Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

 

Evelyn Salt é uma agente da CIA o qual é acusada de ser uma infiltrada russa, assim sendo segue a sua jornada para provar a sua inocência. Trata-se da premissa de um dos mais esperados thrillers do próximo ano, Salt, realizado por Phillip Noyce (The Bone Collector, The Quiet American) que dirige uma surpreendentemente sexy Angelina Jolie, como também os actores Liev Schreiber (Taking Woodstock, X-Men Origins – Wolverine) e Chiwetel Ejiofor (The Inside Man, 2012). Com estreia marcada para dia 23 de Julho nos EUA.

 

A Mãe de todos os Festivais de Verão

 

Anos 60, os Beatlles e Bob Marley lideravam as tabelas de vendas, Harvey Milk mudava mentalidades em São Francisco, Che Guevara torna-se um símbolo de revolução, amado por uns, odiado por outros, os hippies multiplicavam e o consumo de erva também, e Woodstock, a mãe de todos os festivais de Verão fazia sentir, mais precisamente em 1968, dando três dias de pura música e paz. O maior e mais célebre dos concertos foi um centro cultural e multinacional de gente e musica, desde o lendário Jimi Hendrix até Joe Cocker, todos eles espalharam o seu encanto neste “monstro”. E é nesse cenário que o perverso e anti-politicamente aceite Ang Lee transcreve-nos uma historia de busca de identidade percorrida pela personagem Elliot Tiber, autor da matéria-prima literária, um jovem artista homossexual que tenta ajudar financeiramente os seus pais quanto ao futuro do seu motel, a solução encontrada foi organizar um festival de concertos que servissem como atractivos para nossos fregueses, porém a sorte “bate-lhe” á porta, quando consegue negociar com um empresário para entrosar o Woodstock, um ambicioso evento musical que fora negado em varias localidades dos EUA. Com uma reacção negativa da população local que “vê” com maus olhos este acontecimento, designando-o como uma “entrada facilitada de jovens delinquentes e inimigos dos velhos costumes, o jovem Tiber apesar das dificuldades luta para conseguir manter o festival operacional, que se comporta na narrativa como um veículo de evolução e procura de identidade da personagem interpretada por Demetri Martin, por isso Woodstock deverá ser encarada como uma personagem colectiva e talvez o verdadeiro protagonista de toda fita. Lee liberta de si, o que mais excêntrico e colorido ego, tentando assim contagiar uma fita sem preconceitos, tabus ou de leveza temática. Até certo ponto podemos garantir que Taking Woodstock é a verdadeira homenagem para tal marco histórico da musica, mas fica-se por aí, homenagem, nunca conseguindo evolui para algo mais do que um simples indie de luxo. Contendo algumas cenas memoráveis como a o momento em que Tiber visualiza Woodstock com todo o seu esplendor, como uma aparição divina se trata-se, sendo comparativo a uma rebeldia intrínseca que o nosso protagonista necessita libertar. “Presos” a esse monstro estão uma bela selecção de desempenhos que vão desde um surpreendente Liev Schreiber na pele de um travesti “bem macho”, Emile Hirsch, a provar a sua versatilidade como um soldado traumatizado do Vietname, guerra essa, presente indirectamente em Woodstock e Imelda Stauton a construir aquela que é talvez a personagem mais divertida e cativante de toda a fita. Taking Woodstock é uma fita sobre o mais rebelde e libertador que há em cada um de nós, uma homenagem (como já havia mencionado) de tão grandioso espectáculo.

 

Real.: Ang Lee

Int.: Demetri Martin, Imelda Staunton, Liev Schreiber, Emile Hirsch, Eugene Levy

 

 

Imagens

   

 

A não perder – Um grito de paz dos anos 60 representado no novo milénio.

 

O melhor – A homenagem, a selecção de personagens e interpretações

O pior – faltava-lhe um pouco mais daquele toque mágico que daria um “óptimo” sabor.

 

Recomendações – Transamerica (2005), Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll (2006), Wackness (2008)

 

 

7/10

 

Caos em toda a tela!

 

Se existir alguém capaz de destruir o planeta Terra, esse homem é Roland Emmerich, o Sr. Blockbuster e o príncipe da destruição cinematográfica, o qual já ameaçou o nosso Mundo com todo o tipo de desastres, desde a vinda de extraterrestres como Independence Day (1996), uma criatura radioactiva, o remake de Godzilla (1998) e a fúria da Natureza em Day After Tomorrow (2004), desta vez o caos é levado ao máximo graças a uma ideia inspirada do calendário Maia. Segundo o quais, os Maias, esse povo extinto da América Central, previram há milhares de anos atrás um acontecimento catastrófico que ocorreria no dia 21 de Dezembro de 2012, que nos levaria ao chamado Fim do Mundo, Armaggedão, Apocalypse e Dia do Juizo Final como denominam em muitas outras religiões. Com base nisto, Emmerich decide carregar uma fita de duas horas e meia com efeitos especiais de topo de gama e todo o tipo de desastres naturais, catástrofes e afins que há em memória. Ora temos terramotos, ora temos maremotos, ora temos vulcões ou placas tectónicas a moverem de um lado para o outro, mas no geral temos mais do mesmo em termos de produção “emmerichiana”. John Cusack é o protagonista, preenchendo o papel de pai divorciado que tenta a todo o custo salvar a família da eminente terminal, perseguido por uma sorte inacreditavelmente irreal e sem precedentes, sendo a primeira vez que o actor de High Fidelity que participa numa mega-produção como esta. Além dele temos a recuperação de Danny Glover, no papel do presidente dos EUA, o qual demonstra uma humanidade exemplar, ou seja, o patriotismo de Roland continua cego e fiel a todos os níveis, mesmo sob a ameaça do Fim dos Dias. Thandie Newton e Chiwetel Ejiofor são o par romântico dos filmes, e são eles os melhores desempenhos ao lado do sempre imune Oliver Platt (a perfeita personificação do egoísmo e burocrático humano), o desconhecido Jimi Mistry, que desempenha um geólogo indiano, e o multi-facetado Woody Harrelson. Mas por estranho que pareça, não encontramos nenhuma personagem com dimensão, nem sequer emoção que nos completa com a destruição vista no grande ecrã, apenas momentos de humor disparatado com que fazem com que a fita leva-se a brincar como uma comédia se trata-se. Existe algumas frases moralistas que de tão “bonito” tem para se dizer e nada mais … ah, estava a esquecer-me, os efeitos visuais são arrasadores, mas não é justificação de uma ida ao cinema. Um simples e cliché filme de Roland Emmerich.

 

Real.: Roland Emmerich

Int.: John Cusack, Danny Glover, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Woody Harrelson, Jimi Mistry, Amanda Peet

 

Imagens

 

    

 

A não perder – Para quem acha que Armaggedon é um filme frouxo em termos de destruição

 

O melhor – Os efeitos especiais

O pior – já não vimos este filmes antes?

 

Recomendações – Armaggedon (1997), The Day After Tomorrow (2004), Deep Impact (1997)

 

Ver Também

The Day After Tomorrow (2004)

 

5/10

 

Realizado por Louis Leterrier (Transporter 2, The Incredible Hulk), eis o primeiro teaser trailer de Clash of the Titans, o remake sofisticado de um homónimo filme de 1981 protagonizado por Laurence Olivier, Harry Hamlin e Maggie Smith, que conta um confronto entre humanos e deuses e a queda de muitos titans que ameaçam o mundo dos mortais. Baseado em muitos mitos e foclore grego, o remake de estreia marcada para dia 26 de Março de 2010 conta com um elenco de luxo, o qual Sam Worthington (Terminator Salvation, Avatar), Gemma Arterton (Quantum of Solace),Ralph Fiennes (In Bruges, Harry Potter and the Order of the Phoenix) no papel de Hades e Liam Neeson (Taken, Five Minutes To Heaven) dá vida a Zeus, o pai de todo os deuses.

Real.: Gavin Hood

Int.: Hugh Jackman, Ryan Reynolds, Liev Schreiber

 

 

Filme

X-Men Origens – Wolverine remete-nos ao percurso da famosa personagem da Marvel, desde a sua relação consanguínea com Sabertooth (Liev Schreiber), a sua tragédia amorosa, sua vingança e o momento em que se torna no mutante que todos conhecem

Veredicto

Gavin Hood atribui alguns traços de tragédia grega ao membro mais famoso do X-Men, conseguindo cumprir com toda a acção que prometia e nesse caso, Wolverine é um energético exemplo. Porém a sua qualidade está longe dos filmes anteriores de X-Men, não conseguindo por sua vez a solidez narrativa que assegurava. Para fãs e amantes das pipocas!

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Checo Dolby Digital 5.1
Húngaro Dolby Digital 5.1
Polaco Dolby Digital 5.1
Turco Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Búlgaro
Croata
Checo
Árabe
Grego
Húngaro
Islandês
Hebraico
Cazaqui
Polaco
Romeno
Sérvio
Esloveno
Turco

 

EXTRAS
Featurette: "Wolverine Unleashed The Complete Origins"
Cenas Eliminadas e Alternativas Com Comentário Do Realizador Gavin Hood: "Young Storm", "Victor At The Boxing Ring", "Alternate Memory Erase Sequence", "Japanese Bar Scene"
Trailers
"Weapon X Mutant Files"
"The Thrill Of The Chase: the Helicopter Sequence"

 

Distribuidora – Castello Lopes Multimedia

 

Ver Também

X-Men (2000)

X-Men – Last Stand (2006)

X-Men Origins – Wolverine (2009)

 

FILME –

DVD -

 

Les guerres d'Étoiles

 

Muitas vezes apelidado de o “Spielberg gaulês”, Luc Besson exerceu muito essa alcunha para poder atrair milhões ao ver os seus filmes, quer realizados, escritos ou produzidos. De certa forma, Besson é aquele sujeito que poderia fazer falta, por exemplo, no cinema português, o qual a sua aspiração por Hollywood poderia concretizar uma melhor distribuição das fitas, cuja ambição e as proporções hollywoodescas se sentiam em produções megalómanas e ousadas em estúdios muito limitados. Depois de Nikita e Leon (uma das melhores fitas de acção dos anos 90), Luc decide elaborar Fifth Element, aquele que foi á sua altura a produção mais cara da França, como também um dos seus maiores êxitos, um roçar pelo universo do space opera, um “virgem” caminho do cinema francês, o que consegui foi fazer um festim de efeitos especiais e de sequências de acção de fazer inveja a qualquer grande produção norte-americana. Devido a isso, optou-se por uma fita falada em inglês, com um elenco que varia entre a “russa” Milla Jovovich (O Regresso á Lagoa Azul) e a estrela de Hollywood, Bruce Willis, que volta a interpretar mais uma das suas variações de Die Hard, ou seja, o fantasma de John McLane o persegue sempre. Ian Holm e Chris Tucker preenchem o resto, o ultimo com um dos mais hilariantes e mesmo assim descabidos desempenhos de toda a fita, mas a verdadeira estrela é mesmo o invulgar vilão, Gary Oldman na pele de Zorg, que nos dá a ideia de que este homem é realmente multifacetado no papel dos antagónicos, como já vimos em Leon. Escrito por Besson, The Fifth Element é uma fita de ficção científica que consegue equilibrar graças a um apurado sentido de humor, mas o argumento é descabido, inconclusivo, chegando mesmo a ser básico e imaturo, ou seja todo o Universo deste Quinto Elemento é uma caricatura do melhor que se fez na space ópera de Hollywood, entre os quais Star Trek e Star Wars. Vinga-se nos efeitos especiais, nos papéis de muitos actores, mas enfraquece quanto ao argumento. O Die Hard da ficção científica segundo Luc Besson.

 

Real.: Luc Besson

Int.: Bruce Willis, Milla Jovovich, Gary Oldman, Chris Tucker, Ian Holm

 

 

Imagens

 

    

 

A não perder – passar duas horas descontraídos sem grandes pretensões, nem seguir á linha o argumento.

 

O melhor – um homem chamado Gary Oldman

O pior – um argumento feito por Luc Besson

 

Recomendações – Serenity (2005), Minority Report (2002), Blade Runner (1982)

5/10

 

Vertigo, mas mais a Noroeste

 

Um ano depois do fracasso comercial de Vertigo, muito catalogado como a “obra-mestre” de Alfred Hitchcock, eis que surge o celebre North By Northwest, mais uma variação do conceito “homem errado, no lugar errado”, cujo todo o ambiente de conspiração resulta numa das outras revisões românticas do nosso caro “Hitch”. Aliás North By Northwest tem certas semelhanças quer tácticas e argumentativas ao fracassado, mas primoroso, Vertigo, é um romance acima de tudo disfarçado de thriller, onde novamente o realizador não esconde o seu receio pelas alturas e desafia os seus medos mais uma fez. Cary Grant compõe-nos um sedutor personagem, talvez o mais famoso de sua carreira, Roger O. Thornhill, um executivo de publicidade que se vê confundido com um agente da CIA denominado de George Kaplan, sob o risco de vida, Thornhill mete-se em fuga, perseguido por aquilo que tanto desconhece, pelo caminho conhece a misteriosa e sedutora Eve Kendall (Eva Marie Sant), o qual iniciará um romance. Entre o clima de espionagem e do mais clássico renome de suspense dada pelo mestre, North By Northwest resultou num êxito estrondoso um dos maiores da carreira do autor, o qual exibe-nos um filme mais centrado nas suas “aventuras” técnicas, vejamos na concepção da famosa cena do ataque do aeroplano, o qual revela um esforço tremendo e sofisticação da equipa técnica como também um olhar mais energético e abrangente de Hitchcock. De resto poderemos estar assentes que temos uma excelente ferramenta de entretenimento dos finais dos anos 50, onde o elenco inspira carisma, neste caso, e desculpem a heresia, Marie Sant é bem mais sólida, sedutora e sensual que Kim Novak, como podemos verificar num ousado diálogo de “engate” entre a personagem feminina e o protagonista Grant, criando um misé-en-scené clássico e incontornável. Apesar de sentir que no fundo este filme é uma resposta mais comercial da fita anterior devo dizer que antes de James Bond e de Jason Bourne, era North By Northwest que tornou possível a espionagem estar tão bem representada na grande tela.

 

Real.: Alfred Hitchcock

Int.: Cary Grant, Eva Marie Sant, Martin Landau, James Mason, Leo G. Carroll

 

 

Imagens

 

    

 

A não perder – uma fita inesquecível e uma das maiores do mestre.

 

O melhor – a sofisticação técnica e a intriga

O pior – dever muito a Vertigo

 

Recomendações – Vertigo (1958), Lucky Number Slevin (2005), 007 – From Russia With Love (1963)

 

Ver Também

Vertigo (1958)

 

Ver Outras Fontes

Cinema is My Life – North By Northwest

9/10

 

Obsessão á portuguesa

 

Um ano não seria ano sem que um filme de Manoel de Oliveira se estreasse nas nossas salas, e agora com 100 anos e sem apoios do Estado eis que surge Singularidades de uma Rapariga Loura, uma adaptação da curta literária de Eça de Queiroz, que nos apresenta Macário (Ricardo Trêpa), um jovem contabilista que se apaixona por uma misteriosa mulher loira que lhe transforma literalmente a sua vida. Tal como nas mais recentes conversões das obras literárias a cinema, a recriação da mesma história ambientada nos tempos modernos tem vindo a ganhar consistência no nosso panorama cinematográfico, ora é O Crime do Padre Amaro (2005) que repudiou os amantes da obra de Eça, mas que fez descobrir as curvas gentis de Soraia Chaves e mais recentemente Um Amor de Perdição de Mário Barroso como adaptação livre de uma obra de Camilo Castelo Branco, este Singularidades de Uma Rapariga Loura segue essa mesma febre. O 46º filme de Oliveira celebra o que de particular ofereceu o seu cinema, desde o seu conhecido vasto da cultura portuguesa até a prolongação dos seus planos que tanto lhe deu “má fama”, outro aspecto que identifica este filme como sendo dele é o regresso de Trêpa, seu neto, como protagonista. No elenco poderemos encontrar o carismático Rogério Samora, Filipe Vargas e Catarina Wallenstein como a “singular rapariga loura”. Ao contrário do ditamente xunga O Crime do Padre Amaro, a ideia da modernização da “memória” de Eça apenas se encontra esteticamente (e mal), o resto é preservado através de uma fidelidade dos diálogos e da essência do autor noutro autor. Oliveira ainda tem o “serviço público” de enriquecer sua obra como os variados elementos da cultura portuguesa entre elas uma leitura de um dos poemas de Fernando Pessoa, neste caso um dos seus pseudónimos Alberto Caeiro. O que esta Singularidade de uma Rapariga Loira peca pelos mesmas pretensões de sempre do “mestre vivo do cinema português”. Oliveira pode ser um visionário atrás das câmaras, mas é um péssimo director de actores e isso ninguém lhe tira, o que arranca do seu elenco não é nada mais que simples teatro surrealista, Ricardo Trêpa volta a mostrar o país que é com cunhas que se chega a alguma coisa, mas o neto do centenário realizador, já tornou sua imagem de marca. Ou seja, tudo se assume como falso neste romance sem vida nem solidez, as suas ideias de cinema voltam a prejudicar um filme que apenas está direccionado a um circulo de pessoas do que ao publico. Mais do mesmo, contudo esta fragilidade já é um pedaço da nossa cultura!

 

Real.: Manoel de Oliveira

Int.: Ricardo Trêpa, Catarina Wallenstein, Rogerio Samora, Filipe Vargas

 

 

Imagens

 

    

 

A não perder – Obviamente quem venera a arte de realização do “mestre”

 

O melhor – a homenagem á cultura portuguesa dada por Oliveira

O pior – as interpretações roçam a incredibilidade

 

Recomendações – Um Amor de Perdição (2009), Star Crossed – Amor Em Jogo (2009), O Crime do Padre Amaro (2005)

 

Ver também

Belle Toujours (2006)

 

6/10

 

Duro de Matar e de viver!

 

Imaginem as nossas vidas dependentes de máquinas, não pelo lado vital mas sim pela própria incapacidade de sentir e viver tal como nascemos. Surrogates é uma hipérbole científica dos avanços tecnológicos de puro entretenimento que nos capacita de vivermos uma vida dupla, assumirmos a identidade e físico que sempre desejamos, a metáfora do online Second Life, um software de internet o qual o utilizador se torna noutro sujeito e viva a sua “virtual vida” como fosse a dele. O simbolismo de Surrogates advém de andróide o qual o seu possuidor através de uma maquina sensorial consegue sentir e controlar esses robôs, denominados de “Substitutos”, que compõem uma via fácil para cada individuo trabalhar, namorar, gozar da vida de forma bastante segura e zero em riscos de acidentes e afins, melhor é que o aspecto deles são do desejo do servidor, que dão nos a sensação de corpo perfeito e esteticamente belo. Este conceito de ficção científica, adaptada da BD de Roberto Venditi e Brett Weldele, é o “background” de uma simples história policial, o qual Bruce Willis volta a dar corpo, neste caso “vida” a mais uma enésima variação de detective com passado trágico, talvez dos raros seres humanos que sente uma certa repugnação por estes “corpos sintéticos”. Realizado por Jonathan Mostow (Terminator 3), Surrogates é um Die Hard da ficção científica, um exemplar de acção combinada com bons stunts e os mais recentes efeitos especiais, e mesmo longe de uma adaptação de Isaac Asimov, consegue constituir bons momentos de reflexão sobre a dependência do ser humano às maquinas e alguns toques na implacável busca do corpo perfeito. Porém sente-se que essa penetração reflectora é ofuscada pela “máquina hollywoodesca” em converte-lo numa perfeita fita servida por pipocas. Willis aguenta a “pedalada” mesmo com os seus 50 anos e Mostow demonstra ter alguma fibra para este tipo de fitas. Não é Blade Runner, nem sequer um I,Robot, mas bem, nesta altura do campeonato não podemos exigir muito.

 

Real.: Jonathan Mostow

Int.: Bruce Willis, Ving Rhames, James Cromwell, Rosamund Pike, Radha Mitchell

 

 

Imagens

    

 

A não perder – para quem gostou de I, Robot, vai-se deliciar com esta fita.

 

O melhor – Os pequenos momentos de reflexão

O pior – a tentativa de ser um “bicharoco” pipoqueiro

 

Recomendações – I, Robot (2004), Blade Runner (1982), eXistenz (1999)

 

Ver Também

Ficção Cientifica … o que se diz?

 

Ver Outras Fontes

Ante-Cinema – Costa Mandylor : «Os Substitutos»

 

6/10

 

 

Cheguei a uma altura que necessito de organizar as ideias, ou seja decidi fazer umas mudanças, por isso o Cinematograficamente Falando … poderá seguir bem devagarinho, enquanto isso anseio por ideias e sugestões de vós, apenas postem o que acham que deva ser melhorado ou mantido.

 

Saudações Cinéfilas

 

publicado por Hugo Gomes às 12:59 | link do post
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Real.: Henry Selick

Int.: Dakota Fanning, Teri Hatcher, Keith David

 

 

Filme

Após mudar de casa, a jovem Coraline sente-se sozinha e aborrecida, não tem nenhum amigo e os seus pais não apresentam qualquer interesse com ela. Porém a situação bizarramente modifica quando esta encontra uma estranha porta na sua nova casa, um porta que a levará a um universo fantástico e oposto ao seu, mas que esconde um terrível segredo.

Veredicto

Do mesmo realizador do incontornável Nightmare Before Christmas e adaptação de um conto de Neil Gaiman, Coraline é uma animação que partilha a mesma técnica de design, porém muito mais sofisticada. O argumento apresenta uma maturidade negra, mas nem por isso deixa de ser bela. Só um aviso, manter afastado das crianças com menos de seis anos se faz favor.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Português Dolby Digital 5.1
Castelhano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Castelhano
Inglês para Deficientes Auditivos

 

EXTRAS
Cenas Cortadas
Comentário do Filme com o Realizador Henry Selick e o Compositor Bruno Coulais
O Making Of de Coraline

 

Ver Também

Coraline (2009)

 

Distribuidora – Universal Pictures Portugal, LDA

 

FILME –

DVD -

 

Mary Shelley já não mora aqui!

 

Ora temos a Pixar e a Dreamworks a competir pela fasquia anual da animação, ora temos ocasionalmente a Blu Sky a explorar o seu êxito garantido Ice Age – Idade do Gelo, ou temos a Disney a apostar na sua fórmula clássica de fazer “desenhos animados”, porém eis que surge um inequívocado estúdio que como “emplastro” entra nessa concorrência de animação cinematográfica, competida por gigantes. Ela é a MGM, e o produto apostador é Igor, uma imaginativa variação do conto Mary Shelley – Frankenstein com precisos toques da imaginação de Tim Burton que resultam numa fábula negra, mas metafórica e de universo caricato. Igor é uma personagem célebre do conto da autora, ele foi o ajudante corcunda e pouco pensante do doutor Frankenstein, porém no filme de … ele adquire um estatuto estereotipado de um ser deficiente que nasceu para servir “mestres do mal” e as suas invenções maléficas. Utilizado a velha fórmula de “sonho americano”, Igor assume a sua imaginação fértil em criar um Mundo não propicio dele, a sua veia criativa tem limitações, mas o paladar negro e gótico é o seu trunfo e as referências de Frankenstein o seu “baralho”. O que de melhor Igor têm é algumas personagens secundárias como a dupla amiga de Igor (com voz de John Cusack), constituídas por Brian (com voz de Sean Hayes), que poderá gerar algumas gargalhadas devido á sua pseudo-inteligência e Scamper (com a simbiótica voz de Steve Buscemi), um verdadeiro achado da animação recente, um coelho mórbido e sem vontade para viver. Todavia o argumento, mesmo sendo baseado noutro conto, tem um desequilíbrio entre o seu conteúdo sombrio com uma narrativa imatura, simples e de fácil rumo á moralidade, tão vista em outros filmes do género, mesmo assim é uma sugestão divertida para toda a família.

 

Rea.: Anthony Leondis

Int.: John Cusack, Steve Buscemi, Jennifer Coolidge, Sean Hayes, John Cleese

 

 

Imagens

 

    

 

A não perder – não mata, mas rói as saudades pelos contos burtonescos.

 

O melhor – as personagens secundárias

O pior – a moralidade é mais que vista

 

Recomendações – Nightmare Before Christmas (1993), Coraline (2009), All Dogs Go To Heaven (1989)

 

 

Ver Outras Fontes

Split Screen – Igor, por Tiago Ramos

 

6/10

 

Real.: Ron Howard

Int.: Tom Hanks, Ewan McGregor, Armin Mueller-Stahl

 

 

Filme

O simbologista Robert Langdon (Tom Hanks) é chamado para resolver um misterioso caso que lança o pânico no regime clerical da cidade do Vaticano. A missão é descobrir o esconderijo de uma bomba de anti-matéria que pertence a uma antiga seita ateísta conhecida como os Iluminati, com fins de salvar a cidade mãe do cristianismo da iminente destruição.

Veredicto

Ron Howard volta a adaptar outro best-seller de Dan Brown no que resulta noutro grande êxito de cinema. È um thriller que está condenado a ser centro de debate entre os fieis seguidores da religião de Cristo e dos adeptos da ficção de Brown, porém como obra cinematográfica, sabe muito pouco.

AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
Espanhol Dolby Digital 5.1
Catalão Dolby Digital 5.1
Italiano Dolby Digital 5.1

 

LEGENDAS
Português
Inglês
Espanhol
Italiano
Dinamarquês
Holandês
Finlandês
Norueguês
Sueco
Catalão

 

EXTRAS
Documentários:
- "Isto é um ambigrama"
- Anjos e Demónios: A História Completa
Trailers Promocionais

 

 

Ver Também

Angels And Demons (2009)

 

Distribuidora – Sony Pictures, LDA

 

Filme –

DVD -

 

John Cena em 12 dores de cabeça

 

O cinema sempre serviu de veículo para o estrelato de variadas celebridades que vêem com normalidade a 7ª Arte como prosperação financeira ou até mesmo um novo rumo de uma carreira ascendente. Já assistimos de tudo; desde cantores, jogadores de futebol, estrelas porno, modelos e um básico “jet-set” como é o exemplo de Paris Hilton (protagonista de alguns dos maiores atentados do cinema mainstream), mas neste caso falamos doutro ramo artístico, cada vez mais abundante naquilo que se faz em Hollywood, sim, o lutador de Wrestling. Já por si, os lutadores dessa categoria adquiram grandes dotes artísticos, tendo em conta que a grande parte dos combates são encenados de forma a relatar uma história fictícia e apelar as audiências, e é assim que são vias fáceis de se tornarem protagonistas de verdadeiras histórias cinematográficas. O caso mais célebre é Dwayne Johnson … ou artisticamente denominado de The Rock, que iniciou como uma espécie de “embrião” de Stallone até finalizar como um relevante nome da comédia, destacando o seu cómico desempenho no intragável Be Cool (2005, F. Gary Gray), já o estrelar Hulk Hogan que foi cabeça de cartaz em inúmeras obras dos inícios dos anos 90, porém outros lutadores tentaram a sua sorte no grande ecrã, desde Kane em See No Evil (2006, Gregory Dark) a Steve Austin em The Condemned. John Cena é outro caso dessa ascensão, tendo já protagonizado The Marine, que por cá foi directamente para DVD, todavia suscitou o interesse de Renny Harlin (Die Hard 2, Cliffhanger) para protagonizar neste energético filme de acção. Energético mas de curta duração é já o que se pode dizer de 12 Rounds, o qual John Cena interpreta um detective que terá salvar a sua mulher de um psicopata criminoso com um forte desejo de vingança. O criminoso desempenhado por Aidan Gillen, põe á prova o detective envolvendo-lhe em 12 desafios, tal como o título traduzido. Este filme á partida agradará os fãs do lutador agora actor, mas o cansaço desta pretensiosa fita de acção faz-se sentir com o “andar da carruagem”, enquanto assistimos o incansável Cena a pular, esmurraçar, escapar ileso das armadilhas e a utilizar um cérebro digno de Jason Bourne a 100 á hora. Para quem The Marine desiludiu, então 12 Rounds assume-se como um upgrade mais musculoso em termo de orçamento, ambição e produção, porém apresenta-se mais do mesmo em termos do género, o argumento segue os caminhos mais fáceis, as personagens são descartáveis e pouco consistentes (mas também quem quer saber disso já que se pode assistir uma fita que glorifica a imagem de Cena ao máximo). Um filme “xunga” de grande produção.

 

Real.: Renny Harlin

Int.: John Cena, Aidan Gillen, Ashley Scott

 

 

Imagens

   

 

A não perder – fãs do John Cena e da quadrilogia Die Hard

 

O melhor – mais divertido que a fita anterior de John Cena, The Marine (2006, John Bonito)

O pior – o argumento é abafado e equivocado

 

Recomendações – Die Hard 4.0 (2007), The Bourne Supremacy (2004), The Marine (2006)

 

 

5/10

 

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