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16.9.14

 

Depois de terem desmistificado uma das mais infames favelas do Rio Janeiro no documentário Complexo: Universo Paralelo, os irmãos Patrocínio seguem agora para Angola em busca do coração do Kuduro. I Love Kuduro explora as raízes deste estilo musical e a internalização desta, tentado situara musica no retrato social de um país abalado pela Guerra.  Estreia esta semana, dia 18 de Setembro, nos cinemas portuguesas. I Love Kuduro conta com os depoimentos de celebres artistas do meio como Nagrelha, Príncipe Ouro Negro e Presidente Gasolina, Tchobari, Francis Boy, Cabo Snoop, entre outros. 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:55
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Chegou um novo "monstro" ao armário!

 

A australiana Jennifer Kent, que fora assistente de Lars Von Trier em "Dogville", estreia na realização de longas-metragens com The Babadook (a extensão da sua curta Monsters em 2005), um filme que causou sensação no último Festival de Sundance e que fora descrito pelos demais como algo aterrador e atmosférico, sendo que o último ponto é a sua "chave-mestra".

 

 

Deparemos então com um regresso aos medos primários de cada um, invocando a criança que há dentro de nós, aquele receio pelo "bicho-papão" ou pelo monstro do armário tão comum no crescimento do individuo. Nesse sentido, Kent consegue elaborar situações correntes ao espectador, obrigando este a olhar para a seu historial de infância e confrontar as suas primeiras fobias. Eis um eficaz exercício desse fundamento, que não cede ao susto fácil nem manipulador, como os muitos produtos industrializados que encontramos "ao pontapé", muito graças à referida atmosfera, bem concretizada aliás, e por um trabalho de câmara versátil em cenários limitados, mas que por eventualidade perde por apresentar um pretensiosismo refém.

 

 

E é sob essa ambição de contornar o território do terror que The Babadook deixa em "céu aberto" as suas fragilidades (mais no sentido argumentativo do que dramático). Jennifer Kent não consegue lustrar a "aguçada" relação entre mãe e filho, o centro de toda a ênfase dramática, mesmo apresentando cativantes desempenhos por parte de Essie Davis e do "pequeno" Noah Wiseman, deixando-nos com conexões esquizofrénicas (argumentativamente falando) e impasses "rochosos" no dinamismo narrativo.

 

 

Porém o guião é preguiçoso, depois de apresentada a ideia base - a incursão dos medos infantis e a conversão destes para o elo comum de gerações - somos remetidos a um stock de colagens de outros elementos do género; possessões, traumas passados, paranóias e poltergeists, invertem a premissa e acabam por transformá-la num mero produto rotineiro, a dever demasiado ao que já havia sido feito no circulo de terror série A. Mesmo assim, a técnica de Jennifer Kent é de uma arrepiante perícia, as sequências com que trabalha a escuridão são envolventes e por momentos, testemunhamos algo verdadeiramente assustador, ou seja, aqui talento temos, faltou foi inovação e o maior controlo deste "monstro-papão".

 

Filme visualizado no MOTELx 2014: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa

 

Real.: Jennifer Kent / Int.: Essie Davis, Noah Wiseman, Daniel Henshall, Tiffany Lyndall-Knight

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:37
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Mais um trailer de Interstellar de Christopher Nolan!

Interstellar, o próximo filme de Christopher Nolan com novo trailer!

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Interstellar - Christopher Nolan no espaço!

Christopher Nolan volta à Ficção Cientifica!

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:21
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Segundo a The Wrap, o realizador Adam Wingard e o argumentista Simon Barrett, a dupla por detrás de You're Next e The Guest (apresentado no último MOTELx), estão em negociações finais para concretizar o remake americano do êxito sul-coreano, I Saw the Devil de Kim Jee-woon. De momento Barrett já começou com a escrita e Wingard conheceu os actores por detrás do projecto. O filme original, datado de 2010, remete-nos a um detective (Lee Byung-hun) que inicia uma incansável caça e vingança ao assassino da sua noiva, o lunático Kyung-chul (Min-sik Choi, Oldboy).

 

Ver Também

You're Next (2011)

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:13
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Segundo a Deadline, a Sony Pictures prepara uma nova adaptação do livro de Lois Duncan, I Know What You Did Last Summer, passados 14 anos desde o filme protagonizado por Jennifer Love Hewitt. A mesma fonte avança que Mike Flanagan (Oculus) irá escrever e produzir esta nova versão. A obra de 1997, que contou com o argumento de Kevin Williamson (Scream, Faculty), rendeu mais de 125 milhões de dólares em todo o Mundo e contou com duas sequelas, não bem sucedidas. 

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:52
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Matt Damon vai regressar como Jason Bourne e novamente sobre a direcção de Paul Greengrass, segundo o site Deadline. Este anuncio acaba por tornar-se contraditório devido às últimas noticias de que a Universal Pictures iria prosseguir com o franchising em volta Aaron Cross (Jeremy Renner) em The Bourne Legacy (2012). Matt Damon havia interpretado a personagem criada pelo novelista  Robert Ludlum em três filmes que foram êxitos entre o público e crítica. O realizador Paul Greengrass dirigiu os últimos dois dessa trilogia (Supremacy e Ultimatum), os mais bem sucedidos, o qual contribuiu para uma nova vaga de cinema de acção.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:52
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15.9.14

 

Foi divulgado o trailer completo de The Hunger Games: Mockingjay Part 1, o terceiro filme que adapta a saga literária de Suzanne Collins. Baseado no terceiro e derradeiro livro da série Hunger Games (Jogos da Fome), a primeira parte do desfecho remete-nos ao inicio da rebelião liderada pela carismática Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence). A revolta dos 12 distritos oprimidos pelo regime de "ferro e fogo" do Capitólio e a abolição dos ditos Jogos da Fome, onde são anualmente escolhidos 12 jovens para lutarem entre si num combate até à morte como tributos ao Capitólio. O filme será novamente dirigido por Francis Lawrence (que havia realizado o capitulo anterior) e conta ainda no elenco de luxo os actores Josh Hutcherson, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Natalie Dormer, Liam Hemsworth, Philip Seymour Hoffman, John Cusack, Evan Ross, Julianne Moore e Robert Knepper. A estreia está prevista para 20 de Novembro em Portugal.

 

 

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Mais um teaser trailer de The Hunger Games: Mockingjay Part 1!

Primeiro teaser trailer de The Hunger Games: Mockingjay Part 1!

Primeiro teaser poster de The Hunger Games: Mockingjay Part 1

The Hunger Games (2012)

The Hunger Games: Catching Fire (2013)

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:14
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O cineasta norte-americano Oliver Stone (Platoon, JFK) estará presente como convidado especial na próxima edição do Douro Film Harvest, o festival que reúne cinema, gastronomia e música que decorre na região do Alto Douro Vinhateiro. Contudo dia 26 de Setembro, o realizador estará presente no Invicta, Porto, para receber a medalha de ouro da cidade, numa "sessão solene" e hora ainda desconhecida (segundo a Agência Lusa). Desconhecido ainda é a programação do Douro Film Harvest (espera-se conhecer pormenores durante esta semana), que apenas havia salientado que irá alargar a sua programação que Espanha será o país convidado a integra-la.  

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:22
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Para onde vão os músicos de intervenção?

 

Por muito tempo pensou-se que os músicos de intervenção eram “figuras” obsoletas, presos a uma época onde a opressão era tida como rotina, e cujos seus actos de rebeldia musical serviriam como ninfas de alento quotidiano. Mas afinal o que acontece a esses mesmos profissionais quando o Inverno que haviam combatido desaparece e automaticamente dando lugar à Primavera (metaforicamente falando)? Será que vale a pena lutar pelas restantes injustiças sociais que por eventualidade surgem? Deve-se continuar a manter a mesma postura revolucionária mesmo quando os tempos que decorrem não requisitam, aparentemente, tal atitude? Mudar de Vida não responde directamente a essas perguntas, mas deixa no ar a sugestão para as suas resoluções.

 

 

Um projecto de baixo-orçamento, erguido por um crowdfunding, que centra na personalidade de José Mário Branco, um autêntico homem de sete ofícios: produtor, músico, actor de teatro e activista. Neste momento o leitor deverá estar a interrogar quem será a dita “personagem”, mas a verdade é que o tempo não foi muito sereno para este artista, que após uma luz da ribalta como um dos heróis do 25 de Abril (foi produtor da eterna música de Zeca Afonso, “Grândola Vila Morena) ficou esquecido e descartado como uma peça inutilizada do chamado novo arco democrático português. Branco tentou de tudo para encontrar um propósito da sua existência nos anos que seguiram, tentou o teatro, a produção de novas músicas e colaborações com novos artistas, mas foi vítima de uma subvalorização e de um desrespeito politico como também do desinteresse do “povo”, pelo qual sempre defendeu contra, segundo o próprio, a “tirania da burguesia”.

 

 

O Pedro Fidalgo e Nelson Guerreiro converte Mudar de Vida numa peça de tributo, retalhista da vida do homenageado, mas acima disso e talvez reflectido na própria figura de José Mário Branco, temos um documento sobre as mudanças políticas e sociais de Portugal, oportuno num tempo em que cada vez mais sentimos a necessidade de uma nova mutação. Recheado com raras imagens de arquivo e a narração e condução de José Mário Branco de um jeito espirituoso, Mudar de Vida envolve-nos com uma vitalidade pertinente, sabedoria e muita provocação. É um filme corajoso como a figura que presta (figura essa, que é um verdadeiro “trunfo”).

 

Mudar de Vida é uma questão que não está resolvida

 

Filme visualizado no MUVI Lisboa'14: Festival Internacional de Musica no Cinema

 

Real.: Pedro Fidalgo, Nelson Guerreiro / Int.: José Mário Branco

 

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 12:06
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14.9.14

 

A curta-metragem de João P. Nunes, Pela Boca Morre O Peixe, foi elegido pelo júri da 8 edição do MOTELx: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, como Melhor Curta de Terror Portuguesa 2014, tendo sido distinguido pelo respectivo prémio e um valor monetário de três mil euros. A obra ainda recebeu o prémio Méliès d'Argent da Federação Europeia de Festivais de Cinema Fantásticos, que automaticamente o seleccionado para a competição pelo Méliès d'Or. O júri do festival deste ano foi constituído pelo actor Gonçalo Waddington, a jornalista Luísa Sequeira e o especialista em efeitos especiais visuais e maquilhagem, Dan Frye.

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:52
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13.9.14

Realidades expostas!

 

O maior trunfo de Coherence é encontrar coerência no absurdo, pelo menos é o que à partida grande parte dos espectadores irá julgar. A primeira obra de James Ward Byrkit foi concebida inicialmente como ideia a de concretizar um filme sem equipa técnica e argumento, tendo como set a sala de estar do próprio realizador. Contudo, o dito argumento surgiu de pára-quedas a Byrkit (que também escreveu o filme), que fascinado pela raciocínio cientifico, decide então executar o guião para o grande ecrã, dando origem a uma complexa obra que desafia as próprias leis da industria cinematográfica do género.

 

 

Em Coherence não encontramos nenhuma distopia evidente, nem mesmo uma revisita aos lugares-comuns. Tudo se resume a um filme de baixo orçamento muito limitado em recursos e com atores sob o efeito do improviso, mas munidos por um trunfo: um argumento eficaz em conceber uma credível explicação ao sucedido - mesmo quando se trata de mexer em temas como física quântica, metafísica e outras teorias difíceis de engolir. Muitas dessas disciplinas soam como "chinês" para a maioria dos espectadores, mas tais são adaptadas de uma forma concebível e perceptível. É o conceito de Schrödinger (as diferentes realidades e possibilidades em convivência lado-a-lado) levado ao grande ecrã, em comunidade com a fantasia descrita por Byrkit.

 

 

Coherence é uma pequena surpresa no seu campo. Envolvente, astuto, quase sem falhas na sua concepção, com um elenco que consegue aperfeiçoar as suas respectivas personagens, com principal destaque para Emily Baldoni (uma actriz quase condenada a pequenos papéis televisivos), e atmosférico o suficiente para nos transportar para a sua realidade (um ponto a favor na música composta por Kristin Øhrn Dyrud). Ou seja, eis um exercício cientifico posto e transitável à prova. Uma recomendação: para quem é aficionado por ficção cientifica inteligente, mas saturado do histerismo cinematográfico do costume, não pode perder este Coherence.

 

Filme visualizado no MOTELx 2014: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa

 

Real.: James Ward Byrkit / Int.: Emily Baldoni, Maury Sterling, Nicholas Brendon

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:05
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Jessica Chastain vai integrar o elenco de The Death And Life Of John F. Donovan, aquele que será a primeira obra americana do canadiano Xavier Dolan (Mommy, Tom à la Ferme). Quem confirmou a noticia foi o próprio realizador de 26 anos ao site The Playlist, revelando ainda que a actriz de Tree of Life e Mamma será a vilã desse novo projecto, uma editora-chefe de uma revista de noticias cor-de-rosa. The Death And Life Of John F. Donovan remete-nos à troca de correspondência entre um actor famoso e um menino de 11 anos, e a exposição dessas mesmas cartas pelos media.

 

Ver também

Tom à la Ferme (2013)

Les Amours Imaginaires (2010)

 

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publicado por Hugo Gomes às 03:59
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12.9.14

 

Serena, é a adaptação do homónimo livro de Ron Rash e será tido como a primeira obra norte-americano de Susanne Bier (In a Better World, vencedor do Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira em 2011). Protagonizado por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper (terceiro filme juntos desde Silver Linings Playbook, em 2012 e American Hustle, em 2013, ambos de David O'Russell), Serena remete-nos a um casal que segue para uma Carolina do Norte da era da grande depressão, para gerir um grande negócio de madeira. Contudo o mundo de ambos irá alterar para sempre desde o momento em que ele descobre que a sua mulher é incapaz de gerar um filho. Com Toby Jones, Sean Harris e Rhys Ifans no elenco, o projecto Serena já caiu nas mãos de Darren Aronofsky em 2010, tendo quase sido protagonizado por Angelina Jolie. Estreia em Portugal no dia 20 de Novembro

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 01:39
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11.9.14

A nossa relação está "morta"!

 

O argumentista de I Heart Huckabees, Jeff Baena, marcou a sua estreia na realização com uma incursão ao mundo dos zombies, um tema cujo mercado cinematográfico já se encontra demasiado saturado, para não falar do sucesso no pequeno ecrã de The Walking Dead. Contudo, Life After Beth consegue se diferenciar dos demais, especialmente por incutir um tom de paródia, cruelmente satírico com as comédias românticas em geral.

 


E apesar de não ser uma obra geneticamente original, nada a impede de ser uma proposta cativante e entretida de forma passageira. Tudo parece resumir se a uma autêntica parábola do fim do relacionamento, alegórica na imagem do monstruoso morto-vivo, neste caso a recém-falecida Beth (Aubrey Plaza). O seu namorado, Zach (Dane DeHaan), dificilmente consegue superar a repentina perda e ainda mais a sua misteriosa "ressurreição". Só que Beth encontra-se diferente da sua vida passada, mais violenta, decadente e com um bizarro, mas voraz, apetite por carne humana.

 

 

O equilíbrio entre a comédia e o terror leviano por parte de Jeff Baena nem sempre é dos mais estáveis, mas Life After Beth consegue delinear momentos impagáveis no seio de tantos lugares-comuns do subgénero. Para além disso, o filme funciona graças à jovem actriz Audrey Plaza (The To Do List), que converte a sua Beth num "eye-candy", construindo uma gradual e hilariante metamorfose (as últimas sequências protagonizadas pela mesma são imperdíveis).

 


Infelizmente, e do outro lado, o talentoso Dane DeHaan (que havia demonstrado o seu potencial no found footage de acção, Chronicles de Josh Tank) apresenta uma interpretação demasiado nervosa e desorientada para evidenciar o luto da sua personagem. Por fim, a ausência de personagens secundárias carismáticas faz-se sentir no enredo. Ninguém esperava que fosse mais um Shaun of the Dead, mas para ser sincero, dentro dessa "dimensão", Life After Beth aguenta a pressão.

 

Filme de abertura do MOTELx 2014: Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa

 

Real.: Jeff Baena / Int.: Aubrey Plaza, Dane DeHaan, John C. Reilly, Anna Kendrick, Molly Shannon

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:07
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A Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas escolheram o filme documentário “E Agora? Lembra-me”, de Joaquim Pinto, para ser o representante português ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Cinema Americana.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:34
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10.9.14

 

Para ver a programação completa, aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:37
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Vejam o trailer de Os Maias de João Botelho

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:53
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A história do “homem de areia”!

 

Uma bateria de Billy Conway, um saxofone barítono de Dana Colley e um baixo de duas cordas tocado pelo também vocalista Mark Sandman, uma estranha composição de instrumentos que ninguém acreditaria que fosse capaz de gerar tão distinta e única música de low rock nos anos 90. Tinha o nome de Morphine, uma banda norte-americana que ficou celebre pela alienação dos seus sons, pelo estranho conjunto de instrumentos e pelo carisma do reservado Mark Sandman, o qual este documentário dirigido pela dupla Robert Bralver e de David Ferino e produzido por Jeff Broadway dedica por completo.

 

 

Cure for Pain: The Mark Sandman Story (alusão aquele que foi para muitos o melhor e inovador dos álbuns da banda) nos apresenta de forma poética, envolvente e explicita a vida deste artista completo e talentoso, o seu passado marcado pela tragédia familiar, o sucesso mundial da banda e a influência da sua música na sociedade dos anos 90 até chegar a sua literal queda em palco derivado a um ataque cardíaco que o vitimou durante um concerto em Palestrina, Itália em 1999.

 

 

Conservado a aura mítica envolto da figura retratada, Cure for Pain consegue ser emocionante nos seus testemunhos e na transposição da união do seio musical quando um dos seus membros os deixou sob circunstâncias abruptamente trágicas e dramáticas. Um tributo algo obrigatório para todos os fãs da banda e não só, amantes de música em geral, onde a imagem de Sandman é restaurada e abordada tal como ela é, sem embelezamentos e bajulações exageradas. Uma personalidade misteriosa a descobrir a todo o custo. Por fim, Cure for Pain: The Mark Sandman Story ainda nos presenteia com as entrevistas de Ben Harper, Josh Homme (vocalista e guitarrista de Queen of the Stone Age), Mike Watt (baixista dos The Stooges) e Les Claypool (Primus).

 

Filme visualizado no MUVI Lisboa’14: Festival Internacional de Música no Cinema

 

Real.: Robert Bralver, David Ferino / Int.: Mark Sandman, Chris Ballew, Dicky Barrett, Les Claypool, Ben Harper, Hosh Homme, Mike Watt

 

 

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Anyone Can Play Guitar (2009)

Leave the World Behind (2013)

Our Vinyl Weighs a Ton: This Is Stones Throw Records (2013)

Marina (2013)

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 12:11
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9.9.14

Um rock por todos, todos rock por um!

 

Anyone Can Play Guitar remete-nos ao boom das bandas roqueiras de Oxford, desde 1978 até aos tempos actuais.  Influenciados pela onda punk dos anos 70, que de certa forma democratizaram o acto de fazer música, ao mesmo tempo que implantaram uma anarquia estrutural dentro do meio artístico, as bandas de Oxford cresceram até originar uma complexa diversidade de melodias e estilos, umas com mais sucesso que outras, mas todas elas contribuíram para colocar a cidade inglesa como a capital musical do século XX (tendo Oxford mais bandas por metro quadrado que qualquer outra cidade do Mundo). Dentro desse movimento musical, surgiram grupos como os Radiohead (provavelmente a banda mais conhecida desta manifestação), Supergrass, os "amaldiçoados" The Candyskins, Talulah Gosh, a promessa que nunca cumpriu que foram os The Unbelievable Truth e entre outros.

 

 

Um coisa é certa, conforme seja a natureza do documentário, o factor que o poderá distinguir dos demais não é o seu conteúdo, mas a forma como é exposta e elaborada a sua narrativa, e por fim avaliar se esta é ou não propícia para algum tratamento estilístico (um toque autoral e criativo aufere personalidade). A verdade é que em Anyone Can Play Guitar há um tema, mas o que não temos é a ousadia nem sequer a inovação de desenvolver esta imensa teia de histórias sobre o movimento musical de forma menos académica. E é sobre esse academismo que se aponta como falha neste filme escrito e dirigido por John Spira, o qual o transformou numa peça formalizada mas de composição quase televisiva, sem grande arte na sua concepção. Por outras palavras, a narrativa segue isenta de qualquer conflito inerte, sem a ambição para mais do que somente uma linha intercalada por entrevistas, filmagens, entrevistas e assim por diante.

 

 

Obviamente a matéria recolhida para este exemplar merecia uma disposição mais dinâmica de forma a complementar os tons de critica que por vezes instala, mas tudo é ofuscado por uma falta de interesse em explorar as mesmas. Soa como um resumo de algo grandioso, ficando-se pela riqueza musical e pelas dignas intenções. Este é um dos casos que por vezes o conteúdo não é o suficiente se não possuir forma.

 

Filme visualizado no MUVI Lisboa'14: Festival Internacional de Musica no Cinema

 

Real.: John Spira / Int.: Samantha Battles, Andy Bell, Robin Bennett, Nick Burton, Lee Christian

 

 

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Leave the World Behind (2013)

Our Vinyl Weighs a Ton: This Is Stones Throw Records (2013)

Marina (2013)

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:10
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Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas divulgou hoje (09 de Setembro) os nomeados para os prémios Sophia 2014, o filme Até Amanhã Camaradas, de Joaquim Leitão liderou a selecção com 15 nomeações. Os vencedores serão revelados através de uma cerimónia oficial que decorrerá no dia 08 de Outubro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. 

 

Melhor Filme

A Última Vez que Vi Macau - BlackMaria

Até Amanhã, Camaradas - MGN Filmes

Comboio Nocturno para Lisboa - Cinemate

É o Amor - Loudness Films e MIDAS Filmes

Quarta Divisão - MGN Filmes


Melhor Actor

Cândido Ferreira (Até Amanhã, Camaradas)

Gonçalo Waddington (Até Amanhã, Camaradas)

João Lagarto (Bairro)

Pedro Hestnes (Em Segunda Mão)


Melhor Actriz

Carla Chambel (Quarta Divisão)

Leonor Seixas (Até Amanhã, Camaradas)

Maria João Bastos (Bairro)

Rita Durão (Em Segunda Mão)


Melhor Actor Secundário

Adriano Carvalho (Até Amanhã, Camaradas)

Adriano Luz (Até Amanhã, Camaradas)

Adriano Luz (Comboio Nocturno para Lisboa)

Afonso Pimentel (Bairro)

Carloto Cotta (Bairro)

Marco D'Almeida (Comboio Nocturno para Lisboa)


Melhor Actriz Secundária

Beatriz Batarda (Comboio Nocturno para Lisboa)

Carla Chambel (Até Amanhã, Camaradas)

Joana de Verona (Em Segunda Mão)

Julie Sergeant (Bairro)


Melhor Realizador
Joaquim Leitão (Até Amanhã, Camaradas)

Joaquim Leitão (Quarta Divisão)

João Canijo (É o Amor)

João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (A Última Vez que Vi Macau)

 

Melhor Argumento Original

António Pedro Figueiredo e Catarina Ruivo (Em Segunda Mão)

Leonardo António e Inês Pott (O Frágil Som do Meu Motor)

João Canijo e Anabela Moreira (É o Amor)

João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (A Última Vez que Vi Macau)

 

Melhor Fotografia

Carlos Lopes (Quarta Divisão)

José António Loureiro (Até Amanhã, Camaradas)

Mário Castanheira e Tiago Carvalho (É o Amor)

Rui Poças (A Última Vez que Vi Macau)

 

Melhor Música

Rodrigo Leão (O Frágil Som do Meu Motor)

João Marco (Além de Ti)

As Mercenárias, Mentis Afro (Boss) e Primeiro G (Um Fim do Mundo)

Luís Cília (Até Amanhã, Camaradas)

 

Melhor Montagem

Pedro Ribeiro (Até Amanhã, Camaradas)

Pedro Ribeiro (Quarta Divisão)

João Braz (É o Amor)

Miguel Costa, Gonçalo Frederico e Paulo Pinto (Bairro)

João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (A Última Vez que Vi Macau)

 

Melhor Som

Carlos Alberto Lopes e Branco Neskov (Até Amanhã, Camaradas)

Carlos Alberto Lopes, Branco Neskov, Elsa Ferreira e Pedro Melo (Quarta Divisão)

Pedro Vieira, Pedro Melo, Filipe Sambado, Ricardo Leal, Amélia Sarmento, Luís Bicudo, Paulo Abelho e João Eleutério (O Frágil Som do Meu Motor)

Vasco Pedroso e Branco Neskov (RPG)

 

Melhor Direcção Artística

Augusto Mayer (Comboio Nocturno para Lisboa)

Isabel Branco e Paula Szabo (Em Segunda Mão)

João Martins (Até Amanhã, Camaradas)

João Rui Guerra da Mata (A Última Vez que Vi Macau)

 

Melhor Guarda-Roupa

Ana Simão (Em Segunda Mão)

Maria Gonzaga e Maria Amaral (Até Amanhã, Camaradas)

Silvia Grabowski (7 Pecados Rurais)

Teresa Alves (Bairro)

 

Melhor Caracterização

Abigail Machado (A Republica di Mininus)

Ana Lorena e Rute Alves (RPG)

Cláudia Ferreira, Sandra Fonseca, João Rapaz, Iris Peleira, Sara Menitra e Helena Baptista (O Frágil Som do Meu Motor)

Magali Santana (7 Pecados Rurais)

Sano de Perpessac (Comboio Nocturno para Lisboa)

Sano de Perpessac (Em Segunda Mão)

Susana Correia e Ana Ferreira (Até Amanhã, Camaradas)

 

Melhor Documentário em Longa-Metragem

Ophiussa - Uma Cidade de Fernando, de Fernando Carrilho

Terra de Ninguém, de Salomé Lamas

A Batalha de Tabatô, de João Viana

 

Melhor Curta-Metragem - Documentário

Almas Censuradas, de Bruno Ganhão

A Máquina, de Mafalda Marques

Lápis Azul, de Rafael Antunes

Casa Manuel Vieira, de Júlio Alves

Fontelonga, de Luís Costa

 

Melhor Curta-Metragem de Animação

Carratrope, de Paulo D’Alva

Outro Homem Qualquer, de Luís Soares

Ptomolus, de Josemaria RRA

Alda, de Ana Cardoso e Filipe Fonseca

Brincar, de Coletivo Fotograma 24 e Coletivo de Crianças, jovens e idosos de Guimarães

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção

Longe do Éden, de Carlos Amaral

Lápis Azul, de Rafael Antunes

Gambozinos, de João Nicolau

Luminita, de André Marques

 

Prémio Sophia Carreira

Eduardo Serra (fotografo)

Henrique Espírito Santo (actor / produtor)

José Fonseca e Costa (realizador)

 

Ver Também

7 Pecados Rurais (2013)

Em Segunda Mão (2012)

Quarta Divisão (2013)

É o Amor (2013)

Night Train to Lisbon (2013)

Um Fim do Mundo (2013)

A Batalha de Tabatô (2013)

Sophia Carreira 2014: Homenageados revelados!

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:38
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i liked the blog too much
Eu tenho uma opinião diferente, pois adorei o film...
Um filme inteligente e divertido.Todas aquelas teo...
O filme é excelente 5/5
muito bom ver essees filmes e aprender com essas h...
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
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