Domingo, 15 de Novembro de 2009

Caos em toda a tela!
Se existir alguém capaz de destruir o planeta Terra, esse homem é Roland Emmerich, o Sr. Blockbuster e o príncipe da destruição cinematográfica, o qual já ameaçou o nosso Mundo com todo o tipo de desastres, desde a vinda de extraterrestres como Independence Day (1996), uma criatura radioactiva, o remake de Godzilla (1998) e a fúria da Natureza em Day After Tomorrow (2004), desta vez o caos é levado ao máximo graças a uma ideia inspirada do calendário Maia. Segundo o quais, os Maias, esse povo extinto da América Central, previram há milhares de anos atrás um acontecimento catastrófico que ocorreria no dia 21 de Dezembro de 2012, que nos levaria ao chamado Fim do Mundo, Armaggedão, Apocalypse e Dia do Juizo Final como denominam em muitas outras religiões. Com base nisto, Emmerich decide carregar uma fita de duas horas e meia com efeitos especiais de topo de gama e todo o tipo de desastres naturais, catástrofes e afins que há em memória. Ora temos terramotos, ora temos maremotos, ora temos vulcões ou placas tectónicas a moverem de um lado para o outro, mas no geral temos mais do mesmo em termos de produção “emmerichiana”. John Cusack é o protagonista, preenchendo o papel de pai divorciado que tenta a todo o custo salvar a família da eminente terminal, perseguido por uma sorte inacreditavelmente irreal e sem precedentes, sendo a primeira vez que o actor de High Fidelity que participa numa mega-produção como esta. Além dele temos a recuperação de Danny Glover, no papel do presidente dos EUA, o qual demonstra uma humanidade exemplar, ou seja, o patriotismo de Roland continua cego e fiel a todos os níveis, mesmo sob a ameaça do Fim dos Dias. Thandie Newton e Chiwetel Ejiofor são o par romântico dos filmes, e são eles os melhores desempenhos ao lado do sempre imune Oliver Platt (a perfeita personificação do egoísmo e burocrático humano), o desconhecido Jimi Mistry, que desempenha um geólogo indiano, e o multi-facetado Woody Harrelson. Mas por estranho que pareça, não encontramos nenhuma personagem com dimensão, nem sequer emoção que nos completa com a destruição vista no grande ecrã, apenas momentos de humor disparatado com que fazem com que a fita leva-se a brincar como uma comédia se trata-se. Existe algumas frases moralistas que de tão “bonito” tem para se dizer e nada mais … ah, estava a esquecer-me, os efeitos visuais são arrasadores, mas não é justificação de uma ida ao cinema. Um simples e cliché filme de Roland Emmerich.
Real.: Roland Emmerich
Int.: John Cusack, Danny Glover, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Oliver Platt, Woody Harrelson, Jimi Mistry, Amanda Peet
Imagens
A não perder – Para quem acha que Armaggedon é um filme frouxo em termos de destruição
O melhor – Os efeitos especiais
O pior – já não vimos este filmes antes?
Recomendações – Armaggedon (1997), The Day After Tomorrow (2004), Deep Impact (1997)
Ver Também
The Day After Tomorrow (2004)
5/10 