará para breve), Finding Nemo é também um dos pilares da Pixar (em conjunto com Wall-E e a trilogia Toy Story), um dos projectos mais famosos e amados. Vencedor de um Óscar de Melhor Filme de Animação, a irmandade pelo peixe perdido é de uma qualidade técnica e visual irrepreensível e esplendida, conseguindo de alguma forma captar a riqueza do biótopo dos recifes de coral. Para além disso tudo é uma ternurenta história de amor entre pai e filho, algo que apenas a Disney consegue representar na sua mais gloriosa forma.
Alternativas: a magia de Finding Nemo é difícil ser comparada, nenhuma outra produção animada ambientada vastidão dos oceanos consegue aproximar á sua riqueza visual, veja-se os exemplos de Shark Tale (2004) da Dreamworks e a sua cópia sem chama, Shark Bait (2006). Porém é o dinamarquês Help! I’m a Fish (2000) de Stefan Fjeldmark, Michael Hegner que se encontra entre as mais interessantes incursões animadas aquáticas.
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Sendo um veterano na sua arte, Ridley Scott é um dos incontornáveis realizadores do cinema industrial norte-americano, tendo as características de variado, capaz de arrancar aos seus actores grandes perfomances, cenários de cortar a respiração e produções de difícil parto mas que resultam mas em obras pomposas e belas. Tudo indica que o ano 2012 será um dos seus melhores anos (esperemos que sim), sendo que a prequela de Alien, Prometheus com Charlize Theron, Noomi Rapace e Michael Fassbender, está a criar imensas expectativas, sendo um dos filmes mais esperados dos anos. Visto isso, decidi elaborar um Top 10 dos melhores filmes deste nome conhecido do cinema mundial.
#10 Black Hawk Down (2002)
Cinema bélico colectivo com este Black Hawk Down, que com uma banda sonora dirigida por Hans Zimmer relata sem fadiga os incidentes de 3 de Outubro de 1993 na Guerra da Somália, quando dois helicópteros Black Hawk americanos são abatidos, dispondo os soldados numa longa luta pela sobrevivência na cidade hostil de Mogadíscio. Sob o pretexto de não deixar nenhum homem atrás, Ridley Scott consegue um visualmente e sonoramente arrebatador filme-homenagem ao 11 de Setembro, numa altura em que o cinema de Hollywood perde a inocência patriota e inicia a sua face de fragilidades.
#09 The Duelist (1977)
A primeira longa-metragem de Ridley Scott, como também é uma das suas obras menos conhecidas, porém é a fita que exibe algumas das melhores qualidades do autor. Um épico da idade Napoleónica sobre dois oficiais franceses que se insultam e que resolvem as suas diferenças num longo duelo. Baseado numa história de Joseph Conrad (Apocalypse Now, Gabrielle), The Duelist contém excelentes desempenhos de Keith Carradine, Harvey Keitel e Albert Finney.
#08 Body of Lies (2008)
“Não confies em ninguém”, conselho que o agente da CIA, Roger Ferris (Leonardo DiCaprio), poderia ter seguido a fim de completar com êxito a sua arriscada missão na Jordânia. Uma reunião de um leque de grandes actores; DiCaprio, Russell Crowe e Mark Strong e uma intriga que relembra as clássicas fitas de espionagem com aquele toque pós-11 de Setembro, fazem deste The Body of Lies um thriller habilidoso e excepcional na filmografia de Scott.
#07 Matchstick Men (2003)
A história de dois burlões e de uma rapariga de catorze anos que aclama ser filha de um deles se resume a um dos filmes mais interessantes porém menos rentáveis de Ridley Scott. Tendo Nicolas Cage e Sam Rockwell em dois desempenhos eficazes e a surpresa de Alison Lohman, que a partir daí destacou-se em Drag me to Hell de Sam Raimi, Matchstick Men, que por cá recebeu o titulo de Amigos do Alheio é das poucas vezes que o autor requisitou a comédia burlesca quase digna dos irmãos Coen. Eficaz e bem escrito.
#06 American Gangster (2007)
Ridley Scott explora o cinema de máfia com este retrato esquemático de Frank Lucas, um dos mais famosos mafiosos de Harlem, contado com a maravilhosa dupla de actores; Washington / Crowe. Foi um êxito considerável de bilheteira mesmo que a crítica o considere num filme morno dentro da filmografia do realizador, mas como obra é um dos melhores exemplos do género dos últimos anos.
#05 Hannibal (2001)
Hannibal Lecter é um dos psicopatas reis da cinematografia, adaptado de um conto de Thomas Harris, Michael Mann trouxe pela primeira vez ao cinema em 1986, com Brian Cox a vestir a pele do temido “animal”. Contudo o filme não teve qualquer impacto, o que passado cinco anos, Jonathan Demme elabora uma das mais perfeitas variações do cinema psicopata com The Silence of the Lamb, o que arrecadou cinco Óscares, entre eles, o de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz Principal (Jodie Foster), Melhor Actor Principal (Anthony Hopkins) e de Melhor Argumento Adaptado. Graças ao sucesso da fita, a ideia de uma sequela era demasiado arriscada, mas tal tarefa foi cumprida pelas mãos de Scott que elevou e centrou a trama na sua totalidade na relação pseudo-amorosa entre Clarice Starling e o nosso psicopata de “estimação” Hannibal Lecter. Com alguns toques do thriller mais sofisticado e pitadinhas de um gore sofisticado e eficaz, Hannibal, sendo esse o título da fita, está entre os mais bem-sucedidos da carreira do autor. Pena que Julianne Moore não tem o mesmo estofo que Foster no mesmo papel, mas não se pode ter tudo.
#4 Thelma & Louise (1992)
Dentro do cinema, Thelma & Louise é uma espécie de símbolo da emancipação feminina. Sabendo que o cinema é fraco na concepção das personagens femininas, tudo porque as reduz a simples estereótipos, Ridley Scott consegue o mérito de esquivar tal anormalidade com este road-trip disfarçado de libertador drama. Venceu o Óscar de Melhor Argumento Original e lançou as carreiras de Susan Sarandon e Brad Pitt, quanto a Geena Davis, bem, a culpa cai obviamente numa ilha com cabeças cortadas.
#3 Gladiator (2000)
Para muita gente, mas mesmo muita, este é o seu filme preferido. Aquele épico que tantos adoram de ver e rever que fazem o mais insensível espectador chorar no final ou vibrar com as cenas de batalha. Pois bem, Gladiator é acima de tudo um espectáculo vivo o qual Ridley Scott sentiu-se inspirado quer na concepção dos cenários quer na concepção dos seus personagens, quem nunca esqueceu de Maximus (Russell Crowe) ou Comodo (Joaquim Phoenix). Vencedor do Óscar de Melhor Filme, um dos marcos técnicos da história do cinema e a oportunidade de ver um Ridley Scott nunca visto, tentou reproduzir o mesmo impacto cinco anos depois com o desvalorizado The Kingdom of Heaven com Orlando Bloom no principal papel.
#02 Alien (1979)
“In Space no one can hear you scream”, a tagline que marcou gerações e continua a motivar multidões, Ridley Scott criou aqui o início de um dos franchisings mais lucrativos da história do cinema, Alien. Com uma premissa simples, cheio de suspense digno dos verdadeiros mestres e uma temática derivada de qualquer conto de Agatha Christie, Alien continua a ser uma das fitas mais aterradoras de sempre, equilibrando entre o terror e a ficção científica credível e sem espalhafatos dos habituais space operas como Star Wars ou Star Trek. O êxito de culto originou três sequelas, sendo uma delas dirigida pelo milionário James Cameron, e ainda dois crossovers com Predator de John McTiernan. O filme que pôs Ridley Scott no mapa.
#01 Blade Runner (1982)
Indiscutivelmente o filme que permanece como um marco na carreira de Ridley Scott é este Blade Runner – Perigo Iminente, também ela obra de ficção científico, baseado no conto de Phillip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep? (1968). Foi talvez no momento o filme mais trabalhoso de Scott, o mau ambiente atingiu toda a sua época de produção e o resultado na sua data de estreia foi de um fiasco comercial incompreendido pelos críticos, sendo que foram precisos dez anos para ser finalmente considerado uma obra-prima e graças a um director’s cut que apareceu em 1992, conseguiu finalmente agradar público e critica. Ao contrário de space opera como Star Wars ou Star Trek, Blade Runner é calmo, negro, inteligente e influenciado pelo neo-noir, tendo mais em comum com Alien por exemplo que as referidas obras anteriores. Protagonizado por Harrison Ford, acolhendo a melhor prestação de Rutger Hauer no grande ecrã (fantasmagórico), uma banda sonora dirigida por Vangelis e cenários brutais de uma Los Angeles de 2019, eis uma das maiores obras de ficção científica de sempre, um marco para o autor e para o cinema em geral.
Outras menções honrosas – Black Rain (1989), Someone to Watch Over Me (1987), White Squall (1996), A Good Year (2006), Robin Hood (2010)
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Real.: Brett Ratner / Int.: Ben Stiller, Eddie Murphy, Matthew Broderick
Filme – Do realizador de Rush Hour e Red Dragon chega-nos uma comédia que satiriza os filmes de golpe (os chamados heist movies) porém nunca perder o fio condutor do argumento, querendo dizer com isto que Tower Heist não trata o espectador de estupido. Mesmo não sendo uma fita perfeita, existem algumas interpretações abaixo de forma, a nova obra de Brett Ratner é divertido o quanto baste.
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Inglês Dolby Digital 5.1
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Final Alternativo: 15 Meses Depois
Final Alternativo: O Bar de Lester
Cenas Cortadas / Alternativas
Cenas Divertidas
Comentário do Filme
Distribuidora – Universal Home Video
Chris Butler, supervisionador de Corpse Bride e Coraline, prepara para tomar rédeas na realização em conjunto com Sam Felt (Flushed Away) na nova animação stop-frame do ano, Paranorman, aquilo que se apelida de um conto de terror para crianças. A história centra-se num miúdo invulgar, Norman (com voz de Kodi Smith-McPhee, Let Me In), que consegue falar com os mortos, que tem a árdua tarefa de salvar a sua cidade da invasão de mortos-vivos. Buscando a sua inspiração dos filmes de George A. Romero, Paranorman, o novo projecto da Laika Inc, que nos ofereceu em 2008 o esplendido gótico Coraline, foi uma obra que esperou 12 anos para ser feita e que irá estrear entre no nosso país no dia 13 de Setembro de 2012. Será Paranorman um dos candidatos ao Óscar de Melhor Animação? Por enquanto esperamos algo da mesma qualidade de Coraline.
Morreu aquele que talvez foi um dos maiores artistas que o nosso país já conheceu, o pianista, compositor e fotografo Bernardo Sassetti, que faleceu na passada Quinta-Feira, dia 10 de Maio, depois de ter caído de uma falésia no Guincho, na zona de Cascais. As partituras de Sassetti receberam reconhecimento não só apenas no nosso país como também no resto do Mundo, e em particular atenção no cinema. Entre as obras cinematográficas mais conhecidas que receberam a sua música, está o internacional The Talented Mr. Ripley de Anthony Minghella e em terras de Camões, Alice de Marco Martins é a sua obra-prima. Tinha apenas 41 anos, era bisneto do anterior Presidente da Republica, Sidónio Pais, encontrava-se casado com a actriz Beatriz Batarda e tinha duas filhas, contudo a sua música ficará para sempre imortalizada na nossa História.
Bernardo Sassetti (1970 – 2012)
Real.: João Canijo / Int.: Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida
Filme – O filme português sensação do ano 2011, a nova obra de João Canijo (Noite Escura, Mal Nascida) é um ensaio bem filmado e bem interpretado sobre o quotidiano português no limiar da pobreza quer social ou financeira. Demorou três anos a ser feito e o resultado é uma das mais ímpares obras cinematográficas da nossa filmografia. Esta edição inclui duas versões (versão normal com 140 minutos e a integral com 190).
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LEGENDAS
Inglês
Português
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EXTRAS
As Senhoras do Padre Cruz
Teaser
Trailer
Cartaz
Fotografias
Filmografia João Canijo
Documentário – Trabalho de Actriz, Trabalho de Actor
Distribuidora – Midas Filmes
A Liga dos Indivíduos Extraordinários!
Eis que estreia finalmente aquele que é o projecto de sonho da Marvel Studios, e verdade seja dita, os últimos filmes baseado nas suas bandas desenhadas tem existido muito devido á iniciativa The Avengers, servindo de arranque ou despacho para introdução das suas personagens. Por isso é que notamos que as recentes incursões do universo da Marvel: Iron Man 2, Thor, Captain America têm sido prejudicados por essa ambição capitalista, obviamente de um sucesso automático, como tem vindo a ser confirmado segundo as noticias por esse mundo fora, revelando a nova fita de Joss Whedon (criador das séries Buffy e Firefly, como também da longa-metragem Serenity) num recordista de box-office. Mas o que dizer da obra que tanto foi antecipada pelo estúdio como a aposta forte desde então, e o mais espectacular filme de super-heróis que o cinema já viu?
A manobra inteligente da Marvel em saltar às introduções dos seus personagens estrelares, sendo que os spin-offs já antecederam tal factor, faz com que The Avengers seja uma obra propositada directamente para o climax, ao espectáculo visual e sonoro, aos efeitos visuais e as sequências de acção de fazer corar qualquer videojogo já alguma vez feito. Isto sim é um filme para massas, e disso ninguém nega. Baseado numa banda desenhada de 1963 criada por Stan Lee, The Avengers: The Mightest Heroes of Earth, como resposta ao sucesso da rival DC Comics: Justice League, a nova fita de Joss Whedon tenta de certa forma construir uma linha fiel com a sua matéria-prima, ao mesmo tempo que pretende ser algo mais do que apenas entretenimento inconsequente, introduzindo no seu argumento um ou dois palavrões científicos que iludem alguma inteligência numa premissa que supostamente se resume “when a bad guy try to take the world”.
Todavia é verdade que todos aqueles que esperaram atenciosamente por este megalómano blockbuster não sairão fraudados da sala de cinema, e mesmo sob o seu gene mais comercial, The Avengers consegue preservar algum cuidado e profissionalismo notáveis. O elenco que teve árdua tarefa de partilhar devidamente os seus “spotlights”, conseguem encontrar os seus momentos chaves, porém nesta guerra de protagonismo, Robert Downey Jr. (Iron Man) e a recente aquisição Mark Ruffalo (Bruce Banner / Hulk) saem a ganhar. Este último, sendo o terceiro actor a interpretar o anti-herói verde de raiva (precedido por Eric Bana e Edward Norton) tem a perícia que captar um Bruce Banner mais fiel á BD, enquanto o seu Hulk tem sido palco de elogios pelas suas elaboradas e espectaculares sequências de acção. Enquanto isso Chris Evans como Capitão América parece reduzido por vezes a uma caricatura (sendo este o medo inicial do seu filme-solo) e Scarlett Johansson não convence na frieza quase esquizofrénica da sua personagem, contudo Samuel L. Jackson tem carisma suficiente para dar e vender, Clark Gregg destaca-se, Jeremy Renner encontra-se “bad-ass”, mas é o actor Tom Hiddlestone como vilão Loki que cativa, nesta obra a sua personagem demonstra supremacia mental sobre o seu irmão / herói Thor (interpretado por Chris Hemsworth).
A batalha final de The Avengers, o auge do climax, tem um aspecto por sim bastante dispendiosa, sendo que os estúdios não olharam a meios de reconstruir uma das mais espectaculares sequências de acção de que há memoria. Existe de tudo aqui, desde humor, destruição a rolos, explosões e a mítica frase “Hulk Smash”, é que o nosso gigante verde torna-se num poeta face a este cenário semi-apocaliptico. Só por esta sequencia que faz vibrar todo uma sala de cinema, Transformers : Dark of the Moon de Michael Bay em comparação com isto é quase um Noddy. No final as luzes se ligam e os créditos finais surgem, um dos filmes mais esperados do ano dá por cima terminado e ao sair da sala de projecção senti satisfação ao ver que The Avengers não se resumiu a uma trapalhice estrelar, mas fiquei com a sensação de que acabei de sair de um “restaurante” de fast-food, satisfaz por momentos mas não nos enche completamente.
A fita de Joss Whedon não possui a maturidade de um The Dark Knight de Christopher Nolan ou de um Spider-Man 2 de Sam Raimi, é um filme de super-heróis com uma qualidade de espectacularidade elevada e por vezes divertido na sua distribuição de comédia, mas tudo limitado aos parâmetros normais das obras deste género. Um exercício de pirotecnia e “arrebenta-paredes” que de facto liderará multidões.
“We have a Hulk.”
Real.: Joss Whedon / Int.: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Clark Gregg, Stellan Skarsgård, Gwyneth Paltrow, Paul Bettany
O Melhor – Um filme visualmente espectacular e admito, divertido
O Pior – a verdade seja dita, surpreende a nível técnico, mas não intrinsecamente
Recomendações – The League of Extraordinary Gentlemen (2003), Iron Man (2008), Thor (2011)
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Solidão e desejo!
Laura (Alexandra Lencastre) é uma pivô do telejornal e José Maria (Rogério Samora) é um corrector de bolsa, ambos residem no mesmo condomínio fechado, porém suas vidas nunca se cruzaram directamente. Todavia ele a vigia á distância, espiando todos os seus movimentos sem ela saber, suas vidas porém finalmente encontrar-se quando esta o propõe como convidado do seu programa de televisão. A partir daí um amor nasce entre ambos que confunde irredutivelmente com desejo e luxuria ou serão apenas dois seres sós que finalmente encontram um motivo de reencontrar o amor.
Lá Fora é a obra de Fernando Lopes (falecido recentemente) com argumento do crítico de cinema, João Lopes, que tenta abordar de certa forma a solidão e o reencontro dos corpos através de um conjunto quase obsessivo de imagens e diálogos profundos e belamente tristes. Ao “cair” neste mundo de peões aprisionados entre os desejos intrínsecos acorrentados e a ausência no contínuo de vida, o espectador se confronta com uma fotografia quase abstracta e surreal do nosso quotidiano. Onde cada palavra nos diálogos (e monólogos) tem objectivo de ser, onde o realizador constrói um romance quase burlesco e caricato, invocado o velho mito da “primeira vista”, romance, esse apenas descrito no exercício de monomania e nas frases quase poética com igual espiritualidade e inspiração á obra de vida de Bocage e Fernando Pessoa.
Por entre as imagens que soam como tabuleiro de xadrez no reencontro dos seus personagens, Lá Fora poderá cair na ambição artística para muitos espectadores, sabendo que se trata de um filme com as expressões do autor que o dirige, do que propriamente prazer fictício para as grandes massas. Contudo Lá Fora contém excelentes desempenhos por parte de Rogério Samora (incrivelmente versátil nos seus monólogos), Alexandre Lencastre a fazer de uma frágil pseudo-femme fatale (novamente a trabalho com Samora e Lopes após O Delfim de 2001), Maria João Abreu, Miguel Guilherme e a expressiva Ana Zanatti e torna-se numa delícia técnica, o qual a banda sonora se faz sentir como eco nos planos magistrais de Lopes invocam o mise-en-scené. Um objecto admirável no cinema português, longe do formato telefilme, onde mais uma vez o realizador volta a compor enigmáticas personagens marcadas pela solidão.
“Laura, a crueldade existe, adorei a sua”
Real.: Fernando Lopes / Int.: Alexandra Lencastre, Rogério Samora, Miguel Guilherme, Maria João Abreu, Ana Zanatti, Joaquim Leitão, Suzana Borges, Rui Morisson
O Melhor – Fernando Lopes retrata a solidão como algo carnal e estilisticamente belo
O Pior – o romance pode soar caricato e rebolesco
Recomendações – O Delfim (2001), 98 Octanas (2006), The Lovebirds (2007)
Real.: Guy Ritchie / Int.: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace
Filme – O segundo filme da reinvenção de um dos célebres personagens do autor Arthur Conan Doyle por Guy Ritchie, Sherlock Holmes, tece uma conspiração á escala global e transforma o detective privado mais famoso do mundo numa espécie de embrião de James Bond. Game of Shadows perde todas as ligações com o legado de Doyle, mas o converte num herói de acção que os mais inconsequentes espectadores vibrarão, aliás quem não resiste ao sarcasmo carismático de Downey Jr..
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EXTRAS
Sherlock Holmes e Dr. Watson: a química perfeita
O malévolo plano de Moriarty revelado
Perspectiva de Holmes sobre esteróides
Distribuidora – Zon Lusomundo
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Sherlock Holmes – Game of Shadows (2011)
A sorte segue os audazes!
Qual a probabilidade de calhar um Ás de espada num baralho de cartas? Um em 54. E de conseguir dois seis em um lançamento de dois dados? Um em 12. E de sobreviver a um acidente de avião? Um em milhão. A sorte para muitos é definida como um mero acaso, uma casualidade, e interpretada para outros através de probabilidades, porém Juan Carlos Fresnadillo o retrata como um dom, algo adquirido e com uma aura quase sobrenatural neste thriller de nome Intacto.
Segundo a obra, acredita-se que existem imensos sujeitos por todo o globo com atributos especiais, os sortudos, que absorvem a sorte dos outros através do toque. Vulgares para muitos, mas beneficiados pelos variados atributos casuais, esta classe de indivíduos se confrontam um contra aos outros em rituais e jogos, onde a aposta mais alta é a sorte dos outros.
Produção espanhola que tem como grande aptidão o seu argumento que quase bebe da mesma água dos filmes de suspense de M. Night Shyamalan ou de David Fincher, conseguido por vezes e com êxito, mimetizar tais ambientes. Fresnadillo aborda o tema da sorte / azar de uma forma próxima da hiperfísica, todavia sempre credível para os olhos dos espectadores, enquanto isso tem a seu dispor um elenco profissional e competente (destaque para Eusebio Poncela e o actor convidado Max Von Sydow) que conduz uma intriga sedutora, mas por vezes prejudicada pelo excesso de ambição que não consegue vingar no total face a este exercício, que sublinho interessante.
Enigmático e hipnotizante por vezes, Intacto é um thriller europeu que concebe originalidade, classe e profissionalismo na sua elaboração. Uma proposta interessante a não perder. Apresentado e elogiado em festivais de tamanha importância como Cannes, Sundance, Toronto e Fantasporto.
Real.: Juan Carlos Fresnadillo / Int.: Eusebio Poncela, Leonardo Sbaraglia, Monica Lopez, Antonio Dechent, Max Von Sydow
O Melhor – A ideia de um filme misterioso e criativo
O Pior – igual a muitas produções deste género, mais conceito e pouca expressão nele.
Recomendações – Panic Room (2002), Se7en (1995), 13 Tzameti (2005)
Catherine Zeta-Jones (The Mask of Zorro) e Byung-Hun Lee (G.I. Joe) irão se juntar ao elenco da sequela do filme de 2010, RED de Robert Schwentke. A fita original da Lionsgate conseguiu render mais de 200 milhões de dólares de todo o Mundo e se tornou num verdadeiro êxito de aluguer, devido a tais evidentes factores, a sequela já recebeu luz verde e será dirigida por Dean Parisot (Fun With Dick and Jane) e novamente escrito por Erich e Jon Hoeber. Os actores Bruce Willis, Helen Mirren, John Malkovich e Morgan Freeman regressarão aos seus anteriores papéis.
Real.: Chris Miller / Int.: Antonio Banderas, Salma Hayek, Zach Galifianakis
Filme – Eis a emancipação de uma das personagens secundarias do universo de Shrek, O Gato das Botas (voz de Antonio Banderas), que protagoniza um spin-off livremente baseado em westerns (com toques de Desperado) e do conto infantil “João e o Pé de Feijão”. Trata-se de uma animação divertida, rica em referências tal como os estúdios da Dreamworks nos tem habituado, visualmente impressionante, com personagens cativantes e até mesmo ternurento. Uma aventura para todas as idades.
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Par perfeito: As vozes por detrás da lenda
Cenas cortadas
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O mundo da Dreamworks Animation
Distribuidora – Zon Lusomundo
Ver também
O realizador Ruben Fleischer larga os zombies do seu êxito Zombieland e prepara para “mergulhar” no submundo do crime organizado da década 40 e 50 com Gangster Squad. Um policial ambientado numa Los Angeles negra, abalada pelas imensas gangues de criminosos e a corrupção que se fazia sentir no Departamento da Policia de Los Angeles. O realizador junta aqui um elenco de luxo integrado por Ryan Gosling (Drive, The Notebook), Sean Penn (Milk, Mystic River), Josh Brolin (No Country For Old Men), Emma Stone (Zombieland), Giovanni Ribisi (Avatar), Mireille Enos (da série The Killing), Nick Nolte (Hulk, Warrior), Anthony Mackie (The Hurt Locker), Robert Patrick (The Terminator 2 –The Judgement Day), Michael Peña (Crash, The Tower), Frank Grillo (Warrior, The Grey) e Josh Pence (Battleship, The Social Network). Gangster Squad ainda não tem data de estreia.
A juventude eterna!
Considerado por muitos, uma das maiores obras-primas da literatura inglesa, o filosófico Dorian Gray de Oscar Wilde, publicado em 1891, alimentou a insaciante fome do ser humano em busca da juventude eterna e a busca dos confins do prazer. A história decorre numa Londres Vitoriana onde somos introduzidos á personagem de Dorian Gray, um herdeiro de uma vasta fortuna que ainda preserva uma das maiores riquezas de sempre, segundo o seu amigo Henry Wotton, a juventude e beleza que ainda preserva no seu corpo. Porém, consciente de que esses factores possuem um prazo limitado no relógio biológico, Gray decide pactuar a sua alma em troca desse perseguido sonho. O resultado é uma perfeição estética imaculada, enquanto o seu retrato pintado envelhece a olhos vistos. De aparência jovem, mas de alma madura, com o passar dos anos, Dorian Gray apercebe que o curto prazo é o que torna mocidade especial, e visto não conseguir envelhecer o nobre cavalheiro mentaliza-se dos seus erros, dos seus pecados e procura redenção mesmo “dissipado” com tal maldição.
A enésima adaptação do tão amado livro de Wilde por Oliver Parker se revela instantaneamente num academismo constrangedor. O realizador dirige um elenco frouxo (excepto Colin Firth que consegue elaborar carisma num personagem tão malfazejo) e os estampa num enredo primário que dá mais importância ao visual e os artifícios cénicos, esquecendo da riqueza intrínseca de tal romance. Ben Barnes (conhecido como o Príncipe Caspian na saga The Chronicles of Narnia) foi o erro de casting na escolha para o papel de Gray, carenciado madureza artística e no falhando no retrato da evolução intrínseca da sua personagem, dito isto o resultado é um protagonista esquizofrénico, mortiço e sem garra. E Rebecca Hall que supostamente poderia desempenhar uma personagem chave no desenrolar desta história, é reduzida a segundo plano quase figurativo.
Dorian Gray de Oliver Parker consegue de certa forma ser um filme descaradamente oportunista, focando quase inteiramente a saga do protagonista em jogos pecaminosos e de excessos e reduzindo todo um romance esplendido a um ensaio de terror vulgarizado. Limitado a isto, devo aconselhar aos apreciadores da obra de Oscar Wilde a manterem-se afastados o quanto antes desta pseudo-filosofia cinematográfica. E para o apreciador de filmes, Fica-se pelas atribuições técnicas: fotografia, banda sonora, cenários e guarda-roupa e pela visão do que este material se poderia tornar em outras mãos e em outro destino.
“No civilized man regrets a pleasure”
Real.: Oliver Parker / Int.: Ben Barnes, Colin Firth, Rebecca Hall, Rachel Hurd-Wood, Emilia Fox, Fiona Shaw, Ben Chaplin
O Melhor – Colin Firth e os valores técnicos e visuais
O Pior – como conseguiram arruinar um grande romance?
Recomendações – The League of Extraordinary Gentlemen (2003), The Picture of Dorian Gray (1945), Limitless (2011)
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