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23.1.17

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Chega-nos um novo trailer internacional de Guardians of the Galaxy Vol 2, o regresso da equipa mais alternativa da Marvel em mais um filme de James Gunn.

 

Com estreia prevista para Maio do próximo ano, os Guardiões da Galáxia embarca numa nova aventura em busca da "paternidade" de Peter Quill (Chris Pratt), o líder da trupe que por vezes gosta de ser apelidado de "Star Lord". Nesta sua jornada, seguiremos também Gamora (Zoe Saldana), o guaxini Rocket (com a voz de Bradley Cooper), o mercenário Yondu (Michael Rooker), Drax (Dave Bautista) e ainda a arvore personalizada, Groot (com a voz de Vin Diesel).

 

Neste novo filme contamos ainda com os desempenhos de Kurt Russell, Sylvester Stallone, Chris Sullivan, Karen Gillan e Glenn Close.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:42
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22.1.17
22.1.17

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Tudo isto é triste, tudo isto é Fado!

 

A primeira longa-metragem de Jonas Rothlaender revela-nos uma história de ciúme e obsessão (contado com o auxilio da imaginação do protagonista) que tem como palco de fundo uma Lisboa filmada sob um olhar meramente turístico. Mas antes de desatarmos a apelidar este "esforço" de "europudim" perdido na tradução, vale a pena salientar a sensibilidade do realizador em procurar a medula desta cidade à beira Tejo. Como diz até certa altura uma das personagem habitantes deste Fado, Lisboa é uma cidade camaleão que se confunde com o estado de espírito da pessoa, enquanto alegres se transforma no recanto mais belo do pedaço, enquanto tristes a cidade veste o seu manto de melancolia e de tristeza derrotada.

 

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Talvez seja a cidade ser tão nossa que nos faz sermos exigentes com o olhar estrangeiro de Rothlaender, mas vejamos, muitos dos realizadores portugueses filmaram Lisboa com os mesmos olhos, contando com Bruno de Almeida e o seu The Lovebirds, até João Pedro Rodrigues e o seu gesto desencantado com Odete, e Marcos Martins e a sua busca numa cidade sem identidade com Alice. O único pecado do jovem realizador é a sua ambição de filmar os lugares comuns de Lisboa e as utilizar a favor de uma história carente em psicologia, mas apta nas insinuações emocionais. Com isso junta-se uma certa miopia e não ir mais longe, e ocultado, o desejado de por fim, integrar a alma de Lisboa, invocando o seu lado camaleônico ao extremo. Chegamos ao ponto de desejar o iminente desastre.

 

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A obsessão, o ciúme, a ameaça de crime passional preenchem a intriga, que nos dá o ar de "faz-de-conta", de insuflação automática ao serviço de um co-produção. Mas nem isso, Fado, esse sentimento que só os portugueses parecem conhecer, leva o filme ao desastre. Apenas precisávamos mais de paixão no argumento, e menos fixação no cenário.

 

Filme visualizado no 14º KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã

 

Real.: Jonas Rothlaender / Int.: Golo Euler, Luise Heyer, Albano Jerónimo, Duarte Grilo, Rui Morisson

 

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6/10
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publicado por Hugo Gomes às 10:50
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James Cameron anunciou ter planos para a saga Terminator: O Exterminador Implacável, que apesar de ter sido criado por si, só deterá todos os direitos em 2019. Até lá, esses mesmo planos incluem um reboot que o próprio considera ser "conclusivo".

 

O criador da saga de ficção cientifica, que celebrizou Arnold Schwarzenegger como um ícone do cinema de acção, revelou o desejo de recomeçar o franchise desse mesmo modo, porém, não será ele a regressar à direcção deste novo capítulo. No seu lugar, segundo a Deadline, contaremos com Tim Miller, o homem que esteve por detrás do sucesso de Deadpool. Ambos estarão dispostos a colaborar num argumento que promete trazer algo de novo ao universo Terminator.

 

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Estreado em 1984, O Exterminador Implacável tornou-se um sucesso de público e crítica ao apresentar um enredo que apostava em viagens do tempo, colonização robótica e um Arnold Schwarzenegger como um vilão de serviço. Em 1992, surge a sequela, T2: Judgement Day (Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento), que é considerado por muitos como um upgrade do filme anterior. Esta continuação foi um tremendo êxito de bilheteira e a crítica ficou novamente rendida.

 

Contudo, o terceiro filme (Rise of the Machines), em 2003, a prequela (Salvation), em 2009, e o spin-off de 2015 (Genisys), seriam, cada à sua maneira, fracassos. Terminator também conheceu o universo televisivo com The Sarah Connor Chronicles, transmitido entre 2008 a 2009, também ele não bem-sucedido.

 

O Dia do Julgamento será apresentado numa nova versão em 3D no próximo Festival de Berlim, que decorrerá entre 9 a 19 de Fevereiro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:41
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20.1.17

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Colossal, o mais recente filme do espanhol Nacho Vigalondo (Os Cronocrimes, Open Windows) e protagonizado por Anne Hathaway (Interstellar), divulgou o primeiro trailer. O filme tem andado a causar "burburinho" na anterior edição em curso do Festival de Toronto. À parte os seus méritos artísticos, a obra foi ganhando espaço em veículos como Deadline e Variety pela sua aquisição por um "misterioso comprador chinês". 

 

Colossal conta  história de uma nova-iorquina desempregada que descobre que a sua mente está ligada a um gigantesco monstro que ataca a cidade de Seul, Coreia da Sul. Dan StevensTim Blake Nelson e Jason Sudeikis completam o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:06
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"Tu nada viste sobre Fukushima"!

 

À primeira vista, Grüße aus Fukushima (Fukushima, Meu Amor) tem como ponto partida o mítico filme de Alain Resnais. Em primeiro lugar, ambos especificam um desastre em terras nipónicas – uma Hiroshima devastada pela bomba atómica lançada pelos norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial no caso de Resnais, o acidente nuclear que ocorreu após um terramoto e tsunami que lançaram o caos na cidade-título no filme de Doris Dörrie. Mas as semelhanças não ficam somente pelo cenário / título, mas sim em como o passado assume o seu peso na jornada de duas personagens que gradualmente debatem os seus fantasmas – esses maus espíritos que se agarram e dificilmente se vão. 

 

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A obra de Dörrie arranca com uma jovem alemã (Rosalie Thomass) que sob um pesar de sonhos desfeitos viaja para o Japão, mais concretamente a dita “cidade-fantasma”, para ter o contacto com a desgraça total de forma a amenizar o seu próprio sofrimento. Um acto egoísta iludido na solidariedade, que logo cedo faz com que a protagonista ceda à sua realidade: “não passo de uma mulher branca, de classe média e alemã”. Neste momento, o filme torna-se claro e preciso na sua jornada: a cineasta germânica não estava interessada em delinear mais um caso de “culpa branca”. Ao invés disto, prefere abordar a sua experiência pessoal. 

 

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Segundo a realizadora, tendo amizades no Japão a notícia do desastre de Fukushima a fez partir num ato solidário, gesto que a fez entender o quanto pequenos e insignificantes somos perante ao sofrimento alheio – assim como privilegiados os europeus são. Exactamente como Emmanuelle Riva em Hiroshima, Mon Amour, que tentava convencer Eiji Okada, o seu amante japonês, que entendia o sofrimento da cidade em ruínas, ao que este respondia persistentemente “tu nada viste sobre Hiroshima” – uma frase intercalada por imagens reais do cenário. 

 

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Fukushima, Meu Amor não se torna evidente perante esses propósitos, mas assim apercebemos dessa linhagem quando a nossa protagonista revela, por fim, o seu “grande” pesar para com uma habitante da cidade (Kaori Momoi) – depois da personagem e do espectador testemunharem as vivências da nativa. A sua tristeza, a desgraça da jovem alemã, é despertada e automaticamente dissipada. Não é nada, em comparação do que esta “gente vive” e que mesmo assim persistem em caminhar perante um pesado passado. “Tu nada vistes sobre Fukushima”, uma frase não existente, mas que tão bem poderia integrar neste enredo com tendências de um neo-realismo disfarçado. 

 

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Doris Dörrie constrói um filme positivo em cenários negativos, um improvável “feel-good movie” que nos faz sair da sala a apreciarmos os nossos percursos, a fazer tréguas com os nossos fantasmas e a reconciliar com aquela felicidade que sentimos inatingível. Depois temos o espectro de Yasujiro Ozu a pairar nesta narrativa e no espectador, indo daquele plano à beira-mar convidativo para com as memórias de Tokyo Sonata até ao signo de “a felicidade não se espera, cria-se”. Neste caso, recria-se -  como a reconstrução das nossas recordações. Um comovente filme que nos faz querer acreditar na reencarnação como forma de anestesiar dores de alma.

 

Filme de abertura do 14º KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã

 

Real.: Doris Dörrie / Int.: Rosalie Thomass, Kaori Momoi, Nami Kamata

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 15:51
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Morreu Miguel Ferrer, um dos rostos mais conhecidos da televisão norte-americana, sobretudo pela sua participação em séries como NCIS: Los Angeles, Crossing Jordan, Desperate Housewives e The Protector. O ator foi vitima de cancro esta quinta-feira (19 de Janeiro). Tinha 61 anos.

 

Filho mais velho do também actor José Ferrer, vencedor de um Óscar em 1950 por Cyrano de Bergerac, e da cantora Rosemary Clooney, Miguel tinha como primo o próprio George Clooney, o qual comentou sobre a morte do familiar, lamentando o seu desaparecimento no mesmo dia que Donald J. Trump assume o cargo de Presidente dos EUA: "Hoje a História será marcada por grandes mudanças no nosso mundo e perdas para muitos, no mesmo dia em que Miguel Ferrer saiu vencido da sua batalha contra o cancro na garganta. Mas não perdeu para a sua família. Miguel tornou o mundo mais vivo e alegre e o seu desaparecimento é de tal forma sentido na nossa família que acontecimentos do dia empalidecem em comparação. Amamos-te, Miguel. Iremos amar-te sempre".

 

No cinema, Miguel Ferrer especializou-se em inúmeros vilões em diversos filmes, tendo como o mais célebre  o seu papel em Robocop, de Paul Verhoeven. O seu último desempenho foi na nova série de Twin Peaks, a estrear em Maio.

 

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Miguel Ferrer (1955 - 2017)


publicado por Hugo Gomes às 00:29
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19.1.17

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"Velocidade Furiosa 7.2"!

 

Com que então Xander Cage está vivo! Matá-lo foi uma decisão a qual os produtores cedo arrependeram-se –  tendo em conta os resultados pouco animadores da sequela / spin-off de 2005, onde substituíam o ascendente Vin Diesel por um Ice Cube em extremo modo de “grumpy cat”.

 

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Passados 12 anos, eis que surge a continuação “digna” do sucesso de 2002, um filme apenas possível graças ao desespero da sua estrela em agarrar os seus antigos êxitos. Parece que os problemas são os seus fãs, estes que estiveram nas “tintas” para a sua tentativa ao Óscar em Mafioso Enquanto Baste (provavelmente o filme mais “cinematográfico” da carreira de Diesel, sob as ordens do lendário Sidney Lumet), salivando apenas para mais entretenimentos instantâneos, como manda esta Hollywood tão Bollywood. Consequência? É ressuscitado Velocidade Furiosa, pelo meio um Riddick e agora esta aspiração de outros tempos –  um xXx demasiado preso ao narcisismo da sua estrela.

 

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O filme é uma versão “light” de Fast & Furious, com Vin Diesel a formar uma nova equipa sob os mesmos moldes culturais e com missões de “encher chouriço” para longas e toscas sequências de acção que nada adiantam ao enredo. Não é que procurássemos nesta “aventura” um dos pilares máximos do cinema enquanto Sétima Arte, mas o efeito paródia que o original transpirava é desfeito por uma produção igualmente séria e desmiolada. Personagens descartáveis, cameos desnecessários (Neymar entra na industria pela “porta pequena”), diálogos sem utilidade e gags previsíveis e sem criatividade fazem as “maravilhas” dos espectadores.

 

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Vale pelo pouco “malabarismo” marcial de Donnie Yen, cada vez mais requisitado nas produções hollywoodescas (ao contrário de Tony Jaa, que nunca é devidamente utilizado). Quanto ao resto… bem, o resto é engodo. Um aperitivo somente apropriado para quem não aguenta esperar pelo oitavo filme de um certo franchise bilionário. Se é para brincar aos “espiões”, fiquemos com a classe politicamente incorrecta de Kingsman.

 

Real.: D.J. Caruso / Int.: Vin Diesel, Donnie Yen, Deepika Padukone, Ruby Rose, Nina Dobrev, Toni Collette, Samuel L. Jackson, Tony Jaa

 

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2/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:12
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No mesmo dia que estreia Silence, o esperado filme de Martin Scorsese sobre jesuítas portugueses que viajam para o Japão com intuito de propagar a sua fé, a 14ª edição do KINO: Mostra de Cinema de Expressão Alemã levará os seus espectadores também à terra do sol nascente. Mas ao contrário da produção de Hollywood, Grüße aus Fukushima (Fukushima, Meu Amor), de Doris Dörrie, não é um ensaio de pregação, mas o contrário; a busca de uma "", neste caso a crença na Humanidade.

 

Uma jovem alemã de sonhos desfeitos determinada a distanciar do seu Mundo para "mudar" o dos outros. É a história que remata o regresso do festival com desejos de quebrar as barreiras linguísticas e fronteiras nacionais. A edição deste ano terá como signo o feminino, representado desde a nova obra de Doris Dörrie (como havia sido referido), até à segunda longa-metragem da actriz e realizadora Maria Schrader, Vor der Morgenröte (Stefan Zweig: Adeus Europa) - um retrato biográfico do exílio do escritor Stefan Zweig, que encerra esta mostra de 11 dias, dividida em três cidades.

 

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Entre os nossos destaques, a não perder um curioso filme no dia 21: o ousado Wild (Selvagem), de Nicolette Krebitz, que demonstrará uma relação intensa entre uma miúda socialmente reprimida e um lobo adulto. Um filme que promete dar que falar. Filmes como Fado, de Jonas Rothlaender, 24 Weeks (24 Semanas), de Anne Zohra Berrached, que integrou a Competição de Berlim 2016, e o suíço Aloys, de Tobias Nölle (vencedor do Lince de Ouro do Festival FEST, em Espinho), são outras propostas convidativas da programação.

 

O evento de Lisboa decorrerá entre 19 a 24 de Janeiro, seguindo depois para a cidade do Porto  entre 26 a 29 de Janeiro, e terminando em Coimbra nos dias 1 a 3 de Fevereiro.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:25
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A nona aparição de Hugh Jackman como o anti-herói da Marvel, Wolverine, recebe um novo trailer e sob o aviso de … red band.

 

Realizado por James Mangold, que não é um novato nas aventuras do mutante Logan (como é assim intitulado) segue um velho “Wolverine” que exilia-se na fronteira mexicana, mas que regressa ao activo após o encontro com um novo mutante.

 

Logan terá estreia mundial no próximo Festival de Berlim, em Fora de Competição. Em Portugal chegará no dia 2 de Março.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:21
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Foi divulgado um novo trailer do filme de Power Rangers, o reboot da popular série infanto-juvenil chegará aos cinemas em Março de 2017.

 

O realizador Dean Israelite (Project Almanac) estará por detrás do projecto. Dacre Montgomery, Naomi Scott, Ludi Lin, Becky G, RJ Cyler, Elizabeth Banks, como a vilã Rita Repulsa, e Brian Cranston como Zordon.

 

Power Rangers segue cinco jovens comuns - Trini, Billy, Kimberly, Zack e Jason – que tornam-se os defensores da Terra contra uma ameaça vinda de outro Mundo.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:18
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17.1.17
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Faz-se o Silêncio de Deus … e de Scorsese!

 

Será Silence (Silêncio) a esperada epopeia da carreira de Martin Scorsese? O projecto constantemente adiado, por diversas vezes caracterizado como o “filme de uma vida” para o nosso movie brat, resultou numa obra que falha os objectivos do cinema mais ocidental.

 

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Scorsese, actualmente detentor de uma liberdade vivida nos grandes estúdios (e The Wolf of Wall Street foi o exemplo dessa “delinquência criativa”), afasta-se completamente do círculo fechado do chamado “Filme de Óscares” e aposta num storytelling sobretudo oriental. Aliás existem referências, planos “copiados” e uma fotografia que nos situa no foco do cinema nipónico, passando por Mizoguchi, Ozu e claro, visto o realizador ser um assumido admirador, Kurosawa. Talvez essa panóplia cinéfila nos satisfaça como o prazer de uma memória arrastada numa sétima arte fora dos habitués de Hollywood.

 

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Mas Silêncio reserva-nos mais que uma loja de souvenirs. É um filme sobre a fé, concebendo (da mesma maneira que The Last Temptation of Christ o fizera em 1988) um autêntico lobo sob vestes de cordeiro.  Curiosamente, o primeiro visionamento de Silêncio ocorreu no Vaticano sob o olhar de cardeais, bispos, jesuítas, e por último e não menos importante, o Papa Francisco, que declarou o seu agrado com o resultado final. Mesmo sendo um filme de fé (Martin Scorsese é um homem crente), Silêncio apodera-se de uma história de época (baseado no livro de Shûsaku Endô, anteriormente adaptado por Masahiro Shinoda em 1971) para entranhar-se como um statement crítico às bases das instituições religiosas, um enredo que se inicia com a viagem de dois padres jesuítas portugueses a um Japão feudal que teima em não ser “baptizado”.

 

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A perspectiva cristã evidencia-se como uma “pala”, cozendo-se em tendências colonialistas e obtendo como resposta a selvajaria de uma civilização do Oriente. Andrew Garfield (que aprende japonês, mas nunca uma palavra portuguesa com excepção de “Paraíso”) assume o protagonismo em mais uma “cruzada” após o fracasso de Hacksaw Ridge, o filme antiético do extremista Mel Gibson. A sua personagem em Silêncio serve como uma catarse às entidades heróicas que hoje tendem em posicionar-se na base do cinema norte-americano. Porém, a câmara não filma tal heroísmo.  Scorsese recusa a promover o seu catolicismo materializado. Passando por um efeito “desastreà lá Herzog, sentimos neste primeiro terço, os toques de uma animalidade produtiva, algo que possa ser equiparado a um Fitzcarraldo.

 

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No segundo tomo, somos envolvidos em personagens nipónicas budistas que, gradualmente, rasgam os seus disfarces de antagonistas sádicos. A partir deste momento o confronto entre as duas crenças levam o espectador a uma tremenda “faca de dois gumes”: De um lado, os métodos primitivos de induzir a fé instantânea e, do outro, a arrogância do nosso herói em "espalhar a sua verdade".

 

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A caminho recto do desfecho é que contactamos com a dimensão crente de Scorsese que se esconde num filme multi-disfarçado, nada contra a essas declarações de fé. Aliás, a Humanidade de hoje é incapaz de viver longe de tamanhas convenções afectuosas, idealistas e até politicas ("a religião é o ópio do povo" como dizia Karl Marx). O que de impressionante Silêncio possui na sua jornada é a sua fidelidade com um templant meramente oriental, a evasão ao evangelismo e a concretização de uma fé unificada.

 

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"Step on me, my Child", sussurra Jesus num verdadeiro acto de aparição, ligando este filme fora do seu tempo, seco e empestado pelas inúmeras referências (hoje incontornáveis), ao seu A The Last Temptation of Christ, umbilicalmente unindo a mistificação do primeiro com a desmistificação do martírio do segundo. O sofrimento em via-sacra de Garfield, as suas arrogantes aspirações em tornar-se num Messias de uma Igreja megalómana, pode muito bem tecer o paralelismo com a sedução de Satanás perante o Nazareno no seu retiro no Deserto, na dita obra de 1988.

 

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Um Admirável Velho Mundo sob a sonoridade minimalista da dupla Kluge, num dos maiores injustiçados da award season. Já agora, fica a recomendação da semi-versão portuguesa, Os Olhos da Ásia, de João Mário Grilo, datado de 1997.

 

Real.: Martin Scorsese / Int.: Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson, Ciarán Hinds, Issei Ogata, Tadanobu Asano

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 17:40
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O regresso do Córtex – Festival de Curtas Metragens, cuja sétima edição decorrerá entre os dias 16 a 19 de Fevereiro em Sintra, terá como grande destaque uma retrospectiva à realizadora neozelandesa Jane Campion.

 

Mundialmente célebre pelo seu galardoado trabalho em The Piano, uma história de amor e luxúria que a fez tornar-se na primeira realizadora a vencer uma Palma de Ouro em Cannes, Campion dará início a mais uma mostra internacional e nacional de curtas-metragens. Em sua homenagem, a programação dedicará uma selecção de curtas dasua autoria, inclusive trabalhos na escola de cinema da Austrália.

 

Para os directores artísticos do Córtex, Michel Simeão e José Chaíça, era inevitável que o festival de Sintra dedicasse um tributo à Mulher no Cinema, muito mais em tempos como estes, onde cada vez mais discutisse o seu papel no ramo artístico e profissional cinematográfico. Contudo, a tentativa, era antes de mais, não "cair em lugares comuns e propagandas de movimentos feministas".

 

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Córtex irá aliar-se ainda ao London Short Film Festival, um festival que tem nos últimos anos gerado imenso talentos britânicos do cinema independente, o programa contará com seis curtas. O director artístico, Philip Ilson, estará presente na referida selecção. Outra novidade é o “Cintra 35mm”, uma sessão especial de filmes em 35mm oriundos da década 20 e 30 do século XX. Um registo cinematográfico raro que condensa uma tamanha riqueza histórica, com o intuito de dar a conhecer ao público a Sintra de há 100 anos. A sessão será musicada ao vivo pelo Quarteto de Saxofones do Conservatório de Música de Sintra.

 

Há imagem dos anos anteriores, a parceria com a MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, irá manter-se. Esta colaboração com o festival enriquecerá secções destinadas ao público infanto-juvenil, o intitulado Mini-Córtex. Contando novamente com 10 metragens, quer internacionais, quer portuguesas, onde pais e filhos poderão votar no seu filme favorito. A juntar a esta secção, um workshop de cinema de animação para Pais e Filhos, coordenado por Fernando Galrito, director artístico da MONSTRA.

 

Este ano, o Córtex contou com um número recorde de filmes inscritos, sendo que a Competição Internacional abrange 16 curtas-metragens e a Nacional com igual número de produções. O júri desta edição é composta pelas actrizes Leonor Silveira e Anabela Moreira, a realizadora Cláudia Varejão, a directora e programadora do Doclisboa, Cintia Gil e o director de fotografia, Vasco Viana.

 

A 7ª edição do Córtex realiza-se no Centro Olga Cadaval e com actividades paralelas no MU.SA (Museu das Artes de Sintra).

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:40
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16.1.17

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Maria Cabral, um dos ícones do Cinema Novo, faleceu este sábado, 14 de Janeiro, em Paris. Tinha 75 anos e para trás deixa um legado de memórias incontornáveis de um cinema, como também de uma geração de realizadores, que influenciaram para sempre o nosso rumo cinematográfico.

 

A Academia Portuguesa de Cinema noticiou o seu desaparecimento, relembrando as interpretações em filmes como O Cerco, de António da Cunha Telles (o grande impulsor da sua carreira), e das suas colaborações com João Botelho (Adeus Português), José Fonseca e Costa (O Recado) e Alain Tanner (No Man's Land).

 

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Maria da Conceição Gomes Cabral, nascida a 24 de Abril de 1941, em Lisboa, passou parte da sua infância em Luanda, Angola. Frequentou o curso de Filosofia e participou em filmes publicitários e até uma curta de João César Monteiro, o qual este nunca terminou.

 

Mas foi com o papel de Marta em O Cerco (1970) que Maria Cabral tornou-se numa das faces mais reconhecidas do Cinema Português. Em alturas do filme concedeu uma icónica entrevista para a RTP no interior do seu automóvel descapotável pelas ruas de Lisboa.

 

Voltaria a trabalhar com da Cunha Telles passados 14 anos em Vidas, com Paulo Branco e Carlos Cruz.

 

Maria Cabral (1941 - 2017)

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:19
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12.1.17

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Chamar-lhe "coming to age" é pouco!

 

"O Cinema é a arte do sensível, e não só do visível" já dizia Jacques Rancière num dos seus ensaios sobre a obra de Béla Tarr. Talvez seja essa a ligação emocional que traz algum sabor nostálgico e agridoce a esta nova obra de Ira Sachs, um realizador que tem merecido a atenção da crítica e cinefilia desde Love is Strange.

 

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Enquanto o enredo dessa obra seguia um casal homossexual pronto a oficializar a sua relação de quarenta e poucos anos, em The Little Men (Homenzinhos), o intuindo da fraternidade não consanguínea volta a ser destacada, os afetos sob o signo inocente de uma amizade entre duas crianças, cujos progenitores iniciam um confronto de interesses.

 

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É um registo ameno, simplista na sua concepção e na forma como os actores induzem nos espaços. Aqui, os apogeus emocionais e os overactings que o espectador mais mainstream gosta de recordar, é posto de fora. O que conta é um sentimentalismo contido por um elenco que se funde nestas personagens, que tão bem poderiam partilhar a nossa realidade. Ira Sachs prima por esse “keep it simple”, usufrui de uma tendência quase proustiana em relação à juventude, galgando pela tenra carne do elenco jovem, servindo-os de condutor para uma perspectiva de "dois gumes" por entre mundos não combinados. O lado adulto, imperceptível para os nossos protagonistas, e os anos verdes, negligenciados por adultos inseridos em vórtices existenciais e ideológicos.

 

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Por um lado, Sachs vem beber da mesma água dos grandes exemplos do cinema de Linklater, mas ao contrário do registo sensorial de um Dazed and Confused (Juventude Inconsciente), por exemplo, vem culminado dum verdadeiro conto moral com início no incógnito e com desfecho incerto num futuro ainda por prescrever. Sem mais demoras, saliento que poderemos estar presentes num dos melhores exemplos cinematográficos do ano. Um pequeno grande filme!

 

Real.: Ira Sachs / Int.: Greg Kinnear, Jennifer Ehle, Paulina García, Theo Taplitz, Michael Barbieri, Alfred Molina

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 19:31
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11.1.17

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Mesmo sob algumas perturbações financeiras, sugeriu Mário Dorminsky, director do festival, o Fantasporto irá arrancar com uma programação moderna e diversificada, tendo como principal foco o "cinema dos nossos tempos".

 

A 37ª edição do festival internacional de cinema do Porto apostará numa selecção vasta de cinema oriental e argentino, para além das habituais projecções de cinema fantástico e de português. A mostra mais esperada da cidade iniciará com a exibição de The Age of Shadow, o thriller de acção de Jee-woon Kim (I Saw the Devil) ambientado numa Coreia dos anos 20. Foi o filme seleccionado pela Coreia do Sul para o representar no Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

 

A Floresta das Almas Perdidas - O destino de Carol

 

Na secção de competição contaremos com a presença de três filmes portugueses: A Floresta das Almas Perdidas, de José Pedro Lopes, Comboio de Sal e Açúcar, de Licinio Azevedo, e A Ilha dos Cães, de Jorge António, o último trabalho do actor Nicolau Breyner no grande ecrã.

 

Ainda na programação, a retrospectiva o cinema de artes marciais de Taiwan e a homenagem ao realizador holandês Ate de Jong (Drop Dread Fred), que estará em Portugal para receber o Prémio de Carreira. Serão ao todo 132 filmes vindo de 35 países diferentes.

 

O 37º Fantasporto decorrerá entre 24 de Fevereiro até 4 de Março no Rivoli: Teatro Municipal do Porto. A programação completa poderá ser vista aqui.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:20
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10.1.17

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Um dos filmes mais aclamados de 2016, e um dos fortes candidatos ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, Toni Erdmann, poderá contar com um remake norte-americano.

 

Por enquanto, a notícia de uma nova versão é somente especulação, mas uma previsão tendo em conta a maneira como Hollywood trabalha actualmente. A realizadora desta comédia dramática de 3 horas, Maren Ade, falou para a Bild, garantindo que uma refilmagem de Hollywood não afectaria de todo a sua visão original, chegando mesmo a sugerir uma versão mais curta e regida à pura comédia.

 

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Ade referiu ainda que "não serei eu a fazê-lo. Estou imensamente feliz pelo meu filme, pelo qual demorei cerca de 5 anos e meio a escrevê-lo".

 

Toni Erdmann, apresentado em Competição na última edição do Festival de Cannes, centra na história de Ines (Sandra Hüller) uma mulher de negócios de uma grande empresa alemã sediada em Bucareste, que é surpreendida pelo pai (Peter Simonischek), ausente após vários anos, que tem a persistente missão de lhe fazer feliz. Para isso cria um personagem: Toni Erdmann.

 

Estreia no dia 16 de Fevereiro, com distribuição da Alambique.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:05
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O Bom Gangster!

 

Será Ben Affleck capaz de ressuscitar o apelidado cinema de gangsters na sua quarta longa-metragem, a segunda tendo como base um livro de Dennis Lehane? Definitivamente não. Nada de novo ou rejuvenescente parece querer germinar aqui. Eis um décor prolongado da Lei Seca e arredores que nos remete com um imaginário saudosismo. Mas este Live By Night (Viver na Noite) opera como uma confirmação da destreza e, sim, vitalidade do actor convertido a realizador por detrás das câmaras.

 

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A História de um homem "bom" (para implementar-nos em mais um confronto de consciências maniqueístas pintado sob tons cinzentos), que se vê gradualmente corrompido pela ambição ascendente no negócio ilícito (misturando por aqui uns certos toques de vingança), é a esperada rasteira na carreira de Affleck enquanto homem polivalente. Não pretendo com isto afirmar que este conto do vigário é um total desastre artístico. Para além do narcisismo do ator que ousa em protagonizar e adaptar-se a um ambiente envolto (fica o aviso: papéis de gangster não nasceram para Ben), é a câmara que ousa em "cuspir" no academismo-fantasma que nos faz prezar por este fracasso acima dos anonimatos que têm sido feitos para award seasons.

 

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Affleck parece determinado em recalcar as imagens perante uma narrativa que respira, ora vintage, ora uma dinâmica articulada. Veja-se, por exemplo, na condução de travellings e panorâmicas em espaços limitados, dando a noção de "acção" mesmo que o ato seja o simples abanão de gelo num copo de whiskey. No feito da direcção, e sem insinuar inovação, Viver na Noite aposta num registo dotado em reconstituições e em marcos coadjuvantes deste subgénero.

 

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O grande senão é o argumento, uma facada sem objectividade no livro de Dennis Lehane que resultou no mesmo modelo pastelão do qual são feitos as cinebiografias galardoadas, com as mesmas personagens esquemáticas e aprisionadas em estereótipos que, facilmente, habitam neste Universo. Uma ambição de curto rastilho, porém motivado no interesse de assistir a um dos mais bem-sucedidos atores-realizadores a operar na Hollywood actual.

 

Real.: Ben Affleck / Int.: Ben Affleck, Elle Fanning, Brendan Gleeson, Zoe Saldana, Sienna Miller, Chris Messina, Remo Girone, Chris Cooper

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 18:42
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9.1.17

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La La Land está destinado a ser o grande triunfante desta award season, fala-se de Óscar por estes lados, sendo que a grande concorrência seja Moonlight. Contudo, existe um pequeno grupo que aposta num eventual despertar de Fences, de Denzel Washington, por enquanto é o grande “front runner” de actriz secundária.

 

Manchester By the Sea tem todos os motivos para sorrir, mais concretamente Casey Affleck e o seu motivador underacting. Os Globos de Ouro acabam por demonstrar o quanto os Óscares perderam em retirar Elle dos pré-nomeados do Prémio de Melhor Filme de Língua Estrangeira, felizmente a premiação de Isabelle Huppert é uma luz ao fundo do túnel. Esperemos que os Óscares tenham tamanha coragem para laurear a actriz.

 

Zootopia a exibir o favoritismo da Disney, tendo em conta que Kubo and the Two Strings e Ma Vie de Courgette são melhores propostas no ramo animado e Meryl Streep a proferir um valente discurso sobre a Humanidade na politica, tendo como principal alvo a Trump e este a responder, por via Twitter, que foi atacado por uma das sobrevalorizadas actrizes de Hollywood. Infelizmente, nesse ponto, concordo com Trump.

 

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Melhor Filme (Drama): "Moonlight"

Melhor Filme (Comédia/Musical): "La La Land"

Melhor Realizador: Damien Chazelle, "La La Land"

Melhor Actor (Drama): Casey Affleck, "Manchester by the Sea"

Melhor Actriz (Drama): Isabelle Huppert, "Elle"

Melhor Actor (Comédia/Musical): Ryan Gosling, "La La Land"

Melhor Actriz (Comédia/Musical): Emma Stone, "La La Land"

Melhor Actor Secundário: Aaron Taylor-Johnson, "Nocturnal Animals"

Melhor Actriz Secundária: Viola Davis, "Fences"

Melhor Argumento: "La La Land"

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa: "Elle" (França) 

Melhor Filme de Animação: "Zootopia"

Melhor Banda Sonora Original: "La La Land"

Melhor Canção Original: "City of Stars", "La La Land"

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:07
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7.1.17

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Os actores Hugh Laurie e Ralph Fiennes irão integrar o elenco da comédia Holmes and Watson, a terceira colaboração entre Will Ferrell e John C. Relly para a Sony Pictures.

 

Contando com o argumento e direcção de Etan Cohen (Get Hard), esta produção prevista para estrear 2018 será uma variação cómica das famosas personagens de Arthur Conan Doyle, o detective Sherlock Holmes e o seu assistente Dr. John H. Watson. Ferrell será Holmes, enquanto que C. Relly desempenhará Watson.

 

Até ao momento, ainda não foi definido as personagens que a dupla Fiennes / Laurie irá interpretar. No elenco poderemos ainda encontrar Kelly Macdonald (Anna Karenina), Rebecca Hall (Chistine) e Rob Brydon (Cinderella).

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:53
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O filme suíço Ma Vie de Courgette (My Life as a Zucchini), de Claude Barras, apontado como um eventual candidato aos Óscares da Animação deste ano, contará com antestreia portuguesa na próxima edição da Monstra | Festival de Animação de Lisboa.

 

Apresentado pela primeira vez na Quinzena de Realizadores de Cannes, Ma Vie de Courgette, sobre a história de um rapaz que após o desaparecimento da sua mãe é forçado a viver num orfanato, conquistou no Festival de Annecy o Prémio do Público e o Cristal para Longa-Metragem (o mais importante galardão desse certame). De momento, conta com uma nomeação aos Globos de Ouro.

 

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Ma Vie de Courgette irá integrar a Competição de Longas-Metragens do festival lisboeta ao lado de Molly Monster, de Ted Sieger, que teve estreia na passada edição do Berlinale e que conta com uma premiação no Shangai Film Festival. O enredo de Molly Monster centrará nas aventuras de um amoroso monstro.

 

Monstra | Festival de Animação de Lisboa, terá lugar nos dias 16 e 26 de Março de 2017.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:11
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