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22.5.15

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Um mar de lágrimas. Assim foi recebido Le Petit Prince (O Principezinho) na sua apresentação hoje na 68ª edição do Festival de Cannes.

 

O filme de Mark Osborne (Kung Fu Panda), apresentado fora de competição, é uma adaptação livre do clássico da literatura de Antoine de Saint-Exupéry e contou com duas projecções para a imprensa: uma em francês e outra em inglês, esta última decorrida no Grand Théâtre Lumière. A sessão terminou sob fortes aplausos e não só. Foram poucos aqueles que saíram da sala sem o rosto coberto de lágrimas.

 

Nesta versão animada, o filme abre com a história de uma menina nos dias de hoje que descobre através de um idoso a história do Principezinho, iniciando-se assim uma aventura de descoberta da sua essência enquanto criança e do valor da amizade.

Tal como o original, considerado por muitos como um livro infantil rico em questões filosóficas, o filme de Osborne preserva tais dilemas e doutrinas, mas tenta seguir uma aventura própria e imaginativa. A animação cruza o habitual CGI com um estilístico stop-motion (e de certa forma nostálgico, devido à fidelidade com os desenhos da obra literária).


O Principezinho estreará em França no final do mês de Julho. A versão inglesa contará com as vozes de Rachel McAdams, Jeff Bridges, Paul Rudd, Paul Giamatti, Benicio Del Toro, Marion Cottilard e James Franco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:04
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21.5.15

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O filme argentino La Patota (Paulina) foi o grande vencedor da 54ª Semana da Crítica no Festival de Cannes, tendo arrecadado o Grande Prémio Nespresso. Dirigido por Santiago Mitre (El Estudante), o filme é uma nova versão da obra de 1960 assinada por Daniel Tinayre, que remete-nos a uma mulher tentar lidar com traumas e medos após ter sido violada por uma gangue.

 

 

Grande Prémio Nespresso
La Patota (Paulina), de Santiago Mitre

 

Prémio SACD
La tierra y la sombra, de César Augusto Acevedo

 

Prémio Visionário France 4
La tierra y la sombra, de César Augusto Acevedo

 

Prémio Descoberta para Curta-Metragem
Varicella, de Fulvio Risuleo

 

Prémio Canal + para Curta-Metragem
Ramona, de Andrei Cretulescu

 

Garantia de Distribuição da Fundação Gan
The Wakhan Front, de Clément Cogitore

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:24
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20.5.15

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Foram divulgadas mais imagens do muito antecipado The Hateful Eight, a oitavo obra de Quentin Tarantino, um western cujo enredo gira envolta de oito desconhecidos que se refugiam num abrigo após a passagem de uma tempestade em Wyoming, durante a Guerra Civil Norte-Americana. Durante esse refúgio, muito serão as revelações e as decepções que levarão a oito personagens a trágicos destinos. Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Tim Roth, Michael Madsen, Denis Menochet, Channing Tatum, Zoe Bell, Demian Bichir e Bruce Dern compõem o elenco.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:55
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20.5.15

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Uma Segunda Juventude!

 

É verdade que todos esperavam que Paolo Sorrentino fosse reciclar o estilo vencedor de La Grande Bellezza num filme próximo, e ei-lo: Youth, o seu olhar luxurioso à segunda juventude de cada um, onde Michael Cane e o "ressuscitado" Harvey Keitel compõem um par de amigos de longa data (a caminhos dos 80) que passam férias num requintado hotel situado nos Alpes. Entre spas e saunas, Youth converte-se gradualmente numa poesia industrializada sobre a velhice e a confrontação com o passado, num registo que por si já parece "velho" no grande ecrã.

 

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Mas Sorrentino revela-se ainda, aquilo que já fora considerado na obra anterior: um VJ, apostando num filme sob um visual estilizado e de uma riqueza acolhedora. Se o realizador filma bonito, isso já se sabia, mas em Youth revela-se mais livre, confiante e sim ... egocêntrico. Porém, nem tudo o que vemos é realmente dispensável. É fácil emocionar com Youth (até certo momento uma das personagens expressa o quão subvalorizado estão os sentimentos) com toda aquela revisão dos nossos medos íntimos desconhecidos, mas sobretudo devemos louvar o facto do nosso realizador, que é também o argumentista, acertar com as suas cartadas nos diálogos, surgindo frases deliciosas, alguns dos quais incutindo uma filosofia sincera, talvez mesmo a única sinceridade da obra.

 

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Existe ainda outra aposta vencedora neste novo filme de Sorrentino, o seu humor digno de "buddy movie", como que - de certa maneira - Caine e Keytel fossem reincarnações longínquas de Jack Lemmon e Walter Matthau. A química transmitida por ambos pode ser demasiado frígida para os parâmetros estilísticos do filme, mas mesmo assim eles respondem com exactidão aos requisitos. Salienta-se ainda as participações de Paul Dano, que demonstra novamente o seu talento de difícil reconhecimento, sendo o responsável por uma das sequências que revela o quanto "infantil" podem-se também tornar essas filosofias de Sorrentino, que aqui reflecte sobre os horrores da vida na personificação de uma óbvia personagem histórica. Por outro lado, eis que também surge Jane Fonda (no melhor papel em anos), que encoraja, ao lado de Keitel, a inserção de um dos diálogos mais deliciosos e frontais deste Youth, um debate irónico sobre um tema bem actual , a proclamada morte do cinema e a "vingança" da televisão no futuro.

 

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Sim, há muito por onde gostar nesta obra, nem que seja para matar as saudades de uma certa "beleza". Desde o desempenho de Michael Caine, ao bom regresso de Harvey Keitel, passando pelo hedonismo, até chegar ao glorioso momento final, acompanhado por uma música que assombra a narrativa: "The Simple Songs". Youth pode não ser a obra que se esperava de Sorrentino depois de La Grande Bellezza, mas para todos os efeitos é pura sedução.

 

"Intellectuals have no taste."

 

Filme visualizado na 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Paolo Sorrentino / Int.: Michael Cane, Harvey Keitel, Paul Dano, Rachel Weisz, Jane Fonda, Roly Serrano, Madalina Diana Ghenea

 

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Ver Também

La Grande Bellezza (2013)

 

7/10

publicado por Hugo Gomes às 14:20
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19.5.15

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Foi revelado um novo video de  Love, o novo filme de Gaspar Noé (Irréversible, Enter the Void), que será apresentado Quinta-Feira, dia 21 de Maio, na sessão de meia-noite do Festival de Cannes, o qual exibirá um escaldante ménage-a-trois.

 

Segundo a sinopse oficial, a história centrará na solidão de um jovem, Murphy (Karl Glusman), que sozinho no seu apartamento em pleno dia chuvoso, é "sucumbido" às recordações da sua mais marcante paixão, Electra, o qual conviveu durante dois anos. Anos, esses, recheados de jogos, paixão ardente, tentação e excessos.

 

O realizador havia descrito o seu trabalho como “um filme que excitará os rapazes e que as raparigas chorarão”. Aomi Muyocl e Klara Kristin também fazem parte do elenco

 

 

Ler críticas de outros filmes de Gaspar Noé

Irréversible (2002)

Enter the Void (2009)

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:09
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Chegou entre nós um novo trailer de Pan, uma espécie de prequela da clássica história de J. M. Barrie que agora conta com a realização de Joe Wright (Atonement, Pride and Prejuice). Pan acompanha as origens da Terra do Nunca e o primeiro contacto do jovem Peter Pan com ela. Peter Pan será uma das crianças órfãos raptadas pelo Capitão Barba Negra (Hugh Jackman), o mais temível pirata, num tempo em que o celebre Capitão Gancho, desempenhado por Garrett Hedlund, ainda não possuía o seu famoso gancho. Levi Miller, Rooney Mara, Amanda Seyfried, Kathy Burke, Leni Zieglmeier e Cara Delevingne completam o elenco. Pan tem estreia prevista para 15 de Outubro nos cinemas portugueses.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:51
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Foi divulgado o primeiro trailer de Maze Runner: The Scorch Trials, a adaptação do segundo livro da série literária infanto-juvenil de James Dashner. A história um grupo de jovens que num futuro distante se vêem forçados a serem testados em labirintos. O primeiro filme, Maze Runner, estreou ano passado e conseguiu um êxito moderado, arrecadando cerca 340 milhões de dólares em todo o Mundo. Wes Ball volta à realização, tendo ao seu dispor um elenco constituído por jovens estrelas como Dylan O'Brien, Katherine McNamara, Thomas Brodie-Sangster e Kaya Scodelario, e actores veteranos como Patricia Clarkson, Aidan Gillen e Barry Pepper. Estreia dia 17 de Setembro em Portugal.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:03
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Um misto de emoções. Assim foi recebido o último filme de Brillante Mendoza, Taklub, hoje apresentado à imprensa no Festival de Cannes. Inserido na secção Un Certain Regard, aquele que segundo o realizador é «uma história de sobrevivência e coragem» e «uma homenagem às vítimas e aos sobreviventes» do Tufão Yolanda (Hayan), que provocou uma onda de destruição nas Filipinas em 2013, contou com sala cheia, tendo ficando cada vez mais reduzida durante a sessão.

 

Mendoza fez um filme com base em experiências reais dos sobreviventes, tendo contraindo um tom de sofrimento acentuado em toda a sua narrativa. Provavelmente foi isso que fez  que muitos desistissem gradualmente do visionamento, enquanto os mais resistentes demonstravam sinais de agitação, constantes olhares para o relógio, suspiros de aborrecimento evidentes e, por fim, um final que foi aplaudido por alguns e olhado com indiferença por outros.

 

Brillante Mendoza, realizador de Lola Captives, volta aqui a trabalhar com a actriz Nora Aunor, com quem já havia colaborado em Sinapupunan (apresentado na edição de 2013 do Indielisboa e ainda inédito no nosso país). Em Taklub ela interpreta uma personagem inspirada numa sobrevivente real, uma mãe que procura os seus familiares numa região desolada pela força da Natureza.

 

Para além desta, o filme centra-se em infortúnios de outros sobreviventes, entre uns quais um homem que perdeu toda a sua família num incêndio, tornando-se protagonista de uma das cenas mais intensas e fortemente emocionais. A catástrofe que o filme aborda decorreu em Novembro de 2013 e devastou quase todo o arquipélago filipino, vitimando mais de dez mil pessoas. Foi considerado um dos mais fortes tufões algumas vez registados, mas foi completamente ignorado pelos medias do Ocidente uns dias depois do evento.

 

Talvez seja sob esse contexto que fez com que Mendoza dirigisse uma obra em constante estado martirológico, embora o cineasta sempre tenha afirmado que quando lhe propuseram que fizesse uma fita sobre a tragédia, que achava que «seria inapropriado e indelicado fazer um filme que explora a pena dos outros». Curiosamente o cineasta já anunciou que vai filmar uma nova obra e que de certa forma tem ligação a este projecto: «O meu próximo filme será um arrazoado contra as alterações climáticas. Eu quero que toda a gente tenha consciência desse problema mundial antes que seja tarde demais.»

 

 

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Sinapupunan (2012)

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publicado por Hugo Gomes às 16:25
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18.5.15

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Foi divulgado uma nova imagem explicita de Love, o novo filme de Gaspar Noé (Irréversible, Enter the Void), que será apresentado Quinta-Feira, dia 21 de Maio, na sessão de meia-noite do Festival de Cannes.

 

Segundo a sinopse oficial, a história centrará na solidão de um jovem, Murphy (Karl Glusman), que sozinho no seu apartamento em pleno dia chuvoso, é "sucumbido" às recordações da sua mais marcante paixão, Electra, o qual conviveu durante dois anos. Anos, esses, recheados de jogos, paixão ardente, tentação e excessos.

 

O realizador havia descrito o seu trabalho como “um filme que excitará os rapazes e que as raparigas chorarão”. Aomi Muyocl e Klara Kristin também fazem parte do elenco

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:27
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17.5.15

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Foi divulgado o trailer de Steve Jobs, um filme que Danny Boyle [realizador] e Aaron Sorkin [argumentista] desenvolveram e que conta com Michael Fassbender no protagonismo. Kate Winslet, Seth Rogen, Katherine Waterston e Jeff Daniels também fazem parte do elenco.

 

Baseado no livro biográfico de Walter Isaacson e em múltiplas entrevistas dadas ao longo da sua vida, este biopic sobre o visionário conta com a Universal Pictures como o estúdio de desenvolvimento, isto depois da Sony ter abdicado da produção.

 

Recordamos ainda que esta não será a primeira biografia cinematográfica em torno de Steve Jobs. Em 2013 estreava entre nós Jobs, uma fita de Joshua Michael Stern, com o actor Ashton Kutcher a desempenhar o papel principal.

 

 

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The Social Network (2010)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:56
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16.5.15
16.5.15

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"Todd Haynes back to the 50s"

 

Um produto bem embrulhado, este Carol, a história de um amor lésbico em plenos EUA nos anos 50, salienta a força de Todd Haynes em estruturar narrativas centradas nessa época de constrangimento sexual. Pois bem, muito antes dos anos 60, e de ter surgido a transição para a revolução ideológica, social e sexual em terras do Tio Sam, os anos 50 foram considerados um limbo, onde as "causas morais" e os valores tradicionais familiares, sustentados por uma nação erguida sob doutrinas cristãs conservadoras, prevaleciam perante a vontade individual.

 

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Todd Haynes já havia pegado nesse cenário e incutindo um revoltoso escape em 2002, com Far From Heaven (Longe do Paraíso), onde Julianne Moore interpretaria uma “perfeita” dona de casa, modelar e servente ao senso comum do protótipo familiar, que faz algo impensável: comete adultério. E fá-lo da forma mais radical e controversa para a época. Nesse mesmo ano, a mesma actriz voltaria a regressar à década, e curiosamente perdida de amores por uma mulher (The Hours, Stephen Daldry). Por outras palavras, Cate Blanchett percorre território de Julianne Moore, mas prevalece como uma personagem própria. Ela é a Carol do título, uma mulher com uma força descomunal, mas intrinsecamente frágil perante a natureza do seu coração. A actriz opera como o motor de arranque do filme de Haynes, uma obra que situa-se algures entre a produção conservadora digna dos grandes estúdios e a ousadia quase libertina de uma produção independente.

 

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Carol (o filme) incute diversos ares de La Vie d'Adèle (A Vida de Adèle), de Abdellatif Kechiche, principalmente através de Rooney Mara, a perpetuar a “boneca” sexualmente e objectivamente confusa mas em constante desenvolvimento e com a auto-estima em crescendo. Contudo, a actriz não é par para uma Cate Blanchett realmente profunda e carismática em todo este retrato. Mas este Carol reserva ainda outro problema. É demasiado dependente da sua actriz e da convicção dramática entregue pela sua bem construída personagem.

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O resto é uma cenografia bem apresentável por parte de Haynes, de quem após o pouco convencional biopic de Bob Dylan, I'm Not There - Não Estou Aí (filme que conserva um dos desempenhos mais insólitos de Blanchett), se esperava algo absolutamente mais criativo e fora dos parâmetros do “belo embrulho” deste filme de estúdio. Se A Vida de Adèle e Longe do Paraíso tivessem uma filha, certamente seria Carol.

 

Filme visualizado na 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Todd Haynes / Int.: Cate Blanchett, Rooney Mara, Kyle Chandler, Sarah Paulson

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 23:54
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O quarto da mãe!

 

Com Mia Madreuma coisa podemos ter a certeza: Nanni Moretti perdeu o seu toque e mesmo quando invoca o seu estilo sentimo-nos defraudados com o seu (não confirmado) cansaço. Nesta sua nova obra, somos apresentados a Margherita (Margherita Buy), uma realizadora cuja sua vida ultimamente tem levado violentos golpes. A sua mãe sofre com uma doença terminal, a morte é eminente, mas Margherita prefere não aceitar isso. Para além do mais, a sua filha adolescente está demasiado confusa e perdida, e o filme, que se encontra a rodar, está a tornar-se num autêntico caos, um cenário que piora ainda mais com a vinda de Barry (John Turturro), uma estrela de Hollywood egocêntrica, dotada de muita conversa e pouca acção.

 

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Nanni Moretti transformou Mia Madre num objecto pessoal, personificando-se numa mulher que parece ter perdido o controlo na sua vida. Margherita interpreta um alter-ego do próprio Moretti e a sua anterior "capa" Michele Apicella, mas o drama incutido pelo cineasta parece sufocar a personagem, mais do que as tramas nas quais ela está envolvida. Muitas delas soam mesmo a evocações a um dos êxitos passados do autor, O Quarto do Filho, no qual aborda a ausência como um estado de espírito atormentado. Demasiado anoréctico para a sua veia existencialista, Mia Madre parece apenas ter encontrado a sua força no desempenho de John Turturro, um "comic relief" que se transforma num must. O actor desencadeia um dos momentos musicais mais deliciosos dos últimos tempos, muito devido ao seu carisma, aqui em pleno estado de graça.

 

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De resto, tudo é empacotado com as referências de Moretti, que aqui surge também na interpretação como se tratasse do "grilo-consciência" do Pinóquio. Nisto, Mia Madre vale a visualização por dois motivos únicos: um actor secundário com uma estima igual ou maior que o próprio filme, e a confirmação de que até mesmo um dos realizadores mais frontais de Itália tem o seu "quê" de bloqueio criativo.

 

Filme visualizado na 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Nanni Moretti / Int.: Margherita Buy, John Turturro, Giulia Lazzarini, Nanni Moretti

 

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Ver Também

Habemus Papam (2011)

5/10

publicado por Hugo Gomes às 11:09
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O filme de Gus Van Sant, The Sea of Trees, foi vaiado durante a sua premiere na 68ª edição do Festival de Cannes. A sessão que contou com a presença do realizador e dos respectivos actores (Matthew McConaughey e Naomi Watts) decorreu no Grand Théâtre Lumière e terminou com furiosos assobios e apupas. A crítica foi automaticamente feroz com a obra, apelidando de o "First Stinker", ou a primeira desilusão desta edição do mais mediático festival do Mundo.

 

The Sea of Trees segue a história de um homem que decide por fim à sua vida. Para tal viaja para Aokigahara, uma densa floresta no Japão que tem sido nos últimos anos um recordista como palco de suicídios. Para além McConaughey e Watts, o novo filme de Gus Van Sant conta com o desempenho de Ken Watanabe. Será distribuído em Portugal pela Leopardo Filmes, provavelmente tendo estreia nacional no Lisbon & Estoril Film Festival.

 

 

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Naomi Watts junta-se a Matthew McConaughey no novo filme de Gus Van Sant!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:57
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Mais um trailer da nova animação da Universal Pictures, Minions, está disponível online. Trata-se do esperado spin-off de Despicable Me, o qual seguimos a origem dos carismáticos ajudantes amarelos do franchising e as circunstâncias que conheceram o seu futuro patrão, Gru (com a voz de Steve Carrell). Minions contará ainda com as vozes de Sandra Bullock, que será a vilã Scarlet Overkill, Jon Hamm, Hiroyuki Sanada, Steve Coogan e Michael Keaton . Estreia a 23 de Julho de 2015 em Portugal.

 

 

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Despicable Me (2010)

 

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Minions em destaque em poster do seu filme a solo!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:52
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Os Crimes de Woody Allen!

 

Os golpes sempre fizeram parte do cinema de Woody Allen, mas desta vez o cineasta pegou no livro de receitas de Hitchcock e sob o seu signo incutiu Stranger in a Train (1951)  como a mais evidente influência. É que a busca pelo crime perfeito, aquele que segundo o "mestre do suspense" é isento de culpa, já vinha no vocabulário de Allen (nota-se, por exemplo, o seu negro Match Point), mas nunca analisado de maneira mais meticulosa que as anteriores abordagens.

 

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Contudo, com isto não esperem nada de exaustivamente sério por aqui. Allen brinca com as suas próprias fórmulas e o existencialismo irónico e cínico das suas personagens são os seus brinquedos predilectos. O tratamento destas aufere um tom quase caricatural, mas a caricatura aqui é mais densa do que se julga, e nisto sente-se a própria marca autoral do cineasta, pois todas essas personagens têm algo de seu. Nota-se por exemplo que Joaquim Phoenix é uma personificação fantasiosa de um Woody Allen psicologicamente hipocondríaco, o qual fala de sentimentos e que tenta incuti-los com tragédias passadas, sendo assim um ser interminavelmente infeliz que encontra a experiência na transgressão do corretamente cívico. Ou seja, somos induzidos por uma rebeldia inerente do realizador, o qual deposita nas personagens um regresso ao seu espirito adolescente, desafiante e revoltado com o posicionamento da sociedade.

 

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Se por um lado o filme é um "abaixo" as morais formalizadas, por outro é um debate sobre o maniqueísmo imposto pelas mesmas. Nesse sentido tudo é resolvido, de certa forma, com uma referência a Hannah Arendt e à sua Banalidade do Mal. Mas se Joaquim Phoenix mostra-se versátil, o melhor é mesmo "espreitar" a confiante Emma Stone, que se encontra cada vez mais emancipada num protagonismo, sem falar do seu contagiante carisma do qual é impossível desviar o olhar.

 

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Porém, fica a questão. Será este um "bom" Woody Allen? Na verdade é apenas "morno". O que encontramos é um filme pontuado com o seu característico humor, com tudo aquilo que poderíamos esperar de um regresso do cineasta nova-iorquino, mas onde se nota que a imaginação começa a faltar-lhe. Isso é sentido principalmente nas resoluções arranjadas à última da hora para encontrar um desfecho para a intriga. Desfecho que parece ter sido concretizado para funcionar como uma anedota, onde a grande piada reside no seu final.

 

Filme visualizado na 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Woody Allen / Int.: Emma Stone, Joaquin Phoenix, Parker Posey

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 15:24
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Os complexos amorosos da lagosta!

 

Não há mal nenhum em estranhar, até porque essa parece ser a atitude certa para uma obra como este The Lobster (A Lagosta), a nova criação do cineasta grego Yorgos Lanthimos, que se dispõe como uma fria sátira do quão burocráticos se tornaram os compromissos afectivos e a relevância impar que o estatuto social adquiriu na nossa sociedade. Obviamente, em toda essa crítica, na forma de uma prolongada metáfora distópica, o bizarro faz definitivamente parte da experiência, sendo incutido um surrealismo e um non sense nos desempenhos, todos eles aludindo a um alvo social, ou, neste caso, a um conjunto deles.

 

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A mente por trás do bizarro Canino, essa hipérbole da distorção social perpetrada pelos sistemas totalitaristas, tem ao seu dispor um elenco internacional que conta com as presenças de Colin Farrell, Rachel Weisz, Lea Seydoux e até Ben Whishaw. Apesar disso, Lanthimos não arredou o pé quanto à sua excentricidade e revelou-se um arquitecto niilista, onde um mundo não identificável é a sua maior obra de arte. Neste mundo ser solteiro é um crime, uma marginalidade onde os recém-solteiros apenas possuem um de dois objectivos da vida: ou arranjam um par, ou transformam-se num animal. Um pouco com Huxley e o seu Admirável Mundo Novo, aqui encontramos uma sociedade que coloca o sexo como o tópico mais natural e trivial de sempre, e nele reside a grande combustão para o quotidiano de qualquer um.

 

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Dividido em dois actos evidentes, The Lobster tenta colidir com os dois lados da mesma moeda. Em consequência disso, é dada uma profundidade, apesar de não parecer, a essa mesma distopia. Lanthimos contraiu uma linguagem influenciada pelo cinema inibido norte-americano, como o de Wes Anderson, tão presente nos desempenhos e personagens caricatas, assim como os diálogos que estão algures entre o delicioso e o surreal. Sim, eis uma viagem pelo sobrenatural das distopias, uma complexa crítica à essência sexual humana que, como animal monogâmico ou simplesmente solitário, define a sua estrutura social e matrimonial. Já os animais, mais que um dispositivo narrativo, comportam-se aqui como signos, como a própria lagosta, que possui um papel fundamental e simbólico.

 

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Nisto, muitas ideias poderão ser retiradas daqui, visto que Lanthimos dá espaço para ambiguidades e paradoxos. Porém, gosto de pensar como Orson Welles: "Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos". Tal citação enquadra-se na perfeição na sequência final, sugestivamente dolorosa mas que sublinha com acidez o seu ponto de vista.

 

Filme visualizado na 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Yorgos Lanthimos / Int.: Colin Farrell, Rachel Weisz, Lea Seydoux, Ben Whishaw, John C. Reilly, Jessica Barden, Michael Smiley

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 12:59
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14.5.15

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A suspeita é coisa de vizinho!

 

A Nova Vaga Romena é dotada pelo realismo rígido e de algumas melancolias. Radu Muntean (Tuesday, After Christmas) consegue através dessa característica do seu cinema construir um anti-thriller, uma obra alicerçada por dilemas de culpa e insuspeita. Em Un Etaj Mai Jos (One Floor Below) seguimos Patrascu (Teodor Corban), um homem comum, pai de família, acomodado com a sua vida, trabalho e amigos, cuja curiosidade o leva a territórios psicologicamente perturbados. Certo dia, Patrascu ouve uma discussão da vizinha do andar de baixo e, para poder acompanhar os pormenores dessa valente discussão entre uma jovem rapariga e o seu amante, também ele um vizinho, é apanhado a escutar por detrás da porta. No dia seguinte, a mesma vizinha aparece morta, a polícia investiga e o suicídio é a causa mais provável. Porém, para Patrascu o evento é um claro homicídio, e a suspeita do eventual culpado surge na sua mente. Apesar de decidido a continuar com a sua vida, Patrascu vê-se perseguido pelo alegado homicida.

 

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One Floor Below contrai um sentimento anti-climax em toda a sua execução, a começar por uma câmara que segue fielmente o seu protagonista, onde esse efeito (que funciona como uma rêmora num tubarão) não limita o olhar do espectador quanto ao desenrolar da intriga, mas finca sobretudo o realismo das suas sequências. O resultado é feliz nessa transmissão de credibilidade. O protagonista, Teodor Corban, demonstra firmeza no seu desempenho, o esboço de um homem comum, transparente quanto às suas emoções e dimensão psicológica, funcionando como uma personagem que não nos importamos de seguir nesta jornada ao andar de baixo. Quanto à sua aventura propriamente dita, Radu Muntean tece uma intriga em constante confronto com os seus dilemas, quase referenciando o cinema de Hitchcock sob o vínculo da culpa.

 

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Mas a questão da autodestruição derivada por um silencio criminoso revela as suas fraquezas enquanto produto independente. One Floor Below possui na sua carta alguns valores de ouro quanto à entrega do enredo, a dissipação do climax como uma opção direccionada ao debate fora do filme e a sua ambiguidade afiada. Contudo, o filme está demasiado preso ao seu clubismo estilístico, com um realismo exaustivamente reforçado pela sua própria frigidez. Ainda assim, não deixa de ser uma curiosa experiência.

 

Filme visualizado na 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Radu Muntean / Int.: Teodor Corban, Constantin Dita, Ionut Bora, Liviu Cheloiu, Calin Chirila

 

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7/10

publicado por Hugo Gomes às 21:15
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14.5.15

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O recheio da vida segundo Naomi Kawase!

 

Com An é impossível negar que Naomi Kawase faz pinturas a óleo com a sua câmara, e tal evidência é-nos demonstrada logo na sua abertura, onde as cerejeiras em flor atribuem às imagens captadas a sua distinta beleza, quase plástica, assim como a sua essência etnográfica. Depois de abranger questões sobre a vida e a morte em Still the Water (presente na anterior edição do Festival de Cannes), Kawase regressa a tais tópicos através da adaptação de uma obra literária de Durian Sukegawa, onde coloca três gerações completamente diferentes a debaterem os seus respectivos papéis na sociedade, e como esperam reintegrar-se nela.

 

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O título da obra advém do recheio dos dorayakis, esse popular doce japonês que serve de ligação para as referidas personagens. Tal como é descrita a sua receita, o filme também contrai um conflito inerente de teor, ora doce, ora salgado. Essa dita doçura contagia e cinicamente nos manipula a amar as suas personagens. Isso é conseguido, eficazmente, sob um toque de inocência apurada. Porém, não se aflijam, de inocente este An nada tem. A verdade é que por detrás de cada gesto de optimismo esconde-se uma crítica subliminar a uma sociedade em evolução, onde o tradicional dá lugar ao moderno, e cujo moderno é isento de alma.

 

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Obviamente existe muito por onde gostar neste novo filme da nipónica: os planos são encantadores e as interpretações são de uma simplicidade afectuosa, mas infelizmente surge um terceiro ato onde a ênfase dramática é aprofundada e adquire um paladar melodramático com os artifícios de "puxar lágrimas" quase próprios de qualquer filme de Hollywood. Assim, Naomi Kawase conseguiu até um produto "bonito", nisso não há duvida alguma, mas cuja inocência está apenas à flor da pele. O mesmo se pode dizer da sua suposta simplicidade dramática.

 

Filme de abertura do Un Certain Regard do 68ª edição do Festival de Cannes

 

Real.: Naomi Kawasake / Int.: Kirin Kiki, Miyoko Asada, Etsuko Ichihara, Masatoshi Nagase

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 16:40
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13.5.15

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Foi revelada a primeira imagem de Noomi Rapace (Millennium) como Maria Callas, cantora lírica norte-americana de ascendência grega, considerada uma das mais influentes vozes da ópera do século XX. Um projecto desenvolvido durante 5 anos, onde actrizes como Eva Mendes e Eva Green já foram cotados para o papel, Callas (titulo do filme) vai por fim chegar aos cinemas em 2016. Será dirigido pela cineasta neo-zelandesa Niki Carou (Whale Rider) e terá como base uma biografia romanceada da vida de Callas escrita por Alfonso Signorini, que focará na sua relação com o magnata Aristóteles Onassis.

 

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publicado por Hugo Gomes às 22:59
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O regresso do guerreiro da estrada, ou melhor, da guerreira!

 

Trinta anos passaram desde a Cúpula do Trovão (Beyond Thunderdome) e ainda hoje a existência de um quarto Mad Max nos cinemas continua a ser levada com uma certa incredibilidade. Mas a verdade é que o nosso anti-herói presente num mundo pós-apocalíptico em que a Humanidade parece estar reduzida a pequenas e violentas tribos, está mais vivo que nunca, e a relembrar os seus tempos áureos de Road Warrior (1981) - o que parece mentira, visto que nem Mel Gibson nem Tina Turner encontram-se presentes nesta nova aventura. Aliás, a icónica e homónima personagem tem uma nova cara - Tom Hardy (The Dark Knight Rises) - e uma incursão mais filosófica do que o normal, mas entenda-se que tudo isso é sol de pouca dura, porque o real objectivo deste Fury Road é simplesmente entregar-se a um entretenimento voraz repleto de ápices frenéticos de acção (semi) artesanal.

 

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30 anos foram muito tempo para a saúde de Mad Max. O mundo que o acolhera em três bem-sucedidos filmes tornou-se drasticamente diferente. O cinema dito de entretenimento evoluiu para formas mais reflectidas e milimetricamente pensadas para agradar a gregos e troianos. Assim, para este novo projecto era necessário o lema de Darwin: evoluir ou morrer. Porém, para Darwin, Mad Max apenas responde com a necessidade de sobrevivência. Como resultado temos uma exaustiva produção ao nível dos maiores espectáculos hollywoodescos e ao mesmo tempo um júbilo cinematográfico à moda antiga, com um requisito megalómano de stunts e todo um universo demasiado sujo para uma indústria cinematográfica deveras limpa.

 

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Depois temos a Mulher. Mais do que mero activismo politico ou social, Charlize Theron partilha o protagonismo com Hardy, e, para ser sincero, de forma desigual, já que a actriz rouba qualquer cena que surja com a sua trágica "mulher de armas", Furiosa. Tal como sucedera em Snow White and the Huntsman, Theron prova mais uma vez que nenhum papel é pequeno. Neste caso, as comparações que tem suscitado com a Ellen Ripley de Sigourney Weaver, esse símbolo da mulher de acção no Cinema, não são tão descabidas assim, visto que a sua personagem é uma emancipada, subjugada aos códigos do feminismo militante e intercalada com uma extrema necessidade de apelar ao lado mais emocional. George Miller conseguiu aqui, subtilmente, um hino ao retorno da acção no feminino através de uma manobra bem perigosa, mas com resultados felizes. Mad Max não é o único herói acidental aqui, desta vez é uma mulher que está no volante.

 

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Mas não nos fiquemos por questões de igualdades, nem de profundidade por vezes imperativas nos blockbusters dos dias de hoje. Fury Road é, sim, uma montanha russa, imparável, pomposa, mas sempre fiel aos códigos de série B. É entretenimento para massas, eficazmente direccionado a todos os que cresceram com o herói de Gibson (em jeito de homenagem, o vilão deste capitulo é interpretado por Hugh Keay-Byrne) ou pela ausência de limites na acção. É uma reciclagem das grandes perseguições, enraizadas na narrativa com uma explosiva força motora.

 

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Se formos descrever este Mad Max numa simplicidade quase massacrante, poderemos insinuar, e com convicção, que todo o filme é uma ida e volta, um autêntico "freak show" que não irá deixar defraudados quem tem como único propósito a diversão. Esteticamente é um novo Mad Max, porém, o modelo continua a ser o antigo.

 

"Oh what a day, what a lovely day!"

 

Real.: George Miller / Int.: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, Hugh Keay-Byrne, Rosie Huntington-Whiteley, Zoë Kravitz, Riley Keough, Nathan Jones

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 22:19
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