Data
Título
Take
25.2.18

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Urso de Ouro

Touch Me Not

 

Melhor Ator

Anthony Bajon (Le Prière)

 

Melhor Atriz

Ana Brum (Las Herederas)

 

Melhor Realização

Wes Anderson (Isle of Dogs)

 

Prémio Alfred Bauer

Las Herederas

 

Prémio do Júri

Mug

 

Contribuição Artística

Dovlatov

 

Argumento

Museo

 

Panorama

Prémio de Público

1º Profile

2º Styx

3º L’Animale

 

Panorama Dokumente

1º The Silence of Others

2º Partisan

3º O Processo

 

Prémio Júri Independente

In the Ailes

Menção Especial

Utøya 22. Juli

Panorama

Styx

Fórum

Teatro de Guerra

 

FIPRESCI

Competição Oficial

Las Herederas

Panorama

River’s Edge

Forum

An Elephant Sitting Still

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:37
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22.2.18

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A relevância de ser pequeno!

 

Se os recursos naturais do Planeta são incapazes de satisfazerem as necessidades da sobrepopulação humana, a única solução (sem a cedência ao radicalismo) é encolher-nos. E são estas miniaturas humanas que servirão de enfoque para uma variação do género de ficção cientifica, prestes a abandonar a sua coerência exata em prol da difusão da mensagem ecológica, que por mais urgente que seja, é sempre transposta sob a capa propagandista.

 

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Mas se iriamos encontrar um reflexo da nossa presença enquanto seres destruidores e de apetite voraz aos recursos providos da Mãe Natureza, Downsizing vira o jogo numa tendência de encontrar no seu seio uma mensagem relevante. Pois, este é um filme em constante procura pela sua importância. Sob tamanha ambição, um inacreditavelmente anónimo Alexander Payne converte-se num incansável malabarista. O arranque é óbvio, a mensagem ecológica que depressa perde a sua pertinência (vá esta entrar nos vértices políticas da agenda de Al Gore). Assim, o filme engrena-se numa propaganda social sem espinhas e sem reflexões para mais. Depois, o romance toma o seu lugar, servido como resposta óbvia para todos os fins. Mais uma vez, não há aí relevância, e é então que seguimos aos campos de autoajuda emocional e sobretudo espiritual.

 

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Ou seja, tanto malabarismo e o resultado é tudo menos meritoso. Aliás, Downsizing, apesar das promessas, comporta-se como um espécimen insignificante. Nada disto interessa, nenhuma das personagens merece a nossa preocupação, compaixão (as causas de Matt Damon são mais patéticas que inspiradas) e o previsível fim da Humanidade carece da agressividade fomentada pela sua própria ambição. Abel Ferrara conseguiu destrui-la após as chegadas dos ponteiros aos 4:44, aqui, Payne procrastina essa vontade, suplicando pela clemência da audiência para a sua utopia/distopia.

 

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Pena? Poderemos sentir em relação a Payne, completamente reduzido a um tarefeiro, despindo o seu cinismo para vestir a maior falsidade de todas. Nada contra mensagens ecológicas, mas em Cinema tudo torna-se vago e redundante e este filme é tudo isso num só pacote.

 

“When you know death comes soon, you look around things more close.”

 

Real.: Alexander Payne / Int.: Matt Damon, Christoph Waltz, Hong Chau, Kristen Wiig, Udo Kier, Jason Sudeikis, Rolf Lassgård

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3/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:32
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Joss Whedon está fora de Batgirl, a agendada produção que teria como protagonista a célebre sidekick do Batman. Em declaração ao The Hollywood Reporter, o realizador que esteve por detrás dos dois primeiros The Avengers: Os Vingadores e nos reshoots de Justice League, justificou que a saída foi motivada por não conseguir encontrar uma história que se enquadre:

 

'Batgirl' é um projeto muito animador, e a Warner como a DC são parceiros bastante colaborativos, que me levaram meses para perceber que eu não tinha uma história. Estou grato pelo facto de Geoff [Johns, presidente da DC] e Toby [Emmerich, presidente da Warners Picture Group] e a todos por terem me recebido tão bem quando cheguei, e que foram tão compreensivos quando eu... existe alguma palavra mais sexy para 'falhei'?"

 

Whedon iria assumir, para além de realizador, os cargos de argumentista e de produtor. O projecto encontra-se de momento no “limbo”.

 

Batgirl surgiu pela primeira vez na DC Comics em 1967 como Barbara Gordon, a filha do comissário de polícia de Gotham City, James Gordon, em "The Million Dollar Debut de Batgirl!".

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:18
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19.2.18

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Cabo-Verde continua presente no coração de Pedro Costa, e é nestas constantes transações entre o continente e o arquipélago que se assume a tour-de-force da sua filmografia presente.

 

 

Tudo começou em 1994 com as rodagens de Casa da Lava na Ilha do Fogo, uma história de fantasmas e hereditariedade, que não foi de toda bem-sucedida, nem sequer do agrado do realizador. Contudo, foi aí que nasceu uma nova face, não na conceção do filme em si, mas no desencadeamento deste trabalho de produção. Costa comprometeu-se a entregar a correspondência confiada pelos habitantes da ilha, com remitência aos familiares que residem em Lisboa. Esta promessa, levado a cabo pelo realizador, serviu como corpus de estudo para o trabalho de uma nova obra - Ossos (1998) - onde registou um apetite etnográfico que se vai bravando gradualmente no seu conceito de ficção.

 

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O abandono foi total com No Quarto da Vanda (2000), queda do Bairro das Fontainhas (Amadora) documentada com tamanha intimidade e carinho por estas “personagens” marginais, reclusos sociais que recusavam deixar as suas vidas pré-fabricadas na lata. Vanda Duarte, que integrou o anterior Ossos, agora é a anfitriã num apocalíptico desabar de um ecossistema. O filme iria desfechar com o prometido titulo, a entrada desse compartimento, o apogeu máximo da intimidade da câmara do realizador com a figura filmada.

 

Se o Bairro das Fontainhas, extinto e apenas vivo na memória de quem lá passou, continha uma enorme massa cultural cabo-verdiana, “plantada” e germinada, em Juventude em Marcha (2006), Pedro Costa focaria os fantasmas deixados por esses recém-convertidos não-lugares. Aí, Vanda seria substituída por outro habitante, Ventura, que adquiria uma aura trágica, mantida nos capítulos seguintes.

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Cavalo Dinheiro (2014), uma espécie de prolongação do elevador “assombrado” ilustrado no objeto coletivo Centro Histórico, marcaria outro estagio fílmico em Pedro Costa, o espirito etnográfico em conformidade com o regresso ao cinema de estúdio, ao artificialismo que diluía com os eufemismos místicos de uma Cabo-Verde distante, mas nunca ausente.

 

Assim sendo, em Vitalina Varela, o próximo filme do realizador, chegaremos a um esperado retorno ao país que acompanhou este Cinema. Mais uma vez, Pedro Costa pega em num dos seus habitantes e aponta-lhe os holofotes. Vitalina é essa “nova” protagonista, uma face reconhecida neste universo que emancipa-se para o seu próprio conto. Esse, a cumprida espera de 25 anos pelo seu bilhete de volta a Cabo-Verde e a chegada três dias depois do funeral do seu marido.

 

Produzido pela OPTEC, pequena produtora que nos “entregou” ano passado o conto jovial e rebelde de Verão Danado, Vitalina Varela tem estreia prevista para este ano, devendo estrear num festival de cinema de renome. Deste lado, aposta-se a Locarno, ou quem sabe, a Quinzena dos Realizadores de Cannes.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:34
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Terrence Malick é visto como um dos genuínos autores de Hollywood, o seu Cinema é reconhecível um pouco por todo o lado e o seu modo de trabalho tem suscitado mais que fascínio. Conhecido pelas edições radicais, o cineasta frequentemente "cortou" sequências filmadas, deixando de fora atores, como aconteceu com Mickey Rourke em Thin Red Line (A Barreira Invisível).

 

Mas há quem aproveite essas filmagens não-usadas para materializar uma média-metragem, e o fotojornalista Eugene Richards tornou isso possível ao resgatar o seu trabalho de pesquisa para To the Wonder (A Essência do Amor), o filme de Malick que contou com Javier Bardem na pele de um padre conflituoso.

 

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O realizador convidou Richards, especializado em documentários sobre inclusão social e de doenças mentais, para o ajudar a compor o papel de Bardem. Para isso, ele encontrou pessoas reais na área de Bartlesville, Oklahoma, para que o actor entrevistasse, enquanto encarnava a personagem. Estes encontros foram filmados. Segundo o próprio Richards, o resultado foram testemunhos e reuniões mais interessantes do que aquilo que inicialmente procurava, entre os quais o encontro com um ex-membro do Klux Klux Klan.

 

Intitulado de Thy Kingdom Come, este projeto terá estreia no SXSW Film Festival, que arrancará a 9 de Março, prolongando-se até dia 17.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:27
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18.2.18

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Anne Hathaway encontra-se em negociações para protagonizar The Last Things He Wanted, o próximo projecto de Dee Rees, a consagrada realizadora de Mudbound.

 

O filme será baseado no livro de Joan Didion, um thriller politico centrado numa repórter da Washington Post que deixa seu trabalho para cuidar do seu pai. Durante a intriga, ela torna-se numa negociante de armas para o governo dos EUA na América Central. Marco Villalobos será o argumentista.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:38
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17.2.18

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As irmãs Soska (Jen e Sylvia) vão refazer Rabid (Coma Profundo), o filme de David Cronenberg que remete-nos a uma mulher que adquire um voraz apetite por “sangue” após uma cirurgia falhada. Esta mesma “fome” irá conduzir a uma epidemia vampiresca.

 

O guião será da autoria das próprias Soska (American Mary) e espera-se que a rodagem comece já no próximo mês de Abril.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:42
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16.2.18

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Robert Pattinson junta-se a Willem Dafoe para protagonizar o próximo projeto de Robert Eggers (The Witch), intitulado de The Lighthouse. Segundo a descrição da produtora A24, o filme será “uma história de horror fantástica centrado num mundo povoado por velhos mitos marinhos”.

 

Relembramos que este não será o único projecto que Eggers tem em mãos, o realizador prepara-se também para refazer Nosferatu para o Studio 8, com a jovem actriz Anya Taylor-Joy (The Witch, Split) no elenco.

 

Enquanto isso, Robert Pattinson será também protagonista de High Life, a ficção cientifica de Clare Denis que remeterá a um futuro próximo onde os condenados serão utilizados como cobaias para experiências espaciais e sexuais. Juliette Binoche, Mia Goth, Andre Benjamin, Lars Eidinger e Jessie Ross fazem também parte do elenco desta obra, a qual chegará aos cinemas ainda este ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:18
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15.2.18

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Ira Sachs vem a Portugal filmar A Family Vacation, projeto que será protagonizado por Isabelle Huppert, com produção de Saïd Ben Saïd. Esta será a primeira vez que o realizador de Little Men e Love is Strange filmará fora dos EUA. Marisa Tomei, Greg Kinnear, Jérémie Renier e André Wilms completam o elenco.

 

Com argumento do próprio Sachs, em colaboração com Mauricio Zacharias, A Family Vacation seguirá uma família que terá que lidar com uma experiência crucial durante a sua estadia de férias em Sintra. As rodagens arrancarão em outubro deste ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:56
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14.2.18

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Podemos dizer que Den of Thieves (Covil dos Ladrões) não é o sucesso de bilheteira memorável deste ano ainda “fresco”, mas os 55 milhões de dólares obtidos em receitas são mais que suficientes para uma  nova obra, que segundo consta, nem os estúdios depositavam confiança. A verdade é que o filme protagonizado por Gerard Butler vai contar com uma continuação, e melhor, o próprio ator regressará ao seu anterior papel.

 

Dirigido por Christian Gudegast, o enredo de Covil de Ladrões começa quando um golpe a uma carrinha-forte corre mal, vitimizando um policia. Esta morte suscita de imediato uma perseguição obsessiva por parte do LAPD em encontrar e capturar tais criminosos. Butler é Nick O’Brien, um xerife sem escrúpulos que lidera todo esta “investigação”.


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publicado por Hugo Gomes às 19:08
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Melissa McCarthy junta-se a Tiffany Haddish (Girls Trip) para protagonizarem a adaptação cinematográfica de The Kitchen, a banda desenhada da autoria de Ollie Masters e Ming Doyle, pertencente à editora DC, que será produzida pela New Line Cinema. A argumentista Andrea Berloff (Straigh Outta Compton) será a autora do guião, tendo aqui a sua estreia no cargo de direcção.

 

The Kitchen remeterá à década de 70 onde no bairro de Hell’s Kitchen, Nova Iorque, as mulheres dominam o crime organizado após os seus respetivos maridos terem sido presos durante uma enorme operação policial.

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:08
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12.2.18

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Segundo o site Showbiz 411, a Sony pondera desistir da produção do próximo filme da Quentin Tarantino, cujo o enredo será inspirado nos homicídios de Charles Manson em 1969, em particular o da actriz Sharon Tate.

 

A mesma fonte garante que a causa desta indecisão encontra-se nas recentes polémicas que envolvem o nome do realizador, desde o acidente de Uma Thurman na rodagem de Kill Bill, até o ressurgimento de uma entrevista com mais de 15 anos no programa Howard Stern, na qual defendia Roman Polanski - Tarantino pediu desculpa posteriormente a Samantha Geimer, a vítima de violação no caso Polanski.

 

No novo filme, Leonardo DiCaprio será um actor envelhecido e sem trabalho, que será também vizinho de Sharon Tate, que por sua vez poderá ser desempenhada por Margot Robbie (apesar de não estar oficialmente confirmado).

 

Tarantino pretende ainda ter no elenco Tom Cruise, Brad Pitt e Al Pacino. Roman Polanski será uma personagem neste enredo, que segundo o site Showbiz 411, já atingiu os 100 milhões de dólares de orçamento.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:58
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11.2.18

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O realizador alemão Uwe Boll é tido por muitos como um dos piores realizadores da atualidade, especializando-se em adaptações de videojogos que depressa foram arrasados pela crítica e público (tendo sido apelidado como Ed Wood moderno).

 

Já algum tempo que não se ouvia falar de Boll, mais prooriamente desde junho de 2015. Nessa data, o realizador de Alone in the Dark e Rampage publicava um vídeo onde atacava todos aqueles que não contribuíram para o seu novo projeto, que se encontrava na plataforma Kickstarter, a recolher financiamento.  No meio dessas palavras, o germânico ainda teve umas “palavrinhas” dirigidas às produções da Marvel.

 

Contudo, o Uwe Boll volta a dar sinais de vida, e novamente sob uma forma hostil. O alvo foi o filme de Paul Thomas AndersonPhantom Thread (Linha Fantasma), mais especificamente o poster, que segundo Boll é uma cópia ao cartaz de um filme seu, Bloodrayne.

 

O comentário surgiu via Twitter, onde comparou os dois trabalhos gráficos e declarou: “Eu não acreditaria, mas Paul Thomas Anderson está a dar-nos um "vai-te lixar" evidente depois de eu ter criticado o Phantom Thread no Uwe Boll: RAW ... vejam este cartaz. Isso não é uma coincidência.”

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:19
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10.2.18

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Morreu aos 48 anos, Jóhann Jóhannsson, o compositor galardoado com o Globo de Ouro que contribui para as bandas-sonoras de Sicário e Arrival. Desconhece-se de momento a causa da morte.

 

Nascido a 19 de Setembro de 1969 na cidade de Reykjavik, Islândia, Jóhannsson tornou-se num dos mais requisitados e cobiçados compositores dos últimos tempos, destacando a sua habitual colaboração com o realizador Denis Villeneuve. Foi nomeado duas vezes aos Óscares, graças ao seu trabalho por Sicário e The Theory of Everything, tendo vencido um Globo de Ouro pelo primeiro exemplo.

 

Antes de entrar na industria cinematográfica, Jóhansson era guitarrista de rock na Islândia e um habitué na programação do Primavera Sound em Barcelona.

 

Jóhann Jóhannsson (1969 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 23:32
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Morreu John Gavin, ator de filmes como Psycho, Imitation of Life e Spartacus, que trocou a interpretação por uma das suas paixões mais antigas, a diplomacia. Faleceu na manhã de sexta-feira, dia 9 de Fevereiro, em Beverly Hills, na Califórnia. Tinha 86 anos.

 

Nascido a 8 de Abril de 1931, John Anthony Golenor era de uma família de respeitada herança latina. Em 1956 estreou-se no cinema no western de John Sherwood, Raw Edge (Esta é Mulher é Minha). Foram precisos dois anos para chegar ao protagonismo, tal aconteceu com A Time to Love and a Time to Die (Tempo para Amar e Tempo para Morrer), de Douglas Sirk, como qual voltaria a trabalhar em Imitation of Life (Imitação de Vida, 1959).

 

Encarado diversas vezes como o próximo Rock Hudson, o ator que dominava o box-office da altura. Psycho, de Alfred Hitchcock, tornou-se numa das suas maiores conquistas, que juntamente com Spartacus, de Stanley Kubrick, o colocaram na lista dos atores mais cobiçados de Hollywood dos anos 60. Recusaria ser James Bond em Diamonds are Forever (007-Os Diamantes São Eternos), papel que seria repetido por Sean Connery, em 1971.

 

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Em 1961, no auge da sua carreira, é nomeado para conselheiro especial do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, cargo que ocupou até 1973. Efetuou diversos trabalhos para o Departamento de Estado e o Gabinete Executivo do Presidente. De 1966 a 1973, manteve-se no conselho da Guilda dos Atores, tendo presido a mesma instituição entre 1971 e 1973.

 

Já entre 1981 e 1986, tornou-se no embaixador norte-americano da presidência de Ronald Reagan no México. Para Gavin, estes cargos eram uma espécie de sonhos cumpridos; “Lei, América Latina e diplomacia eram os seus primeiros interesses”.

 

John Gavin (1931 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 14:43
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9.2.18

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Michel Poiccard assim como a “oitava maravilha do Mundo” King Kong são “criaturas” fora do seu habitat natural que deambulavam numa selva de asfalto em busca de uma salvação possível, sob a conveniência de salvaguardar o seu projectivo romance. Ambos foram traídos pelo que mais amavam, consequentemente fuzilados à queima-roupa, sendo o alcatrão, o seu improvisado túmulo. A multidão cerca-os de igual forma nos dois casos.

 

Os diálogos finais e últimos atos pouco diferem, mas cujas divergências poderiam ser trocadas que mesmo assim preservariam o exacto simbolismo. Enquanto que na leva de Poiccard facilmente ouvir-se-ia “It was beauty killed the beast”, e no caso do símio “Qu'est-ce que c'est, "dégueulasse"?”.

 

Mas a cerimónia fúnebre está longe da convergência. Num deparamos com a morte da besta, enquanto que o outro é a morte do cinema clássico e a longa vida para o cinema moderno.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:53
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Selton Mello (O Filme da Minha Vida) irá dirigir o seu filme nos EUA. Em entrevista à Variety, o actor e realizador revelou que irá trabalhar no projecto Cathedral City, que conta com argumento de John Newman (Proud Mary), e a produção de Tai Duncan e Paul Schiff para a Zero Gravity Management, produtora por detrás da série Ozark e o filme Beast of No Nation, ambos da Netflix.

 

Segundo Mello, o filme contará a história de Glenn Kovelsky, um músico de natureza autodestrutiva, que certo dia descobre que não fora convidado para o funeral do pai. Revoltado com a notícia e com o desconhecimento, gradualmente Glenn vai descobrir uma vida secreta mantida pelo seu pai em Cathedral City, iniciado uma jornada de descoberta e de autodescoberta.

 

O projecto ainda não tem data de estreia nem sequer elenco definido.


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publicado por Hugo Gomes às 15:21
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8.2.18

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Vem aí um novo filme sobre Joker, desta vez contando com produção de Martin Scorsese e realização de Todd Phillips (A Ressaca, War Dogs).

 

Segundo a Variety, Joaquin Phoenix está em conversações para desempenhar o principal papel neste projeto sob a alçada da Warner/DC, o qual terá como foco a origem do famoso vilão de Batman, centrando a ação nos anos 80 em um estilo ligado ao género crime/drama.

 

Apesar de Jared Leto já ter vestido a pele de Joker em Suicide Squad (e que repetirá na sequela), é certo que não irá regressar a esse papel neste filme. A publicação diz que Phoenix é mesmo a primeira opção do cineasta, embora há uns meses atrás tenha-se falado no nome de Leonardo DiCaprio.

 

Phillips e Scott Silver são os autores do argumento.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:39
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Liverpool Boulevard …

 

Film Stars Don't Die in Liverpool pega nas memórias de Peter Turner, na altura do enredo, um ator de inicio de carreira que conhece por acaso, Gloria Grahame, a suposta vizinha do lado que na realidade foi em tempos um dos rostos reluzentes da grande indústria californiana. Ela tinha 50 anos, ele somente 26, mas nada impediu de viverem um romance que bem poderia imortalizar-se no grande ecrã sob o folego de um drama romântico, daqueles que apenas Hollywood era capaz de fazer. Contudo, esse mesmo mundo é hoje um escombro fragmentado e em constante confronto, sendo que temos a nosso dispor, como alternativa, uma produção britânica que aposta sobretudo na modéstia. Mas vamos por partes. Quando falamos em modéstias não referirmos simplesmente ao formato telefilme sob o selo de qualidade BBC, consequentemente às cinebiografias esquemáticas que surgem anualmente como bando de pombos em busca do seu prémio. Essa modéstia a que Film Stars’ remete é na singela ternura da sua história, sem nunca trespassá-la para questões mais filosóficas ou existencialistas. Mesmo assim, é um filme cuja sua modéstia não o impede de tentar ser narrativamente criativo, e aqui sublinho o tentar.

 

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Por entre uma narrativa que oscila por dois espaços temporais, o encontro e por fim o derradeiro reencontro, os flashbacks são integrados na ação decorrente. Desta forma a nossa memória cinéfila invoca-nos para a outro trabalho notável de costura entre as diferentes dimensões temporais, Profissão: Repórter, de Michelangelo Antonioni, onde Jack Nicholson, numa muda de camisa à velocidade do panorama executado pela câmara, protagoniza a sua própria “memória”. Nesse sentido poderemos apelidar o filme de Paul McGuigan (do culto Acid House e do agora esquecido Lucky Number Slevin) como um descendente de quinta geração das experimentações "antonionianas", mas é certo que o seu esforço em tecer uma narrativa que não se joga ao comprido pelo básico academismo é de facto um esforço louvável.

 

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Entretanto, os dispositivos A a B e sucessivamente a C encontram-se lá, “rasteirinhos” e quietinhos, como manda a indústria atual. Porém, existe outro enriquecimento que não devemos esquecer – Annette Bening. Toda a memória hollywoodiana num só velcro. A atriz vai para além da personificação copista e encara esta oportunidade para executar um cocktail daquela Hollywood preservada, hoje encarada como um museu ambulante. Um afunilamento de idiossincrasias, gestos e presenças, que bem relembra-nos uma das frases de Charles Aznavour em Tirez sur le Pianiste de Truffaut (“Conheces uma, conheces todas”). Existe algo de Gloria Swanson nela, não apenas na partilha do nome próprio (é lógico!), mas na natureza Diva que nega o seu esquecimento, habitando na ilusão de um estrelato longínquo (alusão a Sunset Boulevard, a prestação mais célebre de Swanson). Obviamente, o filme passa o recado desse paralelo, ou a citada comparação, assim como as outras que diluem no desempenho de Bening. Uma Marylin Monroe "sob efeito de Schrödinger" (se a estrela de Some Like It Hot tivesse chegado aos cinquenta anos) e a uma aura de mistério conjugada digna de uma Laurel Bacall (Has anyone ever told you that you look like Lauren Bacall when you smoke? / Humphrey Bogart. And I didn't like it then either.).

 

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Sim, o filme tende em executar com uma prenunciadora astúcia e as memórias de Turner devem a isso, um tributo ao seu amor perdido, ao romance que transcendeu todos os ecrãs que projeta um legado de performances e estados naturais. Film Stars Don't Die in Liverpool é “pequeno cinema” preso no corpo de um protótipo de “pequena produção”. E devido a tais esforços, merecia melhor sorte que um somente derrotado desta "award season". Por fim, e como mera curiosidade, eis filme anexado a uma meta-dimensão, que nos transporta para o glamour desses tempos de “ouro”, ao mesmo tempo que lança farpas aos movimentos atuais e a hipocrisia político-social ligada à elite hollywoodesca. E faz tal apenas transmitindo a vitória de “verdadeira” Gloria Grahame na Gala dos Óscares. A sua vitória como secundária em The Bad and the Beautiful e o seu curtíssimo discurso, um “thank you” corrido, hoje seria visto como uma afronta ao pseudo-activismo mercantil de muitos dos vencedores das iguais estatuetas.

 

Real.: Paul McGuigan / Int.: Jamie Bell, Annette Bening, Julie Walters, Vanessa Redgrave, Stephen Graham

 

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7/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:51
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Foi divulgado o primeiro trailer de Venom, o spin-off de Spider-Man que se centrará nas origens do célebre e homónimo vilão. Tom Hardy será a personagem-título, liderando um elenco composto por Michelle William, Riz Ahmed e Woody Harrelson.

 

Venom tem a realização de Ruben Fleischer (Zombieland, Gangaster Squad) e chega aos cinemas a 5 de Outubro de 2018.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:15
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Para mim, The Master.
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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