Cinematograficamente Falando ...

Fevereiro 07 2010

George Clooney nas Nuvens!

 

A crise económica é algo que perturba tudo e todos, porém uma das causas para esse decrescente social advém á natureza do ser humano, o seu egoísmo e a ambição de evoluir tecnologicamente fazem com que pessoas sejam automaticamente reduzidas a números e prejuízos na ficha de encargo / despesas. E é no centro desse caos calmo que surge um personagem como Ryan Bingham (George Clooney), que tem como profissão viajar pelos quatro cantos do país até às milionárias empresas no intuito de “despender” (termo técnico utilizado para a palavra despedimento) pessoal, melhor dizendo pessoas. Torna-se num vendedor, um orador que traz consigo a marca de um dos dias mais infelizes na vida daqueles empregados, o dia em que se apercebem que todo o esforço, trabalho e suor foi em vão, e que ninguém está acima do substituível. Bingham, sendo esse cúmplice do diabo que ganha a vida a despedir pessoas, ironicamente é despedido da sua própria empresa, quando as altas patentes descobrem que é mais fácil e menos dispendioso “dispensar” via online através de um programa de vídeo-chamada do que ter trabalhadores que viajam para essas mesmas empresas. Porém enquanto o projecto ainda se encontra em via experimental, Bingham embarca numa última viagem de negócios, á pendura está a jovem Natalie Keener (Anna Kendrick), a mais recente “aquisição” da empresa de Bingham, sendo ela talvez responsável por esse encurtamento de pessoal. George Clooney é cada vez mais um actor despido de “tiques” de vedeta ou estrela, um autor que se mantém sempre presente no cinema norte-americano, e em Up in the Air, ele se retém em forma no papel de um estereótipo plástico, vazio intrinsecamente cujo seu único objectivo seja cumprir o número recorde de milhas da sua companhia aérea. De resto é uma vida oca, sem sentido direccional, nem nada que o agarra ao sedentarismo, convicto a acreditar numa filosofia sua, de que o ser humano necessita de viver apenas com “bagagem vazia” para obter sucesso e gloria na sua vida, Bingham mais cedo ou mais tarde se apercebe que tudo que havia construído até hoje, não tem nexo sem a partilha, porém sua conclusão chega quando conhece a sua “versão feminina” em Alex Goran (Vera Farmiga), outra trabalhadora viajante. Realizado por Jason Reitman, filho do director Ivan Reitman (Ghostbusters), tem criado ao seu redor um cinema próprio, visões cínicas e irónicas de uma sociedade onde vive, em 2005 satirizou as empresas tabaqueiras em Thank You For Smoking, em 2007 conquista quase meio mundo com a crónica de uma adolescente grávida em Juno, escrito por Diablo Cody, agora em 2009, adapta o livro de Walter Kirn e molda um cenário actual e realista que aborda temas que continuam a ser dores de cabeças às várias nações. Up in the Air antes de chegar até nos arrecadou inúmeros prémios e nomeações em festivais e eventos distintivos, até mesmo está entre os nomeados ao Óscar de Melhor Filme, que segundo os especialistas com grandes chances, porém antes de mais aconselho-o a verem sem seguir a lista de prémios, porque Up in the Air poderá ser considerado á primeira vista um “simples filme de Domingo á tarde” como já ouvi a ser adjectivado, mas como Clooney afirma em certa altura “Uso estereótipos, porque é mais fácil”, o mais difícil é mesmo penetrar nessa capa de modelo e entrar neste mundo humanista onde cada dialogo é uma trunfo de às. Aliás, depois deste filme penso que ninguém poderá contrariar a minha afirmação, em que Vera Farmiga é mesmo uma actriz de “A” grande.

Real.: Jason Reitman

Int.: George Clooney, Anna Kendricks, Vera Farmiga, J.K. Simmons

 

Imagens

 

    

 

A não perder – um dos melhores filmes de 2009

 

O melhor – o argumento actual, humanista e Vera Farmiga

O pior – se o Óscar de Melhor Filme for mesmo para Avatar de James Cameron.

 

Recomendações – Thank You For Smoking (2005), Love Happens (2009), Terminal (2004)

 

Ver Também

Juno (2007)

Thank You For Smoking (2005)

 

Ver Outras Fontes

Cinema is My Life – Up in the Air

Split Screen – Nas Nuvens, por Tiago Ramos

9/10

 

publicado por Hugo Gomes às 22:00
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Fevereiro 07 2010

Real.: Francis Ford Coppola

Int.: Vincent Gallo, Maribel Verdu, Alden Ehrenreich

 

 

Filme

Bennie (Alden Ehrenreich) reencontra o irmão mais velho, Tetro (Vincent Gallo), que não via á dez anos. Porém este inesperado momento não se torna pacífico, nem harmonioso, mas sim conflituoso e revoltado, tudo porque existe demasiados segredos na vida de Tetro e de Bennie.

Veredicto

O segundo filme da segunda vida de Francis Ford Coppola, que optou por um carreira mais livre e discreta. Tetro é um amontoado de referências ao cinema mais clássico do autor, um conjunto de excelentes protagonistas e uma trama que roça entre o mais experimental e mainstream. Porém é absolutamente concreto que é um filme que não agradará muita gente, principalmente para quem não apoia esta decisão filmografica do realizador de O Padrinho.

AUDIO

Inglês

Francês

Espanhol

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Francis Ford Coppolo Masterclass no Estoril Film Festivel 09
Coppola conversa sobre:
- Filmes Anti-Guerra
- Tecnologia do Futuro
- Filmes Pessoais
- Filmar Digital
- Vincent Gallo
- Cinema enquanto Jazz
-
Cinema como linguagem
- Filmes Independentes
- O Futuro do Cinema
Entrevista ao Director de Fotografia Mihai Malaimare Jr. No Estoril Film Festival 09
Galeria de Imagens
Trailers
DVD Rom

 

Distribuidora – Clap Filmes

 

Ver Também

Tetro (2009)

 

FILME –

DVD -

 

publicado por Hugo Gomes às 18:56
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Fevereiro 07 2010

publicado por Hugo Gomes às 18:22

Fevereiro 07 2010

 

Chloe é uma das grandes apostas no ramo o thriller erótico, um dos exemplos da ascensão da jovem actriz Amanda Seyfred, que vimos em Mean Girls (2004), mas foi o seu sucesso aflua de Mamma Mia! um musical bem sucedido de Phillyda Lloyd. Após Jennifer’s Body ao lado da sex simbol Megan Fox, Seyfred veste agora a pele da homónima personagem, uma sensual e jovem prostituta contratada pela medica Catherine (Julliane Moore) para seduzir o seu marido, David (Liam Nesson), que segundo qual tem duvidas acerca da sua fidelidade matrimonial. Realizado pelo egípcio realizador Atom Egoyan (Ararat) e escrito por Erin Cressida Wilson (Fur: An Imaginary Portrait of Diane Airbus), Chloe é o remake americano do sucesso Nathalie … (Anne Fontaine, 2003).

 

publicado por Hugo Gomes às 18:19

Fevereiro 07 2010

Com o lançamento dos DVDs de Fama e de Talking to Pelham 1 2 3, que são dois exemplos de remakes estreados no ano passado e que indiscutivelmente não ultrapassaram os originais, decidi então tirar algumas teimas e elaborar um top dos 10 piores remakes. Oportunistas e sem originalidade são os adjectivos mais exactos para todos eles.

 

#10) Rollerball (2002)

Norman Jewison realiza em 1975 um filme de ficção científica cruzado com a temática de desporto em que James Caan se vê submetido num jogo futurístico que cruza hóquei com os primórdios dos gladiadores de arena. Em 2002, John McTiernan fez uma “borrada” tão irreversível na sua carreira que foi refaze-lo para o novo século, resultado para além de possuirmos a nosso dispor um argumento inconsequente e imaturo, é que o espectador fica a merecer de um elenco sem brilho e os “miolos a serem fritos” quando vemos quedas e mais quedas num jogo sem inspiração.

 

#09) The Day The Earth Stood Still (2008)

O original de Robert Wise (1951) é um dos marcos da ficção científica cuja sua mensagem ainda hoje perdura e mantém sempre actual, a versão de 2008 por outro lado é um contagiado da síndrome de Al Gore e enche todo o seu contexto com mensagens ecológicas e efeitos especiais sofisticados, que se tornam banais graças a um enredo enfadonho e interpretações melancólicas, apenas Keanu Reeves, conhecido pela sua inexpressividade foi o único que tem um papel á altura na pele do extraterrestre Klaatu.

 

#08) The Hitcher (2007)

Platinum Dunes, empresa gerida por Michael Bay, faz das suas e pega numa obra de culto como The Hitcher de Robert Harmon (1986) e a torna numa espécie de “petisco” para a geração MTV. Sean Bean substitui Rutger Hauer, o qual se torna numa cópia exacta da personagem de Ryder. Um filme hiperactivo, sem grande noção do conceito original e com todos os ingredientes de um espectáculo mais visto e revisto.

 

#07) The Planet Of The Apes (2001)

Tim Burton até não costuma ser realizador destas “coisas”, porém errar é humano e obviamente Planet of the Apes é o seu erro numa carreira quase imaculada. Se o improvável, mas inteligente filme de ficção científica de Franklin J. Schaffner (1968) é um dos mais famosos e importantes pilares na história desse famoso género cinematográfico, Tim Burton’s Planet of the Apes é uma pomposa aventura que cai no facilitismo do espectáculo, dá-nos uma história hiperactiva e muita “macacada”. Não é no seu total mau, mas não adianta, nem atrasa, é um daqueles casos que o remake é desnecessário.

 

#06) The Pink Panther (2006)

Se há coisas que eu não entendo são os remakes, outras são quem as produz. The Pink Panther, a celebre comédia de 1963 com Peter Sellers foi refeito em 2006 por Shawn Levy, cujo Steve Martin veste a pele do Inspector Clouseau. Se na versão dos anos 60, Closeau era uma personagem inteligente, porém ingénuo e com queda para desastres na nova versão ele parece ser o irmão mais intelectual de Mr. Bean, um palhaço infantil e imaturo com gags que roçam a credibilidade e a inverosimilhança. Quanto á sequela de 2009, esqueçam, é melhor não falar.

 

#05) The Haunting (1999)

Uma das regras importantes num filme de terror é que efeitos especiais são para eles como azeite e agua, simplesmente não se misturam. Jan de Bont, realizador de filmes de acção como Speed e Tomb Raider, decide “pegar” no clássico de 1963 e enche-lo com pirotecnia e uma sugestiva componente técnica áudio-visual, resultando um filme de assombrações que tem de tanto assustador como os programas infantis que passam nas manhãs televisivas. Um horror de filme!

 

#04) The Wicker Man (2006)

É penoso ver Nicolas Cage a submeter a tão mau gosto, The Wicker Man é baseado no subvalorizado thriller de Robin Hardy em 1973, sobre um agente da policia que investiga o desaparecimento de uma criança numa pequena ilha onde reina uma antiga e pouco ortodoxa religião pagã. The Wicker Man se resume a uma viagem pelo péssimo trabalho dos envolventes, quer na realização e o seu trabalho de câmara, quer mesmo na péssima perfomance do actor Nicolas Cage, a história é encaminhada por curtos momentos de facilitismo e a correria da narrativa leva-nos a um fatigante e pesado final. Felizmente foi mal recebido pelo público em gera de tal forma que a prevista produção de uma sequela foi negada pelo estúdio.

 

#03) Swept Away (2002)

Agora que o autor Guy Ritchie está a reavivar a sua carreira como realizador graças aos sucessos que obteve com Rockn’Rolla e Sherlock Holmes, porém foi um projecto que facilmente conseguiu fazer com que batesse no fundo da criatividade. Swept Away, sendo esse o título do responsável, é uma variação do náufrago “embrulhado” com muita luxúria e puro voyeurismo erótico onde a sua ex-mulher, a estrela internacional da música pop, Madonna (segundo ela, o marido a creditou no papel de protagonista porque era barata e se encontrava disponível) cai nos braços de Adriano Giannini (a desempenhar o original papel do seu pai, Giancarlo Giannini), ambos sujeitados á areia da praia e ao mar de sonho. Mais próximo de uma edição recente dos Survivors, Swept Away é um desequilibrado drama romântico sem ponta que se pegue, onde os protagonistas dão o seu pior. Remake da comédia romântica italiana Travolti da un Insolito Destino Nell'azzurro Mare d'Agosto (Lina Wertmuller, 1974).

 

#02) One Missed Call (2008)

Em 2003, o referente realizador nipónico Takashi Miike decide homenagear o crescente J-terror que expande em todo o mundo através do seu filme One Missed Call, que citava as fórmulas de filmes do género como The Grudge de Takashi Shimizu ou The Ring de Hideo Nakata. Mas ao contrário das versões americanas dos dois últimos referidos, a “remodelação” de One Missed Call (Eric Valete) resultou numa trapalhada mal executada. Maus actores, maus CGI, mau argumento, maus sustos, mau realizador, ou seja mau em quase tudo. A evitar!!

 

#01) The Fog (2005)

Regra geral, um remake não é mais do que a alegoria lei do menor esforço dos grandes estúdios cinematográficos, o facto é que muitas vezes o legado de outros filmes são pretextos para a produção de outros idênticos mas carimbado de forma diferente, em termos económicos é o mesmo que comprar produtos mais baratos e para depois revende-los a outrem com um preço mais luxuoso. Enquanto essa politica que indica ao cinéfilo que os graus de inspiração cinematográfica estão a baixar consideravelmente continua a ser executado até á exaustão, filmes como The Fog de John Carpenter são refeitos sem a menor dignidade. Rupert Wainwright era demasiado amador para se encontrar na sombra do mestre do terror, John Carpenter, mas ninguém queria saber, resultando assim num desastre artístico ao vermos um dos mais incontornáveis filmes do terror dos anos 80 a ser “assassinado” por uma salada de variações e um elenco sem brilho e esforço. Depois disto veio Halloween de Rob Zombie, e mais virão da filmografia de Carpenter á espera de serem readaptados, o qual a espíritualidade do mestre seja ofuscada pelo amadorismo e ganância dos produtores milionários. Quando o cinema deixa de ser arte e passa a ser fast-food …

 

Ver Também

The Day the Earth Stood Still (2008)

The Wicker Man (2006)

Halloween (2007)

The Taking Pelham 1 2 3 (2009)

The Haunting (1963 / 1999)

The Pink Panther (1963 / 2006)

The Pink Panther 2 (2009)

The Hitcher (2007)

Top 10 – Os Melhores Remakes

 

Para o leitor qual é o pior remake que já assistiu?

 

publicado por Hugo Gomes às 17:13
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Fevereiro 05 2010

Ouviste falar de comédias americanas?

 

Numa temporada em que os chamados “filmes de Óscar” se estreiam aos trambolhões, as distribuidoras portuguesas decidem então lançar aos cinemas a comédia “Did you Hear About The Morgans” de Marc Lawrence (Music and Lyrics), que volta a trabalhar com o actor Hugh Grant que se auto-titula como o rei das “comédias românticas”. A juntar a ele é a cosmopolita Sarah Jessica Parker que será sempre confundida com a sua personagem Carrie em Sex and the City, ambos interpretam um casal recém-divorciado, e por mero acaso são testemunhas de um brutal crime, o que automaticamente os leva ao programa de protecção de testemunhas. Desnecessário será dizer que as suas identidades são alteradas e o ex-casal é obrigado a assumir o estatuto de casados numa localidade campestre isolada das grandes cidades do país. Se o autor literário, W. Sommerset Maugham afirma que a maior das jornadas é a distancia entre dois seres, Did you Hear About the Morgans cita directamente do coração mais romântico e varia o conceito de segunda oportunidade, porém escusado será dizer que esta comédia é dispensável nas filmografias de tão famosos actores, que tirando a premissa (neste caso deveria se chamar a desculpa de reuni-los) nada atrasa nem avança nesta pseudo- comedia romântica que tem alguma pressa em terminar. Parker e Grant são dois exemplos de prisioneiros aos seus egos, cujos papeis já não variam neste competitivo mercado cinematográfico. Banal, previsível, sem chama nem criatividade, é o que resume Did You Hear About Morgans, agora se quiserem algum motivo para vê-lo numa sala de cinema será obviamente pelos actores Sam Elliot (os papeis são os mesmos, mas o homem continua carismático) e a versátil Mary Steenburgen. Agora é pura ignorância das distribuidoras filmes como este ter um mais abrangente estreia no nosso país, que por exemplo The Road de John Hillcoat, que estreou no mesmo dia. Certamente Portugal sabe rir, mas sem qualidade.

Real.: Marc Lawrence

Int.: Hugh Grant, Sarah Jessica Parker, Sam Elliot, Mary Steenburgen

 

Imagens

 

   

 

 

A não perder – as pipocas obviamente!

 

O melhor – a dupla Elliot / Steenburgen

O pior – é vulgar, mesmo com uma premissa tão promissora

 

Recomendações – KillShot (2006), Music & Lyrics (2007), Hannah Montana – The Movie (2009)

 

4/10

 

publicado por Hugo Gomes às 00:01
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Fevereiro 04 2010

Devido ao sucesso estrondoso de Avatar de James Cameron, alguns estúdios decidiram converter as suas fortes apostas em 3D. Um dos casos desse “sindroma” é as duas últimas partes de Harry Potter, dirigidas por David Yates – Harry Potter and the Deadly Hollows – uma com estreia prevista para este ano e a segunda parte em 2011, o estúdio pertencente, a Warner Brothers irá também lançar o remake Clash of The Titans de Louis Leterrier a três dimensões, em Portugal tem data de estreia para 15 de Abril deste ano. A Paramount Pictures irá lançar Transformers 3 de Michael Bay também ele com esse formato em 2011.

 


Fevereiro 03 2010

Dickens digital!

 

Há a sensação de que Robert Zemeckis (Back to the Future, Forrest Gump) abandonou há muito a velha forma de filmar, filmes de acção real substituídos pela sofisticação e a ilimitação da tecnológica caption motion, destacada ao rubro em Avatar de James Cameron, dispensa comentários. Este processo informático requer na scanização das expressões faciais dos actores para o respectivo programa o qual existem inúmeras ferramentas de caracterização destes corpos informáticos, tudo deriva da caricata visão de actores vestidos com fatos flexíveis pleno em fios sensoriais. Depois da livre imaginação de Polar Express (2004) e da adaptação do antigo folclore, Beowulf (2007), Zemeckis revive o tão convertido conto de Charles Dickens (1843), cuja liberdade visual permite o autor gozar de uma excelente aderência entre a imaginação de Dickens e na caracterização dos fantasmas de Natal. A Christmas Carol, sendo esse o título desta centenária história sobre o espírito do Natal, é um ensaio sobre a versatilidade de Jim Carrey como actor, compondo nesta obra quatro personagens diferentes, todas elas distintas em termos de tiques, outras especificações e ausente do seu habitual ego. No mesmo ramo interpretativo está o outro actor bem flexível na indústria hollywoodesca, Gary Oldman (The Dark Knight, Leon) que também compõe uma vasta gama de personagens. Zemeckis, porém, mesmo sob a pressão do filme de família, consegue preservar o espírito de Dickens e traz a nós a mais negra e talvez mais adulta versão do conto no cinema, trazendo ao espectador alguns sustos digitais e surpresas no ramo da animação. E como filme de família apenas a emotividade e a moral de Dickens se encontram inteiramente inseridos na narrativa. Mais sofisticado que as duas obras anteriores, Zemeckis consegue o conto natalício perfeito deste ano, uma aventura digital invejável, sendo o autor o rei desta tecnologia, muito antes de Cameron ser o “The King of the World”.

Real.: Robert Zemeckis

Int.: Jim Carrey, Gary Oldman, Colin Firth, Michael J. Fox, Bob Hoskins, Robin Wright Penn

 

Imagens

 

   

 

 

A não perder – um conto visualmente arrebatador e negro

 

O melhor – no meio daquela sofisticação, a versatilidade de Carrey

O pior – ser confundido com desenhos animados

 

Recomendações – The Monster House (2006), Polar Express (2004), Avatar (2009)

 

8/10

 

publicado por Hugo Gomes às 23:26
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Fevereiro 03 2010

publicado por Hugo Gomes às 05:28
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Fevereiro 03 2010

 

Pois é, parece que Avatar de James Cameron para além de conquistar meio mundo, consegue encantar os votantes da Academia, e tal como aconteceu nos Goldens Globes, o bilionário filme de ficção científica é um rei nas nomeações; conquistando nove indicações, a par com a surpresa de Kathryn Bigelow, The Hurt Locker, são as fitas mais nomeadas. Surpresas e previsibilidades, eis a lista:

 

Melhor Filme

Avatar

The Blind Side

District 9

An Education

The Hurt Locker

Inglourious Basterds

Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

A Serious Man

Up

Up in the Air

 

 

Melhor Actor Principal

 

Jeff Bridges, Crazy Heart

George Clooney, Up in the Air

Colin Firth, A Single Man

Morgan Freeman, Invictus

Jeremy Renner, The Hurt Locker

 

 

Melhor Actriz Principal

 

Sandra Bullock, The Blind Side

Helen Mirren, The Last Station

Carey Mulligan, An Education

Gabourey Sidibe, Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

Meryl Streep, Julie & Julia

 

 

Melhor Actor Secundário

 

Matt Damon, Invictus

Woody Harrelson, The Messenger

Christopher Plummer, The Last Station

Stanley Tucci, The Lovely Bones

Christoph Waltz, Inglourious Basterds

 

 

Melhor Actriz Secundaria

 

Penélope Cruz, Nine

Vera Farmiga, Up in the Air

Maggie Gyllenhaal, Crazy Heart

Anna Kendrick, Up in the Air

Mo’Nique, Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

 

 

Melhor Realizador

 

Kathryn Bigelow, The Hurt Locker

James Cameron, Avatar

Lee Daniels, Precious: Based on the Novel Push by Sapphire

Jason Reitman, Up in the Air

Quentin Tarantino, Inglourious Basterds

 

 

Melhor Filme De Língua Estrangeira

 

Ajami, Scandar Copti / Yaron Shani

Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte, Michael Haneke

El secreto de sus ojos, Juan José Campanella

Un prophète, Jacques Audiard

La teta asustada, Claudia Llosa

 

 

Melhor Filme De Animação

 

Coraline

Fantastic Mr. Fox

The Princess and the Frog

The Secret of Kells

Up

 

 

Os vencedores serão revelados na gala de 7 de Março. Para ver lista completa aqui

 

publicado por Hugo Gomes às 05:11
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Janeiro 31 2010

Bem, antes de anunciar os vencedores, queria agradecer a todos pelas votações e pela adesão desta iniciativa que já vai na terceira edição. Por isso um muito obrigado. Agora vamos ao que interessa os resultados das votações dos Cinebloggers Awards:

 

MELHOR BLOG ESTRANGEIRO

Awards Daily Blog

 

BLOG REVELAÇÂO

See Saw Seen

 

BLOG CARISMATICO

Brain-Mixer

 

MELHORES CRITICAS NUM BLOG

Cineroad

 

MELHORES ARTIGOS NUM BLOG

Split Screen

 

MELHOR DESIGN NUM BLOG

Cineroad

 

MELHOR BLOG DE NOTICIAS

Split Screen

 

MELHOR BLOG DE CINEMA DO ANO

Cineroad

 

- Para todos os vencedores parabéns e a continuação de um excelente trabalho que têm vindo a desenvolver até agora, quanto aos que não vencerão, parabéns na mesma.

Como já é habitual, deixo um desafio aos justos vencedores, em seus “estamines” desenrolarem uma espécie de discurso digno de Óscar, o qual poderão agradecer aos pais, terra natal ou até ao periquito, bem, isso cabe-vos na vossa imaginação.

Bons Filmes, Hugo Gomes

 

publicado por Hugo Gomes às 19:56

Janeiro 31 2010

Real.: Kevin Tancharoen

Int.: Naturi Naughton, Kay Panabaker, Anna Maria Perez de Tagle

 

 

Filme

O filme é um retrato dos alunos da Escola de Artes de Nova Iorque, desde a rígida selecção das entradas até á luta destes mesmos para sobreviver o estabelecimento de ensino e alcançar o tão esperado sucesso.

Veredicto

Remake de uma fita de sucesso de Alan Parker em 1980, o qual originou uma igual bem sucedida série televisiva. Esta versão é mais adaptável às novas gerações, equilibrando o drama adolescente com a música característica. Porém como fita chega a ser um pouco frouxo.

AUDIO

Inglês Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

 

EXTRAS

Trailer
Cenas Cortadas
Entrevistas
Videoclip

 

Distribuidora – Zon Lusomundo

 

FILME –

DVD -

 

publicado por Hugo Gomes às 19:36
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Janeiro 31 2010

A vida é uma estrada!

 

A estrada representada em La Strada de Federico Fellini não é mais do que um percurso entre duas figuras de teor trágico que se encontram entre o comum da inocência, cada um exposta á sua maneira. Num tempo em que Federico Fellini, nome que se fazia sentir no neo-realismo italiano, um dos seus filmes mais emblemáticos foi realizado, La Strada (1954), uma metáfora da vida exposta pela jornada entre uma jovem mulher com problemas mentais, Gelsomina (Giuletta Masina), vendida pela mãe a um artista circense ambulante, Zampanó (Anthony Quinn). Enquanto os dois seguem numa estrada sem fim, são confrontados com as suas diferenças, medos e a repudia social de ambos, Zampano e Gelsomina são dois seres inadaptados que se completam não pelo amor, mas pela visão que têm do mundo que os rodeia. La Strada é um belíssimo exemplo onde não é chegada que conta, mas sim o percurso, a distância de dois seres. Negro, realistamente cru e magnificamente belo, nem que seja pela música composta por Nino Rota (que virá a ser o compositor musical predilecto da filmografia de Fellini), com magnificas interpretações de Giuletta Masina, a mulher de Federico Fellini, com os olhos mais expressivos do cinema clássico, Anthony Quinn, numa figura que causa certa repudia inicial e também Richard Basehart na pele do The Fool, uma personagem tão deslocada do contexto da fita, á semelhança de qualquer figura de um conto de Lewis Carol, um louco com diálogos “meanless”, mas ao mesmo tempo sábios em relação às leis do Mundo civilizado. Fellini se comporta como um mero espectador e mergulha de cabeça na pobreza intrínseca de Itália, onde mais uma vez a religião é dona de palavra, porém aqui não a retrata como um veneno mental como nos seus filmes posteriores, mas sim no seio da bondade, quase exclusiva em todo o percurso. A última sequencia, fenomenal devo dizer, nos exibe a crueza que a vida por vezes nos ensina, onde a inocência é a primeira vitima a abater neste percurso de almas. La Strada venceu o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1957 e o Leão de Prata do Festival de Veneza em 1954, uma obra insólita e impar do cinema e da carreira de Fellini.

“For... I don't know. If I knew I'd be the Almighty, who knows all. When you are born and when you die... Who knows? I don't know for what this pebble is useful but it must be useful. For if it’s useless, everything is useless. So are the stars!”

 

Real.: Federico Fellini

Int.: Giuletta Masina, Anthony Quinn, Richard Basehart

 

Imagens

 

   

 

 

A não perder – Um dos filmes mais emblemáticos de Fellini

 

O melhor – a beleza triste desta fita

O pior – não existir muitos filmes destes nos dias de hoje; ternurentos, mas tristes.

 

Recomendações – La Dolce Vita (1960), Natural Born Killers (1994), Ladri di Biciclette (1948)

 

Ver Outras Fontes

Flavio’s World – La Strada (1954)

10/10

publicado por Hugo Gomes às 18:29
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Janeiro 30 2010

Real.: Tony Scott

Int.: Denzel Washington, John Travolta, John Turturro

 

Filme

Walter Garber (Denzel Washington) é um controlador de tráfego dos metros de Nova Iorque, que se vê envolvido numa situação peculiar. Uma dos seus comboios parou e ao estabelecer comunicação com o maquinista, apercebe-se que o dito transporte metropolitano foi sequestrado. Garber terá que controlar a situação para que nenhum refém seja morto pelos sequestradores liderados pelo misterioso Ryder (John Travolta).

Veredicto

Remake de um thriller homónimo de 1974, porém ausente da classe do filme anterior, The Taking of Pelham 1 2 3 é um básico filme de Tony Scott que apresenta-nos desempenhos nada humilhantes de Washington e Travolta. Óptimo para ver no conforto do sofá!

 

AUDIO

Inglês

Espanhol Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS

Português

Inglês

Espanhol

 

EXTRAS

Comentários do realizador Tony Scott

Comentários do argumentista Brian Helgeland e do produtor Todd Black

Não há tempo a perder: o making of de Assalto ao Metro 123

O Terceiro Carril: O metropolitano de Nova Iorque

De cima abaixo: estilizar as personagens

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

 

Ver Também

The Taking of Pelham 1 2 3 (2009)

 

FILME –

DVD -

 

publicado por Hugo Gomes às 23:50
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Janeiro 30 2010

Uma comédia romântica lisboeta!

 

“In António-Pedro Vasconcelos i trust”. È de louvar que ainda exista alguém na cinematografia nacional capaz de reconciliar o púbico, porém sempre manter algo a comunicar com estes. Vasconcelos é o verdadeiro realizador do cinema comercial português e desde Os Imortais (2003) tem vindo a provar isso, combinando personagens bem construídas com intrigas que não se perdem em maneirismos ou na “xunguice ditamente tuga”. Até o seu último filme, Call Girl, que prometia mais um explorar quase pornográfico á pose sensual de Soraia Chaves, tornou-se num refrescante thriller ao nosso cinema ausente dele. Agora é a vez de A Bela e o Paparazzo, pelo título se adivinha alguma variação do conto que a Disney ofereceu em 1991, mas afinal se trata de uma crítica aos órgãos de comunicação que são movidos pelo mediatismo e pela cultura decadente do português. Além desses temas que poderiam de facto servir para dar algum modo alerta e dramático ao filme se convertem algo tão descontraído face á homenagem que Vasconcelos queria dar dos velhos clássicos portugueses, aqueles que ainda continuam a ser o orgulho nacional em matéria de cinema. Nessa dita homenagem é de louvor deparar, tal como em Call Girl, um patamar superior nos diálogos dos personagens, o que o tornam memoráveis, não assistimos ao excesso de calão de má funcionalmente como em muitas series televisivas juvenis, nem do pretensiosismo poético ou “non sense” de Manoel de Oliveira e companhia, vemos sim, um elevado número de quotes, frases belas bem integradas no diálogo de forma natural, sem nunca perder o pingo de inteligência. A Bela e o Paparazzo não é mais do que uma crónica ousada mas ao mesmo tempo amorosa de uma actriz de telenovelas com o sonho de ser algo mais que uma simples audiência, Mariana Reis (Soraia Chaves), que por mero acaso conhece João (Marco D’Almeida), que trabalha como paparazzi de revistas de escândalos e mediatismo, mas claro escondendo a sua identidade da Mariana. Tudo se enrola numa previsível história de amor, digna de Roman Holliday (William Wyker, 1953), mas em paralelo temos as peripécias de Tiago (Nuno Markl), um alter-ego do comediante e cronista, que declara independência do seu prédio e é a partir dele que vemos o maior número de referências do cinema romântico e clássico em geral. Quem não se lembra da raquete ténis utilizada para escorrer a água do esparguete no galardoado filme de Billy Wilder, The Apartment com Jack Lemmon? Pois bem, se tiverem com atenção encontrarão tal referencia dada pela dupla Vasconcelos e Markl, uma das mais variadas de toda a fita. A Bela e o Paparazzo é também um veiculo mais sólido para Soraia Chaves comportar-se como actriz, perde-se o ar pornográfico que tem sido alvo e são lhe devolvidas os papeis que todas as actrizes anseiam, mais respeitosos como pessoa e como arte. Sem isso querer dizer que é uma actriz excepcional, porém a sua vontade de aprender e na bem progressiva busca de sua entidade artística poderão fazer que daqui uns anos se torne numa Marylin Monroe do cinema português, isso vos garanto. Quanto ao resto do elenco, não há dúvidas que a direcção dos actores foi bem conduzida e nisso há que dar os parabéns. Eis um dos melhores projectos portugueses até á data, uma ternurenta mas ao mesmo tempo acida aventura amorosa, o mais divertido desde os clássicos! Para finalizar gostaria só de citar uma história contada pela personagem de Markl, o qual me identifiquei:

Numa noite um rapaz encontra uma rapariga sentada num banco de jardim, ela chorava com um telemóvel nas mãos. A partir daí o objectivo daquele rapaz era faze-la rir a todo o custo. Tropeçou, foi contra aos postes, recitou sketches dos Monty Pythons, até que por fim conseguiu lhe arrancar um sorriso. Se num dia sorriu, outro despiu, e foi então que uma vez esse rapaz acordou em sua cama e a rapariga não lá estava, em cima da mesma cabeceira estava um papel que dizia: tu fizeste me rir, mas ele é que me faz chorar” – peço desculpa se não se encontra bem citado, porque este monologo veio daquilo que recordei.

 

Real.: Antonio-Pedro Vasconcelos

Int.: Marco D’ Almeida, Soraia Chaves, Nuno Markl, Pedro Laginha, Nicolau Breyner, Virgílio Costa, Ivo Canelas, Maria João Falcão, Maria João Luis

 

Imagens

 

    

 

A não perder – esperança no produto nacional

 

O melhor – Um homem chamado Vasconcelos

O pior – a promoção através da imagem de Soraia Chaves poderá iludir espectadores

 

Recomendações – The Apartment (1960), Roman Holiday (1953), Canção de Lisboa (1933)

 

8/10

 

publicado por Hugo Gomes às 22:44
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Janeiro 30 2010

publicado por Hugo Gomes às 22:34
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Janeiro 30 2010

publicado por Hugo Gomes às 22:17

Janeiro 30 2010

 

Morreu Zelda Rubinstein, a anã actriz celebrizada como a vidente na trilogia Poltergeist, produzido por Steven Spielberg. Faleceu em Los Angeles, com 76 anos devido a uma insuficiência renal e pulmonar no dia 27 de Janeiro. A actriz também ficou conhecida pelo seu descendente desempenho em Angustia de Bigas Lunas (1987), para além do seu trabalho no cinema e televisão, Rubinstein foi também uma activista na luta contra a Sida em 1984.

Zelda Rubinstein (1933 – 2010)

 

publicado por Hugo Gomes às 00:12
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Janeiro 29 2010

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:56

Janeiro 29 2010

 

publicado por Hugo Gomes às 23:54

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...
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