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Título
Take
5.2.16

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Channing Tatum e Joseph Gordon-Levitt vão protagonizar uma comédia musical da Universal Pictures que será produzido por Marc Platt, o mesmo produtor do êxito da Broadway,  "Wicked", e do espectáculo musical transmitido pela Fox, Grease: Live. A ideia original surgiu do actor Gordon-Levitt (também presente na produção) em conjunto com o argumentista Michael Bacall (21 Jump Street), ambos serão co-autores do guião. A notícia foi avançada pela The Wrap.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:45
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3.2.16

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Bravura contada sobre o mesmo tom!

 

Definitivamente Craig Gillepsie procura um lugar cativo em Hollywood, mas não é com algo tão "crown pleasure" como este The Finest Hours (Horas Decisivas) que vai por fim encontrar. Depois do holofote direccionado no nada ortodoxo romance Lars and the Real Girl, em que requisitou uma sensibilidade de "cortar a faca" num enredo que junta um solitário Ryan Gosling e uma boneca insuflável, Gillepsie vira agora para um dos episódios mais louváveis sobre a bravura da guarda-costeira norte-americana. Episódio esse, decorrido em 1952, o qual salvou 32 membros da tripulação de um petroleiro, quer dizer, metade de um, que seguia à deriva por tempo indeterminada em consequências de um forte tempestade que abateu a costa da Nova Inglaterra. Sim, a história verídica é um dos relatos orgulhosos dessa mesma instituição, mas The Finest Hours resolve tratá-lo com a maior das banalidades, até porque todo o espectáculo aqui conduzido situa entre os mais batidos lugares-comuns do melodrama hollywoodesco e da fórmula preguiçosa da narrativa mainstream.

 

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O filme apresenta-nos com um romance acidental, exaustivamente meloso e ingénuo para a perfeição dos cenário, e com Chris Pine a representar o modelo exemplar de "soldado", leal aos formalismos militares mas sem grande aptidão intelectual. Até aqui deparamos com uma tentativa de persuadir o espectador a emocionar-se e torcer pelo destino do herói, enquanto que a câmara, sucessivamente, aponta para o outro lado da costa, onde um desastre marítimo nos remete aos ditos sobreviventes. A bordo desse petroleiro infortunado, Casey Affleck é o seu herói merecido, um anti-social, solitário que aborda os seus camaradas da mesma forma que descasca um ovo, literalmente, porém, é ele que introduz o verdadeiro conflito desta fita, e é a partir daí que The Finest Hours parece avançar enquanto intercala os atributos técnicos com o dramas pessoais e matrimoniais do protagonista.

 

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Uma tentativa de humanizar Chris Pine enquanto se prejudica o enredo vivido no interior do eventual "navio fantasma". Poderia ser desigualdade, se não fosse todas as personagens terem um tratamento superficialmente esquemático, e estereótipo porque sim. O espectador só tem duas opções aqui, aventurar-se neste conto náutico com entusiasmo fingido ou simplesmente imaginar as mil e uma maneiras de abordar tal história sob diferentes perspectivas, provavelmente puxando o holofote para a sobrevivência, mais do que o heroísmo, aqui, como manda o cinema de família, instituído por uma coragem colectiva de uma comunidade que une esforços à ultima hora (marca bem própria da Disney). Quanto a Craig Gillepsie, a sua arte nem vê-la, reduzido a um mero tarefeiro no convés do enésimo produto modelar.

 

Real.: Craig Gillepsie / Int.: Chris Pine, Casey Affleck, Ben Foster, Holliday Grainger, Eric Bana, Kyle Gallner, John Magaro

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 15:40
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2.2.16

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Western Fiction!

 

Facilmente pode-se supor The Hateful Eight como uma sequela não oficial da anterior obra de Tarantino - Django Unchained - mas este cold western está mais próximo da sua primeira longa-metragem - Reservoir Dogs - do que propriamente da vingança esclavagista sob toques de Sergio Leone. Todo o conceito de filme de cerco é novamente passado através de um registo de oito personagens, todos eles odiosos, de difícil empatia para com o espectador, que confrontam os seus destino, acidentalmente ou não, cruzados.

 

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Uma teia de ilusões, desenganos e duplicidades, desvendada após o arranque dos primeiros acordes de Ennio Morricone, o seu primeiro western composto 40 anos depois, tendo como resultado um novamente "tarantinesco" da pior espécie (alusivo à forma detestável que as personagens emanam), um recheado de referências e marcos cinematográficos que se compõem numa inteira pauta musical e que tocam expelindo uma só sinfonia. Essa sintonia é sangrenta, é certo, mas é com uma oitava obra que Tarantino incute o possível filme mais politico da sua carreira (cada personagem corresponde a um ideal político e partidário). Ouve-se falar de um statement autoral ao estado politico-social dos EUA após o fim da Guerra Civil, uma nação que se reconstrói mas cujas cicatrizes ainda estão longe de serem saradas, neste aspecto é possível encarar a ligação com o referido Django Unchained, o western que ao contrário deste The Hateful Eight decorre antes da dito conflito interno estadunidense.

 

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O curioso é que Tarantino não acode por ninguém, todos os seus "peões" merecem obviamente a morte, e das mais violentas possíveis, e visto estarmos a falar de um realizador diversas vezes acusado de glorificar a violência, esse destino trágico em cada uma destas figuras é digna de nota, aliás indiciados por um imprevisível reaccionarismo. Voltando ao ponto anterior, mais acusações surgirão, até porque o nosso cineasta é um severo juiz, um pouco como Minos da Comédia Divina de Dante, não reconhecendo partidos, ideais, raças nem sexo, tudo é julgado sobre os mesmos parâmetros e igualdades.

 

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As acusações a serem suscitadas são as mais óbvias - misoginia - em consequência de um mundo politicamente correcto e demasiado sensível criado pela globalização ardente das redes sociais. Mas até essa suposta misoginia é merecida, até porque Jennifer Jason Leigh desempenha uma personagem tão ou mais odiável que tudo o resto, funcionando também como um importante macguffin enviusado num eventual whoddunit (quase como um conto de Agatha Christie) que fermenta aos poucos nesta intriga, que o próprio cita, carpenteriana.

 

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Tarantino já havia referido que The Thing estava na lista das mais evidentes influências, mas por sua vez é Sam Peckinpah (muita da fonte inspiradora de Carpenter) que serve de carimbo no cenário. Mas nem tudo é deixado por acaso, Kurt Russel no elenco é a prova viva dessas mesmas requisitadas referências, o actor vive situações paralelas daquelas que viveu há 33 anos com o magnifico filme de John Carpenter, um easter egg que o próprio Tarantino proporcionou.

 

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Mas o grande "presente" de The Hateful Eight encontra-se na percepção e na construção dos diálogos, monólogos, e tudo o resto, ou seja o nosso cineasta demonstra mais uma vez que é um exímio guionista e sob esses propósitos somos confrontos com outra sua faceta, o de director de actores, e que bem é em assumir tal papel. O resultado disso é mais que visível, um dos melhores desempenhos de Samuel L. Jackson dos últimos anos, visto ser um actor cada vez mais em uso e em plena direcção de um claro esgotamento de imagem, e uma imperdível Jennifer Jason Leigh, a ser recuperada por vias de um "Tarantino style", parece que em conjunto com Anomalisa, este 2015 foi um ano de ressurreição para uma actriz esquecida na própria indústria que a acolheu.  

 

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Novamente, Quentin Tarantino demonstra razões suficientes pelo qual é declarado um dos mais talentosos do seu ramo a operar actualmente. O resultado é uma pintura barroca pincelada ao seu próprio jeito e melhor … mesmo sob lúdicos momentos assumidamente tarantinescos (aquele fascínio quase visceral e pueril pelo Cinema) … The Hateful Eight é até à data o seu trabalho mais maduro. Um autêntico tour de force!

 

"Bringing desperate men in alive, is a good way to get yourself dead."

 

Real.: Quentin Tarantino / Int.: Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Tim Roth, Michael Madsen, Denis Menochet, Channing Tatum, Zoe Bell, Demian Bichir, Bruce Dern

 

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10/10
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publicado por Hugo Gomes às 13:32
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Naomi Watts vai integrar o elenco da nova série de Twin Peaks. Segundo a Deadline, este será o regresso da actriz sob o comando de David Lynch, trezes anos depois de Mulholland Drive. Laura Dern, Tom Sizemore, Jennifer Jason Leigh, Peter Sarsgaard, Amanda Seyfried, Robert Knepper e Balthazar Getty serão as outras novas adições.

 

Exibido pela ABC entre os anos 1990 e 1991, Twin Peaks tem como principal enredo uma bizarra investigação da FBI, liderada pelo agente Dale Cooper (Kyle McLachlan), a um caso de homicídio de uma querida adolescente, Laura Palmer (Sheryl Lee), da homónima cidade ficcional. Kyle McLachlan, como Sheryl Lee, regressarão à série.

 

Tido como um autêntico êxito de audiências, Twin Peaks obteve uma aclamação quase unânime de crítica e público, sendo visto actualmente como uma série de culto garantido. Contou com 30 episódios e uma prequela cinematográfica em 1993 sob o titulo de Twin Peaks: Fire Walk With Me (Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer), realizado pelo próprio David Lynch.  

 

A nova temporada tem estreia prevista para 2017.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:56
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O realizador australiano George Miller, celebrizado em todo o Mundo por Mad Max: Fury Road [ler crítica], vai presidir o júri da 69ª edição do Festival de Cannes. O cineasta declarou ser um "prazer absoluto" fazer parte do júri, assim como estar encarregue de entregar a Palma de Ouro. Recordamos que o seu Fury Road inaugurou a sua carreira no Festival francês no ano passado.

 

O Festival de Cannes decorrerá a 11 a 22 de Maio.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:10
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31.1.16

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Idris Elba foi grande vencedor da mais recente edição dos Screen Actors Guild Awards, os prémios atribuídos pelo sindicato norte-americano dos actores. O actor foi duplamente premiado pelos seus trabalhos em Beast of No Nation (Cinema) e por Luther (Televisão).

 

Spotlight arrecadou o prémio de Melhor Elenco, deixando para trás The Big Short [ler crítica], que fora apontado como o grande favorito nesta categoria. Leonardo DiCaprio vence a estatueta de Melhor Actor por The Revenant [ler crítica], Brie Larson como Melhor Actriz por Room e Alicia Vikander, a Melhor Secundária Feminina por The Danish Girl [ler crítica].

 

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CINEMA


Elenco

Spotlight


Actor

Leonardo DiCaprio, The Revenant


Actriz

Brie Larson, Room


Actor Secundário

Idris Elba, Beasts of No Nation


Actriz Secundária

Alicia Vikander, The Danish Girl


Elenco de Duplos

Mad Max: Fury Road 

 

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TELEVISÃO


Elenco (Drama)

Downton Abbey


Elenco (Comédia)

Orange is the New Black


Actor (Drama)

Kevin Spacey, House of Cards


Actor (Comédia)

Jeffrey Tambor, Transparent


Actor (Telefilme/Mini-Série)

Idris Elba, Luther


Actriz (Drama)

Viola Davis, How to get Away with Murder


Actriz (Comédia)

Uzo Aduba, Orange is the New Black


Actriz (Telefilme/Mini-Série)

Queen Latifah, Bessie


Elenco Duplos em Série de Comédia ou Drama

Game of Thrones 

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:00
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Pelo quarto ano consecutivo, o Júri e o Público estiveram em concordância quanto ao Melhor Filme de Sundance, neste caso a escolha caiu em The Birth of Nation, o aplaudido filme do realizador / actor Nate Parker. Repescando o título da famosa obra de D.W. Griffith, para muitos o filme mais racista da História do Cinema, The Birth of Nation segue Nat Turner, um negro capaz de liderar a maior revolução esclavagistas dos EUA. Para além disso, esta obra resultou no maior negócio alguma vez feito no Festival de Sundance, tendo sido adquirido pela Fox Searchlight por 17,5 milhões de dólares, ultrapassando assim The Little Miss Sunshine que foi em 2006 vendido também para a Fox por 10,7 milhões de dólares.

 

Contudo, este não foi o único a ser unânime no júri e público, o documentário Sonita, de  Rokhsareh Ghaem Maghami, conseguiu também tamanha proeza. Uma co-produção iraniana, suíça e alemã que vai ao encontro da jovem Sonita, uma imigrante ilegal afegã que vive nos subúrbios da cidade de Teerão e que sonha ser a futura "Rihanna", porém, a família, ultra-conservadora, tem outros planos para a rapariga.

 

Destaque ainda para o prémio de Melhor Realização entregue à dupla Daniel Scheinart e Daniel Kwan, pelo seu Swiss Army Man, um filme protagonizado por Paul Dano e Daniel Radcliffe que não tem recolhido as melhores reacções por parte do público.

 

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Grande Prémio do Júri (Ficção / Drama)
The Birth of a Nation

 

Grande Prémio do Júri (Documentário)
Weiner

 

Prémio do Júri (World Cinema – Documentário)
Sonita

 

Prémio do Júri (World Cinema – Ficção / Drama)
Sand Storm

 

Prémio do Público (Documentário)
Jim: The James Foley Story

 

Prémio do Público (Ficção / Drama)
The Birth of a Nation

 

Prémio do Público (World Cinema – Documentário)
Sonita

 

Prémio do Público (World Cinema – Ficção / Drama)
Between Sea and Land

 

The Best of NEXT (Prémio do Público)
First Girl I Loved

 

Melhor Realizador (Documentário)
Roger Ross Williams, por Life, Animated

 

Melhor Realizador (Ficção / Drama)
The Daniels (Daniel Scheinart e Daniel Kwan), por Swiss Army Man

 

Melhor Realizador (World Cinema – Documentário)
All These Sleepless Nights

 

Melhor Realizador (World Cinema – Ficção / Drama)
Belgica

 

Melhor Argumento (Ficção / Drama)

Morris From America

 

Melhor Argumento (Documentário)

Kate Plays Christine

 

Melhor Argumento (World Cinema)

Mi Amiga del Parque

 

Prémio Especial de Júri (Documentário)

The Bad Kids

 

Prémio Especial de Júri (Ficção / Drama)

Miles Joris-Peyrafitte, por As You Are

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Interpretação (Ficção / Drama)

Joe Seo, por Spa Night

 

Prémio Especial de Júri por Melhor Interpretação Individual (Ficção / Drama)

Melanie Lynskey, por The Intervention & Craig Robinson, por Morris from America

 

Prémio Alfred P. Sloan

El Abrazo de la Serpiente

 

Prémio Especial de Júri por Actuação (World Cinema - Ficção / Drama)

Vicky Hernandéz & Manolo Cruz, por Between Sea and Land

 

Prémio Especial de Júri por Visão Única e Design (World Cinema - Ficção / Drama)

The Lure

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Primeiro Filme (World Cinema - Documentário)

When Two Worlds Collide

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Fotografia (World Cinema - Documentário)

The Land of the Enlightened

 

Prémio Especial de Júri para Melhor Edição (World Cinema - Documentário)

We Are X

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:42
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30.1.16

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Onde nascem os Intolerantes?

 

Ponto sem Retorno (Rough Road Ahead / Von Jetzt an Kein Zurück) é um retrato de vidas desfeitas por gerações intolerantes às novas mudanças. Dirigido por Christian Frosch, eis uma variação Romeu e Julieta com o muro de Berlim em pano de fundo, onde duas personagens que deslumbram o espectador pela sua vivacidade, digna de rebeldia juvenil, são desafiadas pelas entidades paternais e por uma sociedade que parece não entende-los, guiando-se por velhas convenções e doutrinas.

 

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É automaticamente após os créditos iniciais que ficamos a conhecer os "criminosos", os pais, numa sequência na qual são interrogados e revelam as suas verdadeiras naturezas: traumatizados de guerra, conservadores religiosos, puros machistas, etc. Cenas que integram a narrativa mas que interagem de forma emocional com a audiência; "estes são os verdadeiros culpados da tragédia amorosa que sucederá", "prestem atenção a estes indivíduos". Apesar de se assumirem como personagens secundarias, este conjunto resulta em ícones dominadores que são constantemente revisitados, mesmo durante a sua ausência física nos frames.

 

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O destino de Ruby (Victoria Schulz) e Martin (Anton Spieker), dois amantes consolidados em sonhos inalcançáveis, são igualmente perpetuados de forma paralela por uma narrativa que se enquadra na situação, onde cada um tenta sobreviver à sua maneira nas instituições que os acolheram a mando dos progenitores. Esta sobrevivência não só ditará um panorama social e político da Alemanha do final dos anos 60, como também autoproclama o fim trágico de um assumido romance shakespeariano.

 

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Ponto sem Retorno tem prestações fortes por parte do elenco, destacando-se principalmente Victoria Schulz. Porém, todos eles compõem personagens esquemáticas e diversas vezes limitadas aos estereótipos morais que representam, ainda que nada ofusque o exímio trabalho de câmara de Frosch e a belíssima fotografia a preto-e-branco (da autora de Frank Amann) que entra em concordância com os relatos temporais. Assim, este é um romance sólido que reflecte o estado de um país confrontado com a passagem de gerações.

 

Filme visualizado no 13º KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã

 

Real.: Christian Frosch / Int.: Victoria Schulz, Anton Spieker, Ben Becker

 

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7/10
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publicado por Hugo Gomes às 12:11
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29.1.16

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Morreu Jacques Rivette, o emblemático cineasta que em conjunto com François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Claude Chabrol orquestraram o movimento cinematográfico Nouvelle Vague e a ascensão da crítica de cinema no Cahiers du Cinema. O jornal The Guardian, informava que o realizador sofria de Alzheimer. Tinha 87 anos.

 

Nascido a 1 de Março de 1928, Pierre Louis Rivette começou a sua carreira como assistente de consagrados realizadores como Jean Renoir e Jacques Becker, iniciando os seu trabalho a solo com a direcção de três curtas-metragens: Aux Quatre Coins (1949), Le Quadrille (1950) e Le Divertissement (1952). Integrou na crítica de cinema em 1953 na incontornável revista francesa [Cahiers du Cinema], que na altura só tinha dois anos de existência. Tomou o cargo de editor, cinco anos depois, em consequência da morte do lendário fundador André Bazin. Entretanto já havia filmado a sua quarta longa-metragem, Le Coup de Berger (1956), a última antes de arrancar para  formato longa em 1962, com o sucesso de Paris nous Appartient, um filme inventivo e narrativamente complexo que viria a definir os ideais impostos pela Nova Vaga, aliás como François Truffaut afirmou certa vez "Não haveria Nouvelle Vague sem Rivette".

 

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Passados cinco anos, Rivette repete a proeza com Suzanne Simonin, La Religieuse de Denis Diderot (A Religiosa), o relato em que a actriz Anna Karina interpreta uma rapariga que forçosamente converte-se a freira, foi proibido na altura da sua estreia devido a controvérsias ligadas ao conteúdo anti-clerical da novela de Denis Diderot, o qual o filme baseava-se. Mas conseguiu a sua estreia em consequência da pressão levada a cabo por Charles De Gaulle e da comunidade intelectual, acabando por se tornar num êxito de bilheteira. Mas as polémicas não terminaram por aí, depois de integrar a série documental Cinéastes de Notre Temps, com a sua intervenção celebrativa ao legado de Jean Renoir, Rivette aventura-se no longo L'Amour Fou (1968), dando inicio a um ciclo experimental, reafirmado pelo telefilme Out 1, noli me Tangere (1971), que com as suas 13 horas de duração nunca chegou a ser transmitido na televisão, e a comédia surrealista Céline et Julie Vont en Bateau (1974), aquele que é considerado o seu trabalho mais livre.

 

Assumidamente influenciado pelo cineasta Louis Feuillade, Jacques Rivette instalou-se num estilo de cinema próprio, experimentalista, dotado à improvisação e narrativamente espontâneo, uma fase que o colocava constantemente mais afastado do grande público, o que implicaria cada vez mais restrições na distribuição dos seus trabalhos. Apesar disso, as suas teorias revolucionárias e métodos de inovação técnica, visual e narrativa serveriam de inspiração a uma nova geração de cineastas ligados à experimentalidade da linguagem cinematográfica, entre os quais Jean-Marie Straub & Danièle Huillet e Chantal Akerman.

 

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Apesar dos prémios pelo qual foi constantemente laureado durante a sua carreira, entre os quais o de crítica FIPRESCI do Festival de Berlim com La Bande des Quatre (O Bando dos Quatros, 1989) e o Grande Prémio do Júri de Cannes com La Belle Noiseuse (A Bela Impertinente, 1991), um filme com Michel Picoli e Jane Birkin, muitos dos seus trabalhos tem sido anexados a péssimas reacções por parte da comunidade crítica. Para muitos, Rivette havia tornado demasiado inacessível e "senhor do seu nariz". Contudo, para o ex-presidente do Festival de Cannes, Gilles Jacob, o cineasta era "um dos mais lúcidos, inventivos, e mais livres da nouvelle vague".

 

Va Savoir (Sabe-se Lá, 2001), Histoire de Marie et Julien História de Marie e Julien (2003) e Ne Touchez pas la Hache (Não Toquem no Machado, 2007) e 36 vues du Pic Saint Loup (36 Vistas do Monte Saint-Loup, 2009) foram os seus últimos filmes.

 

"People who go to, say, one film every two weeks and tell themselves, "I will see the great films, but not the others, not the commercial movies," I think those people have no chance of really seeing cinema. I think that cinema is only accessible to those who accept that they must consume the "mainstream." On the other hand, the consumers of mainstream cinema who reject [Marguerite] Duras, [Robert] Bresson, [Jean-Marie] Straub or [Werner] Schroeter, are also people who refuse cinema."

 

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Jacques Rivette (1928 - 2016)

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publicado por Hugo Gomes às 15:37
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28.1.16

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Kim Basinger vai integrar o elenco da sequela de Fifty Shades of Grey (Cinquenta Sombras de Grey), que se intitulará de Fifty Shades Darker (As Cinquenta Sombras Mais Negras). A actriz irá desempenhar o papel de Elena Lincoln, o antigo amor do protagonista, Christian Grey, que fora diversa vezes referenciado no êxito de 2015.

 

Curiosamente, esta escolha não veio ao acaso. Desde o início, que "Cinquenta Sombras de Grey" foi comparado com Nine Weeks and Half (9 Semanas e Meia), o popular filme erótico de Adrian Lyne, onde Basinger fora protagonista. A actriz tornou-se numa sex-symbol dos anos 80 graças ao desempenho de uma mulher que era constantemente submetida às depravações sexuais do seu amante (interpretado por Mickey Rourke), a fim de demonstrar o amor que sentia por ele.

 

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Dakota Johnson e Jamie Dornan regressarão aos seus anteriores papeis. Na realização contaremos com James Foley a tomar as rédeas desta produção, depois da saída atribulada da realizadora Sam Taylor-Johnson que afastou-se devido a divergências artísticas com E.L. James, a argumentista e escritora do livro.

 

Fifty Shades Darker tem estreia prevista para 2017.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:33
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O 8 1/2 Festa do Cinema Italiano vai regressar a Lisboa no próximo dia 30 de Março, com uma programação recheado do melhor que se faz no cinema italiano actual e não só. Nesta nona edição será destacado a retrospectiva / homenagem de Ettore Scola, o tão celebrizado cineasta italiano, falecido no passado dia 19 de Janeiro, que nos deixou um legado ainda vivo e merecedor da (re)descoberta. De momento a organização não adiantou quais os filmes a integrar este ciclo.

 

Mas o trabalho de Scola não será a única memória a ser invocado nesta festa do cinema, este ano poderemos contar com uma sessão onde será exibido uma cópia restaurada de La Vita è Bella (A Vida é Bela), o popular filme de Roberto Benigni, nomeado ao Óscar de Melhor Filme, que remonta-nos aos duros tempos da Europa da Segunda Guerra Mundial, onde um homem inocente, terá que utilizar a sua imaginação e força de vontade para salvar a vida do seu filho em condições extremas.

 

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Enquanto isso, Il Racconto dei Racconti (Tales of Tales /O Conto dos Contos [ler crítica]), candidato à Palma de Ouro na passada edição do Festival de Cannes, foi o escolhido para abrir o certame no Cinema São Jorge. Realizador por Matteo Garrone, o mesmo do muito elogiado Gomorra, é uma adaptação cinematográfico do incontornável livro de Giambattista Basile, considerado o primórdio da fábula e do conto fantástico anos antes da popularização levada a cabo pelos irmãos Grimm. Um filme com um inegável elenco de luxo: Salma Hayek, Vincent Cassel, Toby Jones, John C. Reilly, Stacy Martin, Bebe Cave, Shirley Henderson e Alba Rohrwacher.

 

A edição lisboeta da Festa do Cinema Italiano irá prolongar-se até dia 7 de Abril, decorrerá no Cinema São Jorge, sendo que este ano a programação será estendida ao Cinemas UCI - El Corte Inglés. Depois dessa data, o festival seguirá em tournée para várias localidades portuguesas (Cascais, de 15 a 17 de Abril, Coimbra, de 18 a 20 de Abril, Porto, de 21 a 24 de Abril, Loulé, de 12 a 14 de Maio, Caldas da Rainha, de 13 a 15 de Maio), até marcar presença em vários países lusófonos, desatacando o alargamento de cidades no Brasil, com sete cidades.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:05
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A verdade é relativa!

 

Fabian Groys (Florian David Fitz) é um promissor jornalista de uma revista política bastante influente na Alemanha. O seu último trabalho consiste em investigar um suposto escândalo que envolve as Forças Armadas e a forma como lidam com militares incapacitados. O chefe de Groys tenta impingir-lhe uma assistente para que possam formar uma equipa, mas egocêntrico como é, Groys faz de tudo para se livrar dela. Como tal, envia-a no trilho de uma notícia que o próprio considera insignificante. Sem saber, essa mesma reportagem, banal e sem interesse, tem ligações ao caso das Forças Armadas que investiga, sendo aos poucos desvendada uma complexa teia de conspirações, propícia a um artigo jornalístico de excepção.

 

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As Mentiras dos Vencedores (Die Lügen der Sieger/The Lies of the Victors) possui uma temática pertinente e bem actual que merece um prolongado debate após o seu visionamento. Tratando-se da enésima obra a reafirmar o papel crucial dos Media na opinião pública, e das fragilidades deles perante a manipulação dos lobbies, o novo filme de Christoph Hochhäusler reflecte na célebre frase do poeta Lawrence Ferlinghetti ("A História é feita com as mentiras dos vencedores") um trabalho de pesquisa ocasionalmente frontal. Esta mesma frontalidade, que embate nas Forças Armadas Alemãs como principal alvo, limita toda a crítica social, até aqui construída apenas como uma "análise interna", como se uma "inside joke" tratasse.

 

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Mas vamos por partes, a condução do tema, seja de que natureza for, deve sim, possuir a emergência do nosso olhar. Porém, e como thriller, este As Mentiras dos Vencedores não sabe transpor na narrativa uma forma de atacar o seu alvo. Nessa narrativa, vincada na senda de outros filmes provocantes como All the President's Men e até mesmo o recente Spotlight, Hochhäusler demonstra uma incapacidade em impor a sua voz de revolta, o que é sublinhado na (falta de) motivação das personagens, como se a sua construção fosse demasiado encarecida de maniqueísmos pueris ou de moralidades subjacentes (a evidenciar na forma como o protagonista é caracterizada; um arrogante misógino com vicio no jogo).

 

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Ainda na sua natureza de thriller, é interessante ver os códigos "hitchockianos" que o realizador constantemente cita, entre os quais um clima de mistério nas tensas sequências, mais do que uma preocupação na concepção do próprio twist. Aliás, a dispensa dessa reviravolta evidencia a forma como este thriller é conduzido, nunca se assumindo no território do subgénero, mas sim usando esses elementos na sua noção crítica. E é nessa crítica que Hochhäusler interessa-se plenamente, nem que para isso prejudique a narrativa. Um dos casos mais flagrantes é a selecção de sequências desfragmentadas com a imprecisão do raccord, um exercício que nos indica o quão interessado está o autor no tema, mais do que propriamente no filme.

 

Filme de abertura do 13º KINO - Mostra de Expressão Alemã

 

Real.: Christoph Hochhäusler / Int.: Florian David Fitz, Horst Kotterba, Lilith Stangenberg

 

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 11:56
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27.1.16

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Em homenagem aos Arrepios!

 

Ao contrário de Pixels, onde a colectânea arcade apenas serviu para empregar mais uma vez Adam Sandler, Goosebumps (Arrepios, em bom português) funciona como uma despretensiosa aventura que "bebe" de um fenómeno literário dos anos 90 (mais de 300 milhões de livros vendidos globalmente) a sua nostálgica novecentista. Na nossa memória é invocado Jumanji, de Joe Johnston, por exemplo.

 

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Contudo, a mais evidente referência, que é astutamente invocada por uma das personagens do filme: The Blob, o original de Irvin S. Yeaworth Jr (aquele com Steve McQueen à mistura), que remete-nos a uma pacata cidade, invadida por algo que não é deste mundo. No caso do filme de Rob Letterman, a grande ameaça é a imaginação de R.L. Stine (aqui interpretado por um não tão irritante Jack Black), uma alusão ao verdadeiro escriba da saga literária de tremendo êxito global que é Goosebumps.

 

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Apesar de serem obras que ficavam muito aquém da grande criatividade, quer narrativa, quer estilística, e o próprio escritor estar a léguas da genialidade, Goosebumps tornou-se numa espécie de curso para "iniciados" a entranharem-se no género do terror. Contam-se assim muitas aventuras terroríficas propícias a apavorar quem ainda não experienciou a puberdade, histórias recicladas e, como Stine descreve, de certa forma auto-desvalorizado o seu trabalho, "goofy" (patetas). Porém, e no fundo, estas funcionaram graças a singelas tramas e um olhar conhecedor aos códigos do terror.

 

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O filme, por sua vez, tenta incutir uma panóplia de homenagens e consegue-o através de uma leitura semi-biográfica, com Stine a transformar-se no protagonista das histórias que o próprio havia criado. O resto é efeitos visuais requintadamente vistosos, humor que varia entre o juvenil e o jovem adulto e "easter eggs" dignos para quem leu os livros na infância. Pois bem, Goosebumps opera, tal como os livros, através da sua simplicidade, nunca esforçando em demasia no tratamento das suas personagens, nem nunca assumindo aquilo que não é. É sim uma aventura passageira que felizmente não envergonha ninguém, nem muito menos defrauda memórias. Poderia sair daqui um dos piores do ano, mas não foi.

 

"Hello. My name is Mr. R.L. Stine. Every story ever told can be broken down into three parts. The beginning. The middle. And the twist."

 

Real.: Rob Letterman / Int.: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush, Ryan Lee, Jillian Bell, Amy Ryan

 

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6/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:59
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É divulgado um novo trailer de Kubo and the Two Strings, a próxima animação dos estúdios Laika (The Boxtrolls, Coraline), novamente gerado sob o processo stop-motion.

 

Kubo nos remeterá a uma aventura aludida ao Japão místico, onde o bondoso e homónimo rapaz vive uma vida humilde enquanto cuida da mãe na sua pacata aldeia. É uma existência tranquila - até que um espírito do passado desperta e aplica uma vingança antiga. Ao tentar escapar de deuses e monstros, a chance de sobrevivência de Kubo reside em encontrar uma armadura mágica, que já uma vez foi usada pelo seu falecido pai, aquele que foi o maior samurai que o mundo já conhecera. Reunindo coragem, Kubo embarca assim numa emocionante odisseia enquanto enfrenta o seu legado, navega pelos elementos e luta bravamente pela Terra e pelas estrelas.

 

Kubo and the Two Strings tem a sua estreia agendada para 2016, os actores Matthew McConaughey, Charlize Theron, Rooney Mara, Ralph Fiennes, George Takei e Art Parkinson  encontram-se cotados no elenco vocal.

 

 

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Falando com Georgina Hayns, supervisora no laboratório de marionetas da Laika Films

Próximo projecto da Laika Films recebe primeiro teaser trailer!

Kubo and the Two Strings será o próximo projecto da Laika Films!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:35
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Foi divulgado o primeiro teaser trailer de Angry Birds, a adaptação animada do popular videojogo criado pela finlandesa Rovio.

 

A história do confronto entre os pássaros irados e os porcos conquistadores será levada para o grande ecrã pelas mãos de Clay Kaytis e Fergal Reilly, dois estreantes na cadeira de realização, mas não no sector animado, visto que executaram cargos de supervisor de animação em obras como Frozen e Hotel Transylvania. Jason Sudeikis, Peter Dinklage, Bill Hader, Danny McBride e Maya Rudolph compõem o elenco vocal.

 

Angry Birds tem estreia portuguesa prevista para 1 de Junho de 2016.

 

 

Ver Também

Primeiro trailer de Angry Birds!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:45
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Cinema respirando teatro! As mulheres como peças principais!

 

Jogo de Damas é uma das provas vivas de que o cinema português cresceu em virtude do teatro e que dificilmente se consegue divorciar dessa arte performativa. O filme de Patrícia Sequeira apresenta-nos quatro mulheres, amigas de longa data, cujas afinidades encontram-se ameaçadas ou apagadas por segredos entre elas, mantidos em cumplicidade ao longo do tempo. Elas voltam a reunir-se no funeral de um quinto elemento dessa irmandade, fisicamente ausente, mas presente em espírito, até nas paredes da sua antiga casa, algures no Alentejo. Casa essa que serve de palco desta trama que desafia e reacende relações. Jogo de Damas contempla-se como um filme de actrizes, de mulheres que preenchem um cenário limitado, como qualquer ensaio de cerco, operando como peões de uma peça prestes a ser encenada.

 

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Não se pode negar. Existem momentos de conforto neste melodrama no feminino, diálogos que têm tanto de criativo como de trivial, podendo afirmar-se o mesmo em relação aos desempenhos das suas actrizes. Estas, invocam a essência da performance que relembra Persona (A Máscara), de Ingmar Bergman, mas também aquilo que o público conhece das carreiras televisivas. Infelizmente, todo este grupo carece de sedução. Se o trabalho de actor parece ser amenizado pelas afinidades criadas durante a rodagem, compreende-se que estas actrizes tinham mais para dar nos seus registos e que a câmara de Patrícia Sequeira pedia mais do que simplesmente preguiça: exigia liberdade. Tal como as interpretações, pouco se viu dela aqui.

 

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Apesar de todo este "e se", que poderia tornar Jogo de Damas em algo verdadeiramente memorável, esta fita é na sua essência um trabalho que oferece aquilo que foi exigido. Nada mais, nada menos. Um cerco dramático de intrigas, que requisita do teatro como sua artéria aorta e das suas actrizes como fluentes correntes sanguíneas. Sim, é um filme de actrizes, nisso já tínhamos percebido desde o início.

 

"Dizes-me até amanhã
Que tem de ser que te vais
Porque amanhã sabes bem
É sempre longe demais
Acendo mais um cigarro
Invento mil ideais
Só que amanhã sei-o bem
É sempre longe demais"
- Rádio Macau

 

Real.: Patrícia Sequeira / Int.: Fátima Belo, Rita Blanco, Maria João Luís, Ana Nave, Ana Padrão

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 20:30
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A curta-metragem de Jim Cummings, Thunder Road, tornou-se no grande vencedor da Competição de Curtas-Metragens do Festival de Sundance, a decorrer desde dia 21 de Janeiro no Park City. A produção norte-americana foi laureada com o Grande Prémio do Júri. No certame estavam inscritos mais de 72 curtas, que foram avaliadas por um júri composto pela crítica de cinema da MTV, Amy Nicholson, o comediante Key Keegan-Michael e Gina Kwon da Amazon.

 

 

Grande Prémio do Júri

Thunder Road

 

Prémio do Júri (Ficção EUA)

The Procedure

 

Prémio do Júri (Ficção Internacional)

Mom (s)

 

Prémio do Júri (Não Ficção)

Bacon & God Wrath

 

Prémio do Júri (Animação)

Edmond

 

Prémio Especial do Júri (Interpretação)

Grace Glowicki (Her Friend Adam)

 

Prémio Especial do Júri (Realização)

Peacock

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:17
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27.1.16

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Ver mais sobre o festival, aqui

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:54
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Os filmes Marguerite e Trois Souvenirs de Ma Jeunesse são os mais nomeados aos prémios atribuídos pela Academia Francesa de Cinema, César, cada um com 11 nomeações. Logo atrás seguem Dheepan [ler crítica] e Mustang, com 9 indicações cada.

 

Nesta edição dos César é de destacar três mulheres na categoria de Melhor Realizador: Deniz Gamze Ergüven por Mustang, Maïwenn por Mon Roi [ler crítica] e Emmanuelle Bercot por La Tête Haute. Esta última, ainda encontra-se nomeada como Melhor Actriz (por Mon Roi) e na categoria de Melhor Argumento (também por La Tête Haute).

 

Florence Foresti será a anfitriã da cerimónia de entrega dos César, a ser realizada no Teatro Chatelet, a 26 de Fevereiro. O actor norte-americano Michael Douglas vai ser laureado com o César honorário.

 

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Melhor Filme

Dheepan
Fatima
La Loi du Marché
Marguerite
Mon Roi
Mustang
La Tête Haute
Trois Souvenirs de ma Jeunesse


Melhor Primeiro Filme

L'affaire SK1
Les Cowboys
Mustang
Ni le ciel ni la terre
Nous trois ou rien


Melhor Documentário

El Botón de Nácar, de Patricio Guzmán
Cavanna, de Denis Robert e Nina Robert
Demain, de Cyril Dion e Mélanie Laurent
L’image manquante, de Rithy Panh
Une jeunesse allemande, de Jean-Gabriel Périot


Melhor Filme de Animação

Adama, de Simon Rouby
Avril et le monde truqué, de Franck Ekinci e Christian Desmares
The Little Prince, de Mark Osborne


Melhor Curta-Metragem 

La contre-allée
Le dernier des céfran
Essaie de mourir jeune
Guy Moquet
Mon héros

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

La nuit américaine d'Angélique
Le repas dominical
Sous tes doigts
Tigres à la queue leu leu


Melhor Filme Estrangeiro

Birdman (Alejandro González Iñárritu)
Saul Fia (László Nemes)
Je suis mort mais j’ai des amis (Guillaume Malandrin)
Mia Madre (Nanni Moretti)
Taxi (Jafar Panahi)
Le tout nouveau testament (Jaco van Dormael)
Youth (Paolo Sorrentino)


Melhor Realizador

Jacques Audiard (Dheepan)
Emmanuelle Bercot (La Tête Haute)
Stéphane Brizé (La Loi du Marché)
Arnaud Desplechin (Trous souvenirs de ma jeunesse)
Xavier Giannoli (Marguerite)
Maïwenn (Mon Roi)
Deniz Gamze Ergüven (Mustang)


Melhor Actor

Jean-Pierre Bacri (La Vie très privée de Monsieur Sim)
Vincent Cassel (Mon Roi)
François Damiens (Les Cowboys)
Gérard Depardieu (Valley of Love)
Vincent Lindon (La Loi du Marché)
Fabrice Luchini (L'hermine)
Antonythasan Jesuthasan (Dheepan)


Melhor Actriz

Loubna Abidar (Much Loved)
Catherine Deneuve (La Tête haute)
Emmanuelle Bercot (Mon Roi)
Cécile de France (La Belle saison)
Catherine Frot (Marguerite)
Isabelle Huppert (Valley of Love)
Soria Zeroual (Fatima)


Melhor Actor Secundário

Benoît Magimel (La Tête haute)
Louis Garrel (Mon Roi)
Michel Fau (Marguerite)
Vincent Rottiers (Dheepan)
André Marcon (Marguerite)


Melhor Actriz Secundária

Sara Forestier (La Tête haute)
Agnès Jaoui (Comme un avion)
Noémie Lvovsky (La Belle saison)
Karin Viard (21 nuits avec Pattie)
Sidse Babett Knudsen (L'hermine)


Melhor Revelação Masculina

Félix Moati (À trois on y va)
Swann Arlaud (Les anarchistes)
Quentin Dolmaire (Trois souvenirs de ma jeunesse)
Finnegan Oldfield (Les Cowboys)
Rod Paradot (La Tête haute)


Melhor Revelação Feminina

Lou Roy Lecollinet (Trois souvenirs de ma jeunesse)
Diane Rouxel (La Tête haute)
Zita Hanrot (Fatima)
Sara Giraudeau (Les bêtises)
Camille Cottin (Connasse)


Melhor Argumento Original

Dheepan
Marguerite
Mustang
La Tête haute
Trois souvenirs de ma jeunesse


Melhor Argumento Adaptado

L'affaire SK1
Asphalte
L'Enquête
Fatima
Journal d'une femme de chambre


Melhor Fotografia

Dheepan
Marguerite
Mustang
Trois souvenirs de ma jeunesse
Valley of Love


Melhor Montagem

Dheepan
Marguerite
Mon Roi
Mustang
Trois souvenirs de ma jeunesse


Melhor Música Original

Les Cowboys (Raphaël)
Mon Roi (Stephen Warbeck)
En Mai fais ce qu’il te plait (Ennio Morricone)
Mustang (Warren Ellis)
Trois Souvenirs de ma jeunesse (Grégoire Hetzel)


Melhor Som

Dheepan
Marguerite
Mon Roi
Mustang
Trois souvenirs de ma jeunesse


Melhor Guarda-Roupa

Journal d’une femme de chambre
Marguerite
Mustang
L’odeur de la mandarine
Trois souvenirs de ma jeunesse


Melhor Direcção Artística

Dheepan
Journal d’une femme de chambre
Marguerite
L’odeur de la mandarine
Trois souvenirs de ma jeunesse

 

 

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Ver Também

Birdman: or (The Unexpected Virtue of Ignorance) (2014)

Journal d'une Femme de Chambre (2015)

La Loi du Marché (2015)

Mia Madre (2015)

The Little Prince (2015)

Youth (2015)

 


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publicado por Hugo Gomes às 12:42
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Arranca hoje, dia 27 de Janeiro, a 13ª edição do KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã, que regressa ao Cinema São Jorge e ao Goethe-Institut com mais uma diversificada mostra cinematográfica oriunda da Alemanha, Áustria, Luxemburgo e Suíça. O festival, que prolongará até dia 4 de Fevereiro em Lisboa, contará este ano com duas extensões, em Coimbra (28 a 30 no teatro Gil Vicente) e Porto (30 a 1 de Fevereiro na Fundação Serralves e na Casa das Artes).

 

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The Lies of the Victors (As Mentiras dos Vencedores) terá as honras de abrir a selecção. Dirigido e co-escrito por Ulrich Peltzer (que estará presente na sessão), este thriller remete-nos à manipulação dos medias e os lobbies por detrás das Forças Armadas Alemãs. Trata-se de uma obra provocador sob o mesmo signo de um All President's Men, de Alan J. Pakula. Numa mostra principal por 12 longas-metragens, destaca-se ainda os filmes; We are Young. We Are Strong (Somos Jovens. Somos Fortes) sobre a juventude pós-RDA, os novos trabalhos de Faith Akin (The Cut) e Andreas Dresen (Als wir Träumten / Quando Sonhávamos), e ainda o romance trágico Von jetzt an kein Zurück (Ponto sem Retorno).

 

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O KINO orgulha-se ainda de apresentar uma retrospectiva dedicada a Rosa von Praunheim, um assumido precursor do movimento homossexual na Alemanha. Em colaboração com Cinemateca Portuguesa e com o crítico Augusto M. Seabra, o ciclo dará a conhecer oitos dos seus mais importantes filmes. O polémico cineasta estará presente na sessão do último filme apresentado, Härte (Brutalidade), uma obra que mistura entrevistas com encenações inspiradas em relatos autobiográficos do campeão de karaté, Andreas Marquardt. 

 

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Porém, não é só de ficção que se movimenta o KINO, os documentários adquirem aqui um papel importante na sua programação. Na secção KINOdoc será possível assistir a uma mostra recente desse mesmo género, correspondendo a temas mediáticos e bem actuais. Entre os quais Lampedusa im Winter (Lampedusa no Inverno), recentemente vencedor de um Prémio da Academia Austríaca, que aborda questões sensíveis, político-sociais da situação dos refugiados do Mediterrânea, explorando especificamente a apelidada "Ilha dos Refugiados", em Itália. Seguindo a mesma senda temos Neuland (Território Desconhecido), sobre a integração de jovem estrangeiros na Suíça, e Willkommen auf Deutsch ("Bem-Vindo" em Alemão) que nos demonstra um choque emocional e social de um pequena localidade alemã que recebe um grupo de refugiados.

 

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Na secção Mostra Escolas, o KINO traz até nós a comédia Fack Ju Göhte!, de Bora Dağdekin, descrito como o filme alemão mais bem-sucedido, tendo levado de sete milhões de espectadores a assisti-lo na sua época de estreia.  

 

Para mais informação sobre o festival, ver aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:02
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